PARTE 7

A ENTRADA PÚBLICA DE NOSSO SENHOR EM JERUSALÉM E AS TRANSAÇÕES POSTERIORES ANTES DA QUARTA PÁSCOA.
◈ TEMPO: Quatro dias. (33 d.C.)

§ 112. A entrada pública de nosso Senhor em Jerusalém. Lamentação sobre Jerusalém

◈ Data: Segundo Dia da Semana, 11 de Nisã. – 33 d.C.
◈ Local: De Betânia para o Monte das Oliveiras em direção à Jerusalém.

DE BETÂNIA PARA O MONTE DAS OLIVEIRAS EM DIREÇÃO À JERUSALÉM.
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No segundo dia da semana, quatro dias antes de ser crucificado (11 de Nisã), Jesus e seus discípulos viajaram de Betânia para Jerusalém, aproximando-se da cidade pelo leste. Quando chegaram à aldeia de Betfagé, Jesus montou num jumento e desceu o Monte das Oliveiras como um rei humilde entrando em sua capital. Ao longo do caminho, muitas pessoas colocaram galhos e mantos em seu caminho para recebê-lo. Depois que Jesus entrou na cidade, ele imediatamente subiu ao templo e expulsou os cambistas e mercadores de lá, e curou cegos e coxos. Depois, ele viajou quase três quilômetros fora da cidade até o vilarejo de Betânia para passar a noite, que parece ter sido onde ele costumava se hospedar todas as noites enquanto visitava Jerusalém durante a lotada festa da Páscoa. Betânia também é onde moravam Maria, Marta e Lázaro, amigos íntimos de Jesus. Certa noite, enquanto Jesus estava presente em um grande jantar oferecido em sua homenagem, Marta serviu a comida e Maria derramou perfume caro nos pés de Jesus e enxugou-os com os cabelos.

Fonte: https://biblemapper.com/

JERUSALÉM.
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Na época do Novo Testamento, a antiga cidade de Jerusalém havia sido transformada de uma fortaleza relativamente pequena dos dias de Davi (2 Samuel 5:6-10; 1 Crônicas 11:4-9) em uma grande cidade com um Templo que rivalizava com o Novo Testamento. os maiores templos do mundo romano. Pouco antes do nascimento de Jesus, Herodes, o Grande, renovou e expandiu completamente o Templo do Senhor, e também construiu para si um palácio luxuoso, vários tanques (onde Jesus ocasionalmente realizava curas), edifícios públicos e cidadelas militares, incluindo a Antônia. Fortaleza, que dominava o Templo. Os residentes ricos, incluindo o sumo sacerdote, ocupavam casas extravagantes na Cidade Alta, enquanto os residentes mais pobres eram relegados para áreas menos desejáveis, como a Cidade Baixa. O bairro dos essênios recebeu esse nome porque muitos de seus residentes pertenciam aos essênios, uma seita religiosa estrita que era conhecida por sua cuidadosa atenção à lei de Moisés. Do outro lado do Vale do Cédron ficava o Jardim do Getsêmani, onde Jesus frequentemente se reunia com seus discípulos. (Mateus 26:36-46; Marcos 14:32-53; João 18:1-14) Mais a leste ficava o Monte das Oliveiras, onde Jesus começou sua entrada triunfal uma semana antes de sua crucificação (Mateus 21:1-11; Marcos 11:1-11; Lucas 19:28-40; João 12:12-19), ensinado seus discípulos sobre os últimos dias (Mateus 24-25; Marcos 13), e finalmente ascendeu ao céu após sua ressurreição. (Lucas 24:50-53; Atos 1:1-11)

O rei Herodes, o Grande, iniciou as reformas do Templo por volta de 20–19 a.C. Toda a expansão do templo, incluindo o enorme Monte do Templo, não foi concluída até aproximadamente 62-64 d.C.

Os pátios internos do Templo de Herodes eram acessíveis por 10 portões, pelos quais somente os judeus podiam entrar. No interior havia várias câmaras e um pátio onde eram feitos sacrifícios. Numa extremidade ficava o lugar sagrado – um santuário de dois cômodos usado pelos sacerdotes judeus. O extenso projeto de construção do Segundo Templo e do Monte do Templo de Herodes foi concluído aproximadamente entre 62 e 64 d.C., apenas para ser destruído pelos romanos em 70 d.C.

Fonte: https://biblemapper.com/

João 12:12

No dia seguinte, a multidão que tinha vindo para a festa da Páscoa ouviu que Jesus estava a caminho de Jerusalém.

Lucas 19:29-34

Jesus e os seus discípulos seguiram para Jerusalém. Quando ele se aproximava de Jerusalém, entre Betfagé e de Betânia, no monte das Oliveiras, ele enviou dois discípulos na frente, dizendo: “Vão para a vila que se encontra mais adiante. Ao entrarem lá, encontrarão um jumentinho amarrado, o qual nunca foi montado por ninguém. Desamarrem-no e o tragam aqui. Se alguém lhes perguntar: ‘Por que vocês estão desamarrando este animal?’ Apenas digam assim: ‘O Senhor precisa dele.’ E eles logo os deixarão trazer os animais.” Então, os dois discípulos foram e encontraram tudo exatamente como Jesus lhes tinha dito. Quando eles foram desamarrar o jumentinho, os donos do animal lhes perguntaram: “Por que vocês estão desamarrando o jumentinho?” Os discípulos responderam: “O Senhor precisa dele” Então eles os deixaram ir.

Marcos 11:1-6

Quando eles se aproximaram de Jerusalém, próximo a Betfagé e Betânia, ao lado do Monte das Oliveiras, Jesus enviou dois dos seus discípulos na frente. Ele lhes disse: “Entrem na vila ali adiante e, assim que entrarem, vocês encontrarão um jumentinho amarrado, que nunca foi montado por ninguém antes. Desamarrem-no e o tragam aqui. Se alguém perguntar o que vocês estão fazendo, digam-lhe: ‘O Senhor precisa dele e logo o enviará de volta.’”

Mateus 21:1-3, 6

Jesus e os seus discípulos seguiram para Jerusalém. Conforme foram se aproximando, eles chegaram à vila de Betfagé, no monte das Oliveiras. Jesus enviou dois discípulos na frente, dizendo-lhes: “Vão para a vila. Mais adiante, vocês encontrarão uma jumenta presa ao seu filhote. Desamarre-os e traga-os para mim. Se alguém lhes perguntar o que vocês estão fazendo, apenas lhe diga: ‘O Senhor precisa deles.’ E eles logo os deixarão trazer os animais.” Os discípulos foram e fizeram como Jesus havia dito.

Lucas 19:35

Assim, eles levaram o jumento para Jesus. Então, eles colocaram as suas capas sobre o animal e ajudaram Jesus a montar nele.

Mateus 21:7

Eles trouxeram a jumenta e o seu filhote. Eles colocaram suas capas sobre os animais e Jesus montou.

Marcos 11:7

Eles trouxeram o animal para Jesus, colocaram as suas capas nele e Jesus o montou.

João 12:14(a)

Jesus encontrou um jumentinho e montou nele,

Mateus 21:4, 5

Assim se cumpriu o que o profeta disse: “Digam à filha de Sião: ‘Veja! O seu Rei está chegando. Ele é humilde e está montado em um jumento, e em um jumentinho, filhote de jumenta.’”1

João 12:14(b), 15

como as Sagradas Escrituras dizem: “Não tenha medo, filha de Sião! Veja! O seu rei está chegando, montado em um jumentinho!”

◈ Data: Segundo Dia da Semana, 11 de Nisã. – 33 d.C.
◈ Local: No caminho entre o Monte das Oliveiras e Jerusalém.

NO CAMINHO ENTRE O MONTE DAS OLIVEIRAS E JERUSALÉM.
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No segundo dia da semana, quatro dias antes de ser crucificado (11 de Nisã), Jesus e seus discípulos viajaram de Betânia para Jerusalém, aproximando-se da cidade pelo leste. Quando chegaram à aldeia de Betfagé, Jesus montou num jumento e desceu o Monte das Oliveiras como um rei humilde entrando em sua capital. Ao longo do caminho, muitas pessoas colocaram galhos e mantos em seu caminho para recebê-lo. Depois que Jesus entrou na cidade, ele imediatamente subiu ao templo e expulsou os cambistas e mercadores de lá, e curou cegos e coxos. Depois, ele viajou quase três quilômetros fora da cidade até o vilarejo de Betânia para passar a noite, que parece ter sido onde ele costumava se hospedar todas as noites enquanto visitava Jerusalém durante a lotada festa da Páscoa. Betânia também é onde moravam Maria, Marta e Lázaro, amigos íntimos de Jesus. Certa noite, enquanto Jesus estava presente em um grande jantar oferecido em sua homenagem, Marta serviu a comida e Maria derramou perfume caro nos pés de Jesus e enxugou-os com os cabelos.

Fonte: https://biblemapper.com/

JERUSALÉM.
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Na época do Novo Testamento, a antiga cidade de Jerusalém havia sido transformada de uma fortaleza relativamente pequena dos dias de Davi (2 Samuel 5:6-10; 1 Crônicas 11:4-9) em uma grande cidade com um Templo que rivalizava com o Novo Testamento. os maiores templos do mundo romano. Pouco antes do nascimento de Jesus, Herodes, o Grande, renovou e expandiu completamente o Templo do Senhor, e também construiu para si um palácio luxuoso, vários tanques (onde Jesus ocasionalmente realizava curas), edifícios públicos e cidadelas militares, incluindo a Antônia. Fortaleza, que dominava o Templo. Os residentes ricos, incluindo o sumo sacerdote, ocupavam casas extravagantes na Cidade Alta, enquanto os residentes mais pobres eram relegados para áreas menos desejáveis, como a Cidade Baixa. O bairro dos essênios recebeu esse nome porque muitos de seus residentes pertenciam aos essênios, uma seita religiosa estrita que era conhecida por sua cuidadosa atenção à lei de Moisés. Do outro lado do Vale do Cédron ficava o Jardim do Getsêmani, onde Jesus frequentemente se reunia com seus discípulos. (Mateus 26:36-46; Marcos 14:32-53; João 18:1-14) Mais a leste ficava o Monte das Oliveiras, onde Jesus começou sua entrada triunfal uma semana antes de sua crucificação (Mateus 21:1-11; Marcos 11:1-11; Lucas 19:28-40; João 12:12-19), ensinado seus discípulos sobre os últimos dias (Mateus 24-25; Marcos 13), e finalmente ascendeu ao céu após sua ressurreição. (Lucas 24:50-53; Atos 1:1-11)

O rei Herodes, o Grande, iniciou as reformas do Templo por volta de 20–19 a.C. Toda a expansão do templo, incluindo o enorme Monte do Templo, não foi concluída até aproximadamente 62-64 d.C.

Os pátios internos do Templo de Herodes eram acessíveis por 10 portões, pelos quais somente os judeus podiam entrar. No interior havia várias câmaras e um pátio onde eram feitos sacrifícios. Numa extremidade ficava o lugar sagrado – um santuário de dois cômodos usado pelos sacerdotes judeus. O extenso projeto de construção do Segundo Templo e do Monte do Templo de Herodes foi concluído aproximadamente entre 62 e 64 d.C., apenas para ser destruído pelos romanos em 70 d.C.

Fonte: https://biblemapper.com/

Marcos 11:8-10

Muitas pessoas colocaram as suas capas na estrada, enquanto outras jogavam ramos, que tinham cortado nos campos, pelo caminho em que Jesus passava. Quando ele se aproximou de Jerusalém, na descida do monte das Oliveiras, a multidão de discípulos começou a louvar alegremente a Deus, em voz alta, por todos os milagres que eles tinham visto. As pessoas que iam na frente e aquelas que iam atrás de Jesus, todas gritavam: “Hosana ao filho de Davi! Que Deus abençoe aquele que vem em nome do Senhor! Que Deus abençoe o rei de Israel! Que Deus abençoe o Reino do nosso pai Davi, que está vindo! Hosana nas alturas!”2

Lucas 19:36-38

Conforme ele prosseguia, as pessoas estendiam suas capas na estrada. Quando ele se aproximou de Jerusalém, na descida do monte das Oliveiras, a multidão de discípulos começou a louvar alegremente a Deus, em voz alta, por todos os milagres que eles tinham visto. Eles gritavam: “Abençoado seja o Reino que vem em nome do Senhor! Paz no céu e glória nas alturas!”

Mateus 21:8, 9

Muitas pessoas na multidão cobriram o chão com as suas capas, enquanto outras cortavam galhos das árvores e os colocavam sobre a estrada. A grande quantidade de pessoas que iam na frente e as que vinham atrás dele gritavam: “Hosana ao filho de Davi! Abençoado seja ele, que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas!”

João 12:13

Elas cortaram folhas de palmeiras e foram dar as boas-vindas a ele, gritando: “Hosana! Que Deus abençoe aquele que vem em nome do Senhor! Que Deus abençoe o rei de Israel!”

João 12:16-19

Naquela ocasião, os discípulos de Jesus não entenderam o que isso significava. Apenas tempos mais tarde, quando ele foi glorificado, eles entenderam que o que tinha acontecido havia sido escrito antes e que dizia respeito a ele.3 Muitas pessoas na multidão tinham visto Jesus dizer a Lázaro para sair do túmulo e que ressuscitasse. E essas mesmas pessoas estavam recontando essa história. Foi por esse motivo que muitos foram ver Jesus, pois tinham ouvido falar sobre esse milagre. Os fariseus disseram uns para os outros: “Veja! Nós não conseguimos resultado algum! Todos estão correndo para vê-lo!”

Lucas 19:39-44

Alguns fariseus que estavam na multidão disseram para Jesus: “Mestre, faça com que os seus discípulos parem de dizer isso.” Mas Jesus respondeu: “Eu lhes digo que, se eles ficarem quietos, então, as pedras irão gritar!” Mas quando ele foi chegando mais perto, viu a cidade e chorou por ela. Ele disse: “Eu realmente queria que hoje, você, Jerusalém, até mesmo você, soubesse o caminho para chegar à paz! Mas, agora já não há como enxergar esse caminho. Está chegando o momento em que os seus inimigos irão cercá-la, construirão rampas para atacá-la e não haverá como escapar. Eles a esmagarão e, junto com você, todos os seus filhos serão destruídos. Não restará pedra alguma em pé, pois você se recusou a aceitar a salvação quando ela veio até você.”4

◈ Data: Segundo Dia da Semana, 11 de Nisã. – 33 d.C.
◈ Local: Jerusalém.

JERUSALÉM.
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Na época do Novo Testamento, a antiga cidade de Jerusalém havia sido transformada de uma fortaleza relativamente pequena dos dias de Davi (2 Samuel 5:6-10; 1 Crônicas 11:4-9) em uma grande cidade com um Templo que rivalizava com o Novo Testamento. os maiores templos do mundo romano. Pouco antes do nascimento de Jesus, Herodes, o Grande, renovou e expandiu completamente o Templo do Senhor, e também construiu para si um palácio luxuoso, vários tanques (onde Jesus ocasionalmente realizava curas), edifícios públicos e cidadelas militares, incluindo a Antônia. Fortaleza, que dominava o Templo. Os residentes ricos, incluindo o sumo sacerdote, ocupavam casas extravagantes na Cidade Alta, enquanto os residentes mais pobres eram relegados para áreas menos desejáveis, como a Cidade Baixa. O bairro dos essênios recebeu esse nome porque muitos de seus residentes pertenciam aos essênios, uma seita religiosa estrita que era conhecida por sua cuidadosa atenção à lei de Moisés. Do outro lado do Vale do Cédron ficava o Jardim do Getsêmani, onde Jesus frequentemente se reunia com seus discípulos. (Mateus 26:36-46; Marcos 14:32-53; João 18:1-14) Mais a leste ficava o Monte das Oliveiras, onde Jesus começou sua entrada triunfal uma semana antes de sua crucificação (Mateus 21:1-11; Marcos 11:1-11; Lucas 19:28-40; João 12:12-19), ensinado seus discípulos sobre os últimos dias (Mateus 24-25; Marcos 13), e finalmente ascendeu ao céu após sua ressurreição. (Lucas 24:50-53; Atos 1:1-11)

O rei Herodes, o Grande, iniciou as reformas do Templo por volta de 20–19 a.C. Toda a expansão do templo, incluindo o enorme Monte do Templo, não foi concluída até aproximadamente 62-64 d.C.

Os pátios internos do Templo de Herodes eram acessíveis por 10 portões, pelos quais somente os judeus podiam entrar. No interior havia várias câmaras e um pátio onde eram feitos sacrifícios. Numa extremidade ficava o lugar sagrado – um santuário de dois cômodos usado pelos sacerdotes judeus. O extenso projeto de construção do Segundo Templo e do Monte do Templo de Herodes foi concluído aproximadamente entre 62 e 64 d.C., apenas para ser destruído pelos romanos em 70 d.C.

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Mateus 21:10, 11, 14-16

Quando Jesus chegou em Jerusalém e foi ao Templo, havia uma grande agitação na cidade. Ele olhou em volta, observando tudo. As pessoas perguntavam: “Quem é ele?” E a multidão respondia: “Ele é Jesus, o profeta de Nazaré da Galileia.” Cegos e coxos vinham até ele no Templo, e ele os curava. Mas, os chefes dos sacerdotes e os escribas ficaram ofendidos ao verem os milagres maravilhosos que ele fazia, e as crianças gritando no Templo: “Hosana ao filho de Davi!” Eles perguntaram a Jesus: “Você está ouvindo o que estas crianças estão dizendo?” Jesus respondeu: “Sim. Vocês nunca leram a passagem das Sagradas Escrituras que diz: ‘Façam com que as crianças e as criancinhas ofereçam o louvor perfeito?’”

