INTRODUÇÃO
§ . Introdução aos Atos e as Epístolas Apostólicas.
PALESTINA SOB DOMÍNIO ROMANO.
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Na época do nascimento de Jesus, a terra de Israel (agora chamada de Palestina pelos romanos) era governada pelos romanos, que concederam a Herodes, o Grande, o título de “rei” da região. Seu domínio incluía a maior parte das terras que pertenceram a Israel. Após sua morte, os romanos atenderam ao desejo de Herodes de que seu reino fosse dividido entre seus filhos Arquelau, Antipas e Filipe. A região de Decápolis (“Dez Cidades”) nunca foi incluída no reino de Herodes e tinha uma população e caráter distintamente gentios. As cidades desta região gozavam de status semiautônomo sob os romanos. Na época de Jesus, o Mar da Galileia havia desenvolvido uma próspera indústria pesqueira e muitos dos discípulos de Jesus eram pescadores. Jesus escolheu a cidade pesqueira de Cafarnaum como base de seu ministério na Galileia. (Mateus 4:12-22; Marcos 1:16-20; Lucas 5:1-11) A cidade de Cesareia, na costa do Mediterrâneo, era o quartel-general das forças romanas na Palestina e também tinha um caráter distintamente gentio. A região árida do Mar Morto tornou-se o lar de pessoas alienadas da grande sociedade judaica, como a comunidade de Qumran.
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JERUSALÉM.

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Na época do Novo Testamento, a antiga cidade de Jerusalém havia sido transformada de uma fortaleza relativamente pequena dos dias de Davi (2 Samuel 5:6-10; 1 Crônicas 11:4-9) em uma grande cidade com um Templo que rivalizava com o Novo Testamento. os maiores templos do mundo romano. Pouco antes do nascimento de Jesus, Herodes, o Grande, renovou e expandiu completamente o Templo do Senhor, e também construiu para si um palácio luxuoso, vários tanques (onde Jesus ocasionalmente realizava curas), edifícios públicos e cidadelas militares, incluindo a Antônia. Fortaleza, que dominava o Templo. Os residentes ricos, incluindo o sumo sacerdote, ocupavam casas extravagantes na Cidade Alta, enquanto os residentes mais pobres eram relegados para áreas menos desejáveis, como a Cidade Baixa. O bairro dos essênios recebeu esse nome porque muitos de seus residentes pertenciam aos essênios, uma seita religiosa estrita que era conhecida por sua cuidadosa atenção à lei de Moisés. Do outro lado do Vale do Cédron ficava o Jardim do Getsêmani, onde Jesus frequentemente se reunia com seus discípulos. (Mateus 26:36-46; Marcos 14:32-53; João 18:1-14) Mais a leste ficava o Monte das Oliveiras, onde Jesus começou sua entrada triunfal uma semana antes de sua crucificação (Mateus 21:1-11; Marcos 11:1-11; Lucas 19:28-40; João 12:12-19), ensinado seus discípulos sobre os últimos dias (Mateus 24-25; Marcos 13), e finalmente ascendeu ao céu após sua ressurreição. (Lucas 24:50-53; Atos 1:1-11)
O rei Herodes, o Grande, iniciou as reformas do Templo por volta de 20–19 a.C. Toda a expansão do templo, incluindo o enorme Monte do Templo, não foi concluída até aproximadamente 62-64 d.C.
Os pátios internos do Templo de Herodes eram acessíveis por 10 portões, pelos quais somente os judeus podiam entrar. No interior havia várias câmaras e um pátio onde eram feitos sacrifícios. Numa extremidade ficava o lugar sagrado – um santuário de dois cômodos usado pelos sacerdotes judeus. O extenso projeto de construção do Segundo Templo e do Monte do Templo de Herodes foi concluído aproximadamente entre 62 e 64 d.C., apenas para ser destruído pelos romanos em 70 d.C.
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Vimos como a Parousia, ou a vinda de Cristo, permeia os Evangelhos do começo ao fim. Nós achamos isso claramente anunciado por João Batista no início de seu ministério, e é a última expressão de Jesus registrada por São João. Entre esses dois pontos, encontramos referências contínuas ao evento de várias formas e em várias ocasiões. Vimos também que a Parousia está geralmente associada ao julgamento, ou seja, o julgamento de Israel e a destruição do templo e da cidade de Jerusalém. A razão dessa associação da vinda de Cristo com o julgamento de Israel é muito aparente. A Parousia foi o evento culminante do que pode ser chamado de história messiânica, ou o governo teocrático do povo judeu. A encarnação e a missão do Filho de Deus, embora tivessem um relacionamento geral com toda a raça humana, tinham ao mesmo tempo um relacionamento especial e peculiar com a nação da aliança, os filhos de Abraão. Cristo era realmente o “segundo Adão”, o novo chefe e o novo representante da raça humana, mas, antes disso, ele era o filho de Davi e o rei de Israel. Sua visão declarada de sua missão era que ela era, antes de tudo, especial para o povo escolhido: “Eu não fui enviado, mas para as ovelhas perdidas da casa de Israel.” (Mateus 15:24) O próprio título que Ele reivindicou, “Cristo”, o Messias, ou Ungido, era indicativo de Sua relação com o Judaísmo e a Teocracia, pois o reconheceu como o Rei legítimo, vindo na plenitude dos tempos “para os Seus”, para tomar posse do trono de seu pai Davi. Esse caráter judaico especial da missão do Senhor Jesus é constantemente reconhecido no Novo Testamento, embora seja frequentemente ignorado pelos teólogos e quase esquecido pelos cristãos em geral. São Paulo coloca grande ênfase nisso. “Agora digo que Jesus Cristo era um ministro da circuncisão, para confirmar as promessas feitas aos pais”; (Romanos 15:8) e podemos acrescentar: “para cumprir as ameaças” também. A frase “o reino de Deus” é distintamente uma ideia messiânica e teocrática e tem uma referência especial e única a Israel, sobre quem o Senhor era rei em um sentido peculiar apenas àquela nação. (Deuteronômio 7:6; Amós 3:2) Veremos que “o reino de Deus” é representado como chegando à sua consumação no período da destruição de Jerusalém. Esse evento marca o desenlace do grande esquema da providência divina, ou economia, como é chamada, que começou com o chamado de Abraão e durou dois mil anos. Podemos considerar esse esquema, a dispensação judaica, não apenas como um fator importante na educação do mundo, mas também como um experimento, em larga escala e sob as circunstâncias mais favoráveis, se era possível formar um povo para o serviço, temor e amor a Deus; uma nação modelo, cuja influência moral pode abençoar o mundo. Em alguns aspectos, sem dúvida, foi um fracasso e seu fim foi trágico e terrível; mas o que é importante notarmos, em conexão com essa investigação, é que a relação de Cristo, o Filho de Davi e o Rei de Israel, com a nação judaica explica o destaque dado nos Evangelhos à Parousia e os eventos que acompanhou-o, como tendo uma influência especial sobre esse povo. A falta de atenção a isso enganou muitos teólogos e comentaristas: – eles leram “o planeta terra” onde apenas “a terra” [de Israel] era destinado; “A raça humana”, quando apenas “Israel” foi planejado; “O fim do mundo”, quando “o fim da era, ou a dispensação [judaica]” foi mencionada. Ao mesmo tempo, seria um erro grave subestimar a importância e a magnitude do evento que ocorreu na Parousia. Foi uma grande era no governo divino do mundo: o fim de uma economia que durou dois mil anos; o término de um aeon e o início de outro; a revogação da “ordem antiga” e a inauguração da nova. É, no entanto, sua relação especial com o judaísmo que confere à Parousia seu principal significado e importância. Passando dos Evangelhos aos Atos e às Epístolas, descobriremos que a Parousia ocupa um lugar conspícuo nos ensinamentos e escritos dos apóstolos. É natural e razoável que assim seja. Se o Mestre deles os ensinou durante Seu ministério que Ele voltaria em breve; que alguns deles viveriam para vê-lo retornar; se em sua conversa de despedida com eles na ceia pascal, ele afirmou que o intervalo de sua ausência seria por “um pouco de tempo”; e se em sua ascensão os mensageiros divinos lhes garantiram que voltaria assim como o viram partir; seria realmente estranho se eles tivessem esquecido ou perdido de vista a esperança inspiradora de uma rápida reunião com o Senhor. Eles certamente expressam frequentemente a expectativa de Sua vinda. Essa esperança foi a estrela do dia e o amanhecer que os animou na noite sombria da tribulação pela qual eles tiveram que passar: eles se consolaram com a conhecida palavra de ordem: “O Senhor está próximo.” Eles sentiram que a qualquer momento sua esperança poderia se tornar realidade. Eles esperavam, procuravam, ansiavam e exortavam-se à vigilância e à oração. Como o Senhor os havia ordenado, eles o fizeram. Eles poderiam estar enganados? É possível que eles nutrissem ilusões sobre esse assunto? Eles poderiam ter entendido mal os ensinamentos do Senhor? Se isso fosse possível, abalaria os fundamentos de nossa fé. Se os apóstolos pudessem estar errados sobre um fato sobre o qual tinham os mais amplos meios de informação, e sobre os quais eles professavam falar com autoridade como órgãos de inspiração divina, que confiança poderiam ter em relação a outros assuntos, que por natureza eram obscuros, abstrusos e misteriosos? Ninguém que tenha fé na certeza que o Salvador deu a Seus discípulos de que Ele enviaria o Espírito Santo para “guiá-los em toda a verdade”, “ensinar-lhes todas as coisas” e “trazer todas as coisas para sua lembrança de que ele lhes dissera”, pode duvidar que a autoridade com a qual os apóstolos falam sobre a Parousia seja igual à do próprio Senhor.1 A hipótese de que possa ser feita uma distinção entre o que eles acreditavam e ensinavam sobre esse assunto e o que eles acreditavam e ensinavam sobre outros assuntos, não suporta o menor exame. Todo o ensino deles repousa sobre o mesmo fundamento, e esse fundamento sobre o qual repousa a doutrina do próprio Cristo. Passamos agora a examinar as referências à Parousia contidas nos Atos e nas Epístolas – tomando-as em sua ordem cronológica, tanto quanto se possa dizer que isso seja verificado.
† Tibério César, Segundo imperador de Roma.
(14-37 d.C.)2
† Felipe (o tetrarca), rei da Traconítide, Auranítide, Batanéia, Gaulanítide, Ituréia.
(1 a.C.-34 d.C)3
† Herodes Antipas, rei da Galileia e Pereia.
(1 a.C.-39 d.C.)
† Pôncio Pilatos, quinto procurador romano da Judeia, Samaria e Idumeia.
(26-36 d.C.)4
PARTE 1
OS PRIMEIROS REGISTROS DA IGREJA DE JERUSALÉM ATÉ A DISPERSÃO PELAS REGIÕES DA JUDEIA E SAMARIA.
◈ TEMPO: Menos de 6 meses.
(33 d.C.)
§ 1. Prefácio de Lucas.
Atos 1:1, 2
Prezado Teófilo, em meu livro anterior eu escrevi a respeito de tudo o que Jesus fez e ensinou, desde o início até o dia em que ele foi levado para o céu.5 Isso foi após ele ter dado orientações, por meio do Espírito Santo, para os apóstolos que ele havia escolhido.
§ 2. A escolha de Matias.
◈ Data: Entre 26 de Lyar e 6 de Sivan. – 33 d.C.
◈ Local: Jerusalém.
JERUSALÉM.

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Na época do Novo Testamento, a antiga cidade de Jerusalém havia sido transformada de uma fortaleza relativamente pequena dos dias de Davi (2 Samuel 5:6-10; 1 Crônicas 11:4-9) em uma grande cidade com um Templo que rivalizava com o Novo Testamento. os maiores templos do mundo romano. Pouco antes do nascimento de Jesus, Herodes, o Grande, renovou e expandiu completamente o Templo do Senhor, e também construiu para si um palácio luxuoso, vários tanques (onde Jesus ocasionalmente realizava curas), edifícios públicos e cidadelas militares, incluindo a Antônia. Fortaleza, que dominava o Templo. Os residentes ricos, incluindo o sumo sacerdote, ocupavam casas extravagantes na Cidade Alta, enquanto os residentes mais pobres eram relegados para áreas menos desejáveis, como a Cidade Baixa. O bairro dos essênios recebeu esse nome porque muitos de seus residentes pertenciam aos essênios, uma seita religiosa estrita que era conhecida por sua cuidadosa atenção à lei de Moisés. Do outro lado do Vale do Cédron ficava o Jardim do Getsêmani, onde Jesus frequentemente se reunia com seus discípulos. (Mateus 26:36-46; Marcos 14:32-53; João 18:1-14) Mais a leste ficava o Monte das Oliveiras, onde Jesus começou sua entrada triunfal uma semana antes de sua crucificação (Mateus 21:1-11; Marcos 11:1-11; Lucas 19:28-40; João 12:12-19), ensinado seus discípulos sobre os últimos dias (Mateus 24-25; Marcos 13), e finalmente ascendeu ao céu após sua ressurreição. (Lucas 24:50-53; Atos 1:1-11)
O rei Herodes, o Grande, iniciou as reformas do Templo por volta de 20–19 a.C. Toda a expansão do templo, incluindo o enorme Monte do Templo, não foi concluída até aproximadamente 62-64 d.C.
Os pátios internos do Templo de Herodes eram acessíveis por 10 portões, pelos quais somente os judeus podiam entrar. No interior havia várias câmaras e um pátio onde eram feitos sacrifícios. Numa extremidade ficava o lugar sagrado – um santuário de dois cômodos usado pelos sacerdotes judeus. O extenso projeto de construção do Segundo Templo e do Monte do Templo de Herodes foi concluído aproximadamente entre 62 e 64 d.C., apenas para ser destruído pelos romanos em 70 d.C.
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Atos 1:13-17, 20-26
Quando entraram na cidade de Jerusalém, subiram para o cenáculo onde se reuniam Pedro, João, Tiago, André, Filipe, Tomé, Bartolomeu, Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão, o Zelote, e Judas, filho de Tiago. Todos eles se uniram para orar, juntamente com as mulheres e com a mãe de Jesus, Maria, além dos irmãos dele. Em um daqueles dias, Pedro se levantou no meio dos irmãos, que formavam um grupo de mais ou menos cento e vinte pessoas, e disse: “Meus irmãos, era preciso que se cumprisse o que está escrito nas Sagradas Escrituras, dito por Davi, pelo Espírito Santo, sobre Judas, que guiou aqueles que prenderam Jesus. Ele era considerado um de nós e teve parte neste ministério.” E Pedro continuou: “Como está escrito no livro dos Salmos: ‘Deixe que a casa dele fique abandonada e que ninguém mais more lá.’ E também: ‘Deixe que outra pessoa ocupe o seu lugar.’ Portanto, precisamos escolher alguém que conviveu conosco durante todo o tempo que Jesus esteve entre nós. Alguém que tenha acompanhado desde quando João Batista estava batizando até o dia em que Jesus foi levado para o céu. Devemos escolher um homem para se juntar a nós como testemunha da ressurreição de Jesus.” Então, foram apresentados dois nomes: José, apelidado de Justo, também conhecido como Barsabás, e Matias. Eles oraram juntos e disseram: “Senhor, você que conhece os pensamentos de todos, por favor, mostre-nos qual desses dois homens você escolheu para substituir Judas como um apóstolo neste trabalho que ele abandonou, para ir ao lugar que merecia.” Eles, então, fizeram um sorteio, e Matias foi o escolhido. Ele foi considerado um apóstolo juntamente com os outros onze.6
§ 3. O Pentecoste. O primeiro sermão de São Pedro.
◈ Data: Primeiro Dia da Semana, 7 de Sivan. – 33 d.C.
◈ Local: Jerusalém.
JERUSALÉM.

