PARTE 4
A SEGUNDA PÁSCOA DE NOSSO SENHOR, E EVENTOS POSTERIORES ATÉ A TERCEIRA PÁSCOA.
◈ TEMPO: Um ano. (31-32 d.C.)
§ 36. O tanque de Betesda; a cura do enfermo; e o discurso subsequente de nosso Senhor.
(8° Milagre do Nosso Senhor)
(3° Discurso do Nosso Senhor)
◈ Data: Nisã. – 31 d.C.
◈ Local: De Cafarnaum para Jerusalém.
DE CAFARNAUM PARA JERUSALÉM.

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Após Jesus ter limpado o Templo em Jerusalém e estar ganhando ainda mais seguidores do que João Batista (João 2:13-25; 4:1-3), e querendo evitar um conflito direto com a liderança judaica tão cedo no seu ministério, Jesus preferiu regressar à Galileia. A rota mais direta de Jerusalém para a Galileia passava por Samaria e, como observa o historiador judeu Josefo, essa era a rota normalmente escolhida pela maioria dos judeus da época. (Ant. 20:6) A cidade de Samaria (renomeada Sebaste na época de Jesus) era originalmente a capital do reino do norte de Israel, mas em 722 a.C. os assírios exilaram muitos israelitas para outras partes do seu império e realocaram outros povos estrangeiros em Israel. (2 Reis 15: 29; 17:1-24; 1 Crônicas 5:26) Esta população diversificada desenvolveu então uma nova religião que misturava elementos do culto israelita com o culto pagão (2 Reis 17:24-41), e séculos mais tarde estabeleceram o seu próprio templo no Monte Gerizim. Por causa de sua ascendência e religião mistas, os samaritanos eram frequentemente detestados por muitos judeus (João 4:9), e as hostilidades irrompiam periodicamente entre judeus e samaritanos. Provavelmente por causa destas hostilidades, alguns judeus preferiram tomar rotas alternativas que contornassem Samaria. Ainda outros judeus escolheram essas rotas para evitar até mesmo a associação com os samaritanos. Jesus, no entanto, parece ter escolhido a rota mais direta através de Samaria, que o levou à aldeia de Sicar – bem próximo ao antigo local de Siquém e ao Monte Gerizim. Lá ele encontrou uma mulher samaritana perto de um poço e falou com ela sobre o dom de Deus de água viva para sua alma. Por causa do testemunho da mulher samaritana, muitos habitantes da cidade acreditaram em Jesus e o persuadiram a ficar ali mais dois dias antes de retornar à Galileia e embora em uma dessas aldeias de Samaria Jesus tenha rejeitado (e talvez hostilizado?) enquanto viajava da Galileia para Jerusalém (Lucas 9:52-56), anos mais tarde, o apóstolo Filipe encontrou um ministério frutífero entre os samaritanos, e muitos passaram a crer em Jesus. (Atos 8:5-13)
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CAFARNAUM.

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Embora o Mar da Galileia (também chamado de Mar de Tiberíades e Mar de Genesaré) dificilmente seja mencionado no Antigo Testamento, na época do Novo Testamento o lago de água doce ostentava uma próspera indústria pesqueira e várias cidades notáveis ao longo de suas margens. O lago está situado entre as colinas exuberantes da Galileia, a uma altitude de mais de 600 pés abaixo do nível do mar, e é alimentado pela seção norte do rio Jordão. A seção principal do rio Jordão origina-se no extremo sul do Mar da Galileia. Logo após seu batismo, Jesus transferiu seu ministério de sua cidade natal, Nazaré, para a cidade pesqueira de Cafarnaum, e vários de seus discípulos eram pescadores no lago. (Mateus 4:12-22; Marcos 1:16-20; Lucas 5:1-11) Vários eventos descritos nos Evangelhos ocorreram ao longo (ou às vezes no) lago, incluindo Jesus alimentando milhares de pessoas (Mateus 14:13-21; 15:29-39; Marcos 6:30-44; 8:1-10; Lucas 9:10-17; João 6:1-15), andando sobre as águas (Mateus 14:22-36 Marcos 6:45-53; Lucas 6:16-21), e acalmando o vento e o ondas. (Mateus 8:23-27; Marcos 4:35-41) Essas tempestades não são incomuns no lago, pois os ventos podem soprar repentinamente do oeste ou do leste e gerar ondas com mais de 3 metros de altura. Jesus também ensinou muitos sermões e parábolas ao longo das margens do lago, incluindo seu famoso Sermão da Montanha (Mateus 5-7), e em um caso Jesus ensinou de um barco no lago enquanto as pessoas ouviam da margem. (Mateus 13:1-2; Marcos 4:1)
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JERUSALÉM.

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Na época do Novo Testamento, a antiga cidade de Jerusalém havia sido transformada de uma fortaleza relativamente pequena dos dias de Davi (2 Samuel 5:6-10; 1 Crônicas 11:4-9) em uma grande cidade com um Templo que rivalizava com o Novo Testamento. os maiores templos do mundo romano. Pouco antes do nascimento de Jesus, Herodes, o Grande, renovou e expandiu completamente o Templo do Senhor, e também construiu para si um palácio luxuoso, vários tanques (onde Jesus ocasionalmente realizava curas), edifícios públicos e cidadelas militares, incluindo a Antônia. Fortaleza, que dominava o Templo. Os residentes ricos, incluindo o sumo sacerdote, ocupavam casas extravagantes na Cidade Alta, enquanto os residentes mais pobres eram relegados para áreas menos desejáveis, como a Cidade Baixa. O bairro dos essênios recebeu esse nome porque muitos de seus residentes pertenciam aos essênios, uma seita religiosa estrita que era conhecida por sua cuidadosa atenção à lei de Moisés. Do outro lado do Vale do Cédron ficava o Jardim do Getsêmani, onde Jesus frequentemente se reunia com seus discípulos. (Mateus 26:36-46; Marcos 14:32-53; João 18:1-14) Mais a leste ficava o Monte das Oliveiras, onde Jesus começou sua entrada triunfal uma semana antes de sua crucificação (Mateus 21:1-11; Marcos 11:1-11; Lucas 19:28-40; João 12:12-19), ensinado seus discípulos sobre os últimos dias (Mateus 24-25; Marcos 13), e finalmente ascendeu ao céu após sua ressurreição. (Lucas 24:50-53; Atos 1:1-11)
O rei Herodes, o Grande, iniciou as reformas do Templo por volta de 20–19 a.C. Toda a expansão do templo, incluindo o enorme Monte do Templo, não foi concluída até aproximadamente 62-64 d.C.
Os pátios internos do Templo de Herodes eram acessíveis por 10 portões, pelos quais somente os judeus podiam entrar. No interior havia várias câmaras e um pátio onde eram feitos sacrifícios. Numa extremidade ficava o lugar sagrado – um santuário de dois cômodos usado pelos sacerdotes judeus. O extenso projeto de construção do Segundo Templo e do Monte do Templo de Herodes foi concluído aproximadamente entre 62 e 64 d.C., apenas para ser destruído pelos romanos em 70 d.C.
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João 5:1-47
Depois disso, Jesus foi para Jerusalém, por causa de uma festa dos judeus. Próximo ao Portão das Ovelhas, em Jerusalém, há um tanque com cinco entradas ao seu redor. Em hebraico, esse tanque é chamado de Betesda.1 Haviam muitas pessoas doentes estavam deitadas nessas entradas. Eram cegos, mancos, paralíticos, entre outros. Lá, eles aguardavam, esperando que a água se movesse, pois, de vez em quando, um anjo do Senhor descia até o tanque e agitava a água. Quem primeiro entrasse na água, depois que ela fosse agitada, ficava curado de qualquer doença que tivesse. Havia um homem que também estava lá, doente há trinta e oito anos. Jesus olhou para ele, já sabendo que o homem estava deitado lá por muito tempo e lhe perguntou: “Você quer ser curado?” O homem respondeu: “Senhor, não há ninguém que possa me ajudar a entrar na água quando ela é agitada. Quando eu tento entrar na água, sempre há alguém que passa na minha frente e entra primeiro.” Jesus lhe disse: “Fique em pé, pegue sua esteira e comece a andar!” Imediatamente, o homem foi curado. Ele pegou sua esteira e caminhou. Foi em um sábado que isso aconteceu. Então, os judeus disseram ao homem que havia sido curado: “Hoje é sábado! É contra a lei carregar sua esteira neste dia.” Ele respondeu aos judeus: “O homem que me curou disse para que eu pegasse a minha esteira e começasse a andar.” Os judeus perguntaram: “Quem lhe disse para pegar sua esteira e andar?” Porém, ele não tinha ideia de quem era, pois Jesus havia desaparecido no meio da multidão. Mais tarde, Jesus encontrou, no Templo, o homem que havia curado e lhe disse: “Veja! Agora você está curado. Então, Não peque mais, para que não lhe aconteça coisa pior.” O homem foi dizer aos judeus que fora Jesus quem o havia curado. Os judeus, então, começaram a perseguir Jesus porque ele estava curando aos sábados. Mas, Jesus lhes disse: “Meu Pai ainda está trabalhando, e eu também.” Essa foi a justificativa para os judeus quererem ainda mais matá-lo, porque, além de não obedecer a lei do sábado, também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se, assim, igual a Deus. Jesus explicou aos judeus: “Eu lhes digo que isto é verdade: o Filho não pode fazer nada por si mesmo. Ele só faz o que vê o Pai fazer. Tudo o que o Pai fizer, o Filho faz também. Pois o Pai ama o Filho e mostra para ele tudo o que faz. E o Pai irá mostrar a ele coisas até mais incríveis do que essas e que farão com que vocês fiquem completamente fascinados. Pois, assim como o Pai ressuscita os mortos, e os vivifica, assim também o Filho vivifica aqueles que quer. O Pai não julga ninguém. Ele deu ao Filho toda a autoridade para julgar, para que, assim, todos possam respeitar o Filho da mesma maneira que respeitam o Pai. Qualquer pessoa que não respeita o Filho também não respeita o Pai, que o enviou. Eu lhes digo que isto é verdade: quem segue o que eu digo, e tem fé naquele que me enviou, tem a vida eterna. E não será condenado, mas já passou da morte para a vida. Eu lhes digo que isto é verdade: Está chegando a hora, de fato ela já chegou,2 quando os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus, e aqueles que a ouvirem irão viver! Exatamente como o próprio Pai tem vida em si mesmo também concedeu ao Filho ter vida em si mesmo. O Pai também lhe deu autoridade de julgar, pois ele é o Filho do Homem. Não fiquem surpresos com isso, pois está chegando a hora em que todos aqueles que estão mortos ouvirão a sua voz e sairão dos túmulos. Aqueles que fizeram o bem ressuscitarão para a vida, e aqueles que fizeram o mal ressuscitarão para serem condenados.3 Eu não posso fazer nada sozinho. Eu julgo com base no que o Pai me diz, e o meu julgamento é correto, pois eu não estou fazendo de acordo com a minha própria vontade e, sim, seguindo a vontade daquele que me enviou. Se eu fizesse declarações a meu favor, elas não teriam valor. Mas, é outro que dá provas a meu respeito, e eu sei que o que ele diz sobre mim é verdade. Vocês perguntaram a João sobre mim, e ele disse a verdade. Porém, eu não preciso da aprovação dos homens. Eu estou apenas explicando isso para que vocês sejam salvos. João era como uma luz que brilhava intensamente e, por um tempo, vocês se alegraram com sua luz. Mas, a prova que eu estou dando é muito mais importante do que a de João. Pois estou fazendo o trabalho que o Pai me mandou fazer, e esta é a prova de que o Pai me enviou. E o próprio Pai que me enviou testemunha a meu favor. Vocês nunca ouviram a sua voz ou viram como ele se parece, e vocês não aceitam o que ele diz, pois não acreditam naquele que ele enviou. Vocês estudam as Sagradas Escrituras porque julgam ter nelas a vida eterna. E são exatamente elas que testemunham a meu favor. E, no entanto, vocês não querem vir até mim para terem vida. Eu não busco a aprovação dos homens. Eu os conheço, e sei que vocês não têm o amor de Deus em seus corações. Pois eu vim com autoridade do meu Pai, e vocês não me aceitam. Mas, se outro vier com sua própria autoridade, então, este vocês o aceitarão. Como vocês podem crer em mim, se procuram elogios uns dos outros e, no entanto, não buscam o elogio do único Deus verdadeiro? Mas, não pensem que eu farei acusações contra vocês diante do Pai. Moisés, aquele em quem vocês colocam sua esperança, é quem vai acusá-los.4 Se vocês realmente acreditassem em Moisés também acreditariam em mim, pois ele escreveu a meu respeito. Mas, como não acreditam no que ele escreveu, por que acreditariam no que eu digo?”
§ 37. Os discípulos colhem espigas no sábado.
◈ Data: Nisã. – 31 d.C.
◈ Local: De Jerusalém para Cafarnaum.
DE JERUSALÉM PARA CAFARNAUM.

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Após Jesus ter limpado o Templo em Jerusalém e estar ganhando ainda mais seguidores do que João Batista (João 2:13-25; 4:1-3), e querendo evitar um conflito direto com a liderança judaica tão cedo no seu ministério, Jesus preferiu regressar à Galileia. A rota mais direta de Jerusalém para a Galileia passava por Samaria e, como observa o historiador judeu Josefo, essa era a rota normalmente escolhida pela maioria dos judeus da época. (Ant. 20:6) A cidade de Samaria (renomeada Sebaste na época de Jesus) era originalmente a capital do reino do norte de Israel, mas em 722 a.C. os assírios exilaram muitos israelitas para outras partes do seu império e realocaram outros povos estrangeiros em Israel. (2 Reis 15: 29; 17:1-24; 1 Crônicas 5:26) Esta população diversificada desenvolveu então uma nova religião que misturava elementos do culto israelita com o culto pagão (2 Reis 17:24-41), e séculos mais tarde estabeleceram o seu próprio templo no Monte Gerizim. Por causa de sua ascendência e religião mistas, os samaritanos eram frequentemente detestados por muitos judeus (João 4:9), e as hostilidades irrompiam periodicamente entre judeus e samaritanos. Provavelmente por causa destas hostilidades, alguns judeus preferiram tomar rotas alternativas que contornassem Samaria. Ainda outros judeus escolheram essas rotas para evitar até mesmo a associação com os samaritanos. Jesus, no entanto, parece ter escolhido a rota mais direta através de Samaria, que o levou à aldeia de Sicar – bem próximo ao antigo local de Siquém e ao Monte Gerizim. Lá ele encontrou uma mulher samaritana perto de um poço e falou com ela sobre o dom de Deus de água viva para sua alma. Por causa do testemunho da mulher samaritana, muitos habitantes da cidade acreditaram em Jesus e o persuadiram a ficar ali mais dois dias antes de retornar à Galileia e embora em uma dessas aldeias de Samaria Jesus tenha rejeitado (e talvez hostilizado?) enquanto viajava da Galileia para Jerusalém (Lucas 9:52-56), anos mais tarde, o apóstolo Filipe encontrou um ministério frutífero entre os samaritanos, e muitos passaram a crer em Jesus. (Atos 8:5-13)
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JERUSALÉM.

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Na época do Novo Testamento, a antiga cidade de Jerusalém havia sido transformada de uma fortaleza relativamente pequena dos dias de Davi (2 Samuel 5:6-10; 1 Crônicas 11:4-9) em uma grande cidade com um Templo que rivalizava com o Novo Testamento. os maiores templos do mundo romano. Pouco antes do nascimento de Jesus, Herodes, o Grande, renovou e expandiu completamente o Templo do Senhor, e também construiu para si um palácio luxuoso, vários tanques (onde Jesus ocasionalmente realizava curas), edifícios públicos e cidadelas militares, incluindo a Antônia. Fortaleza, que dominava o Templo. Os residentes ricos, incluindo o sumo sacerdote, ocupavam casas extravagantes na Cidade Alta, enquanto os residentes mais pobres eram relegados para áreas menos desejáveis, como a Cidade Baixa. O bairro dos essênios recebeu esse nome porque muitos de seus residentes pertenciam aos essênios, uma seita religiosa estrita que era conhecida por sua cuidadosa atenção à lei de Moisés. Do outro lado do Vale do Cédron ficava o Jardim do Getsêmani, onde Jesus frequentemente se reunia com seus discípulos. (Mateus 26:36-46; Marcos 14:32-53; João 18:1-14) Mais a leste ficava o Monte das Oliveiras, onde Jesus começou sua entrada triunfal uma semana antes de sua crucificação (Mateus 21:1-11; Marcos 11:1-11; Lucas 19:28-40; João 12:12-19), ensinado seus discípulos sobre os últimos dias (Mateus 24-25; Marcos 13), e finalmente ascendeu ao céu após sua ressurreição. (Lucas 24:50-53; Atos 1:1-11)
O rei Herodes, o Grande, iniciou as reformas do Templo por volta de 20–19 a.C. Toda a expansão do templo, incluindo o enorme Monte do Templo, não foi concluída até aproximadamente 62-64 d.C.
Os pátios internos do Templo de Herodes eram acessíveis por 10 portões, pelos quais somente os judeus podiam entrar. No interior havia várias câmaras e um pátio onde eram feitos sacrifícios. Numa extremidade ficava o lugar sagrado – um santuário de dois cômodos usado pelos sacerdotes judeus. O extenso projeto de construção do Segundo Templo e do Monte do Templo de Herodes foi concluído aproximadamente entre 62 e 64 d.C., apenas para ser destruído pelos romanos em 70 d.C.
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Embora o Mar da Galileia (também chamado de Mar de Tiberíades e Mar de Genesaré) dificilmente seja mencionado no Antigo Testamento, na época do Novo Testamento o lago de água doce ostentava uma próspera indústria pesqueira e várias cidades notáveis ao longo de suas margens. O lago está situado entre as colinas exuberantes da Galileia, a uma altitude de mais de 600 pés abaixo do nível do mar, e é alimentado pela seção norte do rio Jordão. A seção principal do rio Jordão origina-se no extremo sul do Mar da Galileia. Logo após seu batismo, Jesus transferiu seu ministério de sua cidade natal, Nazaré, para a cidade pesqueira de Cafarnaum, e vários de seus discípulos eram pescadores no lago. (Mateus 4:12-22; Marcos 1:16-20; Lucas 5:1-11) Vários eventos descritos nos Evangelhos ocorreram ao longo (ou às vezes no) lago, incluindo Jesus alimentando milhares de pessoas (Mateus 14:13-21; 15:29-39; Marcos 6:30-44; 8:1-10; Lucas 9:10-17; João 6:1-15), andando sobre as águas (Mateus 14:22-36 Marcos 6:45-53; Lucas 6:16-21), e acalmando o vento e o ondas. (Mateus 8:23-27; Marcos 4:35-41) Essas tempestades não são incomuns no lago, pois os ventos podem soprar repentinamente do oeste ou do leste e gerar ondas com mais de 3 metros de altura. Jesus também ensinou muitos sermões e parábolas ao longo das margens do lago, incluindo seu famoso Sermão da Montanha (Mateus 5-7), e em um caso Jesus ensinou de um barco no lago enquanto as pessoas ouviam da margem. (Mateus 13:1-2; Marcos 4:1)
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Mateus 12:1-8
Naquela ocasião, no segundo sábado após o primeiro, Jesus estava caminhando por campos de trigo. Os seus discípulos estavam com fome e, por isso, começaram a colher espigas de trigo e a comê-las. Quando os fariseus viram aquilo, disseram a Jesus: “Veja! Os seus discípulos estão fazendo algo que é proibido aos sábados!” Mas Jesus lhes disse: “Vocês não leram o que Davi fez quando ele e os seus companheiros estavam com fome? Ele foi até a casa de Deus, quando Abiatar era o sumo sacerdote, e ele e os seus companheiros comeram o pão sagrado, o que não era permitido, pois apenas os sacerdotes poderiam comer esse pão. Vocês não leram na lei que, aos sábados, os sacerdotes no Templo violam as regras, mas não são considerados culpados? No entanto, eu lhes digo que há alguém aqui que é mais importante do que o Templo. O sábado foi feito para servir a vocês e, não, para que vocês sirvam ao sábado. Se vocês soubessem o que realmente significa: ‘Eu quero compaixão, não sacrifício’, vocês não condenariam inocentes. Pois o Filho do Homem é o Senhor do sábado.”5
Marcos 2:23-28
No sábado, enquanto Jesus caminhava pelos campos de trigo, os seus discípulos começaram a colher espigas, enquanto andavam. Os fariseus perguntaram a Jesus: “Veja! Por que eles estão fazendo o que não é permitido aos sábados?” Jesus lhes perguntou: “Vocês não leram o que Davi fez quando ele e seus homens estavam famintos e necessitados? Ele foi à casa de Deus, quando Abiatar era o sumo sacerdote, e comeu os pães oferecidos a Deus, que ninguém tem permissão para comer, a não ser os sacerdotes, e também deixou que seus homens comessem os pães.” Ele lhes disse: “O sábado foi feito para servir a vocês e, não, para que vocês sirvam ao sábado. Pois, o Filho do Homem é o Senhor até mesmo do sábado.”
Lucas 6:1-5
Em um segundo sábado após o primeiro, enquanto Jesus passeava pelos campos de trigo, seus discípulos começaram a colher e a debulhar algumas espigas e a comer os grãos. Alguns fariseus questionaram Jesus: “Por que vocês estão fazendo o que não é permitido fazer aos sábados?” Jesus respondeu: “Vocês nunca leram o que Davi fez, quando ele e seus companheiros estavam com fome? Como entrou na casa de Deus e pegou os pães consagrados? Ele comeu o pão e o deu para que os seus companheiros comessem também. Isso também não é permitido. Pois apenas os sacerdotes podem fazer isso.” Então, ele lhes disse: “O Filho do Homem é o Senhor do Sábado.”
§ 38. A cura da mão ressequida no sábado.
(9° Milagre do Nosso Senhor)
◈ Data: 31 d.C.
◈ Local: Cafarnaum.
CAFARNAUM.

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Embora o Mar da Galileia (também chamado de Mar de Tiberíades e Mar de Genesaré) dificilmente seja mencionado no Antigo Testamento, na época do Novo Testamento o lago de água doce ostentava uma próspera indústria pesqueira e várias cidades notáveis ao longo de suas margens. O lago está situado entre as colinas exuberantes da Galileia, a uma altitude de mais de 600 pés abaixo do nível do mar, e é alimentado pela seção norte do rio Jordão. A seção principal do rio Jordão origina-se no extremo sul do Mar da Galileia. Logo após seu batismo, Jesus transferiu seu ministério de sua cidade natal, Nazaré, para a cidade pesqueira de Cafarnaum, e vários de seus discípulos eram pescadores no lago. (Mateus 4:12-22; Marcos 1:16-20; Lucas 5:1-11) Vários eventos descritos nos Evangelhos ocorreram ao longo (ou às vezes no) lago, incluindo Jesus alimentando milhares de pessoas (Mateus 14:13-21; 15:29-39; Marcos 6:30-44; 8:1-10; Lucas 9:10-17; João 6:1-15), andando sobre as águas (Mateus 14:22-36 Marcos 6:45-53; Lucas 6:16-21), e acalmando o vento e o ondas. (Mateus 8:23-27; Marcos 4:35-41) Essas tempestades não são incomuns no lago, pois os ventos podem soprar repentinamente do oeste ou do leste e gerar ondas com mais de 3 metros de altura. Jesus também ensinou muitos sermões e parábolas ao longo das margens do lago, incluindo seu famoso Sermão da Montanha (Mateus 5-7), e em um caso Jesus ensinou de um barco no lago enquanto as pessoas ouviam da margem. (Mateus 13:1-2; Marcos 4:1)
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Lucas 6:6-11
Em um outro sábado, Jesus foi para a sinagoga ensinar. Havia um homem lá que tinha uma deficiência na mão direita. Os escribas e os fariseus estavam observando Jesus bem de perto, para ver se ele iria curar alguém no sábado. Eles queriam encontrar alguma coisa para poder acusá-lo de desobedecer à lei. Mas, Jesus sabia o que eles tinham em mente. Então, a fim de o acusar, perguntaram a Jesus: É lícito curar no sábado? E ele respondeu: “Suponha que vocês tenham uma ovelha e que ela caia em um buraco em pleno sábado. Vocês não irão tentar de tudo para tirá-la do buraco?” Jesus lhes perguntou: “Vocês não acham que um ser humano vale mais do que uma ovelha? Então, sim, é permitido fazer o bem aos sábados.” Ele disse ao homem que tinha o problema na mão: “Levante-se e fique diante de todos!” O homem fez como Jesus pediu. Então, Jesus se virou para as pessoas que lá estavam e disse: “Quero lhes fazer uma pergunta. Está de acordo com a lei fazer o bem aos sábados ou fazer o mal? Salvar vidas ou destruí-las?” Mas, eles não disseram uma palavra. Ele olhou com irritação em volta para todos que lá estavam. Ele ficou muito zangado com a atitude insensível deles. Então, ele se virou e disse ao homem: “Estenda a sua mão!” O homem a estendeu e sua mão ficou curada e ficou exatamente como a outra. Mas, os escribas e os fariseus ficaram furiosos e começaram a discutir sobre o que deveriam fazer com Jesus.6 Os fariseus saíram e imediatamente começaram a fazer um plano com os Herodianos para matar Jesus.
Marcos 3:1-6
Jesus foi novamente para a sinagoga. Havia um homem que estava lá e que tinha uma deficiência na mão. Algumas pessoas que estavam na sinagoga observavam Jesus, para ver se ele iria curar o homem no sábado. Eles procuravam um motivo para acusá-lo de desobedecer à lei. Jesus disse ao homem com a deficiência: “Venha e fique diante de todos!” Ele lhes perguntou: “É permitido fazer o bem aos sábados ou fazer o mal? Vocês deveriam salvar vidas ou deveriam matar?” Mas, eles não disseram uma palavra. Jesus os olhou com irritação. Ele ficou muito zangado com a atitude insensível deles. Então, ele disse ao homem: “Estenda a sua mão!” O homem a estendeu e ela foi curada. Os fariseus saíram e imediatamente começaram a fazer um plano com os Herodianos para matar Jesus.
Mateus 12:9-14
Então, Jesus saiu dali e foi para uma sinagoga. Ali estava um homem que tinha uma deficiência na mão. Então, a fim de o acusar, perguntaram a Jesus: É lícito curar no sábado? E ele respondeu: “Suponha que vocês tenham uma ovelha e que ela caia em um buraco em pleno sábado. Vocês não irão tentar de tudo para tirá-la do buraco?” Jesus lhes perguntou: “Vocês não acham que um ser humano vale mais do que uma ovelha? Então, sim, é permitido fazer o bem aos sábados.” Ele se virou para o homem e disse: “Estenda a sua mão!” O homem estendeu a mão e ela foi curada e ficou exatamente como a outra. Os fariseus saíram de lá e começaram a planejar como matar Jesus.
§ 39. Jesus chega ao Lago da Galileia, e é seguido por multidões.
◈ Data: 31 d.C.
◈ Local: De Cafarnaum para a Costa Noroeste do Lago da Galileia.
DE CAFARNAUM PARA A COSTA NOROESTE DO LAGO DA GALILEIA.

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Embora o Mar da Galileia (também chamado de Mar de Tiberíades e Mar de Genesaré) dificilmente seja mencionado no Antigo Testamento, na época do Novo Testamento o lago de água doce ostentava uma próspera indústria pesqueira e várias cidades notáveis ao longo de suas margens. O lago está situado entre as colinas exuberantes da Galileia, a uma altitude de mais de 600 pés abaixo do nível do mar, e é alimentado pela seção norte do rio Jordão. A seção principal do rio Jordão origina-se no extremo sul do Mar da Galileia. Logo após seu batismo, Jesus transferiu seu ministério de sua cidade natal, Nazaré, para a cidade pesqueira de Cafarnaum, e vários de seus discípulos eram pescadores no lago. (Mateus 4:12-22; Marcos 1:16-20; Lucas 5:1-11) Vários eventos descritos nos Evangelhos ocorreram ao longo (ou às vezes no) lago, incluindo Jesus alimentando milhares de pessoas (Mateus 14:13-21; 15:29-39; Marcos 6:30-44; 8:1-10; Lucas 9:10-17; João 6:1-15), andando sobre as águas (Mateus 14:22-36 Marcos 6:45-53; Lucas 6:16-21), e acalmando o vento e o ondas. (Mateus 8:23-27; Marcos 4:35-41) Essas tempestades não são incomuns no lago, pois os ventos podem soprar repentinamente do oeste ou do leste e gerar ondas com mais de 3 metros de altura. Jesus também ensinou muitos sermões e parábolas ao longo das margens do lago, incluindo seu famoso Sermão da Montanha (Mateus 5-7), e em um caso Jesus ensinou de um barco no lago enquanto as pessoas ouviam da margem. (Mateus 13:1-2; Marcos 4:1)
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Mateus 12:15-21
Sabendo disso, Jesus foi embora dali e foi para perto do mar, com uma grande multidão seguindo-o. Eles eram da Galileia, da Judeia, de Jerusalém, da Idumeia, da Transjordânia e das regiões de Tiro e Sidom. Muitas pessoas vinham vê-lo, por já terem ouvido a respeito de tudo que ele estava fazendo. Jesus disse aos seus discípulos para arranjarem um pequeno barco, para que ele não fosse esmagado pela multidão, pois ele tinha curado tantas pessoas, que os doentes se juntavam em torno dele para tocá-lo. Ele curou todos, mas os orientou para que não contassem para as pessoas sobre quem ele era. Sempre que espíritos maus o viam, eles se ajoelhavam diante dele e gritavam: “Você é o Filho de Deus!” Mas, Jesus lhes ordenava para não revelarem quem ele era. Assim se cumpriu o que o profeta Isaías disse: “Este é o servo a quem escolhi, A quem amo e que me dá muita alegria. Eu colocarei o meu Espírito nele, E ele anunciará aos gentios o que é correto. E ninguém ouvirá a sua voz nas ruas. Ele não fará discursos nas ruas. Ele não quebrará o galho que está rachado, E não apagará o fogo no pavio, Até que tenha provado que o seu julgamento é justo, E no seu nome os gentios colocarão a sua esperança.”7
Marcos 3:7-12
Enquanto isso, Jesus voltou para perto do mar, e uma grande multidão o seguiu. Eles eram da Galileia, da Judeia, de Jerusalém, da Idumeia, da Transjordânia e das regiões de Tiro e Sidom. Muitas pessoas vinham vê-lo, por já terem ouvido a respeito de tudo que ele estava fazendo. Jesus disse aos seus discípulos para arranjarem um pequeno barco, para que ele não fosse esmagado pela multidão, pois ele tinha curado tantas pessoas, que os doentes se juntavam em torno dele para tocá-lo. Sempre que espíritos maus o viam, eles se ajoelhavam diante dele e gritavam: “Você é o Filho de Deus!” Mas, Jesus lhes ordenava para não revelarem quem ele era.
§ 40. Jesus retira-se para a Montanha e escolhe os Doze;
as multidões o seguem.
◈ Data: 31 d.C.
◈ Local: Da Costa Noroeste do Lago da Galileia para um monte perto de Cafarnaum.
DA COSTA NOROESTE DO LAGO DA GALIELA PARA UM MONTE PERTO DE CAFARNAUM.

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Embora o Mar da Galileia (também chamado de Mar de Tiberíades e Mar de Genesaré) dificilmente seja mencionado no Antigo Testamento, na época do Novo Testamento o lago de água doce ostentava uma próspera indústria pesqueira e várias cidades notáveis ao longo de suas margens. O lago está situado entre as colinas exuberantes da Galileia, a uma altitude de mais de 600 pés abaixo do nível do mar, e é alimentado pela seção norte do rio Jordão. A seção principal do rio Jordão origina-se no extremo sul do Mar da Galileia. Logo após seu batismo, Jesus transferiu seu ministério de sua cidade natal, Nazaré, para a cidade pesqueira de Cafarnaum, e vários de seus discípulos eram pescadores no lago. (Mateus 4:12-22; Marcos 1:16-20; Lucas 5:1-11) Vários eventos descritos nos Evangelhos ocorreram ao longo (ou às vezes no) lago, incluindo Jesus alimentando milhares de pessoas (Mateus 14:13-21; 15:29-39; Marcos 6:30-44; 8:1-10; Lucas 9:10-17; João 6:1-15), andando sobre as águas (Mateus 14:22-36 Marcos 6:45-53; Lucas 6:16-21), e acalmando o vento e o ondas. (Mateus 8:23-27; Marcos 4:35-41) Essas tempestades não são incomuns no lago, pois os ventos podem soprar repentinamente do oeste ou do leste e gerar ondas com mais de 3 metros de altura. Jesus também ensinou muitos sermões e parábolas ao longo das margens do lago, incluindo seu famoso Sermão da Montanha (Mateus 5-7), e em um caso Jesus ensinou de um barco no lago enquanto as pessoas ouviam da margem. (Mateus 13:1-2; Marcos 4:1)
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Lucas 6:12-16
No dia seguinte, Jesus subiu um monte para orar. Ele ficou lá a noite toda, orando a Deus. Quando o dia amanheceu, chamou os seus discípulos (aqueles que ele quis) e eles se aproximaram dele, e escolheu doze deles para estarem com ele e lhes chamou de apóstolos. Eles deveriam ficar com ele e seriam enviados para anunciar o evangelho. Eles também teriam autoridade para curar as enfermidades e expulsar os demônios. Estes são os nomes dos apóstolos: Simão (também chamado de Pedro por Jesus) e o seu irmão André; Tiago e o seu irmão João filhos de Zebedeu (a quem Jesus chamou Boanerges, que significa “filhos do trovão”); Filipe e Bartolomeu também chamado de Natanael; Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, o zelote; Judas Tadeu, filho de Tiago e Judas Iscariotes (o traidor de Jesus). Jesus desceu do monte com eles e parou em um lugar plano. Havia uma grande multidão, na qual se encontravam muitos dos seus seguidores e muitas outras pessoas vindas da Judeia, de Jerusalém e do litoral de Tiro e Sidom, que se reuniu para ouvir Jesus e para ser curada de suas doenças. As pessoas atormentadas por espíritos maus também foram curadas. Todos na multidão tentavam tocar em Jesus, pois havia poder saindo dele e curando a todos.
Marcos 3:13-19
Então, Jesus subiu a um monte. Ele chamou aqueles que ele quis, e eles se aproximaram dele. Ele escolheu doze pessoas para estarem com ele e lhes chamou de apóstolos. Eles deveriam ficar com ele e seriam enviados para anunciar o evangelho. Eles também teriam autoridade para curar as enfermidades e expulsar os demônios. Estes são os doze que Jesus escolheu: Simão (a quem ele chamou Pedro), Tiago e seu irmão João, filhos de Zebedeu (a quem Jesus chamou Boanerges, que significa “filhos do trovão”), André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu, Tadeu, Simão, o zelote, e Judas Iscariotes (o traidor de Jesus).
Mateus 10:2-4
Estes são os nomes dos doze apóstolos: primeiro, Simão (também conhecido como Pedro) e o seu irmão André; Tiago e o seu irmão João, filhos de Zebedeu; Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o cobrador de impostos; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu; Simão, o zelote e Judas Iscariotes, que traiu Jesus.
◈ Data: 31 d.C.
◈ Local: Do monte para um lugar plano perto de Cafarnaum.
DO MONTE PARA UM LUGAR PLANO PERTO DE CAFARNAUM.

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Embora o Mar da Galileia (também chamado de Mar de Tiberíades e Mar de Genesaré) dificilmente seja mencionado no Antigo Testamento, na época do Novo Testamento o lago de água doce ostentava uma próspera indústria pesqueira e várias cidades notáveis ao longo de suas margens. O lago está situado entre as colinas exuberantes da Galileia, a uma altitude de mais de 600 pés abaixo do nível do mar, e é alimentado pela seção norte do rio Jordão. A seção principal do rio Jordão origina-se no extremo sul do Mar da Galileia. Logo após seu batismo, Jesus transferiu seu ministério de sua cidade natal, Nazaré, para a cidade pesqueira de Cafarnaum, e vários de seus discípulos eram pescadores no lago. (Mateus 4:12-22; Marcos 1:16-20; Lucas 5:1-11) Vários eventos descritos nos Evangelhos ocorreram ao longo (ou às vezes no) lago, incluindo Jesus alimentando milhares de pessoas (Mateus 14:13-21; 15:29-39; Marcos 6:30-44; 8:1-10; Lucas 9:10-17; João 6:1-15), andando sobre as águas (Mateus 14:22-36 Marcos 6:45-53; Lucas 6:16-21), e acalmando o vento e o ondas. (Mateus 8:23-27; Marcos 4:35-41) Essas tempestades não são incomuns no lago, pois os ventos podem soprar repentinamente do oeste ou do leste e gerar ondas com mais de 3 metros de altura. Jesus também ensinou muitos sermões e parábolas ao longo das margens do lago, incluindo seu famoso Sermão da Montanha (Mateus 5-7), e em um caso Jesus ensinou de um barco no lago enquanto as pessoas ouviam da margem. (Mateus 13:1-2; Marcos 4:1)
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Lucas 6:17-19
Jesus desceu do monte com eles e parou em um lugar plano. Havia uma grande multidão, na qual se encontravam muitos dos seus seguidores e muitas outras pessoas vindas da Judeia, de Jerusalém e do litoral de Tiro e Sidom, que se reuniu para ouvir Jesus e para ser curada de suas doenças. As pessoas atormentadas por espíritos maus também foram curadas. Todos na multidão tentavam tocar em Jesus, pois havia poder saindo dele e curando a todos.
§ 41. O Sermão da Montanha.
(4° Discurso do Nosso Senhor)
◈ Data: 31 d.C.
◈ Local: De um lugar plano para um monte perto de Cafarnaum.
DE UM LUGAR PLANO PARA UM MONTE PERTO DE CAFARNAUM.