Marcos 11:11(a)

Jesus entrou em Jerusalém e foi ao Templo. Ele olhou em volta, observando tudo. E, então, como estava ficando tarde, ele voltou ao povoado de Betânia com os doze discípulos.

◈ Data: Segundo Dia da Semana, 11 de Nisã. – 33 d.C.
◈ Local: De Jerusalém para Betânia.

DE JERUSALÉM PARA BETÂNIA.
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No segundo dia da semana, quatro dias antes de ser crucificado (11 de Nisã), Jesus e seus discípulos viajaram de Betânia para Jerusalém, aproximando-se da cidade pelo leste. Quando chegaram à aldeia de Betfagé, Jesus montou num jumento e desceu o Monte das Oliveiras como um rei humilde entrando em sua capital. Ao longo do caminho, muitas pessoas colocaram galhos e mantos em seu caminho para recebê-lo. Depois que Jesus entrou na cidade, ele imediatamente subiu ao templo e expulsou os cambistas e mercadores de lá, e curou cegos e coxos. Depois, ele viajou quase três quilômetros fora da cidade até o vilarejo de Betânia para passar a noite, que parece ter sido onde ele costumava se hospedar todas as noites enquanto visitava Jerusalém durante a lotada festa da Páscoa. Betânia também é onde moravam Maria, Marta e Lázaro, amigos íntimos de Jesus. Certa noite, enquanto Jesus estava presente em um grande jantar oferecido em sua homenagem, Marta serviu a comida e Maria derramou perfume caro nos pés de Jesus e enxugou-os com os cabelos.

Fonte: https://biblemapper.com/

JERUSALÉM.
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Na época do Novo Testamento, a antiga cidade de Jerusalém havia sido transformada de uma fortaleza relativamente pequena dos dias de Davi (2 Samuel 5:6-10; 1 Crônicas 11:4-9) em uma grande cidade com um Templo que rivalizava com o Novo Testamento. os maiores templos do mundo romano. Pouco antes do nascimento de Jesus, Herodes, o Grande, renovou e expandiu completamente o Templo do Senhor, e também construiu para si um palácio luxuoso, vários tanques (onde Jesus ocasionalmente realizava curas), edifícios públicos e cidadelas militares, incluindo a Antônia. Fortaleza, que dominava o Templo. Os residentes ricos, incluindo o sumo sacerdote, ocupavam casas extravagantes na Cidade Alta, enquanto os residentes mais pobres eram relegados para áreas menos desejáveis, como a Cidade Baixa. O bairro dos essênios recebeu esse nome porque muitos de seus residentes pertenciam aos essênios, uma seita religiosa estrita que era conhecida por sua cuidadosa atenção à lei de Moisés. Do outro lado do Vale do Cédron ficava o Jardim do Getsêmani, onde Jesus frequentemente se reunia com seus discípulos. (Mateus 26:36-46; Marcos 14:32-53; João 18:1-14) Mais a leste ficava o Monte das Oliveiras, onde Jesus começou sua entrada triunfal uma semana antes de sua crucificação (Mateus 21:1-11; Marcos 11:1-11; Lucas 19:28-40; João 12:12-19), ensinado seus discípulos sobre os últimos dias (Mateus 24-25; Marcos 13), e finalmente ascendeu ao céu após sua ressurreição. (Lucas 24:50-53; Atos 1:1-11)

O rei Herodes, o Grande, iniciou as reformas do Templo por volta de 20–19 a.C. Toda a expansão do templo, incluindo o enorme Monte do Templo, não foi concluída até aproximadamente 62-64 d.C.

Os pátios internos do Templo de Herodes eram acessíveis por 10 portões, pelos quais somente os judeus podiam entrar. No interior havia várias câmaras e um pátio onde eram feitos sacrifícios. Numa extremidade ficava o lugar sagrado – um santuário de dois cômodos usado pelos sacerdotes judeus. O extenso projeto de construção do Segundo Templo e do Monte do Templo de Herodes foi concluído aproximadamente entre 62 e 64 d.C., apenas para ser destruído pelos romanos em 70 d.C.

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Mateus 21:17

E, então, como estava ficando tarde, Jesus os deixou e saiu daquela cidade para ficar na aldeia de Betânia com os doze discípulos.

Marcos 11:11(b)

E, então, como estava ficando tarde, ele voltou ao povoado de Betânia com os doze discípulos.

§ 113. A figueira estéril. A segunda purificação do Templo.
(2° Purificação do Templo. Veja § 21.)
(33° Milagre do Nosso Senhor)

◈ Data: Terceiro Dia da Semana, 12 de Nisã. – 33 d.C.
◈ Local: De Betânia para Jerusalém.

DE BETÂNIA PARA JERUSALÉM.
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No segundo dia da semana, quatro dias antes de ser crucificado (11 de Nisã), Jesus e seus discípulos viajaram de Betânia para Jerusalém, aproximando-se da cidade pelo leste. Quando chegaram à aldeia de Betfagé, Jesus montou num jumento e desceu o Monte das Oliveiras como um rei humilde entrando em sua capital. Ao longo do caminho, muitas pessoas colocaram galhos e mantos em seu caminho para recebê-lo. Depois que Jesus entrou na cidade, ele imediatamente subiu ao templo e expulsou os cambistas e mercadores de lá, e curou cegos e coxos. Depois, ele viajou quase três quilômetros fora da cidade até o vilarejo de Betânia para passar a noite, que parece ter sido onde ele costumava se hospedar todas as noites enquanto visitava Jerusalém durante a lotada festa da Páscoa. Betânia também é onde moravam Maria, Marta e Lázaro, amigos íntimos de Jesus. Certa noite, enquanto Jesus estava presente em um grande jantar oferecido em sua homenagem, Marta serviu a comida e Maria derramou perfume caro nos pés de Jesus e enxugou-os com os cabelos.

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JERUSALÉM.
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Na época do Novo Testamento, a antiga cidade de Jerusalém havia sido transformada de uma fortaleza relativamente pequena dos dias de Davi (2 Samuel 5:6-10; 1 Crônicas 11:4-9) em uma grande cidade com um Templo que rivalizava com o Novo Testamento. os maiores templos do mundo romano. Pouco antes do nascimento de Jesus, Herodes, o Grande, renovou e expandiu completamente o Templo do Senhor, e também construiu para si um palácio luxuoso, vários tanques (onde Jesus ocasionalmente realizava curas), edifícios públicos e cidadelas militares, incluindo a Antônia. Fortaleza, que dominava o Templo. Os residentes ricos, incluindo o sumo sacerdote, ocupavam casas extravagantes na Cidade Alta, enquanto os residentes mais pobres eram relegados para áreas menos desejáveis, como a Cidade Baixa. O bairro dos essênios recebeu esse nome porque muitos de seus residentes pertenciam aos essênios, uma seita religiosa estrita que era conhecida por sua cuidadosa atenção à lei de Moisés. Do outro lado do Vale do Cédron ficava o Jardim do Getsêmani, onde Jesus frequentemente se reunia com seus discípulos. (Mateus 26:36-46; Marcos 14:32-53; João 18:1-14) Mais a leste ficava o Monte das Oliveiras, onde Jesus começou sua entrada triunfal uma semana antes de sua crucificação (Mateus 21:1-11; Marcos 11:1-11; Lucas 19:28-40; João 12:12-19), ensinado seus discípulos sobre os últimos dias (Mateus 24-25; Marcos 13), e finalmente ascendeu ao céu após sua ressurreição. (Lucas 24:50-53; Atos 1:1-11)

O rei Herodes, o Grande, iniciou as reformas do Templo por volta de 20–19 a.C. Toda a expansão do templo, incluindo o enorme Monte do Templo, não foi concluída até aproximadamente 62-64 d.C.

Os pátios internos do Templo de Herodes eram acessíveis por 10 portões, pelos quais somente os judeus podiam entrar. No interior havia várias câmaras e um pátio onde eram feitos sacrifícios. Numa extremidade ficava o lugar sagrado – um santuário de dois cômodos usado pelos sacerdotes judeus. O extenso projeto de construção do Segundo Templo e do Monte do Templo de Herodes foi concluído aproximadamente entre 62 e 64 d.C., apenas para ser destruído pelos romanos em 70 d.C.

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Marcos 11:12-18

No dia seguinte, quando saíram de Betânia, e voltavam para a cidade, Jesus teve fome. Desde uma certa distância viu uma figueira com folhas. Ele se aproximou da árvore, para ver se tinha frutos. Mas, quando chegou lá, descobriu que havia apenas folhas, pois não era a época de figos. Ele disse para a árvore: “Nunca mais dê figos! Ninguém nunca mais comerá qualquer fruto seu!” E seus discípulos ouviram isso. Imediatamente, a figueira secou.5 Eles chegaram em Jerusalém e Jesus entrou no Templo. Ele começou a expulsar as pessoas que estavam no Templo comprando e vendendo mercadorias. Ele virou as mesas dos que trocavam dinheiro e as cadeiras das pessoas que vendiam pombas. E parava todos que atravessavam o Templo, carregando coisas. Ele explicou para as pessoas que estavam lá: “As Sagradas Escrituras não dizem: ‘Minha casa será chamada de casa de oração para todas as nações’? Mas, vocês transformaram este lugar em um esconderijo de ladrões!” Todos os dias, Jesus ensinava no Templo. Os chefes dos sacerdotes, os escribas e os presbíteros do povo ouviram o que havia acontecido e tentaram encontrar um meio de matar Jesus. Mas, eles não conseguiam isso, eles ficaram com medo dele, pois todos gostavam de Jesus e estavam muito impressionados com os seus ensinamentos.

Mateus 21:18, 19; 12, 13

Na manhã seguinte, conforme ele voltava para a cidade, ficou com fome. Ele viu uma figueira na beira da estrada. Então, ele foi até ela, mas não encontrou frutos, apenas folhas. Ele disse à figueira: “Nunca mais dê figos!” Imediatamente, a figueira secou. Jesus entrou no Templo e expulsou todas as pessoas que lá estavam comprando e vendendo. Ele virou as mesas dos que trocavam dinheiro e as cadeiras dos vendedores de pombas. Ele lhes disse: “As Sagradas Escrituras dizem: ‘Minha casa deverá ser chamada de casa de oração’, mas vocês a transformaram em um esconderijo de ladrões.”

Lucas 19:45-48

Jesus entrou no Templo e começou a expulsar todos os vendedores que estavam lá. Ele lhes disse: “As Sagradas Escrituras afirmam que ‘a minha casa será uma casa de oração’, mas vocês a transformaram em um esconderijo de ladrões.” Todos os dias, Jesus ensinava no Templo. Os chefes dos sacerdotes, os escribas e os presbíteros do povo estavam tentando encontrar um meio de matá-lo. Mas eles não conseguiam isso, pois todas as pessoas gostavam de Jesus e estavam fascinadas pelo que ele dizia.

◈ Data: Terceiro Dia da Semana, 12 de Nisã. – 33 d.C.
◈ Local: De Jerusalém para Betânia.

DE JERUSALÉM PARA BETÂNIA.
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No segundo dia da semana, quatro dias antes de ser crucificado (11 de Nisã), Jesus e seus discípulos viajaram de Betânia para Jerusalém, aproximando-se da cidade pelo leste. Quando chegaram à aldeia de Betfagé, Jesus montou num jumento e desceu o Monte das Oliveiras como um rei humilde entrando em sua capital. Ao longo do caminho, muitas pessoas colocaram galhos e mantos em seu caminho para recebê-lo. Depois que Jesus entrou na cidade, ele imediatamente subiu ao templo e expulsou os cambistas e mercadores de lá, e curou cegos e coxos. Depois, ele viajou quase três quilômetros fora da cidade até o vilarejo de Betânia para passar a noite, que parece ter sido onde ele costumava se hospedar todas as noites enquanto visitava Jerusalém durante a lotada festa da Páscoa. Betânia também é onde moravam Maria, Marta e Lázaro, amigos íntimos de Jesus. Certa noite, enquanto Jesus estava presente em um grande jantar oferecido em sua homenagem, Marta serviu a comida e Maria derramou perfume caro nos pés de Jesus e enxugou-os com os cabelos.

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JERUSALÉM.
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Na época do Novo Testamento, a antiga cidade de Jerusalém havia sido transformada de uma fortaleza relativamente pequena dos dias de Davi (2 Samuel 5:6-10; 1 Crônicas 11:4-9) em uma grande cidade com um Templo que rivalizava com o Novo Testamento. os maiores templos do mundo romano. Pouco antes do nascimento de Jesus, Herodes, o Grande, renovou e expandiu completamente o Templo do Senhor, e também construiu para si um palácio luxuoso, vários tanques (onde Jesus ocasionalmente realizava curas), edifícios públicos e cidadelas militares, incluindo a Antônia. Fortaleza, que dominava o Templo. Os residentes ricos, incluindo o sumo sacerdote, ocupavam casas extravagantes na Cidade Alta, enquanto os residentes mais pobres eram relegados para áreas menos desejáveis, como a Cidade Baixa. O bairro dos essênios recebeu esse nome porque muitos de seus residentes pertenciam aos essênios, uma seita religiosa estrita que era conhecida por sua cuidadosa atenção à lei de Moisés. Do outro lado do Vale do Cédron ficava o Jardim do Getsêmani, onde Jesus frequentemente se reunia com seus discípulos. (Mateus 26:36-46; Marcos 14:32-53; João 18:1-14) Mais a leste ficava o Monte das Oliveiras, onde Jesus começou sua entrada triunfal uma semana antes de sua crucificação (Mateus 21:1-11; Marcos 11:1-11; Lucas 19:28-40; João 12:12-19), ensinado seus discípulos sobre os últimos dias (Mateus 24-25; Marcos 13), e finalmente ascendeu ao céu após sua ressurreição. (Lucas 24:50-53; Atos 1:1-11)

O rei Herodes, o Grande, iniciou as reformas do Templo por volta de 20–19 a.C. Toda a expansão do templo, incluindo o enorme Monte do Templo, não foi concluída até aproximadamente 62-64 d.C.

Os pátios internos do Templo de Herodes eram acessíveis por 10 portões, pelos quais somente os judeus podiam entrar. No interior havia várias câmaras e um pátio onde eram feitos sacrifícios. Numa extremidade ficava o lugar sagrado – um santuário de dois cômodos usado pelos sacerdotes judeus. O extenso projeto de construção do Segundo Templo e do Monte do Templo de Herodes foi concluído aproximadamente entre 62 e 64 d.C., apenas para ser destruído pelos romanos em 70 d.C.

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Marcos 11:19

Quando a noite chegou, Jesus e os seus discípulos deixaram a cidade.6 Todos os dias Jesus ensinava no Templo, e todas as noites ele ficava no monte das Oliveiras. Todas as pessoas vinham bem cedo de manhã para ouvi-lo no Templo.

Lucas 21:37, 38

Todos os dias Jesus ensinava no Templo, e todas as noites ele ficava no monte das Oliveiras. Todas as pessoas vinham bem cedo de manhã para ouvi-lo no Templo.

§ 114. A figueira estéril murcha.
(25° Parábola do Nosso Senhor)

◈ Data: Quarto Dia da Semana, 13 de Nisã. – 33 d.C.
◈ Local: No Caminho entre Betânia e Jerusalém.

NO CAMINHO ENTRE BETÂNIA E JERUSALÉM.
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No segundo dia da semana, quatro dias antes de ser crucificado (11 de Nisã), Jesus e seus discípulos viajaram de Betânia para Jerusalém, aproximando-se da cidade pelo leste. Quando chegaram à aldeia de Betfagé, Jesus montou num jumento e desceu o Monte das Oliveiras como um rei humilde entrando em sua capital. Ao longo do caminho, muitas pessoas colocaram galhos e mantos em seu caminho para recebê-lo. Depois que Jesus entrou na cidade, ele imediatamente subiu ao templo e expulsou os cambistas e mercadores de lá, e curou cegos e coxos. Depois, ele viajou quase três quilômetros fora da cidade até o vilarejo de Betânia para passar a noite, que parece ter sido onde ele costumava se hospedar todas as noites enquanto visitava Jerusalém durante a lotada festa da Páscoa. Betânia também é onde moravam Maria, Marta e Lázaro, amigos íntimos de Jesus. Certa noite, enquanto Jesus estava presente em um grande jantar oferecido em sua homenagem, Marta serviu a comida e Maria derramou perfume caro nos pés de Jesus e enxugou-os com os cabelos.

Fonte: https://biblemapper.com/

JERUSALÉM.
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Na época do Novo Testamento, a antiga cidade de Jerusalém havia sido transformada de uma fortaleza relativamente pequena dos dias de Davi (2 Samuel 5:6-10; 1 Crônicas 11:4-9) em uma grande cidade com um Templo que rivalizava com o Novo Testamento. os maiores templos do mundo romano. Pouco antes do nascimento de Jesus, Herodes, o Grande, renovou e expandiu completamente o Templo do Senhor, e também construiu para si um palácio luxuoso, vários tanques (onde Jesus ocasionalmente realizava curas), edifícios públicos e cidadelas militares, incluindo a Antônia. Fortaleza, que dominava o Templo. Os residentes ricos, incluindo o sumo sacerdote, ocupavam casas extravagantes na Cidade Alta, enquanto os residentes mais pobres eram relegados para áreas menos desejáveis, como a Cidade Baixa. O bairro dos essênios recebeu esse nome porque muitos de seus residentes pertenciam aos essênios, uma seita religiosa estrita que era conhecida por sua cuidadosa atenção à lei de Moisés. Do outro lado do Vale do Cédron ficava o Jardim do Getsêmani, onde Jesus frequentemente se reunia com seus discípulos. (Mateus 26:36-46; Marcos 14:32-53; João 18:1-14) Mais a leste ficava o Monte das Oliveiras, onde Jesus começou sua entrada triunfal uma semana antes de sua crucificação (Mateus 21:1-11; Marcos 11:1-11; Lucas 19:28-40; João 12:12-19), ensinado seus discípulos sobre os últimos dias (Mateus 24-25; Marcos 13), e finalmente ascendeu ao céu após sua ressurreição. (Lucas 24:50-53; Atos 1:1-11)

O rei Herodes, o Grande, iniciou as reformas do Templo por volta de 20–19 a.C. Toda a expansão do templo, incluindo o enorme Monte do Templo, não foi concluída até aproximadamente 62-64 d.C.