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Na época do Novo Testamento, a antiga cidade de Jerusalém havia sido transformada de uma fortaleza relativamente pequena dos dias de Davi (2 Samuel 5:6-10; 1 Crônicas 11:4-9) em uma grande cidade com um Templo que rivalizava com o Novo Testamento. os maiores templos do mundo romano. Pouco antes do nascimento de Jesus, Herodes, o Grande, renovou e expandiu completamente o Templo do Senhor, e também construiu para si um palácio luxuoso, vários tanques (onde Jesus ocasionalmente realizava curas), edifícios públicos e cidadelas militares, incluindo a Antônia. Fortaleza, que dominava o Templo. Os residentes ricos, incluindo o sumo sacerdote, ocupavam casas extravagantes na Cidade Alta, enquanto os residentes mais pobres eram relegados para áreas menos desejáveis, como a Cidade Baixa. O bairro dos essênios recebeu esse nome porque muitos de seus residentes pertenciam aos essênios, uma seita religiosa estrita que era conhecida por sua cuidadosa atenção à lei de Moisés. Do outro lado do Vale do Cédron ficava o Jardim do Getsêmani, onde Jesus frequentemente se reunia com seus discípulos. (Mateus 26:36-46; Marcos 14:32-53; João 18:1-14) Mais a leste ficava o Monte das Oliveiras, onde Jesus começou sua entrada triunfal uma semana antes de sua crucificação (Mateus 21:1-11; Marcos 11:1-11; Lucas 19:28-40; João 12:12-19), ensinado seus discípulos sobre os últimos dias (Mateus 24-25; Marcos 13), e finalmente ascendeu ao céu após sua ressurreição. (Lucas 24:50-53; Atos 1:1-11)
O rei Herodes, o Grande, iniciou as reformas do Templo por volta de 20–19 a.C. Toda a expansão do templo, incluindo o enorme Monte do Templo, não foi concluída até aproximadamente 62-64 d.C.
Os pátios internos do Templo de Herodes eram acessíveis por 10 portões, pelos quais somente os judeus podiam entrar. No interior havia várias câmaras e um pátio onde eram feitos sacrifícios. Numa extremidade ficava o lugar sagrado – um santuário de dois cômodos usado pelos sacerdotes judeus. O extenso projeto de construção do Segundo Templo e do Monte do Templo de Herodes foi concluído aproximadamente entre 62 e 64 d.C., apenas para ser destruído pelos romanos em 70 d.C.
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NAÇÕES EM PENTECOSTES

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Logo após a ressurreição e ascensão de Jesus ao céu, judeus de todo o mundo foram ao Templo em Jerusalém para celebrar a festa de Pentecostes. (7 de Sivan. – 33 d.C.) Foi durante esta reunião crucial que o Espírito Santo veio pela primeira vez sobre os crentes de uma forma muito visível, e Pedro pregou uma mensagem que levou 3.000 pessoas a se tornarem seguidores de Jesus.
Atos 2:1-47
Quando chegou o dia de Pentecostes, todos estavam reunidos em um só lugar. De repente, veio um som do céu, semelhante a um vento soprando muito forte, que tomou conta de toda a casa em que eles estavam. Eles viram chamas parecidas com línguas de fogo, que se separaram e tocaram em cada um deles. Todos eles ficaram cheios do Espírito Santo7 e começaram a falar em diferentes línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem.8 Nessa ocasião, havia judeus devotos, vindos de todas as partes do mundo, morando em Jerusalém. Quando eles ouviram esse som, uma grande multidão deles se reuniu. Eles ficaram confusos, porque todos ouviam sua própria língua sendo falada. Eles ficaram totalmente maravilhados e disseram: “Essas pessoas que estão falando não são todas da Galileia? Então, como é possível que estejamos todos conseguindo ouvi-los falar, cada um em nossa própria língua materna? Somos da Pártia, da Média, do Elão, da Mesopotâmia, da Judeia, da Capadócia, do Ponto, da província da Ásia, da Frígia, da Panfília, do Egito e da área da Líbia, próxima de Cirene. Alguns de nós são visitantes, vindos de Roma, tanto judeus quanto convertidos ao judaísmo. Outros de nós são de Creta e da Arábia. Todos nós os ouvimos falando em nossas próprias línguas sobre todas as coisas maravilhosas que Deus tem feito.” Eles todos ficaram impressionados e confusos. Eles se perguntavam: “O que isso significa?” Mas, outros zombavam e diziam: “Eles devem ter bebido muito vinho!” Então, Pedro se levantou com os outros onze discípulos e falou em voz alta: “Homens da Judeia e todos vocês que moram em Jerusalém, prestem atenção em mim, pois eu lhes explicarei o que está acontecendo! Esses homens não estão bêbados, como vocês estão pensando. São apenas nove horas da manhã! O que está acontecendo aqui é justamente o que o profeta Joel previu: Deus disse: ‘Nos últimos dias, eu irei derramar o meu Espírito sobre todos os homens.9 Os filhos e as filhas de vocês profetizarão, os seus jovens terão visões, e os seus velhos sonharão. Até sobre os meus servos e sobre as minhas servas derramarei o meu Espírito naqueles dias, e profetizarão. Mostrarei prodígios em cima no céu e sinais embaixo na terra: sangue, fogo e nuvens de fumaça. O sol se transformará em trevas, e a lua, em sangue, antes que venha o grande e glorioso Dia do Senhor. E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.’10 Povo de Israel, escute isto: Jesus de Nazaré foi um homem aprovado por Deus diante de vocês e, como vocês bem sabem, Deus demonstrou isso por meio dos milagres e sinais poderosos que Ele realizou por intermédio de Jesus, exatamente aqui no meio de vocês. Deus, sabendo antecipadamente de tudo o que aconteceria, seguiu o seu plano e resolveu entregar Jesus a vocês. Pelas mãos de homens maus, vocês mataram Jesus, pregando-o em uma cruz. Mas, Deus o trouxe novamente à vida, libertando seu Filho do poder da morte, pois não era possível que a morte o mantivesse preso. Davi disse a respeito dele: ‘Eu sempre via o Senhor diante de mim, porque ele está à minha direita, para que eu não seja abalado. Por isso, o meu coração se alegra e a minha língua exulta; além disto, também a minha própria carne repousará em esperança, porque não deixarás a minha alma no Hades, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção. Fizeste-me conhecer os caminhos da vida, e me encherás de alegria na tua presença.’ Meus irmãos, falarei com clareza a vocês a respeito do patriarca Davi, que morreu e foi sepultado, e seu túmulo ainda se encontra aqui conosco até hoje. Ele era um profeta, e sabia que Deus tinha lhe prometido, sob juramento, segundo a carne, levantaria o Cristo, para o assentar sobre o seu trono. Nesta previsão, Davi viu o que aconteceria e falou sobre a ressurreição do Cristo, pois Ele não foi abandonado no Hades, nem o seu corpo apodreceu. Deus ressuscitou esse Jesus, e todos nós somos testemunhas disso. Agora, ele está sentado à direita de Deus,11 tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vocês estão vendo e ouvindo. Pois, Davi não subiu aos céus, mas disse: o Senhor Deus disse ao meu Senhor: ‘Sente-se aqui a minha direita, até que eu tenha feito dos seus inimigos um estrado para os seus pés.’ 12Agora, que todos em Israel estejam completamente convencidos disso: Deus fez com que esse Jesus, que foi morto por vocês em uma cruz,13 se tornasse tanto Senhor e Cristo!” Quando as pessoas ouviram isso, ficaram muito comovidos. Elas perguntaram a Pedro e aos outros apóstolos: “Irmãos, o que nós devemos fazer?” Pedro respondeu: “Arrependam-se! Todos vocês devem ser batizados em nome de Jesus Cristo, para o perdão dos seus pecados, e receberão o dom do Espírito Santo. 14Essa promessa é para vocês, para os seus filhos e para todos os que estão longe, ou seja, para todos que o Senhor nosso Deus chamar.”15 Pedro continuou a falar, dando o seu testemunho com muitas outras palavras. Ele os alertou: “Salvem-se dessa geração perversa!”16 Aqueles que aceitaram o que Pedro dizia foram batizados e, assim, naquele dia, somaram-se quase três mil pessoas à igreja. Eles se dedicavam ao que os apóstolos ensinaram, à comunhão entre os irmãos na fé, a “dividir o pão” e às orações. Todos estavam muito admirados, e os apóstolos fizeram muitos milagres e maravilhas. Todos os que criam estavam juntos e compartilhavam tudo o que tinham. Eles vendiam suas propriedades e os seus bens e dividiam o dinheiro com todos, de acordo com a necessidade de cada um.17 Todos os dias, eles continuaram a se reunir no Templo e a dividir o alimento em suas casas. Eles participavam das refeições com humildade e alegria. Eles louvavam a Deus, e todos tinham simpatia por eles. Todos os dias, o Senhor acrescentava à igreja aqueles que iam sendo salvos.
§ 4. O segundo sermão de São Pedro.
◈ Data: 33 d.C.
◈ Local: Jerusalém.
JERUSALÉM.

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Na época do Novo Testamento, a antiga cidade de Jerusalém havia sido transformada de uma fortaleza relativamente pequena dos dias de Davi (2 Samuel 5:6-10; 1 Crônicas 11:4-9) em uma grande cidade com um Templo que rivalizava com o Novo Testamento. os maiores templos do mundo romano. Pouco antes do nascimento de Jesus, Herodes, o Grande, renovou e expandiu completamente o Templo do Senhor, e também construiu para si um palácio luxuoso, vários tanques (onde Jesus ocasionalmente realizava curas), edifícios públicos e cidadelas militares, incluindo a Antônia. Fortaleza, que dominava o Templo. Os residentes ricos, incluindo o sumo sacerdote, ocupavam casas extravagantes na Cidade Alta, enquanto os residentes mais pobres eram relegados para áreas menos desejáveis, como a Cidade Baixa. O bairro dos essênios recebeu esse nome porque muitos de seus residentes pertenciam aos essênios, uma seita religiosa estrita que era conhecida por sua cuidadosa atenção à lei de Moisés. Do outro lado do Vale do Cédron ficava o Jardim do Getsêmani, onde Jesus frequentemente se reunia com seus discípulos. (Mateus 26:36-46; Marcos 14:32-53; João 18:1-14) Mais a leste ficava o Monte das Oliveiras, onde Jesus começou sua entrada triunfal uma semana antes de sua crucificação (Mateus 21:1-11; Marcos 11:1-11; Lucas 19:28-40; João 12:12-19), ensinado seus discípulos sobre os últimos dias (Mateus 24-25; Marcos 13), e finalmente ascendeu ao céu após sua ressurreição. (Lucas 24:50-53; Atos 1:1-11)
O rei Herodes, o Grande, iniciou as reformas do Templo por volta de 20–19 a.C. Toda a expansão do templo, incluindo o enorme Monte do Templo, não foi concluída até aproximadamente 62-64 d.C.
Os pátios internos do Templo de Herodes eram acessíveis por 10 portões, pelos quais somente os judeus podiam entrar. No interior havia várias câmaras e um pátio onde eram feitos sacrifícios. Numa extremidade ficava o lugar sagrado – um santuário de dois cômodos usado pelos sacerdotes judeus. O extenso projeto de construção do Segundo Templo e do Monte do Templo de Herodes foi concluído aproximadamente entre 62 e 64 d.C., apenas para ser destruído pelos romanos em 70 d.C.
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Atos 3:1-26
Pedro e João estavam indo ao Templo na hora da oração da tarde, por volta das três horas da tarde. Estava ali um homem, que era manco desde que nascera. Ele era levado para lá todos os dias e colocado à porta do Templo chamada Formosa, para pedir esmolas às pessoas que iam até lá. Ele viu Pedro e João quando eles estavam quase entrando no Templo e lhes pediu uma esmola. Pedro olhou direto para ele, juntamente com João, disse ao homem: “Olhe para nós!” O homem olhou para eles muito atentamente, esperando que lhe dessem algo. Pedro falou: “Eu não tenho prata nem ouro, mas eu lhe darei o que tenho. Em nome de Jesus Cristo de Nazaré, ande!” Pedro o pegou pela mão direita e o ajudou a se levantar. No mesmo instante, os seus pés e os seus tornozelos ficaram fortes novamente. Ele deu um pulo, ficou em pé e começou a andar.18 Ele entrou no Templo com Pedro e João, caminhando, pulando e louvando a Deus. Todos que estavam lá viram-no andando e louvando a Deus. Eles reconheceram que ele era o mendigo que costumava ficar assentado à Porta Formosa do Templo; e ficaram muito surpresos e maravilhados com o que lhe tinha acontecido. Ele se agarrou firmemente a Pedro e a João, enquanto todas as pessoas correram até eles, no Alpendre de Salomão. Elas estavam completamente admiradas com o que havia acontecido. Quando Pedro viu isso, falou a todos os que lá estavam: “Povo de Israel, por que vocês estão surpresos com o que aconteceu com esse homem? Por que vocês estão olhando para nós, como se tivesse sido pelo nosso próprio poder ou fé que esse homem tenha conseguido andar? O Deus dos nossos antepassados, o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó foi quem glorificou seu servo Jesus. Foi ele que vocês entregaram e rejeitaram na presença de Pilatos, mesmo após Pilatos ter decidido soltá-lo. Vocês rejeitaram alguém santo e bom e pediram para que um assassino fosse solto. Vocês mataram o Autor da vida, mas Deus o ressuscitou dos mortos, e nós somos testemunhas disso.19 Esse homem foi curado por sua fé no nome de Jesus. Vocês estão vendo esse homem e o conhecem. Por meio da fé em Jesus, esse homem foi completamente curado diante de todos vocês. Agora eu sei irmãos que vocês e seus líderes fizeram isso por ignorância. Mas, Deus cumpriu o que havia anunciado por todos os profetas: que o seu Messias iria sofrer. Agora, arrependam-se e se convertam, para que os seus pecados sejam perdoados, a fim de que, da presença do Senhor, venham tempos de refrigério, e que ele envie o Cristo, que já foi designado para vocês, a saber, Jesus, ao qual é necessário que o céu receba até os tempos da restauração de todas as coisas, de que Deus falou por boca dos seus santos profetas desde a antiguidade.20 Moisés disse: ‘O Senhor Deus enviará, assim como me enviou, um profeta para vocês, que será escolhido entre o seu próprio povo. Ouçam tudo o que ele lhes disser. Qualquer um que não o ouvir será exterminado do meio do seu povo.’ Todos os profetas, desde Samuel até os que vieram depois dele, falaram a respeito destes dias.21 Vocês são os filhos dos profetas e da aliança que Deus fez com os seus antepassados, quando ele disse para Abraão: ‘Por meio dos seus descendentes, todas as famílias da terra serão abençoadas.’22 Deus preparou o seu Servo e o enviou primeiro a vocês, para abençoá-los, afastando cada um de vocês do caminho do mal.”
§ 5. São Pedro e São João na prisão.
◈ Data: 33 d.C.
◈ Local: Jerusalém.
JERUSALÉM.

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Na época do Novo Testamento, a antiga cidade de Jerusalém havia sido transformada de uma fortaleza relativamente pequena dos dias de Davi (2 Samuel 5:6-10; 1 Crônicas 11:4-9) em uma grande cidade com um Templo que rivalizava com o Novo Testamento. os maiores templos do mundo romano. Pouco antes do nascimento de Jesus, Herodes, o Grande, renovou e expandiu completamente o Templo do Senhor, e também construiu para si um palácio luxuoso, vários tanques (onde Jesus ocasionalmente realizava curas), edifícios públicos e cidadelas militares, incluindo a Antônia. Fortaleza, que dominava o Templo. Os residentes ricos, incluindo o sumo sacerdote, ocupavam casas extravagantes na Cidade Alta, enquanto os residentes mais pobres eram relegados para áreas menos desejáveis, como a Cidade Baixa. O bairro dos essênios recebeu esse nome porque muitos de seus residentes pertenciam aos essênios, uma seita religiosa estrita que era conhecida por sua cuidadosa atenção à lei de Moisés. Do outro lado do Vale do Cédron ficava o Jardim do Getsêmani, onde Jesus frequentemente se reunia com seus discípulos. (Mateus 26:36-46; Marcos 14:32-53; João 18:1-14) Mais a leste ficava o Monte das Oliveiras, onde Jesus começou sua entrada triunfal uma semana antes de sua crucificação (Mateus 21:1-11; Marcos 11:1-11; Lucas 19:28-40; João 12:12-19), ensinado seus discípulos sobre os últimos dias (Mateus 24-25; Marcos 13), e finalmente ascendeu ao céu após sua ressurreição. (Lucas 24:50-53; Atos 1:1-11)
O rei Herodes, o Grande, iniciou as reformas do Templo por volta de 20–19 a.C. Toda a expansão do templo, incluindo o enorme Monte do Templo, não foi concluída até aproximadamente 62-64 d.C.
Os pátios internos do Templo de Herodes eram acessíveis por 10 portões, pelos quais somente os judeus podiam entrar. No interior havia várias câmaras e um pátio onde eram feitos sacrifícios. Numa extremidade ficava o lugar sagrado – um santuário de dois cômodos usado pelos sacerdotes judeus. O extenso projeto de construção do Segundo Templo e do Monte do Templo de Herodes foi concluído aproximadamente entre 62 e 64 d.C., apenas para ser destruído pelos romanos em 70 d.C.