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Embora o Mar da Galileia (também chamado de Mar de Tiberíades e Mar de Genesaré) dificilmente seja mencionado no Antigo Testamento, na época do Novo Testamento o lago de água doce ostentava uma próspera indústria pesqueira e várias cidades notáveis ao longo de suas margens. O lago está situado entre as colinas exuberantes da Galileia, a uma altitude de mais de 600 pés abaixo do nível do mar, e é alimentado pela seção norte do rio Jordão. A seção principal do rio Jordão origina-se no extremo sul do Mar da Galileia. Logo após seu batismo, Jesus transferiu seu ministério de sua cidade natal, Nazaré, para a cidade pesqueira de Cafarnaum, e vários de seus discípulos eram pescadores no lago. (Mateus 4:12-22; Marcos 1:16-20; Lucas 5:1-11) Vários eventos descritos nos Evangelhos ocorreram ao longo (ou às vezes no) lago, incluindo Jesus alimentando milhares de pessoas (Mateus 14:13-21; 15:29-39; Marcos 6:30-44; 8:1-10; Lucas 9:10-17; João 6:1-15), andando sobre as águas (Mateus 14:22-36 Marcos 6:45-53; Lucas 6:16-21), e acalmando o vento e o ondas. (Mateus 8:23-27; Marcos 4:35-41) Essas tempestades não são incomuns no lago, pois os ventos podem soprar repentinamente do oeste ou do leste e gerar ondas com mais de 3 metros de altura. Jesus também ensinou muitos sermões e parábolas ao longo das margens do lago, incluindo seu famoso Sermão da Montanha (Mateus 5-7), e em um caso Jesus ensinou de um barco no lago enquanto as pessoas ouviam da margem. (Mateus 13:1-2; Marcos 4:1)
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Mateus 5:1-12
Quando Jesus viu a multidão que o seguia, ele subiu um monte. Lá, ele se sentou junto aos seus discípulos e começou a ensiná-los,8 dizendo: “Felizes as pessoas que sabem que são espiritualmente pobres, pois o Reino do Céu é delas.9 Felizes as pessoas que choram, pois elas serão consoladas. Felizes as pessoas de bom coração, pois eles herdarão a terra. Felizes as pessoas que têm grande desejo de fazer o que é certo, pois elas serão satisfeitas. Felizes as pessoas que têm compaixão pelos outros, pois também terão compaixão por elas. Felizes as pessoas que têm a alma pura, pois elas verão a Deus. Felizes as pessoas que trabalham pela paz, pois elas serão chamadas de filhos de Deus. Felizes as pessoas que são perseguidas por fazerem o que é certo, pois o Reino do Céu é delas. Felizes são vocês quando são insultados, perseguidos e caluniados, por me seguirem. Sintam-se alegres, realmente felizes, pois vocês receberão uma grande recompensa no céu. Porque foi exatamente dessa forma que perseguiram os profetas que vieram antes de vocês. Mas, infelizes são vocês que são ricos, pois já receberam a sua recompensa. Infelizes são vocês que estão satisfeitos agora, pois sentirão fome. Infelizes são vocês que riem agora, pois irão se lamentar e chorar. Infelizes são vocês a quem todos elogiam. Não se esqueçam de que os seus antepassados elogiaram os falsos profetas exatamente da mesma maneira.”10
Lucas 6:20-26
Olhando para os seus discípulos, Jesus lhes disse: “Felizes são vocês, os pobres, pois o Reino de Deus é de vocês. Felizes são vocês que agora sentem fome, pois comerão até se satisfazer. Felizes são vocês que agora choram, pois irão rir. Felizes são vocês quando as pessoas os odiarem, excluírem, insultarem e disserem que são maus, por seguirem o Filho do Homem. No dia em que essas coisas acontecerem, fiquem felizes. Pulem de alegria, pois será grande a recompensa que os espera no céu. Não se esqueçam de que os seus antepassados maltrataram os profetas exatamente dessa forma. Mas, infelizes são vocês que são ricos, pois já receberam a sua recompensa. Infelizes são vocês que estão satisfeitos agora, pois sentirão fome. Infelizes são vocês que riem agora, pois irão se lamentar e chorar. Infelizes são vocês a quem todos elogiam. Não se esqueçam de que os seus antepassados elogiaram os falsos profetas exatamente da mesma maneira.”
Mateus 5:13-39
“Vocês são o sal da terra, mas se o sal perder o seu sabor, como poderão torná-lo salgado de novo? Ele não serve para mais nada, então, é jogado fora e pisado. Vocês são a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade construída sobre uma colina. Ninguém acende um lampião para colocá-lo embaixo de um cesto. Ao contrário, ele é colocado em um velador, para iluminar a todos que estão na casa. Da mesma forma, vocês devem deixar sua luz brilhar diante de todos, para que eles possam ver as coisas boas que são feitas por vocês e para que louvem o seu Pai celestial. Não pensem que eu vim para acabar com a lei ou com os ensinamentos dos profetas. Eu não vim para acabar com eles, mas para cumpri-los. Eu afirmo a vocês, até que o céu e a terra passem, nem uma letra, nem um único acento será tirado da lei até que tudo seja cumprido.11 Assim, qualquer um que desobedecer o menor mandamento e ensinar as pessoas a fazerem o mesmo será considerado o menor no Reino do Céu. Mas aquele que praticar e ensinar os mandamentos será considerado o maior no Reino do Céu. Eu lhes afirmo que só entrarão no Reino do Céu se a sua retidão moral for maior do que a dos escribas e a dos fariseus.12 Vocês ouviram o que antigamente a lei dizia às pessoas: ‘Não matarás, e qualquer um que cometer assassinato será considerado culpado.’ Mas eu lhes digo que qualquer um que, sem motivo, estiver com raiva do seu irmão será considerado culpado.13 Quem chamar seu irmão de idiota deverá responder ao conselho, mas quem verbalmente abusar dos outros estará sujeito ao fogo da Geena.14 Se você estiver fazendo uma oferta no altar e se lembrar de que seu irmão tem algo contra você, deixe a sua oferta no altar e, primeiro, faça as pazes com ele e só depois volte e faça a sua oferta. Enquanto estiver indo para o tribunal com o seu adversário, certifique-se de, rapidamente, entrar em acordo com ele. Caso contrário, essa pessoa poderá entregá-lo ao juiz, e o juiz o entregará ao carcereiro, e você será jogado na prisão. Eu lhe afirmo que isto é verdade: você não ficará livre até que tenha pago o último centavo. Vocês ouviram o que foi dito: ‘Não cometa adultério.’ Mas eu lhes digo que qualquer um que olhar para uma mulher com o desejo de possuí-la já cometeu adultério em seu coração. Se o seu olho direito o fizer pecar, então, arranque-o e jogue-o fora, pois é melhor perder uma parte do seu corpo do que todo o seu corpo arder no fogo da Geena. Se a sua mão direita o fizer pecar, então, corte-a e jogue-a fora, pois é melhor perder um dos seus membros do que todo o seu corpo arder no fogo da Geena. Também foi dito: ‘Se um homem se divorciar de sua esposa, ele deverá dar a ela uma certidão de divórcio.’ Mas eu lhes digo que qualquer homem que se divorciar de sua esposa, a não ser por imoralidade sexual, pode fazer dela uma adúltera, se ela se casar de novo; e quem se casar com essa mulher divorciada cometerá adultério. E, novamente, vocês ouviram o que foi dito aos seus antepassados: ‘Não quebrem as suas promessas. Pelo contrário, tenham certeza de cumprir o que vocês juraram ao Senhor.’ Mas eu lhes digo: não jurem de forma alguma. Não jurem pelo céu, pois é o trono de Deus. Não jurem pela terra, pois é o descanso para os pés de Deus. Não jurem por Jerusalém, pois é a cidade do grande Rei. Nem mesmo jurem por sua cabeça, pois vocês não são capazes de fazer um único fio de cabelo se tornar branco ou preto. Simplesmente digam sim ou não, pois mais do que isso vem do maligno. Vocês ouviram o que foi dito: ‘Olho por olho, dente por dente.’ Mas eu lhes digo: não se oponham a quem lhes fizer o mal.15 Se alguém lhe der um tapa na cara, vire o outro lado para que ele bata também.”
Mateus 5:40-48
“Se alguém quiser processá-lo e lhe tirar a camisa deixe que ele leve o seu casaco também. Se alguém exigir que você caminhe um quilômetro, caminhe dois. Dê a quem lhe pedir algo e não se afaste de quem lhe pedir algo emprestado. Vocês ouviram o que foi dito: ‘Ame o seu vizinho e odeie o seu inimigo.’ Mas eu lhes digo: amem os seus inimigos, abençoem aqueles que amaldiçoam vocês, façam o bem aqueles que odeiam vocês e orem por aqueles que maltratam e perseguem vocês; assim, vocês se tornarão filhos do seu Pai celestial. Pois o seu sol brilha tanto sobre os bons quanto sobre os maus; e ele faz a chuva cair tanto sobre quem faz o que é certo quanto sobre quem faz o que é errado. Pois, se vocês amam apenas quem os ama, que recompensa terão? Até mesmo os cobradores de impostos fazem isso! Se vocês falarem gentilmente apenas com a sua família, o que é que estarão fazendo a mais do que as outras pessoas? Até os gentios fazem isso! Se vocês emprestarem dinheiro, esperando que seja devolvido, por que deveriam merecer qualquer crédito por isso? Os pecadores também emprestam dinheiro a outros pecadores, esperando receber o que foi emprestado. Não! Porém façam diferente: amem os seus inimigos e façam boas coisas para eles e emprestem sem esperar receber o que foi emprestado. Assim, vocês irão receber uma grande recompensa e serão filhos do Deus Altíssimo, pois ele é bom também para as pessoas ingratas e más. Sejam misericordiosos, da mesma forma como o seu Pai é misericordioso. Portanto, sejam perfeitos como é perfeito o Pai de vocês, que está no céu.”
Lucas 6:27-36 (29, 30. 27, 28, 32-36)
“Se alguém lhes bater na cara, virem o outro lado, para que bata também. Se alguém tomar o casaco de vocês, não o impeça de levar a sua camisa também. Deem a qualquer um que lhes pedir. Se alguém tirar algo de vocês, não peçam que devolva. Mas, eu digo para aqueles que estão me ouvindo: Amem os seus inimigos. Façam o bem para aqueles que os odeiam. Queiram o bem daqueles que os amaldiçoam. Orem por aqueles que os maltratam. Se vocês amarem apenas quem os ama, por que deveriam merecer qualquer crédito por isso? Até mesmo os pecadores amam aqueles que os amam. Se vocês fizerem o bem apenas para aqueles que fazem coisas boas para vocês, por que deveriam merecer qualquer crédito por isso? Os pecadores fazem isso também. Se vocês emprestarem dinheiro, esperando que seja devolvido, por que deveriam merecer qualquer crédito por isso? Os pecadores também emprestam dinheiro a outros pecadores, esperando receber o que foi emprestado. Não! Porém façam diferente: amem os seus inimigos e façam boas coisas para eles e emprestem sem esperar receber o que foi emprestado. Assim, vocês irão receber uma grande recompensa e serão filhos do Deus Altíssimo, pois ele é bom também para as pessoas ingratas e más. Sejam misericordiosos, da mesma forma como o seu Pai é misericordioso.”
Mateus 6:1-34
“Certifiquem-se de não praticar suas boas ações em público apenas para serem vistos pelos outros. Caso contrário, vocês não receberão qualquer recompensa do seu Pai que está no céu. Quando vocês derem aos pobres, não sejam como os hipócritas, que tocam trombetas nas sinagogas e nas ruas para anunciar o que estão fazendo, para que as pessoas os elogiem. Eu lhes afirmo que isto é verdade: eles já têm a sua recompensa. Quando vocês derem alguma coisa a uma pessoa necessitada, não deixem que a sua mão esquerda saiba o que a sua mão direita está fazendo. Assim, o que vocês derem estará em segredo, e o seu Pai, que vê o que acontece em segredo, ele mesmo os recompensará publicamente. Quando vocês orarem, não sejam como os hipócritas, pois eles gostam de ficar em pé e orar nas sinagogas e nas esquinas das ruas, para que as pessoas possam vê-los. Eu lhes afirmo que isso é verdade: eles já receberam a sua recompensa. Mas vocês, quando orarem, entrem, fechem a porta, e orem ao seu Pai sozinhos. E o seu Pai, que vê o que acontece em segredo, os recompensará publicamente. Quando orarem, não balbuciem coisas sem sentido como os gentios, que pensam que serão ouvidos por causa de todas as palavras que repetem. Não sejam como eles, pois o seu Pai sabe do que vocês precisam, mesmo antes de lhe pedirem. Então, orem assim: Pai nosso, que estás no céu, que o seu nome seja honrado. Venha o seu Reino!16 Que a sua vontade seja feita aqui na terra como é feita no céu.17 Por favor, dá-nos hoje o alimento que precisamos. Perdoa-nos as nossas ofensas, assim como perdoamos as pessoas que nos ofenderam. Não deixes que sejamos tentados a fazer algo errado e livra-nos do mal; porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém. Pois se vocês perdoarem àqueles que os ofenderam, seu Pai celestial também perdoará as ofensas de vocês. Mas, se vocês não perdoarem aqueles que os ofenderam, então, seu Pai celestial não perdoará as ofensas de vocês. Quando vocês jejuarem, não sejam como os hipócritas, que fazem caras tristes e se apresentam com aspecto horrível, para que todos saibam que eles estão jejuando. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: eles já têm a sua recompensa. Ao contrário, quando jejuarem, lavem o rosto e se arrumem. Assim, as pessoas não verão que vocês estão jejuando, mas vocês serão vistos por seu Pai; e seu Pai, que vê o que acontece em segredo, os recompensará publicamente. Não acumulem riquezas aqui na terra, onde traças e ferrugem as destroem e onde ladrões arrombam e as roubam. Ao contrário, vocês devem guardar suas riquezas no céu, onde traças e ferrugem não as destroem e onde ladrões não arrombam e as roubam. Pois, o que vocês mais valorizam mostra quem vocês realmente são. Os olhos são como uma lâmpada que ilumina o corpo. Assim, se os seus olhos são saudáveis, então, todo o seu corpo ficará iluminado. Mas, se os seus olhos forem maus, então, todo o seu corpo ficará nas trevas. Se a luz que há em você são trevas, que terríveis serão essas trevas! Ninguém pode servir a dois mestres. Ou vocês odiarão um e amarão o outro, ou se dedicarão a um e desprezarão o outro. Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro. Por isso, eu lhes digo para não se preocuparem com a vida de vocês. Não se preocupem com o que comer, com o que beber ou com que roupas vestir. A vida não é mais do que comida? E o corpo não é mais do que roupas? Vejam os pássaros – eles não semeiam, não colhem, nem guardam comida em celeiros, pois o seu Pai celestial os alimenta. Vocês não valem mais do que os pássaros? Quem de vocês, por mais que se preocupe, pode encompridar a própria vida? E por que vocês estão preocupados com roupas? Vejam as lindas flores do campo. Vejam como elas crescem: elas não trabalham e nem fazem suas roupas. Mas eu afirmo a vocês que nem mesmo Salomão, com toda a sua riqueza, se vestia como essas flores. Então, se Deus enfeita assim os campos, com a erva que está aqui hoje e que amanhã será jogada no fogo, ele não fará muito mais por vocês, que acreditam tão pouco? Por isso, não se preocupem, dizendo: ‘O que comeremos hoje?’ ‘O que beberemos?’ ou: ‘O que vestiremos?’ Essas são todas as coisas que os gentios procuram, mas o seu Pai celestial sabe de tudo o que vocês precisam. Mas busquem em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas lhes serão acrescentadas.18 Então, não se preocupem com o amanhã, porque o amanhã pode se preocupar consigo mesmo. Basta a cada dia o seu mal.”
Mateus 7:1-29; 8:1
“Não julguem os outros, para que vocês não sejam julgados. Não condenem, e vocês não serão condenados. Perdoem, e vocês serão perdoados. Deem, e vocês receberão muito mais em troca. Pois seja qual for o padrão que usem para julgar os outros, o mesmo será usado para julgá-los, e seja qual for a medida que vocês usarem para medir os outros, a mesma será usada para medi-los.” Então, Jesus fez as seguintes comparações: “Um cego pode guiar outro? Os dois não cairiam em um buraco? Os alunos sabem mais do que o professor? Apenas quando eles aprenderem tudo o que lhes foi ensinado serão semelhantes ao seu professor. Por que é que você vê o cisco que está no olho do seu irmão? Você não nota a trave de madeira que está em seu próprio olho? Como é que você pode dizer ao seu irmão: ‘Irmão, Deixe-me tirar esse cisco do seu olho’, quando você está com uma trave no seu próprio olho? Você está sendo hipócrita! Tire primeiro a tábua que está em seu olho. Depois você será capaz de ver claramente para retirar o cisco do olho do seu irmão. Não deem para os cães o que é sagrado. Não joguem suas pérolas aos porcos. Assim, os porcos não as pisarão, e os cães não se voltarão contra vocês e não os atacarão. Peçam e lhes será dado; busquem e encontrarão; batam e a porta se abrirá para vocês. Todos aqueles que pedem, recebem; todos aqueles que buscam, acham; e para todos aqueles que batem à porta, ela se abrirá. Algum de vocês daria a seu filho uma pedra, se ele pedisse pão? Ou se ele pedisse peixe, dariam a ele uma cobra? Então, se mesmo vocês, que são maus, sabem dar boas coisas a seus filhos, muito mais o seu Pai celestial dará coisas boas a quem lhe pedir. Tratem os outros como gostariam de ser tratados. Isso resume o que a lei e os profetas querem dizer. Entrem pela porta estreita. Pois a porta que é ampla e o caminho que é largo levam à destruição, e muitos vão por esse caminho. Mas a entrada que é estreita e o caminho que é difícil levam à vida, e apenas poucas pessoas encontram esse caminho. Cuidado com os falsos profetas! Eles chegam disfarçados de ovelhas, mas, na verdade, são lobos cruéis. Vocês podem reconhecê-los por seus frutos. As pessoas colhem uvas dos espinheiros ou figos dos cardos? Então, toda árvore boa produz bons frutos, enquanto uma árvore má produz frutos ruins. Uma árvore boa não pode produzir frutos ruins e uma árvore ruim não pode produzir bons frutos. Toda árvore que não produz bons frutos é cortada e jogada no fogo. Então, vocês os reconhecerão por seus frutos. Pessoas boas produzem o que é bom, pois há bons sentimentos e pensamentos guardados dentro delas. Pessoas más produzem o que é ruim, pois há sentimentos e pensamentos ruins guardados dentro delas. As pessoas simplesmente colocam para fora, quando falam, o que está dentro delas. Então, por que vocês me chamam ‘Senhor, Senhor,’ mas não fazem o que eu digo? Nem todos aqueles que me chamam: ‘Senhor, Senhor’, entrarão no Reino do Céu.19 Apenas aqueles que fizerem a vontade do meu Pai que está no céu. No Dia do Julgamento,20 muitos dirão para mim: ‘Senhor, Senhor, em seu nome não fizemos profecias, expulsamos demônios e realizamos muitos milagres?’ Então, lhes direi: ‘Eu nunca os conheci. Afastem-se de mim, vocês que praticam o mal!’21 Todos os que ouvem as palavras que eu digo e que as seguem são como um homem sábio, que construiu sua casa na rocha. A chuva caiu, vieram as enchentes e o vento soprou forte contra a casa, mas ela não caiu, porque a sua base foi construída na rocha. Todos os que ouvem as palavras que eu digo e não as seguem são como um homem tolo, que construiu sua casa na areia. A chuva caiu, vieram as enchentes e o vento soprou forte contra a casa; ela desabou e ficou totalmente destruída.” Quando Jesus acabou de explicar essas coisas, a multidão estava impressionada com a sua forma de ensinar, pois ele ensinava como alguém com autoridade e, não, como os escribas. Quando Jesus desceu do monte, grandes multidões o seguiram.
Lucas 6:37-49 (37-42, 31, 44, 43, 45-49)
“Não julguem, e vocês não serão julgados. Não condenem, e vocês não serão condenados. Perdoem, e vocês serão perdoados. Deem, e vocês receberão muito mais em troca. O que lhes é dado em troca é medido de tal forma para que mais possa lhes ser dado, derramando bênçãos que se espalham a sua volta. O quanto vocês dão, determinará o quanto irão receber.” Então, Jesus fez as seguintes comparações: “Um cego pode guiar outro? Os dois não cairiam em um buraco? Os alunos sabem mais do que o professor? Apenas quando eles aprenderem tudo o que lhes foi ensinado serão semelhantes ao seu professor. Por que você está tão preocupado com o cisco que está no olho do seu irmão, quando não nota nem mesmo a trave de madeira que está em seu próprio olho? Como você pode dizer a seu irmão: ‘Irmão, deixe-me ajudá-lo a tirar o cisco que está em seu olho.’ Se não consegue perceber nem mesmo a trave que está em seu próprio olho? Hipócrita! Primeiro, tire a trave do seu olho e, então, será capaz de ver bem o bastante para tirar o cisco que está no olho do seu irmão. Façam aos outros o que gostariam que eles fizessem a vocês. As árvores são conhecidas pelos frutos que elas produzem. Não há como colher figos de espinheiros ou uvas de ervas daninhas. Uma boa árvore não produz frutos ruins. E uma árvore ruim não produz frutos bons. Pessoas boas produzem o que é bom, pois há bons sentimentos e pensamentos guardados dentro delas. Pessoas más produzem o que é ruim, pois há sentimentos e pensamentos ruins guardados dentro delas. As pessoas simplesmente colocam para fora, quando falam, o que está dentro delas. Então, por que vocês me chamam ‘Senhor, Senhor,’ mas não fazem o que eu digo? Eu darei a vocês um exemplo de alguém que vem até mim, ouve as minhas orientações e as segue. Essa pessoa é como um homem que constrói uma casa. Ele cava bem fundo e coloca o alicerce em uma rocha sólida. Quando o rio transborda e a enchente alcança a casa, ela não se danifica, porque foi muito bem construída sobre a rocha. A pessoa que me ouve, mas não faz o que eu digo, é como um homem que constrói a sua casa sem o alicerce. Quando a enchente alcança a casa, ela cai imediatamente e fica destruída por completo.”
§ 42. A cura do servo do centurião.
(10° Milagre do Nosso Senhor)
◈ Data: 31 d.C.
◈ Local: De um monte perto de Cafarnaum para Cafarnaum.
DE UM MONTE PERTO DE CAFARNAUM PARA CAFARNAUM.

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Embora o Mar da Galileia (também chamado de Mar de Tiberíades e Mar de Genesaré) dificilmente seja mencionado no Antigo Testamento, na época do Novo Testamento o lago de água doce ostentava uma próspera indústria pesqueira e várias cidades notáveis ao longo de suas margens. O lago está situado entre as colinas exuberantes da Galileia, a uma altitude de mais de 600 pés abaixo do nível do mar, e é alimentado pela seção norte do rio Jordão. A seção principal do rio Jordão origina-se no extremo sul do Mar da Galileia. Logo após seu batismo, Jesus transferiu seu ministério de sua cidade natal, Nazaré, para a cidade pesqueira de Cafarnaum, e vários de seus discípulos eram pescadores no lago. (Mateus 4:12-22; Marcos 1:16-20; Lucas 5:1-11) Vários eventos descritos nos Evangelhos ocorreram ao longo (ou às vezes no) lago, incluindo Jesus alimentando milhares de pessoas (Mateus 14:13-21; 15:29-39; Marcos 6:30-44; 8:1-10; Lucas 9:10-17; João 6:1-15), andando sobre as águas (Mateus 14:22-36 Marcos 6:45-53; Lucas 6:16-21), e acalmando o vento e o ondas. (Mateus 8:23-27; Marcos 4:35-41) Essas tempestades não são incomuns no lago, pois os ventos podem soprar repentinamente do oeste ou do leste e gerar ondas com mais de 3 metros de altura. Jesus também ensinou muitos sermões e parábolas ao longo das margens do lago, incluindo seu famoso Sermão da Montanha (Mateus 5-7), e em um caso Jesus ensinou de um barco no lago enquanto as pessoas ouviam da margem. (Mateus 13:1-2; Marcos 4:1)
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Lucas 7:1-10
Quando Jesus acabou de dizer tudo isso às pessoas, ele entrou na cidade de Cafarnaum. Havia na cidade um comandante romano que tinha um empregado, de quem ele gostava muito, que estava doente, à beira da morte. Quando esse comandante ouviu falar a respeito de Jesus, enviou alguns anciãos do povo para lhe pedir que viesse curar o seu empregado. Quando os anciãos do povo encontraram Jesus, pediram com bastante insistência, dizendo: “‘Senhor, meu empregado está em casa, deitado, incapaz de se mover. Ele está sofrendo muito.’ Por favor, venha e faça o que ele pede! Ele merece a sua ajuda, pois ama o nosso povo e construiu uma sinagoga para nós.” Jesus respondeu: “Eu irei curá-lo.” E foi com eles; e quando se aproximaram da casa, o comandante romano enviou alguns amigos até Jesus para lhe dizer: “Por favor, Senhor, não se incomode, pois eu não sou digno de que entre em minha casa. Eu nem mesmo acho que sou digno de falar pessoalmente com o senhor. Basta que dê uma ordem, e meu empregado será curado. Eu estou sob o comando dos meus oficiais superiores e eu mesmo tenho soldados sob o meu comando. Eu ordeno que um vá e ele vai. Digo a outro que venha e ele vem. Eu ordeno que o meu empregado faça algo e ele faz.” Jesus ficou admirado ao ouvir tais palavras. Ele se virou para a multidão que o seguia e disse: “Eu lhes digo que nem entre o povo de Israel encontrei tanta fé! Eu lhes digo que muitas pessoas virão do Leste e do Oeste, e se sentarão com Abraão, Isaque e Jacó no Reino do Céu. Mas os herdeiros do Reino serão jogados na escuridão absoluta, onde chorarão e rangerão os dentes.”22 Então, Jesus disse aos amigos do comandante romano: “Vá para casa! Por acreditar que aconteceria, o que você pediu foi feito.” O empregado foi imediatamente curado. Então, os amigos do oficial romano voltaram para a casa e encontraram o empregado saudável novamente.
Mateus 8:5-13
Quando Jesus entrou na cidade de Cafarnaum, um comandante romano veio até ele, implorando sua ajuda: “Senhor, meu empregado está em casa, deitado, incapaz de se mover. Ele está sofrendo muito.” Jesus respondeu: “Eu irei curá-lo.” O comandante romano respondeu: “Senhor, eu não mereço que entre em minha casa. Apenas dê uma ordem e meu empregado será curado. Pois eu mesmo estou sob o comando de oficiais superiores e também tenho soldados que estão sob minha autoridade. Eu ordeno a um deles: ‘Vá!’, e ele vai. Digo a outro: ‘Venha!’, e ele vem. Eu digo ao meu empregado: ‘Faça isto!’, e ele faz.” Quando Jesus ouviu o que ele disse, ficou surpreso. Ele disse aos que o seguiam: “Eu lhes afirmo que isto é verdade: eu nunca vi tanta fé em qualquer lugar de Israel. Eu lhes digo que muitas pessoas virão do Leste e do Oeste, e se sentarão com Abraão, Isaque e Jacó no Reino do Céu. Mas os herdeiros do Reino serão jogados na escuridão absoluta, onde chorarão e rangerão os dentes.” Então, Jesus disse ao comandante romano: “Vá para casa! Por acreditar que aconteceria, o que você pediu foi feito.” O empregado foi imediatamente curado.
§ 43. A ressurreição do filho da viúva.
(11° Milagre do Nosso Senhor)
◈ Data: 31 d.C.
◈ Local: De Cafarnaum para Naim.
DE CAFARNAUM PARA NAIM.

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Embora o Mar da Galileia (também chamado de Mar de Tiberíades e Mar de Genesaré) dificilmente seja mencionado no Antigo Testamento, na época do Novo Testamento o lago de água doce ostentava uma próspera indústria pesqueira e várias cidades notáveis ao longo de suas margens. O lago está situado entre as colinas exuberantes da Galileia, a uma altitude de mais de 600 pés abaixo do nível do mar, e é alimentado pela seção norte do rio Jordão. A seção principal do rio Jordão origina-se no extremo sul do Mar da Galileia. Logo após seu batismo, Jesus transferiu seu ministério de sua cidade natal, Nazaré, para a cidade pesqueira de Cafarnaum, e vários de seus discípulos eram pescadores no lago. (Mateus 4:12-22; Marcos 1:16-20; Lucas 5:1-11) Vários eventos descritos nos Evangelhos ocorreram ao longo (ou às vezes no) lago, incluindo Jesus alimentando milhares de pessoas (Mateus 14:13-21; 15:29-39; Marcos 6:30-44; 8:1-10; Lucas 9:10-17; João 6:1-15), andando sobre as águas (Mateus 14:22-36 Marcos 6:45-53; Lucas 6:16-21), e acalmando o vento e o ondas. (Mateus 8:23-27; Marcos 4:35-41) Essas tempestades não são incomuns no lago, pois os ventos podem soprar repentinamente do oeste ou do leste e gerar ondas com mais de 3 metros de altura. Jesus também ensinou muitos sermões e parábolas ao longo das margens do lago, incluindo seu famoso Sermão da Montanha (Mateus 5-7), e em um caso Jesus ensinou de um barco no lago enquanto as pessoas ouviam da margem. (Mateus 13:1-2; Marcos 4:1)
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JUDEIA E REGIÕES AO REDOR.

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Na época do nascimento de Jesus, a terra de Israel (agora chamada de Palestina pelos romanos) era governada pelos romanos, que concederam a Herodes, o Grande, o título de “rei” da região. Seu domínio incluía a maior parte das terras que pertenceram a Israel. Após sua morte, os romanos atenderam ao desejo de Herodes de que seu reino fosse dividido entre seus filhos Arquelau, Antipas e Filipe. A região de Decápolis (“Dez Cidades”) nunca foi incluída no reino de Herodes e tinha uma população e caráter distintamente gentios. As cidades desta região gozavam de status semiautônomo sob os romanos. Na época de Jesus, o Mar da Galileia havia desenvolvido uma próspera indústria pesqueira e muitos dos discípulos de Jesus eram pescadores. Jesus escolheu a cidade pesqueira de Cafarnaum como base de seu ministério na Galileia. (Mateus 4:12-22; Marcos 1:16-20; Lucas 5:1-11) A cidade de Cesareia, na costa do Mediterrâneo, era o quartel-general das forças romanas na Palestina e também tinha um caráter distintamente gentio. A região árida do Mar Morto tornou-se o lar de pessoas alienadas da grande sociedade judaica, como a comunidade de Qumran.
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Lucas 7:11-17
Logo depois, Jesus foi para uma cidade chamada Naim, juntamente com os seus discípulos e uma grande multidão. Quando ele se aproximava do portão da cidade, viu que estava saindo um enterro. O homem que tinha morrido era o filho único de uma viúva, e muitas pessoas da cidade a acompanhavam. Quando o Senhor a viu, ficou com muita pena dela. Ele lhe disse: “Não chore!” Jesus se aproximou do caixão e o tocou. E aqueles que o carregavam pararam. Jesus disse: “Jovem, eu lhe digo, levante-se!” O morto se sentou e começou a falar, e Jesus o devolveu para a mãe dele.23 Todos sentiram medo e louvaram a Deus, dizendo: “Um grande profeta surgiu entre nós!” E também diziam: “Deus visitou o seu povo!” As notícias a respeito de Jesus se espalharam pela Judeia e por todas as regiões ao redor.
§ 44. João Batista, na prisão, envia discípulos a Jesus.
◈ Data: 31 d.C.
◈ Local: Fortaleza de Maquero, De Naim para Cafarnaum?
FORTALEZA DE MAQUERO.

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Muitos leitores da Bíblia se lembrarão de que João Batista comia gafanhotos, usava pelo de camelo e batizou Jesus, mas muito menos estão cientes de quão significativo foi realmente o ministério de João e onde tudo aconteceu. Todos os quatro Evangelhos e o livro de Atos mencionam o ministério de João, uma vez que era virtualmente inseparável do próprio ministério de Jesus (Atos 1:21-22), e vinte anos depois do ministério de João, os crentes em Éfeso, a mais de 600 milhas (990 km) de Jerusalém, sabiam do batismo de João, mas não sabia do batismo de Jesus. (Atos 19:1-7) João nasceu, filho do sacerdote Zacarias e de sua esposa Isabel, na região montanhosa da Judeia (Lucas 1:5-25, 57), e a tradição da igreja situa seu nascimento especificamente em uma cidade chamada Ein Kerem, 6 km a oeste de Jerusalém. . A mãe de Jesus, Maria, era parente da mãe de João, Isabel, e viajou de Nazaré para visitá-la durante a gravidez. (Lucas 1:36-56) Quando João cresceu, ele viveu no deserto da Judeia (Mateus 3:1; Marcos 1:1-8; Lucas 1:80) e provavelmente estava familiarizado com a comunidade religiosa de Qumran. Como o novo Elias (Malaquias 4:5; Mateus 11:14) e “uma voz que clama no deserto” (Isaías 40:3; Marcos 1:3), João chamou as pessoas a “arrependerem-se, pois o reino dos céus está próximo” – a mesma mensagem que o próprio Jesus pregou mais tarde no início de seu ministério. (Mateus 4:17) Outra marca registrada do ministério de João foi sua prática de batizar pessoas como sinal de arrependimento (Mateus 3:6), e o próprio Jesus escolheu ser batizado por João. (Mateus 3:13-17; Lucas 3:21) João inicialmente batizou em Betânia, além do rio Jordão (João 1.28; 10:40), provavelmente em frente a Jericó. Mais tarde, ele transferiu seu ministério para Enom, do outro lado do rio Jordão (João 3:22-26) e mais ao norte. João clamou pelo pecado onde quer que o visse e até repreendeu Herodes Antipas por se casar com Herodias, esposa de seu irmão Filipe. Por isso, Antipas aprisionou João (Mateus 14:3-4; Lucas 3:1-20) na fortaleza de Maquero, do outro lado do Mar Morto. Enquanto João estava na prisão, ele enviou seus discípulos à Galileia para perguntar a Jesus se ele era de fato o Messias. Jesus afirmou que estava apontando o que estava fazendo e pregando. (Mateus 11:1-19) Mais tarde, Herodias planejou matar João, e seus discípulos pegaram seu corpo e o enterraram. (Mateus 14:5-12)
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DE NAIM PARA CAFARNAUM.