Os pátios internos do Templo de Herodes eram acessíveis por 10 portões, pelos quais somente os judeus podiam entrar. No interior havia várias câmaras e um pátio onde eram feitos sacrifícios. Numa extremidade ficava o lugar sagrado – um santuário de dois cômodos usado pelos sacerdotes judeus. O extenso projeto de construção do Segundo Templo e do Monte do Templo de Herodes foi concluído aproximadamente entre 62 e 64 d.C., apenas para ser destruído pelos romanos em 70 d.C.

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Marcos 11:20-26

Na manhã seguinte, quando eles voltaram, viram a figueira completamente murcha. Os discípulos ficaram espantados ao ver isso. Eles perguntaram: “Como a figueira secou tão rápido?” Pedro se lembrou do que Jesus tinha feito e lhe disse: “Rabi, olhe! A figueira que você amaldiçoou ficou seca.” Jesus respondeu: “Eu lhes afirmo que isto é verdade: Confiem em Deus. Se vocês realmente acreditarem em Deus e não duvidarem dele, poderão não só fazer o que eu fiz com a figueira, mas muito mais. Acreditem quando eu digo a vocês que se disserem para esta montanha: ‘Saia daqui e se jogue no mar!’, e, se não duvidarem em seu coração e estiverem convencidos sobre o que pedem, então, acontecerá!7 Eu lhes digo que sempre que vocês orarem e pedirem alguma coisa, creiam que já receberam, e isso será seu, desde que acreditem em Deus. Mas, quando estiverem orando, se tiverem algo contra alguém, perdoe essa pessoa, para que o seu Pai celestial também possa perdoar os seus pecados. Mas, se vocês não perdoarem, também o Pai de vocês, que está nos céus, não perdoará as ofensas de vocês.”

Mateus 21:20-22

Os discípulos ficaram espantados ao ver isso. Eles perguntaram: “Como a figueira secou tão rápido?” Jesus respondeu: “Eu lhes afirmo que isto é verdade: se vocês realmente acreditarem em Deus e não duvidarem dele, poderão não só fazer o que eu fiz com a figueira, mas muito mais. Vocês poderão dizer para esta montanha: ‘Levante-se e jogue-se no mar!’ E isso acontecerá. Vocês receberão tudo o que pedirem em oração, desde que acreditem em Deus.”

§ 115. A autoridade de Cristo é questionada. Parábola dos Dois Filhos.
(26° Parábola do Nosso Senhor)

◈ Data: Quarto Dia da Semana, 13 de Nisã. – 33 d.C.
◈ Local: De Betânia para Jerusalém.

DE BETÂNIA PARA JERUSALÉM.
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No segundo dia da semana, quatro dias antes de ser crucificado (11 de Nisã), Jesus e seus discípulos viajaram de Betânia para Jerusalém, aproximando-se da cidade pelo leste. Quando chegaram à aldeia de Betfagé, Jesus montou num jumento e desceu o Monte das Oliveiras como um rei humilde entrando em sua capital. Ao longo do caminho, muitas pessoas colocaram galhos e mantos em seu caminho para recebê-lo. Depois que Jesus entrou na cidade, ele imediatamente subiu ao templo e expulsou os cambistas e mercadores de lá, e curou cegos e coxos. Depois, ele viajou quase três quilômetros fora da cidade até o vilarejo de Betânia para passar a noite, que parece ter sido onde ele costumava se hospedar todas as noites enquanto visitava Jerusalém durante a lotada festa da Páscoa. Betânia também é onde moravam Maria, Marta e Lázaro, amigos íntimos de Jesus. Certa noite, enquanto Jesus estava presente em um grande jantar oferecido em sua homenagem, Marta serviu a comida e Maria derramou perfume caro nos pés de Jesus e enxugou-os com os cabelos.

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JERUSALÉM.
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Na época do Novo Testamento, a antiga cidade de Jerusalém havia sido transformada de uma fortaleza relativamente pequena dos dias de Davi (2 Samuel 5:6-10; 1 Crônicas 11:4-9) em uma grande cidade com um Templo que rivalizava com o Novo Testamento. os maiores templos do mundo romano. Pouco antes do nascimento de Jesus, Herodes, o Grande, renovou e expandiu completamente o Templo do Senhor, e também construiu para si um palácio luxuoso, vários tanques (onde Jesus ocasionalmente realizava curas), edifícios públicos e cidadelas militares, incluindo a Antônia. Fortaleza, que dominava o Templo. Os residentes ricos, incluindo o sumo sacerdote, ocupavam casas extravagantes na Cidade Alta, enquanto os residentes mais pobres eram relegados para áreas menos desejáveis, como a Cidade Baixa. O bairro dos essênios recebeu esse nome porque muitos de seus residentes pertenciam aos essênios, uma seita religiosa estrita que era conhecida por sua cuidadosa atenção à lei de Moisés. Do outro lado do Vale do Cédron ficava o Jardim do Getsêmani, onde Jesus frequentemente se reunia com seus discípulos. (Mateus 26:36-46; Marcos 14:32-53; João 18:1-14) Mais a leste ficava o Monte das Oliveiras, onde Jesus começou sua entrada triunfal uma semana antes de sua crucificação (Mateus 21:1-11; Marcos 11:1-11; Lucas 19:28-40; João 12:12-19), ensinado seus discípulos sobre os últimos dias (Mateus 24-25; Marcos 13), e finalmente ascendeu ao céu após sua ressurreição. (Lucas 24:50-53; Atos 1:1-11)

O rei Herodes, o Grande, iniciou as reformas do Templo por volta de 20–19 a.C. Toda a expansão do templo, incluindo o enorme Monte do Templo, não foi concluída até aproximadamente 62-64 d.C.

Os pátios internos do Templo de Herodes eram acessíveis por 10 portões, pelos quais somente os judeus podiam entrar. No interior havia várias câmaras e um pátio onde eram feitos sacrifícios. Numa extremidade ficava o lugar sagrado – um santuário de dois cômodos usado pelos sacerdotes judeus. O extenso projeto de construção do Segundo Templo e do Monte do Templo de Herodes foi concluído aproximadamente entre 62 e 64 d.C., apenas para ser destruído pelos romanos em 70 d.C.

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Marcos 11:27-33

Eles chegaram em Jerusalém e Jesus entrou no Templo, e enquanto Jesus caminhava pelo Templo, e ensinava às pessoas dizendo para elas sobre as boas novas do Reino de Deus,8 os chefes dos sacerdotes, os escribas e os líderes se aproximaram dele. Eles lhe perguntaram: “Com que autoridade você está fazendo tudo isso? Quem lhe deu esse direito?” Jesus lhes disse: “Deixem que eu lhes faça uma pergunta. Vocês me respondem e eu lhes direi com que autoridade faço essas coisas. Quem deu autoridade para João batizar: foi Deus ou foram as pessoas? O batismo de João vinha do céu ou era apenas uma ação humana?” Eles discutiram entre si sobre isso. E disseram: “Se dissermos que foi Deus e que era do céu, ele dirá: ‘Então, por que vocês não creram nele?’ Mas, se dissermos que foram as pessoas e que vinha dos homens, ai de nós, todos aqui irão nos apedrejar.” Pois todos acreditavam que João Batista fosse realmente um profeta. Diante disso, eles responderam o seguinte a Jesus: “Nós não sabemos!” Jesus lhes respondeu: “Então, eu não direi a vocês com que autoridade faço essas coisas.”

Lucas 20:1-8

Certa vez, quando Jesus estava ensinando às pessoas no Templo, dizendo para elas sobre as boas novas do Reino de Deus, alguns chefes dos sacerdotes e dos escribas chegaram com os presbíteros do povo. Eles perguntaram a Jesus: “Diga-nos, com a autoridade de quem você está fazendo essas coisas? Quem lhe deu o direito de fazer isso?” Jesus respondeu: “Deixem-me também fazer uma pergunta a vocês. Digam-me: O batismo de João vinha do céu ou era apenas uma ação humana?” Eles conversaram sobre isso entre eles: “Se dissermos que era do céu, ele perguntará: ‘Então, por que vocês não acreditaram nele?’ E se dissermos que vinha dos homens, todos aqui irão nos apedrejar, pois eles têm certeza de que João era um profeta.” Assim eles responderam: “Nós não sabemos!” Jesus respondeu: “Então, não direi a vocês quem me deu autoridade para fazer o que faço.”

Mateus 21:23-27

Jesus entrou no Templo. Os chefes dos sacerdotes e os presbíteros do povo se aproximaram de Jesus, enquanto ele ensinava, e perguntaram: “Com que autoridade você faz estas coisas? Quem lhe deu esta autoridade?” Jesus respondeu: “Eu também tenho uma pergunta para vocês. Se vocês me responderem, eu lhes digo com que autoridade faço estas coisas: De onde era o batismo de João? Do céu ou dos seres humanos?” Eles discutiram entre si: “Se dissermos ‘do céu’, então, ele nos perguntará: então por que vocês não creram em João? Mas, se dissermos ‘dos seres humanos’, então, a multidão irá se virar contra nós, pois todos eles consideram João um profeta.” Diante disso, eles responderam a Jesus: “Nós não sabemos.” Jesus disse: “Então, eu não direi a vocês com que autoridade faço estas coisas.”

Mateus 21:28-32

“Mas, o que vocês acham desta parábola? Havia um homem que tinha dois filhos. Ele se virou para o primeiro filho e disse: ‘Filho, vá e trabalhe na plantação de uvas hoje.’ O filho respondeu: ‘Eu não irei.’ Mas depois, ele se arrependeu do que tinha dito e foi trabalhar na plantação. O homem se aproximou do segundo filho e disse a mesma coisa. O filho respondeu: ‘Eu irei.’ Mas, ele não foi. Qual dos dois filhos fez o que seu pai queria?” Eles responderam: “O primeiro.” Jesus lhes disse: “Eu lhes afirmo que isto é verdade: os cobradores de impostos e as prostitutas precedem vocês no Reino de Deus,9 João Batista veio para lhes mostrar o caminho certo, mas vocês não acreditaram nele. Ao contrário de vocês, os cobradores de impostos e a prostitutas creram nele. Depois, quando vocês viram o que aconteceu, ainda assim, não se arrependeram, nem acreditaram nele.”

§ 116. A parábola dos lavradores maus.
(27° Parábola do Nosso Senhor)

◈ Data: Quarto Dia da Semana, 13 de Nisã. – 33 d.C.
◈ Local: Jerusalém.

JERUSALÉM.
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Na época do Novo Testamento, a antiga cidade de Jerusalém havia sido transformada de uma fortaleza relativamente pequena dos dias de Davi (2 Samuel 5:6-10; 1 Crônicas 11:4-9) em uma grande cidade com um Templo que rivalizava com o Novo Testamento. os maiores templos do mundo romano. Pouco antes do nascimento de Jesus, Herodes, o Grande, renovou e expandiu completamente o Templo do Senhor, e também construiu para si um palácio luxuoso, vários tanques (onde Jesus ocasionalmente realizava curas), edifícios públicos e cidadelas militares, incluindo a Antônia. Fortaleza, que dominava o Templo. Os residentes ricos, incluindo o sumo sacerdote, ocupavam casas extravagantes na Cidade Alta, enquanto os residentes mais pobres eram relegados para áreas menos desejáveis, como a Cidade Baixa. O bairro dos essênios recebeu esse nome porque muitos de seus residentes pertenciam aos essênios, uma seita religiosa estrita que era conhecida por sua cuidadosa atenção à lei de Moisés. Do outro lado do Vale do Cédron ficava o Jardim do Getsêmani, onde Jesus frequentemente se reunia com seus discípulos. (Mateus 26:36-46; Marcos 14:32-53; João 18:1-14) Mais a leste ficava o Monte das Oliveiras, onde Jesus começou sua entrada triunfal uma semana antes de sua crucificação (Mateus 21:1-11; Marcos 11:1-11; Lucas 19:28-40; João 12:12-19), ensinado seus discípulos sobre os últimos dias (Mateus 24-25; Marcos 13), e finalmente ascendeu ao céu após sua ressurreição. (Lucas 24:50-53; Atos 1:1-11)

O rei Herodes, o Grande, iniciou as reformas do Templo por volta de 20–19 a.C. Toda a expansão do templo, incluindo o enorme Monte do Templo, não foi concluída até aproximadamente 62-64 d.C.

Os pátios internos do Templo de Herodes eram acessíveis por 10 portões, pelos quais somente os judeus podiam entrar. No interior havia várias câmaras e um pátio onde eram feitos sacrifícios. Numa extremidade ficava o lugar sagrado – um santuário de dois cômodos usado pelos sacerdotes judeus. O extenso projeto de construção do Segundo Templo e do Monte do Templo de Herodes foi concluído aproximadamente entre 62 e 64 d.C., apenas para ser destruído pelos romanos em 70 d.C.

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Lucas 20:9-19

Depois, ele começou a contar uma parábola para as pessoas: “Vou lhes contar outra parábola. Havia um homem que fez uma plantação de uvas. Ele colocou uma cerca em volta de suas terras. Construiu um tanque para pisar as uvas e uma torre para o vigia. Ele então, arrendou essa área para alguns lavradores e foi morar em outro país por um longo tempo. Na época da colheita, ele enviou um empregado para receber dos lavradores a sua parte em uvas na plantação. Mas, os lavradores o agarraram e bateram no empregado e o mandaram embora sem nada. Depois, o proprietário enviou outro empregado, mas eles bateram nele também e o trataram vergonhosamente. Esse empregado também voltou sem conseguir receber nada. O dono das terras enviou um terceiro empregado, mas eles bateram nele e o expulsaram. O dono enviou muitos outros empregados. Alguns apanharam dos lavradores e outros foram mortos por eles. No fim, o único que tinha sobrado era o filho do dono das terras, a quem ele amava muito. O dono da lavoura pensou: ‘O que eu devo fazer? Já sei! Enviarei o meu filho, que amo muito. Talvez, eles o respeitarão.’ Mas, quando os lavradores o viram chegando, disseram uns aos outros: ‘Este é o herdeiro do proprietário das terras. Vamos matá-lo! Assim, poderemos ficar com a herança.’ Eles o agarraram, o expulsaram da plantação e o mataram. E agora? Quando o dono da plantação voltar, o que o dono da plantação de uvas fará com os homens que mataram o seu filho?” Os chefes dos sacerdotes e os presbíteros do povo disseram a Jesus: “Ele condenará à morte aqueles homens perversos da forma mais terrível e alugará a plantação de uvas a outros lavradores, que certamente lhe darão a sua parte na colheita no momento certo.” E Jesus respondeu: “Ele virá e matará esses lavradores e arrendará a plantação a outros.” Quando eles ouviram a parábola, disseram: “Que isso nunca aconteça!” Mas, Jesus olhou para eles e disse: “Então, vocês não leram essa passagem, por que está escrito nas Sagradas Escrituras: ‘A pedra que os construtores rejeitaram, agora se tornou a base da construção? O Senhor fez isso, e é uma coisa maravilhosa?’ É por isso que eu lhes digo que o Reino de Deus será tirado de vocês. E será dado a pessoas que produzam o tipo certo de fruto. Quem cair sobre essa pedra será partido em pedaços. E, se a pedra cair sobre alguém, essa pessoa será esmagada.” Os escribas, os fariseus e os chefes dos sacerdotes queriam prendê-lo imediatamente, pois perceberam que a parábola de Jesus dizia respeito a eles. Mas, eles tinham medo de como as pessoas que estavam ali reagiriam, pois elas acreditavam que ele era um profeta. Então, eles o deixaram em paz e foram embora.10

Mateus 21:33-46

“Vou lhes contar outra parábola. Havia um homem, dono de terras, que plantava uvas. Ele colocou uma cerca em volta de suas terras. Construiu um tanque para pisar as uvas e uma torre para o vigia. Então, ele alugou as terras para alguns lavradores e foi viajar. Na época da colheita, ele enviou os seus empregados para receber dos lavradores a parte dele. Mas, os lavradores atacaram seus empregados. Eles bateram em um, mataram outro e apedrejaram um terceiro. Diante do acontecido, ele enviou mais empregados, mas os lavradores fizeram a mesma coisa com eles. Então, ele enviou o seu próprio filho, pensando: ‘Eles irão respeitar o meu filho.’ Porém, os lavradores, quando viram o filho do dono das terras, disseram uns aos outros: ‘Ele é o herdeiro. Vamos! Se o matarmos, poderemos ficar com a sua herança!’ Eles o agarraram, jogaram-no para fora da plantação e o mataram. Quando o dono da plantação voltar, o que ele irá fazer com aqueles lavradores?” Os chefes dos sacerdotes e os presbíteros do povo disseram a Jesus: “Ele condenará à morte aqueles homens perversos da forma mais terrível e alugará a plantação de uvas a outros lavradores, que certamente lhe darão a sua parte na colheita no momento certo.” Jesus lhes perguntou: “Então, vocês não leram essa passagem nas Sagradas Escrituras: ‘A pedra que os construtores rejeitaram se tornou o pilar fundamental. O Senhor fez isso, e é uma coisa maravilhosa?’ É por isso que eu lhes digo que o Reino de Deus será tirado de vocês. E será dado a pessoas que produzam o tipo certo de fruto. Qualquer um que cair em cima dessa pedra ficará partido, mas, se essa pedra cair sobre alguém, essa pessoa irá virar pó.” Quando os chefes dos sacerdotes e os fariseus ouviram essa parábola, eles perceberam que Jesus estava falando a respeito deles. Eles queriam prendê-lo, mas tinham medo do que as pessoas poderiam fazer, pois elas acreditavam que ele era um profeta.