Fonte: https://biblemapper.com/
Atos 4:1-31
Enquanto Pedro e João falavam para as pessoas, chegaram os sacerdotes, o capitão da guarda do Templo e os saduceus. Eles estavam furiosos pelos apóstolos estarem ensinando ao povo e anunciando que, em Jesus, a ressurreição dentre os mortos. Eles prenderam os dois e os colocaram sob vigilância até o dia seguinte, pois já era tarde.23 Mas, muitas pessoas que tinham ouvido a mensagem acreditaram nela e, assim, o total de discípulos de Jesus aumentou em quase cinco mil pessoas. No dia seguinte, os governantes, os anciãos do povo e os escribas se reuniram em Jerusalém.24 Entre eles estavam Anás, o grande sacerdote, Caifás, João, Alexandre e outros membros da família do grande sacerdote. Mandaram que Pedro e João fossem trazidos diante deles e começaram a perguntar aos dois: “Com que poder ou em nome de quem vocês fizeram isso?” Pedro, cheio do Espírito Santo,25 respondeu-lhes: “Governantes e anciãos do povo, nós estamos sendo interrogados em relação a uma boa ação feita a um homem enfermo e sobre como ele veio a ser curado? Se a razão é essa, todos vocês deveriam saber, e todo o povo de Israel também, que isso foi feito em nome de Jesus Cristo de Nazaré, aquele a quem vocês crucificaram e que Deus ressuscitou.26 É por causa de Jesus que esse homem está em pé diante de vocês, completamente curado. ‘Jesus é a pedra que vocês, construtores, rejeitaram, mas que se tornou a base da construção.’ Não há salvação em nenhum outro, porque debaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, com o poder de nos salvar.”27 Eles ficaram muito surpresos ao perceberem a ousadia de Pedro e João, pois eles eram homens simples e sem instrução. Eles também reconheceram que os dois eram companheiros de Jesus. Eles não tinham nada a dizer contra os dois, pois o homem que tinha sido curado estava lá, em pé, junto deles.28 Então, os líderes disseram aos dois que esperassem do lado de fora do conselho, enquanto discutiam o assunto entre eles. Eles perguntaram: “O que devemos fazer com esses homens? Não podemos negar que eles fizeram um milagre significativo. Todos os que moram aqui em Jerusalém já sabem o que aconteceu. Mas, para evitar que isso se espalhe ainda mais entre as pessoas, devemos ameaçá-los, para que nunca mais toquem nesse nome de novo para quem quer que seja.” Então, eles os chamaram e lhes ordenaram para nunca mais falarem ou ensinarem em nome de Jesus. Mas, Pedro e João responderam: “Os senhores decidem o que é justo aos olhos de Deus: obedecer a vocês ou a Deus? Pois não podemos deixar de falar a respeito de tudo o que vimos e ouvimos.” Após fazerem mais ameaças a eles, os membros do conselho os deixaram ir embora. Eles não puderam castigá-los, porque as pessoas estavam louvando a Deus pelo que havia acontecido.29 O homem que havia recebido esse milagre de cura tinha mais de quarenta anos. Depois que os discípulos foram soltos, eles voltaram para junto dos irmãos e lhes contaram tudo o que os chefes dos sacerdotes e os anciãos do povo tinham falado. Ao ouvirem o que havia acontecido, eles se juntaram para orar: “Senhor, que fez o céu, a terra, o mar e tudo que há neles. O Senhor falou pelo Espírito Santo, por intermédio de Davi, nosso antepassado e seu servo, dizendo: ‘Por que as nações ficaram tão furiosas? Por que elas fizeram imaginam tolices contra mim? Os reis da terra se prepararam para a guerra, e os governantes se uniram contra o Senhor e contra o seu Escolhido.’30 Isso realmente aconteceu exatamente aqui nesta cidade! Tanto Herodes Antipas quanto Pôncio Pilatos se uniram aos gentios e ao povo de Israel contra o seu santo Filho, Jesus, a quem o Senhor ungiu.31 Eles fizeram tudo o que o Senhor, pelo seu poder e pela sua vontade, já tinha predeterminado que iria acontecer. Agora, Senhor, veja como eles nos ameaçam! Dá-nos coragem para anunciarmos, sem temor, a sua mensagem. Estende a mão para efetuar curas. Que sinais e milagres possam ser realizados por meio do nome do seu santo servo, Jesus!”32 Quando eles terminaram de orar, o lugar onde estavam reunidos tremeu. Todos eles ficaram cheios do Espírito Santo e corajosamente anunciaram a palavra de Deus.33
§ 6. O crescimento da igreja de Jerusalém.
◈ Data: 33 d.C.
◈ Local: Jerusalém.
JERUSALÉM.

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Na época do Novo Testamento, a antiga cidade de Jerusalém havia sido transformada de uma fortaleza relativamente pequena dos dias de Davi (2 Samuel 5:6-10; 1 Crônicas 11:4-9) em uma grande cidade com um Templo que rivalizava com o Novo Testamento. os maiores templos do mundo romano. Pouco antes do nascimento de Jesus, Herodes, o Grande, renovou e expandiu completamente o Templo do Senhor, e também construiu para si um palácio luxuoso, vários tanques (onde Jesus ocasionalmente realizava curas), edifícios públicos e cidadelas militares, incluindo a Antônia. Fortaleza, que dominava o Templo. Os residentes ricos, incluindo o sumo sacerdote, ocupavam casas extravagantes na Cidade Alta, enquanto os residentes mais pobres eram relegados para áreas menos desejáveis, como a Cidade Baixa. O bairro dos essênios recebeu esse nome porque muitos de seus residentes pertenciam aos essênios, uma seita religiosa estrita que era conhecida por sua cuidadosa atenção à lei de Moisés. Do outro lado do Vale do Cédron ficava o Jardim do Getsêmani, onde Jesus frequentemente se reunia com seus discípulos. (Mateus 26:36-46; Marcos 14:32-53; João 18:1-14) Mais a leste ficava o Monte das Oliveiras, onde Jesus começou sua entrada triunfal uma semana antes de sua crucificação (Mateus 21:1-11; Marcos 11:1-11; Lucas 19:28-40; João 12:12-19), ensinado seus discípulos sobre os últimos dias (Mateus 24-25; Marcos 13), e finalmente ascendeu ao céu após sua ressurreição. (Lucas 24:50-53; Atos 1:1-11)
O rei Herodes, o Grande, iniciou as reformas do Templo por volta de 20–19 a.C. Toda a expansão do templo, incluindo o enorme Monte do Templo, não foi concluída até aproximadamente 62-64 d.C.
Os pátios internos do Templo de Herodes eram acessíveis por 10 portões, pelos quais somente os judeus podiam entrar. No interior havia várias câmaras e um pátio onde eram feitos sacrifícios. Numa extremidade ficava o lugar sagrado – um santuário de dois cômodos usado pelos sacerdotes judeus. O extenso projeto de construção do Segundo Templo e do Monte do Templo de Herodes foi concluído aproximadamente entre 62 e 64 d.C., apenas para ser destruído pelos romanos em 70 d.C.
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Atos 4:32-35
Todos os que creram pensavam e agiam da mesma forma. Nenhum deles considerava que as coisas que possuía eram apenas suas. Pelo contrário, todos compartilhavam uns com os outros tudo o que tinham. Os apóstolos continuavam a testemunhar sobre a ressurreição do Senhor Jesus com grande poder, e Deus derramava muitas bênçãos sobre todos eles.34 Não havia entre eles nenhum necessitado, pois os que possuíam terras ou propriedades as vendiam, e o dinheiro dessas vendas era oferecido aos apóstolos, para que fosse dividido com todos os que precisavam.35
§ 7. Barnabé, Ananias e Safira.
◈ Data: 33 d.C.
◈ Local: Jerusalém.
JERUSALÉM.

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Na época do Novo Testamento, a antiga cidade de Jerusalém havia sido transformada de uma fortaleza relativamente pequena dos dias de Davi (2 Samuel 5:6-10; 1 Crônicas 11:4-9) em uma grande cidade com um Templo que rivalizava com o Novo Testamento. os maiores templos do mundo romano. Pouco antes do nascimento de Jesus, Herodes, o Grande, renovou e expandiu completamente o Templo do Senhor, e também construiu para si um palácio luxuoso, vários tanques (onde Jesus ocasionalmente realizava curas), edifícios públicos e cidadelas militares, incluindo a Antônia. Fortaleza, que dominava o Templo. Os residentes ricos, incluindo o sumo sacerdote, ocupavam casas extravagantes na Cidade Alta, enquanto os residentes mais pobres eram relegados para áreas menos desejáveis, como a Cidade Baixa. O bairro dos essênios recebeu esse nome porque muitos de seus residentes pertenciam aos essênios, uma seita religiosa estrita que era conhecida por sua cuidadosa atenção à lei de Moisés. Do outro lado do Vale do Cédron ficava o Jardim do Getsêmani, onde Jesus frequentemente se reunia com seus discípulos. (Mateus 26:36-46; Marcos 14:32-53; João 18:1-14) Mais a leste ficava o Monte das Oliveiras, onde Jesus começou sua entrada triunfal uma semana antes de sua crucificação (Mateus 21:1-11; Marcos 11:1-11; Lucas 19:28-40; João 12:12-19), ensinado seus discípulos sobre os últimos dias (Mateus 24-25; Marcos 13), e finalmente ascendeu ao céu após sua ressurreição. (Lucas 24:50-53; Atos 1:1-11)
O rei Herodes, o Grande, iniciou as reformas do Templo por volta de 20–19 a.C. Toda a expansão do templo, incluindo o enorme Monte do Templo, não foi concluída até aproximadamente 62-64 d.C.
Os pátios internos do Templo de Herodes eram acessíveis por 10 portões, pelos quais somente os judeus podiam entrar. No interior havia várias câmaras e um pátio onde eram feitos sacrifícios. Numa extremidade ficava o lugar sagrado – um santuário de dois cômodos usado pelos sacerdotes judeus. O extenso projeto de construção do Segundo Templo e do Monte do Templo de Herodes foi concluído aproximadamente entre 62 e 64 d.C., apenas para ser destruído pelos romanos em 70 d.C.
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Atos 4:36, 37; 5:1-11
José, a quem os apóstolos chamavam de Barnabé (que significa “filho do encorajamento”), era um levita nascido na ilha de Chipre. Ele vendeu as terras que lhe pertenciam, trouxe o dinheiro e o deu aos apóstolos. Entretanto, certo homem chamado Ananias, com sua mulher Safira, vendeu uma propriedade, mas guardou uma parte do dinheiro da venda para si e deu o restante aos apóstolos. Safira sabia o que o marido estava fazendo. Então, Pedro lhe perguntou: “Ananias, por que você deixou Satanás convencê-lo a mentir para o Espírito Santo e guardar para si uma parte do dinheiro do terreno que vendeu? Enquanto você tinha o terreno, ele não lhe pertencia? E, depois que o vendeu, você não continuava a ter controle sobre o dinheiro? Por que você decidiu fazer isso? Você não mentiu aos homens, mas, sim, a Deus!” Ao ouvir o que Pedro disse, Ananias caiu no chão e morreu. Todos os que ouviram o que aconteceu ficaram muito assustados. Alguns jovens se levantaram e enrolaram o corpo de Ananias em um lençol. Depois, eles levaram o corpo para fora e o sepultaram. Cerca de três horas depois, a esposa de Ananias chegou, sem saber o que havia acontecido. Pedro lhe perguntou: “Diga-me, foi por esse valor que vocês venderam aquele terreno?” Ela respondeu: “Sim, foi por esse valor!” Então, Pedro lhe disse: “Como você e o seu marido puderam concordar em enganar o Espírito do Senhor? Veja! Aqueles que sepultaram seu marido já estão voltando, e eles a levarão também!” E ela, imediatamente, caiu aos pés de Pedro e morreu. Os jovens voltaram e a encontraram morta. Então, levaram o corpo dela para fora e a sepultaram ao lado do marido. Todos que estavam na igreja ficaram com muito medo, da mesma maneira que todos os que ouviram sobre o que havia acontecido.36
§ 8. Segundo aprisionamento de São Pedro. (veja § 5)
◈ Data: 33 d.C.
◈ Local: Jerusalém.
JERUSALÉM.

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Na época do Novo Testamento, a antiga cidade de Jerusalém havia sido transformada de uma fortaleza relativamente pequena dos dias de Davi (2 Samuel 5:6-10; 1 Crônicas 11:4-9) em uma grande cidade com um Templo que rivalizava com o Novo Testamento. os maiores templos do mundo romano. Pouco antes do nascimento de Jesus, Herodes, o Grande, renovou e expandiu completamente o Templo do Senhor, e também construiu para si um palácio luxuoso, vários tanques (onde Jesus ocasionalmente realizava curas), edifícios públicos e cidadelas militares, incluindo a Antônia. Fortaleza, que dominava o Templo. Os residentes ricos, incluindo o sumo sacerdote, ocupavam casas extravagantes na Cidade Alta, enquanto os residentes mais pobres eram relegados para áreas menos desejáveis, como a Cidade Baixa. O bairro dos essênios recebeu esse nome porque muitos de seus residentes pertenciam aos essênios, uma seita religiosa estrita que era conhecida por sua cuidadosa atenção à lei de Moisés. Do outro lado do Vale do Cédron ficava o Jardim do Getsêmani, onde Jesus frequentemente se reunia com seus discípulos. (Mateus 26:36-46; Marcos 14:32-53; João 18:1-14) Mais a leste ficava o Monte das Oliveiras, onde Jesus começou sua entrada triunfal uma semana antes de sua crucificação (Mateus 21:1-11; Marcos 11:1-11; Lucas 19:28-40; João 12:12-19), ensinado seus discípulos sobre os últimos dias (Mateus 24-25; Marcos 13), e finalmente ascendeu ao céu após sua ressurreição. (Lucas 24:50-53; Atos 1:1-11)
O rei Herodes, o Grande, iniciou as reformas do Templo por volta de 20–19 a.C. Toda a expansão do templo, incluindo o enorme Monte do Templo, não foi concluída até aproximadamente 62-64 d.C.
Os pátios internos do Templo de Herodes eram acessíveis por 10 portões, pelos quais somente os judeus podiam entrar. No interior havia várias câmaras e um pátio onde eram feitos sacrifícios. Numa extremidade ficava o lugar sagrado – um santuário de dois cômodos usado pelos sacerdotes judeus. O extenso projeto de construção do Segundo Templo e do Monte do Templo de Herodes foi concluído aproximadamente entre 62 e 64 d.C., apenas para ser destruído pelos romanos em 70 d.C.