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Embora o Mar da Galileia (também chamado de Mar de Tiberíades e Mar de Genesaré) dificilmente seja mencionado no Antigo Testamento, na época do Novo Testamento o lago de água doce ostentava uma próspera indústria pesqueira e várias cidades notáveis ao longo de suas margens. O lago está situado entre as colinas exuberantes da Galileia, a uma altitude de mais de 600 pés abaixo do nível do mar, e é alimentado pela seção norte do rio Jordão. A seção principal do rio Jordão origina-se no extremo sul do Mar da Galileia. Logo após seu batismo, Jesus transferiu seu ministério de sua cidade natal, Nazaré, para a cidade pesqueira de Cafarnaum, e vários de seus discípulos eram pescadores no lago. (Mateus 4:12-22; Marcos 1:16-20; Lucas 5:1-11) Vários eventos descritos nos Evangelhos ocorreram ao longo (ou às vezes no) lago, incluindo Jesus alimentando milhares de pessoas (Mateus 14:13-21; 15:29-39; Marcos 6:30-44; 8:1-10; Lucas 9:10-17; João 6:1-15), andando sobre as águas (Mateus 14:22-36 Marcos 6:45-53; Lucas 6:16-21), e acalmando o vento e o ondas. (Mateus 8:23-27; Marcos 4:35-41) Essas tempestades não são incomuns no lago, pois os ventos podem soprar repentinamente do oeste ou do leste e gerar ondas com mais de 3 metros de altura. Jesus também ensinou muitos sermões e parábolas ao longo das margens do lago, incluindo seu famoso Sermão da Montanha (Mateus 5-7), e em um caso Jesus ensinou de um barco no lago enquanto as pessoas ouviam da margem. (Mateus 13:1-2; Marcos 4:1)
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Lucas 7:18-35
Na cadeia, os discípulos de João Batista falaram com ele a respeito de todas estas coisas que o Messias estava fazendo. João chamou dois deles e os enviou para que perguntassem a Jesus: “O senhor é aquele que estava para vir ou devemos esperar outro?” Quando eles encontraram Jesus, disseram: “João Batista nos enviou para lhe perguntar: ‘O senhor é aquele que estava para vir ou devemos esperar outro?’” Naquele exato momento, Jesus estava curando muitas pessoas de suas doenças, enfermidades, espíritos maus e fazendo com que os cegos voltassem a enxergar. Jesus respondeu aos discípulos de João: “Vão e digam a João Batista o que vocês viram e ouviram. Digam que os cegos conseguem ver, os mancos andam, os leprosos ficam curados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados e os pobres recebem as boas novas. Felizes aqueles que não duvidam de mim!” Após os mensageiros de João saírem, Jesus começou a falar sobre João Batista para a multidão: “O que vocês esperavam encontrar quando foram ver João no deserto? Algum caniço sendo agitado pelo vento? Procuravam um homem com roupas elegantes? Não, pois os que vestem roupas finas e vivem luxuosamente devem ser procurados nos palácios. Vocês procuravam um profeta? Sim, e eu lhes digo que João é muito mais do que um profeta. Nas Sagradas Escrituras está escrito sobre João: ‘Veja! Estou enviando o meu mensageiro adiante de você, para que ele prepare o seu caminho.’ Eu lhes digo: entre os nascidos de mulheres, não há maior profeta do que João. Mas aquele que é menor, no Reino de Deus é maior do que ele!24 Desde João Batista até agora, o Reino do Céu é tomado por esforço, e os que se esforçam se apoderam dele.25 Porque todos os Profetas e a Lei profetizaram até João.26 Se vocês estiverem preparados para acreditar, ele é Elias, aquele que estava para vir. Aqueles que têm ouvidos, ouçam!”27 Ao ouvirem isso, todos que estavam lá, mesmo os cobradores de impostos, entenderam que o que Deus dizia era bom e certo, pois eles tinham sido batizados por João. Mas, os fariseus e os escribas rejeitaram o que Deus queria que eles fizessem, pois se recusaram a ser batizados por João. Jesus perguntou: “Com quem eu devo comparar esta geração?28 Elas se parecem com quem? Elas são como crianças sentadas na praça do mercado, dizendo umas para as outras: ‘Nós tocamos flauta para que vocês dançassem e vocês não dançaram. Nós cantamos músicas tristes para que vocês ficassem emocionadas, mas vocês não se emocionaram.’ Quando João Batista não come pão ou bebe vinho, vocês dizem que ele está possuído pelo demônio. Agora, o Filho do Homem está aqui e come e bebe junto com as pessoas, mas vocês dizem: ‘Vejam! Ele passa o tempo dele comendo demais e bebendo muito vinho. E tem mais, ele é amigo de cobradores de impostos e de pecadores.’ Mas a sabedoria é comprovada pela vida daqueles que a seguem.”
Mateus 11:2-19
Na cadeia, João Batista ouviu dizer o que o Messias estava fazendo. Então, ele enviou os seus discípulos para perguntar em seu nome: “Você é aquele que estávamos esperando vir ou devemos continuar a nossa procura?” Jesus respondeu: “Voltem e digam a João Batista o que vocês ouvem e o que veem. Os cegos podem ver, os paralíticos podem andar, os leprosos são curados, os surdos podem ouvir, os mortos são ressuscitados e os pobres ouvem o evangelho. Abençoados são aqueles que não me rejeitam!” Quando os discípulos de João saíram, Jesus começou a falar para a multidão sobre João Batista. “O que vocês esperavam ver quando foram para o deserto? Um junco que o vento agitava? Então, o que vocês foram ver? Um homem muito bem-vestido? Bem, pessoas que se vestem com roupas finas moram nos palácios dos reis. Então, o que afinal de contas vocês foram ver? Um profeta? Sim, e eu lhes digo que ele é muito mais do que um profeta. Ele é aquele de quem está escrito: ‘Eu estou enviando o meu mensageiro antes de você. Ele irá preparar o seu caminho.’ Eu afirmo a vocês que isto é verdade: entre os homens não há pessoa mais importante do que João Batista. Mas aquele que é menor, no Reino do Céu é maior do que ele. Desde João Batista até agora, o Reino do Céu é tomado por esforço, e os que se esforçam se apoderam dele. Porque todos os Profetas e a Lei profetizaram até João. Se vocês estiverem preparados para acreditar, ele é Elias, aquele que estava para vir. Aqueles que têm ouvidos, ouçam! Com que eu posso comparar esta geração? São como crianças sentadas na praça, gritando umas para as outras: ‘Nós tocamos flauta, mas vocês não dançaram. Cantamos canções tristes e vocês não choraram.’ João não veio para festejar e beber. Então, as pessoas dizem: ‘Ele está possuído pelo demônio!’ Por outro lado, o Filho do Homem come e bebe, e as pessoas dizem: ‘Vejam! Ele é guloso e bebe muito. Ele é amigo dos cobradores de impostos e dos pecadores.’ Mas é pelo que se faz que se mostra a verdadeira sabedoria.”
§ 45. Reflexões de Jesus sobre o apelo às suas poderosas obras.
(5° Discurso do Nosso Senhor)
◈ Data: 31 d.C.
◈ Local: Cafarnaum?
CAFARNAUM?

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Embora o Mar da Galileia (também chamado de Mar de Tiberíades e Mar de Genesaré) dificilmente seja mencionado no Antigo Testamento, na época do Novo Testamento o lago de água doce ostentava uma próspera indústria pesqueira e várias cidades notáveis ao longo de suas margens. O lago está situado entre as colinas exuberantes da Galileia, a uma altitude de mais de 600 pés abaixo do nível do mar, e é alimentado pela seção norte do rio Jordão. A seção principal do rio Jordão origina-se no extremo sul do Mar da Galileia. Logo após seu batismo, Jesus transferiu seu ministério de sua cidade natal, Nazaré, para a cidade pesqueira de Cafarnaum, e vários de seus discípulos eram pescadores no lago. (Mateus 4:12-22; Marcos 1:16-20; Lucas 5:1-11) Vários eventos descritos nos Evangelhos ocorreram ao longo (ou às vezes no) lago, incluindo Jesus alimentando milhares de pessoas (Mateus 14:13-21; 15:29-39; Marcos 6:30-44; 8:1-10; Lucas 9:10-17; João 6:1-15), andando sobre as águas (Mateus 14:22-36 Marcos 6:45-53; Lucas 6:16-21), e acalmando o vento e o ondas. (Mateus 8:23-27; Marcos 4:35-41) Essas tempestades não são incomuns no lago, pois os ventos podem soprar repentinamente do oeste ou do leste e gerar ondas com mais de 3 metros de altura. Jesus também ensinou muitos sermões e parábolas ao longo das margens do lago, incluindo seu famoso Sermão da Montanha (Mateus 5-7), e em um caso Jesus ensinou de um barco no lago enquanto as pessoas ouviam da margem. (Mateus 13:1-2; Marcos 4:1)
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Mateus 11:20-24, 28-30
Então, Jesus começou a reprovar as cidades em que ele tinha feito a maioria dos seus milagres. Ele as criticou porque os seus moradores não tinham se arrependido dos seus pecados. “Ai de você, Corazim! Ai de você, Betsaida! Se os milagres que foram realizados entre vocês tivessem sido feitos em Tiro e em Sidom, os habitantes dessas cidades já teriam se arrependido há muito tempo. Eles vestiriam roupas de saco e se cobririam de cinzas, para mostrar o seu sentimento. Mas eu lhes digo que no Dia do Julgamento29 haverá mais compaixão por Tiro e Sidom do que por vocês. E você, cidade de Cafarnaum? Acha que será elevada até os céus? Não, você será jogada no Hades! Se os milagres feitos entre vocês tivessem sido realizados na cidade de Sodoma, ela ainda existiria hoje. Mas eu lhes digo que no Dia do Julgamento haverá mais compaixão por Sodoma do que por vocês.”30 Venham a mim, todos que os que estão cansados e sobrecarregados demais. Eu lhes darei descanso. Aceitem a minha orientação e aprendam comigo. Porque eu sou gentil e tenho um coração humilde. E em mim, vocês encontrarão o descanso que precisam. Porque ao meu jugo é suave e a minha carga é leve.”31
Lucas 10:13-15
“Ai de você, Corazim! Ai de você, Betsaida! Pois se os milagres que vocês viram acontecer tivessem acontecido em Tiro e Sidom, as pessoas de lá teriam se arrependido há muito tempo, e elas vestiriam roupas de tecidos grosseiros e se cobririam de cinzas. É por isso que, no julgamento, Deus será mais tolerante com Tiro e Sidom do que com vocês. E você, cidade de Cafarnaum? Acha que subirá até o céu? Você será lançada no Hades!”
§ 46. Enquanto estava sentado à mesa com um fariseu, Jesus é ungido.
(1° Parábola do Nosso Senhor)
◈ Data: 31 d.C.
◈ Local: Cafarnaum?
CAFARNAUM?

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Embora o Mar da Galileia (também chamado de Mar de Tiberíades e Mar de Genesaré) dificilmente seja mencionado no Antigo Testamento, na época do Novo Testamento o lago de água doce ostentava uma próspera indústria pesqueira e várias cidades notáveis ao longo de suas margens. O lago está situado entre as colinas exuberantes da Galileia, a uma altitude de mais de 600 pés abaixo do nível do mar, e é alimentado pela seção norte do rio Jordão. A seção principal do rio Jordão origina-se no extremo sul do Mar da Galileia. Logo após seu batismo, Jesus transferiu seu ministério de sua cidade natal, Nazaré, para a cidade pesqueira de Cafarnaum, e vários de seus discípulos eram pescadores no lago. (Mateus 4:12-22; Marcos 1:16-20; Lucas 5:1-11) Vários eventos descritos nos Evangelhos ocorreram ao longo (ou às vezes no) lago, incluindo Jesus alimentando milhares de pessoas (Mateus 14:13-21; 15:29-39; Marcos 6:30-44; 8:1-10; Lucas 9:10-17; João 6:1-15), andando sobre as águas (Mateus 14:22-36 Marcos 6:45-53; Lucas 6:16-21), e acalmando o vento e o ondas. (Mateus 8:23-27; Marcos 4:35-41) Essas tempestades não são incomuns no lago, pois os ventos podem soprar repentinamente do oeste ou do leste e gerar ondas com mais de 3 metros de altura. Jesus também ensinou muitos sermões e parábolas ao longo das margens do lago, incluindo seu famoso Sermão da Montanha (Mateus 5-7), e em um caso Jesus ensinou de um barco no lago enquanto as pessoas ouviam da margem. (Mateus 13:1-2; Marcos 4:1)
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Lucas 7:36-50
Um dos fariseus convidou Jesus para ir a sua casa comer com ele. Jesus foi para a casa do fariseu e sentou-se para comer. Uma mulher daquela cidade, conhecida como pecadora, descobriu que Jesus estava na casa do fariseu. Ela foi até lá, levando um vaso feito de alabastro cheio de perfume. Ela se ajoelhou ao lado de Jesus e suas lágrimas molharam os seus pés. Então, ela os secou, usando seus cabelos. Ela beijou os pés de Jesus e depois espalhou o perfume sobre eles. Quando o fariseu que havia convidado Jesus viu isso, ele pensou: “Se esse homem fosse realmente um profeta, ele saberia quem é essa mulher que o está tocando e o tipo de pessoa que ela é, ou seja, uma pecadora.” Jesus disse ao fariseu: “Simão, eu tenho algo a lhe dizer.” Simão respondeu: “Diga, Mestre!” Jesus disse: “Certa vez, duas pessoas deviam para um homem que emprestava dinheiro. Um devia quinhentos denários, e o outro, apenas cinquenta. Nenhum deles tinha condições de pagar o homem que lhes havia emprestado dinheiro. Então, ele perdoou as dívidas. Qual deles terá mais afeição por esse homem?” Simão respondeu: “Eu acho que aquele que devia mais.” Jesus disse: “Você está completamente certo.” Virando-se para a mulher, ele disse para Simão: “Você vê essa mulher? Quando eu entrei em sua casa, você não me deu água para lavar os meus pés; mas, ela lavou os meus pés com as suas lágrimas. Ela secou os meus pés com os seus cabelos. Você não me beijou; mas, desde que entrei, ela não parou de beijar os meus pés. Você não colocou azeite na minha cabeça; mas ela derramou perfume em meus pés. Então, eu lhe digo que os muitos pecados dela foram perdoados. E isso só foi possível porque o amor dela é grande. Mas, aquele que é pouco perdoado, pouco ama.” Então, Jesus disse para a mulher: “Os seus pecados foram perdoados.” Os que estavam sentados, comendo com ele, começaram a falar entre si: “Quem é este que até mesmo perdoa pecados?” Mas, Jesus disse para a mulher: “A sua fé a salvou. Vá em paz!”
§ 47. Jesus, com os Doze, faz um segundo circuito na Galileia.
(2° Circuito pela Galileia. Veja § 32.)
◈ Data: 31 d.C.
◈ Local: De cafarnaum para um circuito pelas cidades da Galileia.
DE CAFARNAUM PARA UM CIRCUITO PELAS CIDADES DA GALILEIA.

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Embora o Mar da Galileia (também chamado de Mar de Tiberíades e Mar de Genesaré) dificilmente seja mencionado no Antigo Testamento, na época do Novo Testamento o lago de água doce ostentava uma próspera indústria pesqueira e várias cidades notáveis ao longo de suas margens. O lago está situado entre as colinas exuberantes da Galileia, a uma altitude de mais de 600 pés abaixo do nível do mar, e é alimentado pela seção norte do rio Jordão. A seção principal do rio Jordão origina-se no extremo sul do Mar da Galileia. Logo após seu batismo, Jesus transferiu seu ministério de sua cidade natal, Nazaré, para a cidade pesqueira de Cafarnaum, e vários de seus discípulos eram pescadores no lago. (Mateus 4:12-22; Marcos 1:16-20; Lucas 5:1-11) Vários eventos descritos nos Evangelhos ocorreram ao longo (ou às vezes no) lago, incluindo Jesus alimentando milhares de pessoas (Mateus 14:13-21; 15:29-39; Marcos 6:30-44; 8:1-10; Lucas 9:10-17; João 6:1-15), andando sobre as águas (Mateus 14:22-36 Marcos 6:45-53; Lucas 6:16-21), e acalmando o vento e o ondas. (Mateus 8:23-27; Marcos 4:35-41) Essas tempestades não são incomuns no lago, pois os ventos podem soprar repentinamente do oeste ou do leste e gerar ondas com mais de 3 metros de altura. Jesus também ensinou muitos sermões e parábolas ao longo das margens do lago, incluindo seu famoso Sermão da Montanha (Mateus 5-7), e em um caso Jesus ensinou de um barco no lago enquanto as pessoas ouviam da margem. (Mateus 13:1-2; Marcos 4:1)
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CAFARNAUM.

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Embora o Mar da Galileia (também chamado de Mar de Tiberíades e Mar de Genesaré) dificilmente seja mencionado no Antigo Testamento, na época do Novo Testamento o lago de água doce ostentava uma próspera indústria pesqueira e várias cidades notáveis ao longo de suas margens. O lago está situado entre as colinas exuberantes da Galileia, a uma altitude de mais de 600 pés abaixo do nível do mar, e é alimentado pela seção norte do rio Jordão. A seção principal do rio Jordão origina-se no extremo sul do Mar da Galileia. Logo após seu batismo, Jesus transferiu seu ministério de sua cidade natal, Nazaré, para a cidade pesqueira de Cafarnaum, e vários de seus discípulos eram pescadores no lago. (Mateus 4:12-22; Marcos 1:16-20; Lucas 5:1-11) Vários eventos descritos nos Evangelhos ocorreram ao longo (ou às vezes no) lago, incluindo Jesus alimentando milhares de pessoas (Mateus 14:13-21; 15:29-39; Marcos 6:30-44; 8:1-10; Lucas 9:10-17; João 6:1-15), andando sobre as águas (Mateus 14:22-36 Marcos 6:45-53; Lucas 6:16-21), e acalmando o vento e o ondas. (Mateus 8:23-27; Marcos 4:35-41) Essas tempestades não são incomuns no lago, pois os ventos podem soprar repentinamente do oeste ou do leste e gerar ondas com mais de 3 metros de altura. Jesus também ensinou muitos sermões e parábolas ao longo das margens do lago, incluindo seu famoso Sermão da Montanha (Mateus 5-7), e em um caso Jesus ensinou de um barco no lago enquanto as pessoas ouviam da margem. (Mateus 13:1-2; Marcos 4:1)
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Lucas 8:1-3
Pouco tempo depois, Jesus saiu e percorreu as cidades e as vilas nas proximidades, anunciando o evangelho do Reino de Deus.32 Os doze discípulos foram com ele, juntamente com diversas mulheres que tinham sido curadas de espíritos maus e de doenças. Entre elas, estava Maria, conhecida como Madalena, de quem Jesus tinha expulsado sete demônios; Joana, a esposa do administrador do governo de Herodes, chamado Cuza; Suzana; e muitas outras mulheres que forneciam apoio a Jesus e aos seus discípulos, com a doação dos seus próprios bens.
§ 48. A cura de um endemoninhado. Os escribas e fariseus blasfemam.
(12° Milagre do Nosso Senhor)
◈ Data: 31 d.C.
◈ Local: Do circuito pelas cidades da Galileia para Cafarnaum.
DO CIRCUITO PELAS CIDADES DA GALILEIA PARA CAFARNAUM.

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Embora o Mar da Galileia (também chamado de Mar de Tiberíades e Mar de Genesaré) dificilmente seja mencionado no Antigo Testamento, na época do Novo Testamento o lago de água doce ostentava uma próspera indústria pesqueira e várias cidades notáveis ao longo de suas margens. O lago está situado entre as colinas exuberantes da Galileia, a uma altitude de mais de 600 pés abaixo do nível do mar, e é alimentado pela seção norte do rio Jordão. A seção principal do rio Jordão origina-se no extremo sul do Mar da Galileia. Logo após seu batismo, Jesus transferiu seu ministério de sua cidade natal, Nazaré, para a cidade pesqueira de Cafarnaum, e vários de seus discípulos eram pescadores no lago. (Mateus 4:12-22; Marcos 1:16-20; Lucas 5:1-11) Vários eventos descritos nos Evangelhos ocorreram ao longo (ou às vezes no) lago, incluindo Jesus alimentando milhares de pessoas (Mateus 14:13-21; 15:29-39; Marcos 6:30-44; 8:1-10; Lucas 9:10-17; João 6:1-15), andando sobre as águas (Mateus 14:22-36 Marcos 6:45-53; Lucas 6:16-21), e acalmando o vento e o ondas. (Mateus 8:23-27; Marcos 4:35-41) Essas tempestades não são incomuns no lago, pois os ventos podem soprar repentinamente do oeste ou do leste e gerar ondas com mais de 3 metros de altura. Jesus também ensinou muitos sermões e parábolas ao longo das margens do lago, incluindo seu famoso Sermão da Montanha (Mateus 5-7), e em um caso Jesus ensinou de um barco no lago enquanto as pessoas ouviam da margem. (Mateus 13:1-2; Marcos 4:1)
Fonte: https://biblemapper.com/
CAFARNAUM.

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Embora o Mar da Galileia (também chamado de Mar de Tiberíades e Mar de Genesaré) dificilmente seja mencionado no Antigo Testamento, na época do Novo Testamento o lago de água doce ostentava uma próspera indústria pesqueira e várias cidades notáveis ao longo de suas margens. O lago está situado entre as colinas exuberantes da Galileia, a uma altitude de mais de 600 pés abaixo do nível do mar, e é alimentado pela seção norte do rio Jordão. A seção principal do rio Jordão origina-se no extremo sul do Mar da Galileia. Logo após seu batismo, Jesus transferiu seu ministério de sua cidade natal, Nazaré, para a cidade pesqueira de Cafarnaum, e vários de seus discípulos eram pescadores no lago. (Mateus 4:12-22; Marcos 1:16-20; Lucas 5:1-11) Vários eventos descritos nos Evangelhos ocorreram ao longo (ou às vezes no) lago, incluindo Jesus alimentando milhares de pessoas (Mateus 14:13-21; 15:29-39; Marcos 6:30-44; 8:1-10; Lucas 9:10-17; João 6:1-15), andando sobre as águas (Mateus 14:22-36 Marcos 6:45-53; Lucas 6:16-21), e acalmando o vento e o ondas. (Mateus 8:23-27; Marcos 4:35-41) Essas tempestades não são incomuns no lago, pois os ventos podem soprar repentinamente do oeste ou do leste e gerar ondas com mais de 3 metros de altura. Jesus também ensinou muitos sermões e parábolas ao longo das margens do lago, incluindo seu famoso Sermão da Montanha (Mateus 5-7), e em um caso Jesus ensinou de um barco no lago enquanto as pessoas ouviam da margem. (Mateus 13:1-2; Marcos 4:1)
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Marcos 3:20, 21
Jesus foi para casa, mas uma multidão tão grande se reuniu novamente, que ele e os seus discípulos não tinham nem mesmo tempo para comer. Quando a família de Jesus soube disso, eles vieram para levá-lo, dizendo: “Ele perdeu os sentidos!”
Mateus 12:22-32
Então, levaram a Jesus um homem que estava possuído por um demônio, que tinha feito com que um homem ficasse cego e mudo. Jesus o curou, e quando o demônio saiu o mudo pôde falar e ver. Todas as pessoas ficaram maravilhadas e perguntaram: “Será que este homem é realmente o Filho de Davi?” Mas quando os fariseus e os escribas de Jerusalém ouviram isso, eles responderam: “Este homem só consegue expulsar os demônios, usando o poder de Belzebu, o chefe dos demônios!” Sabendo o que os fariseus pensavam, Jesus chamou a todos que estavam ali para perto dele. Usando exemplos, ele lhes disse: “Como Satanás pode expulsar Satanás? Qualquer reino que esteja dividido, em que seus habitantes lutam entre si, será destruído. Nenhuma cidade ou família poderá se manter, se estiver dividida e cujos membros lutam entre si. Se Satanás expulsar Satanás, então, ele estará dividido e lutando contra si mesmo. Então, como poderia seu reino se manter? Vocês dizem que eu expulso demônios usando o poder de Belzebu. Se eu expulso demônios em nome de Belzebu, em nome de quem o seu povo expulsa os demônios? É o seu próprio povo que mostra como vocês estão errados! Mas, se eu expulso demônios pelo poder do Espírito de Deus, então, isso prova que o Reino de Deus chegou para vocês!33 Vocês poderiam entrar na casa de um homem forte e roubar seus pertences sem primeiro amarrá-lo?34 Se vocês o amarrarem, tirando dele todas as armas das quais ele depende para a sua proteção, poderão levar tudo o que ele tem em sua casa. Aqueles que não estão comigo estão contra mim. E aqueles que não me ajudam a ajuntar estão fazendo o oposto, ou seja, estão espalhando. Assim, todos que não estão comigo estão contra mim, e todos que não constroem comigo estão destruindo. É por isso que eu lhes digo que todo o pecado e toda a blasfêmia que os homens cometerem serão perdoados. Mas não será perdoada a blasfêmia dos homens dita contra o Espírito Santo, elas nunca poderão ser perdoadas, pois são culpadas de um pecado eterno.” (Jesus disse isso porque eles disseram: “Ele tem um espírito mau.”)35 “Quem disser algo contra o Filho do Homem será perdoado. Mas quem disser algo contra o Espírito Santo não será perdoado, nem nesta era e nem na era que virá em breve.36
Lucas 11:14, 15, 17-23
Jesus estava expulsando um demônio que tinha feito com que um homem ficasse mudo. Quando o demônio saiu, o mudo falou, e todos que estavam vendo ficaram admirados. Mas, alguns disseram: “Ele expulsa os demônios usando o poder de Belzebu, o chefe dos demônios.” Jesus sabia o que eles estavam pensando e disse: “Qualquer reino em que os cidadãos lutam entre si será destruído. Uma família em que seus membros lutam entre si também será destruída. Se Satanás luta contra si mesmo, como pode o seu reino continuar a existir? Vocês dizem que eu expulso demônios usando o poder de Belzebu. Mas, se eu os expulso pelo poder de Belzebu, pelo poder de quem a sua própria gente os expulsa? Eles mesmos serão a prova de que vocês estão errados. No entanto, se eu estou expulsando demônios pelo poder de Deus, então, isso prova que o Reino de Deus chegou para vocês. Quando um homem forte, que está bem armado, vigia sua casa, tudo o que ele tem está a salvo. Mas, se um homem mais forte ainda vier e o vencer, tirando dele todas as armas das quais ele depende para a sua proteção, então, ele conseguirá levar tudo o que o dono da casa tem. Assim, todos que não estão comigo estão contra mim, e todos que não constroem comigo estão destruindo.”
Marcos 3:22-30
Mas, os escribas de Jerusalém disseram: “Ele está possuído por Belzebu! É pelos poderes do rei do mal que ele está expulsando os demônios!” Jesus chamou a todos que estavam ali para perto dele. Usando exemplos, ele lhes perguntou: “Como Satanás pode expulsar Satanás? Um reino que se divide em grupos que lutam entre si não pode se manter. Uma família que se encontra dividida está condenada. Se Satanás se dividir e lutar contra si mesmo, ele não irá durar muito. Ele logo chegará ao fim. Se alguém invadir a casa de um homem forte e tentar roubar suas coisas, ele não será bem sucedido em seu roubo, a menos que amarre o homem forte primeiro. Eu lhes digo que isto é verdade: todos os pecados e as blasfêmias podem ser perdoados. Mas se as pessoas insultarem o Espírito Santo, elas nunca poderão ser perdoadas, pois são culpadas de um pecado eterno.” (Jesus disse isso porque eles disseram: “Ele tem um espírito mau.”)
Mateus 12:33-37
“Decidam se a árvore é boa e dá bons frutos ou se a árvore é ruim e dá frutos ruins, pois a árvore é conhecida pelos frutos que nela nasce. Ninhada de cobras venenosas! Como vocês, que são maus, podem dizer algo bom? Pois a boca simplesmente fala daquilo que a mente está cheia. Uma pessoa boa tira o bem do seu depósito de coisas boas, e uma pessoa má tira o mal do seu depósito de coisas ruins. Eu lhes digo que, no Dia do Julgamento, todos terão que prestar contas por todas as palavras inúteis que disseram. Pois o que vocês dizem mostrará se são inocentes ou culpados.”37
§ 49. Os escribas e fariseus procuram um sinal. Reflexões de Nosso Senhor.
◈ Data: 31 d.C.
◈ Local: Cafarnaum.
CAFARNAUM.

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Embora o Mar da Galileia (também chamado de Mar de Tiberíades e Mar de Genesaré) dificilmente seja mencionado no Antigo Testamento, na época do Novo Testamento o lago de água doce ostentava uma próspera indústria pesqueira e várias cidades notáveis ao longo de suas margens. O lago está situado entre as colinas exuberantes da Galileia, a uma altitude de mais de 600 pés abaixo do nível do mar, e é alimentado pela seção norte do rio Jordão. A seção principal do rio Jordão origina-se no extremo sul do Mar da Galileia. Logo após seu batismo, Jesus transferiu seu ministério de sua cidade natal, Nazaré, para a cidade pesqueira de Cafarnaum, e vários de seus discípulos eram pescadores no lago. (Mateus 4:12-22; Marcos 1:16-20; Lucas 5:1-11) Vários eventos descritos nos Evangelhos ocorreram ao longo (ou às vezes no) lago, incluindo Jesus alimentando milhares de pessoas (Mateus 14:13-21; 15:29-39; Marcos 6:30-44; 8:1-10; Lucas 9:10-17; João 6:1-15), andando sobre as águas (Mateus 14:22-36 Marcos 6:45-53; Lucas 6:16-21), e acalmando o vento e o ondas. (Mateus 8:23-27; Marcos 4:35-41) Essas tempestades não são incomuns no lago, pois os ventos podem soprar repentinamente do oeste ou do leste e gerar ondas com mais de 3 metros de altura. Jesus também ensinou muitos sermões e parábolas ao longo das margens do lago, incluindo seu famoso Sermão da Montanha (Mateus 5-7), e em um caso Jesus ensinou de um barco no lago enquanto as pessoas ouviam da margem. (Mateus 13:1-2; Marcos 4:1)
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Mateus 12:38-45
Então, alguns dos escribas e fariseus se aproximaram de Jesus e disseram: “Mestre, queremos ver você fazer um milagre.” Eles procuravam testar Jesus, para mostrar que seu poder vinha de Deus. Quando as pessoas começaram a se juntar em volta de Jesus, ele disse: “Uma geração perversa e adúltera pede um sinal milagroso, mas nenhum sinal lhe será dado, senão o do profeta Jonas.38 O único sinal que elas terão será o sinal do profeta Jonas. Da mesma forma que Jonas ficou no estômago de um grande peixe durante três dias e três noites, como um sinal para o povo de Nínive, o Filho do Homem ficará por três dias e três noites no fundo da terra, um sinal para esta geração.39 No julgamento, os habitantes de Nínive se levantarão e acusarão esta geração,40 pois eles se arrependeram dos seus pecados, respondendo à mensagem de Jonas. E como vocês podem ver, há alguém aqui que é mais importante do que Jonas. No julgamento, a Rainha de Sabá se levantará e acusará esta geração,41 pois ela veio de muito longe para ouvir os sábios ensinamentos de Salomão. E como vocês podem ver, há alguém aqui que é mais importante do que Salomão.42 Ninguém acende um lampião e depois o esconde ou o coloca debaixo de um cesto. Não, o lampião deve ser colocado no velador, para que aqueles que entram na casa possam ver a luz. Os olhos são como uma luz para o corpo. Quando os seus olhos são bons, todo o seu corpo fica cheio de luz. Mas, quando os seus olhos são ruins, então, o seu corpo está nas trevas Então, tenha cuidado para que a luz que está dentro de você não seja, na verdade, trevas. Se todo o seu corpo estiver cheio de luz, sem nenhuma parte escura, então, ele estará completamente iluminado, exatamente como acontece quando você é iluminado pela luz de um lampião. Quando um espírito mau sai de alguém, ele anda por lugares desertos, procurando descanso e não encontra nenhum lugar para descansar. Então, ele diz: ‘Eu voltarei para o lugar de onde saí.’ E quando ele volta, encontra o lugar vazio, todo limpo e arrumado. Aí, ele sai e retorna com outros sete espíritos ainda piores do que ele, e todos entram e ficam morando ali. Assim, a pessoa fica em uma pior situação do que estava no início. É isso que acontecerá com esta geração perversa.”43 Enquanto Jesus falava, uma mulher, no meio da multidão, gritou: “Abençoada é a mulher que pôs você no mundo e o amamentou!” Mas Jesus disse: “Ainda mais abençoados são aqueles que ouvem a palavra de Deus e fazem como ela diz!”
Lucas 11:16, 24-36
(16, 29, 30, 32, 31, 33-36, 24-28)
Outros procuravam testar Jesus, pedindo que ele fizesse um milagre, para mostrar que seu poder vinha de Deus. Quando as pessoas começaram a se juntar em volta de Jesus, ele lhes disse: “Esta é uma geração de pessoas más, pois procuram algum sinal milagroso, mas nenhum sinal será dado a eles, a não ser o sinal do profeta Jonas. Da mesma maneira que Jonas foi um sinal para o povo de Nínive, o Filho do Homem também será um sinal para esta geração. No julgamento, o povo de Nínive se levantará contra as pessoas desta geração e as condenará, pois eles se arrependeram dos seus pecados, quando ouviram a mensagem de Jonas. E agora, há alguém aqui que é mais importante do que Jonas. No julgamento, a rainha do Sul se levantará contra o povo desta geração e o condenará, pois ela veio de muito longe para ouvir os sábios ensinamentos de Salomão. E, agora, há aqui alguém ainda mais importante do que Salomão. Ninguém acende um lampião e depois o esconde ou o coloca debaixo de um cesto. Não, o lampião deve ser colocado no velador, para que aqueles que entram na casa possam ver a luz. Os olhos são como uma luz para o corpo. Quando os seus olhos são bons, todo o seu corpo fica cheio de luz. Mas, quando os seus olhos são ruins, então, o seu corpo está nas trevas. Então, tenha cuidado para que a luz que está dentro de você não seja, na verdade, trevas. Se todo o seu corpo estiver cheio de luz, sem nenhuma parte escura, então, ele estará completamente iluminado, exatamente como acontece quando você é iluminado pela luz de um lampião. Quando um espírito mau é expulso de alguém, ele vai direto para o deserto, procurando um lugar para ficar. Quando não consegue encontrar um lugar, ele diz: ‘Eu irei voltar para a casa da qual saí.’ Quando ele volta, encontra sua antiga casa limpa e arrumada. Então, ele sai e encontra mais outros sete espíritos, ainda piores do que ele, e todos ficam morando ali. No final, a situação desse homem fica ainda pior do que antes.” Enquanto Jesus falava, uma mulher, no meio da multidão, gritou: “Abençoada é a mulher que pôs você no mundo e o amamentou!” Mas Jesus disse: “Ainda mais abençoados são aqueles que ouvem a palavra de Deus e fazem como ela diz!”
§ 50. Os verdadeiros discípulos de Cristo são seus parentes mais próximos.
◈ Data: 31 d.C.
◈ Local: Cafarnaum.
CAFARNAUM.

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Embora o Mar da Galileia (também chamado de Mar de Tiberíades e Mar de Genesaré) dificilmente seja mencionado no Antigo Testamento, na época do Novo Testamento o lago de água doce ostentava uma próspera indústria pesqueira e várias cidades notáveis ao longo de suas margens. O lago está situado entre as colinas exuberantes da Galileia, a uma altitude de mais de 600 pés abaixo do nível do mar, e é alimentado pela seção norte do rio Jordão. A seção principal do rio Jordão origina-se no extremo sul do Mar da Galileia. Logo após seu batismo, Jesus transferiu seu ministério de sua cidade natal, Nazaré, para a cidade pesqueira de Cafarnaum, e vários de seus discípulos eram pescadores no lago. (Mateus 4:12-22; Marcos 1:16-20; Lucas 5:1-11) Vários eventos descritos nos Evangelhos ocorreram ao longo (ou às vezes no) lago, incluindo Jesus alimentando milhares de pessoas (Mateus 14:13-21; 15:29-39; Marcos 6:30-44; 8:1-10; Lucas 9:10-17; João 6:1-15), andando sobre as águas (Mateus 14:22-36 Marcos 6:45-53; Lucas 6:16-21), e acalmando o vento e o ondas. (Mateus 8:23-27; Marcos 4:35-41) Essas tempestades não são incomuns no lago, pois os ventos podem soprar repentinamente do oeste ou do leste e gerar ondas com mais de 3 metros de altura. Jesus também ensinou muitos sermões e parábolas ao longo das margens do lago, incluindo seu famoso Sermão da Montanha (Mateus 5-7), e em um caso Jesus ensinou de um barco no lago enquanto as pessoas ouviam da margem. (Mateus 13:1-2; Marcos 4:1)
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Marcos 3:31-35
Então, enquanto ele falava para a multidão, a mãe de Jesus e os seus irmãos chegaram. Eles ficaram do lado de fora e lhe enviaram uma mensagem, pedindo para que saísse. A multidão que estava sentada em volta dele lhe disse: “A sua mãe e os seus irmãos estão lá fora, perguntando por você.” Ele respondeu: “Quem é minha mãe? Quem são meus irmãos?” Olhando para todos que estavam ali sentados em volta dele, ele apontou para os seus discípulos e disse: “Vejam! Aqui está a minha mãe! Aqui estão os meus irmãos! Qualquer um que faça o que Deus quer é meu irmão, minha irmã e minha mãe.”
Mateus 12:46-50
Enquanto ele falava para a multidão, a sua mãe e os seus irmãos chegaram e ficaram do lado de fora, esperando para falar com ele. Uma pessoa veio e disse para Jesus: “Escute! A sua mãe e os seus irmãos estão lá fora, esperando para falar com você.” Jesus perguntou: “Quem é a minha mãe? Quem são os meus irmãos?” Ele apontou para os seus discípulos e disse: “Vejam! Eles são a minha mãe e os meus irmãos. Pois quem faz a vontade do meu Pai celestial é meu irmão, minha irmã e minha mãe.”
Lucas 8:19-21
Então, a mãe de Jesus e os seus irmãos chegaram, mas não conseguiram passar pela multidão para vê-lo. Disseram a Jesus: “Sua mãe e seus irmãos estão lá fora. Eles querem vê-lo.” Jesus respondeu: “Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e agem conforme ela ensina.”
§ 51. Na mesa de um fariseu, Jesus denuncia desgraças contra os fariseus e outros.
(6° Discurso do Nosso Senhor)
◈ Data: 31 d.C.
◈ Local: Cafarnaum.
CAFARNAUM.