Marcos 12:1-12

Depois Jesus começou a falar com eles, usando parábola. “Certo homem fez uma plantação de uvas. Ele colocou uma cerca em volta da plantação, construiu um tanque, para pisar as uvas, e fez uma torre para o vigia. Então, arrendou a plantação para alguns lavradores e foi viajar. Quando chegou o tempo da colheita, o dono enviou seu empregado para cobrar dos lavradores a sua parte em uvas na plantação. Mas, os lavradores agarraram o empregado do dono, bateram nele e o mandaram de volta sem levar nada. Então, o dono enviou outro empregado. Eles bateram na cabeça dele e o maltrataram. Ele enviou outro empregado, e este foi morto por eles. O dono enviou muitos outros empregados. Alguns apanharam dos lavradores e outros foram mortos por eles. No fim, o único que tinha sobrado era o filho do dono das terras, a quem ele amava muito. Finalmente, ele enviou o seu filho, pensando: ‘Eles irão respeitar o meu filho.’ Mas, os lavradores disseram uns para os outros: ‘Aqui está o herdeiro do dono das terras. Se nós o matarmos, poderemos ficar com o que ele herdaria!’ Então, eles o agarraram e o mataram, jogando o seu corpo para fora da plantação. Agora, o que o dono da plantação de uvas irá fazer? Ele irá até a plantação e matará os lavradores e, então, arrendará a plantação a outros. Vocês não leram o que as Sagradas Escrituras dizem: ‘A pedra rejeitada pelos construtores se tornou a base da construção. Isso vem do Senhor e é uma coisa maravilhosa de se ver!’?” Os líderes dos judeus tentaram prendê-lo, pois perceberam que a parábola se referia a eles. Mas, eles estavam com medo da multidão. Então, eles o deixaram em paz e foram embora.

§ 117. Parábola do Casamento do Filho do Rei.
(28° Parábola do Nosso Senhor)

◈ Data: Quarto Dia da Semana, 13 de Nisã. – 33 d.C.
◈ Local: Jerusalém.

JERUSALÉM.
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Na época do Novo Testamento, a antiga cidade de Jerusalém havia sido transformada de uma fortaleza relativamente pequena dos dias de Davi (2 Samuel 5:6-10; 1 Crônicas 11:4-9) em uma grande cidade com um Templo que rivalizava com o Novo Testamento. os maiores templos do mundo romano. Pouco antes do nascimento de Jesus, Herodes, o Grande, renovou e expandiu completamente o Templo do Senhor, e também construiu para si um palácio luxuoso, vários tanques (onde Jesus ocasionalmente realizava curas), edifícios públicos e cidadelas militares, incluindo a Antônia. Fortaleza, que dominava o Templo. Os residentes ricos, incluindo o sumo sacerdote, ocupavam casas extravagantes na Cidade Alta, enquanto os residentes mais pobres eram relegados para áreas menos desejáveis, como a Cidade Baixa. O bairro dos essênios recebeu esse nome porque muitos de seus residentes pertenciam aos essênios, uma seita religiosa estrita que era conhecida por sua cuidadosa atenção à lei de Moisés. Do outro lado do Vale do Cédron ficava o Jardim do Getsêmani, onde Jesus frequentemente se reunia com seus discípulos. (Mateus 26:36-46; Marcos 14:32-53; João 18:1-14) Mais a leste ficava o Monte das Oliveiras, onde Jesus começou sua entrada triunfal uma semana antes de sua crucificação (Mateus 21:1-11; Marcos 11:1-11; Lucas 19:28-40; João 12:12-19), ensinado seus discípulos sobre os últimos dias (Mateus 24-25; Marcos 13), e finalmente ascendeu ao céu após sua ressurreição. (Lucas 24:50-53; Atos 1:1-11)

O rei Herodes, o Grande, iniciou as reformas do Templo por volta de 20–19 a.C. Toda a expansão do templo, incluindo o enorme Monte do Templo, não foi concluída até aproximadamente 62-64 d.C.

Os pátios internos do Templo de Herodes eram acessíveis por 10 portões, pelos quais somente os judeus podiam entrar. No interior havia várias câmaras e um pátio onde eram feitos sacrifícios. Numa extremidade ficava o lugar sagrado – um santuário de dois cômodos usado pelos sacerdotes judeus. O extenso projeto de construção do Segundo Templo e do Monte do Templo de Herodes foi concluído aproximadamente entre 62 e 64 d.C., apenas para ser destruído pelos romanos em 70 d.C.

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Mateus 22:1-14

Jesus falou com eles, usando mais parábolas como exemplo. Jesus explicou: “O Reino do Céu é como um rei que organizou uma festa de casamento para o seu filho, Ele enviou seus empregados para falar com todos os convidados para irem à festa, mas eles se recusaram. Então, ele enviou mais empregados, com a seguinte ordem: ‘Digam aos convidados que eu já preparei o banquete de casamento. Os bois e os bezerros gordos já foram mortos e já está tudo pronto. Então, venham para a festa!’ Mas, os convidados ignoraram o convite e saíram para cuidar de outras coisas. Um foi para seu campo, e o outro foi cuidar do seu negócio. Os outros agarraram os empregados do rei e os maltrataram, e acabaram por matá-los. O rei ficou furioso. Ele enviou seus soldados para destruir aqueles assassinos e queimar a cidade deles. Então, o rei disse aos seus empregados: ‘O banquete de casamento está pronto, mas as pessoas que convidei não mereciam participar desta festa. Vão pelas ruas e convidem a todos que encontrarem para que venham ao casamento.’ E, assim, os empregados fizeram. Saíram pelas ruas e trouxeram todos que puderam encontrar, tanto as pessoas boas quanto as más. O salão da festa de casamento ficou lotado. Mas, quando o rei veio encontrar os convidados, ele notou que um homem não estava vestido com roupas apropriadas para uma festa. Ele lhe perguntou: ‘Amigo, como você entrou aqui sem estar vestido adequadamente para uma festa?’ O homem não disse nada. Então, o rei disse aos seus empregados: ‘Amarrem suas mãos e seus pés e o joguem nas trevas, onde chorará e rangerá os dentes.’ Pois muitos são os convidados, mas poucos são os escolhidos.”11

§ 118. Questão insidiosa dos fariseus: Homenagem a César.

◈ Data: Quarto Dia da Semana, 13 de Nisã. – 33 d.C.
◈ Local: Jerusalém.

JERUSALÉM.
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Na época do Novo Testamento, a antiga cidade de Jerusalém havia sido transformada de uma fortaleza relativamente pequena dos dias de Davi (2 Samuel 5:6-10; 1 Crônicas 11:4-9) em uma grande cidade com um Templo que rivalizava com o Novo Testamento. os maiores templos do mundo romano. Pouco antes do nascimento de Jesus, Herodes, o Grande, renovou e expandiu completamente o Templo do Senhor, e também construiu para si um palácio luxuoso, vários tanques (onde Jesus ocasionalmente realizava curas), edifícios públicos e cidadelas militares, incluindo a Antônia. Fortaleza, que dominava o Templo. Os residentes ricos, incluindo o sumo sacerdote, ocupavam casas extravagantes na Cidade Alta, enquanto os residentes mais pobres eram relegados para áreas menos desejáveis, como a Cidade Baixa. O bairro dos essênios recebeu esse nome porque muitos de seus residentes pertenciam aos essênios, uma seita religiosa estrita que era conhecida por sua cuidadosa atenção à lei de Moisés. Do outro lado do Vale do Cédron ficava o Jardim do Getsêmani, onde Jesus frequentemente se reunia com seus discípulos. (Mateus 26:36-46; Marcos 14:32-53; João 18:1-14) Mais a leste ficava o Monte das Oliveiras, onde Jesus começou sua entrada triunfal uma semana antes de sua crucificação (Mateus 21:1-11; Marcos 11:1-11; Lucas 19:28-40; João 12:12-19), ensinado seus discípulos sobre os últimos dias (Mateus 24-25; Marcos 13), e finalmente ascendeu ao céu após sua ressurreição. (Lucas 24:50-53; Atos 1:1-11)

O rei Herodes, o Grande, iniciou as reformas do Templo por volta de 20–19 a.C. Toda a expansão do templo, incluindo o enorme Monte do Templo, não foi concluída até aproximadamente 62-64 d.C.

Os pátios internos do Templo de Herodes eram acessíveis por 10 portões, pelos quais somente os judeus podiam entrar. No interior havia várias câmaras e um pátio onde eram feitos sacrifícios. Numa extremidade ficava o lugar sagrado – um santuário de dois cômodos usado pelos sacerdotes judeus. O extenso projeto de construção do Segundo Templo e do Monte do Templo de Herodes foi concluído aproximadamente entre 62 e 64 d.C., apenas para ser destruído pelos romanos em 70 d.C.

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Mateus 22:15-22

Nesse momento, os fariseus saíram e se encontraram para fazer um plano de como poderiam conseguir alguma prova contra Jesus, usando o que ele tinha dito. Eles enviaram alguns dos seus discípulos até ele, juntamente com alguns dos apoiadores de Herodes. Eles tentavam pegar Jesus, usando algo que ele dissesse. Se encontrassem uma prova, poderiam entregá-lo à jurisdição e autoridade do governador. Eles, então, começaram: “Mestre, nós sabemos que você é um homem honesto e que ensina o caminho de Deus, de acordo com a verdade. Você não se permite ser influenciado por ninguém e não se importa com aparências. Então, queremos saber a sua opinião: É certo pagar impostos para o imperador romano, ou não? Nós deveríamos pagar, ou deveríamos nos recusar a pagar?” Jesus sabia que eles estavam mal-intencionados. Ele lhes respondeu: “Por que vocês estão tentando me pegar em uma armadilha? Hipócritas Mostrem-me a moeda que é usada para pagar o imposto.” Eles lhe trouxeram uma moeda de denário. Ele lhes perguntou: “De quem são a imagem e o nome inscritos aqui?” Eles responderam: “De César, o imperador romano.” Jesus, então, lhes disse: “Então vocês devem dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.” Eles não conseguiram provas contra Jesus pelas coisas que ele dizia para as pessoas. Quando eles ouviram a resposta de Jesus, ficaram impressionados e se calaram. Eles saíram e deixaram Jesus.

Marcos 12:13-17

Depois, enviaram até Jesus alguns fariseus, juntamente com apoiadores de Herodes, numa tentativa de pegá-lo por algo que ele dissesse. Eles chegaram e disseram: “Mestre, nós sabemos que você é uma pessoa honesta e que não espera a aprovação dos outros, pois não se importa com aparências. Pelo contrário, você ensina o caminho de Deus de acordo com a verdade. Então, é correto pagar impostos ao imperador, ou não? Nós deveríamos pagar, ou deveríamos nos recusar a pagar?” Jesus, percebendo a hipocrisia nas palavras deles, lhes perguntou: “Por que vocês estão tentando me pegar em uma armadilha? Tragam-me uma moeda para que eu a olhe.” Eles deram uma moeda para Ele. Jesus lhes perguntou: “De quem são esta imagem e este nome gravados na moeda?” Eles responderam: “Do imperador.” Jesus lhes disse: “Então, devolvam a César o que lhe pertence e devolvam a Deus o que lhe pertence.” Eles ficaram impressionados com a sua resposta.

Lucas 20:20:26

Esperando por uma oportunidade, eles enviaram espiões, que fingiam ser sinceros. Eles tentavam pegar Jesus, usando algo que ele dissesse. Se encontrassem uma prova, poderiam entregá-lo à jurisdição e autoridade do governador. Eles disseram: “Mestre, nós sabemos que você fala e ensina o que é bom e certo e que você não se deixa convencer pelas opiniões dos outros. Você verdadeiramente ensina o caminho de Deus. Então, devemos pagar impostos ao imperador, ou não?” Mas, Jesus percebendo a má intenção deles, lhes disse: “Mostre-me uma moeda de um denário. De quem é a imagem e o nome inscrito nela?” Eles responderam: “Do imperador.” Ele lhes disse: “Então, deem ao imperador o que pertence ao imperador. E deem a Deus o que pertence a Deus.” Eles não conseguiram provas contra Jesus pelas coisas que ele dizia para as pessoas. Eles ficaram impressionados com sua resposta e se calaram.

§ 119. Questão insidiosa dos saduceus; A ressurreição.

◈ Data: Quarto Dia da Semana, 13 de Nisã. – 33 d.C.
◈ Local: Jerusalém.

JERUSALÉM.
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Na época do Novo Testamento, a antiga cidade de Jerusalém havia sido transformada de uma fortaleza relativamente pequena dos dias de Davi (2 Samuel 5:6-10; 1 Crônicas 11:4-9) em uma grande cidade com um Templo que rivalizava com o Novo Testamento. os maiores templos do mundo romano. Pouco antes do nascimento de Jesus, Herodes, o Grande, renovou e expandiu completamente o Templo do Senhor, e também construiu para si um palácio luxuoso, vários tanques (onde Jesus ocasionalmente realizava curas), edifícios públicos e cidadelas militares, incluindo a Antônia. Fortaleza, que dominava o Templo. Os residentes ricos, incluindo o sumo sacerdote, ocupavam casas extravagantes na Cidade Alta, enquanto os residentes mais pobres eram relegados para áreas menos desejáveis, como a Cidade Baixa. O bairro dos essênios recebeu esse nome porque muitos de seus residentes pertenciam aos essênios, uma seita religiosa estrita que era conhecida por sua cuidadosa atenção à lei de Moisés. Do outro lado do Vale do Cédron ficava o Jardim do Getsêmani, onde Jesus frequentemente se reunia com seus discípulos. (Mateus 26:36-46; Marcos 14:32-53; João 18:1-14) Mais a leste ficava o Monte das Oliveiras, onde Jesus começou sua entrada triunfal uma semana antes de sua crucificação (Mateus 21:1-11; Marcos 11:1-11; Lucas 19:28-40; João 12:12-19), ensinado seus discípulos sobre os últimos dias (Mateus 24-25; Marcos 13), e finalmente ascendeu ao céu após sua ressurreição. (Lucas 24:50-53; Atos 1:1-11)

O rei Herodes, o Grande, iniciou as reformas do Templo por volta de 20–19 a.C. Toda a expansão do templo, incluindo o enorme Monte do Templo, não foi concluída até aproximadamente 62-64 d.C.

Os pátios internos do Templo de Herodes eram acessíveis por 10 portões, pelos quais somente os judeus podiam entrar. No interior havia várias câmaras e um pátio onde eram feitos sacrifícios. Numa extremidade ficava o lugar sagrado – um santuário de dois cômodos usado pelos sacerdotes judeus. O extenso projeto de construção do Segundo Templo e do Monte do Templo de Herodes foi concluído aproximadamente entre 62 e 64 d.C., apenas para ser destruído pelos romanos em 70 d.C.

Fonte: https://biblemapper.com/

Lucas 20:27-39

Então, mais tarde, naquele mesmo dia alguns saduceus, estes são aqueles que não acreditam na ressurreição, vieram até Jesus e lhe perguntaram: “Mestre, Moisés nos deu uma lei que diz que se um homem casado morrer, deixando a esposa sem filhos, o irmão dele deve se casar com a viúva e ter filhos, que serão considerados filhos do irmão que morreu. Certa vez, havia sete irmãos. O primeiro tinha uma esposa, e ele morreu sem deixar filhos, a sua viúva se casou com o seu irmão. O segundo e depois o terceiro irmãos se casaram com ela sem deixar filhos. No final, todos os sete irmãos se casaram com ela e morreram sem deixar filhos. Finalmente, a mulher também morreu. Então, como ela se casou com todos os sete irmãos, no dia da ressurreição, de qual deles ela será esposa, já que ela se casou com todos eles?”12 Jesus explicou: “O erro de vocês é que não conhecem as Sagradas Escrituras, nem o poder de Deus. Os filhos desta era se casam e são dadas em casamento.13 Mas, aqueles que são consideradas dignos de alcançar aquela era e a ressurreição dos mortos não se casarão e nem serão dadas em casamento. Elas não irão mais morrer e serão como anjos no céu e são filhos de Deus, pois são filhos da ressurreição.14 Mas, sobre se os mortos podem reviver, até mesmo Moisés provou isso quando escreveu sobre o espinheiro em chamas. Quando ele diz ao Senhor: ‘o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó.’ Ele não é Deus dos mortos, mas, sim, dos vivos, pois, para ele, todos vivem. Vocês estão completamente errados!”15 Quando a multidão ouviu o que Jesus disse, ficou maravilhada com o seu ensinamento. Alguns dos escribas responderam: “Essa foi uma boa resposta, Mestre!”

Marcos 12:18-27

Depois, os saduceus, que não acreditam na ressurreição, vieram até ele e lhe perguntaram: “Mestre, Moisés nos orientou que, se um homem morrer, deixando a sua esposa sem filhos, então, o irmão dele deve se casar com a viúva e ter filhos com ela, que serão considerados filhos do irmão que morreu. Acontece que havia sete irmãos. O primeiro se casou e, depois, morreu sem deixar filhos. O segundo se casou com a viúva e morreu sem deixar filhos. Aconteceu exatamente a mesma coisa com o terceiro dos irmãos. Na verdade, todos os sete morreram sem deixar filhos. No fim, a mulher também morreu. Portanto, ao ressuscitar, a mulher que se casou com todos os sete irmãos, será esposa de qual deles?” Jesus lhes disse: “Isso prova que vocês estão errados e que não conhecem as Sagradas Escrituras, nem o poder de Deus. Quando os mortos ressuscitarem, eles não irão se casar e também não serão dados em casamento. Eles serão como os anjos no céu. Mas em relação à ressurreição, vocês nunca leram a respeito disso no Livro de Moisés? Quando fala do arbusto que pegava fogo, em que Deus falou para Moisés: ‘Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó?’ Ele não é Deus dos mortos, mas, sim, Deus dos vivos. Vocês estão completamente errados!”