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Atos 5:12-42
Muitas pessoas foram abençoadas pelos sinais milagrosos que os apóstolos realizavam. Todos os que creram costumavam se reunir no Alpendre de Salomão. Mas, dos restantes do povo, ninguém ousava juntar-se a eles; porém tinha grande admiração por eles. No entanto, muitos homens e muitas mulheres começaram a acreditar no Senhor. E, por isso, as pessoas traziam os doentes para as ruas e os deitavam em camas e esteiras para que, quando Pedro passasse, ao menos a sua sombra pudesse se projetar em alguns deles.37 Multidões vinham das cidades ao redor de Jerusalém, trazendo seus doentes e as pessoas possuídas por maus espíritos. Todos eles eram curados.38 Contudo, o grande sacerdote e os que o seguiam (que eram saduceus) ficaram com muita inveja e decidiram tomar medidas contra os apóstolos. Eles prenderam os apóstolos e os colocaram na cadeia. Mas, durante a noite, um anjo do Senhor abriu as portas da prisão, libertou-os e lhes disse: “Vão para o Templo e anunciem às pessoas tudo a respeito da vida!” Os apóstolos fizeram o que o anjo ordenou e, ainda de madrugada, foram ao Templo e começaram a ensinar. Então, o grande sacerdote e os seus discípulos reuniram o conselho, juntamente com todos os líderes de Israel. Ele mandou que os apóstolos fossem trazidos da cadeia para se apresentarem ao conselho. Mas, quando os guardas chegaram na cadeia e não encontraram os apóstolos, eles voltaram e disseram ao conselho: “Nós encontramos a cadeia completamente fechada e com guardas na porta. Porém, quando mandamos que eles abrissem a cadeia, não havia ninguém lá dentro.” No momento em que o capitão dos guardas do Templo e os chefes dos sacerdotes ouviram a notícia, eles ficaram totalmente perplexos e se perguntaram o que teria acontecido. Então, alguém se aproximou e disse: “Escutem! Os homens que vocês colocaram na cadeia estão lá no Templo ensinando às pessoas!” O capitão saiu apressadamente com os seus guardas e trouxeram os apóstolos. Mas não usaram a força, porque eles estavam com medo de que as pessoas os apedrejassem. Os apóstolos foram colocados diante do conselho. O grande sacerdote os interrogou, dizendo: “Nós não lhes ordenamos que não ensinassem sobre esse homem? Agora, vejam só! Vocês espalharam seu ensinamento por toda a Jerusalém e estão tentando nos culpar pela morte dele!”39 Mas, Pedro e os apóstolos responderam: “Nós devemos obedecer a Deus e, não, aos homens. O Deus dos nossos antepassados ressuscitou Jesus, aquele que vocês mataram, pendurando-o numa cruz. Deus o colocou em uma posição de honra, ao seu lado direito, como Príncipe e Salvador,40 para que o povo de Israel se arrependa e para que os seus pecados sejam perdoados. Nós somos testemunhas do que aconteceu, nós e o Espírito Santo, que Deus dá aos que lhe obedecem.” Ao ouvirem isso, eles ficaram furiosos e queriam matar todos os apóstolos. Mas, então, um dos membros do conselho se levantou para falar. O nome dele era Gamaliel, um fariseu e mestre da lei muito respeitado por todos. Ele ordenou que os apóstolos saíssem por um momento. Gamaliel se dirigiu aos outros membros do conselho: “Líderes de Israel, tenham cuidado com o que planejam fazer com esses homens. Algum tempo atrás, apareceu um homem, chamado Teudas, que tentou trazer muito reconhecimento para si mesmo. Ele conseguiu reunir cerca de quatrocentos discípulos a sua volta. Ele foi morto e todos os seus discípulos foram espalhados. Os esforços de Teudas não deram em nada. Então, depois dele, apareceu Judas, da Galileia, durante a época do recenseamento, e ele atraiu muitos discípulos para si. Ele também morreu e, da mesma forma que os discípulos de Teudas, os de Judas se espalharam. Então, neste caso atual, eu recomendo que vocês deixem esses homens em paz, que os deixem ir embora. Porque se o que eles estiverem planejando ou fazendo vier dos homens, eles serão simplesmente derrotados. Mas se, pelo contrário, tudo isso vier de Deus, vocês não serão capazes de vencê-los. Vocês podem até mesmo se encontrar batalhando contra Deus.” Eles se convenceram com as palavras de Gamaliel. Então, o conselho chamou os apóstolos e mandou que eles fossem chicoteados, ordenando-lhes que não falassem mais nada a respeito de Jesus. Depois disso, o conselho os soltou. Os apóstolos saíram de lá felizes por terem sido considerados dignos de serem insultados por causa de sua fé em Jesus.41 Diariamente, eles continuaram a ensinar e a anunciar Jesus como o Messias enviado por Deus, tanto no Templo quanto de casa em casa.
§ 9. O estabelecimento e escolha dos diáconos.
◈ Data: 35 d.C.
◈ Local: Jerusalém.
JERUSALÉM.

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Na época do Novo Testamento, a antiga cidade de Jerusalém havia sido transformada de uma fortaleza relativamente pequena dos dias de Davi (2 Samuel 5:6-10; 1 Crônicas 11:4-9) em uma grande cidade com um Templo que rivalizava com o Novo Testamento. os maiores templos do mundo romano. Pouco antes do nascimento de Jesus, Herodes, o Grande, renovou e expandiu completamente o Templo do Senhor, e também construiu para si um palácio luxuoso, vários tanques (onde Jesus ocasionalmente realizava curas), edifícios públicos e cidadelas militares, incluindo a Antônia. Fortaleza, que dominava o Templo. Os residentes ricos, incluindo o sumo sacerdote, ocupavam casas extravagantes na Cidade Alta, enquanto os residentes mais pobres eram relegados para áreas menos desejáveis, como a Cidade Baixa. O bairro dos essênios recebeu esse nome porque muitos de seus residentes pertenciam aos essênios, uma seita religiosa estrita que era conhecida por sua cuidadosa atenção à lei de Moisés. Do outro lado do Vale do Cédron ficava o Jardim do Getsêmani, onde Jesus frequentemente se reunia com seus discípulos. (Mateus 26:36-46; Marcos 14:32-53; João 18:1-14) Mais a leste ficava o Monte das Oliveiras, onde Jesus começou sua entrada triunfal uma semana antes de sua crucificação (Mateus 21:1-11; Marcos 11:1-11; Lucas 19:28-40; João 12:12-19), ensinado seus discípulos sobre os últimos dias (Mateus 24-25; Marcos 13), e finalmente ascendeu ao céu após sua ressurreição. (Lucas 24:50-53; Atos 1:1-11)
O rei Herodes, o Grande, iniciou as reformas do Templo por volta de 20–19 a.C. Toda a expansão do templo, incluindo o enorme Monte do Templo, não foi concluída até aproximadamente 62-64 d.C.
Os pátios internos do Templo de Herodes eram acessíveis por 10 portões, pelos quais somente os judeus podiam entrar. No interior havia várias câmaras e um pátio onde eram feitos sacrifícios. Numa extremidade ficava o lugar sagrado – um santuário de dois cômodos usado pelos sacerdotes judeus. O extenso projeto de construção do Segundo Templo e do Monte do Templo de Herodes foi concluído aproximadamente entre 62 e 64 d.C., apenas para ser destruído pelos romanos em 70 d.C.
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Atos 6:1-7
Naquela época, quando o número dos discípulos de Jesus aumentava rapidamente, começou a surgir uma queixa dos discípulos que falavam grego contra outros que falavam aramaico. Eles reclamavam que as viúvas deles estavam sendo discriminadas em relação à distribuição diária de alimentos. Os doze apóstolos reuniram todos os discípulos e lhes disseram: “Não é certo deixarmos de anunciar a palavra de Deus para servirmos às mesas. Irmãos, escolham entre vocês sete homens de confiança, que sejam cheios do Espírito Santo e de sabedoria.42 Nós daremos essa responsabilidade a eles. Enquanto isso, dedicaremos toda a nossa energia às orações e ao trabalho de anunciar a palavra de Deus.”43 Todos ficaram felizes com a solução e escolheram Estêvão (um homem cheio de fé e do Espírito Santo), Filipe, Prócoro, Nicanor, Timom, Pármenas e Nicolau (originalmente um gentio convertido ao judaísmo, vindo de Antioquia).44 Esses homens foram apresentados aos apóstolos, que oraram por eles e colocaram as suas mãos sobre eles para abençoá-los.45 A palavra de Deus crescia e, em Jerusalém, o número dos discípulos aumentava. Também um grande grupo de sacerdotes obedecia à fé.
§ 10. Vida e morte de Estevão.
◈ Data: 35 d.C.
◈ Local: Jerusalém.
JERUSALÉM.

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Na época do Novo Testamento, a antiga cidade de Jerusalém havia sido transformada de uma fortaleza relativamente pequena dos dias de Davi (2 Samuel 5:6-10; 1 Crônicas 11:4-9) em uma grande cidade com um Templo que rivalizava com o Novo Testamento. os maiores templos do mundo romano. Pouco antes do nascimento de Jesus, Herodes, o Grande, renovou e expandiu completamente o Templo do Senhor, e também construiu para si um palácio luxuoso, vários tanques (onde Jesus ocasionalmente realizava curas), edifícios públicos e cidadelas militares, incluindo a Antônia. Fortaleza, que dominava o Templo. Os residentes ricos, incluindo o sumo sacerdote, ocupavam casas extravagantes na Cidade Alta, enquanto os residentes mais pobres eram relegados para áreas menos desejáveis, como a Cidade Baixa. O bairro dos essênios recebeu esse nome porque muitos de seus residentes pertenciam aos essênios, uma seita religiosa estrita que era conhecida por sua cuidadosa atenção à lei de Moisés. Do outro lado do Vale do Cédron ficava o Jardim do Getsêmani, onde Jesus frequentemente se reunia com seus discípulos. (Mateus 26:36-46; Marcos 14:32-53; João 18:1-14) Mais a leste ficava o Monte das Oliveiras, onde Jesus começou sua entrada triunfal uma semana antes de sua crucificação (Mateus 21:1-11; Marcos 11:1-11; Lucas 19:28-40; João 12:12-19), ensinado seus discípulos sobre os últimos dias (Mateus 24-25; Marcos 13), e finalmente ascendeu ao céu após sua ressurreição. (Lucas 24:50-53; Atos 1:1-11)
O rei Herodes, o Grande, iniciou as reformas do Templo por volta de 20–19 a.C. Toda a expansão do templo, incluindo o enorme Monte do Templo, não foi concluída até aproximadamente 62-64 d.C.
Os pátios internos do Templo de Herodes eram acessíveis por 10 portões, pelos quais somente os judeus podiam entrar. No interior havia várias câmaras e um pátio onde eram feitos sacrifícios. Numa extremidade ficava o lugar sagrado – um santuário de dois cômodos usado pelos sacerdotes judeus. O extenso projeto de construção do Segundo Templo e do Monte do Templo de Herodes foi concluído aproximadamente entre 62 e 64 d.C., apenas para ser destruído pelos romanos em 70 d.C.
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Atos 6:8-15; 7:1-60; 8:1(a)
Estêvão, cheio da graça e do poder de Deus, realizou milagres extraordinários entre o povo.46 Mas, algumas pessoas começaram a discutir com ele. Elas eram da sinagoga conhecida como “Sinagoga dos Homens Livres”, assim como pessoas vindas das cidades de Cirene,47 de Alexandria, da Cilícia e da Ásia Menor. Mas, essas pessoas não eram capazes de resistir à sabedoria de Estêvão ou ao Espírito com o qual ele falava.48 Então, elas subornaram para que alguns homens dissessem: “Nós ouvimos este homem dizer blasfêmias contra Moisés e também contra Deus!” Eles agitaram o povo e, junto com os anciãos do povo e os mestres da lei, vieram e prenderam Estêvão. Eles o levaram diante do conselho e chamaram as falsas testemunhas, que falaram contra ele. Elas disseram: “Esse homem está sempre dizendo injúrias contra o santo Templo e contra a Lei de Moisés. Nós o ouvimos dizer que o tal Jesus de Nazaré vai destruir o Templo e mudar as leis que recebemos de Moisés.”49 Todos os que estavam sentados no conselho olharam atentamente para Estêvão, e viram que o rosto dele parecia como o rosto de um anjo. Então, o grande sacerdote perguntou a Estêvão: “Essas pessoas estão dizendo a verdade?” Estêvão respondeu: “Irmãos e pais, escutem o que eu digo: O glorioso Deus apareceu para o nosso antepassado Abraão, quando ele vivia na Mesopotâmia, antes de se mudar para Harã. Deus lhe disse: ‘Abandone o seu país e deixe a sua família. Vá para o país que eu lhe mostrarei.’ Então, Abraão saiu da Caldeia e foi morar em Harã. Após a morte do pai dele, Deus o trouxe para esta terra, em que vocês vivem agora. Deus não deu para Abraão herança alguma aqui, nem mesmo um metro quadrado de terra. Mas, Deus prometeu a Abraão que ele e os seus descendentes teriam a posse desta terra, mesmo que ele ainda não tivesse filhos.50 Deus também lhe disse que os seus descendentes viveriam em um país estrangeiro e que lá eles seriam escravizados e maltratados por quatrocentos anos. Deus disse: ‘Eu irei punir a nação que os escravizar. E, finalmente, eles sairão daquele país e virão para cá para me adorar.’ Deus também deu para Abraão o acordo em relação à circuncisão. Por isso, quando Isaque nasceu, Abraão fez a circuncisão em seu filho no oitavo dia após o seu nascimento. Isaque gerou Jacó, e Jacó gerou os doze patriarcas. Os patriarcas, que tinham inveja de José, o venderam para ser escravo no Egito. Mas, Deus estava com ele e o livrou de todas as suas aflições. Ele lhe deu sabedoria e o ajudou para que o faraó, o rei do Egito, lhe fosse favorável. E, assim, aconteceu, pois José se tornou governador do Egito e do palácio real. Naquele momento, houve falta de alimento em todo o Egito e em Canaã. Isso trouxe grande sofrimento, e os nossos antepassados não tinham o que comer. Quando Jacó ouviu que havia trigo no Egito, ele enviou, pela primeira vez, os nossos antepassados para lá. Durante a segunda visita deles, José revelou aos seus irmãos quem ele era, e o faraó conheceu a família de José. José mandou buscar seu pai e todos os seus parentes, que totalizavam setenta e cinco pessoas. Jacó viajou ao Egito, onde ele e os nossos antepassados ficaram morando até o dia de suas mortes. Os seus corpos foram trazidos para Siquém e colocados no túmulo que Abraão tinha comprado dos descendentes de Hamor, por um certo valor. Quando estava se aproximando o tempo de Deus cumprir o que havia prometido a Abraão, o número do nosso povo no Egito tinha aumentado muito. Então, um novo rei, que não sabia nada sobre José, começou a governar o Egito. Ele tirou vantagem do nosso povo e tratou nossos antepassados muito mal, forçando-os a abandonar os seus recém-nascidos, para que eles morressem. Foi nessa época que Moisés nasceu. Ele era uma criança linda e durante três meses foi cuidado na casa do seu pai. Quando chegou o momento dele também ser abandonado, a filha do faraó o resgatou e o criou como se fosse seu próprio filho. Moisés foi educado em todas as áreas do conhecimento egípcio e se tornou um líder que falava com autoridade. No entanto, quando completou quarenta anos, decidiu visitar seus parentes, os israelitas. Ele viu um deles ser maltratado por um egípcio. Então, ele interferiu para defender o homem ofendido e matou o egípcio. Moisés pensou que os seus irmãos israelitas o veriam como a ferramenta usada por Deus para a salvação do seu povo, mas não foi o que aconteceu. No dia seguinte, ele viu dois israelitas brigando. Ele tentou fazer com que fizessem as pazes e parassem de brigar, dizendo: ‘Homens, vocês são irmãos! Por que estão atacando um ao outro?’ Mas, o homem que tinha começado a briga empurrou Moisés e lhe disse: ‘Quem o colocou como nosso líder? Você é nosso juiz agora?’, ele perguntou. ‘Você quer me matar, como matou o egípcio ontem?’ Quando Moisés ouviu isso, ele fugiu. Ele saiu do Egito e foi morar em Midiã, e ali nasceram seus dois filhos. Quarenta anos depois, no deserto do monte Sinai, o anjo do Senhor apareceu a Moisés na chama de um espinheiro que estava queimando. Quando Moisés viu aquilo, ele ficou impressionado com a visão e se aproximou para olhar mais de perto. Ele, então, ouviu a voz do Senhor, que lhe disse: ‘Eu sou o Deus dos seus antepassados, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó.’ Moisés tremia de medo e não ousava olhar. O Senhor lhe disse: ‘Tire as suas sandálias, pois o lugar em que está é um solo sagrado. Eu tenho observado o sofrimento do meu povo no Egito com muita atenção e ouvi os seus gemidos. Eu desci para salvá-los. Agora, venha! Vou enviar você para o Egito.’ Esse foi o mesmo Moisés a quem o povo tinha rejeitado, quando disseram: ‘Quem o colocou como nosso líder e nosso juiz?’ Deus o enviou para ser tanto um líder quanto um libertador, por meio do anjo que apareceu a ele no espinheiro. Moisés libertou os israelitas após realizar sinais milagrosos no Egito, no mar Vermelho e no deserto, durante quarenta anos. Esse é o mesmo Moisés que prometeu aos israelitas: ‘O Senhor, o Deus de vocês, irá enviar um profeta, como eu, escolhido entre o seu povo; a ele ouvireis.’ Moisés estava reunido com a congregação no deserto, quando o anjo falou com ele no monte Sinai.51 E lá, junto com os nossos antepassados, ele recebeu a palavra viva de Deus para nos dar. Ele foi aquele a quem os nossos antepassados não quiseram dar ouvidos. Eles rejeitaram Moisés e decidiram voltar para o Egito. Os israelitas disseram a Arão: ‘Faça-nos deuses que possamos seguir, pois nós não sabemos o que aconteceu com esse Moisés, que nos tirou do Egito.’ Eles, então, fizeram um ídolo com a forma de um bezerro, sacrificaram animais para ele e fizeram uma festa para comemorar a imagem que eles mesmos tinham feito. Então, Deus se afastou deles. Ele os deixou para que adorassem as estrelas do céu. Foi assim que os profetas escreveram: ‘Vocês me deram ofertas ou fizeram sacrifícios para mim durante os quarenta anos no deserto, israelitas? Não. Vocês carregaram a barraca do deus Moloque e a estrela do deus Renfã. Vocês fizeram esses ídolos para os adorar. Por isso, eu os enviarei para o exílio, para além da Babilônia.’ No deserto, os nossos antepassados tinham a Tenda da Presença de Deus. Deus havia dito a Moisés como ele deveria construí-la, seguindo o modelo que ele tinha visto.52 Depois, os nossos antepassados levaram a Tenda com eles quando, liderados por Josué, foram ocupar a terra das nações que o Senhor expulsara diante deles.53 A Tenda permaneceu com eles até a época de Davi. Davi ganhou a aprovação de Deus e pediu para construir uma casa que fosse mais definitiva para o Deus de Jacó. Porém, foi Salomão quem construiu um Templo para ele. É claro que o Altíssimo não vive nos templos que construímos. Como o profeta disse: ‘O céu é o meu trono, e a terra é o local em que descanso os meus pés. Que tipo de casa vocês poderiam construir para mim?’, o Senhor pergunta. ‘Que lugar vocês poderiam construir para eu morar? Não fui eu quem fez tudo isso?’54 Vocês são pessoas arrogantes e cruéis! Vocês nunca escutam! E sempre rejeitam o Espírito Santo! Vocês agem exatamente como os seus antepassados! Houve algum profeta que os seus antepassados não tenham perseguido? Eles mataram aqueles que fizeram profecias a respeito da vinda daquele que é realmente bom e justo. Ele é aquele que vocês traíram e assassinaram.55 Vocês receberam a lei por meio dos anjos, mas se recusaram a obedecer essa lei.” Ao ouvirem isso, os membros do conselho ficaram furiosos e rangeram os dentes contra ele. Mas, Estêvão, cheio do Espírito Santo, olhou para o céu e viu a glória de Deus. Ele também viu Jesus em pé, ao lado direito de Deus. Estêvão disse: “Olhem! Eu vejo o céu se abrir, e o Filho do Homem em pé, ao lado direito de Deus.”56 Mas, eles taparam os ouvidos e gritaram o mais alto possível. Eles, então, avançaram todos juntos contra Estêvão, arrastaram-no para fora da cidade e jogaram pedras nele.57 Aqueles que o acusavam, deixaram suas capas com um jovem, chamado Saulo. Enquanto eles o apedrejavam, Estêvão orava: “Senhor Jesus, receba o meu espírito!” Ele se ajoelhou e gritou; “Senhor, por favor, não os condene por causa deste pecado!” Após dizer essas palavras, ele morreu. E Saulo aprovou a morte de Estêvão.