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Embora o Mar da Galileia (também chamado de Mar de Tiberíades e Mar de Genesaré) dificilmente seja mencionado no Antigo Testamento, na época do Novo Testamento o lago de água doce ostentava uma próspera indústria pesqueira e várias cidades notáveis ao longo de suas margens. O lago está situado entre as colinas exuberantes da Galileia, a uma altitude de mais de 600 pés abaixo do nível do mar, e é alimentado pela seção norte do rio Jordão. A seção principal do rio Jordão origina-se no extremo sul do Mar da Galileia. Logo após seu batismo, Jesus transferiu seu ministério de sua cidade natal, Nazaré, para a cidade pesqueira de Cafarnaum, e vários de seus discípulos eram pescadores no lago. (Mateus 4:12-22; Marcos 1:16-20; Lucas 5:1-11) Vários eventos descritos nos Evangelhos ocorreram ao longo (ou às vezes no) lago, incluindo Jesus alimentando milhares de pessoas (Mateus 14:13-21; 15:29-39; Marcos 6:30-44; 8:1-10; Lucas 9:10-17; João 6:1-15), andando sobre as águas (Mateus 14:22-36 Marcos 6:45-53; Lucas 6:16-21), e acalmando o vento e o ondas. (Mateus 8:23-27; Marcos 4:35-41) Essas tempestades não são incomuns no lago, pois os ventos podem soprar repentinamente do oeste ou do leste e gerar ondas com mais de 3 metros de altura. Jesus também ensinou muitos sermões e parábolas ao longo das margens do lago, incluindo seu famoso Sermão da Montanha (Mateus 5-7), e em um caso Jesus ensinou de um barco no lago enquanto as pessoas ouviam da margem. (Mateus 13:1-2; Marcos 4:1)
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Lucas 11:37-46, 52-54
Após Jesus terminar de falar, um fariseu o convidou para comer com ele. Assim, Jesus foi e se sentou para comer. O fariseu ficou surpreso por Jesus não lavar as mãos antes de comer, como era cerimonialmente exigido. Então, o Senhor lhe disse: “Vocês, fariseus, limpam a parte de fora do copo e do prato, mas, por dentro vocês estão cheios de ganância e maldade. Seus tolos! Vocês não acham que aquele que fez a parte de dentro também fez a parte de fora? Portanto, deem aos pobres o que está dentro do copo e do prato. Então, ao agirem assim, tudo ficará limpo para vocês. Ai de vocês, fariseus! Vocês pagam o dízimo sobre ervas e verduras, mas negligencia a justiça e o amor de Deus. Vocês precisam prestar atenção a essas coisas, mas não devem se esquecer de cumprir também as outras. Ai de vocês, fariseus! Vocês gostam de ter os melhores lugares nas sinagogas e de serem cumprimentados com respeito, quando estão nas praças dos mercados. Ai de vocês, que são como túmulos sem identificação, sobre os quais as pessoas andam sem nem perceberem!” Um dos escribas reagiu, dizendo: “Mestre, quando você fala assim, também nos insulta!” Jesus respondeu: “Ai de vocês também, escribas! Vocês colocam sobre as pessoas cargas muito pesadas para serem carregadas, mas não levantam um único dedo para ajudá-las. Ai de vocês, escribas! Vocês guardaram a chave do conhecimento. Vocês mesmos não entram e também não deixam que os outros entrem.”44 Enquanto Jesus estava saindo, os escribas e os fariseus começaram a atacá-lo agressivamente, fazendo todo tipo de perguntas para provocá-lo. Eles estavam esperando uma oportunidade de pegá-lo, tentando fazer com que ele dissesse algo que pudesse ser usado contra ele.
§ 52. Jesus discursa a seus discípulos e à multidão.
(2° Parábola do Nosso Senhor)
(7° Discurso do Nosso Senhor)
◈ Data: 31 d.C.
◈ Local: Cafarnaum.
CAFARNAUM.

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Embora o Mar da Galileia (também chamado de Mar de Tiberíades e Mar de Genesaré) dificilmente seja mencionado no Antigo Testamento, na época do Novo Testamento o lago de água doce ostentava uma próspera indústria pesqueira e várias cidades notáveis ao longo de suas margens. O lago está situado entre as colinas exuberantes da Galileia, a uma altitude de mais de 600 pés abaixo do nível do mar, e é alimentado pela seção norte do rio Jordão. A seção principal do rio Jordão origina-se no extremo sul do Mar da Galileia. Logo após seu batismo, Jesus transferiu seu ministério de sua cidade natal, Nazaré, para a cidade pesqueira de Cafarnaum, e vários de seus discípulos eram pescadores no lago. (Mateus 4:12-22; Marcos 1:16-20; Lucas 5:1-11) Vários eventos descritos nos Evangelhos ocorreram ao longo (ou às vezes no) lago, incluindo Jesus alimentando milhares de pessoas (Mateus 14:13-21; 15:29-39; Marcos 6:30-44; 8:1-10; Lucas 9:10-17; João 6:1-15), andando sobre as águas (Mateus 14:22-36 Marcos 6:45-53; Lucas 6:16-21), e acalmando o vento e o ondas. (Mateus 8:23-27; Marcos 4:35-41) Essas tempestades não são incomuns no lago, pois os ventos podem soprar repentinamente do oeste ou do leste e gerar ondas com mais de 3 metros de altura. Jesus também ensinou muitos sermões e parábolas ao longo das margens do lago, incluindo seu famoso Sermão da Montanha (Mateus 5-7), e em um caso Jesus ensinou de um barco no lago enquanto as pessoas ouviam da margem. (Mateus 13:1-2; Marcos 4:1)
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Lucas 12:1, 13-21, 54-59
Nesse meio tempo, milhares de pessoas se ajuntaram, de tal modo que elas pisavam umas nas outras. Jesus falou primeiro aos seus discípulos: “Tenham cuidado com o fermento dos fariseus, ou seja, com a falsidade deles.” Alguém que estava na multidão disse a Jesus: “Mestre, por favor, diga ao meu irmão para dividir a herança comigo.” Jesus respondeu: “Homem, quem me indicou como seu juiz para decidir como a sua herança deve ser dividida?” Ele disse às pessoas: “Prestem atenção! Tenham cuidado com todos os pensamentos e com todas as ações mesquinhas, pois a vida de uma pessoa não se resume a todas as coisas que ela possui.” Então, ele contou para a multidão uma parábola como exemplo. “Certa vez, havia um homem rico que possuía terras muito produtivas. O homem pensou: ‘O que eu devo fazer? Eu não tenho onde guardar a minha colheita.’ Ele, então, decidiu: ‘Eu sei o que farei: vou derrubar os meus depósitos e construirei outros depósitos de cereais maiores ainda. Assim, eu terei espaço para guardar toda a minha colheita e também tudo o que possuo. Depois, direi a mim mesmo: Você já tem riquezas o bastante para viver por muitos anos. Então, relaxe, coma, beba e aproveite!’ Mas, Deus lhe disse: ‘Você é um homem tolo! Nesta mesma noite, você morrerá e, aí, quem ficará com tudo que você guardou?’ É isso o que acontece com as pessoas que acumulam riquezas para si, mas não são ricas no que diz respeito a Deus.” Então, Jesus falou para a multidão: “Quando vocês veem uma nuvem subindo no oeste, imediatamente dizem: ‘Vai chover.’ E isso realmente acontece. E quando sopra o vento sul, vocês dizem: ‘Irá fazer calor.’ E isso acontece. Hipócritas! Como é que vocês sabem interpretar com tanta certeza se vai fazer calor ou chover, mas não sabem como interpretar a época atual?45 Por que vocês não pensam por si mesmos e julgam o que é o certo a ser feito? Quando vocês estiverem indo para o tribunal com quem os acusou, tentem fazer um acordo com essa pessoa antes do julgamento. Caso contrário, vocês podem ser levados a um juiz, o juiz pode entregá-los ao guarda e o guarda pode jogá-los na prisão. Eu lhes digo que vocês não irão sair da prisão enquanto não pagarem até o último centavo da dívida.”46
§ 53. A matança de certos galileus. Parábola da figueira estéril.
(3° Parábola do Nosso Senhor)
◈ Data: 31 d.C.
◈ Local: Cafarnaum.
CAFARNAUM.

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Embora o Mar da Galileia (também chamado de Mar de Tiberíades e Mar de Genesaré) dificilmente seja mencionado no Antigo Testamento, na época do Novo Testamento o lago de água doce ostentava uma próspera indústria pesqueira e várias cidades notáveis ao longo de suas margens. O lago está situado entre as colinas exuberantes da Galileia, a uma altitude de mais de 600 pés abaixo do nível do mar, e é alimentado pela seção norte do rio Jordão. A seção principal do rio Jordão origina-se no extremo sul do Mar da Galileia. Logo após seu batismo, Jesus transferiu seu ministério de sua cidade natal, Nazaré, para a cidade pesqueira de Cafarnaum, e vários de seus discípulos eram pescadores no lago. (Mateus 4:12-22; Marcos 1:16-20; Lucas 5:1-11) Vários eventos descritos nos Evangelhos ocorreram ao longo (ou às vezes no) lago, incluindo Jesus alimentando milhares de pessoas (Mateus 14:13-21; 15:29-39; Marcos 6:30-44; 8:1-10; Lucas 9:10-17; João 6:1-15), andando sobre as águas (Mateus 14:22-36 Marcos 6:45-53; Lucas 6:16-21), e acalmando o vento e o ondas. (Mateus 8:23-27; Marcos 4:35-41) Essas tempestades não são incomuns no lago, pois os ventos podem soprar repentinamente do oeste ou do leste e gerar ondas com mais de 3 metros de altura. Jesus também ensinou muitos sermões e parábolas ao longo das margens do lago, incluindo seu famoso Sermão da Montanha (Mateus 5-7), e em um caso Jesus ensinou de um barco no lago enquanto as pessoas ouviam da margem. (Mateus 13:1-2; Marcos 4:1)
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Lucas 13:1-9
Mais ou menos naquele momento, algumas pessoas disseram a Jesus como Pilatos matara alguns galileus, enquanto eles ofereciam sacrifícios no Templo. Jesus perguntou: “Vocês acham que esses galileus eram mais pecadores do que quaisquer outros, porque eles morreram desse jeito? Eu lhes digo que não. Mas, a menos que vocês se arrependam, todos irão morrer da mesma maneira. E aquelas dezoito pessoas que morreram quando a torre em Siloé caiu sobre elas? Vocês acham que elas eram as piores pessoas em toda a Jerusalém? Eu lhes digo que não. Porém, a não ser que vocês se arrependam, todos irão morrer da mesma maneira.”47 Então, Jesus lhes contou esta parábola como exemplo: “Havia um homem que tinha uma figueira em sua plantação de uvas. Ele chegou, procurando frutos na árvore, mas não encontrou nenhum. Então, disse ao jardineiro: ‘Veja! Durante três anos eu venho procurar algum fruto nesta figueira e não encontro nenhum. Corte esta árvore! Por que ela deveria ocupar espaço na minha plantação?’ O jardineiro respondeu: ‘Patrão, por favor, deixe a figueira aí apenas por mais um ano. Eu irei cavar a terra em volta dela e colocarei fertilizante. Se ela produzir frutos, então, muito bem. Se não, então, mande cortá-la.’”48
§ 54. Parábola do Semeador.
(4° Parábola do Nosso Senhor)
◈ Data: 31 d.C.
◈ Local: De Cafarnaum para a Costa Noroeste do Lago da Galileia.
DE CAFARNAUM PARA A COSTA NOROESTE DO LAGO DA GALILEIA.

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Embora o Mar da Galileia (também chamado de Mar de Tiberíades e Mar de Genesaré) dificilmente seja mencionado no Antigo Testamento, na época do Novo Testamento o lago de água doce ostentava uma próspera indústria pesqueira e várias cidades notáveis ao longo de suas margens. O lago está situado entre as colinas exuberantes da Galileia, a uma altitude de mais de 600 pés abaixo do nível do mar, e é alimentado pela seção norte do rio Jordão. A seção principal do rio Jordão origina-se no extremo sul do Mar da Galileia. Logo após seu batismo, Jesus transferiu seu ministério de sua cidade natal, Nazaré, para a cidade pesqueira de Cafarnaum, e vários de seus discípulos eram pescadores no lago. (Mateus 4:12-22; Marcos 1:16-20; Lucas 5:1-11) Vários eventos descritos nos Evangelhos ocorreram ao longo (ou às vezes no) lago, incluindo Jesus alimentando milhares de pessoas (Mateus 14:13-21; 15:29-39; Marcos 6:30-44; 8:1-10; Lucas 9:10-17; João 6:1-15), andando sobre as águas (Mateus 14:22-36 Marcos 6:45-53; Lucas 6:16-21), e acalmando o vento e o ondas. (Mateus 8:23-27; Marcos 4:35-41) Essas tempestades não são incomuns no lago, pois os ventos podem soprar repentinamente do oeste ou do leste e gerar ondas com mais de 3 metros de altura. Jesus também ensinou muitos sermões e parábolas ao longo das margens do lago, incluindo seu famoso Sermão da Montanha (Mateus 5-7), e em um caso Jesus ensinou de um barco no lago enquanto as pessoas ouviam da margem. (Mateus 13:1-2; Marcos 4:1)
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Mateus 13:1-23
Mais tarde, naquele mesmo dia, Jesus saiu de casa e se sentou para ensinar perto do lago. Foram tantas as pessoas que se reuniram em volta dele, que ele entrou em um barco e lá se sentou para ensinar, enquanto as pessoas ficaram na praia. Ele explicou muitas coisas para eles, usando parábolas como exemplos. ele começou a contar: “Escutem! Certo homem saiu para semear. Enquanto realizava a semeadura, algumas sementes caíram pelo caminho. Os pássaros vieram e as comeram. Outras sementes caíram no chão duro como pedra, em que havia pouca terra. As sementes brotaram rapidamente. Mas como o solo não era profundo, o sol veio e as queimou e elas secaram, porque não tinham raízes. Outras sementes caíram entre espinhos, que cresceram e sufocaram as plantas. Por essa razão, elas não produziram nada. Outra parte das sementes caiu em uma terra boa onde germinaram e se desenvolveram. Elas produziram uma colheita – algumas cem, algumas sessenta e algumas trinta vezes o que tinha sido plantado.” Após lhes contar essa parábola, Jesus disse: “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça o que eu digo!” Quando a multidão foi embora, Jesus ficou sozinho com seus doze discípulos e algumas outras pessoas que o acompanhavam. Os discípulos vieram até Jesus e perguntaram: “Por que você usa parábolas quando fala com as pessoas, e o que essa parábola significa?” Jesus respondeu: “Vocês são privilegiados, pois os mistérios do Reino do Céu lhes foram revelados, mas a eles, esse conhecimento não foi dado. Aqueles que já têm receberão mais, muito mais do que o bastante. Mas aqueles que não têm, até o pouco que têm lhes será tirado. É por isso que eu falo com eles por meio de parábolas. Pois eles olham e não enxergam; escutam e não ouvem, nem entendem; se não, elas poderiam se voltar para mim e serem perdoadas. A profecia de Isaías se cumpre neles: ‘Mesmo que vocês escutem, não entenderão. E mesmo que vocês vejam, não perceberão. Eles são insensíveis, não querem escutar e fecham os seus olhos. Se eles não fizessem assim, seriam capazes de ver com os seus olhos, ouvir com os seus ouvidos e de entender com a mente. Então, eles poderiam voltar para mim e eu os curaria.’ Vocês são felizes, pois os seus olhos veem e os seus ouvidos ouvem. Eu lhes digo: muitos profetas e boas pessoas desejaram ver o que vocês estão vendo, mas não viram. Eles desejaram ouvir o que vocês estão ouvindo, mas não ouviram. Jesus lhes perguntou: “Vocês não entendem essa parábola? Se vocês não a compreendem, como poderão entender todas as outras parábolas? Então, escutem e entendam a parábola do homem que semeava. A semente é a palavra de Deus. O semeador semeia a palavra. Quando as pessoas ouvem a mensagem sobre o Reino e não a compreendem, o maligno aparece e arranca o que foi semeado nelas fazendo com que não acreditem em Deus e não sejam salvos. Isso é o que acontece com as sementes que foram semeadas na beira do caminho. As sementes que foram semeadas onde havia muitas pedras são as pessoas que ouvem a mensagem e, no mesmo instante, alegremente, a aceitam. Elas duram um pouco, porque, por não terem raízes, quando os problemas as perseguições, e as confusões chegam, elas logo abandonam a mensagem. As sementes que caíram entre os espinhos são as pessoas que ouvem a mensagem, mas, então, as preocupações da vida e a tentação do dinheiro sufocam a mensagem, fazendo com que elas não produzam frutos. As sementes que se desenvolveram em um bom solo são as pessoas que ouvem a mensagem e a compreendem e que agarram-se a ela e, por causa da sua perseverança, produzem uma boa colheita – algumas cem, algumas sessenta e algumas trinta vezes o que tinha sido plantado.” Jesus lhes perguntou: “Quem coloca um lampião debaixo de um cesto ou debaixo da cama? Ninguém. Coloca-se o lampião em um velador para que qualquer um que entre veja a luz. Então, tudo que está escondido será revelado, e tudo que está em segredo será conhecido e tudo que está em segredo se tornará conhecido e revelado.” Ele lhes disse: “Se vocês tiverem ouvidos para ouvir, ouçam o que eu digo! Prestem atenção ao que vocês ouvem, pois lhes será dado de acordo com o quanto queiram receber, medida por medida. Será dado mais para aqueles que já entenderam, mas, aqueles que não querem saber terão o pouco que entendem tirado deles.”49
Marcos 4:1-25
Jesus começou a ensinar na beira do mar novamente. Tantas pessoas vieram ouvi-lo, que ele entrou em um barco e se sentou, enquanto a multidão o ouvia na praia. Ele exemplificava seus ensinamentos, usando muitas parábolas. Ele disse: “Escutem! Um homem saiu para semear. Enquanto ele espalhava as sementes, algumas caíram pelo caminho, e os pássaros vieram e as comeram. Outras sementes caíram no chão duro como pedra, onde havia pouca terra, e logo começaram a germinar. Mas como o solo não era profundo, elas foram queimadas pelo sol. E por não terem raízes, elas logo secaram. Outras sementes caíram entre os espinhos. Os espinhos cresceram e sufocaram as sementes que germinavam. Por essa razão, elas não produziram nada. Mas, algumas sementes caíram em um bom solo, onde germinaram e se desenvolveram. Elas produziram uma colheita de trinta, sessenta e até cem vezes o que tinha sido plantado. Se vocês tiverem ouvidos para ouvir, ouçam o que eu digo.” Quando a multidão foi embora, Jesus ficou sozinho com seus doze discípulos e algumas outras pessoas que o acompanhavam. Eles lhe perguntaram o que as parábolas significavam. Jesus lhes disse: “O mistério do Reino de Deus lhes foi dado, para que vocês o entendam. Mas, para as pessoas que estão de fora há apenas as parábolas. Assim, ainda que elas vejam, não veem realmente. E ainda que ouçam, não compreendem; se não, elas poderiam se voltar para mim e serem perdoadas.” Jesus lhes perguntou: “Vocês não entendem essa parábola? Se vocês não a compreendem, como poderão entender todas as outras parábolas?O semeador semeia a palavra. As sementes no caminho, onde a palavra está semeada, representam as pessoas que ouvem a mensagem. Então, Satanás imediatamente aparece e leva a palavra que foi semeada nelas. Da mesma maneira, as sementes no chão duro como pedra representam as pessoas que ouvem a palavra e, com muita felicidade, a aceitam de imediato. Mas, por elas não terem raízes, sua fé dura apenas um breve momento, até que surjam os problemas e as perseguições e, então, elas rapidamente perdem a fé. Aquelas semeadas entre os espinhos representam as pessoas que ouvem a palavra, mas as preocupações deste mundo, a tentação da riqueza e outras distrações sufocam o crescimento da palavra, e ela se torna improdutiva. As sementes que foram semeadas em um bom solo representam as pessoas que ouvem a palavra, aceitam a mensagem e são produtivas. Elas conseguem produzir trinta, sessenta e até cem vezes o que foi originalmente semeado.” Jesus lhes perguntou: “Quem coloca um lampião debaixo de um cesto ou debaixo da cama? Ninguém. Coloca-se o lampião em um velador.Então, tudo que está escondido será revelado, e tudo que está em segredo será conhecido.” Ele lhes disse: “Se vocês tiverem ouvidos para ouvir, ouçam o que eu digo! Prestem atenção ao que vocês ouvem, pois lhes será dado de acordo com o quanto queiram receber, medida por medida. Será dado mais para aqueles que já entenderam, mas, aqueles que não querem saber terão o pouco que entendem tirado deles.”
Lucas 8:4-18
Certa vez, quando uma grande multidão havia se reunido, vinda de muitas cidades para ver Jesus, ele começou a lhes falar, usando uma parábola como exemplo. “Um homem saiu para plantar suas sementes. Enquanto ele espalhava as sementes, algumas caíram na estrada, onde foram pisadas pelas pessoas e comidas pelos pássaros. Algumas caíram no chão duro como pedra e, assim que as sementes germinaram, secaram por falta de umidade no solo. Algumas sementes caíram entre os espinhos, que cresceram junto com as plantas e as sufocaram. Algumas sementes caíram em um bom solo e, após crescerem, produziram uma colheita cem vezes maior do que o que havia sido plantado.” Após lhes contar essa parábola, Jesus disse: “Se vocês têm ouvidos, então, ouçam!” Mas, seus discípulos lhe perguntaram: “O que essa parábola significa?” Jesus respondeu: “Os conhecimentos a respeito dos mistérios do Reino de Deus são apresentados a vocês. Mas, para as outras pessoas, esse conhecimento vem por meio das parábolas, para que: ‘Mesmo que eles vejam, não enxerguem realmente, e mesmo que eles ouçam, não entendam realmente.’ Este é o significado da parábola: A semente é a palavra de Deus. As sementes que caem na beira da estrada são aqueles que ouvem a mensagem, mas, então, o diabo vem e tira a mensagem do coração deles, fazendo com que não acreditem em Deus e não sejam salvos. As sementes que caem no chão duro como pedra são aqueles que ouvem e recebem com alegria a mensagem, mas não têm raízes. Eles acreditam por algum tempo, mas quando os tempos difíceis chegam, eles desistem. As sementes que caem entre os espinhos são aquelas pessoas que ouvem a mensagem. No entanto, essa mensagem é sufocada pelas distrações da vida, como as preocupações, riquezas, prazeres. Então, essas pessoas não produzem nada. As sementes que caíram em bom solo são aquelas pessoas que são honestas e que fazem o que é certo. Elas ouvem a mensagem, agarram-se a ela e, por causa da sua perseverança, produzem uma boa colheita. Não se acende um lampião e depois se coloca um cesto sobre ele para cobri-lo, ou se o coloca debaixo da cama. Não. O lampião deve ser colocado em um velador, para que qualquer um que entre veja a luz. Pois tudo o que está escondido será descoberto, e tudo que está em segredo se tornará conhecido e revelado. Então, prestem atenção em como vocês ‘ouvem.’ Para aqueles que recebem será dado mais. Daqueles que não recebem até mesmo o que eles pensam que têm lhes será tirado!”
§ 55. Parábola do Joio. Outras Parábolas.
(5°-10° Parábolas do Nosso Senhor)
◈ Data: 31 d.C.
◈ Local: Costa Noroeste do Lago da Galileia.
COSTA NOROESTE DO LAGO DA GALILEIA.

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Embora o Mar da Galileia (também chamado de Mar de Tiberíades e Mar de Genesaré) dificilmente seja mencionado no Antigo Testamento, na época do Novo Testamento o lago de água doce ostentava uma próspera indústria pesqueira e várias cidades notáveis ao longo de suas margens. O lago está situado entre as colinas exuberantes da Galileia, a uma altitude de mais de 600 pés abaixo do nível do mar, e é alimentado pela seção norte do rio Jordão. A seção principal do rio Jordão origina-se no extremo sul do Mar da Galileia. Logo após seu batismo, Jesus transferiu seu ministério de sua cidade natal, Nazaré, para a cidade pesqueira de Cafarnaum, e vários de seus discípulos eram pescadores no lago. (Mateus 4:12-22; Marcos 1:16-20; Lucas 5:1-11) Vários eventos descritos nos Evangelhos ocorreram ao longo (ou às vezes no) lago, incluindo Jesus alimentando milhares de pessoas (Mateus 14:13-21; 15:29-39; Marcos 6:30-44; 8:1-10; Lucas 9:10-17; João 6:1-15), andando sobre as águas (Mateus 14:22-36 Marcos 6:45-53; Lucas 6:16-21), e acalmando o vento e o ondas. (Mateus 8:23-27; Marcos 4:35-41) Essas tempestades não são incomuns no lago, pois os ventos podem soprar repentinamente do oeste ou do leste e gerar ondas com mais de 3 metros de altura. Jesus também ensinou muitos sermões e parábolas ao longo das margens do lago, incluindo seu famoso Sermão da Montanha (Mateus 5-7), e em um caso Jesus ensinou de um barco no lago enquanto as pessoas ouviam da margem. (Mateus 13:1-2; Marcos 4:1)
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Mateus 13:24-30
Então, ele lhes contou outra parábola: “O Reino do Céu é como um homem que semeou boas sementes em seu campo. Mas, enquanto os seus empregados estavam dormindo, um inimigo veio e jogou sementes de joio sobre a plantação de trigo. E depois foi embora. Então, quando o trigo cresceu e produziu espigas de trigo, apareceu também o joio. Os empregados do dono do campo chegaram e perguntaram a ele: ‘Senhor, você não semeou boas sementes em seu campo? De onde vieram o joio?’ Ele respondeu: ‘Algum inimigo fez isso,’ E eles perguntaram: ‘Você quer que nós arranquemos o joio?’ O patrão respondeu: ‘Não. Porque, quando vocês arrancarem o joio, poderão arrancar também o trigo. Deixem que eles cresçam juntos até a época da colheita. Então, eu direi a quem for trabalhar na colheita para primeiro juntar o joio, fazer feixes e queimá-las. Depois, que juntem o trigo e os guarde em meu celeiro.’”50
Marcos 4:26-29
Jesus disse: “O Reino de Deus é como um homem que joga as sementes na terra. Ele dorme e acorda, dia após dia. Mas, o homem não sabe como as sementes germinam e se desenvolvem. A terra produz a colheita por si mesma. Primeiro, um ramo aparece, depois, as espigas de trigo e, finalmente, as espigas amadurecem. Quando o trigo amadurece, o dono da terra o colhe com uma foice, pois a colheita está pronta.”
Mateus 13:31-35
Jesus lhes contou outra parábola: “Com o que podemos comparar o Reino de Deus? Qual história devemos usar? O Reino do Céu é como a semente de mostarda, que um fazendeiro plantou em seu campo. Mesmo que ela seja a menor das sementes, ao crescer, torna-se muito maior do que as outras hortaliças. Na verdade, ela se torna uma árvore grande o bastante para que os pássaros façam ninhos em seus galhos.” Ele lhes contou mais uma parábola: “O Reino do Céu é como o fermento, que uma mulher misturou em uma grande quantidade de farinha, até que toda a massa tivesse crescido.”51 Jesus explicou todas essas coisas para a multidão, usando parábolas, para que elas entendessem melhor. Na verdade, ele sempre falava com elas em público usando parábolas. No entanto, ao falar com os seus discípulos, em particular, ele lhes explicava tudo. Assim se cumpriu o que o profeta disse: “Eu falarei usando parábolas e explicarei coisas desconhecidas desde a criação do mundo.”
Marcos 4:30-34
Jesus perguntou: “Com o que podemos comparar o Reino de Deus? Qual história devemos usar? É como a semente de mostarda, que é a menor de todas as sementes. Mas, depois de semeada, torna-se maior do que todas as hortaliças. Ela tem galhos grandes o bastante para que os pássaros possam fazer seus ninhos neles.” Jesus usava muitas dessas histórias quando falava com as pessoas, para que elas entendessem melhor. Na verdade, quando ele falava em público, ele usava apenas parábolas. No entanto, ao falar com os seus discípulos, em particular, ele lhes explicava tudo.
Mateus 13:36-53
Então, Jesus deixou a multidão e voltou para casa. Seus discípulos juntaram-se a ele e pediram: “Por favor, explique para nós a parábola do joio no campo.” Jesus explicou: “Quem semeia as sementes boas é o Filho do Homem,52 O campo representa o mundo. As boas sementes são os filhos do Reino. As sementes de joio são os filhos do maligno. O inimigo que semeou as sementes de joio é o diabo. A colheita é o fim da era.53 Os que trabalham na colheita são os anjos. Da mesma maneira que o joio é colhido e queimado, no fim da era acontecerá o mesmo. O Filho do Homem enviará seus anjos e eles juntarão tudo que representa o pecado e todos que fazem o mal.54 Então, eles jogarão os maus na fornalha de fogo ardente, onde estes chorarão e rangerão os dentes. E depois, aqueles que vivem de forma honesta brilharão como o sol no Reino do seu Pai. Todos os que têm ouvidos para ouvir, que ouçam!55 O Reino do Céu é como um tesouro escondido no campo. Um homem o encontrou e o enterrou de novo. Depois, muito alegremente, vendeu tudo o que tinha e comprou aquele campo. O Reino do Céu também é como um comerciante procurando belas pérolas. Quando ele encontrou a pérola mais cara, ele vendeu tudo o que tinha e a comprou.56 O Reino do Céu também é como uma rede de pesca jogada ao mar, que pegou todo tipo de peixes. Quando ela estava cheia, foi recolhida. Os peixes bons foram colocados em cestos, enquanto os ruins foram jogados fora. Assim acontecerá quando o fim da era chegar. Os anjos sairão e separarão as pessoas ruins das boas.57 As pessoas ruins serão jogadas na fornalha de fogo ardente, onde chorarão e rangerão os dentes.58 Agora vocês compreendem tudo?” Eles responderam: “Sim, Senhor!”59 Jesus disse: “Todo escriba que aprendeu sobre o Reino do Céu é como o dono de uma casa, que tira do seu depósito tanto coisas novas quanto antigas.” Após Jesus ter acabado de contar essas parábolas, ele saiu de casa.
§ 56. Jesus instrui a cruzar o lago. Incidentes. A tempestade é acalmada.
(13° Milagre do Nosso Senhor)
◈ Data: 31 d.C.
◈ Local: Da Costa Noroeste do Lago da Galileia para o Lago da Galileia.
DA COSTA NOROESTE DO LAGO DA GALILEIA PARA O LAGO DA GALILEIA.

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Embora o Mar da Galileia (também chamado de Mar de Tiberíades e Mar de Genesaré) dificilmente seja mencionado no Antigo Testamento, na época do Novo Testamento o lago de água doce ostentava uma próspera indústria pesqueira e várias cidades notáveis ao longo de suas margens. O lago está situado entre as colinas exuberantes da Galileia, a uma altitude de mais de 600 pés abaixo do nível do mar, e é alimentado pela seção norte do rio Jordão. A seção principal do rio Jordão origina-se no extremo sul do Mar da Galileia. Logo após seu batismo, Jesus transferiu seu ministério de sua cidade natal, Nazaré, para a cidade pesqueira de Cafarnaum, e vários de seus discípulos eram pescadores no lago. (Mateus 4:12-22; Marcos 1:16-20; Lucas 5:1-11) Vários eventos descritos nos Evangelhos ocorreram ao longo (ou às vezes no) lago, incluindo Jesus alimentando milhares de pessoas (Mateus 14:13-21; 15:29-39; Marcos 6:30-44; 8:1-10; Lucas 9:10-17; João 6:1-15), andando sobre as águas (Mateus 14:22-36 Marcos 6:45-53; Lucas 6:16-21), e acalmando o vento e o ondas. (Mateus 8:23-27; Marcos 4:35-41) Essas tempestades não são incomuns no lago, pois os ventos podem soprar repentinamente do oeste ou do leste e gerar ondas com mais de 3 metros de altura. Jesus também ensinou muitos sermões e parábolas ao longo das margens do lago, incluindo seu famoso Sermão da Montanha (Mateus 5-7), e em um caso Jesus ensinou de um barco no lago enquanto as pessoas ouviam da margem. (Mateus 13:1-2; Marcos 4:1)
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Mateus 8:18-27
Naquele mesmo dia, de tardinha, quando Jesus viu a multidão ao seu redor, ele ordenou aos seus discípulos que eles fossem para o outro lado do lago, dizendo: “Vamos para o outro lado do Mar.” Enquanto eles caminhavam, um dos mestre da Lei se aproximou dele e disse: “Mestre, eu o seguirei aonde você for!” Jesus lhe disse: “As raposas têm as suas tocas e os pássaros têm os seus ninhos, mas o Filho do Homem não tem nem mesmo um lugar onde descansar.” Então, Jesus disse a outro homem: “Siga-me!” Mas, o outro homem disse para Jesus: “Senhor, permita-me primeiro voltar e sepultar o meu pai.” Jesus respondeu: “Deixe que os mortos sepultem os seus próprios mortos. Vá e anuncie o Reino de Deus.”60 Outro homem disse: “Senhor, eu o seguirei! Porém, primeiro deixe-me ir para casa para me despedir da minha família.” Jesus lhe disse: “Quem começa a arar a terra e depois olha para trás, não serve para o Reino de Deus.”61 Então, Jesus subiu em um barco e os seus discípulos deixaram as pessoas ali e foram com ele. Outros barcos os seguiram. Enquanto navegavam, Jesus dormiu e de repente, chegou uma tempestade violenta, que fazia as ondas cobrirem o barco, fazendo com que ele se enchesse de água e corria o risco de afundar, mas Jesus continuava dormindo na parte traseira do barco, com a cabeça em uma almofada. Os discípulos chegaram perto dele e o acordaram gritando: “Senhor, você não se importa que nós morramos? salve-nos! Nós iremos morrer!” Jesus acordou e perguntou aos discípulos: “Por que vocês estão com tanto medo? Por que vocês têm fé tão pequena? Vocês ainda não aprenderam a ter fé em mim?” Então, ele se levantou e ordenou que os ventos e as ondas parassem, dizendo: “Fiquem quietas! Acalmem-se!” A natureza lhe obedeceu e tudo ficou absolutamente calmo. Os discípulos ficaram surpresos e admirados e disseram uns para os outros: “Quem é este? Até mesmo os ventos e as ondas lhe obedecem!”
Lucas 8:22(a), 9:57-62,
8:22(b)-25
Um dia, Jesus disse aos seus discípulos: “Vamos para o outro lado do lago.” Enquanto eles caminhavam, um homem disse a Jesus: “Eu o seguirei para onde você for.” Jesus disse ao homem: “As raposas têm suas tocas, e os pássaros têm os seus ninhos, mas o Filho do Homem não tem nem mesmo um lugar para descansar.” Então, Jesus disse a outro homem: “Siga-me!” Mas, o homem respondeu: “Senhor, primeiro deixe que eu vá para casa e sepulte o meu pai.” Jesus respondeu: “Deixe que os mortos sepultem os seus próprios mortos. Vá e anuncie o Reino de Deus.” Outro homem disse: “Senhor, eu o seguirei! Porém, primeiro deixe-me ir para casa para me despedir da minha família.” Jesus lhe disse: “Quem começa a arar a terra e depois olha para trás, não serve para o Reino de Deus.” Assim, eles entraram em um barco e partiram. Enquanto navegavam, Jesus dormiu e uma tempestade começou a cair sobre o lago. O barco se encheu de água e corria o risco de afundar.Eles se aproximaram de Jesus e o acordaram, dizendo: “Mestre, mestre! Nós iremos morrer!” Jesus acordou. Ele lhes perguntou: “Acaso vocês não têm fé?” E ordenou que o vento e as ondas agitadas parassem. A natureza lhe obedeceu e tudo ficou calmo. Aterrorizados e admirados, eles disseram uns para os outros: “Então, quem é ele? Ele ordena aos ventos e à água, e eles lhe obedecem!”
Marcos 4:35-41
Naquele mesmo dia, de tardinha, ele disse aos seus discípulos: “Vamos para o outro lado do Mar.” Então, os discípulos deixaram as pessoas ali e foram com Jesus e entraram em um barco. Outros barcos os seguiram. Logo, uma terrível tempestade começou, e as ondas batiam com força contra o barco, fazendo com que ele se enchesse de água. Jesus estava dormindo na parte traseira do barco, com a cabeça em uma almofada. Os discípulos o acordaram, gritando: “Mestre, você não se importa que nós morramos?” Jesus acordou. Jesus perguntou aos discípulos: “Por que vocês são tão medrosos? Vocês ainda não aprenderam a ter fé em mim?” Ele disse para que o vento parasse e falou para as ondas: “Fiquem quietas! Acalmem-se!” O vento parou de soprar e a água ficou completamente calma. Eles estavam surpresos e apavorados. Perguntavam uns para os outros: “Quem é este? Até mesmo o vento e as ondas lhe obedecem!”
§ 57. Os dois endemoninhados de Gerasa.
(14° Milagre do Nosso Senhor)
◈ Data: 31 d.C.
◈ Local: Do Lago da Galileia para Gerasa.
DO LAGO DA GALILEIA PARA GERASA.