Mateus 22:23-33

Mais tarde, naquele mesmo dia, alguns saduceus vieram vê-lo. (Eles são aqueles que dizem que não há ressurreição.) Eles perguntaram para Jesus: “Mestre, Moisés disse que se um homem casado morrer sem deixar filhos, seu irmão deve se casar com a viúva e ter filhos, que serão considerados filhos do irmão que morreu. Bem, havia entre nós sete irmãos. O primeiro se casou e morreu. Como ele não tinha filhos, a sua viúva se casou com o seu irmão. A mesma coisa aconteceu com o segundo e com o terceiro maridos, até chegar ao sétimo. No fim, a mulher morreu também. Então, quando houver a ressurreição, de qual dos sete irmãos a mulher será a esposa, já que ela se casou com todos eles?” Jesus respondeu: “O erro de vocês é que não conhecem as Sagradas Escrituras ou o que Deus pode fazer. Pois as pessoas que ressuscitarem não se casam, e, também, não serão dadas em casamento. Elas são como os anjos no céu. Em relação à ressurreição dos mortos, vocês não leram o que Deus disse? Ele afirmou: ‘Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó.’ Ele não é Deus dos mortos, mas, sim, dos vivos.” Quando a multidão ouviu o que Jesus disse, ficou maravilhada com o seu ensinamento.

§ 120. Um escriba questiona Jesus. Os dois grandes mandamentos.

◈ Data: Quarto Dia da Semana, 13 de Nisã. – 33 d.C.
◈ Local: Jerusalém.

JERUSALÉM.
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Na época do Novo Testamento, a antiga cidade de Jerusalém havia sido transformada de uma fortaleza relativamente pequena dos dias de Davi (2 Samuel 5:6-10; 1 Crônicas 11:4-9) em uma grande cidade com um Templo que rivalizava com o Novo Testamento. os maiores templos do mundo romano. Pouco antes do nascimento de Jesus, Herodes, o Grande, renovou e expandiu completamente o Templo do Senhor, e também construiu para si um palácio luxuoso, vários tanques (onde Jesus ocasionalmente realizava curas), edifícios públicos e cidadelas militares, incluindo a Antônia. Fortaleza, que dominava o Templo. Os residentes ricos, incluindo o sumo sacerdote, ocupavam casas extravagantes na Cidade Alta, enquanto os residentes mais pobres eram relegados para áreas menos desejáveis, como a Cidade Baixa. O bairro dos essênios recebeu esse nome porque muitos de seus residentes pertenciam aos essênios, uma seita religiosa estrita que era conhecida por sua cuidadosa atenção à lei de Moisés. Do outro lado do Vale do Cédron ficava o Jardim do Getsêmani, onde Jesus frequentemente se reunia com seus discípulos. (Mateus 26:36-46; Marcos 14:32-53; João 18:1-14) Mais a leste ficava o Monte das Oliveiras, onde Jesus começou sua entrada triunfal uma semana antes de sua crucificação (Mateus 21:1-11; Marcos 11:1-11; Lucas 19:28-40; João 12:12-19), ensinado seus discípulos sobre os últimos dias (Mateus 24-25; Marcos 13), e finalmente ascendeu ao céu após sua ressurreição. (Lucas 24:50-53; Atos 1:1-11)

O rei Herodes, o Grande, iniciou as reformas do Templo por volta de 20–19 a.C. Toda a expansão do templo, incluindo o enorme Monte do Templo, não foi concluída até aproximadamente 62-64 d.C.

Os pátios internos do Templo de Herodes eram acessíveis por 10 portões, pelos quais somente os judeus podiam entrar. No interior havia várias câmaras e um pátio onde eram feitos sacrifícios. Numa extremidade ficava o lugar sagrado – um santuário de dois cômodos usado pelos sacerdotes judeus. O extenso projeto de construção do Segundo Templo e do Monte do Templo de Herodes foi concluído aproximadamente entre 62 e 64 d.C., apenas para ser destruído pelos romanos em 70 d.C.

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Marcos 12:28-34(a)

Quando os fariseus, souberam que Jesus havia silenciado os saduceus, reuniram-se em conselho. Chegando um dos escribas, que ouviu a discussão entre eles e viu que Jesus tinha dado uma boa resposta, perguntou a Jesus, para tentar fazer com que ele caísse em uma armadilha: “Mestre, qual é o mandamento mais importante da lei?” Jesus respondeu: “O mandamento mais importante é: ‘Ouça, povo de Israel! O Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. Ame o Senhor, seu Deus, com todo o seu coração, com toda a sua alma, com toda a sua mente e com todas as suas forças.’ O segundo é: ‘Ame aos outros como ama a si mesmo.’ Não há mandamentos mais importantes do que esses. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas.” O homem respondeu: “Está certo, Mestre. É verdade o que você disse sobre Deus ser único e que não há outro. Nós devemos amá-lo com todo o nosso coração, com toda a nossa compreensão e com todas as nossas forças e devemos amar aos outros como amamos a nós mesmos. Isso é muito mais importante do que ofertas e sacrifícios.” Jesus viu que ele tinha lhe dado uma resposta bem pensada e disse: “Você não está longe do Reino de Deus.”16

Mateus 22:34-40

Quando os fariseus, souberam que Jesus havia silenciado os saduceus, reuniram-se em conselho. Um deles, que era um especialista na lei, fez uma pergunta a Jesus, para tentar fazer com que ele caísse em uma armadilha: “Mestre, qual é o mandamento mais importante da Lei?” Jesus lhes disse: “‘Ame o Senhor, seu Deus, com todo o seu coração, com toda a sua alma e com todo o seu entendimento.’ Esse é o primeiro e mais importante mandamento. O segundo é parecido com o primeiro: ‘Ame ao próximo como ama a você mesmo.’ Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas.”

§ 121. Como é Cristo o Filho de Davi?

◈ Data: Quarto Dia da Semana, 13 de Nisã. – 33 d.C.
◈ Local: Jerusalém.

JERUSALÉM.
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Na época do Novo Testamento, a antiga cidade de Jerusalém havia sido transformada de uma fortaleza relativamente pequena dos dias de Davi (2 Samuel 5:6-10; 1 Crônicas 11:4-9) em uma grande cidade com um Templo que rivalizava com o Novo Testamento. os maiores templos do mundo romano. Pouco antes do nascimento de Jesus, Herodes, o Grande, renovou e expandiu completamente o Templo do Senhor, e também construiu para si um palácio luxuoso, vários tanques (onde Jesus ocasionalmente realizava curas), edifícios públicos e cidadelas militares, incluindo a Antônia. Fortaleza, que dominava o Templo. Os residentes ricos, incluindo o sumo sacerdote, ocupavam casas extravagantes na Cidade Alta, enquanto os residentes mais pobres eram relegados para áreas menos desejáveis, como a Cidade Baixa. O bairro dos essênios recebeu esse nome porque muitos de seus residentes pertenciam aos essênios, uma seita religiosa estrita que era conhecida por sua cuidadosa atenção à lei de Moisés. Do outro lado do Vale do Cédron ficava o Jardim do Getsêmani, onde Jesus frequentemente se reunia com seus discípulos. (Mateus 26:36-46; Marcos 14:32-53; João 18:1-14) Mais a leste ficava o Monte das Oliveiras, onde Jesus começou sua entrada triunfal uma semana antes de sua crucificação (Mateus 21:1-11; Marcos 11:1-11; Lucas 19:28-40; João 12:12-19), ensinado seus discípulos sobre os últimos dias (Mateus 24-25; Marcos 13), e finalmente ascendeu ao céu após sua ressurreição. (Lucas 24:50-53; Atos 1:1-11)

O rei Herodes, o Grande, iniciou as reformas do Templo por volta de 20–19 a.C. Toda a expansão do templo, incluindo o enorme Monte do Templo, não foi concluída até aproximadamente 62-64 d.C.

Os pátios internos do Templo de Herodes eram acessíveis por 10 portões, pelos quais somente os judeus podiam entrar. No interior havia várias câmaras e um pátio onde eram feitos sacrifícios. Numa extremidade ficava o lugar sagrado – um santuário de dois cômodos usado pelos sacerdotes judeus. O extenso projeto de construção do Segundo Templo e do Monte do Templo de Herodes foi concluído aproximadamente entre 62 e 64 d.C., apenas para ser destruído pelos romanos em 70 d.C.

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Mateus 22:41-46

Enquanto os fariseus estavam lá reunidos, Jesus ensinava no Templo e fez uma pergunta a eles: “O que vocês pensam a respeito do Messias? De quem ele é filho?” Eles responderam: “É filho de Davi.” Jesus lhes perguntou: “Por que os escribas dizem que o Messias é filho de Davi? Como então Davi, inspirado pelo Espírito Santo, chamou no livro dos Salmos o Messias de ‘Senhor’? Ele falou: ‘O Senhor disse para o meu Senhor: Sente-se a minha direita até que eu coloque todos os seus inimigos aos seus pés.’ Se Davi o chamou de Senhor, como o Messias pode ser seu filho?” Nenhum deles pôde responder a Jesus.17 A grande multidão que estava ali ouviu com grande alegria o que Jesus dizia. E, a partir daquele momento, ninguém mais teve coragem de perguntar qualquer outra coisa para ele.

Marcos 12:35-37, 34(b)

Enquanto Jesus ensinava no Templo, ele perguntou: “Por que os escribas afirmam que o Messias é filho de Davi? O próprio Davi declarou, inspirado pelo Espírito Santo, que ‘O Senhor disse ao meu Senhor: Sente-se a minha direita até que eu coloque seus inimigos aos seus pés.’ Se o próprio Davi chama o Messias de Senhor, como ele pode ser filho de Davi?” A grande multidão que estava ali ouviu com grande alegria o que Jesus dizia. Após isso, ninguém mais teve coragem para perguntar qualquer outra coisa a Jesus.

Lucas 20:41-44, 40

Então, Jesus lhes perguntou: “Por que dizem que o Messias é filho de Davi? Pois o próprio Davi diz no livro dos Salmos: O Senhor Deus disse para o meu Senhor: ‘Sente-se a minha direita, até que eu faça de todos os seus inimigos como um estrado para os seus pés.’ Davi o chama ‘Senhor’, então, como ele pode ser filho de Davi?” Depois disso, ninguém se atreveu a lhe perguntar mais nada.

§ 122. Advertências contra o mau exemplo dos escribas e fariseus.

◈ Data: Quarto Dia da Semana, 13 de Nisã. – 33 d.C.
◈ Local: Jerusalém.

JERUSALÉM.
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Na época do Novo Testamento, a antiga cidade de Jerusalém havia sido transformada de uma fortaleza relativamente pequena dos dias de Davi (2 Samuel 5:6-10; 1 Crônicas 11:4-9) em uma grande cidade com um Templo que rivalizava com o Novo Testamento. os maiores templos do mundo romano. Pouco antes do nascimento de Jesus, Herodes, o Grande, renovou e expandiu completamente o Templo do Senhor, e também construiu para si um palácio luxuoso, vários tanques (onde Jesus ocasionalmente realizava curas), edifícios públicos e cidadelas militares, incluindo a Antônia. Fortaleza, que dominava o Templo. Os residentes ricos, incluindo o sumo sacerdote, ocupavam casas extravagantes na Cidade Alta, enquanto os residentes mais pobres eram relegados para áreas menos desejáveis, como a Cidade Baixa. O bairro dos essênios recebeu esse nome porque muitos de seus residentes pertenciam aos essênios, uma seita religiosa estrita que era conhecida por sua cuidadosa atenção à lei de Moisés. Do outro lado do Vale do Cédron ficava o Jardim do Getsêmani, onde Jesus frequentemente se reunia com seus discípulos. (Mateus 26:36-46; Marcos 14:32-53; João 18:1-14) Mais a leste ficava o Monte das Oliveiras, onde Jesus começou sua entrada triunfal uma semana antes de sua crucificação (Mateus 21:1-11; Marcos 11:1-11; Lucas 19:28-40; João 12:12-19), ensinado seus discípulos sobre os últimos dias (Mateus 24-25; Marcos 13), e finalmente ascendeu ao céu após sua ressurreição. (Lucas 24:50-53; Atos 1:1-11)

O rei Herodes, o Grande, iniciou as reformas do Templo por volta de 20–19 a.C. Toda a expansão do templo, incluindo o enorme Monte do Templo, não foi concluída até aproximadamente 62-64 d.C.

Os pátios internos do Templo de Herodes eram acessíveis por 10 portões, pelos quais somente os judeus podiam entrar. No interior havia várias câmaras e um pátio onde eram feitos sacrifícios. Numa extremidade ficava o lugar sagrado – um santuário de dois cômodos usado pelos sacerdotes judeus. O extenso projeto de construção do Segundo Templo e do Monte do Templo de Herodes foi concluído aproximadamente entre 62 e 64 d.C., apenas para ser destruído pelos romanos em 70 d.C.

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Marcos 12:38, 39

Jesus continuou a ensinar às pessoas e para os seus discípulos, dizendo: “Tenham cuidado com os escribas! Eles adoram caminhar por aí, usando mantos compridos e gostam de ser cumprimentados de forma respeitosa nas praças dos mercados. Eles gostam de ter as cadeiras mais importantes nas sinagogas, e os melhores lugares nos banquetes.”

Lucas 20:45, 46

Enquanto todos prestavam atenção, Jesus disse aos discípulos: “Cuidado com os escribas, que gostam de andar por aí com mantos compridos e de ser cumprimentados com respeito nas praças dos mercados. Eles gostam de ter os melhores lugares nas sinagogas e de se sentar nos lugares de honra nos banquetes.”

Mateus 23:1(a)

Então, Jesus falou para a multidão e para os seus discípulos:

Mateus 23:1(b)-12

“Os escribas e os fariseus são responsáveis por interpretar a lei de Moisés. Por isso, obedeçam a eles e façam tudo que eles lhes dizem. Mas, não sigam o que eles fazem, pois eles não praticam o que pregam. Eles amarram cargas pesadas e as colocam sobre os ombros das pessoas, porém eles mesmos não levantam um único dedo para ajudá-las. Tudo que eles fazem é para garantir que sejam notados. Eles fazem para si mesmos grandes caixas de oração para usarem e colocam longas franjas em suas roupas. Eles amam ter os lugares de honra nos banquetes e os melhores assentos nas sinagogas. Eles gostam de ser cumprimentados com respeito nas praças dos mercados e de que as pessoas os chamem de ‘Rabi.’ Vocês não devem ser chamados de ‘Rabi’, pois todos vocês são irmãos e têm apenas um Mestre. Aqui, na terra, não chamem ninguém de ‘Pai’, pois apenas um é o seu Pai, e ele está no céu. Não deixem que as pessoas lhes chamem de ‘Líder’, uma vez que apenas um é o seu Líder, o Messias. O mais importante entre vocês é aquele que serve aos outros. Aqueles que se engrandecem serão humilhados. E aqueles que se humilham serão engrandecidos.”

§ 123. Ais contra os escribas e fariseus. Segunda lamentação sobre Jerusalém.
(15° Discurso do Nosso Senhor)

◈ Data: Quarto Dia da Semana, 13 de Nisã. – 33 d.C.
◈ Local: Jerusalém.

JERUSALÉM.
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Na época do Novo Testamento, a antiga cidade de Jerusalém havia sido transformada de uma fortaleza relativamente pequena dos dias de Davi (2 Samuel 5:6-10; 1 Crônicas 11:4-9) em uma grande cidade com um Templo que rivalizava com o Novo Testamento. os maiores templos do mundo romano. Pouco antes do nascimento de Jesus, Herodes, o Grande, renovou e expandiu completamente o Templo do Senhor, e também construiu para si um palácio luxuoso, vários tanques (onde Jesus ocasionalmente realizava curas), edifícios públicos e cidadelas militares, incluindo a Antônia. Fortaleza, que dominava o Templo. Os residentes ricos, incluindo o sumo sacerdote, ocupavam casas extravagantes na Cidade Alta, enquanto os residentes mais pobres eram relegados para áreas menos desejáveis, como a Cidade Baixa. O bairro dos essênios recebeu esse nome porque muitos de seus residentes pertenciam aos essênios, uma seita religiosa estrita que era conhecida por sua cuidadosa atenção à lei de Moisés. Do outro lado do Vale do Cédron ficava o Jardim do Getsêmani, onde Jesus frequentemente se reunia com seus discípulos. (Mateus 26:36-46; Marcos 14:32-53; João 18:1-14) Mais a leste ficava o Monte das Oliveiras, onde Jesus começou sua entrada triunfal uma semana antes de sua crucificação (Mateus 21:1-11; Marcos 11:1-11; Lucas 19:28-40; João 12:12-19), ensinado seus discípulos sobre os últimos dias (Mateus 24-25; Marcos 13), e finalmente ascendeu ao céu após sua ressurreição. (Lucas 24:50-53; Atos 1:1-11)

O rei Herodes, o Grande, iniciou as reformas do Templo por volta de 20–19 a.C. Toda a expansão do templo, incluindo o enorme Monte do Templo, não foi concluída até aproximadamente 62-64 d.C.

Os pátios internos do Templo de Herodes eram acessíveis por 10 portões, pelos quais somente os judeus podiam entrar. No interior havia várias câmaras e um pátio onde eram feitos sacrifícios. Numa extremidade ficava o lugar sagrado – um santuário de dois cômodos usado pelos sacerdotes judeus. O extenso projeto de construção do Segundo Templo e do Monte do Templo de Herodes foi concluído aproximadamente entre 62 e 64 d.C., apenas para ser destruído pelos romanos em 70 d.C.