NOTAS
- A doutrina apostólica baseava-se na divina revelação trinitária. O Espírito Santo nunca ensina nada que ele não recebeu do Filho. (cf. João 14:26; 15:26; 16:13, 14) E o Filho nunca ensinou nada que ele não recebeu do Pai. (cf. João 7:16; 12:49; 17:8, 14)
↩︎ - Tibério Júlio César Augusto foi o segundo imperador romano e reinou de 14 d.C. a 37 d.C. Ele sucedeu seu padrasto Augusto, o primeiro imperador romano.
↩︎ - Segundo o historiador judeu Flávio Josefo, Arquelau foi rei da Judeia, Idumeia e Samaria durante dez anos. (4 a.C.-6 d.C.) Filmer e Steinmann, propõem que Herodes morreu em 1 a.C., e que seus herdeiros retrocederam seus reinados para 4 a.C., para afirmar uma sobreposição com o governo de Herodes e reforçar sua própria legitimidade. (Filmer, W. E. “Chronology of the Reign of Herod the Great“, Journal of Theological Studies ns 17 (1966), p. 283–298; Andrew “When Did Herod the Great Reign?”, Novum Testamentum, Volume 51, Number 1, 2009, p. 1–29.) Kurt Simmons observa: “A questão do momento do reinado de Arquelau é geralmente tratada pelo fato de os governantes muitas vezes procurarem prolongar os seus reinados começando a sua enumeração a partir da sua co-regência com os seus pais. Assim, Filipe, Arquelau, Antipas, etc., eram todos príncipes encarregados do governo de várias partes da Judeia e da Galileia e após a morte de seu pai continuaram seus reinados, mas agora em seus próprios direitos, e não como príncipes ou deputados de seu pai. Como eles continuaram os reinados iniciados sob seu pai, eles os contaram antes da morte de Herodes. Isto não é de todo incomum e vemos isso no caso de Nabucodonosor que foi co-regente sob seu pai e cujo reinado é contado de duas maneiras nas escrituras: uma após a morte de seu pai, outra enquanto como co-regente.” Para outros artigos sobre a morte de Herodes em 1 a.C. confira: www.dec25th.info.
↩︎ - Pôncio Pilatos foi o quinto governador romano (prefeito) da província Judeia. Ele sucedeu Valério Grato em 26 d.C. e governou até 36 d.C. A princípio, o governador da Judeia detinha o título de prefeito; somente após a morte de Herodes Agripa, em 44 d.C., é que “procurador” se tornou a designação oficial. (cf. H.H. Ben-Sasson, A History of the Jewish People, Harvard University, p. 246)
↩︎ - No Evangelho segundo Lucas temos o relato de tudo que Jesus começou a fazer e a ensinar no poder do Espírito Santo. (Lucas 4:1, 18) No livro de Atos temos a continuação do relato de como seus discípulos, no mesmo poder do Espírito Santo, proclamaram o mesmo evangelho e doutrina de Cristo. O Espírito Santo reproduzindo a vida e o ministério de Jesus através da igreja é a principal ênfase teológica do livro de Atos. Este livro poderia muito bem ser chamado Os Atos do Espírito Santo. Observe os itens abaixo sobre o registro inspirado do Espírito Santo no livro de Atos. Todo o texto bíblico de Atos, inclusive o das narrativas históricas, tem relevância didática (ensino) e teológica. Dois fatos confirmam esta verdade. A declaração bíblica de que Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça. (cf. 2 Timóteo 3:16) A declaração paulina de que as narrativas do Antigo Testamento têm um propósito didático e instrutivo. (cf. 1 Coríntios 10.11) Ele afirma que essas narrativas são exemplos de relevância prática e tipológica para o crente. (cf. Romanos 15:4) O que é válido às narrativas históricas do Antigo Testamento também o é a Atos. Os propósitos primários que Lucas tinha em mente ao escrever o livro de Atos eram, portanto, os seguintes: apresentar um padrão definitivo da atividade do Espírito Santo e do exercício de autoridade canônica por São Pedro e os outros apóstolos em estabelecer padrões a ser seguido pelas gerações vindouras na igreja; fornecer dados para a formulação de uma doutrina completa do Espírito Santo. Note especificamente dois elementos neste livro que são normativos na teologia e na prática: o registro repetido e harmônico de Lucas das muitas ocasiões em que ocorreu o batismo no Espírito Santo, ou quando os crentes foram cheios do Espírito Santo (cf. Atos 1:5, 8; 2:4; 4:8, 31; 8:15-17; 9:17; 10:44-46; 13:9, 52; 15:8; 19:1-6); as muitas atividades do Espírito Santo no livro de Atos, que forneceram à igreja os padrões de justiça, de testemunho e do poder que Deus deseja para seu povo em todas as gerações vindouras.
↩︎ - Ainda que os Evangelhos chamem as mesmas pessoas de “discípulos” e “apóstolos” (Mateus 10:1, 2; Lucas 6:13), os termos não são sinônimos. “Discípulo” significa “aluno”, “aquele que aprende”; “apóstolo” significa “emissário”, “representante”, alguém enviado com a autoridade daquele que o enviou. Os doze apóstolos (Apocalipse 21:14), como distintos dos apóstolos (“mensageiros”) das igrejas (2 Coríntios 8:23) e do resto dos discípulos, foram escolhidos e enviados por Jesus (Mateus 3:14), exatamente como o próprio Jesus, “o Apóstolo… da nossa confissão” (Hebreus 3:1), foi preordenado e enviado pelo Pai. (1 Pedro 1:20) Assim como rejeitar Jesus é rejeitar o Pai, também rejeitar os apóstolos é rejeitar Jesus. (Lucas 10:16) São Paulo, o “apóstolo dos gentios” (Romanos 11:13; Gálatas 2:8), declara-se como um apóstolo nas palavras de abertura da maioria de suas cartas. Pelo fato de ter visto Cristo no caminho de Damasco e ter sido comissionado por ele (Atos 26:16-18), ele foi tão verdadeiramente uma testemunha da ressurreição de Jesus (que um apóstolo tinha de ser (Atos 1:21, 22; 10:41, 42), como foram todos os outros. São Tiago, São Pedro e São João (que tinham autoridade canônica para “ligar e desligar”; cf. Mateus 16:19; 18:18) aceitaram São Paulo no colégio apostólico (Gálatas 2:9), e Deus confirmou sua condição de apóstolo pelos sinais de um apóstolo (milagres e sinais, 2 Coríntios 12:12; Hebreus 2:3, 4) e pelos frutos do seu ministério. (1 Coríntios 9:2) Os apóstolos foram agentes de Deus na revelação das verdades que se tornariam a regra de fé e de vida cristãs. Como tais e através da escolha deles feita por Cristo como seus representantes autorizados (2 Coríntios 10:8; 13:10), os apóstolos exerceram autoridade canônica na Igreja. O ministério de apóstolo nesse sentido restrito é exclusivo e não deixou sucessores. Dessa forma não há apóstolos hoje, ainda que alguns cristãos realizem ministérios que, de modo particular, são apostólicos em estilo. Nenhuma nova revelação canônica está sendo dada; a autoridade do ensino apostólico reside nas Escrituras canônicas. A ausência de nova revelação não coloca a Igreja contemporânea em desvantagem quando comparada com a Igreja dos dias dos apóstolos, porque as Escrituras continua sendo o padrão para o povo de Deus continuamente.
↩︎ - O prometido dom do Pai (Joel 2:28, 29; Mateus 3:11) é o batismo no Espírito Santo. O cumprimento desta promessa, no entanto, é descrito como ser cheios do Espírito Santo. Assim, batizado no Espírito e cheio do Espírito, às vezes, são usados como equivalentes nas Escrituras. A partícula grega que aparece nos pertinentes textos do Novo Testamento leva para a tradução com ou no Espírito Santo, em se tratando do batismo pentecostal. Este batismo com ou no Espírito Santo, não deve ser identificado com o recebimento do Espírito Santo na ocasião da regeneração. São duas obras distintas do Espírito, muitas vezes separadas por um período de tempo.
↩︎ - Estas são as novas línguas, com as quais Cristo lhes disse que deveriam falar, (Marcos 16:17) como nunca ouviram, aprenderam ou conheceram antes. Falar noutras línguas é uma manifestação sobrenatural do Espírito Santo, uma expressão vocal inspirada pelo Espírito, mediante a qual o crente fala numa língua que nunca aprendeu. (cf. Atos 2:4; 1 Coríntios 14:14, 15). Estas línguas podem ser idiomas humanos, conhecidas na terra (Atos 2:6), ou idiomas celestiais, desconhecidas na terra (cf. 1 Coríntios 13:1).
↩︎ - A expressão “ toda carne” em algumas versões significa “pessoas” ou “homens.” Evidentemente, a palavra “todos” aqui não significa todo indivíduo, mas toda classe ou categoria de indivíduos. Deve ser limitado aos casos especificados imediatamente. As influências não deveriam ser confinadas a nenhuma classe, mas deveriam ser comunicadas a todos os tipos de pessoas – velhos, jovens, servos, etc. Aqui temos um exemplo de uma proposição universal que deve ser tomada em sentido restrito. A efusão do Espírito Santo no dia de Pentecostes não foi literalmente universal, mas foi indiscriminada e geral em comparação com os tempos anteriores. O uso necessariamente qualificado de uma frase tão grande mostra como uma limitação semelhante pode ser justificável em expressões como “todas as nações”, “toda a criatura” e “o mundo inteiro.”
↩︎ - Nestas palavras de São Pedro, a primeira declaração apostólica proferida no poder do afflatus divino de Pentecostes, temos uma interpretação autorizada da profecia que ele cita de Joel. Ele expressamente identifica o tempo e o evento predito pelo profeta com o tempo e o evento então realmente presente no dia de Pentecostes. Os “últimos dias” de Joel são estes dias de São Pedro. A antiga previsão foi em parte cumprida; estava recebendo sua realização diante de seus olhos na copiosa efusão do Espírito Santo. Esse derramamento do Espírito foi introdutório a outros eventos, que de maneira semelhante aconteceriam. O dia do julgamento para a nação teocrática estava próximo, e em breve os presságios do “grande e notável dia do Senhor” seriam manifestados. É impossível não reconhecer a correspondência entre os fenômenos que precedem o dia do Senhor, conforme predito por Joel, e os fenômenos descritos por nosso Senhor como anteriores à Sua vinda e ao julgamento de Israel. (Mateus 24:29) As palavras de Joel podem se referir apenas aos últimos dias da era judaica ou aeon, a συντελείας τοῦ αἰῶνος, que também foi o tema da profecia de nosso Senhor no Monte das Oliveiras. Da mesma maneira, as palavras de Malaquias evidentemente se referem ao mesmo evento e ao mesmo ponto do tempo, – “o dia de sua vinda”, “o dia que arderá como uma fornalha”, “o grande e terrível dia do Senhor.” (Malaquias 3:2; 4:1-5) Temos aqui um consenso de testemunhos do qual nada pode ser concebido mais autoritário e decisivo – Joel, Malaquias, São Pedro e o próprio grande profeta da nova aliança. Todos eles falam do mesmo evento e do mesmo período, o grande dia do Senhor, a Parousia, e falam deles tão próximos. Por que sobrecarregar e embaraçar uma previsão tão simples com suposições, referências duplas e cumprimentos ulteriores? Nada mais se encaixará nessa profecia, exceto aquele evento ao qual se refere e com o qual corresponde como a impressão com o selo e a fechadura com a chave. A catástrofe de Israel e Jerusalém estava próxima, há muito prevista, muitas vezes prevista e agora iminente. A mesma geração que tinha visto, rejeitado e crucificado o Rei testemunharia o cumprimento de Suas advertências quando Jerusalém perecesse em “sangue e fogo, e vapor de fumaça.”
↩︎ - Exaltado à direita de Deus, o Ungido Rei comprometeu-se a administrar como representante e vice-líder de Seu Pai, o reino teocrático, com a soberania da qual ele foi investido solenemente, de acordo com a afirmação no segundo Salmo: “Eu, porém, ungi o meu Rei sobre o meu santo monte de Sião. Proclamarei o decreto: o Senhor me disse: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei.” (Salmos 2:6, 7) Esta soberania messiânica, ou Teocracia, necessariamente chegou ao seu fim quando as pessoas que eram seus súditos deixaram de ser a nação da aliança; quando a aliança foi de fato dissolvida, e toda a estrutura e aparato da administração teocrática foram abolidos em 70 d.C.
↩︎ - Que Davi ascendeu ao céu quando nosso Senhor ascendeu ao pai, foi a crença da Igreja medieval. Mas a Parousia em 70 d.C., na época da destruição de Jerusalém e do pleno estabelecimento do reino celestial de Cristo, foi a data em que os santos do Antigo Testamento passaram do Paraíso (o pátio externo ou jardim, do Céu) para o próprio Céu, pois o caminho para o lugar Santíssimo não tinha sido manifestado enquanto o Templo Judaico ainda existia. (Hebreus 9:8) Embora o grande Sumo Sacerdote tivesse oferecido Seu sacrifício único pelo pecado; apesar de ter assentado à direita de Deus; todavia, Seu triunfo ainda não havia chegado completamente. Ele estava “daqui em diante esperando até que seus inimigos fossem colocados debaixo pés.” (cf. 1 Coríntios 15:24, 25; Hebreus 1:13; 2:8; 10:13)
↩︎ - São Pedro deixa claro que os judeus são responsáveis e culpados pela crucificação de Jesus, não os romanos. Em uma seção profundamente interessante de “The Parousia” Dr. Russell argumentou energicamente contra o tradicional identificação da Babilônia de Apocalipse 17-19 com Roma, pagã ou papal. Ele deu razões impressionantes para adotar a notável conclusão de que “a grande prostituta sentada em uma besta de cor escarlate e bêbada com o sangue de santos e mártires é a cidade infiel de Jerusalém, que teve tão persistentemente violado a aliança de casamento que existia entre ela mesma e seu Deus.” É para ser lembrado nesta conexão que Pedro (Atos 4.26) aplica aos governantes da Palestina o termo “reis da terra”, que ocorre em Apocalipse 17-18.