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Embora o Mar da Galileia (também chamado de Mar de Tiberíades e Mar de Genesaré) dificilmente seja mencionado no Antigo Testamento, na época do Novo Testamento o lago de água doce ostentava uma próspera indústria pesqueira e várias cidades notáveis ao longo de suas margens. O lago está situado entre as colinas exuberantes da Galileia, a uma altitude de mais de 600 pés abaixo do nível do mar, e é alimentado pela seção norte do rio Jordão. A seção principal do rio Jordão origina-se no extremo sul do Mar da Galileia. Logo após seu batismo, Jesus transferiu seu ministério de sua cidade natal, Nazaré, para a cidade pesqueira de Cafarnaum, e vários de seus discípulos eram pescadores no lago. (Mateus 4:12-22; Marcos 1:16-20; Lucas 5:1-11) Vários eventos descritos nos Evangelhos ocorreram ao longo (ou às vezes no) lago, incluindo Jesus alimentando milhares de pessoas (Mateus 14:13-21; 15:29-39; Marcos 6:30-44; 8:1-10; Lucas 9:10-17; João 6:1-15), andando sobre as águas (Mateus 14:22-36 Marcos 6:45-53; Lucas 6:16-21), e acalmando o vento e o ondas. (Mateus 8:23-27; Marcos 4:35-41) Essas tempestades não são incomuns no lago, pois os ventos podem soprar repentinamente do oeste ou do leste e gerar ondas com mais de 3 metros de altura. Jesus também ensinou muitos sermões e parábolas ao longo das margens do lago, incluindo seu famoso Sermão da Montanha (Mateus 5-7), e em um caso Jesus ensinou de um barco no lago enquanto as pessoas ouviam da margem. (Mateus 13:1-2; Marcos 4:1)
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Marcos 5:1-20
Eles chegaram à região de Gerasa,62 no outro lado do lago. Quando Jesus saiu do barco, um homem63 possuído por um espírito mau saiu do cemitério da cidade para encontrá-lo. Já fazia muito tempo que esse homem não usava roupas ou morava em uma casa. Ele era tão perigoso que ninguém se atrevia a passar por aquele caminho. Esse homem morava entre os túmulos e era impossível prendê-lo mesmo com correntes. Várias vezes o prenderam com correntes e algemas, mas ele simplesmente arrebentava as correntes e quebrava as algemas em pedaços e era levado pelo demônio para lugares desertos. Ninguém tinha força para dominá-lo. Ele passava dias e noites gritando entre os túmulos e nas colinas próximas, cortando-se com pedras pontiagudas. Ao ver Jesus de longe, ele gritou, correu e se ajoelhou diante dele. Ele gritou: “O que você quer de mim, Jesus, Filho do Deus Todo-Poderoso? Você veio nos castigar antes do tempo?64 Jure por Deus que não irá me torturar!” Ele disse isso porque Jesus já havia falado para o espírito mau deixá-lo. Então, Jesus lhe perguntou: “Qual é o seu nome?” Ele respondeu: “Meu nome é Legião, pois somos muitos.” Ele também implorou, insistentemente, para que Jesus não os mandasse para o Abismo65 ou para outra província.66 Um grande rebanho de porcos se alimentava na encosta próxima. Os espíritos maus imploraram a Jesus: “Mande-nos para aqueles porcos, para que possamos entrar neles.” Jesus permitiu que eles fizessem o que pediram, dizendo: “Vão!” Então os espíritos maus saíram do homem e entraram nos porcos. Todo o rebanho, cerca de dois mil porcos, se atirou penhasco abaixo, caiu no mar e se afogou. Os homens que tomavam conta dos porcos viram o que havia acontecido, fugiram e espalharam a notícia por toda a cidade e também pelos campos contando para as pessoas de lá tudo o que havia acontecido com os porcos e com os homens possuídos por demônios. As pessoas vieram para ver o que havia acontecido. Quando elas encontraram Jesus, viram o homem que tinha sido possuído pela legião de espíritos maus livre dos demônios e sentado ali aos pés de Jesus, vestido e em seu juízo perfeito. As pessoas ficaram assustadas com aquilo. Então, aqueles que viram o que havia acontecido com o homem e com os porcos contaram aos outros. Quando eles o encontraram, eles começaram a implorar para que Jesus saísse daquele distrito pois eles estavam tomados pelo medo. Então ele voltou para o barco, e quando Jesus entrou no barco, o homem que tinha sido possuído pela legião de demônios pediu para ir com ele. Mas Jesus recusou, dizendo: “Vá para casa e conte para a sua família o que o Senhor lhe fez e como foi bom para você.” Então, o homem foi embora e começou a falar para as pessoas das Dez Cidades tudo o que Jesus tinha feito por ele, e todos ficaram maravilhados.67
Lucas 8:26-39
Eles chegaram à região de Gerasa, que fica no lado oposto à Galileia. Quando Jesus saiu do barco, um homem, possuído pelo demônio, vindo da cidade, foi encontrá-lo. Já fazia muito tempo que esse homem não usava roupas ou morava em uma casa. Ele vivia entre os túmulos. Esse espírito muitas vezes o dominava e, apesar das pessoas o amarrarem com correntes e algemas e o vigiarem, o homem quebrava as correntes e era levado pelo demônio para lugares desertos. Ao ver Jesus, ele gritou, caiu aos pés dele e lhe perguntou, aos berros: “O que você quer de mim, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Por favor, eu lhe imploro, não me castigue!” O espírito disse isso porque Jesus já havia ordenado ao espírito mau que saísse do homem. Jesus lhe perguntou: “Qual é o seu nome?” Ele respondeu: “Legião”, pois muitos demônios haviam entrado nele. Eles imploraram para que Jesus não ordenasse que eles fossem para o Abismo. Havia uma grande quantidade de porcos que estavam comendo em uma encosta próxima. Os demônios imploraram para que Jesus permitisse que eles entrassem nos porcos. Jesus permitiu, e os demônios saíram do homem e entraram nos porcos. Os animais se jogaram da encosta, caíram no lago e se afogaram. Quando os homens que tomavam conta dos porcos viram o que havia acontecido, fugiram e espalharam a notícia na cidade e também pelos campos. As pessoas foram ver o que havia acontecido. Quando chegaram perto de Jesus, descobriram que o homem estava livre dos demônios. Ele estava sentado aos pés de Jesus, vestindo roupas e em seu juízo perfeito. As pessoas ficaram apavoradas. Aqueles que viram o que havia acontecido explicaram como o homem possuído pelos demônios tinha sido curado. Em seguida, todos os moradores da região de Gerasa pediram que Jesus fosse embora, pois eles estavam tomados pelo medo. Assim, ele voltou para o barco e foi embora. O homem que havia sido libertado dos demônios implorou para ir com ele, mas Jesus lhe disse: “Volte para casa e conte para as pessoas tudo que Deus fez por você.” O homem foi embora e contou para toda a cidade tudo o que Jesus tinha feito por ele.
Mateus 8:28-34
Quando ele chegou ao outro lado, na região de Gadara, dois homens possuídos por demônios saíram do cemitério para encontrá-lo. Eles eram tão perigosos que ninguém se atrevia a passar por aquele caminho. Eles gritaram: “Jesus, Filho de Deus, o que você quer de nós? Você veio nos castigar antes do tempo?” Próximo dali havia muitos porcos que se alimentavam. Os demônios suplicaram a ele: “Se você vai nos expulsar, mande-nos para aqueles porcos.” Jesus disse: “Vão!” Os demônios saíram dos homens e entraram nos porcos. Todos os porcos se jogaram da encosta e se afogaram no mar. Os homens que tomavam conta dos porcos fugiram. Eles chegaram à cidade e contaram para as pessoas de lá tudo o que havia acontecido com os porcos e com os homens possuídos por demônios. Todos os moradores da cidade foram conhecer Jesus. Quando eles o encontraram, imploraram para que ele fosse embora daquela região.
◈ Data: 31 d.C.
◈ Local: De Gerasa, atravessando o Lago da Galileia, para Cafarnaum.
DE GERASA, ATRAVESSANDO O LAGO DA GALILEIA, PARA CAFARNAUM.

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Embora o Mar da Galileia (também chamado de Mar de Tiberíades e Mar de Genesaré) dificilmente seja mencionado no Antigo Testamento, na época do Novo Testamento o lago de água doce ostentava uma próspera indústria pesqueira e várias cidades notáveis ao longo de suas margens. O lago está situado entre as colinas exuberantes da Galileia, a uma altitude de mais de 600 pés abaixo do nível do mar, e é alimentado pela seção norte do rio Jordão. A seção principal do rio Jordão origina-se no extremo sul do Mar da Galileia. Logo após seu batismo, Jesus transferiu seu ministério de sua cidade natal, Nazaré, para a cidade pesqueira de Cafarnaum, e vários de seus discípulos eram pescadores no lago. (Mateus 4:12-22; Marcos 1:16-20; Lucas 5:1-11) Vários eventos descritos nos Evangelhos ocorreram ao longo (ou às vezes no) lago, incluindo Jesus alimentando milhares de pessoas (Mateus 14:13-21; 15:29-39; Marcos 6:30-44; 8:1-10; Lucas 9:10-17; João 6:1-15), andando sobre as águas (Mateus 14:22-36 Marcos 6:45-53; Lucas 6:16-21), e acalmando o vento e o ondas. (Mateus 8:23-27; Marcos 4:35-41) Essas tempestades não são incomuns no lago, pois os ventos podem soprar repentinamente do oeste ou do leste e gerar ondas com mais de 3 metros de altura. Jesus também ensinou muitos sermões e parábolas ao longo das margens do lago, incluindo seu famoso Sermão da Montanha (Mateus 5-7), e em um caso Jesus ensinou de um barco no lago enquanto as pessoas ouviam da margem. (Mateus 13:1-2; Marcos 4:1)
Fonte: https://biblemapper.com/
Marcos 5:21
Jesus voltou, de barco, para o outro lado do lago, para a cidade em que ele morava onde já havia uma grande multidão, aguardando-o na praia. Elas estavam ansiosas, esperando por ele.
Lucas 8:40
Uma multidão foi dar as boas-vindas a Jesus quando ele retornou. Elas estavam ansiosas, esperando por ele.
Mateus 9:1
Assim, Jesus subiu em um barco, atravessando o lago de volta para a cidade em que ele morava.
§ 58. Festa de Levi (Mateus).
◈ Data: 31 d.C.
◈ Local: Cafarnaum.
CAFARNAUM.

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Embora o Mar da Galileia (também chamado de Mar de Tiberíades e Mar de Genesaré) dificilmente seja mencionado no Antigo Testamento, na época do Novo Testamento o lago de água doce ostentava uma próspera indústria pesqueira e várias cidades notáveis ao longo de suas margens. O lago está situado entre as colinas exuberantes da Galileia, a uma altitude de mais de 600 pés abaixo do nível do mar, e é alimentado pela seção norte do rio Jordão. A seção principal do rio Jordão origina-se no extremo sul do Mar da Galileia. Logo após seu batismo, Jesus transferiu seu ministério de sua cidade natal, Nazaré, para a cidade pesqueira de Cafarnaum, e vários de seus discípulos eram pescadores no lago. (Mateus 4:12-22; Marcos 1:16-20; Lucas 5:1-11) Vários eventos descritos nos Evangelhos ocorreram ao longo (ou às vezes no) lago, incluindo Jesus alimentando milhares de pessoas (Mateus 14:13-21; 15:29-39; Marcos 6:30-44; 8:1-10; Lucas 9:10-17; João 6:1-15), andando sobre as águas (Mateus 14:22-36 Marcos 6:45-53; Lucas 6:16-21), e acalmando o vento e o ondas. (Mateus 8:23-27; Marcos 4:35-41) Essas tempestades não são incomuns no lago, pois os ventos podem soprar repentinamente do oeste ou do leste e gerar ondas com mais de 3 metros de altura. Jesus também ensinou muitos sermões e parábolas ao longo das margens do lago, incluindo seu famoso Sermão da Montanha (Mateus 5-7), e em um caso Jesus ensinou de um barco no lago enquanto as pessoas ouviam da margem. (Mateus 13:1-2; Marcos 4:1)
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Lucas 5:29-39
Naquela noite, Levi organizou um grande banquete em sua casa, em homenagem a Jesus. Muitos cobradores de impostos e outras pessoas também faziam parte da multidão que estava sentada, comendo com eles. Mas, quando os fariseus e os escribas viram Jesus comendo com essas pessoas, reclamaram com os seus discípulos, perguntando: “Por que o seu Mestre e vocês comem e bebem com os cobradores de impostos e com os pecadores?” Quando Jesus ouviu a pergunta, respondeu: “As pessoas saudáveis não precisam de médico, mas os doentes precisam. Vão e tentem entender o que isso significa: ‘Eu quero compaixão, e não sacrifício.’ Eu não vim para chamar os bons. Eu vim chamar os pecadores, para que se arrependam dos seus pecados.” Naqueles dias, os discípulos de João Batista e os fariseus estavam jejuando. Então os fariseus e escribas novamente argumentaram com Jesus: “Bem, os discípulos de João Batista frequentemente jejuam e oram, como também os discípulos dos fariseus. Mas, os seus discípulos não; eles comem e bebem.” Ouvindo isso os discípulos de João se aproximaram e também perguntaram: “Por que é que nós e os fariseus jejuamos muitas vezes, mas os seus discípulos não?” Jesus, então, perguntou: “Os padrinhos de um casamento devem jejuar enquanto o noivo está entre eles? Não. Mas, chegará o momento em que o noivo irá se afastar deles. Então, os padrinhos poderão jejuar.” Depois, Jesus também deu estes exemplos para eles: “Não se deve tirar um retalho de uma roupa nova para arrumar uma roupa velha. Caso contrário, a roupa nova ficará estragada e o retalho da nova não combinará com o tecido da roupa velha. Não se deve colocar vinho novo em recipientes de couro velhos. Pois o vinho novo arrebentaria os recipientes. O vinho seria desperdiçado e os recipientes de couro ficariam estragados. Deve-se colocar vinho novo em recipientes de couro novos, e ambos juntamente são conservados. E ninguém, após beber vinho velho, quer experimentar o vinho novo, pois eles dizem: ‘O vinho velho é melhor!’”
Marcos 2:15-22
Naquela noite, Jesus jantou na casa de Levi. Muitos cobradores de impostos e “pecadores” se juntaram a Jesus e a seus discípulos para a refeição, pois muitos deles seguiram Jesus. Quando os escribas e os fariseus viram Jesus comendo com essas pessoas, perguntaram aos seus discípulos: “Por que ele come com cobradores de impostos e com pecadores?” Quando Jesus ouviu isso, lhes disse: “Não são as pessoas saudáveis que precisam de um médico, mas, sim, as que estão doentes. Eu não vim para chamar os justos, mas sim os pecadores ao arrependimento.” Naqueles dias, os discípulos de João Batista e os fariseus estavam jejuando. Alguns deles se aproximaram de Jesus e lhe perguntaram: “Por que os discípulos de João e os fariseus jejuam, mas os seus discípulos não?” Jesus, então, lhes perguntou: “Os convidados para um casamento jejuam enquanto o noivo está com eles? Não, enquanto o noivo está presente eles não podem jejuar. Mas, virá o dia quando o noivo se afastará e, então, eles jejuarão. Ninguém coloca um retalho de pano novo em uma roupa velha. Caso contrário, o retalho encolheria e aumentaria o rasgo da roupa. Ninguém também coloca vinho novo em odres velhos. Se alguém fizer isso, os recipientes de couro arrebentam e se perdem tanto o vinho quanto os recipientes. Definitivamente, não. Vinho novo deve ser colocado em recipientes de couro novos.”
Mateus 9:10-17
Enquanto Jesus comia na casa de Mateus, muitos cobradores de impostos e pecadores vieram e sentaram-se à mesa com Jesus e com os seus discípulos. Quando os fariseus viram isso, eles perguntaram aos discípulos de Jesus: “Por que o seu Mestre come com cobradores de impostos e pecadores?” Quando Jesus ouviu a pergunta, respondeu: “As pessoas que estão bem não precisam de um médico, mas os doentes precisam. Vão e tentem entender o que isso significa: ‘Eu quero compaixão, e não sacrifício.’ Porque eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores, ao arrependimento.” Depois, os discípulos de João vieram e perguntaram: “Por que é que nós e os fariseus jejuamos muitas vezes, mas os seus discípulos não?” Jesus respondeu: “Os convidados de um casamento ficam tristes enquanto o noivo está com eles? Mas chegará o momento em que o noivo se afastará de perto deles e, então, eles irão jejuar. Ninguém coloca um retalho de pano novo em uma roupa velha, caso contrário, o retalho encolheria e aumentaria o rasgo da roupa. Ninguém também coloca vinho novo em odres velhos, porque senão, os odres arrebentariam, derramariam o vinho e ficariam estragados. Pelo contrário, o vinho novo é colocado em odres novos e, assim, os dois não estragam.”
§ 59. A ressurreição da filha de Jairo. A mulher com hemorragia.
(15°-16° Milagres do Nosso Senhor)
◈ Data: 31 d.C.
◈ Local: Cafarnaum.
CAFARNAUM.

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Embora o Mar da Galileia (também chamado de Mar de Tiberíades e Mar de Genesaré) dificilmente seja mencionado no Antigo Testamento, na época do Novo Testamento o lago de água doce ostentava uma próspera indústria pesqueira e várias cidades notáveis ao longo de suas margens. O lago está situado entre as colinas exuberantes da Galileia, a uma altitude de mais de 600 pés abaixo do nível do mar, e é alimentado pela seção norte do rio Jordão. A seção principal do rio Jordão origina-se no extremo sul do Mar da Galileia. Logo após seu batismo, Jesus transferiu seu ministério de sua cidade natal, Nazaré, para a cidade pesqueira de Cafarnaum, e vários de seus discípulos eram pescadores no lago. (Mateus 4:12-22; Marcos 1:16-20; Lucas 5:1-11) Vários eventos descritos nos Evangelhos ocorreram ao longo (ou às vezes no) lago, incluindo Jesus alimentando milhares de pessoas (Mateus 14:13-21; 15:29-39; Marcos 6:30-44; 8:1-10; Lucas 9:10-17; João 6:1-15), andando sobre as águas (Mateus 14:22-36 Marcos 6:45-53; Lucas 6:16-21), e acalmando o vento e o ondas. (Mateus 8:23-27; Marcos 4:35-41) Essas tempestades não são incomuns no lago, pois os ventos podem soprar repentinamente do oeste ou do leste e gerar ondas com mais de 3 metros de altura. Jesus também ensinou muitos sermões e parábolas ao longo das margens do lago, incluindo seu famoso Sermão da Montanha (Mateus 5-7), e em um caso Jesus ensinou de um barco no lago enquanto as pessoas ouviam da margem. (Mateus 13:1-2; Marcos 4:1)
Fonte: https://biblemapper.com/
Marcos 5:22-43
Enquanto Jesus falava isso, um líder da sinagoga, chamado Jairo, aproximou-se de Jesus. Ao vê-lo, Jairo caiu aos seus pés e implorou, dizendo: “Minha filhinha está quase morrendo. Por favor, venha e coloque suas mãos sobre ela para que possa ser curada e fique viva.” A menina tinha cerca de doze anos. Então, Jesus e os seus discípulos foram com ele. Enquanto Jesus caminhava para a casa de Jairo, as pessoas se amontoavam ao redor dele. Todos o seguiram, apertando-o e empurrando-o. Uma mulher que se encontrava lá no meio da multidão estava doente há doze anos, por causa de uma hemorragia que não parava. Ela sofreu muito sob os cuidados de vários médicos e já havia gastado todas as suas economias. Mas, ela não melhorou de sua doença. Na verdade, ela havia até mesmo piorado. Ela ouvira falar sobre Jesus, então, veio por trás dele, abrindo caminho entre a multidão e tocou a sua capa. Ela disse a si mesma: “Se eu conseguir tocar, mesmo que seja em sua capa, ficarei curada.” A hemorragia parou imediatamente, e ela sentiu o seu corpo curado da doença. Jesus sentiu, no mesmo instante, que dele havia saído poder. Então, se virou e perguntou: “Quem tocou na minha capa?” Todos que estavam em volta dele negaram ter feito isso. Os discípulos responderam: “Veja esta multidão apertando-o! O que quer dizer com: ‘Quem tocou na minha capa?’” Jesus disse: “Alguém tocou em mim. Eu sei, porque senti que de mim saiu poder.” Jesus ficou olhando em volta, para ver quem o havia tocado. A mulher, percebendo o que havia acontecido e que não poderia mais se esconder, veio tremendo, se ajoelhou diante dele e lhe disse toda a verdade. Jesus se virou e viu a mulher. Na frente de todos, ela explicou o motivo de ter tocado em Jesus e também explicou que, ao tocá-lo, foi imediatamente curada. Jesus lhe disse: “Fique feliz! Minha filha, você foi curada porque teve fé em mim. Vá em paz. Você está curada da sua doença.” Enquanto ele ainda estava falando, algumas pessoas vieram da casa do líder da sinagoga. Eles disseram ao líder: “A sua filha morreu. Você não precisa mais incomodar o Mestre.” Jesus não deu atenção ao que eles disseram. Ele falou ao líder da sinagoga: “Não tenha medo, apenas confie em mim. Se você tiver fé, ela ficará boa.” Quando eles chegaram à casa do líder da sinagoga, Jesus viu todo o tumulto que havia ali. Ele viu os flautistas e as pessoas que choravam, numa grande confusão. Ele deixou apenas que Pedro, Tiago e seu irmão, João, além dos pais da garota, fossem com ele. Todas as outras pessoas tiveram que sair. As pessoas choravam e lamentavam. Ele entrou e lhes perguntou: “Por que vocês estão fazendo tanto tumulto com toda esta choradeira? Não chorem! Por favor, saiam! A garotinha não está morta; ela está apenas dormindo.” As pessoas riram, zombando dele. Jesus fez com que todos saíssem. Então, assim que a multidão saiu, ele entrou no quarto em que a menina estava, levando com ele o pai e a mãe da criança, além dos três discípulos. Pegando a mão da menina, ele disse: “Talitha koum”, que significa, “Menina, levante-se!” A menina, que tinha doze anos de idade, voltou à vida levantou-se imediatamente e começou a caminhar. Eles ficaram completamente surpresos com o que acontecera. Jesus, então, lhes ordenou para que não contassem a ninguém sobre a cura e que dessem algo para a menina comer. A notícia do que havia acontecido se espalhou por toda a região.
Lucas 8:41-56
Uma dessas pessoas era Jairo, um líder da sinagoga, que se aproximou de Jesus e se jogou aos seus pés. Ele implorou a Jesus para que fosse com ele para a sua casa, pois a sua única filha estava morrendo. A menina tinha cerca de doze anos. Enquanto Jesus caminhava para a casa de Jairo, as pessoas se amontoavam ao redor dele. No meio da multidão havia uma mulher que sofria há doze anos, com uma hemorragia. Ela havia gastado todo o seu dinheiro, pagando médicos para que a curassem, mas nenhum deles tinha sido capaz de ajudá-la. Ela foi por trás de Jesus e tocou na barra da capa dele. Imediatamente, a hemorragia parou. Jesus perguntou: “Quem me tocou?” Todos que estavam em volta dele negaram ter feito isso. Pedro disse: “Mas, Mestre, há uma multidão a sua volta. E ela o aperta.” Jesus disse: “Alguém tocou em mim. Eu sei, porque senti que de mim saiu poder.” Quando a mulher percebeu que não poderia mais se esconder, ela se aproximou de Jesus e, tremendo, ajoelhou-se diante dele. Na frente de todos, ela explicou o motivo de ter tocado em Jesus e também explicou que, ao tocá-lo, foi imediatamente curada. Jesus disse à mulher: “Filha, a sua fé a curou. Vá em paz!” Enquanto ele falava, alguém veio da casa do líder da sinagoga e lhe disse: “A sua filha morreu. Você não precisa mais incomodar o Mestre.” Ao ouvir isso, Jesus disse a Jairo: “Não tenha medo! Se você tiver fé, ela ficará boa.” Quando Jesus chegou na casa, ele permitiu apenas que Pedro, João e Tiago, além dos pais da garota, ficassem lá. Todas as outras pessoas tiveram que sair. Todos que estavam ali choravam e se lamentavam pela menina. Jesus lhes disse: “Não chorem! Ela não está morta; a menina está apenas dormindo.” Eles riram dele, pois sabiam que ela havia morrido. Mas, Jesus pegou a mão dela e disse em voz alta: “Menina, levante-se!” Ela voltou à vida e se levantou de uma vez. O pai e a mãe da garota ficaram muito impressionados com o que acontecera, mas, Jesus lhes disse para não contarem a ninguém o que havia acontecido. Jesus disse aos pais da menina para lhe dar algo para comer.
Mateus 9:18-26
Enquanto Jesus falava isso, um dos chefes se aproximou e se curvou diante dele. Ele disse para Jesus: “Minha filha acabou de morrer. Mas se você vier e colocar a mão sobre ela, eu sei que ela viverá novamente.” Jesus e seus discípulos foram com ele. Naquele momento, uma mulher, que tinha uma hemorragia que já durava doze anos, veio por trás de Jesus e tocou na barra da capa dele. Ela pensou: “Se eu conseguir apenas tocar na sua roupa, ficarei curada.” E, assim, a mulher foi curada. Jesus se virou e viu a mulher. Ele lhe disse: “Fique feliz! Por ter acreditado em mim, você foi curada.” Jesus chegou na casa do chefe. Ele viu os flautistas e as pessoas que choravam, numa grande confusão. Ele lhes disse: “Por favor, saiam! A menina não está morta; ela está apenas dormindo.” Mas eles riram e zombaram dele. Assim que a multidão saiu, ele se aproximou da menina e pegou a sua mão e ela se levantou. A notícia do que havia acontecido se espalhou por toda a região.
§ 60. Dois cegos curados e um espírito mudo expulso.
(17°-18° Milagres do Nosso Senhor)
◈ Data: 31 d.C.
◈ Local: Cafarnaum.
CAFARNAUM.

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Embora o Mar da Galileia (também chamado de Mar de Tiberíades e Mar de Genesaré) dificilmente seja mencionado no Antigo Testamento, na época do Novo Testamento o lago de água doce ostentava uma próspera indústria pesqueira e várias cidades notáveis ao longo de suas margens. O lago está situado entre as colinas exuberantes da Galileia, a uma altitude de mais de 600 pés abaixo do nível do mar, e é alimentado pela seção norte do rio Jordão. A seção principal do rio Jordão origina-se no extremo sul do Mar da Galileia. Logo após seu batismo, Jesus transferiu seu ministério de sua cidade natal, Nazaré, para a cidade pesqueira de Cafarnaum, e vários de seus discípulos eram pescadores no lago. (Mateus 4:12-22; Marcos 1:16-20; Lucas 5:1-11) Vários eventos descritos nos Evangelhos ocorreram ao longo (ou às vezes no) lago, incluindo Jesus alimentando milhares de pessoas (Mateus 14:13-21; 15:29-39; Marcos 6:30-44; 8:1-10; Lucas 9:10-17; João 6:1-15), andando sobre as águas (Mateus 14:22-36 Marcos 6:45-53; Lucas 6:16-21), e acalmando o vento e o ondas. (Mateus 8:23-27; Marcos 4:35-41) Essas tempestades não são incomuns no lago, pois os ventos podem soprar repentinamente do oeste ou do leste e gerar ondas com mais de 3 metros de altura. Jesus também ensinou muitos sermões e parábolas ao longo das margens do lago, incluindo seu famoso Sermão da Montanha (Mateus 5-7), e em um caso Jesus ensinou de um barco no lago enquanto as pessoas ouviam da margem. (Mateus 13:1-2; Marcos 4:1)
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Mateus 9:27-34
Quando Jesus saiu dali, dois cegos o seguiram, gritando: “Filho de Davi, por favor, tenha pena de nós!” Quando Jesus chegou na casa em que estava recebendo abrigo, os cegos se aproximaram. Jesus lhes perguntou: “Vocês creem que eu sou capaz de fazer isso?” Eles responderam: “Sim, Senhor!” Então, Jesus tocou os olhos deles e disse: “Porque vocês creem em mim, assim acontecerá!” E eles conseguiram enxergar novamente. Naquele momento Jesus os avisou: “Não contem isso para ninguém!” Mas eles saíram e espalharam a notícia a respeito de Jesus em todos os lugares. Quando Jesus e os seus discípulos estavam indo embora, um homem mudo e possuído por um demônio foi levado até ele. Assim que o demônio foi expulso, o homem começou a falar, e a multidão ficou maravilhada. As pessoas disseram: “Nunca antes aconteceu uma coisa como essa em Israel!” Mas os fariseus responderam: “Ele expulsa os demônios, usando o poder do chefe dos demônios.”68
§ 61. Jesus novamente em Nazaré, e novamente rejeitado.
◈ Data: 31 d.C.
◈ Local: De Cafarnaum para Nazaré.
DE CAFARNAUM PARA NAZARÉ.

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Embora o Mar da Galileia (também chamado de Mar de Tiberíades e Mar de Genesaré) dificilmente seja mencionado no Antigo Testamento, na época do Novo Testamento o lago de água doce ostentava uma próspera indústria pesqueira e várias cidades notáveis ao longo de suas margens. O lago está situado entre as colinas exuberantes da Galileia, a uma altitude de mais de 600 pés abaixo do nível do mar, e é alimentado pela seção norte do rio Jordão. A seção principal do rio Jordão origina-se no extremo sul do Mar da Galileia. Logo após seu batismo, Jesus transferiu seu ministério de sua cidade natal, Nazaré, para a cidade pesqueira de Cafarnaum, e vários de seus discípulos eram pescadores no lago. (Mateus 4:12-22; Marcos 1:16-20; Lucas 5:1-11) Vários eventos descritos nos Evangelhos ocorreram ao longo (ou às vezes no) lago, incluindo Jesus alimentando milhares de pessoas (Mateus 14:13-21; 15:29-39; Marcos 6:30-44; 8:1-10; Lucas 9:10-17; João 6:1-15), andando sobre as águas (Mateus 14:22-36 Marcos 6:45-53; Lucas 6:16-21), e acalmando o vento e o ondas. (Mateus 8:23-27; Marcos 4:35-41) Essas tempestades não são incomuns no lago, pois os ventos podem soprar repentinamente do oeste ou do leste e gerar ondas com mais de 3 metros de altura. Jesus também ensinou muitos sermões e parábolas ao longo das margens do lago, incluindo seu famoso Sermão da Montanha (Mateus 5-7), e em um caso Jesus ensinou de um barco no lago enquanto as pessoas ouviam da margem. (Mateus 13:1-2; Marcos 4:1)
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NAZARÉ.

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O apóstolo Paulo observou que Deus muitas vezes escolhe os humildes para realizar a sua vontade e humilha os grandes. (1 Coríntios 1:26-31) Isto nunca foi tão evidente como quando Deus escolheu Nazaré como a cidade onde Jesus cresceria. Nessa época, a pequena aldeia de Nazaré era tão insignificante que, além do Novo Testamento, não foi referenciada em nenhum escrito antigo até cerca de 200 anos após o nascimento de Jesus. Até o discípulo Natanael, ao ouvir falar da cidade natal de Jesus, retrucou: “Pode vir alguma coisa boa de lá?” (João 1:46) No entanto, foi nesta pequena cidade que Deus colocou o seu Filho, o Messias, para crescer e amadurecer antes de lançar o seu ministério público. Nazaré estava situada no topo de uma das colinas baixas da Baixa Galileia, com vista para o grande vale de Esdraelon (Jezreel), cenário de tantas batalhas importantes ao longo da história de Israel. (Juízes 4-7; 1 Samuel 28-31; 2 Reis 23:29- 30; 2 Crônicas 35:20-27) Nazaré ficava a cerca de 5 km a sudoeste de Gate-Hefer, cidade natal do profeta Jonas (2 Reis 14:25), e aproximadamente à mesma distância a sudeste de Séforis, um centro administrativo considerável na época de Jesus. Quando o anjo Gabriel anunciou a Maria que ela daria à luz o Messias (Lucas 1:26-38; 2:4), Maria e José estavam morando em Nazaré e depois viajaram para o sul, para Belém da Judeia, sua cidade ancestral, para um censo. Ali Maria deu à luz Jesus (Lucas 2:1-7). Depois de fugirem para o Egito por algum tempo para escapar dos soldados de Herodes, José, Maria e Jesus finalmente retornaram para Nazaré, onde puderam encontrar segurança na relativa obscuridade da cidade. (Mateus 2) Depois que Jesus cresceu, ele realizou seu primeiro milagre em um casamento na vila de Caná (João 2:1-12), cerca de 13 quilômetros ao norte de Nazaré, e ressuscitou dos mortos o filho de uma viúva na vila de Naim (Lucas 7:11-17) cerca de 9 km através do vale de Nazaré.
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Marcos 6:1-6(a)
Jesus saiu de lá e foi para Nazaré, onde havia morado, acompanhado por seus discípulos. No sábado, ele começou a ensinar na sinagoga, e muitas pessoas que o ouviam ficaram surpresas. Elas se perguntavam: “De onde ele tira essas ideias? Que sabedoria é essa que ele recebeu? De onde vem o seu poder para fazer milagres? Ele não é o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, José, Judas e Simão? As irmãs dele não vivem entre nós?” Eles ficaram desiludidos com ele e o rejeitaram. Jesus lhes disse: “Um profeta é tratado com respeito em todos os lugares, menos em sua cidade, entre os seus parentes e dentro de sua própria família.” Por isso, como eles não confiaram nele, Jesus não conseguiu fazer milagres ali, a não ser curar uns poucos doentes, impondo as mãos sobre eles. Ele ficou impressionado com a falta de fé que havia ali.
Mateus 13:54-58
Ele retornou para a sua cidade natal. Lá, ele ensinou na sinagoga. As pessoas ficaram maravilhadas e perguntaram: “De onde vêm a sua sabedoria e os seus milagres? Ele não é o filho do carpinteiro? A mãe dele não se chama Maria? E seus irmãos não são Tiago, José, Simão e Judas? As irmãs dele não moram aqui entre nós? Então, de onde ele consegue tudo isso?” E, assim, eles se recusaram a crer nele. Jesus lhes disse: “Um profeta é respeitado em toda parte, menos em sua terra natal e em sua família.” Como eles não confiaram nele, Jesus não fez muitos milagres ali.
§ 62. Uma terceira viajem na Galileia. Os Doze são instruídos e enviados.
(3° Circuito pela Galileia. Veja § 32, § 47.)
(1° Circuito pela Palestina)
◈ Data: 31 d.C.
◈ Local: De Nazaré para um circuito pelas cidades da Galileia.
DE NAZARÉ PARA UM CIRCUITO PELAS CIDADES DA GALILEIA.

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Embora o Mar da Galileia (também chamado de Mar de Tiberíades e Mar de Genesaré) dificilmente seja mencionado no Antigo Testamento, na época do Novo Testamento o lago de água doce ostentava uma próspera indústria pesqueira e várias cidades notáveis ao longo de suas margens. O lago está situado entre as colinas exuberantes da Galileia, a uma altitude de mais de 600 pés abaixo do nível do mar, e é alimentado pela seção norte do rio Jordão. A seção principal do rio Jordão origina-se no extremo sul do Mar da Galileia. Logo após seu batismo, Jesus transferiu seu ministério de sua cidade natal, Nazaré, para a cidade pesqueira de Cafarnaum, e vários de seus discípulos eram pescadores no lago. (Mateus 4:12-22; Marcos 1:16-20; Lucas 5:1-11) Vários eventos descritos nos Evangelhos ocorreram ao longo (ou às vezes no) lago, incluindo Jesus alimentando milhares de pessoas (Mateus 14:13-21; 15:29-39; Marcos 6:30-44; 8:1-10; Lucas 9:10-17; João 6:1-15), andando sobre as águas (Mateus 14:22-36 Marcos 6:45-53; Lucas 6:16-21), e acalmando o vento e o ondas. (Mateus 8:23-27; Marcos 4:35-41) Essas tempestades não são incomuns no lago, pois os ventos podem soprar repentinamente do oeste ou do leste e gerar ondas com mais de 3 metros de altura. Jesus também ensinou muitos sermões e parábolas ao longo das margens do lago, incluindo seu famoso Sermão da Montanha (Mateus 5-7), e em um caso Jesus ensinou de um barco no lago enquanto as pessoas ouviam da margem. (Mateus 13:1-2; Marcos 4:1)
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Mateus 9:35-38
Jesus viajou, visitando as cidades e vilas. Ele ensinava nas sinagogas, pregando o evangelho do Reino69 e curava todo tipo de enfermidade e doenças.70 Quando Jesus viu as multidões, ele ficou com muita pena daquelas pessoas, porque elas estavam desesperadas e abandonadas, como ovelhas sem um pastor. Ele disse aos seus discípulos: “A colheita é grande, mas temos apenas alguns trabalhadores. Peçam ao dono da plantação que envie mais trabalhadores para fazer a colheita.”
Marcos 6:6(b)
Jesus ensinou nas vilas que havia perto dali.
◈ Data: 31 d.C.
◈ Local: Do circuito pelas cidades da Galileia para um circuito pelas cidades da Palestina.
DO CIRCUITO PELAS CIDADES DA GALILEIA PARA UM CIRCUITO PELAS CIDADES DA PALESTINA.