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Mateus 23:14

“Ai de vocês, escribas e fariseus, hipócritas, porque vocês enganam as viúvas, tirando o que elas têm, e escondem o tipo de pessoas que eles realmente são fazendo longas orações. Eles serão severamente castigados quando forem julgados.”18

Lucas 20:47

“Eles enganam as viúvas, tirando o que elas têm, e escondem o tipo de pessoas que eles realmente são fazendo longas orações. Eles serão severamente castigados quando forem julgados.”

Marcos 12:40

“Eles enganam as viúvas, tirando o que elas têm e escondem quem eles realmente são, fazendo orações sem fim. Eles serão severamente castigados quando forem julgados.”

Mateus 23:13, 15-28

”Ai de vocês, escribas e fariseus, hipócritas! Vocês fecham a porta do Reino do Céu na cara das pessoas. Vocês mesmos não entram, e nem deixam que entrem os que estão querendo entrar.19 Ai de vocês, escribas e fariseus, hipócritas! Pois vocês viajam por terra e por mar para converter uma pessoa para a sua religião. E quando conseguem, fazem dele duas vezes um filho da Geena como vocês mesmos.20 Ai de vocês que dizem: ‘Se você jurar pelo Templo, não precisa cumprir o juramento; mas, se você jurar pelo ouro do Templo, então, precisa manter o juramento.’ Como são tolos e cegos! O que é mais importante: o ouro ou o Templo, que torna o ouro santificado? Vocês dizem: ‘Se você jurar pelo altar, não precisa cumprir o juramento. Mas, se você jurar pela oferta que está sobre o altar, então, precisa manter o juramento.’ Como são cegos! O que é mais importante: a oferta ou o altar que santifica a oferta? Se você jura pelo altar, jura por ele e por tudo o que está sobre ele. Se você jura pelo Templo, jura por ele e por aquele que lá vive. Se você jura pelo céu, jura pelo trono de Deus e por quem nele se senta. Ai de vocês, escribas e fariseus, hipócritas! Vocês pagam a décima parte da menta, da erva-doce e do cominho, mas desprezam os aspectos vitais da lei, que são: ser justo com os outros, mostrar misericórdia e agir com honestidade. Sim, vocês devem pagar o seu dízimo, mas não devem se esquecer dessas outras coisas. Guias cegos! Vocês filtram o que bebem para não engolir um mosquito, mas, então, engolem um camelo! Ai de vocês, escribas e fariseus, hipócritas! Vocês limpam o copo e o prato por fora, mas, por dentro, vocês estão cheios de ganância e submissão aos próprios desejos. Fariseus cegos! Limpem primeiro a parte de dentro do copo e do prato, para que a parte de fora também fique limpa. Ai de vocês, escribas e fariseus, hipócritas! Vocês são como túmulos cuidadosamente limpos, que parecem bonitos por fora, mas, por dentro, estão cheios de ossos de mortos e de todo tipo de podridão. Vocês são exatamente assim. Por fora, vocês parecem ser pessoas boas, mas, por dentro, estão cheios de hipocrisia e maldade.”

Mateus 23:29-36

”Ai de vocês, escribas e fariseus, hipócritas! Vocês constroem túmulos para homenagear os profetas e decoram os túmulos das pessoas que viveram de forma correta e dizem: ‘Se tivéssemos vivido na época dos nossos antepassados, não teríamos derramado o sangue dos profetas, como eles fizeram.’ Mas, ao dizer isso, vocês testemunham contra si mesmos, provando que são descendentes daqueles que assassinaram os profetas! Então, vão e terminem o que eles começaram! Cobras, ninhada de serpentes! Como vocês escaparão do julgamento da Geena?21 É por isso que estou enviando profetas, sábios e mestres para vocês. Vocês irão matar alguns, crucificar outros, chicotear alguns em suas sinagogas e persegui-los de cidade em cidade.22 Por isso, vocês serão responsáveis pelo sangue de todas as boas pessoas que foi derramado na terra, desde o sangue de Abel, que fez o que era certo, até o sangue de Zacarias, filho de Baraquias, que foi morto entre o Templo e o altar. Em verdade lhes digo que todas estas coisas hão de vir sobre esta geração.”23

Lucas 11:47-51

“Ai de vocês, que constroem túmulos para homenagear os profetas, mas foram os seus próprios antepassados que os mataram! Assim, vocês mostram que concordam com o que os seus antepassados fizeram. Eles mataram os profetas, e vocês constroem túmulos para eles! É por isso que Deus, em toda a sua sabedoria, disse: ‘Enviarei profetas e apóstolos para eles. Alguns, eles matarão. Outros, eles perseguirão.’ Por isso, esta geração será culpada pelo sangue de todos os profetas que foi derramado desde o princípio do mundo; desde o sangue de Abel até o sangue de Zacarias, que foi assassinado entre o altar e o santuário. Sim, eu lhes digo: esta geração será culpada por tudo isso.”

Mateus 23:37, 38

”Jerusalém, Jerusalém, que mata os profetas e apedreja aqueles que são enviados para você! Por quantas vezes eu tentei reunir todos os seus filhos, como as galinhas fazem com os seus pintinhos, acolhendo-os debaixo de suas asas, mas vocês não quiseram.24 Vejam! A casa de vocês ficará completamente vazia e abandonada.25 Eu lhes digo que isto é verdade: vocês não me verão mais, até que digam: ‘Abençoado é aquele que vem em nome do Senhor!’”26

Lucas 13:35, 36

“Jerusalém, Jerusalém, que mata os profetas e apedreja aqueles que Deus envia para você! Por quantas vezes eu tentei reunir todos os seus filhos, exatamente como uma galinha faz com os seus pintinhos, quando os coloca debaixo de suas asas. Mas, vocês recusaram todas as vezes. Vejam! A casa de vocês ficará abandonada. E eu lhes digo que vocês não me verão até o dia em que disserem: ‘Abençoado aquele que vem em nome do Senhor!’”

§ 124. A moedinha da viúva.

◈ Data: Quarto Dia da Semana, 13 de Nisã. – 33 d.C.
◈ Local: Jerusalém.

JERUSALÉM.
Leia +

Na época do Novo Testamento, a antiga cidade de Jerusalém havia sido transformada de uma fortaleza relativamente pequena dos dias de Davi (2 Samuel 5:6-10; 1 Crônicas 11:4-9) em uma grande cidade com um Templo que rivalizava com o Novo Testamento. os maiores templos do mundo romano. Pouco antes do nascimento de Jesus, Herodes, o Grande, renovou e expandiu completamente o Templo do Senhor, e também construiu para si um palácio luxuoso, vários tanques (onde Jesus ocasionalmente realizava curas), edifícios públicos e cidadelas militares, incluindo a Antônia. Fortaleza, que dominava o Templo. Os residentes ricos, incluindo o sumo sacerdote, ocupavam casas extravagantes na Cidade Alta, enquanto os residentes mais pobres eram relegados para áreas menos desejáveis, como a Cidade Baixa. O bairro dos essênios recebeu esse nome porque muitos de seus residentes pertenciam aos essênios, uma seita religiosa estrita que era conhecida por sua cuidadosa atenção à lei de Moisés. Do outro lado do Vale do Cédron ficava o Jardim do Getsêmani, onde Jesus frequentemente se reunia com seus discípulos. (Mateus 26:36-46; Marcos 14:32-53; João 18:1-14) Mais a leste ficava o Monte das Oliveiras, onde Jesus começou sua entrada triunfal uma semana antes de sua crucificação (Mateus 21:1-11; Marcos 11:1-11; Lucas 19:28-40; João 12:12-19), ensinado seus discípulos sobre os últimos dias (Mateus 24-25; Marcos 13), e finalmente ascendeu ao céu após sua ressurreição. (Lucas 24:50-53; Atos 1:1-11)

O rei Herodes, o Grande, iniciou as reformas do Templo por volta de 20–19 a.C. Toda a expansão do templo, incluindo o enorme Monte do Templo, não foi concluída até aproximadamente 62-64 d.C.

Os pátios internos do Templo de Herodes eram acessíveis por 10 portões, pelos quais somente os judeus podiam entrar. No interior havia várias câmaras e um pátio onde eram feitos sacrifícios. Numa extremidade ficava o lugar sagrado – um santuário de dois cômodos usado pelos sacerdotes judeus. O extenso projeto de construção do Segundo Templo e do Monte do Templo de Herodes foi concluído aproximadamente entre 62 e 64 d.C., apenas para ser destruído pelos romanos em 70 d.C.

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Marcos 12:41-44

Jesus sentou-se no lado oposto à caixa de ofertas, observando as pessoas colocarem moedas ali. Muitas pessoas ricas colocavam uma quantia muito grande de dinheiro na caixa. Então, uma pobre viúva apareceu e colocou apenas duas moedas de pouco valor. Ele chamou os seus discípulos e lhes disse: “Eu lhes digo que isto é verdade: essa pobre viúva colocou mais do que todos os outros. Todos os outros doaram das fortunas que tinham para ofertas de Deus, mas ela, que já é tão pobre, deu tudo o que tinha para viver.”

Lucas 21:1-4

Jesus estava olhando ao redor e viu pessoas ricas colocando suas contribuições na caixa de ofertas. Ele também viu uma viúva muito pobre colocar duas pequenas moedas. Ele disse: “Eu lhes digo que isto é verdade: esta pobre viúva colocou mais do que todos os outros juntos. Todos eles deram para ofertas de Deus da riqueza que eles tinham, mas ela deu de sua pobreza tudo o que tinha para viver.”

§ 125. Certos gregos desejam ver Jesus.

◈ Data: Quarto Dia da Semana, 13 de Nisã. – 33 d.C.
◈ Local: Jerusalém.

JERUSALÉM.
Leia +

Na época do Novo Testamento, a antiga cidade de Jerusalém havia sido transformada de uma fortaleza relativamente pequena dos dias de Davi (2 Samuel 5:6-10; 1 Crônicas 11:4-9) em uma grande cidade com um Templo que rivalizava com o Novo Testamento. os maiores templos do mundo romano. Pouco antes do nascimento de Jesus, Herodes, o Grande, renovou e expandiu completamente o Templo do Senhor, e também construiu para si um palácio luxuoso, vários tanques (onde Jesus ocasionalmente realizava curas), edifícios públicos e cidadelas militares, incluindo a Antônia. Fortaleza, que dominava o Templo. Os residentes ricos, incluindo o sumo sacerdote, ocupavam casas extravagantes na Cidade Alta, enquanto os residentes mais pobres eram relegados para áreas menos desejáveis, como a Cidade Baixa. O bairro dos essênios recebeu esse nome porque muitos de seus residentes pertenciam aos essênios, uma seita religiosa estrita que era conhecida por sua cuidadosa atenção à lei de Moisés. Do outro lado do Vale do Cédron ficava o Jardim do Getsêmani, onde Jesus frequentemente se reunia com seus discípulos. (Mateus 26:36-46; Marcos 14:32-53; João 18:1-14) Mais a leste ficava o Monte das Oliveiras, onde Jesus começou sua entrada triunfal uma semana antes de sua crucificação (Mateus 21:1-11; Marcos 11:1-11; Lucas 19:28-40; João 12:12-19), ensinado seus discípulos sobre os últimos dias (Mateus 24-25; Marcos 13), e finalmente ascendeu ao céu após sua ressurreição. (Lucas 24:50-53; Atos 1:1-11)

O rei Herodes, o Grande, iniciou as reformas do Templo por volta de 20–19 a.C. Toda a expansão do templo, incluindo o enorme Monte do Templo, não foi concluída até aproximadamente 62-64 d.C.

Os pátios internos do Templo de Herodes eram acessíveis por 10 portões, pelos quais somente os judeus podiam entrar. No interior havia várias câmaras e um pátio onde eram feitos sacrifícios. Numa extremidade ficava o lugar sagrado – um santuário de dois cômodos usado pelos sacerdotes judeus. O extenso projeto de construção do Segundo Templo e do Monte do Templo de Herodes foi concluído aproximadamente entre 62 e 64 d.C., apenas para ser destruído pelos romanos em 70 d.C.

Fonte: https://biblemapper.com/

João 12:20-36

Entre os que tinham ido à Jerusalém para adorar durante a festa estavam alguns gregos. Eles se aproximaram de Filipe, que era de Betsaida, na Galileia, e disseram: “Senhor, nós gostaríamos de ver Jesus!” Filipe disse isso para André. Os dois, então, foram dizer a Jesus sobre os gregos. Jesus respondeu: “Chegou o momento do Filho do Homem ser glorificado. Eu lhes digo que isto é verdade: a menos que um grão de trigo seja plantado no solo e morra, ele ainda será apenas um grão. Mas, se ele morrer, irá produzir muitos outros grãos de trigo. Se vocês amam a sua própria vida, a perderão. Mas, se não amam a própria vida, neste mundo, vocês a manterão para a vida eterna. Se vocês quiserem me servir, precisam me seguir. Meus empregados estarão onde eu estou, e o meu Pai irá honrar qualquer pessoa que me sirva. Agora eu estou realmente aflito. O que eu devo dizer? Eu direi: ‘Pai, salve-me desse tempo de sofrimento que virá?’ Não, pois foi para isso que eu vim; para passar por este tempo de sofrimento. Pai, mostre a glória do seu caráter.” Uma voz veio do céu e disse: “Eu já a mostrei e irei mostrá-la de novo.” A multidão que estava lá ouviu o que foi dito. Algumas pessoas disseram que tinha sido um trovão. Porém, outras disseram que um anjo tinha falado com Jesus. Mas Jesus lhes disse: “Esta voz veio não para mim, mas para vocês. Agora, começa o julgamento deste mundo. Agora, o príncipe deste mundo será expulso.27 Mas, quando eu for levantado da terra, atrairei todas as pessoas para mim.” Jesus disse isso para mostrar como iria morrer. A multidão respondeu: “A Lei nos diz que o Messias irá viver para sempre. Então, como você pode dizer que o Filho do Homem será ‘levantado da terra’? Quem é esse ‘Filho do Homem’?” Jesus respondeu: “A luz ficará aqui com vocês por um pouco mais de tempo. Caminhem enquanto vocês ainda têm luz, para que as trevas não os alcance. Aqueles que caminham na escuridão não sabem para onde estão indo. Creiam na luz enquanto vocês ainda a têm, para que, assim, possam se tornar filhos da luz.” Depois que Jesus disse isso para as pessoas, ele saiu e se ocultou delas.

§ 126. Reflexões sobre a incredulidade dos judeus.

◈ Data: Quarto Dia da Semana, 13 de Nisã. – 33 d.C.
◈ Local: Jerusalém.

JERUSALÉM.
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Na época do Novo Testamento, a antiga cidade de Jerusalém havia sido transformada de uma fortaleza relativamente pequena dos dias de Davi (2 Samuel 5:6-10; 1 Crônicas 11:4-9) em uma grande cidade com um Templo que rivalizava com o Novo Testamento. os maiores templos do mundo romano. Pouco antes do nascimento de Jesus, Herodes, o Grande, renovou e expandiu completamente o Templo do Senhor, e também construiu para si um palácio luxuoso, vários tanques (onde Jesus ocasionalmente realizava curas), edifícios públicos e cidadelas militares, incluindo a Antônia. Fortaleza, que dominava o Templo. Os residentes ricos, incluindo o sumo sacerdote, ocupavam casas extravagantes na Cidade Alta, enquanto os residentes mais pobres eram relegados para áreas menos desejáveis, como a Cidade Baixa. O bairro dos essênios recebeu esse nome porque muitos de seus residentes pertenciam aos essênios, uma seita religiosa estrita que era conhecida por sua cuidadosa atenção à lei de Moisés. Do outro lado do Vale do Cédron ficava o Jardim do Getsêmani, onde Jesus frequentemente se reunia com seus discípulos. (Mateus 26:36-46; Marcos 14:32-53; João 18:1-14) Mais a leste ficava o Monte das Oliveiras, onde Jesus começou sua entrada triunfal uma semana antes de sua crucificação (Mateus 21:1-11; Marcos 11:1-11; Lucas 19:28-40; João 12:12-19), ensinado seus discípulos sobre os últimos dias (Mateus 24-25; Marcos 13), e finalmente ascendeu ao céu após sua ressurreição. (Lucas 24:50-53; Atos 1:1-11)

O rei Herodes, o Grande, iniciou as reformas do Templo por volta de 20–19 a.C. Toda a expansão do templo, incluindo o enorme Monte do Templo, não foi concluída até aproximadamente 62-64 d.C.

Os pátios internos do Templo de Herodes eram acessíveis por 10 portões, pelos quais somente os judeus podiam entrar. No interior havia várias câmaras e um pátio onde eram feitos sacrifícios. Numa extremidade ficava o lugar sagrado – um santuário de dois cômodos usado pelos sacerdotes judeus. O extenso projeto de construção do Segundo Templo e do Monte do Templo de Herodes foi concluído aproximadamente entre 62 e 64 d.C., apenas para ser destruído pelos romanos em 70 d.C.