↩︎ - O arrependimento, o perdão dos pecados e o batismo são condições prévias para o recebimento do dom do Espírito Santo. Mesmo assim, o batismo em água antes do recebimento da promessa do Pai (cf. Atos 1:4, 8) não deve ser tido como condição prévia absoluta para a plenitude do Espírito Santo; assim como o batismo com Espírito não é uma consequência automática do batismo em água. São Pedro exigiu o batismo em água antes do recebimento da promessa, porque o batismo era agora o sinal externo da conversão e da nova aliança. O batismo em água, contudo, não precedeu o batismo no Espírito nas ocasiões registradas em Atos 9:17, 18 (o apóstolo Paulo) e Atos 10:44-48 (os da casa de Cornélio). Cada crente, depois de se arrepender dos seus pecados e de aceitar Jesus Cristo pela fé, pode receber (Atos 2:38; cf. Gálatas 3:14) o batismo pessoal no Espírito. Vemos no livro de Atos o dom do Espírito Santo sendo conscientemente desejado, buscado e recebido. (Atos 1:4, 14; 4:31; 8:14-17; 19:2-6) a única exceção possível à regra, no Novo Testamento, foi o caso de Cornélio. (Atos 10:44-48) Daí, o batismo no Espírito não deve ser considerado um dom automaticamente concedido ao crente em Cristo.
↩︎ - Aqui as Chaves do Reino dos Céus confiadas a São Pedro (Mateus 16:19), fazem seu trabalho abrindo as portas do reino vindouro para todo Israel (Judeus da palestina ou da dispersão, Samaritanos que eram judeus mestiços, e os gentios circuncidados prosélitos do judaísmo). A frase “aqueles que estão longe” sem dúvida é ampla o suficiente para cobrir tanto os judeus da dispersão, a quem o apóstolo escreveu posteriormente (1 Pedro 1:1, 2), quanto os gentios prosélitos do judaísmo das nações pagãs entre as quais viviam. É importante notar o fato de que os discípulos, a quem a grande comissão foi dada, (Mateus 28:19, 20; Marcos 16:15; Atos 1:8) parecem não ter entendido como direcionando-os a estender seus trabalhos evangelísticos além dos limites da Palestina, ou a pregar o Evangelho a judeus e gentios indiscriminadamente. Nada mais os surpreendeu do que a descoberta que “Deus havia concedido aos gentios também se arrependia para a vida.” (Atos 11:18) Não se deve esquecer que os apóstolos não ficaram surpresos com o fato de os gentios serem admitidos na Igreja cristã, mas apenas que fossem admitidos sem se conformar ao rito da circuncisão, isso é, sem se tornarem prosélitos do judaísmo. (cf. Atos 6:5; 10:9-48; 11:18) Exigia uma revelação distinta do céu para superar os preconceitos judaicos dos apóstolos e dar a conhecer a eles o mistério “de que os gentios deveriam ser co-herdeiros, e do mesmo corpo, e participantes da promessa em Cristo pelo evangelho.” (Efésios 3:6) É certo que eles não agiram imediatamente, nem ainda por anos, sobre essa comissão em seu sentido mais amplo; nem parece provável que eles o teriam feito sem uma revelação expressa. Como o Dr. Burton mostrou, não menos de quinze anos se passaram entre a conversão de São Paulo e sua primeira jornada apostólica para pregar entre os gentios. “Também não há evidências de que, durante esse período, os outros apóstolos tenham ultrapassado os limites da Judeia.” (Bampton Lecture, do professor Burton, p. 20)
↩︎ - Este versículo fixa a referência do discurso do apóstolo. Foi a geração existente cujo julgamento vindouro ele previu, e foi da participação em seu destino que ele pediu que seus ouvintes escapassem. Foi apenas o eco do grito de João batista: “Fuja do julgamento que está próximo.” Aqui, novamente, não pode haver dúvida sobre o significado de γενεὰ; é aquela “geração perversa”, que estava preenchendo a medida de sua predecessora; a nação perversa e incorrigível sobre a qual o julgamento era iminente.
↩︎ - Nenhuma atitude poderia mostrar mais claramente a profunda impressão na mente dos cristãos primitivos de que uma grande crise estava próxima, o que afetaria poderosamente todas as relações da vida e todas as posses deste mundo. Há um significado nessa linguagem, como é falado naquele momento, muito diferente do que ela tem atualmente. De acordo com o mandamento divino a terra era de muita importância. Eles consideravam a terra como herança deles vinda do próprio Deus. Em Levítico 25:23 Deus disse que “a terra não poderá ser vendida definitivamente, porque ela é minha, e vocês são apenas estrangeiros e imigrantes”. Embora houvesse uma permissão de venda temporária das suas terras, os judeus tinham que, de acordo com as leis do jubileu, fazer com que a propriedade da terra voltasse ao proprietário original. Pelo que parece, os cristãos que vendiam suas terras não pretendiam resgatar a terra futuramente. (ver Jeremias 32) Alguns dos santos venderam suas posses, enquanto outros se abstiveram de exercer algumas de suas atividades econômicas normais. Essas não são ações comuns e cotidianas de homens piedosos em favor da causa do evangelho. Há uma relação que implica uma especialidade no tempo então presente: eles sabiam que eles estavam à beira de uma grande catástrofe, e que todos os interesses e posses terrestres eram mantidos incerta e temporariamente. Não é necessário perguntar o que era essa catástrofe esperada. Era a vinda do dia do Senhor já aludida, e a aproximação da consumação está implícita em todas as suas exortações. Foi atestado até mesmo pelos próprios acusadores: “Nós o temos ouvido dizer que esse Jesus, o nazareno, há de destruir este lugar.” (Atos 6:14) Isso não implica manifestamente que eles pensavam que não teriam muito tempo para esperar? Onde estaria a razoabilidade de suas ações e expectativas se não houvesse perspectiva retribuição próxima? (cf. Mateus 19:21, 29; Lucas 12:31-34; 14:14; 16:9; 1 Timóteo 6:16-19; Hebreus 13:14) É a própria consideração de que o dia está próximo que constitui a razão de suas expectativas e atitudes agora. Seria realmente estranho se eles tivessem esquecido ou perdido de vista a expectativa e esperança inspiradora da sua vinda a eles novamente para reuni-los em seu reino. (Mateus 24:30-31, Lucas 21:28, 31; João 14:3, 18, 19, 28; 16:6, 22; Atos 1:9-11) Eles certamente expressariam frequentemente a expectativa da Sua vinda. Eles sentiriam que, a qualquer momento, sua esperança poderia se tornar realidade. Eles esperariam, procurariam, ansiariam por isso e exortariam uns aos outros a vigiar e orar. Foi isso que o Senhor lhes havia ordenado e foi o que eles fizeram.
↩︎ - A cura do mendigo coxo foi realizada pelo poder de Cristo operando através dos apóstolos. Como um sinal que seguiria os crentes cristãos: “Em meu nome…imporão as mãos sobre os enfermos e os curarão.” (Marcos 16:17, 18) A igreja continuou o ministério de cura que Jesus exercera, em obediência à sua vontade. O milagre aqui foi realizado mediante a fé em nome de Jesus Cristo (Atos 3:6) e o dom de curar, operando através de São Pedro. (ver 1 Coríntios 12:1, 9)
↩︎ - Inquestionavelmente, a oposição mais formidável ao rei e ao reino foi encontrada no coração da nação teocrática, os principais sacerdotes e governantes do povo. As mais altas autoridades e poderes da nação eram os inimigos mais amargos do Messias. Foi um antagonismo doméstico, e não estrangeiro – inimizade judaica e não gentia – que rejeitou e crucificou o rei de Israel. O procurador romano era apenas o instrumento relutante nas mãos do Sahedrin (Sinédrio). Era o domínio judaico, a autoridade judaica, o poder judaico que perseguia incessantemente e sistematicamente a seita dos nazarenos com a malignidade persistente, e este era “o domínio, a autoridade e o poder” que, pela destruição de Jerusalém e pela extinção do Estado judeu, foram “derrubados” e aniquilados. (1 Coríntios 15:24, 25; Hebreus 1:13; 2:8; 10:13)
↩︎ - Dificilmente é possível duvidar que, neste discurso, o apóstolo fale daquilo que ele concebeu que seus ouvintes poderiam e experimentariam, se eles obedecessem à sua exortação a se arrepender e crer. De fato, qualquer outra suposição seria absurda. Nem o apóstolo nem seu auditório poderiam pensar em “tempos de renovação” e “tempos de restauração” em épocas remotas do mundo; bênçãos que estavam a uma distância de séculos e milênios dificilmente seriam motivos poderosos para o arrependimento imediato. Portanto, devemos conceber os tempos de renovação e restauração como, na visão do apóstolo, próximos e ao alcance dessa geração. Mas, se sim, o que devemos entender pelos “tempos de renovação e restauração”? Eles são os mesmos, ou são coisas diferentes? Sem dúvida, praticamente o mesmo; e uma frase nos ajudará a entender a outra. Diz-se que a restituição, ou melhor, a restauração [ἀποκαταστάσεως] de todas as coisas, é o tema de toda profecia; então só pode se referir ao que as Escrituras designam “o reino de Deus”, o fim e o propósito de todos os tratos de Deus com Israel. Era uma frase bem compreendida pelos judeus daquele período, que esperavam os dias do Messias, o reino de Deus, como o cumprimento de todas as suas esperanças e aspirações. Era a “era vindoura ou aeon”, quando todos os erros deviam ser corrigidos, e a verdade e a justiça deveriam reinar. A nação inteira estava permeada pela crença de que essa era feliz estava prestes a amanhecer. Qual era a doutrina de nosso Senhor sobre esse assunto? Ele disse aos discípulos: “Elias realmente vem primeiro para restaurar todas as coisas.” (Marcos 9:12) Ou seja, o segundo Elias, João Batista, já havia iniciado a restauração que Ele próprio deveria concluir; havia lançado as bases do reino que Ele deveria consumar e coroar. Pois a missão de João foi, em um aspecto, restauradora, isto é, na intenção, embora não em efeito. Ele veio para recordar a nação à sua lealdade, para renovar sua relação de aliança com Deus: foi perante o Senhor, “no espírito e poder de Elias, para transformar o coração dos pais nos filhos e os desobedientes à sabedoria. dos justos; preparar um povo preparado para o Senhor.” (Lucas 1:17) O que é tudo isso, se não a descrição dos “tempos de renovação da presença do Senhor” e “dos tempos de restauração de todas as coisas”, que foram apresentados como presentes de Deus a Israel? Mas temos alguma indicação clara do período em que essas bênçãos oferecidas podem ser esperadas? Eles estavam em um futuro distante, ou estavam à mão? A nota do tempo está claramente marcada no versículo 20. A vinda de Cristo é especificada como o período em que essas perspectivas gloriosas devem ser realizadas. Nada pode ser mais claro do que a conexão e coincidência desses eventos, a vinda de Cristo, os tempos de renovação e os tempos de restauração de todas as coisas. Isso está em harmonia com a representação uniforme dada na escatologia do Novo Testamento: a Parousia, o fim da era, a consumação do reino de Deus, a destruição de Jerusalém, o julgamento de Israel, tudo sincronizado. Encontrar a data de um é fixar a data de todos. Já vimos como definitivamente foi fixado o tempo para a realização de alguns desses eventos. O Filho do homem deveria entrar em Seu reino antes da morte de alguns dos discípulos. A catástrofe de Jerusalém aconteceria antes que a geração viva tivesse passado. O grande e notável dia do Senhor é representado por São Pedro no capítulo anterior como ultrapassando a “geração perversa”. E agora, na passagem diante de nós, ele sugere claramente que a chegada dos tempos de renovação e de restauração de todas as coisas era contemporânea ao “envio de Jesus Cristo” do céu. Mas pode-se dizer: como uma catástrofe tão terrível como a destruição de Jerusalém pode ser associada a tempos de renovação ou restauração? Havia dois lados na medalha: havia o inverso e o anverso. A descrença e a impenitência mudariam “os tempos de renovação” para “os dias da vingança”. Se eles “desprezassem as riquezas da bondade, tolerância e longanimidade de Deus”, então, em vez de restauração, haveria destruição; e em vez do dia da salvação, haveria “o dia da ira e a revelação do justo julgamento de Deus”. (Romanos 2:4, 5) Nós sabemos a escolha fatal que Israel fez; como “a ira veio sobre eles ao máximo”; e sabemos como tudo aconteceu no período designado e previsto, no “fim da era”, dentro dos limites daquela geração. Estamos, assim, habilitados e capacitados a definir o período ao qual o apóstolo faz alusão nessa passagem, e concluímos que ela coincide com a Parousia. Somos conduzidos à mesma conclusão por outro caminho. Em Mateus 19:20 nosso Senhor declara aos seus discípulos, “Em verdade vos digo que vós que me seguistes, na regeneração, quando o Filho do homem se assentar no trono da sua glória,” etc. Nós já comentamos essa passagem, mas pode ser apropriado novamente notar que a “regeneração” [παλιγγενεσία] de Mateus é o equivalente exato da “restauração” [αποκαταστάσεως] dos Atos. O que se entende por regeneração é o mesmo que se entende para restauração, porque é a hora em que “o Filho do homem se assentará no trono de sua glória”. Mas este é o período em que Ele vem para julgar a nação culpada. (Mateus 25:31) Não há possibilidade de confundir a hora; nenhuma dificuldade em identificar o evento: é o fim dos tempos e o julgamento de Israel. Chegamos assim à mesma conclusão por outra via independente, fortalecendo assim imensamente a força da demonstração.
↩︎ - Na passagem diante de nós, não pode haver controvérsia a respeito da aplicação das palavras exclusivamente à geração então existente, os contemporâneos de Cristo e seus apóstolos. Todos os profetas predisseram “estes dias”; os dias do Messias, seu ofício, encarnação, sofrimentos, morte, ressurreição, ascensão, o derramamento do Espírito, a restauração de todas as coisas, a reunião de todos os eleitos no reino de Deus, em sua segunda vinda.
↩︎ - Bengel observa que: “os apóstolos foram guiados a usar palavras que implicam verdades, como aqui a conversão dos gentios, que ainda eram futuras, mas imperfeitamente compreendidas por si mesmas. Se Pedro tivesse usado ἔθνη, o significado não seria velado, mas explícito.” É importante notar o fato de que os discípulos, a quem a grande comissão foi dada, (Mateus 28:19, 20; Marcos 16:15; Atos 1:8) parecem não ter entendido como direcionando-os a estender seus trabalhos evangelísticos além dos limites da Palestina, ou a pregar o Evangelho a judeus e gentios indiscriminadamente. Nada mais os surpreendeu do que a descoberta que “Deus havia concedido aos gentios também se arrependia para a vida.” (Atos 11:18) Não se deve esquecer que os apóstolos não ficaram surpresos com o fato de os gentios serem admitidos na Igreja cristã, mas apenas que fossem admitidos sem se conformar ao rito da circuncisão, isso é, sem se tornarem prosélitos do judaísmo. (cf. Atos 6:5; 10:9-48; 11:18) Exigia uma revelação distinta do céu para superar os preconceitos judaicos dos apóstolos e dar a conhecer a eles o mistério “de que os gentios deveriam ser co-herdeiros, e do mesmo corpo, e participantes da promessa em Cristo pelo evangelho.” (Efésios 3:6) É certo que eles não agiram imediatamente, nem ainda por anos, sobre essa comissão em seu sentido mais amplo; nem parece provável que eles o teriam feito sem uma revelação expressa. Como o Dr. Burton mostrou, não menos de quinze anos se passaram entre a conversão de São Paulo e sua primeira jornada apostólica para pregar entre os gentios. “Também não há evidências de que, durante esse período, os outros apóstolos tenham ultrapassado os limites da Judeia.” (Bampton Lecture, do professor Burton, p. 20)
↩︎ - Semelhante aos fariseus, os cristãos acreditavam e ensinavam sobre o julgamento e ressurreição dos mortos, mas diferentemente deles, os cristãos fundamentavam suas expectativas “em Jesus”, visto que a ressurreição e exaltação do Senhor foi o penhor ou garantia de que os crentes também haveriam de ressurgir. (cf. 1 Coríntios 15:21) Este poder vitalício pertencia por nomeação divina ao Filho de Deus, a quem também fora confiado, em virtude de sua humanidade, o ofício de juiz supremo. (João 5:27) Eles não apenas pregavam a doutrina do julgamento e da ressurreição dos mortos, mas afirmavam que por seu poder, em pouco tempo, os mortos sairiam de suas sepulturas para permanecer diante do Seu trono de julgamento. (João 5:28, 29) Desse modo a pregação cristã era igualmente desagradável aos fariseus e saduceus; aos saduceus, que negavam que houvesse alguma ressurreição dos mortos; e aos fariseus, que, embora cressem nisto, ficaram extremamente ofendidos com o ensino cristão de que Jesus ressuscitou dos mortos; e que o julgamento e a ressurreição dos mortos devem ser atribuída a ele. Os saduceus e os fariseus compreenderam que a doutrina da ressurreição e do julgamento estava sendo ensinada com base na ressurreição e exaltação de Jesus, e decidiram determinadamente cortar essa doutrina pela raiz. Este é o relato da primeira oposição que foi feita ao evangelho pregado pelos apóstolos aos judeus. É digno de nota que despertou rapidamente a inimizade dos poderosos, e que os apóstolos logo foram chamados para testar a sinceridade de seu apego ao Mestre; e isto, conforme o próprio Senhor profetizou no discurso profético no Monte das Oliveiras. (Mateus 10:16-20; 24:9; Marcos 13:9-11; Lucas 12:11, 12; 21:12-15)
↩︎ - Este foi um acréscimo de 2.000 homens aos 3.000 originais no Pentecostes (Atos 2:41), agora 5.000 no total até agora.