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Após Jesus ter limpado o Templo em Jerusalém e estar ganhando ainda mais seguidores do que João Batista (João 2:13-25; 4:1-3), e querendo evitar um conflito direto com a liderança judaica tão cedo no seu ministério, Jesus preferiu regressar à Galileia. A rota mais direta de Jerusalém para a Galileia passava por Samaria e, como observa o historiador judeu Josefo, essa era a rota normalmente escolhida pela maioria dos judeus da época. (Ant. 20:6) A cidade de Samaria (renomeada Sebaste na época de Jesus) era originalmente a capital do reino do norte de Israel, mas em 722 a.C. os assírios exilaram muitos israelitas para outras partes do seu império e realocaram outros povos estrangeiros em Israel. (2 Reis 15: 29; 17:1-24; 1 Crônicas 5:26) Esta população diversificada desenvolveu então uma nova religião que misturava elementos do culto israelita com o culto pagão (2 Reis 17:24-41), e séculos mais tarde estabeleceram o seu próprio templo no Monte Gerizim. Por causa de sua ascendência e religião mistas, os samaritanos eram frequentemente detestados por muitos judeus (João 4:9), e as hostilidades irrompiam periodicamente entre judeus e samaritanos. Provavelmente por causa destas hostilidades, alguns judeus preferiram tomar rotas alternativas que contornassem Samaria. Ainda outros judeus escolheram essas rotas para evitar até mesmo a associação com os samaritanos. Jesus, no entanto, parece ter escolhido a rota mais direta através de Samaria, que o levou à aldeia de Sicar – bem próximo ao antigo local de Siquém e ao Monte Gerizim. Lá ele encontrou uma mulher samaritana perto de um poço e falou com ela sobre o dom de Deus de água viva para sua alma. Por causa do testemunho da mulher samaritana, muitos habitantes da cidade acreditaram em Jesus e o persuadiram a ficar ali mais dois dias antes de retornar à Galileia e embora em uma dessas aldeias de Samaria Jesus tenha rejeitado (e talvez hostilizado?) enquanto viajava da Galileia para Jerusalém (Lucas 9:52-56), anos mais tarde, o apóstolo Filipe encontrou um ministério frutífero entre os samaritanos, e muitos passaram a crer em Jesus. (Atos 8:5-13)
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Mateus 10:1, 5-15; 11:1
Jesus reuniu seus doze discípulos e lhes deu poder para que expulsassem os espíritos maus e para que curassem todos os tipos de doenças e de enfermidades para anunciar o Reino de Deus.71 Jesus enviou esses doze homens em duplas, dizendo: “Não vão a qualquer cidade pagã ou samaritana. Vocês devem procurar as ovelhas perdidas da casa de Israel.72 Onde quer que estejam, digam às pessoas: ‘O Reino do Céu está próximo.’73 Curem as pessoas que estiverem doentes. Ressuscitem os mortos. Curem os leprosos. Expulsem os demônios.74 Vocês receberam de graça; então, deem de graça também. Não guardem ouro, prata ou moedas de cobre em seus bolsos. Nem levem para a sua jornada uma bolsa, dois mantos ou sandálias, ou uma bengala, pois um trabalhador merece receber o seu sustento. Onde quer que estejam, em qualquer cidade ou vila, peçam a alguém, que viva de acordo com os bons princípios, para recebê-los em sua casa e fiquem nessa casa até irem embora do lugar. Quando entrarem na casa, abençoem esse lugar. Se a casa merecer, deixem que a sua paz fique aí, mas se a casa não merecer, façam com que a sua paz retorne para vocês. Se alguém não quiser recebê-los e se recusar a ouvir o que vocês têm a dizer, então, saiam da casa ou da cidade e, ao sair, sacudam o pó de seus pés. Ao fazer isso, vocês estarão dando um aviso de protesto contra elas. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: no Dia do Julgamento, Sodoma e Gomorra serão menos cobradas do que aquela cidade.”75 Quando Jesus acabou de orientar seus doze discípulos, ele saiu dali e foi ensinar e divulgar sua mensagem nas cidades próximas.
Marcos 6:7-11
Ele reuniu os doze discípulos e começou a enviá-los em duplas, dando autoridade para que expulsassem os espíritos maus. Ele lhes disse para não levarem nada, a não ser um bastão para ajudá-los na caminhada. Não deveriam levar pão, sacola e nem dinheiro em seus cintos. Eles poderiam usar sandálias, mas não deveriam levar qualquer peça a mais de roupa. Jesus lhes disse: “Quando vocês forem convidados para uma casa, fiquem lá até o momento de partirem. Se vocês não forem recebidos em algum lugar e as pessoas não os ouvirem, então, tire o pó dos seus pés quando saírem, como um protesto contra elas. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: no Dia do Julgamento, Sodoma e Gomorra serão menos cobradas do que aquela cidade.
Lucas 9:1-5
Jesus reuniu os doze discípulos. Ele lhes deu poder e autoridade para expulsar todos os demônios e a capacidade para curar doenças. Em seguida, ele os enviou para anunciar o Reino de Deus e para curar os doentes. Ele lhes disse: “Não levem nada com vocês para a viagem. Nem bengala para se apoiar, nem sacolas, pães, dinheiro, nem mesmo qualquer peça a mais de roupa. Fiquem na casa em que vocês forem recebidos, até irem embora da cidade. Se as pessoas se recusarem a recebê-los, tirem até mesmo o pó daquela cidade que esteja em seus pés. Ao fazer isso, vocês estarão dando um aviso de protesto contra elas.”
Lucas 9:6
Os discípulos saíram e viajaram pelas vilas ao redor, anunciando o evangelho e curando em todos os lugares pelos quais eles passavam.
FORTALEZA DE MAQUERO.

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Muitos leitores da Bíblia se lembrarão de que João Batista comia gafanhotos, usava pelo de camelo e batizou Jesus, mas muito menos estão cientes de quão significativo foi realmente o ministério de João e onde tudo aconteceu. Todos os quatro Evangelhos e o livro de Atos mencionam o ministério de João, uma vez que era virtualmente inseparável do próprio ministério de Jesus (Atos 1:21-22), e vinte anos depois do ministério de João, os crentes em Éfeso, a mais de 600 milhas (990 km) de Jerusalém, sabiam do batismo de João, mas não sabia do batismo de Jesus. (Atos 19:1-7) João nasceu, filho do sacerdote Zacarias e de sua esposa Isabel, na região montanhosa da Judeia (Lucas 1:5-25, 57), e a tradição da igreja situa seu nascimento especificamente em uma cidade chamada Ein Kerem, 6 km a oeste de Jerusalém. . A mãe de Jesus, Maria, era parente da mãe de João, Isabel, e viajou de Nazaré para visitá-la durante a gravidez. (Lucas 1:36-56) Quando João cresceu, ele viveu no deserto da Judeia (Mateus 3:1; Marcos 1:1-8; Lucas 1:80) e provavelmente estava familiarizado com a comunidade religiosa de Qumran. Como o novo Elias (Malaquias 4:5; Mateus 11:14) e “uma voz que clama no deserto” (Isaías 40:3; Marcos 1:3), João chamou as pessoas a “arrependerem-se, pois o reino dos céus está próximo” – a mesma mensagem que o próprio Jesus pregou mais tarde no início de seu ministério. (Mateus 4:17) Outra marca registrada do ministério de João foi sua prática de batizar pessoas como sinal de arrependimento (Mateus 3:6), e o próprio Jesus escolheu ser batizado por João. (Mateus 3:13-17; Lucas 3:21) João inicialmente batizou em Betânia, além do rio Jordão (João 1.28; 10:40), provavelmente em frente a Jericó. Mais tarde, ele transferiu seu ministério para Enom, do outro lado do rio Jordão (João 3:22-26) e mais ao norte. João clamou pelo pecado onde quer que o visse e até repreendeu Herodes Antipas por se casar com Herodias, esposa de seu irmão Filipe. Por isso, Antipas aprisionou João (Mateus 14:3-4; Lucas 3:1-20) na fortaleza de Maquero, do outro lado do Mar Morto. Enquanto João estava na prisão, ele enviou seus discípulos à Galileia para perguntar a Jesus se ele era de fato o Messias. Jesus afirmou que estava apontando o que estava fazendo e pregando. (Mateus 11:1-19) Mais tarde, Herodias planejou matar João, e seus discípulos pegaram seu corpo e o enterraram. (Mateus 14:5-12)
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† João Batista é decapitado por Herodes Antipas.
(32 d.C.)79
§ 63. Herodes afirma que Jesus é João Batista, a quem ele havia decapitado.
◈ Data: 32 d.C.
◈ Local: Fortaleza de Maquero.
FORTALEZA DE MAQUERO.

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Muitos leitores da Bíblia se lembrarão de que João Batista comia gafanhotos, usava pelo de camelo e batizou Jesus, mas muito menos estão cientes de quão significativo foi realmente o ministério de João e onde tudo aconteceu. Todos os quatro Evangelhos e o livro de Atos mencionam o ministério de João, uma vez que era virtualmente inseparável do próprio ministério de Jesus (Atos 1:21-22), e vinte anos depois do ministério de João, os crentes em Éfeso, a mais de 600 milhas (990 km) de Jerusalém, sabiam do batismo de João, mas não sabia do batismo de Jesus. (Atos 19:1-7) João nasceu, filho do sacerdote Zacarias e de sua esposa Isabel, na região montanhosa da Judeia (Lucas 1:5-25, 57), e a tradição da igreja situa seu nascimento especificamente em uma cidade chamada Ein Kerem, 6 km a oeste de Jerusalém. . A mãe de Jesus, Maria, era parente da mãe de João, Isabel, e viajou de Nazaré para visitá-la durante a gravidez. (Lucas 1:36-56) Quando João cresceu, ele viveu no deserto da Judeia (Mateus 3:1; Marcos 1:1-8; Lucas 1:80) e provavelmente estava familiarizado com a comunidade religiosa de Qumran. Como o novo Elias (Malaquias 4:5; Mateus 11:14) e “uma voz que clama no deserto” (Isaías 40:3; Marcos 1:3), João chamou as pessoas a “arrependerem-se, pois o reino dos céus está próximo” – a mesma mensagem que o próprio Jesus pregou mais tarde no início de seu ministério. (Mateus 4:17) Outra marca registrada do ministério de João foi sua prática de batizar pessoas como sinal de arrependimento (Mateus 3:6), e o próprio Jesus escolheu ser batizado por João. (Mateus 3:13-17; Lucas 3:21) João inicialmente batizou em Betânia, além do rio Jordão (João 1.28; 10:40), provavelmente em frente a Jericó. Mais tarde, ele transferiu seu ministério para Enom, do outro lado do rio Jordão (João 3:22-26) e mais ao norte. João clamou pelo pecado onde quer que o visse e até repreendeu Herodes Antipas por se casar com Herodias, esposa de seu irmão Filipe. Por isso, Antipas aprisionou João (Mateus 14:3-4; Lucas 3:1-20) na fortaleza de Maquero, do outro lado do Mar Morto. Enquanto João estava na prisão, ele enviou seus discípulos à Galileia para perguntar a Jesus se ele era de fato o Messias. Jesus afirmou que estava apontando o que estava fazendo e pregando. (Mateus 11:1-19) Mais tarde, Herodias planejou matar João, e seus discípulos pegaram seu corpo e o enterraram. (Mateus 14:5-12)
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Marcos 6:14-16
O rei Herodes Antipas, o tetrarca da Galileia, ouviu falar sobre Jesus, pois ele tinha se tornado conhecido. Algumas pessoas diziam: “Este é João Batista, que ressurgiu dos mortos. É por isso que ele tem poderes para fazer milagres.” Outros diziam: “Ele é Elias.” Outras pessoas ainda diziam: “Ele é um profeta como os outros profetas de antigamente.” Quando Herodes ouviu sobre isso, ele disse: “Não há dúvida, eu decapitei João Batista. Então, quem é esse homem sobre quem ouço todas essas coisas? Ele é João Batista, a quem eu mandei decapitar. Ele foi ressuscitado dentre os mortos! E é por isso que ele tem esses poderes!” E ele tentou pensar em uma maneira de encontrar Jesus.
Lucas 9:7-9
Herodes, o tetrarca da Galileia, ouviu tudo que estava acontecendo e ficou muito confuso. Algumas pessoas diziam que João Batista havia ressuscitado. Outras diziam que Elias tinha aparecido. Outras, ainda, que um dos antigos profetas havia ressuscitado. Herodes disse: “Não há dúvida, eu decapitei João. Então, quem é esse homem sobre quem ouço todas essas coisas?” E ele tentou pensar em uma maneira de encontrar Jesus.
Mateus 14:1, 2
Naquela época, Herodes, o tetrarca, ouviu a respeito do que Jesus fazia e disse aos seus criados: “Esse homem deve ser João Batista, que foi ressuscitado. E é por isso que ele tem esses poderes!”
Marcos 6:21-29
Herodias teve a sua oportunidade na festa de aniversário de Herodes. Ele deu um banquete para os nobres, oficiais militares e líderes importantes da Galileia. A filha de Herodias entrou e dançou para eles. Herodes e seus convidados ficaram encantados com a dança. Então, Herodes disse à garota: “Você pode me pedir o que quiser e eu lhe darei.” Ele confirmou a sua promessa com um juramento: “Eu lhe darei até a metade do meu reino.” Ela saiu e perguntou a sua mãe: “O que eu devo pedir?” Sua mãe lhe respondeu: “A cabeça de João Batista.” A garota voltou correndo e disse ao rei: “Eu quero que você me dê imediatamente a cabeça de João Batista em um prato.” O rei ficou muito chateado, mas, por causa do juramento que fizera diante dos seus convidados, não quis recusar o pedido dela. Então, ele rapidamente enviou um carrasco para trazer a cabeça de João. Após decapitá-lo na prisão, o carrasco trouxe a cabeça de João em um prato e a deu para a garota, e ela a entregou a sua mãe. Quando os discípulos de João souberam o que havia acontecido, vieram e levaram o corpo e o enterraram. Depois eles foram e contaram isso para Jesus.80
Mateus 14:6-12
No entanto, na festa de aniversário de Herodes, a filha de Herodias dançou diante de todos, e Herodes ficou fascinado por ela. Então, ele prometeu que daria qualquer coisa que ela pedisse. Aconselhada pela mãe, ela disse: “Quero a cabeça de João Batista em um prato.” O rei se arrependeu da promessa que tinha feito, mas por ter prometido diante dos seus convidados, ele deu a ordem para que o pedido fosse atendido. A ordem foi transmitida e João foi decapitado na prisão. Então, trouxeram a cabeça em um prato e a deram para a garota, que a levou para a sua mãe. Os discípulos de João vieram, levaram o corpo dele e o sepultaram. Depois eles foram e contaram isso para Jesus.
§ 64. Os Doze retornam e Jesus retira-se com eles para outro lado do lago. Cinco mil são alimentados.
(19° Milagre do Nosso Senhor)
◈ Data: Nisã. – 32 d.C.
◈ Local: Do circuito pelas cidades da Palestina para Cafarnaum.
DO CIRCUITO PELAS CIDADES DA PALESTINA PARA CAFARNAUM.

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Após Jesus ter limpado o Templo em Jerusalém e estar ganhando ainda mais seguidores do que João Batista (João 2:13-25; 4:1-3), e querendo evitar um conflito direto com a liderança judaica tão cedo no seu ministério, Jesus preferiu regressar à Galileia. A rota mais direta de Jerusalém para a Galileia passava por Samaria e, como observa o historiador judeu Josefo, essa era a rota normalmente escolhida pela maioria dos judeus da época. (Ant. 20:6) A cidade de Samaria (renomeada Sebaste na época de Jesus) era originalmente a capital do reino do norte de Israel, mas em 722 a.C. os assírios exilaram muitos israelitas para outras partes do seu império e realocaram outros povos estrangeiros em Israel. (2 Reis 15: 29; 17:1-24; 1 Crônicas 5:26) Esta população diversificada desenvolveu então uma nova religião que misturava elementos do culto israelita com o culto pagão (2 Reis 17:24-41), e séculos mais tarde estabeleceram o seu próprio templo no Monte Gerizim. Por causa de sua ascendência e religião mistas, os samaritanos eram frequentemente detestados por muitos judeus (João 4:9), e as hostilidades irrompiam periodicamente entre judeus e samaritanos. Provavelmente por causa destas hostilidades, alguns judeus preferiram tomar rotas alternativas que contornassem Samaria. Ainda outros judeus escolheram essas rotas para evitar até mesmo a associação com os samaritanos. Jesus, no entanto, parece ter escolhido a rota mais direta através de Samaria, que o levou à aldeia de Sicar – bem próximo ao antigo local de Siquém e ao Monte Gerizim. Lá ele encontrou uma mulher samaritana perto de um poço e falou com ela sobre o dom de Deus de água viva para sua alma. Por causa do testemunho da mulher samaritana, muitos habitantes da cidade acreditaram em Jesus e o persuadiram a ficar ali mais dois dias antes de retornar à Galileia e embora em uma dessas aldeias de Samaria Jesus tenha rejeitado (e talvez hostilizado?) enquanto viajava da Galileia para Jerusalém (Lucas 9:52-56), anos mais tarde, o apóstolo Filipe encontrou um ministério frutífero entre os samaritanos, e muitos passaram a crer em Jesus. (Atos 8:5-13)
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Marcos 6:30, 31
Os apóstolos retornaram e se reuniram com Jesus. Eles lhe disseram tudo o que tinham feito e o que haviam ensinado. Jesus lhes disse: “Venham comigo. Apenas vocês. Nós iremos para um lugar calmo e descansaremos um pouco.” Havia tantas pessoas vindo e saindo que eles não tinham tempo nem para comer.
Lucas 9:10(a)
Quando os apóstolos retornaram, contaram a Jesus tudo o que tinham feito.
◈ Data: Nisã. – 32 d.C.
◈ Local: De Cafarnaum, atravessando o Lago da Galileia, para o deserto de Betsaida.
DE CAFARNAUM PARA O DESERTO DE BETSAIDA.

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Embora o Mar da Galileia (também chamado de Mar de Tiberíades e Mar de Genesaré) dificilmente seja mencionado no Antigo Testamento, na época do Novo Testamento o lago de água doce ostentava uma próspera indústria pesqueira e várias cidades notáveis ao longo de suas margens. O lago está situado entre as colinas exuberantes da Galileia, a uma altitude de mais de 600 pés abaixo do nível do mar, e é alimentado pela seção norte do rio Jordão. A seção principal do rio Jordão origina-se no extremo sul do Mar da Galileia. Logo após seu batismo, Jesus transferiu seu ministério de sua cidade natal, Nazaré, para a cidade pesqueira de Cafarnaum, e vários de seus discípulos eram pescadores no lago. (Mateus 4:12-22; Marcos 1:16-20; Lucas 5:1-11) Vários eventos descritos nos Evangelhos ocorreram ao longo (ou às vezes no) lago, incluindo Jesus alimentando milhares de pessoas (Mateus 14:13-21; 15:29-39; Marcos 6:30-44; 8:1-10; Lucas 9:10-17; João 6:1-15), andando sobre as águas (Mateus 14:22-36 Marcos 6:45-53; Lucas 6:16-21), e acalmando o vento e o ondas. (Mateus 8:23-27; Marcos 4:35-41) Essas tempestades não são incomuns no lago, pois os ventos podem soprar repentinamente do oeste ou do leste e gerar ondas com mais de 3 metros de altura. Jesus também ensinou muitos sermões e parábolas ao longo das margens do lago, incluindo seu famoso Sermão da Montanha (Mateus 5-7), e em um caso Jesus ensinou de um barco no lago enquanto as pessoas ouviam da margem. (Mateus 13:1-2; Marcos 4:1)
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Marcos 6:32-44
Estava chegando o dia da comemoração da Páscoa judaica. Então, ao ouvir a notícia (dos discípulos de João, anunciando sua morte), Jesus e os apóstolos foram de barco para um deserto perto de uma cidade chamada Betsaida, que fica do outro lado do mar da Galileia, também conhecido como mar de Tiberíades,81 para ficarem sozinhos. Mas as pessoas os viram saindo e os reconheceram porque eles tinham testemunhado os seus milagres de cura. Então, descobrindo aonde ele estava indo, pessoas de todas as cidades vizinhas correram na frente e chegaram lá antes deles e se aproximaram dele. Quando Jesus saiu do barco, viu uma grande multidão e sentiu muita pena daquelas pessoas, pois elas eram como ovelhas sem um pastor. Jesus subiu a um monte e se sentou lá com os discípulos. Assim, acolhendo-as, ele começou a lhes ensinar muitas coisas a respeito do Reino de Deus e curou os que estavam doentes.82 Estava anoitecendo e os discípulos de Jesus se aproximaram dele. Eles lhe disseram: “Estamos em um lugar muito isolado e está muito tarde. Senhor, você deveria dizer para as pessoas irem comprar algo para comer e encontrarem algum lugar para ficar nas vilas e nos sítios mais próximos. Este lugar é deserto; não há nada por aqui.” E percebendo que havia uma grande multidão vindo para encontrá-lo, Jesus respondeu: “Eles não precisam ir embora. Deem algo para eles comerem!” e perguntou a Filipe: “Onde podemos comprar pão o bastante para alimentar todas essas pessoas?” Ele só perguntou isso para ver como Filipe reagiria, pois Jesus já sabia o que ia fazer. Os discípulos responderam: “O quê? Precisaríamos de mais de duzentas moedas de prata para comprar pão para alimentar todas essas pessoas.” E Filipe respondeu: “Duzentas moedas de prata não comprariam pão o bastante para cada um ter o seu pedaço.” Jesus perguntou: “Bem, quantos pães vocês têm? Vão e vejam!” Eles foram e viram quantos pães tinham. Um dos seus discípulos, André, irmão de Simão Pedro, disse: “Há um garoto aqui que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos, mas do que adiantaria isso com tantas bocas para alimentar?” E disseram a Jesus: “Tudo que nós temos são cinco pães e dois peixes, a não ser que o senhor queira que compremos comida para todos.” Jesus falou: “Traga-os para mim.” Jesus, então, disse para as pessoas se sentarem na grama, divididos em grupos, dizendo: “Façam com que todos fiquem sentados! Distribuam as pessoas em grupos de cinquenta.” Eles fizeram como Jesus falou. Havia um grande terreno gramado lá, então, todos se sentaram no chão. Elas se sentaram em grupos de cem e de cinquenta pessoas cada. Então, Jesus pegou os cinco pães e os dois peixes. Olhando para o céu deu graças a Deus, ele abençoou a comida e repartiu os pães em pedaços. Depois, ele deu os pães aos discípulos, para que eles distribuíssem para as pessoas, e dividiu os dois peixes entre todos eles. Ele continuava a passar a comida para os discípulos, enquanto eles a distribuíam para as pessoas. Todos comeram até ficarem satisfeitos. Depois de todos terem comido, ele disse aos discípulos: “Juntem as sobras, para que nada se perca!” Então, eles recolheram as sobras de pão de cevada e de peixe que as pessoas comeram e encheram doze cestos. Um total de cinco mil homens comeram naquele dia, sem contar as mulheres e as crianças. Quando as pessoas viram esse milagre, disseram: “Certamente este é o Profeta que devia vir ao mundo!”
João 6:1-14
Tempos depois, estava chegando o dia da comemoração da Páscoa judaica, Jesus foi para o outro lado do mar da Galileia, também conhecido como mar de Tiberíades. Uma grande multidão o estava seguindo, porque eles tinham testemunhado os seus milagres de cura. Jesus subiu a um monte e se sentou lá com os discípulos. Quando Jesus percebeu que havia uma grande multidão vindo para encontrá-lo, perguntou a Filipe: “Onde podemos comprar pão o bastante para alimentar todas essas pessoas?” Ele só perguntou isso para ver como Filipe reagiria, pois Jesus já sabia o que ia fazer. Filipe respondeu: “Duzentas moedas de prata não comprariam pão o bastante para cada um ter o seu pedaço.” Um dos seus discípulos, André, irmão de Simão Pedro, disse: “Há um garoto aqui que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos, mas do que adiantaria isso com tantas bocas para alimentar? Jesus respondeu: “Façam com que todos fiquem sentados!” Havia um grande terreno gramado lá, então, todos se sentaram no chão. Jesus pegou os pães, deu graças a Deus e os distribuiu entre os que estavam lá. Então, ele fez o mesmo com os peixes, garantindo que todos tivessem o bastante para ficarem satisfeitos. Depois de todos terem comido, ele disse aos discípulos: “Juntem as sobras, para que nada se perca!” Os discípulos encheram doze cestos com as sobras dos cinco pães de cevada, que as pessoas comeram. Quase cinco mil homens estavam ali. Quando as pessoas viram esse milagre, disseram: Certamente este é o Profeta que devia vir ao mundo!”
Lucas 9:10(b)-17
Em seguida, Jesus e os apóstolos foram para uma cidade chamada Betsaida. No entanto, a multidão descobriu aonde ele estava indo e o seguiu até lá. Acolhendo-as, Jesus lhes falava a respeito do Reino de Deus e também curou os que estavam doentes. Mais tarde, naquele mesmo dia, os doze discípulos se aproximaram de Jesus e disseram: “Senhor, mande as pessoas embora, para que possam ir às vilas e aos sítios que ficam perto daqui, para encontrarem algum lugar para ficar e algo para comer. Este lugar é deserto; não há nada por aqui.” Jesus lhes disse: “Deem a elas algo para comer.” Eles responderam: “Tudo que nós temos são cinco pães e dois peixes, a não ser que o senhor queira que compremos comida para todos.” Ele disse aos discípulos: “Distribuam as pessoas em grupos de cinquenta.” Eles fizeram como Jesus falou. Todos foram divididos em grupos e se sentaram. Jesus pegou os cinco pães e os dois peixes e, olhando para o céu, abençoou os alimentos e os dividiu. Ele continuava a passar a comida para os discípulos, enquanto eles a distribuíam para as pessoas. Todos comeram até ficarem satisfeitos, e os discípulos ainda encheram doze cestos com as sobras. Havia aproximadamente cinco mil homens lá.
Mateus 14:13-21
Ao ouvir a notícia, Jesus saiu de barco para um deserto. Mas quando as pessoas descobriram onde ele estava, elas saíram de suas cidades e o seguiram a pé. Quando Jesus saiu do barco e viu tanta gente, ele ficou com pena deles e curou os que estavam doentes. No fim da tarde, os discípulos se aproximaram de Jesus e lhe disseram: “Este lugar é muito deserto e está ficando tarde. Mande as pessoas embora, para que elas possam ir aos povoados comprar algo para comer.” Mas, Jesus lhes disse: “Eles não precisam ir embora. Deem algo para eles comerem.” Eles responderam: “Tudo que temos são cinco pães e dois peixes.” Jesus falou: “Traga-os para mim.” Depois disse para as pessoas se sentarem na grama. Então, ele pegou os cinco pães e os dois peixes, olhou para o céu e os abençoou. Depois disso, ele partiu os pães, entregou-os aos discípulos e eles distribuíram os pães para a multidão. Todos comeram até ficarem satisfeitos. Então, com as sobras que juntaram, os discípulos encheram doze cestos. Cerca de cinco mil homens comeram, sem contar as mulheres e as crianças.
§ 65. Jesus caminha sobre as águas.
(20° Milagre do Nosso Senhor)
◈ Data: Nisã. – 32 d.C.
◈ Local: Do Deserto de Betsaida, atravessando o Lago da Galilelia, para Cafarnaum.
DO DESERTO DE BETSAIDA PARA CAFARNAUM.

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Embora o Mar da Galileia (também chamado de Mar de Tiberíades e Mar de Genesaré) dificilmente seja mencionado no Antigo Testamento, na época do Novo Testamento o lago de água doce ostentava uma próspera indústria pesqueira e várias cidades notáveis ao longo de suas margens. O lago está situado entre as colinas exuberantes da Galileia, a uma altitude de mais de 600 pés abaixo do nível do mar, e é alimentado pela seção norte do rio Jordão. A seção principal do rio Jordão origina-se no extremo sul do Mar da Galileia. Logo após seu batismo, Jesus transferiu seu ministério de sua cidade natal, Nazaré, para a cidade pesqueira de Cafarnaum, e vários de seus discípulos eram pescadores no lago. (Mateus 4:12-22; Marcos 1:16-20; Lucas 5:1-11) Vários eventos descritos nos Evangelhos ocorreram ao longo (ou às vezes no) lago, incluindo Jesus alimentando milhares de pessoas (Mateus 14:13-21; 15:29-39; Marcos 6:30-44; 8:1-10; Lucas 9:10-17; João 6:1-15), andando sobre as águas (Mateus 14:22-36 Marcos 6:45-53; Lucas 6:16-21), e acalmando o vento e o ondas. (Mateus 8:23-27; Marcos 4:35-41) Essas tempestades não são incomuns no lago, pois os ventos podem soprar repentinamente do oeste ou do leste e gerar ondas com mais de 3 metros de altura. Jesus também ensinou muitos sermões e parábolas ao longo das margens do lago, incluindo seu famoso Sermão da Montanha (Mateus 5-7), e em um caso Jesus ensinou de um barco no lago enquanto as pessoas ouviam da margem. (Mateus 13:1-2; Marcos 4:1)
Fonte: https://biblemapper.com/
Mateus 14:22-33
Logo após isso, ele fez com que os discípulos entrassem no barco e voltassem para o outro lado do lago, enquanto ele se despedia das pessoas. Mas antes eles deveriam ir antes dele para o outro lado de Betsaida. Jesus percebeu que eles queriam forçá-lo a se tornar o seu rei, então, após ter se despedido das pessoas, ele subiu um monte para orar. No fim da tarde, os discípulos desceram para o mar, entraram em um barco e cruzaram as águas em direção à cidade de Cafarnaum. Anoiteceu e ele estava ali sozinho. Um forte vento começou a soprar e o mar ficou muito agitado. Naquele momento o barco já estava longe a uns cinco ou seis quilômetros longe da terra firme. Ele conseguia vê-los sendo golpeado pelas ondas, enquanto tentavam remar com muita dificuldade, por causa do vento que soprava contra ele. Eram aproximadamente entre três e seis horas da manhã quando Jesus os alcançou, andando sobre o mar. E ia passar adiante deles, mas quando os discípulos o viram andando em cima da água, ficaram com muito medo e gritaram: “É um fantasma!” Pois todos conseguiam vê-lo e estavam totalmente amedrontados. Então, Jesus imediatamente lhes disse: “Não se preocupem, sou eu! Não tenham medo!” Pedro falou: “Senhor, se for realmente você, diga-me para ir até onde está, andando sobre a água.” E Jesus disse: “Então, venha!” Pedro saiu do barco e caminhou sobre a água até onde Jesus estava. Mas, quando percebeu como o vento soprava forte, ele ficou com medo e começou a afundar. Ele gritou: “Senhor, salve-me!” Jesus rapidamente o alcançou e segurando-o disse: “Você tem tão pouca fé em mim! Por que você duvidou?” Ele foi até eles, e então, os discípulos, com boa vontade, ajudaram Jesus a subir no barco. Quando eles subiram no barco, o vento parou e, imediatamente, chegaram ao lugar para onde queriam ir,83 e os discípulos o adoraram, dizendo: “Você é realmente o Filho de Deus!” Eles ficaram completamente chocados, pois não tinham entendido o significado do milagre da multiplicação dos pães e dos peixes, por causa de sua mente fechada.
Marcos 6:45-52
Imediatamente após isso, Jesus orientou seus discípulos a voltarem para o barco. Eles deveriam ir antes dele para o outro lado de Betsaida,84 enquanto ele despedia a multidão. Assim que ele se despediu das pessoas, subiu a um monte para orar. Mais tarde, naquela noite, o barco estava no meio do lago, enquanto Jesus estava sozinho, ainda em terra. Ele conseguia vê-los sendo golpeados pelas ondas, enquanto tentavam remar com muita dificuldade, por causa do vento que soprava contra eles. De madrugada, Jesus foi até eles, caminhando sobre a água. E ia passar adiante deles, mas quando o viram andando sobre a água, pensaram que ele era um fantasma. Eles gritaram, pois todos conseguiam vê-lo e estavam totalmente amedrontados. Jesus rapidamente lhes disse: “Não se preocupem, sou eu. Não tenham medo!” Ele foi até eles, subiu no barco e o vento parou. Eles ficaram completamente chocados, pois não tinham entendido o significado do milagre da multiplicação dos pães e dos peixes, por causa de sua mente fechada.
João 6:15-21
Jesus percebeu que eles queriam forçá-lo a se tornar o seu rei, então, saiu e subiu sozinho o monte. No fim da tarde, os discípulos desceram para o mar, entraram em um barco e cruzaram as águas em direção à cidade de Cafarnaum. Já era noite e Jesus ainda não tinha se juntado aos discípulos. Um forte vento começou a soprar e o mar ficou muito agitado. Quando o barco já estava a uns cinco ou seis quilômetros longe da costa, eles viram Jesus, caminhando sobre a água, vindo em direção a eles. Eles ficaram muito assustados. Jesus lhes disse: “Não tenham medo! Sou eu.” Então, eles, com boa vontade, ajudaram Jesus a subir no barco e, imediatamente, chegaram ao lugar para onde queriam ir.
◈ Data: Nisã. – 32 d.C.
◈ Local: De Cafarnaum para Genesaré.
DE CAFARNAUM PARA GENESARÉ.

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Embora o Mar da Galileia (também chamado de Mar de Tiberíades e Mar de Genesaré) dificilmente seja mencionado no Antigo Testamento, na época do Novo Testamento o lago de água doce ostentava uma próspera indústria pesqueira e várias cidades notáveis ao longo de suas margens. O lago está situado entre as colinas exuberantes da Galileia, a uma altitude de mais de 600 pés abaixo do nível do mar, e é alimentado pela seção norte do rio Jordão. A seção principal do rio Jordão origina-se no extremo sul do Mar da Galileia. Logo após seu batismo, Jesus transferiu seu ministério de sua cidade natal, Nazaré, para a cidade pesqueira de Cafarnaum, e vários de seus discípulos eram pescadores no lago. (Mateus 4:12-22; Marcos 1:16-20; Lucas 5:1-11) Vários eventos descritos nos Evangelhos ocorreram ao longo (ou às vezes no) lago, incluindo Jesus alimentando milhares de pessoas (Mateus 14:13-21; 15:29-39; Marcos 6:30-44; 8:1-10; Lucas 9:10-17; João 6:1-15), andando sobre as águas (Mateus 14:22-36 Marcos 6:45-53; Lucas 6:16-21), e acalmando o vento e o ondas. (Mateus 8:23-27; Marcos 4:35-41) Essas tempestades não são incomuns no lago, pois os ventos podem soprar repentinamente do oeste ou do leste e gerar ondas com mais de 3 metros de altura. Jesus também ensinou muitos sermões e parábolas ao longo das margens do lago, incluindo seu famoso Sermão da Montanha (Mateus 5-7), e em um caso Jesus ensinou de um barco no lago enquanto as pessoas ouviam da margem. (Mateus 13:1-2; Marcos 4:1)
Fonte: https://biblemapper.com/
Marcos 6:53-56
Depois de atravessarem o mar, eles chegaram à região de Genesaré e amarraram o barco. Conforme eles saíam do barco, as pessoas imediatamente reconheciam Jesus e espalharam a notícia para que todos na região soubessem. Elas chegavam de todos os lugares próximos dali, trazendo os seus doentes em esteiras para o lugar onde ouviam que Jesus estava. Onde quer que eles fossem, nas vilas, cidades ou no campo, as pessoas levavam os doentes para as praças e imploravam para que Jesus deixasse que os doentes tocassem apenas na barra de suas roupas. E todos que o tocavam eram curados.
Mateus 14:34-36
Após atravessarem o lago, chegaram à Genesaré. Quando as pessoas perceberam que Jesus estava lá, espalharam a notícia para que todos na região soubessem. Todos os doentes foram levados até Jesus e imploraram para que ele os deixasse tocar na barra da sua capa. Todas as pessoas que o tocaram foram curadas.
§ 66. O discurso de Nosso Senhor à multidão na sinagoga de Cafarnaum.
Muitos discípulos voltam. A profissão de fé de Pedro.
(8° Discurso do Nosso Senhor)
◈ Data: Nisã. – 32 d.C.
◈ Local: Deserto de Betsaida, Tiberíades, Cafarnaum.
BETSAIDA, TIBERÍADES, CAFARNAUM.