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João 12:37-50

Mas, apesar de todos os milagres que ele fez na presença deles, eles ainda não tinham fé em Jesus. Isso aconteceu para que se cumprisse a mensagem do profeta Isaías: “Senhor, quem acreditou no que dissemos? E para quem foi revelado o poder do Senhor?” Eles não foram capazes de crer nele e, assim, eles cumpriram o que Isaías também tinha dito: “Ele cegou os olhos deles e fez com que suas mentes ficassem vazias, para que os seus olhos não pudessem ver e para que as suas mentes não pensassem e, assim, eles não se voltariam para mim, pois se eles o fizessem, eu os curaria.” Isaías viu a glória de Jesus e disse isso em relação a ele. Até mesmo muitos dos líderes creram em Jesus. No entanto, eles não admitiram isso publicamente, porque não queriam que os fariseus os expulsassem da sinagoga. Eles queriam mais a admiração dos homens do que a aprovação de Deus. Jesus disse bem alto: “Se vocês creem em mim, não estão crendo apenas em mim, mas também naquele que me enviou. Quando vocês me veem, também veem aquele que me enviou. Eu vim como uma luz que brilha para o mundo. Então, se vocês creem em mim, não permanecerão nas trevas. Eu não julgo quem ouve as minhas palavras, mas não as segue. Eu vim para salvar o mundo, não para julgá-lo. Qualquer pessoa que me rejeita e não aceita as minhas palavras será julgada no no último dia28 de acordo com o que eu disse. Pois eu não estou falando por mim mesmo, mas pelo meu Pai, que me enviou. Foi ele quem me orientou sobre o que eu devia dizer e como dizer. Eu sei que o seu mandamento traz a vida eterna. Então, qualquer coisa que eu diga é o que o Pai me disse.”

§ 127. Jesus, ao despedir-se do Templo, prediz sua destruição e a perseguição de seus discípulos.
(16° Discurso do Nosso Senhor)

◈ Data: Quarto Dia da Semana, 13 de Nisã. – 33 d.C.
◈ Local: Jerusalém.

JERUSALÉM.
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Na época do Novo Testamento, a antiga cidade de Jerusalém havia sido transformada de uma fortaleza relativamente pequena dos dias de Davi (2 Samuel 5:6-10; 1 Crônicas 11:4-9) em uma grande cidade com um Templo que rivalizava com o Novo Testamento. os maiores templos do mundo romano. Pouco antes do nascimento de Jesus, Herodes, o Grande, renovou e expandiu completamente o Templo do Senhor, e também construiu para si um palácio luxuoso, vários tanques (onde Jesus ocasionalmente realizava curas), edifícios públicos e cidadelas militares, incluindo a Antônia. Fortaleza, que dominava o Templo. Os residentes ricos, incluindo o sumo sacerdote, ocupavam casas extravagantes na Cidade Alta, enquanto os residentes mais pobres eram relegados para áreas menos desejáveis, como a Cidade Baixa. O bairro dos essênios recebeu esse nome porque muitos de seus residentes pertenciam aos essênios, uma seita religiosa estrita que era conhecida por sua cuidadosa atenção à lei de Moisés. Do outro lado do Vale do Cédron ficava o Jardim do Getsêmani, onde Jesus frequentemente se reunia com seus discípulos. (Mateus 26:36-46; Marcos 14:32-53; João 18:1-14) Mais a leste ficava o Monte das Oliveiras, onde Jesus começou sua entrada triunfal uma semana antes de sua crucificação (Mateus 21:1-11; Marcos 11:1-11; Lucas 19:28-40; João 12:12-19), ensinado seus discípulos sobre os últimos dias (Mateus 24-25; Marcos 13), e finalmente ascendeu ao céu após sua ressurreição. (Lucas 24:50-53; Atos 1:1-11)

O rei Herodes, o Grande, iniciou as reformas do Templo por volta de 20–19 a.C. Toda a expansão do templo, incluindo o enorme Monte do Templo, não foi concluída até aproximadamente 62-64 d.C.

Os pátios internos do Templo de Herodes eram acessíveis por 10 portões, pelos quais somente os judeus podiam entrar. No interior havia várias câmaras e um pátio onde eram feitos sacrifícios. Numa extremidade ficava o lugar sagrado – um santuário de dois cômodos usado pelos sacerdotes judeus. O extenso projeto de construção do Segundo Templo e do Monte do Templo de Herodes foi concluído aproximadamente entre 62 e 64 d.C., apenas para ser destruído pelos romanos em 70 d.C.

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Mateus 24:1, 2

Quando Jesus estava saindo do Templo, algumas pessoas que estavam lá comentavam sobre o Templo, a respeito das bonitas pedras com que estava enfeitado e das coisas que tinham sido ofertadas, e seus discípulos se aproximaram dele, apontando orgulhosamente para as construções do Templo e dizendo: “Mestre, veja estas pedras gigantescas e estas construções magníficas!” Mas, Jesus respondeu: “Vocês veem todas estas coisas? Eu lhes digo que isto é verdade: está chegando o momento em que não ficará uma única pedra sobre a outra. Tudo será destruído.”29

Marcos 13:1, 2

Quando Jesus estava saindo do Templo, um dos seus discípulos lhe disse: “Mestre, veja estas pedras gigantescas e estas construções magníficas!” Jesus respondeu: “Você está vendo todos estas grandes construções? Não sobrará uma única pedra sobre a outra. Tudo será destruído.”

Lucas 21:5, 6

Algumas pessoas que estavam lá comentavam sobre o Templo, a respeito das bonitas pedras com que estava enfeitado e das coisas que tinham sido ofertadas. Mas, Jesus disse: “Em relação a estas coisas para as quais vocês estão olhando, está chegando o momento em que não restará uma pedra sobre a outra. Tudo será destruído!”

◈ Data: Quarto Dia da Semana, 13 de Nisã. – 33 d.C.
◈ Local: De Jerusalém para o Monte das Oliveiras.

DE JERUSALÉM PARA O MONTE DAS OLIVEIRAS.
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No segundo dia da semana, quatro dias antes de ser crucificado (11 de Nisã), Jesus e seus discípulos viajaram de Betânia para Jerusalém, aproximando-se da cidade pelo leste. Quando chegaram à aldeia de Betfagé, Jesus montou num jumento e desceu o Monte das Oliveiras como um rei humilde entrando em sua capital. Ao longo do caminho, muitas pessoas colocaram galhos e mantos em seu caminho para recebê-lo. Depois que Jesus entrou na cidade, ele imediatamente subiu ao templo e expulsou os cambistas e mercadores de lá, e curou cegos e coxos. Depois, ele viajou quase três quilômetros fora da cidade até o vilarejo de Betânia para passar a noite, que parece ter sido onde ele costumava se hospedar todas as noites enquanto visitava Jerusalém durante a lotada festa da Páscoa. Betânia também é onde moravam Maria, Marta e Lázaro, amigos íntimos de Jesus. Certa noite, enquanto Jesus estava presente em um grande jantar oferecido em sua homenagem, Marta serviu a comida e Maria derramou perfume caro nos pés de Jesus e enxugou-os com os cabelos.

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JERUSALÉM.
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Na época do Novo Testamento, a antiga cidade de Jerusalém havia sido transformada de uma fortaleza relativamente pequena dos dias de Davi (2 Samuel 5:6-10; 1 Crônicas 11:4-9) em uma grande cidade com um Templo que rivalizava com o Novo Testamento. os maiores templos do mundo romano. Pouco antes do nascimento de Jesus, Herodes, o Grande, renovou e expandiu completamente o Templo do Senhor, e também construiu para si um palácio luxuoso, vários tanques (onde Jesus ocasionalmente realizava curas), edifícios públicos e cidadelas militares, incluindo a Antônia. Fortaleza, que dominava o Templo. Os residentes ricos, incluindo o sumo sacerdote, ocupavam casas extravagantes na Cidade Alta, enquanto os residentes mais pobres eram relegados para áreas menos desejáveis, como a Cidade Baixa. O bairro dos essênios recebeu esse nome porque muitos de seus residentes pertenciam aos essênios, uma seita religiosa estrita que era conhecida por sua cuidadosa atenção à lei de Moisés. Do outro lado do Vale do Cédron ficava o Jardim do Getsêmani, onde Jesus frequentemente se reunia com seus discípulos. (Mateus 26:36-46; Marcos 14:32-53; João 18:1-14) Mais a leste ficava o Monte das Oliveiras, onde Jesus começou sua entrada triunfal uma semana antes de sua crucificação (Mateus 21:1-11; Marcos 11:1-11; Lucas 19:28-40; João 12:12-19), ensinado seus discípulos sobre os últimos dias (Mateus 24-25; Marcos 13), e finalmente ascendeu ao céu após sua ressurreição. (Lucas 24:50-53; Atos 1:1-11)

O rei Herodes, o Grande, iniciou as reformas do Templo por volta de 20–19 a.C. Toda a expansão do templo, incluindo o enorme Monte do Templo, não foi concluída até aproximadamente 62-64 d.C.

Os pátios internos do Templo de Herodes eram acessíveis por 10 portões, pelos quais somente os judeus podiam entrar. No interior havia várias câmaras e um pátio onde eram feitos sacrifícios. Numa extremidade ficava o lugar sagrado – um santuário de dois cômodos usado pelos sacerdotes judeus. O extenso projeto de construção do Segundo Templo e do Monte do Templo de Herodes foi concluído aproximadamente entre 62 e 64 d.C., apenas para ser destruído pelos romanos em 70 d.C.

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Mateus 24:3-8

Quando Jesus se sentou no monte das Oliveiras, e estava olhando para o Templo, os discípulos (Pedro, Tiago, João e André), chegaram perto dele e, em particular, lhe pediram: “Mestre, por favor, conte para nós quando isso irá acontecer e qual será o sinal da sua vinda e do fim da era.”30 Jesus respondeu: “Tenham cuidado para que ninguém engane vocês. Muitos se passarão por mim e dirão: ‘Eu sou o Messias!’ E também: ‘O tempo chegou!’ Mas não as sigam. E eles enganarão muitas pessoas. Vocês ouvirão a respeito de guerras e de rumores sobre guerras em lugares próximos ou distantes, mas não fiquem ansiosos.31 Essas coisas precisam acontecer primeiro, mas isso não é o fim. As nações atacarão umas às outras e os reinos irão guerrear uns contra os outros. Haverá muita fome, epidemias e terremotos em vários lugares, além disso, serão vistos estranhos sinais no céu, que irão aterrorizar a todos, mas tudo isso é apenas o começo das dores do parto.“32

Marcos 13:3-8

Jesus estava sentado no monte das Oliveiras, olhando para o Templo, quando Pedro, Tiago, João e André lhe perguntaram em particular: “Mestre, conte para nós quando isso irá acontecer. Qual é o sinal que irá mostrar que tudo isso está próximo de se cumprir?” Jesus começou a lhes dizer: “Cuidado para que ninguém engane vocês. Muitas pessoas virão em meu nome, afirmando: ‘Eu sou o Messias!’ Elas enganarão muita gente. Não fiquem preocupados quando ouvirem sobre guerras em lugares próximos ou distantes. Essas coisas devem acontecer, mas ainda não é o fim. Uma nação vai guerrear contra outra, e um reino lutará contra outro. Haverá tremores de terra em vários lugares, e a fome também se espalhará. Esses são os efeitos do início das dores do parto.“

Lucas 21:7-11

Eles lhe perguntaram: “Mestre, quando isso acontecerá? Qual será o sinal que mostrará que essas coisas acontecerão?” Jesus lhes avisou: “Tenham cuidado para que não sejam enganados. Muitas pessoas vão aparecer, fingindo ser eu, afirmando: ‘Eu sou o Messias!’. E também: ‘O tempo chegou!’ Mas não as sigam. Quando vocês ouvirem sobre guerras e revoluções, não fiquem com medo, pois essas coisas precisam acontecer primeiro, mas não quer dizer que o fim virá imediatamente.” Ele lhes disse: “As nações atacarão umas às outras, e os reinos lutarão uns contra os outros. Haverá fortes tremores de terra, muita fome e epidemias em muitos lugares. Além disso, serão vistos estranhos sinais no céu, que irão aterrorizar a todos.”

Mateus 24:9

“Tenham Atenção! Eu os envio como ovelhas para o meio de lobos. Então, sejam espertos como as serpentes e inocentes como as pombas. Então, tenham cuidado, pois os entregarão para serem julgados pelos tribunais e chicoteados nas suas sinagogas, eles irão prendê-los, persegui-los e os matarão. Todas as pessoas os odiarão por serem meus seguidores e vocês serão levados aos governadores e reis para testemunharem diante deles e dos gentios. Mas isso lhes dará a oportunidade para falar em meu nome diante deles, assim, quando eles vierem prender vocês e os julgarem, não se preocupem como devem falar ou sobre o que devem dizer para se defender, pois vocês saberão o que dizer no momento certo, pois eu lhes darei palavras de sabedoria, para que os seus inimigos não sejam capazes de resistir a vocês ou de desmenti-los. Apenas digam o que lhes for dado para dizer naquele momento, porque não serão vocês que falarão, mas, sim, o Espírito do Pai é que falará por intermédio de vocês.“

Mateus 10:16-20

“Tenham Atenção! Eu os envio como ovelhas para o meio de lobos. Então, sejam espertos como as serpentes e inocentes como as pombas. Tenham cuidado, pois os entregarão para serem julgados pelos tribunais e chicoteados nas suas sinagogas. Por me seguirem, vocês serão levados aos governadores e reis para testemunharem diante deles e dos gentios. Mas quando eles os julgarem, não se preocupem como devem falar ou sobre o que devem dizer, pois vocês saberão o que dizer no momento certo. Porque não serão vocês que falarão, mas, sim, o Espírito do Pai é que falará por intermédio de vocês.“

Lucas 21:12-15

“Mas, antes de tudo isso, eles irão prendê-los e persegui-los. Eles irão arrastá-los até às sinagogas e os jogarão na prisão. Vocês serão julgados por reis e governadores, por minha causa. Mas, isso lhes dará a oportunidade para falar em meu nome diante deles. Assim, não se preocupem sobre como falarão para se defender, pois eu lhes darei palavras de sabedoria, para que os seus inimigos não sejam capazes de resistir a vocês ou de desmenti-los.“

Marcos 13:9-11

“Cuidem-se! Eles entregarão vocês para serem julgados nos tribunais. Vocês apanharão nas sinagogas. Por me seguirem, vocês precisarão ficar diante de governadores, de reis e precisarão testemunhar para eles. Quando eles vierem prender vocês e levá-los aos tribunais, não se preocupem com o que devem falar. Apenas digam o que lhes for dado para dizer naquele momento, pois não serão vocês falando, mas, sim, o Espírito Santo.“

Lucas 12:11, 12

“Quando vocês forem levados para serem julgados nas sinagogas, e diante de governantes e de autoridades, não se preocupem como irão se defender ou com o que irão dizer. O Espírito Santo lhes ensinará, naquela mesma hora, o que devem dizer.”

Mateus 24:10-14

“Nessa época, muitos que creem deixarão de ter fé. Eles vão trair e odiar uns aos outros e um irmão entregará outro irmão para ser morto e um pai entregará seu filho. Filhos se voltarão contra os seus pais e os matarão. Muitos profetas falsos aparecerão e enganarão muitas pessoas. A maldade crescerá tanto que fará com que o amor de muitas pessoas esfrie. Vocês serão odiados por todos, por minha causa, mas, nem um único fio de cabelo da cabeça de vocês será perdido. Mas, aquele que ficar firme até o fim será salvo.33 As boas novas do Reino serão divulgadas em todo o mundo, como testemunho a todas as nações. E, assim, o fim chegará.“34

Marcos 13:12, 13

“Um irmão entregará outro irmão para ser morto e um pai entregará seu filho. Filhos se voltarão contra os seus pais e os matarão. Vocês serão odiados por todos, por minha causa, mas, quem se mantiver firme até o fim será salvo. Mas é necessário que primeiro o evangelho seja pregado a todas as nações.“

Lucas 21:16-19

“Vocês serão entregues até por seus pais, irmãos, parentes e amigos e irão até mesmo matar alguns de vocês. Todos odiarão vocês por serem meus seguidores. Mas, nem um único fio de cabelo da cabeça de vocês será perdido. Ao ficarem firmes, vocês ganharão as suas vidas.“

Mateus 10:21, 22

“Um irmão trairá seu outro irmão e o matará, e um pai fará o mesmo com o seu filho. Os filhos ficarão contra os seus pais e os matarão. Por me seguirem, todos os odiarão. Mas, aqueles que ficarem firmes até o final serão salvos.“

Mateus 10:23-25

“Quando vocês forem perseguidos em uma cidade, fujam para a próxima. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: vocês não terão percorrido todas as cidades de Israel antes que o Filho do Homem venha.35 Os alunos não são mais importantes do que o seu professor. Os empregados não são mais importantes do que o seu patrão. Os alunos devem ficar felizes por serem como o seu professor, e os empregados por serem como o seu patrão. Se o dono da casa for xingado pelo nome do chefe dos demônios, Belzebu, então, os membros da sua família serão ainda mais xingados.“36

Mateus 10:26-33

“Por isso, não tenham medo deles, pois não há nada encoberto que não venha a ser exposto e não há nada que esteja escondido que não venha a ser conhecido. Tudo o que vocês disseram na escuridão será ouvido na luz do dia. O que eu digo para vocês, aqui no escuro, repitam quando for dia, e o que é sussurrado em seus ouvidos gritem para que todos ouçam. Não tenham medo dos que matam o corpo, mas não podem matar a alma; pelo contrário, temam aquele que pode fazer perecer na Geena tanto a alma como o corpo.37 Sim, digo que a esse vocês devem temer. Dois passarinhos não são vendidos apenas por alguns centavos? Mas, nenhum deles cai no chão sem que o seu Pai saiba. Mesmo os cabelos em sua cabeça foram todos contados. Então, não se preocupem! Vocês valem mais do que muitos pássaros. Eu lhes digo que isto é verdade: Qualquer pessoa que publicamente afirmar que está comprometida comigo, eu também irei afirmar que estou comprometido com ela, diante do meu Pai, que está no céu. Mas quem me negar diante de todos, eu também o negarei diante dos anjos e do meu Pai, que está no céu. Qualquer um que falar contra o Filho do Homem será perdoado, mas quem disser blasfêmias contra o Espírito Santo não será perdoado.“38