↩︎ - São Pedro recebe novo enchimento do Espírito Santo que lhe traz repentina inspiração, sabedoria e ousadia para que proclamasse a verdade de Deus. É teologicamente relevante que a plenitude do Espírito não foi uma experiência ocorrida uma única vez, mas, sim, repetitiva. Outras ocorrências de novo enchimento do Espírito acham-se em Atos 7:55 e 13:9. Aqui começou a ser cumprida a bendita promessa de Jesus aos Doze de que eles não deveriam se preocupar com o que deveriam dizer quando fossem denunciados perante autoridades terrenas, porque o Espírito Santo naquela hora lhes daria a mensagem que deveriam transmitir. (Mateus 10:16-20; 24:9; Marcos. 13:9-11; Lucas 12:11, 12; 21:12-15)
↩︎ - São Pedro novamente coloca a culpa pelo assassinato de Jesus nos judeus e seus líderes. (cf. Atos 2:23) Ele corajosamente proclama que Jesus ressuscitou e curou este homem.
↩︎ - O tema central do evangelho cristão é a salvação. O evangelho proclama que, assim como Deus salvou Israel do Egito e o salmista da morte (Êxodo 15:2; Salmos 116:6), do mesmo modo salvará do pecado e suas consequências a todos os que confiam em Cristo. Essa salvação do pecado e da morte é obra inteiramente de Deus. (Efésios 2:8; Jonas 2:9) As palavras hebraicas que expressam a ideia de salvação, no Antigo Testamento, têm o sentido geral de “livramento” de perigo físico ou sofrimento moral. (Salmos 85:8-9; Isaías 62:11) Em tais passagens, a Septuaginta (versão grega do Antigo Testamento) emprega palavras gregas que significam salvar da morte ou de perigos, bem como preservar ou curar. Passagens do Novo Testamento que falam de salvação usam todas essas ideias para explicar os atos de Deus em favor do perdido. A salvação livra o crente do juízo de Deus, do domínio do pecado e do poder da morte. (Romanos 1:18; 3:9; 5:21; 1 Tessalonicenses 5:9) Deus livra os pecadores da condição natural de serem dominados pelo mundo, pela carne e pelo diabo. (João 8:23-24; Romanos 8:7, 8; 1 João 5:19) Deus livra os crentes dos temores gerados por uma vida pecaminosa (Romanos 8:15; 2 Timóteo 1:7; Hebreus 2:14, 15) e dos hábitos depravados que os escravizavam. (Efésios 4:17-24; 1 Tessalonicenses 4:3-8; Tito 2:11-3:6) A salvação não traz apenas a promessa de integridade espiritual e de paz, mas também de cura física. (Mateus 9:21, 22; Marcos 10:52; Tiago 5:15, 16) Não obstante, aqueles primeiros cristãos terem já recebido a salvação, eles só experimentaram os benefícios na sua plenitude quando Cristo voltou em 70 d.C., no fim da era judaica (e inauguração da nova) e os reuniu em seu reino celestial. (Mateus 24:13, 31; Lucas 21:28, 36; Hebreus 9:28; 1 Pedro 1:3-5) Na Parousia, os mortos em Cristo seriam ressuscitados e os santos vivos seriam transformados (cf. 1 Coríntios 15:51-52; Lucas 20:34-36), e então ambos os grupos foram arrebatados juntos para encontrar Cristo e permanecer com Ele para sempre naqueles “moradas eternas” preparados por nosso Senhor. (cf. 1 Tessalonicenses 4:16-17; Jo. 14:2, 3) Assim, as moradas eternas foram disponibilizadas na Parousia; um benefício que foi tornando disponível desde então, como parte dos benefícios da “era vindoura”, à todas as gerações vindouras. Eles estão disponíveis agora no reino invisível do céu. Portanto, esta vida terrena é um treinamento básico para nos preparar para nossa morada eterna no céu. Aqui na terra temos a habitação do Espírito Santo que nos dá vida espiritualmente e nos equipa para nossa eterna vida após a morte no céu. O Espírito Santo que habita em nós aqui na terra é o pagamento inicial, penhor ou penhor de nossa herança completa que receberemos quando formos para o céu. A salvação é realizada através daquilo que Cristo fez na história e por aquilo que ele continua a fazer nos crentes através do Espírito Santo. A base de nossa salvação é a morte de Jesus na cruz e a justiça que ele alcançou para nós em sua obediência ativa. A salvação é realizada em nossa vida quando Cristo vive em nós (João 15:4; 17:26; Colossenses 1:27) e nós vivemos em Cristo, unidos a ele em sua morte e em sua vida ressurreta. (Romanos 6:3-10; Colossenses 2:12, 20; 3:1) Essa união vital, sustentada pelo Espírito através da fé e realizada em nós pelo novo nascimento, pressupõe nossa eterna eleição em Cristo. (Efésios 1:4-6) Jesus foi preordenado para representar-nos e pagar nossos pecados como nosso substituto. (1 Pedro 1:18-20; cf. Mateus 1:21) Fomos escolhidos para sermos eficazmente chamados, conformados à sua imagem e glorificados pelo poder do Espírito. (Romanos 8:11, 29, 30)
↩︎ - Eles não puderam responder ao Espírito de Cristo por meio de São Pedro. (cf. Mateus 10:16-20; 24:9; Mateus 13:9-11; Lucas 12:11, 12; 21:12-15) Aqui temos mais um registro do cumprimento da bendita promessa de Jesus aos discípulos de que eles não deveriam se preocupar com o que deveriam dizer quando fossem denunciados perante autoridades terrenas, porque o Espírito Santo naquela hora lhes daria a mensagem que deveriam transmitir. (cf. Mateus 10:16-20; 24:9; Marcos. 13:9-11; Lucas 12:11, 12; 21:12-15)
↩︎ - O Espírito Santo criou nos apóstolos um desejo irreprimível de proclamar o evangelho. Por todo o livro de Atos, o Espírito impeliu os crentes a levar o evangelho aos outros. (Atos 1:8; 2:14-41; 3:12-26; 8:25, 35; 9:15; 10:44-48; 13:1-4) No entanto, como foi profetizado por nosso Senhor em seu discurso profético no Monte das Oliveiras, os apóstolos se tornariam objetos de suspeita para os poderes dominantes. Mais um pouco, e a oposição e a inimizade aumentará e eles serão levados perante conselhos, príncipes e reis, aprisionados, espancados nas sinagogas e odiados por todos os homens por amor a Jesus. Tudo isso pode ser verificado na experiência pessoal dos discípulos que podemos ler nos Atos dos Apóstolos e nas Epístolas de São Paulo. No entanto eles eles não deveriam se preocupar com o que deveriam dizer quando fossem denunciados perante autoridades terrenas, porque o Espírito Santo naquela hora lhes daria a mensagem que deveriam transmitir. (Mateus 10:16-20; 24:9; Marcos 13:9-11; Lucas 12:11, 12; 21:12-15)
↩︎ - A falácia que enganou muitos são os erros de interpretação sobre quem são os “reis da terra” [οἱ βασιλεῖς τῆς γῆς]. Com frequência é interpretada como os reis do mundo todo, em seu sentido amplo e ilimitado. Muitos intérpretes parecem nunca ter se dado ao trabalho de se perguntar se a palavra deveria ser tomada em seu sentido mais amplo ou restrito. Com incrível descuido, eles tornam [πᾶσαι αἱ φυλαὶ τῆς γῆς], “todos os habitantes do mundo”, em vez de “todas as tribos da terra”. Assim, na passagem diante de nós, os “reis da terra” devem ser reis da Judeia ou Palestina.
↩︎ - Inquestionavelmente, a oposição mais formidável ao rei e ao reino foi encontrada no coração da nação teocrática, os principais sacerdotes e governantes do povo. As mais altas autoridades e poderes da nação eram os inimigos mais amargos do Messias. Foi um antagonismo doméstico, e não estrangeiro – inimizade judaica e não gentia – que rejeitou e crucificou o rei de Israel. O procurador romano era apenas o instrumento relutante nas mãos do Sahedrin (Sinédrio). Era o domínio judaico, a autoridade judaica, o poder judaico que perseguia incessantemente e sistematicamente a seita dos nazarenos com a malignidade persistente, e este era “o domínio, a autoridade e o poder” que, pela destruição de Jerusalém e pela extinção do Estado judeu, foram “derrubados” e aniquilados. (1 Coríntios 15:24, 25; Hebreus 1:13; 2:8; 10:13)
↩︎ - Dificilmente se pode duvidar que a pregação e milagres andaram juntos nos registros dos Atos dos Apóstolos. (cf. Atos 3:1-10; 4:8-22, 29-33; 5:12-16; 6:7, 8; 8:6; 15:12; 20:7) Milagres são sinais acompanhantes mediante os quais Cristo confirma a palavra de suas testemunhas. (Atos 14:3; cf. Marcos 16:20) Sinais geralmente se refere a atos miraculosos realizados para demonstrar a existência do poder divino de advertir ou encorajar a fé. Prodígios se refere a eventos extraordinários que causam pasmo ao espectador. Note neste versículo a igreja orando pela realização de curas, sinais e maravilhas.
↩︎ - Várias verdades importantes destacam-se aqui. A expressão batizados com Espírito Santo descreve a obra de consagração do Espírito Santo capacitando inicialmente o crente com poder divino para testemunhar. Os termos cheios, revestido e com autoridade descrevem essa sua capacitação para trabalhar. (Atos 2:4; 4:8, 31; 9:17; 13:9, 52) Conforme a necessidade, o enchimento do Espírito pode ser renovado. As expressões “derramarei” (Atos 2:17, 18; 10:45), “veio sobre eles” (Atos 19:6), retratam de modo diferente a ocasião em que os crentes são cheios do Espírito Santo. (cf. Atos 2:4; 4:31; 9:17) Todos os crentes, inclusive os apóstolos anteriormente cheios (Atos 2:4), foram novamente cheios a fim de enfrentarem a oposição contínua dos judeus. (Atos 4:29)
↩︎ - Era poder do afflatus divino manifesto no mais alto grau que operava nos apóstolos. (cf. Atos 1:8)
↩︎ - Nenhuma atitude poderia mostrar mais claramente a profunda impressão na mente dos cristãos primitivos de que uma grande crise estava próxima, o que afetaria poderosamente todas as relações da vida e todas as posses deste mundo. Há um significado nessa linguagem, como é falado naquele momento, muito diferente do que ela tem atualmente. De acordo com o mandamento divino a terra era de muita importância. Eles consideravam a terra como herança deles vinda do próprio Deus. Em Levítico 25:23 Deus disse que “a terra não poderá ser vendida definitivamente, porque ela é minha, e vocês são apenas estrangeiros e imigrantes.” Embora houvesse uma permissão de venda temporária das suas terras, os judeus tinham que, de acordo com as leis do jubileu, fazer com que a propriedade da terra voltasse ao proprietário original. Pelo que parece, os cristãos que vendiam suas terras não pretendiam resgatar a terra futuramente. (ver Jeremias 32) Alguns dos santos venderam suas posses, enquanto outros se abstiveram de exercer algumas de suas atividades econômicas normais. Essas não são ações comuns e cotidianas de homens piedosos em favor da causa do evangelho. Há uma relação que implica uma especialidade no tempo então presente: eles sabiam que eles estavam à beira de uma grande catástrofe, e que todos os interesses e posses terrestres eram mantidos incerta e temporariamente. Não é necessário perguntar o que era essa catástrofe esperada. Era a vinda do dia do Senhor já aludida, e a aproximação da consumação está implícita em todas as suas exortações. Foi atestado até mesmo pelos próprios acusadores: “Nós o temos ouvido dizer que esse Jesus, o nazareno, há de destruir este lugar.” (Atos 6:14) Isso não implica manifestamente que eles pensavam que não teriam muito tempo para esperar? Onde estaria a razoabilidade de suas ações e expectativas se não houvesse perspectiva retribuição próxima? (cf. Mateus 19:21, 29; Lucas 12:31-34; 14:14; 16:9; 1 Timóteo 6:16-19; Hebreus 13:14) É a própria consideração de que o dia está próximo que constitui a razão de suas expectativas e atitudes agora. Seria realmente estranho se eles tivessem esquecido ou perdido de vista a expectativa e esperança inspiradora da sua vinda a eles novamente para reuni-los em seu reino. (Mateus 24:30-31, Lucas 21:28, 31; João 14:3, 18-19, 28; 16:6, 22; Atos 1:9-11) Eles certamente expressariam frequentemente a expectativa da Sua vinda. Eles sentiriam que, a qualquer momento, sua esperança poderia se tornar realidade.
↩︎ - Alford observa que: “As mortes de Ananias e Safira foram, sem dúvida, infligidas sobrenaturalmente por São Pedro, falando no poder do Espírito Santo. Esta é a única interpretação honesta do incidente… Certamente não precisamos exigir nenhuma justificativa por esta sentença judicial do Apóstolo, preenchendo como ele fez neste momento o lugar mais alto da igreja, e agindo sob a orientação imediata do Espírito Santo. Se tal, no entanto, for procurado, podemos lembrar que esta foi a primeira tentativa feita por Satanás para obter, por hipocrisia, uma posição entre o rebanho de Cristo: e que, no entanto, por razões sábias, isso pode ter sido permitido desde então, foi absolutamente necessário na infância da igreja, que tal tentativa fosse imediatamente, e com severidade, derrotada.” Isso prova que São Pedro e os apóstolos foram investidos de autoridade canônica e como os representantes diretos de Deus na igreja. (cf. Mateus 16:19; 18:18)
↩︎ - Assim como quando o poder curador de Jesus fluiu de suas vestes ao toque da mulher que havia estado sujeita ao fluxo de sangue. (Mateus 5.27, 28) Aqui Deus permite que a sombra de São Pedro efetue uma cura. Assim como ele fez também através de panos e aventais que São Paulo tinha usado. (Atos 19:11, 12)
↩︎ - Os apóstolos fizeram aquilo que seu Senhor fazia: libertavam os atormentados de espíritos imundos. (Marcos 1:34) Tratava-se de um sinal da aproximação do reino de Deus; uma antecipação dos poderes da era vindoura; (Hebreus 6:5) e uma forma de testificar a veracidade da mensagem anunciada.
↩︎ - Há uma grande ironia aqui; esses mesmos homens gritaram em apenas um curto tempo atrás: “Que o seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos!” (Mateus 27:25) No entanto, agora, com as implicações do que aconteceu na ressurreição de Jesus e na proclamação desse evento impressionante, eles veem as implicações e estão alegando “inocência.” São Pedro havia dito que eles haviam rejeitado a pedra angular do templo messiânico. Isso só poderia significar uma coisa: o julgamento viria sobre eles. Eles entenderam que enquanto São Pedro e São João estavam falando as palavras da Vida para o povo, isso significava também o julgamento sobre eles por matar o Príncipe da Vida.
↩︎ - Exaltado à direita de Deus, o Ungido Rei comprometeu-se a administrar como representante e vice-líder de Seu Pai, o reino teocrático. Esta soberania messiânica, ou Teocracia, necessariamente chegou ao seu fim quando as pessoas que eram seus súditos deixaram de ser a nação da aliança; quando a aliança foi de fato dissolvida, e toda a estrutura e aparato da administração teocrática foram abolidos.