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Embora o Mar da Galileia (também chamado de Mar de Tiberíades e Mar de Genesaré) dificilmente seja mencionado no Antigo Testamento, na época do Novo Testamento o lago de água doce ostentava uma próspera indústria pesqueira e várias cidades notáveis ao longo de suas margens. O lago está situado entre as colinas exuberantes da Galileia, a uma altitude de mais de 600 pés abaixo do nível do mar, e é alimentado pela seção norte do rio Jordão. A seção principal do rio Jordão origina-se no extremo sul do Mar da Galileia. Logo após seu batismo, Jesus transferiu seu ministério de sua cidade natal, Nazaré, para a cidade pesqueira de Cafarnaum, e vários de seus discípulos eram pescadores no lago. (Mateus 4:12-22; Marcos 1:16-20; Lucas 5:1-11) Vários eventos descritos nos Evangelhos ocorreram ao longo (ou às vezes no) lago, incluindo Jesus alimentando milhares de pessoas (Mateus 14:13-21; 15:29-39; Marcos 6:30-44; 8:1-10; Lucas 9:10-17; João 6:1-15), andando sobre as águas (Mateus 14:22-36 Marcos 6:45-53; Lucas 6:16-21), e acalmando o vento e o ondas. (Mateus 8:23-27; Marcos 4:35-41) Essas tempestades não são incomuns no lago, pois os ventos podem soprar repentinamente do oeste ou do leste e gerar ondas com mais de 3 metros de altura. Jesus também ensinou muitos sermões e parábolas ao longo das margens do lago, incluindo seu famoso Sermão da Montanha (Mateus 5-7), e em um caso Jesus ensinou de um barco no lago enquanto as pessoas ouviam da margem. (Mateus 13:1-2; Marcos 4:1)
Fonte: https://biblemapper.com/
João 6:22-71; 7:1
No dia seguinte, a multidão que havia ficado do outro lado do mar notou que havia apenas um barco lá e que Jesus não tinha ido no mesmo barco com os seus discípulos, quando eles saíram. Então, outros barcos chegaram da cidade de Tiberíades, parando perto do lugar em que eles tinham comido pão, que fora abençoado pelo Senhor. Quando a multidão percebeu que nem Jesus e nem os seus discípulos estavam mais lá, eles entraram nos barcos e foram para a cidade de Cafarnaum, para encontrar Jesus. Quando eles encontraram Jesus do outro lado do mar, perguntaram a ele: “Rabi, quando você chegou aqui?” Jesus respondeu: “Eu lhes digo que isto é verdade: vocês estão me procurando porque comeram os pães e ficaram satisfeitos; não porque entenderam os milagres. Não se preocupem com a comida que se estraga; pelo contrário, concentrem-se na comida que dura para a vida eterna e que o Filho do Homem dará a vocês, pois Deus, o Pai, colocou o seu selo de aprovação no Filho.” Então, eles lhe perguntaram: “O que precisamos fazer para realizar o que Deus quer?” Jesus respondeu: “O que Deus quer que vocês façam é ter fé naquele que foi enviado por ele.” Eles perguntaram: “Que milagre o senhor vai realizar para que vejamos e tenhamos fé? O que o senhor é capaz de fazer? Os nossos antepassados comeram o maná no deserto, para cumprir o que as Sagradas Escrituras dizem: ‘Ele lhes deu pão do céu, para que comessem.’” Jesus respondeu: “Eu lhes digo que isto é verdade: não foi Moisés quem lhes deu pão do céu. É o meu Pai quem lhes dá o verdadeiro pão do céu. Pois o pão de Deus é aquele que desceu do céu e dá vida ao mundo.” Eles disseram: “Senhor, por favor, sempre nos dê esse pão!” Jesus respondeu: “Eu sou o pão da vida. Todos os que vêm até mim nunca mais passarão fome, e todos os que creem em mim nunca mais terão sede. Porém, como eu expliquei a vocês antes: vocês me veem, mas ainda não têm fé em mim. Todos aqueles que o Pai me dá virão a mim, e eu não rejeitarei nenhum deles. Pois eu desci do céu não para fazer o que eu quero, mas, sim, para fazer o que meu Pai quer. O que ele quer é que eu não perca ninguém que ele tenha me dado, mas que eu ressuscite todos eles no último dia.85 O que o meu Pai quer é que todos que veem o Filho e têm fé nele tenham a vida eterna e, também, que eu os ressuscite no último dia.”86 Então, os judeus começaram a reclamar de Jesus, por ter dito: “Eu sou o pão que desceu do céu.” Eles disseram: “Este não é Jesus, o filho de José? Nós conhecemos o seu pai e a sua mãe. Então, como ele pode agora nos dizer: ‘Eu desci do céu’?” Jesus disse: “Parem de resmungar uns com os outros! Ninguém poderá vir até mim, a não ser aquele que o Pai, que me enviou, o trouxer.87 E eu irei ressuscitá-lo no último dia. Como os profetas escreveram nas Sagradas Escrituras: ‘Todos serão ensinados por Deus.’ Todos os que escutam o Pai e que aprendem com ele vêm até mim. Isso não significa que alguém tenha visto o Pai, a não ser aquele que vem de Deus. Ele, sim, já viu o Pai. Eu lhes digo que isto é verdade: qualquer um que crê em mim tem a vida eterna.88 Eu sou o pão da vida. Os seus antepassados comeram o maná no deserto, mas mesmo assim morreram. Porém, esse é o pão que desceu do céu, e qualquer um que comer desse pão nunca morrerá. Eu sou o pão vivo que desceu do céu, e quem comer desse pão viverá para sempre. O pão é minha carne, que eu dou para que o mundo possa viver.” Então, os judeus discutiram intensamente entre si: “Como este homem pode nos dar sua carne para comermos?” Jesus lhes disse: “Eu lhes digo que isto é verdade: a menos que vocês comam a carne do Filho do Homem e bebam o seu sangue, vocês não poderão verdadeiramente viver. Aqueles que comem a minha carne e bebem o meu sangue têm a vida eterna e serão ressuscitados no último dia.89 Pois a minha carne é alimento verdadeiro e o meu sangue é bebida verdadeira. Os que comem a minha carne e bebem o meu sangue permanecem em mim, da mesma maneira que eu permaneço neles. Assim como o Pai, que vive, foi quem me enviou, e eu vivo por causa dele, todos os que se alimentam de mim viverão por minha causa. Este é o pão que desceu do céu, não do tipo de pão que os seus antepassados comeram e mesmo assim morreram. Todos que comerem deste pão viverão para sempre.”90 Jesus disse isso enquanto ensinava na sinagoga de Cafarnaum. Muitos dos seus discípulos, ao ouvirem o que ele lhes falara, disseram: “Isso é difícil de aceitar! Quem pode seguir esses ensinamentos?” Jesus percebeu que seus discípulos estavam murmurando a respeito do que ele tinha dito, então, lhes perguntou: “Vocês ficaram ofendidos com isso? Então, e se vocês vissem o Filho subir para onde ele estava antes? O Espírito é o que dá vida, mas o ser humano não pode fazer isso. As palavras que eu lhes disse são espírito e vida! Ainda assim, há alguns de vocês que não creem em mim.” Jesus sabia desde o início quem não tinha fé nele e quem o haveria de trair. Jesus também falou: “É por isso que eu lhes disse que ninguém poderá vir até mim, se não for concedido por meu Pai.” A partir desse momento, muitos dos discípulos de Jesus desistiram e não o seguiram mais. Então, Jesus perguntou aos doze discípulos: “E quanto a vocês? Também querem ir embora?” Simão Pedro respondeu: “Senhor, quem nós seguiríamos? Você é o único que tem as palavras da vida eterna. Nós cremos em você, e também temos certeza de que você é o Cristo, o Filho do Deus vivo, o Santo que Deus enviou.”91 Jesus respondeu: “Fui eu que escolhi vocês, os doze. Ainda assim, um de vocês é um diabo.” Jesus estava se referindo a Judas, filho de Simão Iscariotes. Ele foi aquele que, mesmo sendo um dos doze, iria trair Jesus. Após isso, Jesus passou seu tempo percorrendo a Galileia. Ele não queria ir para a Judeia, porque os judeus de lá queriam matá-lo.
NOTAS
- Muitos comentários tem observado que São João estava em Jerusalém quando estava escrevendo este evangelho, e que evidentemente foi escrito antes de 70 d.C., uma vez que menciona o tanque de Betesda ainda estava lá no momento em que escrevia. Assim, a declaração aqui em João 5:2 indica claramente que João estava escrevendo antes que o tanque de Betesda estivesse coberto de escombros em 70 d.C. Alex DeAngelo resumiu esse argumento para a data pré-70 d.C. do evangelho de João muito bem: “Há um problema com a data tardia do Evangelho (ou seja, pós-70 d.C.). Em João 5:2, ele escreve: ‘Ora, há em Jerusalém, perto da porta das ovelhas, um tanque, que em aramaico se chama Betesda e que é cercado por cinco colunatas cobertas.’ Observe essa frase, em dois lugares (quando ele especifica que está em Jerusalém e quando a descreve), ele usa o tempo presente. Isso não diz que Jerusalém ainda estava de pé quando ele escreveu isso, o que significa que foi escrito antes de 70 d.C. Minha Bíblia de estudo diz que João às vezes usava o tempo presente para descrever eventos passados. Mas em João 5:3, João escreve: ‘Aqui jazia grande número de inválidos, cegos, coxos e paralíticos’. Esta frase está no passado. Assim, João, de um versículo para o outro, vai do presente ao passado. Mas quando o leio, parece que João está descrevendo algo que ainda está de pé no momento em que escrevo, mas que Jesus havia encontrado no passado. Na verdade, João 5:1-15, com exceção da descrição do tanque próximo à Porta das Ovelhas no versículo 2, está todo no passado, implicando que a Porta das Ovelhas, e portanto Jerusalém, ainda estava de pé quando este foi escrito.” Assim, parece claro que João escreveu antes de 70 d.C., quando o tanque de Betesda ainda estava em operação. Ainda não havia sido coberto pelos escombros da destruição que a guerra judaica provocou. Isso também implica que o autor (João) não só estava muito familiarizado com os arredores de Jerusalém antes 70 d.C., mas também que ele ainda morava lá na época em que escreveu este evangelho.
↩︎ - O leitor notará particularmente as indicações de tempo especificadas por nosso Senhor nessas passagens importantes. Primeiro, temos “a hora está chegando, e agora é”: isto sugere que a ação mencionada, a comunicação da vida aos mortos já começou a entrar em vigor. Em seguida, temos “a hora está chegando”, sem a adição das palavras “e agora é:” sugerindo que o evento especificado, a saber, a ressurreição dos mortos de suas sepulturas, está a uma distância maior do tempo, embora ainda não muito longe. A fórmula “a hora está chegando” sempre indica que o evento referido não está muito distante. Na verdade, ele não define o tempo, mas o coloca dentro de um período comparativamente breve.
↩︎ - Não pode haver dúvida de que a passagem citada (João 5:28, 29) se refere à ressurreição literal dos mortos. Também pode ser admitido que o verso precedente (João 5:25-26) refere-se à comunicação da vida espiritual aos espiritualmente mortos. O tempo para este processo vivificante já havia começado. Antecipando que essa afirmação de ser o Juiz da humanidade iria fascinar Seus ouvintes, nosso Senhor prossegue para fortalecer Sua afirmação e aumentar sua admiração, declarando que, por sua voz, e em pouco tempo, os mortos sairiam de suas sepulturas para permanecer diante do Seu trono de julgamento. (cf. Daniel 12:1-3, 7, 11-13) Basta, neste estágio, observar o fato de que nosso Senhor aqui fala da ressurreição dos mortos e do julgamento como eventos que não eram distantes, mas estava tão próximo que se poderia dizer adequadamente: “A hora está chegando.” Uma coisa deve ser observada sobre o modo da ressurreição aqui mencionada; todos que estavam nas sepulturas deveriam sair para a ressurreição da vida ou para a ressurreição do julgamento; indicando que este deveria ser um processo da sepultura à uma condição de gozo ou punição no reino espiritual, ao invés de sair da sepultura à vista dos homens para que possam continuar nesta vida terrena. A frase usada por Cristo “os que estão nos túmulos” não precisa nos incomodar; embora todos os que estão mortos não estejam em sepulturas ou enterrados na terra; todavia, como a maior parte está em sepulturas, essa palavra é escolhida para expressar a universalidade da ressurreição dos mortos que estão no Hades. O ensino geral do novo testamento é que a Parousia, a ressurreição e o julgamento pertencem ao período da destruição de Jerusalém e teriam resultados contínuos para as gerações vindouras. Uma nova ordem de procedimento entra em operação, um novo aeon ou dispensação é inaugurado e o julgamento final e eterno agora ocorre para “cada homem em sua própria ordem” depois que a morte terminar nossa provação terrena. (Hebreus 9:27)
↩︎ - Isto é, no dia da ressurreição e do julgamento, na Parousia, Moisés os acusaria diante do trono de julgamento. (comp. Mateus 10:15; 11:22, 24; 12:36, 41, 42; cf. João 5:28, 29; 12:48)
↩︎ - Coffman observa corretamente que: “A lei de Deus não proibia o preparo e o consumo de alimentos no dia de sábado. Na conclusão da entrevista, Jesus referiu-se a seus discípulos como ‘inocentes.’ (Mateus 12:5) É verdade, porém, que os discípulos haviam violado uma ‘interpretação’ farisaica da lei; e tais interpretações eram consideradas ainda mais sagradas pelos fariseus do que a própria lei.” Na referência a Davi citado por Jesus, Coffman observa que: “o que Davi e seus companheiros fizeram naquela ocasião foi ilegal, e Jesus também não disse que eles eram inocentes ao fazê-lo. Esse não era o objetivo de mencionar a conduta de Davi. Por que então Cristo mencionou essas ações ilegais de Davi? Foi porque os fariseus aprovaram de todo o coração aquele caso muito mais flagrante de violação do sábado por parte de Davi (pois a ação de Davi era ilegal; a dos discípulos não), e ainda estavam dispostos a pressionar uma acusação de transgressão contra o Cristo por algo de infinitamente menos consequência… Assim, a hipocrisia deles estava aberta para todos verem.” Na referência feita aos sacerdotes, Coffman diz: “foi feita uma exceção para os sacerdotes que serviam no templo e que poderiam, portanto, fazer trabalhos no sábado que, de outra forma, seriam ilegais. A ênfase de Cristo nessa exceção chamou a atenção para uma analogia entre ele e o templo. Ele se referiu ao seu corpo como “o templo”, afirmando que o levantaria em três dias. (João 2:19) O argumento é que, assim como os sacerdotes serviam no templo no dia de sábado e eram inocentes, seus discípulos também poderiam servir a Cristo, o Templo Maior, sem incorrer em culpa.”
↩︎ - Certamente, a cura era permitida no dia de sábado ou em qualquer outro dia. Esse princípio provavelmente era honrado pelos escribas e os fariseus, pois se aplicava aos animais; mas, em sua cegueira, eles rejeitaram o mesmo princípio aplicado por Cristo a um homem e começaram a discutir sobre o que deveriam fazer com Jesus. Os fariseus ao saírem foram até os herodianos para planejar como matar Jesus. Normalmente, eles eram inimigos ferrenhos dos fariseus; mas esses velhos inimigos fizeram causa comum contra o nosso Senhor. Cristo continuou a provar que sua conduta e a de seus apóstolos eram totalmente corretas e lícitas. Ele não reivindicou nenhuma “violação desculpável”, mas reivindicou o cumprimento estrito e sincero da lei, de toda a lei. (Mateus 5:17)
↩︎ - Conforme Isaías predisse, Jesus agradou a Deus, o Pai, sendo por ele amado. Nele habitaria o Espírito Santo, e ele proclamaria justiça, mas não contenderia nem gritaria. Em última análise, ele faria a justiça vencer. Temos nessa promessa uma conexão estreita com a benção prometida a Jafé para habitar nas tendas de Sem (Gênesis 9:27) e a promessa feita a Abraão de que “Em ti serão benditas todas as famílias da terra.” (Gênesis 12:3) O significado é: O reino de Deus será estabelecido em Sem (em seu descendente Abraão), e Jafé (as ilhas dos gentios) será recebido em sua comunidade. Isto é, em Abraão (de quem provém o Cristo) “serão benditas todas as famílias da terra.” Aqui obtemos um elo na cadeia das profecias com o qual também o Protoevangelho (Gênesis 3:15) estava conectado.
↩︎ - Alguns, supuseram que nosso Senhor primeiro realizou o discurso mais longo (em Mateus) diante de seus discípulos no topo da montanha; e depois desceu e entregou o mesmo na forma mais breve (de Lucas) para as multidões abaixo. Mas isso é desnecessário; e a ordem das circunstâncias parece ter sido a seguinte: Nosso Senhor se retira para a montanha e escolhe os Doze; e com eles desce para as multidões no lugar plano, onde ele cura muitos. À medida que o pressionam, ele novamente sobe a um local mais elevado, onde pode ignorar as multidões e ser ouvido por elas; e aqui, sentando-se com os Doze ao seu redor, dirige-se aos seus discípulos em particular e às multidões em geral.
↩︎ - Os judeus, em sua expectativa do Messias vindouro, esperavam que, quando ele se manifestasse, estabeleceria o reino de Deus. O futuro reino sobre o qual o Messias governaria também teria certos princípios espirituais que caracterizariam aquele período. O Sermão do Monte foi proclamado por Cristo, para enfatizar os princípios éticos do reino vindouro. Por um lado, todo o sermão é profético dos princípios éticos da “era vindoura”, ou do reino vindouro que é estabelecido na Parousia de Cristo; mas, pode ser observado que esses princípios éticos já deveriam ser praticados antes do estabelecimento do reino, ou seja, na perspectiva deles, “nesta era” e na “era vindoura”.
↩︎ - As bem-aventuranças são uma boa ilustração do caráter ético do reino, pois incluem ao mesmo tempo as bênçãos da vida presente no estado terreno e as recompensas da vida futura do estado celestial. Cada uma das promessas fala da entrega de galardões no estado celestial do reino. Estas bem-aventuranças são gerais em suas promessas para qualquer um que se qualifique. O que é verdadeiro em relação às bem-aventuranças também vale para outras promessas no Sermão do Monte. Há aplicações para vida presente e terrena, e promessas de recompensa para vida futura e celestial.
↩︎ - Com essas palavras, Jesus diz que os crentes judeus (que estavam sob a lei) ainda eram ordenados a continuar guardando cada jota e til da Lei até o fim daquela dispensação quando “os céus e a terra passariam”. Então, qual é a grande catástrofe representada simbolicamente como a “passagem os céus e a terra”? Sem dúvida é a abolição da dispensação mosaica ou da antiga aliança; a destruição da assembleia e do Estado judaico, juntamente com todas as suas instituições e ordenanças. Havia “coisas celestiais” que pertenciam àquela dispensação: as leis, e estatutos, e ordenanças, que eram divinas em sua origem, e que poderiam ser apropriadamente chamadas de “a bagagem espiritual” do judaísmo – estes eram os céus, que deveriam ser comovidos e removidos. Havia também as “coisas terrenas”: a literal Jerusalém, o templo material, a terra de Canaã – estas eram a terra, que da mesma forma deveria ser comovida e removida. Na realidade, esses símbolos são equivalentes aos usados por nosso Senhor quando ele previu o destino de Israel. “Imediatamente após a tribulação daqueles dias [os horrores do cerco de Jerusalém], o sol será escurecido, e a lua não dará a sua luz, e os poderes dos céus serão abalados.” (Mateus 24:29) Ambas as passagens referem-se à mesma catástrofe e empregam números muito semelhantes; além do qual temos a autoridade de nosso Senhor para consertar o evento e o período do qual Ele fala dentro dos limites da geração que então existente (Mateus 24:34); isto é, as referências só podem ser feitas ao julgamento da nação judaica e à revogação da economia mosaica na Parousia. Esse grande evento deve preparar o caminho para uma nova e maior ordem de coisas. Um reino que não pode ser trocado teria substituído as instituições materiais e mutáveis que eram imperfeitas em sua natureza e temporárias em sua duração; o material daria lugar ao espiritual; o temporal para o eterno; e o terrestre ao celestial.
↩︎ - Obviamente, as observações de “jotas e til” eram aplicáveis apenas durante o período de transição “até que o céu e a terra” falecessem na Parousia, em 70 d.C., mas exigências e qualificações para entrar no reino celestial continuam os mesmos.
↩︎ - A condenação aqui é contra a ira “sem motivo.” Observe que em Efésios 4:26 e Salmo 4:4 somos ordenados a nos irarmos com ira santa. Irar-se não é necessariamente um pecado, mas nos irarmos sem motivo (santo) o é.
↩︎ - O Gehenna, ou Vale de Hinom, tornou-se a imagem do lugar de punição eterna no reino espiritual. Geenna é o mesmo lago de fogo, aonde o Hades é lançado no dia do julgamento, no fim da era. (Apocalipse 20:14)
↩︎ - Tudo isto parece significar nunca fugir da punição merecida (mesmo que severa) aplicada pela justiça do país. À luz de Mateus5:38 (o princípio de justiça que ordena que a pena seja proporcional ao delito), então a passagem de Mateus 5:38-41 deve ser entendida como que, se eu pequei contra alguém, então devo me submeter até em dobro ao “olho por olho e dente por dente”; se eu merecer a pena de um tapa, devo submeter-me mesmo a dois tapas, etc. Esta interpretação de submissão à lei e à justiça harmoniza-se com toda a Bíblia. Já a interpretação que anula o princípio de infalível justiça proporcional, e que sempre me proíbe de resistir a qualquer mal e sempre me proíbe da legítima defesa da vida (ordenada por Deus em Ester 8:11) e da integridade física (minha, da minha família e do meu próximo), não tem suporte de nenhuma outra ordem da Bíblia, e é desmentida por preceitos e por exemplos bem aprovados por Deus. (1 Samuel 13:19; Neemias 4:18; Jó 40:19) Deus permite a legítima autodefesa, inclusive com armas.
↩︎ - Esta oração, oferecida como modelo por Jesus aos seus discípulos, tem uma aplicação primária que demonstra expectativa pelo reino que seria estabelecido dentro de pouco tempo (isto é, na vinda de Cristo em 70 d.C., cf. Mateus 16:27, 28), mas tem uma aplicação perpétua que repousa sobre todos os cristãos em todos os tempos, isto é, quando a morte termina nossa provação terrena e entramos no reino que “vem até nós”, e ressuscitados em nossos novos corpos incorruptíveis, desfrutamos daquele estado celestial (a nova Jerusalém, o novo céu nova terra, o reino de Deus) que seria inaugurado na Parousia em 70 d.C. e se tornou disponível a todas gerações vindouras.
↩︎ - Não se enquadra no escopo desta discussão argumentar em bases filosóficas a probabilidade natural de um reino de verdade e justiça na terra; estamos felizes por ter certeza da consumação em terrenos mais elevados e seguros, como as promessas dAquele que nos ensinou a orar: “Seja feita a tua vontade na terra, como é feita no céu”. Pois toda oração ensinada por Deus contém uma profecia e transmite uma promessa. Este mundo não pertence mais ao diabo, mas a Deus. Cristo a redimiu e a recuperará, e atrairá todos os homens a ele. Caso contrário, é inconcebível que Deus tenha ensinado o Seu povo em todas as épocas a pronunciar com fé e esperar a sublime oração profética no Salmo 67.
↩︎ - Os tesouros terrenos às vezes são roubados ou corrompidos, mas os que têm as suas riquezas no Céu, guardam em um lugar seguro. Nessas exortações, como em muitas outras no Sermão do Monte, a provação da vida terrena está ligada à recompensa e riquezas da vida futura que está guardada no Reino Celestial.
↩︎ - Não se pode duvidar que a Parousia esteja em toda parte representada como o dia de coroação das esperanças e aspirações cristãs; quando “herdariam o reino” e “entrariam na alegria de seu Senhor”.
↩︎ - Não há dúvida de que dia do julgamento aqui referido é o dia de Cristo, a Parousia. Nosso Senhor ensina que um exame judicial das palavras e ações dos homens está próximo. Aquele que “tem os olhos semelhantes a uma chama de fogo” vem “vasculhar as rédeas e os corações, e dar a cada um segundo a sua obra.” (Apocalipse 2:18, 23; Mateus 16:27, 28) Nesse dia a condenação ou salvação dos homens é decidida e “nem todos aqueles que me chamam: ‘Senhor, Senhor’” entrariam naquele estado celestial que seria estabelecido na vinda do Senhor. “Já está posto o machado à raiz das árvores.” A “pá” estava na nas mãos do agricultor; o processo de triagem estava prestes a começar. A nação judaica estava agora em seu último julgamento; o segundo Elias viera como o precursor do “grande e terrível dia do Senhor.” se rejeitassem suas advertências, a condenação predita por Malaquias se seguiria segura e rapidamente; “Eu irei e ferirei a terra com a maldição.” (Malaquias 4:6) Aqui, então, somos novamente confrontados pela associação frequente da Parousia, a vinda do reino e o Julgamento, e ambos evidentemente considerados pelo nosso Senhor como próximos.
↩︎ - As palavras formam um notável complemento ao severo anúncio: “Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos.” (Mateus 10:32; 25:41; Lucas 12:8; 13:27)
↩︎ - Esta declaração é designada para mostrar a natureza universal do reino que seria estabelecido na Parousia em 70 d.C. Jesus mostra que, embora o reino esteja sendo anunciado primeiro para os judeus, os incrédulos serão deixados de fora enquanto os gentios estarão no banquete messiânico com os patriarcas. O reino que será estabelecido em breve é acompanhado da ressurreição e julgamento. Este é o caso das outras representações no discurso de João Batista; tudo indica a rápida aproximação do julgamento. “Já está posto o machado à raiz das árvores”. A “pá” estava na nas mãos do agricultor; o processo de triagem estava prestes a começar. A Parousia, a vinda do reino, o julgamento, a ressurreição dos mortos estão todos sincronizados e o sinal exterior e visível pelo qual se distingue é a destruição de Jerusalém. Esta profecia ainda recebe diariamente seu cumprimento, uma vez que Deus, após a provação terrena da vida presente, (Hb. 9:27) julga e reúne aqueles que se sentarão com Abraão, Isaque e Jacó, no reino dos céus.
↩︎ - Esse é um caso de ressurreição corporal temporal, ou reanimação temporária do corpo mortal e corruptível e como esse há vários outros casos nas escrituras e não devem ser confundidas com a ressurreição escatológica e eterna que é de uma natureza diferente. A ressurreição eterna, como ensinada no Novo Testamento, não envolve uma reanimação do mesmo corpo, mas a obtenção de um novo corpo incorruptível e celestial. O conceito da ressurreição dos mortos consiste, de acordo com as Escrituras, em algum organismo novo, como observa o Bispo Foster: “O estado de ressurreição é a culminação da humanidade glorificada; é a mudança do terreno para o celestial; é o despojar-se da carne e do sangue e o revestir-se do corpo espiritual. A ressurreição é a posição novamente após a morte; o corpo da ressurreição é o corpo com o qual o espírito é revestido para sua vida celestial. O princípio organizador da vida é ininterrupto e idêntico. Começa no natural e tece seus curiosos tegumentos de pó para uso terreno; Ele tece as novas vestes para a alma que parte; modela o organismo celeste; ou, mais propriamente, Deus nos dá um corpo, como Lhe aprouve, agora e além da sepultura.” (Foster, Beyond the Grave, p. 181, 182)
↩︎ - Por “menor” preferimos, então, com Crisóstomo e outros pais antigos, entender o próprio Jesus. O significado literal do grego μικρότερος é “o menor”, não “menor.” Crisóstomo supõe que o Salvador se refere a si mesmo como menor que João Batista em idade e de acordo com as opiniões de muitos. “Assim, então, entre os filhos dos homens, nenhum profeta maior do que João Batista surgiu; no entanto, há um entre vocês menor em idade e talvez em estimativa pública – no reino de Deus, porém, maior do que ele.” Wordsworth fortalece a interpretação acima com seu comentário: “Nenhum dos nascidos de pais humanos apareceu maior do que este João Batista; mas não pense que ele é maior do que eu, e embora depois dele… ainda assim eu sou maior do que ele… Se essa interpretação for adotada, a pontuação usual da passagem deve ser ligeiramente alterada assim: ‘Aquele que é menor, no reino de Deus é maior do que ele.’”
↩︎ - Alguns sugerem que essa “violência” ou “esforço” se refere ao zelo que os homens deveriam ter em lutar pelo reino, mas Jesus parece retratar aqui o reino dos céus como uma cidade sitiada. A cidade está fechada, mas os inimigos que a cercam invadem seus muros e tentam forçar uma entrada. Uma vez que as portas do reino de Deus só seriam abertas na Parousia, os homens, ouvindo que estava prestes a ser aberta, procuraram entrar nele prematuramente, não pelos portões que Deus abriria, mas pelas brechas que eles mesmos tentaram fazer em suas paredes.
↩︎ - A ênfase aqui é colocada no aspecto profético e não no aspecto legislativo da administração anterior. A “lei e os profetas” fizeram seu trabalho apontando para o reino dos céus como um futuro distante dos últimos dias, mas João Batista o viu mais de perto e proclamou sua proximidade.
↩︎ - Não há nada mais distintamente afirmado no Novo Testamento do que a identidade de João Batista com o arauto do deserto de Isaías e o Elias de Malaquias. Sonhar com um “Elias do futuro”, portanto, é virtualmente desacreditar a declaração expressa da palavra de Deus, e não se baseia em nenhuma garantia das Escrituras.
↩︎ - Isto é, os homens daquela época que não deram ouvidos a Seu precursor nem a Ele mesmo. Esta expressão é de extrema importância nesta discussão e pode ser considerada como a chave para interpretar corretamente a doutrina da Parousia no Novo Testamento. Olhausen observa: “A palavra genea não é usada no sentido de nação em nenhuma passagem, seja do Novo Testamento ou de escritores profanos.” Quando usado corretamente, será considerado a chave para a verdadeira interpretação da doutrina do Novo Testamento sobre a Parousia.
↩︎ - Não há dúvida de que dia do julgamento aqui referido é na segunda vinda do Senhor. O julgamento do qual nosso Senhor aqui fala é um julgamento não das cidades materiais, mas de seus habitantes responsáveis – um julgamento final e irrecuperável no reino espiritual. Em pouco tempo, os mortos sairiam de suas sepulturas para permanecer diante do Seu trono de julgamento. (cf. João 5:27-29) Nesse dia a condenação ou salvação dos homens é decidida. A destruição de Jerusalém em 70 d.C. foi obviamente um julgamento temporal sobre os judeus que não os excluiu do julgamento eterno que foi iniciado “nos bastidores” (no reino espiritual) no momento do julgamento temporal. Aqui, então, somos novamente confrontados pela associação frequente da Parousia e do Julgamento.
↩︎ - Há um ponto de semelhança entre a pregação de nosso Senhor e a de João Batista. Ambos deram as mais claras sugestões da aproximação de um tempo de julgamento que deveria atingir a geração existente, por causa de sua rejeição das advertências e convites da misericórdia divina. Assim como o Batista falou da “ira vindoura” (que estava prestes a vir), nosso Senhor com igual clareza preveniu o povo do “julgamento vindouro” (que estava prestes a vir). Ele repreendeu “as cidades em que a maioria de suas obras poderosas foram feitas, porque não se arrependeram”, e predisse que uma desgraça mais pesada se abateria sobre eles do que sobre Tiro e Sidom, Sodoma e Gomorra. Nosso Senhor ensina que um exame judicial das palavras e ações dos homens está próximo. Aquele que “tem os olhos semelhantes a uma chama de fogo” vem “vasculhar as rédeas e os corações, e dar a cada um segundo a sua obra.” (Apocalipse 2:18, 23; Mateus 16:27, 28) Nesse dia a condenação ou salvação dos homens é decidida. A destruição de Jerusalém em 70 d.C. foi obviamente um julgamento temporal sobre os judeus que não os excluiu do julgamento eterno que foi iniciado “nos bastidores” (no reino espiritual) no momento do julgamento temporal. É importante notar que a Parousia iniciou o processo de julgamento contínuo no reino espiritual. (cf. Mateus 16:27, 28; 2 Timóteo 4:1) É somente no Senhor Jesus que todos os cansados e oprimidos encontram descanso completo e o livramento da condenação eterna após o término de nossa provação terrena.
↩︎ - Não há dúvidas que nessas palavras podemos ver aquele descanso da alma nesta vida: um descanso de paz e alegria na comunhão com Deus pela fé em Cristo. Mas essa explicação está longe de esgotar todo o significado dessa passagem. Não se pode duvidar que a Parousia esteja em toda parte representada como o dia de coroação das esperanças e aspirações cristãs; quando “herdariam o reino” e “entrariam na alegria de seu Senhor.” É o que Deus prometeu a Abraão, Isaque e Jacó; (Hebreus 11:9) aquilo que os patriarcas viram de longe; (Hebreus 11:13) naquilo que seus ilustres sucessores acreditavam, mas nunca obtiveram. (Hebreus 11:19) É “a promessa da herança eterna”; (Hebreus 9:15) “a esperança que temos diante de nós”; (Hebreus 6:18) “a cidade que tem fundamentos”; (Hebreus 11:10) “um país melhor, um país celestial”; (Hebreus 11:16) “um reino que não pode ser movido.” (Hebreus 12:28) É, de fato, a verdadeira Canaã; a terra prometida; o “repouso de Deus”, o “sabbath” que permanece para o povo de Deus. (Hebreus 4:9) É importante notar que no contexto da carta aos Hebreus, o “descanso” desfrutado é o mesmo conceito que a herança eterna, a salvação, a recompensa, a cidade e o país celestiais – todos os quais eram realidades consumadas que se esperava que em breve viesse aos cristãos hebreus e que seria experimentado no aparecimento e vinda do Senhor.
↩︎ - Depois de sua chegada à Galileia, Jesus começou a pregar que a vinda do reino de Deus, ou o Reino do Céu, estava próxima. Este aspecto central de seu ministério profético persistiu durante os todos os anos de sua pregação pública.
↩︎ - Certamente, os milagres extraordinários, as curas e as expulsões de demônios eram pequenas amostras dos “poderes da era vindoura” (Hebreus 6:5) que já poderiam ser experimentados pelos homens daquela geração e serviam como um sinal testificador de que a mensagem anunciada é verdadeira. Basta, neste estágio, observar o fato de que a vinda do Reino de Deus, como um evento que não era distante, mas estava tão próximo que se poderia dizer adequadamente: “o Reino chegou para vocês, virá na geração de vocês”, isto é, o benefício esperado, está a caminho – está sendo trazido a vocês, e está tão próximo que está agora caindo sobre vocês.
↩︎ - Ao contrário das afirmações imprudentes de alguns comentaristas, este não é o momento que Jesus amarrou Satanás e o lançou e selou no abismo, iniciando assim o “Milênio” de Apocalipse 20:1-3. Podemos ver claramente que nessa referência Jesus identifica “o homem forte” simplesmente como um demônio individual que é expulso de um homem individual em uma ocasião casual para que o homem seja salvo. “Para que os bens do homem forte sejam saqueados”, isto é, “para que o homem endemoninhado seja resgatado de volta a Deus (salvo)”. Somente alguém desesperado para forçar um esquema forjado sobre as Escrituras tentaria forçar uma conclusão diferente. Satanás não foi preso por volta de 30-33 d.C., ao contrário, Satanás estava muito solto e andando como um leão que ruge procurando a quem possa devorar. (cf. Mateus 4:10; 8:28-29; 16:23; Lucas 10:18-20; 22:31-32; João 12:31; 13:26-27; 14:30; 16:11; Atos 5:3; 26:15-18; 1 Tessalonicenses 2:18; 2 Tessalonicenses 2:7-9; 1 Coríntios 5:4-5; 7:5; 10:20, 21; 2 Coríntios 2:11; 11:14-15; 12:7; Romanos 16:20; Efésios 2:2; 4:27; 6:11-13; 1 Timóteo 1:20; 3:6-7; 5:15; 2 Timóteo 2:25-26; Tiago 4:7; 1 Pedro 5:8; 1 João 2:15-18 22; 4:3, 4; 5:19; 2 João 7-11; Apocalipse 2:9 10, 13, 24; 3:9; 12:9-17) A prisão de Satanás, segundo a visão preditiva de Apocalipse 20:1-3, é contemporânea a segunda vinda do Senhor quando o predito julgamento dos inimigos de Cristo e a gloriosa recompensa de seus amigos e a inauguração do reino ocorreriam. (cf. Mateus 16:27, 28; 19:27-29; 24:30, 31; 25:31-46; Lucas 21:27-32)
↩︎ - Neste lugar, Jesus declara a terrível natureza do pecado do qual eles eram culpados. Esse pecado foi o pecado contra o Espírito Santo. Eles acusaram Cristo de ter um demônio, e seus milagres de serem realizados pela ajuda do demônio; quando, ao mesmo tempo, eles sabiam em suas próprias consciências que eram obras feitas pelo dedo e pelo Espírito de Deus, e assim eram culpados do pecado contra o Espírito Santo. Foi, portanto, um insulto direto contra o Espírito Santo – o espírito pelo qual Jesus operou seus milagres.
↩︎ - É certo que os judeus do tempo de nosso Salvador estavam acostumados a fazer uma divisão do tempo em dois grandes períodos ou eras, o presente aeon [ό νῦν αἰῶν, ὁ αἰῶν αὐτος], e o vindouro aeon [ὁ αἰῶν μέλλων]. O aeon vindouro era do Messias, ou “o reino de Deus”. A mesma divisão é reconhecida pelo nosso Senhor, mas o que merece ser observado mais especialmente é a proximidade evidente da nova dispensação predita. “A era vindoura” é uma tradução muito inadequada. Isso deve ser lido como “a era que está prestes a vir”; isto é, não meramente futuro, mas iminente. “A era vindoura” pode ser indefinidamente distante, mas “a era que está prestes a vir” é iminente. O fim do presente aeon estava se aproximando, o reino de Deus estava chegando. Pode ser observado que a era judaica, é mencionada como este aeon, o atual aeon [ὁ αἰών αὐτος, ὁ νὐν αἰών]; e a dispensação cristã, ou evangélica, como “o aeon vindouro” [αἰών ὁ μέλλων] e o “mundo vindouro” [οἰκουμένην τὴν μέλλουσαν]. (Efésio 1:21; Hebreus 2:5) O fim da era ou economia judaica é chamado de [συντελεία τοῦ αἰῶνος], e é razoável concluir que o fim de uma era dá início a uma nova. Segue-se, portanto, que a economia da plenitude dos tempos é o estado ou ordem das coisas que imediatamente sucede e substitui a antiga economia judaica. A “era que está vindo” é a dispensação final e coroadora; o “reino que não pode ser movido”; “o melhor pacto, estabelecido com melhores promessas”. Como, então, a velha economia foi finalmente deixada de lado e revogada com a destruição de Jerusalém, concluímos que o novo aeon, ou a “era que está vindo”, recebeu sua solene e pública inauguração no mesmo período, que coincide com a Parousia. Assim, a cláusula é entendida por Macknight, que a considera importante, que “nenhuma expiação foi fornecida pela blasfêmia contra o Espírito Santo, seja sob as dispensações judaica ou cristã.”
↩︎ - Não há dúvida de que dia do julgamento aqui referido é o dia de Cristo, a Parousia. Nosso Senhor ensina que um exame judicial das palavras e ações dos homens está próximo. Aquele que “tem os olhos semelhantes a uma chama de fogo” vem “vasculhar as rédeas e os corações, e dar a cada um segundo a sua obra.” (Apocalipse 2:18, 23; Mateus 16:27, 28) Quão claramente essas representações do “dia do Senhor” se conectam às palavras proféticas de Malaquias: “Quem pode permanecer no dia da sua vinda? Pois ele é como o fogo de um refinador”. “Pois eis que vem o dia que arderá como fornalha, e todos os orgulhosos, sim, e todos os que praticam maldade serão como restolho.” (Malaquias 3:2, 3, 4:1) Da mesma maneira, João Batista representa o dia da vinda de Cristo como “revelado com fogo”, “Ele queimará a palha com fogo inextinguível.” (Mateus 3:12, Ver também 2 Tessalonicenses 1:7, 8, etc.)