↩︎ - Como foi profetizado por nosso Senhor em seu discurso profético no Monte das Oliveiras, os apóstolos se tornariam objetos de suspeita para os poderes dominantes. Eles deveriam ser levados perante conselhos, príncipes e reis, aprisionados, espancados nas sinagogas e odiados por todos os homens por amor a Jesus. (Mt. 10:16-20; 24:9; Mc. 13:9-11; Lc. 12:11, 12; 21:12-15) Tudo isso pode ser verificado na experiência pessoal dos discípulos que podemos ler nos Atos dos Apóstolos e nas Epístolas de São Paulo.
↩︎ - Os apóstolos estipularam que os sete varões deviam apresentar evidências de terem continuado fielmente sob a influência do Espírito Santo. Segundo parece, os apóstolos supunham que nem todos os crentes continuavam na plenitude do Espírito. John Gill observa: “eles deveriam ser homens, não apenas que tivessem o Espírito de Deus neles, mas que fossem eminentes por suas ricas experiências de graça; e que tinham dons superiores do Espírito, pelos quais eram capazes tanto de defender a verdade contra os opositores, quanto de falar uma palavra de exortação ao dever, ou de consolo sob angústia, ou de reprovação aos membros, conforme as circunstâncias exigissem; e pode ser nessa época que a igreja consistia em algumas de todas as nações, como parece em Atos 2:9 pode ser necessário que eles tenham os dons extraordinários do Espírito, especialmente o de falar em diversas línguas, para que possam conversar com pessoas de diferentes idiomas: e a ‘sabedoria’ é altamente necessária neles, para que possam ser bons economistas do estoque da igreja, e dispô-lo da maneira mais prudente: e comportar-se de acordo com os diferentes temperamentos e espíritos dos homens com quem eles têm que lidar, e especialmente na composição das diferenças entre os membros.”
↩︎ - Isso foi um exercício de autoridade canônica de “ligar e desligar” por São Pedro e os outros apóstolos (Mt. 16:19; 18:18) para estabelecer homens a quem era confiado o cuidado dos pobres. Nicoll observa: “os Sete nunca são chamados de Diáconos e, portanto, pensa-se que temos aqui um ofício especial para atender a uma necessidade especial. (Atos 11:30; 14:23) Por outro lado, São Lucas, pelo destaque dado à narrativa, pode ser considerado como encarando a instituição do ofício como estabelecendo uma nova partida, e não como um incidente isolado, e a ênfase é característica de um historiador que foi gosta de registrar ‘começos’ de movimentos.” Barnes observa que: “Nas antigas sinagogas dos judeus havia três homens a quem era confiado o cuidado dos pobres. Eles foram chamados pelos hebreus ‘parnasin’ ou ‘pastores.’ (Lightfoot, Hor. Heb. et Talin.; Mt. 4:23) Desses oficiais, os apóstolos provavelmente tiveram a ideia de nomear diáconos na igreja cristã e, sem dúvida, pretendiam que seus deveres fossem os mesmos.” Eles usaram sua autoridade canônica de “ligar e desligar.”
↩︎ - É importante notar o fato de que os discípulos, a quem a grande comissão foi dada, (Mateus 28:19, 20; Marcos 16:15; Atos 1:8) parecem não ter entendido como direcionando-os a estender seus trabalhos evangelísticos além dos limites da Palestina, ou a pregar o Evangelho a judeus e gentios indiscriminadamente. Nada mais os surpreendeu do que a descoberta que “Deus havia concedido aos gentios também se arrependia para a vida.” (Atos 11:18) Não se deve esquecer que os apóstolos não ficaram surpresos com o fato de os gentios serem admitidos na Igreja cristã, mas apenas que fossem admitidos sem se conformar ao rito da circuncisão, isso é, sem se tornarem prosélitos do judaísmo. (cf. Atos 6:5; 10:9-48; 11:18) Exigia uma revelação distinta do céu para superar os preconceitos judaicos dos apóstolos e dar a conhecer a eles o mistério “de que os gentios deveriam ser co-herdeiros, e do mesmo corpo, e participantes da promessa em Cristo pelo evangelho.” (Efésios 3:6) É certo que eles não agiram imediatamente, nem ainda por anos, sobre essa comissão em seu sentido mais amplo; nem parece provável que eles o teriam feito sem uma revelação expressa. Como o Dr. Burton mostrou, não menos de quinze anos se passaram entre a conversão de São Paulo e sua primeira jornada apostólica para pregar entre os gentios. “Também não há evidências de que, durante esse período, os outros apóstolos tenham ultrapassado os limites da Judeia.” (Bampton Lecture, do professor Burton, p. 20)
↩︎ - Todo recurso financeiro que havia sido trazido para igreja até então, foi colocado nas mãos dos apóstolos, e eles foram sobrecarregados com o cuidado e o trabalho de distribuição: mas agora eles transferem esse trabalho e ofício para os sete, ordenando-os solenemente pela imposição de as mãos nele. Aqui a imposição das mãos dos apóstolos não confere o Espírito Santo, pois esses homens estavam cheios do Espírito Santo. No Novo Testamento, a imposição de mãos era usada de cinco maneiras: em relação a milagres de curas (Atos 28:8; Mateus 9:18; Marcos 5:23; 6:5); ao abençoar outras pessoas (Mateus 19:13, 15); em relação ao batismo no Espírito Santo (Atos 8:17, 19; 19:6); na comissão para uma obra específica (Atos 6:6; 13:3); e na concessão de dons espirituais através dos presbíteros. (1 Timóteo 4:14) Como um dos meios através dos quais Deus transmite dons e bênçãos às pessoas, a imposição de mãos veio a ser uma doutrina fundamental na igreja primitiva. (Hebreus 6:2)
↩︎ - O Espírito Santo deu a Estêvão poder para realizar prodígios e grandes sinais entre o povo e lhe deu grande sabedoria para pregar o evangelho de tal maneira, que seus oponentes não podiam contestar os seus argumentos.
↩︎ - Cerca de um quarto da cidade africana de Cirene eram judeus. Esta cidade teve representantes no Pentecostes (Atos 2:10) e provavelmente dentre eles foi que alguns vieram e pregaram em Antioquia. (cf. Atos 11:20) Parece certo que Simão de Cirene (Mateus 27:32; Marcos 15:21; Lucas 23:26) chamado Niger (Atos 13:1) e Lúcio de Cirene foram uns dos homens eminentes que comissionaram Barnabé e São Paulo de Antioquia. (Atos 13:1-3) Quanto mais investigamos o assunto, mais fortemente nos inclinamos à crença de que Lucas é idêntico a “Lúcio de Cirene” em Atos 13:1. (veja Horae Lucanae, do Dr. H.S. Baynes) Supondo, de acordo com nossa compreensão em Lucas 24:13 (que ele era um dos dois de Emaús), ele chegou a Jerusalém (de Cirene, talvez por meio de Alexandria) para a festa da Páscoa em 33 d.C., a Páscoa da crucificação, e esteve de alguma forma ligado aos discípulos cristãos. O Dr. Edward Burton, em suas “Lectures on Ecclesiastical History”, diz: “Há muitas razões que me levam a pensar que Lucas estava em Jerusalém nesta época” (quando Cristo foi crucificado). Algumas pessoas pensam que Lucas estava entre os gregos que expressaram o desejo de ver Jesus. (João 12:20) Ele era médico, (Colossenses 4:14) e tanto Cirene quanto Alexandria eram célebres do ponto de vista médico. Ele esteve, posteriormente no Pentecostes, como mostram sua narrativa completa dos preparativos e do Pentecostes, bem como seu relato completo dos discursos de São Pedro. Ele fez parte da Igreja Pentecostal e então, após a dispersão, ele foi um dos “homens de Cirene”, que foram primeiro para Fenícia, Chipre e depois para Antioquia (Atos 11:19-20), e prepararam o caminho para a obra de Barnabé e São Paulo, e onde ele é identificado como o “Lúcio de Cirene” de Atos 13:1.
↩︎ - Eles não puderam responder ao Espírito de Cristo por meio de Estevão. Aqui temos mais um registro do cumprimento da bendita promessa de Jesus aos discípulos de que eles não deveriam se preocupar com o que deveriam dizer quando fossem denunciados perante autoridades terrenas, porque o Espírito Santo naquela hora lhes daria a mensagem que deveriam transmitir. (cf. Mateus 10:16-20; 24:9; Marcos. 13:9-11; Lucas 12:11, 12; 21:12-15)
↩︎ - É impossível resistir à conclusão de que o discurso profético do nosso Senhor no Monte das Oliveiras fazia parte da pregação apostólica e essa era a base das acusações dos judeus contra Estevão. Alguns tentam negar a força desta passagem dizendo que as testemunhas eram testemunhas falsas. A única razão pela qual eles eram testemunhas falsas é porque eles acusaram Estevão de blasfêmia! Ele não era culpado de blasfêmia, ele disse a verdade! Os discípulos podem ser justificados pela crença da iminente destruição de Jerusalém e do templo nas palavras do seu mestre. (Mateus 24:2-34; Marcos 13:2-30 Lucas 21:5-32; cf. Daniel 9:24-27; 12:1, 7)
↩︎ - O escritor de Hebreus chama a atenção para o fato de que Abraão, Isaque e Jacó nunca foram realmente colocados em posse da herança que lhes fora prometida. (Hb. 11:39, 40) Eles não obtiveram a terra de Canaã: “Todos estes morreram na fé, sem terem recebido as promessas.” (Hb. 11:13) Ele então afirma que esses pais de Israel estavam cientes de um significado mais profundo na promessa de Deus do que uma mera herança temporal e terrena. Abraão, enquanto morava como estrangeiro e peregrino na terra da promessa, olhou além da “cidade que tem os fundamentos, cujo construtor e criador é Deus.” (Hb. 11:10) É evidente que isso só pode se referir à Jerusalém celestial, aquilo que os patriarcas viram de longe; (Hb. 11:13) naquilo que seus ilustres sucessores acreditavam, mas nunca obtiveram. (Hb. 11:19) É “a promessa da herança eterna”; (Hb. 9:15) “a esperança que temos diante de nós”; (Hb. 6:18) “a cidade que tem fundamentos”; (Hb. 11:10) “um país melhor, um país celestial”; (Hb. 11:16) “um reino que não pode ser movido”. (Hb. 12:28) É, de fato, a verdadeira Canaã; a terra prometida; o “repouso de Deus”, “o sábado que permanece para o povo de Deus”. (Hb. 4:9) A Canaã terrestre não era o todo, não era a realidade, mas apenas o símbolo da herança que Deus deu por promessa a Abraão e sua semente. Essa promessa, longe de ter sido exaustivamente cumprida pela posse da terra sob Josué, ainda era mantida em reserva para o povo de Deus.
↩︎ - A congregação no deserto refere-se a Israel como o povo de Deus. Em hebraico a palavra traduzida por congregação é qahal e na Septuaginta (a tradução grega do Antigo Testamento) o termo é ekklesia (assembleia ou igreja). Há uma analogia escatológica aqui. Assim como Moisés conduziu a igreja do Antigo Testamento, Cristo conduz a igreja do Novo Testamento. A igreja do Novo Testamento designada descendência de Abraão (Gl. 3:29; cf. Rm. 4:11-18) e o Israel de Deus (Gl. 6:16) dá continuidade a igreja do Antigo Testamento. Assim como a igreja do Antigo Testamento, a igreja do Novo Testamento (pré 70 d.C.) estava no deserto, era uma igreja peregrina, aguardando entrar em plena posse da verdadeira Terra Prometida. (Hb. 11:6-16) Não se pode duvidar que a Parousia esteja em toda parte representada como o dia de coroação das esperanças e aspirações cristãs; quando “herdariam o reino” e “entrariam na alegria de seu Senhor” e lança muita luz sobre todo esse assunto de entrada no estado celestial e a relação em que os santos se encontram, tanto antes como depois da vinda de Cristo. É importante notar que individualmente, a igreja “na era vindoura” (a era pós 70 d.C.), mas ainda em seu estado terreno e carnal, continua em seu estado de peregrinação até que a morte termine sua provação terrena e os introduza no Reino Celestial que se tornou disponível à todas as gerações pela Parousia.
↩︎ - Deus sempre teve um padrão divino para ser seguido por seu povo. Deus tinha um padrão para Moisés, que servia de norma para a antiga aliança. Tão certamente como Deus tinha um padrão para o tabernáculo segundo a antiga aliança, Ele tem um padrão para sua igreja segundo a nova aliança. Os apóstolos do Novo Testamento não resolveram de modo arbitrário e aleatório como a igreja seria constituída, porque o Pai e o Filho, mediante o que o Espírito Santo registrou nos Evangelhos, nos Atos dos Apóstolos, nas Epístolas, estabeleceu o padrão apostólico para a igreja em todas as gerações vindouras.
↩︎ - Na opinião do escritor de Hebreus, (Hb. 4:1-11) havia uma correspondência notável entre a situação dos israelitas que se aproximavam da terra da promessa e a situação dos cristãos que esperavam o cumprimento de sua esperança, a promessa de repouso na verdadeira terra prometida. Para tornar essa correspondência mais clara, ele mostra que o repouso prometido ao antigo Israel, e o prometido ao povo de Deus agora, era realmente a mesma coisa. A entrada na terra de Canaã não era de modo algum o todo, nem mesmo a parte principal, do prometido repouso de Deus. Isso ele prova mostrando que, muito depois da colonização dos israelitas em Canaã, o Senhor, pela boca de Davi, no Sl. 95, repete virtualmente a promessa feita aos israelitas no deserto e diz ao povo: “Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações.” A repetição da ordem implica a repetição da promessa e também da ameaça; como se Deus estivesse dizendo: “Creia, e entrareis no meu repouso. Não acrediteis, e não entrareis no meu repouso”. Daí resulta que há um repouso além e além do repouso de Canaã. Certamente o “repouso de Deus”, aquilo que Ele chama de “meu repouso” nunca foi dado à terra de Canaã, nem pode ser aplicado a qualquer outro que não seja aquele “repouso” que lemos no relato da criação, quando Deus repousou de toda “sua obra que ele havia feito”. (Gênesis 2:2, 3) Este foi o sábado de Deus, o repouso que Ele santificou e chamou de seu. Portanto, deve ser a esse repouso – o repouso sagrado, sabático e celestial – que a promessa se refere principalmente. Desse repouso de Deus, Canaã era sem dúvida o tipo, pois esse era o repouso dos israelitas depois dos perigos e fadigas do deserto; mas a posse de Canaã estava longe de esgotar todo o significado da promessa e, portanto, ainda permaneceu e foi mantida em reserva para o povo de Deus. “Resta, portanto, um repouso para o povo de Deus.” (Hb. 11:9)
↩︎ - Aqui Estevão confirma que o Templo não serve para nada e sua destruição virá; uma alusão ao julgamento da nação judaica, quando sua cidade e seu templo foram destruídos e toda a estrutura do estado mosaico foi dissolvida.
↩︎ - Estêvão, assim como São Pedro, diz que eles, os líderes dos judeus, são os assassinos de seu Messias. (Atos 2:23; 4:10)
↩︎ - Estêvão tendo essa visão, agora declara a eles que aquele que eles assassinaram, agora está sentado no céu como juiz. (1 Coríntios 15:24, 25; Hebreus 1:13; 2:8; 10:13) Este poder vitalício pertencia por nomeação divina ao Filho de Deus, a quem também fora confiado, em virtude de sua humanidade, o ofício de juiz supremo. (João 5:27) Em pouco tempo, os mortos sairiam de suas sepulturas para permanecer diante do Seu trono de julgamento. (Mateus 16:27-28; 25:31-46; João 5:28, 29)
↩︎ - Inquestionavelmente, a oposição mais formidável ao rei e ao reino foi encontrada no coração da nação teocrática, os principais sacerdotes e governantes do povo. As mais altas autoridades e poderes da nação eram os inimigos mais amargos do Messias. Foi um antagonismo doméstico, e não estrangeiro – inimizade judaica e não gentia – que rejeitou e crucificou o rei de Israel. O procurador romano era apenas o instrumento relutante nas mãos do Sahedrin (Sinédrio). Era o domínio judaico, a autoridade judaica, o poder judaico que perseguia incessantemente e sistematicamente a seita dos nazarenos com a malignidade persistente, e este era “o domínio, a autoridade e o poder” que, pela destruição de Jerusalém e pela extinção do Estado judeu, foram “derrubados” e aniquilados. (1 Coríntios 15:24, 25; Hebreus 1:13; 2:8; 10:13) ↩︎