↩︎ - Alguns tentaram contornar a força deste texto dizendo que a palavra γενεὰ aqui significa a raça judaica. Eu desafio você: pegue sua concordância e procure cada ocorrência da palavra γενεὰ no Novo Testamento e veja se ela significa “raça” em qualquer outro contexto. Aqui estão todas as referências dos Evangelhos: Mateus 1:17; 11:16; 12:39, 41, 42, 45; 16:4; 17:17; 23:36; 24:34; Marcos 8:12, 38; 9:19; 13:30; Lucas 1:48, 50; 7:31; 9:41; 11:29, 30, 31, 32, 50, 51; 18:8; 17:25; 21:32. Nenhuma dessas referências fala de toda a raça judaica ao longo de milhares de anos; todos usam a palavra no seu sentido normal de soma total daqueles que vivem ao mesmo tempo. Sempre se refere aos contemporâneos.
↩︎ - Observe como a expressão “esta geração (γενεὰ)” sempre se refere aos contemporâneos de nosso Senhor.
↩︎ - Se a palavra γενεὰ aqui, e em qualquer outro lugar, significa a raça judaica, por que Jesus não usou a mesma palavra γενεὰ para falar da raça dos ninivitas? “No julgamento, a raça (γενεὰ) dos Ninivitas se levantarão e acusarão esta raça (γενεὰ).”
↩︎ - A expressão “esta geração” sempre significa a geração a quem Jesus está falando. É a geração contemporânea, a geração viva ao ouvir as palavras de Jesus.
↩︎ - Esta passagem é de grande importância para estabelecer o verdadeiro significado da frase “esta geração” [ἡ γενεὰ αὕτη]. Só pode se referir, neste lugar, ao povo de Israel que então vivia – a geração existente. Nenhum comentarista jamais propôs chamar “γενεὰ” aqui de raça judaica em todas as épocas. Nosso Senhor estava acostumado a falar de Seus contemporâneos como esta geração: “Mas, a que devo comparar esta geração?” – isto é, os homens daquela época que não deram ouvidos a Seu precursor nem a Ele mesmo. (Mateus 11:16, Lucas 7:31) Mesmo comentaristas como Stier, que detém a interpretação de “γενεὰ” como uma raça ou linhagem em outras passagens, admite que a referência nessas palavras é “para a geração que estava viva naquele época e naquele momento, e mais importante.” Assim, na passagem diante de nós, não pode haver controvérsia a respeito da aplicação das palavras exclusivamente à geração então existente, os contemporâneos de Cristo. Os homens de Nínive e a rainha do sul devem aparecer no julgamento com esta geração. O julgamento de Cafarnaum e Corazin seria mais pesado que o de Tiro e Sidom. Não há dúvida de que dia do julgamento aqui referido é o dia de Cristo, a Parousia. Como pode Jesus julgar os povos, habitantes da terra, que já morreram há muito tempo? Eles estão mortos. Para julgá-los, teriam que ser levantados novamente! O julgamento que estava prestes a vir envolveria as gerações anteriores, e “os mortos” teriam de ser julgados. Logicamente, eles teriam que ser “ressuscitados” para serem “julgados.” (cf. João 5:27-29) Jesus não estava incluindo as cidades mencionadas no julgamento temporal de Israel (70 d.C.), mas no julgamento final e irrecuperável que ocorreria naquele momento, nos bastidores daquele julgamento temporal.
↩︎ - Do agravamento e enorme maldade daquela geração, nosso Senhor aqui testifica. A mesma geração foi abordada por Ele nas próprias palavras do Batista – “Raça de víboras.” (Mateus 12:34) Sua culpa é declarada superior à dos pagãos; é comparado a um endemoninhado, de quem o espírito imundo se afastou por um tempo, mas voltou com mais força do que antes, acompanhado por sete outros espíritos mais perversos do que ele, de modo que “o último estado daquele homem é pior do que o primeiro.” Tal era a terrível condição para a qual a nação se apressava quando nosso Senhor pronunciou essas palavras proféticas. O clímax ainda não havia sido alcançado, mas estava bem à vista. O espírito imundo ainda não voltou para sua casa, mas ele estava a caminho. Como Stier observa: “No período entre a ascensão de Cristo e a destruição de Jerusalém, especialmente no final disso, poderíamos dizer que esta nação parece possuída por sete mil demônios.” Não é este um cumprimento adequado e completo da predição do nosso Salvador?
↩︎ - Ou seja, conhecimento verdadeiro, do Messias, que é a chave do reino dos céus. Aqueles que estavam “entrando” correspondem às almas que não muito longe do reino de Deus, esperando o consolo de Israel, pressionando com avidez o significado espiritual da Lei e dos Profetas. Havia muitos, naquela época inquieta de investigação, esperando pelo consolo de Israel, que ansiava por entrar no real significado do salmo e da profecia; mas o escriba, o advogado e o médico, com suas interpretações estranhas e irreais, suas lendas selvagens e fantásticas, suas próprias adições muitas vezes sem sentido, efetivamente impediram todo estudo real dos oráculos divinos.
↩︎ - A frase “época atual” é uma óbvia referência escatológica e profética. É necessário dizer aqui a qual “tempo” em particular nosso Senhor se referiu? Não há ambiguidade, nenhuma referência dupla, nenhuma realização próxima e última concebível aqui. É necessário dizer que Ele se refere especificamente a esse tempo como um tempo presente, o tempo de Sua audiência, não um tempo distante, séculos e séculos no futuro? Esse “tempo” é comparado a um evento discernível, iminente e inevitável. Tudo o que eles deveriam ter tido de conhecimento, era tão claro quanto as nuvens de tempestade que se reuniam no oeste. Quando as mudanças do tempo são visíveis no horizonte, isso significa que algo acontecerá em breve. Da mesma forma, os sinais no clima são discernidos para trazer mudanças previsíveis, chuva ou calor: o sinal é discernido, e “então acontece.” A previsão vem acontecendo. Então, esse “tempo” de que Jesus fala é algo de que esses hipócritas não teriam escolha senão enfrentar. Podemos aproveitar a ocasião para fazer uma observação sobre a vasta importância de uma concepção verdadeira do período em que nosso Senhor e Seus apóstolos ensinaram. Isso é indispensável para o entendimento correto da doutrina do Novo Testamento a respeito do “reino de Deus”, do “fim dos tempos” e do “aeon vindouro” ou “mundo vindouro” [αἰών ὁ µέλλων]. Esse período foi próximo ao fim da dispensação judaica. A economia mosaica, como é chamada – o sistema de leis e instituições dado à nação pelo próprio Deus, e que existiu por mais de quarenta gerações – estava para ser substituída e desaparecer. Já estava em cena a última geração que possuía a terra – a última e também a pior – a filha e herdeira de seus predecessores. O longo período durante o qual o Senhor esgotou todos os métodos que a sabedoria divina e o amor divino poderiam conceber para cultivar e reformar Israel estava prestes a terminar. Isso acabaria desastrosamente. A Ira, por muito tempo contida e reprimida, explodiria sobre aquela geração. Seu “último dia” seria um dies irae “o grande e terrível dia do Senhor”. Isto é o συντελείας τοῦ αἰῶνος, “o fim dos tempos”, tão frequentemente referido por nosso Senhor, e constantemente predito por Seus apóstolos. Eles já estavam na penumbra daquela tremenda crise, cada vez mais perto cada dia, e, finalmente, de repente chegaria “como um ladrão na noite”. Esta é a verdadeira explicação das constantes exortações à vigilância, paciência e esperança, que abundam nas epístolas apostólicas. Eles viveram esperando uma consumação que viria em seu próprio tempo e que eles poderiam testemunhar com seus próprios olhos. Esse fato está na própria face dos escritos do Novo Testamento; é a chave para a interpretação de muito que de outra forma seria obscuro e ininteligível, e veremos no progresso desta investigação quão consistentemente esta visão é apoiada por todo o teor das Escrituras do Novo Testamento.
↩︎ - O significado dessas palavras é simples. O povo da aliança não tinham cumprido sua parte do contrato com Deus. Eles tinham aproveitado Suas bênçãos e misericórdias. Mas eles haviam acumulado enormes dívidas, e o tempo da prestação de contas estava se aproximando. Tudo o que os teria livrado de pagar a dívida teria sido arrepender-se e acreditar no Cristo; e na verdade, ainda havia tempo. Mas estava chegando o momento, e em breve essas pessoas seriam chamadas a prestação de contas. Se eles não se tivessem resolvido antes do julgamento, eles teriam que enfrentar as sanções completas de um julgamento judicial, e o recurso legal seria contra eles. Eles seriam punidos e punidos até o último centavo da dívida eterna que eles deviam.
↩︎ - O massacre de alguns galileus que haviam subido a Jerusalém para a festa da Páscoa, por ordem ou conivência do governador romano; e a súbita destruição de dezoito pessoas pela queda de uma torre perto do tanque de Siloé foram incidentes que formaram o assunto das conversas entre o povo da época. Nosso Senhor declara que as vítimas dessas calamidades não eram excepcionalmente más, mas que um destino semelhante se abateria sobre as mesmas pessoas que agora falam sobre elas, a menos que se arrependessem. O ponto de sua observação, que muitas vezes é esquecido, reside na semelhança da destruição ameaçada. Ele não disse: “todos vocês irão perecer também”, mas “todos vocês vão perecer da mesma maneira”. Que nosso Senhor tinha em vista a ruína final, que estava prestes a dominar Jerusalém e a nação, dificilmente se pode duvidar. A analogia entre os casos é real e impressionante. Foi na festa da Páscoa que a população da Judeia se reuniu em Jerusalém, e ali foi preso pelas legiões de Tito, Josefo nos diz como, na última agonia do cerco, o sangue dos sacerdotes que oficiaram foi derramado ao pé do altar sacrificial. Os soldados romanos eram os executores do julgamento divino; e quando o templo e a torre caíram no chão, eles enterraram em suas ruínas muitas vítimas infelizes.
↩︎ - A verdadeira interpretação é tão óbvia que torna a explicação quase desnecessária. Sua influência sobre o povo de Israel é muito distinta e direta, mais especialmente quando vista em conexão com as advertências anteriores. Israel é a árvore infrutífera, há muito cultivada, mas que não dá retorno ao dono. Estava agora em sua última tentativa: o machado, como João Batista havia declarado, foi posto à raiz da árvore; mas o golpe fatal foi retardado pela intercessão da misericórdia. O Salvador já estava então em Sua graciosa obra de educação e cultura; um pouco mais, e o decreto seria aprovado – “Corte-o, por que ocuparia ainda a terra inutilmente?”
↩︎ - O significado aqui parece ser: aquele que atendesse diligentemente às palavras do nosso Senhor aumentaria cada vez mais no conhecimento da verdade; mas aquele que os negligenciasse e fosse desatento se tornaria mais ignorante; as poucas coisas que aprendeu ele esqueceria, e seu conhecimento insignificante seria diminuído.
↩︎ - Nesta parábola há uma conexão estreita entre a vinda do “reino dos céus” e uma grande época judicial. Nosso Senhor representa a separação dos justos e dos ímpios como a característica da grande consumação que é chamada de “o reino de Deus”. Mas o reino foi declarado próximo. Segue-se, portanto, que as parábolas diante de nós se referem, não a um evento remoto ainda no futuro, mas a um que no tempo de nosso Salvador estava próximo. É surpreendente que os expositores tenham falhado em reconhecer nessas previsões solenes a reprodução e reiteração das palavras de Malaquias e de João Batista. (Malaquias 3:1-6; 4:1; Mateus 3:10-12; Lucas 3:9-17) Aqui encontramos a mesma separação final entre os justos e os ímpios; a mesma purificação da terra; a mesma coleta do trigo no celeiro; a mesma queima da palha [joio, restolho] no fogo. Pode haver alguma dúvida de que este é o mesmo ato de julgamento, no mesmo período de tempo, para o mesmo evento histórico, ao qual Malaquias, João e nosso Senhor se referem? Mas vimos que João Batista previu um julgamento que era então iminente – uma catástrofe tão próxima que o machado já estava na raiz das árvores – de acordo com a profecia de Malaquias, que “o dia grande e terrível do Senhor” seguiria a vinda do segundo Elias. Somos, portanto, levados à conclusão de que esta discriminação entre os justos e os ímpios, esta coleta do trigo no celeiro e queima do joio na fornalha de fogo, referem-se à mesma catástrofe, isto é, a ira que veio sobre aquela mesma geração, quando Jerusalém se tornou literalmente “uma fornalha de fogo”, e a era do Judaísmo chegou ao fim no “grande e terrível dia do Senhor.”
↩︎ - O significado dessas parábolas é avanço progressivo do reino. Ambos crescem lentamente; ambos crescem imperceptivelmente. A ênfase na parábola da semente de mostarda é a proporção. Uma pequena semente cresce para abrigar e apoiar as aves do céu. Isso é nada menos que milagroso – certamente além das expectativas normais de um pequeno grupo iniciando um movimento. A ênfase na parábola do fermento é a onipresença. Não só faz algo pequeno se tornar grande, mas se espalha e permeia o todo. A importância dessas parábolas é “o reino avançará sobre o mundo inteiro; Sua influência permeará todas as pessoas e coisas em todos os lugares.”
↩︎ - É para o seu próprio ministério pessoal e resultados que ele se refere e, portanto, devemos considerar a parábola para ter uma relação especial com seus contemporâneos. Isto está em perfeita harmonia com sua solene advertência de Lucas 13:26-28, onde Ele descreve a condenação daqueles que tiveram o privilégio de apreciar sua presença pessoal e ministério, e que fingiram discipulado, mas eram joio e não trigo. Por mais aplicável aos homens em geral, ela teve uma aplicação direta e específica sobre os contemporâneos de nosso Senhor – a geração que testemunhou Seus milagres e ouviu Suas parábolas.
↩︎ - Encontramos nas passagens aqui citadas um exemplo de uma dessas traduções errôneas que infelizmente confundem e enganam os leitores comuns de nossas versões. É provável que noventa e nove em cada cem entendam pela frase “o fim do mundo”, o fim da história humana e a destruição da terra material. Eles não imaginariam que o “mundo” em Mateus 13:38 e o “mundo” em Mateus 13:39, 40, são palavras totalmente diferentes, com significados totalmente diferentes. No entanto, esse é o fato. κόσµος em Mt. 13:38 é o mundo corretamente traduzido e refere-se ao mundo dos homens, mas o αἰών em Mateus 13:39, 40, refere-se a um período de tempo e deve ser traduzido por idade ou época. Lange traduz como um aeon. É da maior importância entender corretamente os dois significados desta palavra e da frase “o fim dos tempos”, ou era. Aeon é, como dissemos, um período de tempo, ou época. É exatamente equivalente à palavra latina aevum, que é meramente αἰών com traje latino; e a frase συντελείας τοῦ αἰῶνος, traduzida em nossa versão, “o fim do mundo”, deveria ser “o fim dos tempos.” Tittman observa: “συντελείας τοῦ αἰῶνος no Novo Testamento, não indica o fim do mundo, mas sim a consumação do αἰών, que deve ser seguido por um novo aeon. Este é o caso em Mateus 13:39, 40, 49; 24:3. Sempre foi crença dos judeus que o Messias inauguraria um novo aeon, ou uma nova era: e este novo aeon, ou era, eles chamavam de “reino dos céus.” O aeon existente: portanto, era a dispensação judaica, que agora estava chegando ao seu fim; e o Senhor mostra nessas parábolas como isso aconteceria.
↩︎ - Dificilmente se pode negar que o envio dos anjos na época da colheita tem um aspecto duplo e distinto. Nesse dia a condenação ou salvação dos homens é decidida. Os mortos, justos e injustos, sairiam de suas sepulturas para permanecer diante do Seu trono de julgamento no reino espiritual. A colheita no fim da era é o dia de ressurreição e do julgamento eterno. (cf. João 5:28, 29; Daniel 12:1-3, 7, 11-13) Nesse dia, os justos, os que permaneceram vivos, também seriam reunidos juntamente com os mortos, um evento que comumente denominado “o arrebatamento dos santos.” (cf. Mateus 24:31; João 14:1-3; 1 Tessalonicenses 4:15-17; 2 Tessalonicenses 2:1)
↩︎ - Nesta parábola, nosso Senhor fala da ressurreição dos mortos e do julgamento como eventos associados ao fim da era judaica e o início de uma nova, o reino dos céus. Há um conexão entre essa parábola, o ensino do Senhor sobre “a hora que vem” quando os mortos sairiam de suas sepulturas para permanecer diante do Seu trono de julgamento, (João 5:27-29) e a profecia de Daniel 12:1-3, 13, que também está conectado ao tempo do fim e da destruição de Jerusalém. Encontramos na conclusão da parábola do joio uma “nota bene” impressionante, que chama a atenção de uma maneira especial para a instrução contida nela: “Aquele que tem ouvidos para ouvir, que ele ouça.” Podemos aproveitar a ocasião para fazer uma observação sobre a vasta importância de uma concepção verdadeira do período em que nosso Senhor e Seus apóstolos ensinaram. Isso é indispensável para o entendimento correto da doutrina do Novo Testamento a respeito do “reino de Deus”, do “fim dos tempos” e do “aeon vindouro” ou “mundo vindouro” [αἰών ὁ µέλλων]. Esse período foi próximo ao fim da dispensação judaica. A economia mosaica, como é chamada – o sistema de leis e instituições dado à nação pelo próprio Deus, e que existiu por mais de quarenta gerações – estava para ser substituída e desaparecer. Já estava em cena a última geração que possuía a terra – a última e também a pior – a filha e herdeira de seus predecessores. O longo período durante o qual o Senhor esgotou todos os métodos que a sabedoria divina e o amor divino poderiam conceber para cultivar e reformar Israel estava prestes a terminar. Isso acabaria desastrosamente. A Ira, por muito tempo contida e reprimida, explodiria sobre aquela geração. Seu “último dia” seria um dies irae “o grande e terrível dia do Senhor.” Isto é o συντελείας τοῦ αἰῶνος, “o fim dos tempos”, tão frequentemente referido por nosso Senhor, e constantemente predito por Seus apóstolos. Eles já estavam na penumbra daquela tremenda crise, cada vez mais perto cada dia, e, finalmente, de repente chegaria “como um ladrão na noite”. Esta é a verdadeira explicação das constantes exortações à vigilância, paciência e esperança, que abundam nas epístolas apostólicas. Eles viveram esperando uma consumação que viria em seu próprio tempo e que eles poderiam testemunhar com seus próprios olhos. Esse fato está na própria face dos escritos do Novo Testamento; é a chave para a interpretação de muito que de outra forma seria obscuro e ininteligível, e veremos no progresso desta investigação quão consistentemente esta visão é apoiada por todo o teor das Escrituras do Novo Testamento.
↩︎ - Nessas duas parábolas (Mateus 13:44, 45) O reino messiânico, sendo o mais valioso de todos os bens, só pode tornar-se nosso se estivermos preparados para alegremente entregar por ele todos os outros tesouros terrenos. (Mayer)
↩︎ - Essa grande consumação é sempre representada como uma época de julgamento. É o tempo da Parousia, a vinda de Cristo em glória para justificar e recompensar Seus servos fiéis, e para julgar e destruir Seus inimigos.
↩︎ - Nesta declaração somos levados por toda a doutrina do nosso Senhor sobre a ressurreição dos mortos e do julgamento de justos e injustos como eventos associados e conectados à Parousia. Os homens de Nínive e a rainha do sul devem ressuscitar para serem julgados com esta geração. Na colheita – isto é, na ressurreição – no final da era, o joio e o trigo, as ovelhas e as cabras, são levantados para permanecer diante do Seu trono de julgamento. Estava chegando a hora em que “todos os que estão nas sepulturas ouvirão a sua voz e sairão”, quando o Filho do homem deveria vir em Sua glória para ressuscitar e julgar todos os homens de acordo com suas obras. (cf. Mateus 12:41,42; 13:36-50; 16:27, 28; 25:31-46; Marcos 8:38; 9:1; Lucas 9:26, 27; 11:31, 32) Há uma unidade e consistência notáveis nos ensinamentos das Escrituras sobre esse assunto; e seja nos evangelhos, nas epístolas ou nas visões do Apocalipse, encontramos um esquema harmonioso e concorrente de doutrina, todas as partes se confirmando e sustentando mutuamente – uma prova de sua origem comum na mesma fonte divina de inspiração e verdade.
↩︎ - Aqui temos uma declaração muito enfática de que os discípulos compreenderam o ensino do Senhor a respeito do fim da era e a vinda do reino, associados a época da ressurreição e do julgamento; Não pode haver dúvidas de que a compreensão dessas parábolas pelos discípulos despertou um interesse ainda maior e formou a base de suas perguntas no monte das oliveiras em Mateus 24:3: “que sinal haverá da sua vinda e do fim da era?”
↩︎ - Quando os discípulos são enviados em sua missão evangelística, eles receberam a ordem de pregar, não que o reino dos céus era chegado, mas que estava próximo. (compare com Mateus 10:7) Além disso, que o reino não veio no tempo de nosso Senhor, nem no dia de Pentecostes, é evidente pelo fato de que em Seu discurso profético no Monte das Oliveiras, nosso Senhor deu aos Seus discípulos certos sinais pelos quais eles poderiam saber que o o reino de Deus estava próximo. (Lucas 21:31)
↩︎ - Isto é, não poderá entrar no reino de Deus quando ele for estabelecido na Parousia.
↩︎ - O uso que São Mateus faz de “gadarenos” provavelmente se refere a uma área maior que leva o nome de Gadara, a capital, sob cuja jurisdição se encontra a área. Alguns acreditam que o evento ocorre especificamente na vila de Khersa (Gersa) na costa nordeste do mar. Robertson diz que esta vila também fica no distrito de Gadara.
↩︎ - São Marcos e São Lucas mencionam apenas um endemoninhado, provavelmente o mais feroz dos dois.
↩︎ - Isto é, antes do grande dia do julgamento, no fim da era, no último dia, na Parousia.
↩︎ - O abismo é um local de confinamento temporário para seres espirituais (cf. Romanos 10:7; Apocalipse 9:1-3; 11:7; 17:8; 20:1-3), onde aguardam a punição definitiva e eterna no lago de fogo. (cf. Mateus 25:41; Apocalipse 19:20; 20:10, 14, 15)
↩︎ - Como este deveria ter sido um distrito pagão, os demônios provavelmente eles poderiam agir lá com menos restrição do que em um país onde a adoração a Deus foi estabelecida.
↩︎ - As dez cidades mencionadas são Citópolis, Filadélfia, Gerasa, Pela, Damasco, Kanata, Dion, Abila, Gadara e Hipopótamos. Como essas pessoas eram gentias, não havia necessidade de o homem ficar calado sobre o milagre.
↩︎ - Mais uma vez eles acusaram Cristo de que seus milagres de eram realizados pela ajuda do demônio; e assim eram culpados do pecado contra o Espírito Santo.
↩︎ - Isto é, que o reino dos céus, ou o reino de Deus, estava próximo.
↩︎ - Certamente, os milagres extraordinários, as curas e as expulsões de demônios eram pequenas amostras dos “poderes da era vindoura” (Hebreus 6:5) que já poderiam ser experimentados pelos homens daquela geração e serviam como um sinal testificador de que a mensagem anunciada é verdadeira: “o Reino de Deus está próximo.”
↩︎ - Depois de sua chegada à Galileia, Jesus começou a pregar que a vinda do reino de Deus, ou o Reino do Céu, estava próxima. Este aspecto central de seu ministério profético persistiu durante os todos os anos de sua pregação pública.
↩︎ - A limitação enfática parece, à primeira vista, em desacordo com a linguagem que falava daqueles que deveriam vir do oriente e do ocidente para se sentar com Abraão, Isaque e Jacó no reino de Deus, e com o fato de que nosso Senhor já havia levado Seus discípulos a uma cidade de Samaria, e lhes dito que também havia campos brancos para a colheita (João 4:35). Devemos lembrar, no entanto, (1) que a limitação se limitava à missão para a qual agora foram enviados; (2) que não fazia senão reconhecer uma ordem divina, a prioridade de Israel no trato de Deus com a humanidade, “primeiro para o judeu e também para o gentio” e (3) que os próprios discípulos ainda não estavam aptos a entrar em uma obra que exigia pensamentos e esperanças mais amplos do que ainda haviam alcançado. Era necessário que eles aprendessem a compartilhar a piedade de seu Mestre pelas ovelhas perdidas da casa de Israel antes que pudessem entrar em Seus anseios pelas ovelhas que “não eram deste aprisco.” (João 10:16)
↩︎ - Quando os doze discípulos foram enviados em sua primeira missão evangelística, eles receberam a ordem de pregar, não que o reino dos céus era chegado, mas que estava próximo. (Mateus 10:7) Além disso, que o reino não veio no tempo de nosso Senhor, nem no dia de Pentecostes, é evidente pelo fato de que em Seu discurso profético no Monte das Oliveiras, nosso Senhor deu aos Seus discípulos certos sinais pelos quais eles poderiam saber que o o reino de Deus estava próximo. (Lucas 21:31)
↩︎ - Certamente, os milagres extraordinários, as curas e as expulsões de demônios eram pequenas amostras dos “poderes da era vindoura” (Hebreus 6:5) que já poderiam ser experimentados pelos homens daquela geração e serviam como um sinal testificador de que a mensagem anunciada é verdadeira: “o Reino de Deus está próximo.”
↩︎ - Não há dúvida de que dia do julgamento aqui referido é o dia de Cristo, a Parousia. O pecado de Sodoma e Gomorra não foi uma rejeição aberta de Deus encarnado, como foi para os contemporâneos de Jesus. Deveria ser óbvio que era por essa razão que o julgamento que os judeus deveriam incorrer seria maior do que aquele que os sodomitas esperavam. Sodoma e Gomorra passaram por um julgamento temporal que não as excluiu do julgamento eterno que viria no fim da era, na segunda vinda do Senhor. Os homens de Nínive e a rainha do sul devem aparecer no julgamento com esta geração. O julgamento de Cafarnaum e Corazin seria mais pesado que o de Tiro e Sidom. Na colheita, no final da era, o joio seria queimado e o trigo recolhido no celeiro. O Filho do homem deveria vir em Sua glória para recompensar todos os homens de acordo com suas obras. O futuro “julgamento” envolveria “esta geração” e as gerações anteriores, e uma vez que os mortos seriam julgados no dia do juízo, logicamente, eles teriam que ser “ressuscitados” para serem julgados. Jesus não estava incluindo as cidades mencionadas no julgamento temporal de Israel (70 d.C.), mas no julgamento final e irrecuperável que ocorreria “nos bastidores” (no reino espiritual) ao mesmo tempo que aquele temporal. Aqui, então, somos novamente confrontados pela associação frequente da Parousia, a ressurreição dos mortos e o Julgamento.
↩︎ - Eles saíram e pregaram que o reino dos céus, ou o reino de Deus, estava próximo.
↩︎ - Certamente, os milagres extraordinários, as curas e as expulsões de demônios eram pequenas amostras dos “poderes da era vindoura” (Hebreus 6:5) que já poderiam ser experimentados pelos homens daquela geração e serviam como um sinal testificador de que a mensagem anunciada é verdadeira: “o Reino de Deus está próximo.”
↩︎ - A unção com óleo era de uso comum entre os judeus em casos de doença. Era suposto ter um efeito suave, calmante e aliviante no corpo. Em Tiago 5:14, os presbíteros da igreja, em conexão com a oração, foram orientados também a ungir os doentes com “óleo.” Veja as notas nesse trecho. Também foi usado em feridas. Veja as notas em Isaías 1:6. O bom samaritano derramou azeite e vinho nas chagas do judeu que se despedaça, Lucas 10:34. Josefo diz que, na última enfermidade de Herodes, seus médicos ordenaram que ele fosse ungido com óleo. Não é preciso supor, no entanto, que os apóstolos usavam óleo para fins meramente “médicos.” Foi usado, provavelmente, como a imposição de mãos, ou como a unção de nosso Salvador dos olhos dos cegos com barro; também como sinal, na expectativa de transmitir aquela ajuda e consolo de Deus que se buscava, e que era “representado” pelo efeito calmante e suave do óleo.
↩︎ - Um relato sobre João Batista é encontrado em todos os manuscritos existentes das Antiguidades dos Judeus por Flávio Josefo (37–100): “Agora, alguns dos judeus pensavam que a destruição do exército de Herodes veio de Deus, e isso muito justamente, como punição pelo que ele fez contra João, que era chamado de Batista: pois Herodes o matou, sendo ele um homem bom, e ordenou aos judeus que praticassem a virtude, tanto em relação à justiça entre si quanto à piedade para com Deus, e assim fossem batizados; pois a lavagem [com água] seria aceitável para ele, se a utilizassem, não com o propósito apenas de eliminar [ou remissão] de alguns pecados, mas sim para a purificação do corpo; presumindo ainda que a alma estivesse totalmente purificada antecipadamente pela retidão. Agora, quando [muitos] outros vinham em multidões até ele, pois estavam muito tocados [ou satisfeitos] ao ouvir suas palavras, Herodes, que temia que a grande influência que João exercia sobre o povo pudesse dar-lhe o poder e a inclinação para iniciar uma rebelião, [pois pareciam prontos para fazer qualquer coisa que ele aconselhasse,] achou melhor, ao matá-lo, prevenir qualquer mal que ele pudesse causar e não se colocar em dificuldades, poupando um homem que poderia fazê-lo se arrepender tarde demais. Assim, ele foi enviado como prisioneiro, devido ao temperamento suspeitoso de Herodes, para Maquero, o castelo que mencionei anteriormente, e lá foi executado. Agora, os judeus tinham a opinião de que a destruição desse exército foi enviada como punição a Herodes, e como um sinal do desagrado de Deus para com ele.” (Antiguidades Judaicas 18:5:2)
↩︎ - A vinda dos discípulos de João Batista a Cristo e informando-o de tudo, mostram que eles foram ensinados por seu mestre a respeitá-lo como o Messias, a acreditar nele e a segui-lo; e é muito provável que eles continuassem com ele.
↩︎ - Betsaida está situada, de acordo com as últimas pesquisas, nos dois lados do Jordão, quando deságua no lago da Galileia. Do fato de que Betsaida é falada como sendo às vezes na Galileia e às vezes em Gaulanitis, supõe-se, por pura conjectura, que havia duas Betsaidas. Mas é melhor considerar os dois como sendo uma dupla Betsaida nos lados opostos do Jordão, sendo contrapartes um do outro. Haveria, assim, uma parte na Galileia e outra na Gaulanite.
↩︎ - Certamente, os milagres extraordinários, as curas e as expulsões de demônios eram pequenas amostras dos “poderes da era vindoura” (Hebreus 6:5) que já poderiam ser experimentados pelos homens daquela geração e serviam como um sinal testificador de que a mensagem anunciada é verdadeira: “o Reino de Deus está próximo.”
↩︎ - Adam Clark observa que: “A que distância eles estavam do local em que desembarcaram, quando nosso Senhor veio a eles, não sabemos. O evangelista parece falar de sua chegada repentina lá como extraordinária e milagrosa.” Esta é a interpretação de John Gill: “como Nonnus observa, por um movimento divino; pois não apenas o vento cessou, mas outro milagre foi realizado; o navio estava em um instante no local para onde pretendiam ir.”
↩︎ - Matthew Poole diz que: “Se este deserto onde Cristo estava fosse, como Lucas disse, Lucas 9:10, um deserto pertencente a Betsaida, essas palavras, εἰς τὸ πλοῖον καὶ προάγειν, são mal traduzidas para Betsaida, e a nota marginal em nossas Bíblias maiores é melhor, contra Betsaida.” Essa é também a opinião de John Gill: “ir para o outro lado antes de Betsaida; ou melhor, ‘ir para o outro lado contra Betsaida’; porque eles estavam agora em um deserto pertencente àquela cidade, por isso foram ordenados a ir, e foram para o outro lado do mar de Tiberíades, ou Galileia, até Cafarnaum, como aparece em João 6:17.”
↩︎ - Não se pode duvidar que as expressões “naquele dia” e “o dia do julgamento” sejam sinônimos e se refiram ao mesmo período. O julgamento é contemporâneo do “fim da era” [συντελείας τοῦ αἰῶνος] (cf. Mateus 13:39, 40, 49) e inferimos que “o último dia” é apenas outra forma da expressão “o fim da era ou aeon.” A Parousia também é constantemente representada como coincidente no tempo com “o fim da era”, de modo que todos esses grandes eventos, a Parousia, a ressurreição dos mortos, o julgamento e o último dia, são contemporâneos. Uma vez que, o fim da era não é, como geralmente se imagina, o fim do mundo, ou a destruição total da terra, mas o fim da economia judaica; e como o próprio Senhor, de maneira frequente, coloca esse evento dentro dos limites da geração existente, concluímos que a Parousia, a ressurreição, o julgamento e o último dia pertencem ao período da destruição de Jerusalém.
↩︎ - Deve ser observado o modo da ressurreição aqui mencionada; o ensino do Nosso Senhor foi de que todos que estavam nas sepulturas deveriam sair para a ressurreição da vida ou para a ressurreição do julgamento (João 5:28, 29; cf. Daniel 12:2, 3, 13); indicando que este deveria ser um processo da sepultura à uma condição de gozo ou punição no reino espiritual, ao invés de sair da sepultura à vista dos homens para que possam continuar nesta vida terrena. O “último dia” é facilmente interpretado. É o último dia da era, ou dispensação Judaica então em execução, e era uma frase popular para a época em que os privilégios messiânicos seriam dados ao povo de Deus. Confundir esse significado é indesculpável, visto que quase todos os apóstolos escrevem sobre “a última hora”, “os últimos dias” como estando presentes para si próprios; e especialmente quando o próprio São João, notavelmente em sua primeira epístola, chama atenção dos leitores para o fato de que o velho mundo está morrendo, e a escuridão do reinado do diabo passando rapidamente, e que não apenas o “último dia”, mas a “última hora” do dia chegou. (1 João 2:18) Um argumento adicional a favor deste ponto de vista deriva da consideração de que nosso Senhor, em seu discurso, dirigiu sua declaração aos seus discípulos imediatos: “todos que veem o Filho e têm fé nele tenham a vida eterna e, também, que eu os ressuscite no último dia.” É para o seu próprio ministério pessoal e resultados que ele se refere e, portanto, devemos considerar a declaração para ter uma relação especial com seus contemporâneos. Deve ser observado, também, que “ver” o Filho é diferente de “acreditar” Nele. Isto elimina a possibilidade de que o Nosso Senhor, aqui, tivesse em mente alguma ideia de “ver” espiritualmente (como “ver pela fé”, que é crer), mas significava realmente “ver” o Nosso Senhor com os olhos físicos, como apenas Seus discípulos imediatos fizeram. Por mais aplicável aos homens em geral sob o evangelho tal linguagem pode ser, é claro que ela teve uma aplicação direta e específica sobre os contemporâneos de nosso Senhor – a geração que testemunhou Seus milagres e ouviu Suas parábolas; e que tem uma relação com eles que não pode ter com nenhum outro.
↩︎ - Se Deus o Pai não chamar e habilitar antes, ninguém virá a o Cristo; Não entenderá o evangelho, não quererá o senhorio de o Cristo, não se arrependerá, não crerá biblicamente no Cristo da Bíblia.
↩︎ - A bênção final e consumada da nova aliança é a vida eterna em Cristo. Há uma experiência parcial na vida terrena e presente e uma experiência consumada na vida celestial.
↩︎ - Isto é, “naquele dia”, no “dia do julgamento”, na Parousia. Não é estranho que com isso muitos expositores, na maior parte, continuarão a tropeçar uma referência tão direta e simples ao tempo da ressurreição como aquela que nosso Senhor repete tão frequentemente nas páginas de São João – “Eu vou levantá-lo no último dia”. Que precisão pode haver nessa interpretação popular de “último dia”? Os santos ainda estão esperando em algum estado intermediário e imperfeito? ainda desencarnados? ainda suspirando pela visão do rosto de Cristo? Certamente isto é assim, se Cristo não veio para levantar Seu povo. Mas o “último dia” é facilmente interpretado. É o último dia da era, ou dispensação Judaica então em execução, e era uma frase popular para a época em que os privilégios messiânicos seriam dados ao povo de Deus. Confundir esse significado é indesculpável, visto que quase todos os apóstolos escrevem sobre “a última hora”, “os últimos dias” como estando presentes para si próprios; e especialmente quando o próprio João, notavelmente em sua primeira epístola, chama atenção dos leitores para o fato de que o velho mundo está morrendo, e a escuridão do reinado do diabo passando rapidamente, e que não apenas os “últimos dias”, mas a “última hora” do dia chegou. (1 João 2:18) Dificilmente pode se duvidar que a recompensa da vida eterna é uma experiência pessoal disponível no estado celestial da era por vir (a nova Jerusalém, o novo céu e a nova terra, o reino de Deus) que era esperado com muita expectativa pelos primeiros cristãos para se tornar disponível na Parousia.
↩︎ - Na Parousia, no último dia, no fim da era (70 d.C.), os mortos foram ressuscitados, e os vivos transformados e ambos foram levados ao reino celestial onde desfrutam da vida eterna. Depois da Parousia, todos os que morrem no Senhor desfrutam da vida eterna imediatamente após a morte. (Apocalipse 14:13)
↩︎ - John Gill observa que: “… eles acreditaram no primeiro chamado deles por Cristo, e no seguimento dele, que ele era o verdadeiro Messias; e tiveram certeza disso pelos milagres que ele realizou e pelas doutrinas que ensinou; a fé deles, por mais fraca que fosse a princípio, aumentou para uma plena certeza de fé e de entendimento; havia uma realidade e uma certeza nisso, como há em toda fé verdadeira, com relação ao objeto, embora nem sempre com relação ao interesse nele; que foi o caso aqui, como aparece pelo que segue: que tu és aquele Cristo; ou o Messias, que foi prometido por Deus na antiguidade, falado pelos profetas e esperado pelos judeus; aquele profeta ungido de quem Moisés havia falado, que deveria surgir de Israel, como aquele sacerdote ungido, que, de acordo com o juramento de Deus, seria sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque; e aquele Rei ungido, a quem Deus colocou sobre seu santo monte de Sião: o filho do Deus vivo; disso eles sabiam e tinham certeza, tanto pelo testemunho de João quanto pela voz do pai do céu; que três deles ouviram, na transfiguração de Cristo no monte: Deus o pai é chamado ‘o Deus vivo’… e Cristo é chamado o filho do Deus vivo, como ele é uma pessoa divina, como ele é verdadeiramente Deus… sendo um participante da mesma natureza e perfeições divinas.”
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