Lucas 12:2-10

“Pois tudo que está escondido será revelado. Tudo que estiver em segredo será conhecido. Tudo o que vocês disseram na escuridão será ouvido na luz do dia. E tudo o que vocês disseram em segredo será anunciado aos quatro cantos da terra. Eu lhes digo, meus amigos, não temam os que matam o corpo e, depois disso, nada mais podem fazer. Eu, porém, vou mostrar a quem vocês devem temer: temam aquele que, depois de matar, tem poder para lançar na Geena. Sim, digo que a esse vocês devem temer. Não é verdade que cinco passarinhos são vendidos por alguns centavos? Mas, Deus não se esquece de nenhum deles. Até os cabelos da cabeça de vocês foram contados. Não tenham medo! Vocês valem mais do que muitos passarinhos. Eu lhes digo que isto é verdade: aqueles que disserem publicamente que pertencem a mim, o Filho do Homem também irá dizer, diante dos anjos de Deus, que essas pessoas pertencem a ele. Mas, aqueles que me negarem também serão negados por mim diante dos anjos de Deus. Qualquer um que falar contra o Filho do Homem será perdoado, mas quem disser blasfêmias contra o Espírito Santo não será perdoado.“

Mateus 10:34-42

“Eu vim para pôr fogo na terra e como seria bom se já estivesse queimando!39 Mas, eu preciso primeiro passar por um batismo, e como estou agoniado esperando por isso!40 Vocês acham que eu vim trazer paz à terra? Não, eu lhes digo que trago a divisão. Não pensem que eu vim trazer paz ao mundo. Eu não vim trazer paz, mas espada. Eu vim ‘para fazer o homem ficar contra o seu pai, a filha contra a sua mãe e a nora contra a sua sogra. A partir de agora, se houver cinco pessoas em uma família, elas ficarão divididas: três contra duas e duas contra três. Os seus inimigos serão os seus próprios parentes!’ Se você ama o seu pai ou a sua mãe mais do que me ama, então, não merece pertencer a mim. Se você ama o seu filho ou a sua filha mais do que a mim, então, não merece pertencer a mim. Se você não pegar a sua cruz e me seguir, então, não merece pertencer a mim. Se tentar salvar a sua vida, você a perderá. Mas se você perder a sua vida, por mim, você será salvo. Aqueles que receberem vocês estarão me recebendo, e aqueles que me receberem estarão recebendo quem me enviou. Aqueles que recebem um profeta, porque este é profeta, receberão a mesma recompensa que ele. Aqueles que receberem uma pessoa que faz o bem receberão a mesma recompensa que ela. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: aqueles que derem um copo de água fria ao menos importante dos meus discípulos, certamente irão receber a sua recompensa.“41

Lucas 12:49-53

“Eu vim para pôr fogo na terra e como seria bom se já estivesse queimando! Mas, eu preciso primeiro passar por um batismo, e como estou agoniado esperando por isso! Vocês acham que eu vim trazer paz à terra? Não, eu lhes digo que trago a divisão. A partir de agora, se houver cinco pessoas em uma família, elas ficarão divididas: três contra duas e duas contra três. Pais ficarão contra os filhos e os filhos contra os pais. As mães contra as filhas e as filhas contra as mães. As sogras contra as noras e as noras contra as sogras.”

Lucas 12:22-34

Jesus disse aos seus discípulos: “É por isso que eu lhes digo: não se preocupem com a vida, com o que comer ou com o que vestir. A vida é bem mais do que apenas a comida, e o corpo é bem mais do que apenas vestir roupas. Vejam os corvos. Eles não semeiam nem colhem, não têm despensas ou depósitos, mas Deus os alimenta. E vocês são mais valiosos do que os pássaros. Vocês podem acrescentar uma hora a mais em sua vida, por mais que se preocupem com isso? Se vocês não podem fazer nada em relação a uma coisa pequena como essa, então, por que se preocupar com o resto? Pensem nos lírios e em como eles crescem. Eles não trabalham e nem tecem os fios para fazerem roupas. Mas, eu lhes digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu de forma tão bela quanto qualquer um deles. Assim, se Deus veste a erva, que hoje está no campo, mas que amanhã é lançada no forno, muito mais irá vesti-los, vocês que têm fé tão pequena. Não se preocupem com o que irão comer ou beber. Não se preocupem com isso. Todas essas são coisas com que as pessoas no mundo se preocupam, mas o seu Pai sabe que vocês precisam delas. Busquem primeiro o Reino de Deus, e vocês receberão as demais coisas. Não tenha medo, pequeno rebanho, pois o seu Pai tem prazer em lhe dar o Reino.42 Vendam o que vocês têm e deem o dinheiro aos pobres. Consigam para si mesmos bolsas que não se estragam: um tesouro no céu, que nunca irá acabar, onde nenhum ladrão poderá roubá-lo e nem as traças poderão destruí-lo. porque, onde estiver o tesouro de vocês, aí estará também o seu coração.”43

§ 128. O cerco e destruição de Jerusalém e a vinda de Cristo para pôr fim ao Estado e Dispensação Judaica.

◈ Data: Quarto Dia da Semana, 13 de Nisã. – 33 d.C.
◈ Local: Monte das Oliveiras.

MONTE DAS OLIVEIRAS.
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No segundo dia da semana, quatro dias antes de ser crucificado (11 de Nisã), Jesus e seus discípulos viajaram de Betânia para Jerusalém, aproximando-se da cidade pelo leste. Quando chegaram à aldeia de Betfagé, Jesus montou num jumento e desceu o Monte das Oliveiras como um rei humilde entrando em sua capital. Ao longo do caminho, muitas pessoas colocaram galhos e mantos em seu caminho para recebê-lo. Depois que Jesus entrou na cidade, ele imediatamente subiu ao templo e expulsou os cambistas e mercadores de lá, e curou cegos e coxos. Depois, ele viajou quase três quilômetros fora da cidade até o vilarejo de Betânia para passar a noite, que parece ter sido onde ele costumava se hospedar todas as noites enquanto visitava Jerusalém durante a lotada festa da Páscoa. Betânia também é onde moravam Maria, Marta e Lázaro, amigos íntimos de Jesus. Certa noite, enquanto Jesus estava presente em um grande jantar oferecido em sua homenagem, Marta serviu a comida e Maria derramou perfume caro nos pés de Jesus e enxugou-os com os cabelos.

Fonte: https://biblemapper.com/

JERUSALÉM.
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Na época do Novo Testamento, a antiga cidade de Jerusalém havia sido transformada de uma fortaleza relativamente pequena dos dias de Davi (2 Samuel 5:6-10; 1 Crônicas 11:4-9) em uma grande cidade com um Templo que rivalizava com o Novo Testamento. os maiores templos do mundo romano. Pouco antes do nascimento de Jesus, Herodes, o Grande, renovou e expandiu completamente o Templo do Senhor, e também construiu para si um palácio luxuoso, vários tanques (onde Jesus ocasionalmente realizava curas), edifícios públicos e cidadelas militares, incluindo a Antônia. Fortaleza, que dominava o Templo. Os residentes ricos, incluindo o sumo sacerdote, ocupavam casas extravagantes na Cidade Alta, enquanto os residentes mais pobres eram relegados para áreas menos desejáveis, como a Cidade Baixa. O bairro dos essênios recebeu esse nome porque muitos de seus residentes pertenciam aos essênios, uma seita religiosa estrita que era conhecida por sua cuidadosa atenção à lei de Moisés. Do outro lado do Vale do Cédron ficava o Jardim do Getsêmani, onde Jesus frequentemente se reunia com seus discípulos. (Mateus 26:36-46; Marcos 14:32-53; João 18:1-14) Mais a leste ficava o Monte das Oliveiras, onde Jesus começou sua entrada triunfal uma semana antes de sua crucificação (Mateus 21:1-11; Marcos 11:1-11; Lucas 19:28-40; João 12:12-19), ensinado seus discípulos sobre os últimos dias (Mateus 24-25; Marcos 13), e finalmente ascendeu ao céu após sua ressurreição. (Lucas 24:50-53; Atos 1:1-11)

O rei Herodes, o Grande, iniciou as reformas do Templo por volta de 20–19 a.C. Toda a expansão do templo, incluindo o enorme Monte do Templo, não foi concluída até aproximadamente 62-64 d.C.

Os pátios internos do Templo de Herodes eram acessíveis por 10 portões, pelos quais somente os judeus podiam entrar. No interior havia várias câmaras e um pátio onde eram feitos sacrifícios. Numa extremidade ficava o lugar sagrado – um santuário de dois cômodos usado pelos sacerdotes judeus. O extenso projeto de construção do Segundo Templo e do Monte do Templo de Herodes foi concluído aproximadamente entre 62 e 64 d.C., apenas para ser destruído pelos romanos em 70 d.C.

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Mateus 24:15-18

“Mas,44 quando vocês virem, a abominação da desolação no lugar santo, sobre a qual o profeta Daniel falou (aqueles que lerem isto, entenda o que isso quer dizer), então, saberão que a destruição da cidade está próxima,45 então, aqueles que estiverem na Judeia deverão correr para as montanhas e aquelas que estiverem em Jerusalém deverão sair imediatamente.46 Aqueles que estiverem nos terraços das suas casas não devem descer para tentar pegar o que estiver lá dentro. Aqueles que estiverem nos campos não devem voltar para pegar seus casacos. Lembrem-se da esposa de Ló. Se vocês tentarem preservar suas vidas, vocês as perderão. Mas, se vocês perderem as suas vidas, vocês as salvarão.“47

Marcos 13:14-16

“Mas, quando vocês virem a abominação da desolação, sobre a qual o profeta Daniel falou situada onde não deveria estar (que o leitor entenda o que isso quer dizer), então, aqueles que estiverem na Judeia deverão correr para as montanhas. As pessoas que estiverem nos terraços de suas casas não entrem nas casas para pegar absolutamente nada. Aqueles que estiverem nos campos não voltem para casa para pegar os seus casacos.“

Lucas 21:20, 21

“No entanto, quando vocês virem Jerusalém cercada por exércitos, então, saberão que a destruição da cidade está próxima. Então, aqueles que estiverem na Judeia deverão fugir para as montanhas, e aquelas que estiverem em Jerusalém deverão sair imediatamente. Os que se encontram nos campos não deverão entrar na cidade.“

Lucas 17:31-33

“Nesse dia, se vocês estiverem na parte de cima das suas casas, no terraço, não desçam para entrar em casa e pegar suas coisas. E se vocês estiverem trabalhando no campo, não voltem para casa também. Lembrem-se da esposa de Ló. Se vocês tentarem preservar suas vidas, vocês as perderão. Mas, se vocês perderem as suas vidas, vocês as salvarão.“

Mateus 24:19-25

“Porque esses dias são de vingança, para se cumprir tudo o que está escrito.48 Ai das mulheres grávidas e das que tiverem amamentando bebês nesses dias! Porque haverá grande aflição na terra e ira contra este povo.49 Muitas serão mortas pela espada, e outras levadas como prisioneiras para todas as nações. Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos dos gentios se completem.50 Peçam a Deus para que vocês não precisem fugir no inverno ou no sábado. Porque nesse tempo haverá grande tribulação, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora e nunca jamais haverá.51 A menos que esses dias de sofrimento sejam diminuídos, ninguém será salvo. Mas, pelo bem dos escolhidos por Deus, esse tempo será abreviado.52 Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas. Aqui na terra, as nações ficarão em dificuldade e confusas pelo barulho furioso e pela agitação do mar. As pessoas irão desmaiar de medo, aterrorizadas com o que estará acontecendo no mundo, pois os poderes dos céus serão abalados.53 Então, se alguém lhes disser: ‘Vejam! Aqui está o Messias,’ ou: ‘O Messias está lá,’ não acreditem. Pois falsos messias e falsos profetas aparecerão. E eles mostrarão sinais e farão milagres incríveis para, se possível, enganar até os escolhidos por Deus. Atenção! Eu estou lhes dizendo tudo isso antes mesmo que elas aconteçam.“54

Marcos 13:17-23

“Como sofrerão as mulheres grávidas e as que estiverem amamentando nessa época! Peçam a Deus para que isso não aconteça durante o inverno. Porque aqueles dias serão de tamanha tribulação, como nunca houve desde o princípio do mundo criado por Deus até agora e nunca jamais haverá. Se Deus não encurtar esses dias, ninguém sobreviverá. No entanto, pelo bem dos que Deus escolheu salvar, ele abreviou esses dias. Então, se alguém lhes disser: ‘Veja! Aqui está o Messias.’ Ou: ‘Olhe!, aqui está ele’, não acreditem. Falsos messias e falsos profetas aparecerão e farão sinais milagrosos e coisas maravilhosas para enganar, se possível, até os escolhidos por Deus. Cuidado! Estou lhes dizendo todas essas coisas antes que elas aconteçam.“

Lucas 21:22-26

“Porque esses dias são de vingança, para se cumprir tudo o que está escrito. Ai das que estiverem grávidas e das que amamentarem naqueles dias! Porque haverá grande aflição na terra e ira contra este povo. Muitas serão mortas pela espada, e outras levadas como prisioneiras para todas as nações. Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos dos gentios se completem. Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas. Aqui na terra, as nações ficarão em dificuldade e confusas pelo barulho furioso e pela agitação do mar. As pessoas irão desmaiar de medo, aterrorizadas com o que estará acontecendo no mundo, pois os poderes dos céus serão abalados.“

Mateus 24:26-28

Então, Jesus disse aos discípulos: “Virá o tempo em que vocês desejarão ver um dos dias do Filho do Homem, mas não verão. Então, se lhes disserem: ‘Vejam! Ele está no deserto’, não vão para lá. Ou se eles disserem: ‘Vejam! Ele está escondido aqui’, não acreditem.55 Pois a vinda do Filho do Homem será exatamente como o relâmpago, que sai do Oriente e brilha até o Ocidente.“ Eles perguntaram: “Onde isso acontecerá, Senhor?” Jesus respondeu: “Onde estiver o cadáver, aí se ajuntarão os abutres.”56

Lucas 17:22, 24, 37

Então, Jesus disse aos discípulos: “Virá o tempo em que vocês desejarão ver um dos dias do Filho do Homem, mas não verão. Eles lhes dirão: ‘Vejam! Lá está ele’, ou ‘Olhem! Ele está aqui’, mas, não corram atrás deles. O dia em que o Filho do Homem vier será exatamente como o relâmpago, que ilumina o céu de uma ponta até a outra.“ Eles perguntaram: “Onde isso acontecerá, Senhor?” Jesus respondeu: “Onde estiver o corpo, aí se ajuntarão também os abutres.”

Mateus 24:29-36

“Logo em seguida à tribulação daqueles dias,57 o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do céu e os poderes dos céus serão abalados.58 Então aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem. Todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória.59 E ele enviará os seus anjos, com grande som de trombeta, os quais reunirão os seus escolhidos seja onde estiverem, em todos os lugares. Ora, quando estas coisas começarem a acontecer, levantem-se e fiquem de cabeça erguida, porque a redenção de vocês se aproxima.“60 Então, Jesus lhes contou esta parábola como um exemplo para o que queria dizer: “Aprendam a parábola da figueira. Vejam a figueira ou qualquer outro tipo de árvore.61 Quando os seus galhos ficam verdes e as folhas começam a brotar, vocês sabem que o verão está chegando. Da mesma maneira, quando vocês virem todas essas coisas acontecendo, saberão que Ele está perto, às portas e o Reino de Deus está próximo.62 Eu lhes digo que isto é verdade: esta geração não passará até que todas essas coisas tenham acontecido.63 Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão. Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, apenas o Pai.“64

Marcos 13:24-32

“Mas, naqueles dias, após a tribulação, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do céu e os poderes dos céus serão abalados. Então, eles verão o Filho do Homem vindo nas nuvens, com grande poder e glória. Ele enviará os anjos e reunirá todos os seus escolhidos, seja onde estiverem, em todos os lugares. Aprendam a parábola da figueira. Quando os seus galhos ficam verdes e as folhas começam a surgir, vocês sabem que o verão está próximo. Da mesma maneira, quando virem essas coisas acontecendo, vocês saberão que Ele está próximo, às portas! Eu lhes digo que isto é verdade: esta geração não passará até que todas essas coisas tenham acontecido. Passará o céu e terra, mas as minhas palavras não passarão. Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, apenas o Pai.“

Lucas 21:27-33

“Então, elas verão o Filho do Homem, vindo em uma nuvem, com poder e grande glória. Ora, quando estas coisas começarem a acontecer, levantem-se e fiquem de cabeça erguida, porque a redenção de vocês se aproxima.” Então, Jesus lhes contou esta parábola como um exemplo para o que queria dizer: “Vejam a figueira ou qualquer outro tipo de árvore. Quando vocês veem novas folhas aparecerem ninguém precisa lhes dizer que o verão está próximo. Da mesma maneira, quando vocês virem essas coisas acontecendo saberão que o Reino de Deus está próximo. Eu lhes digo que isto é verdade: esta geração não morrerá antes que tudo isso aconteça. Passará o céu e terra, mas as minhas palavras não passarão.“

Mateus 24:37-41

“Pois assim como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do Homem. Será como nos dias antes do dilúvio, quando as pessoas comiam e bebiam, casavam-se e eram dadas em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca. Eles não sabiam o que iria acontecer até que o dilúvio veio e levou a todos. Será como aconteceu no tempo de Ló: as pessoas comiam e bebiam, compravam e vendiam, plantavam e construíam. Mas, no dia em que Ló saiu de Sodoma, houve uma chuva de fogo e enxofre, que caiu do céu e matou todas as pessoas de lá.65 Assim será quando o Filho do Homem chegar. Eu lhes digo que, naquela noite, dois estarão dormindo na cama; um será levado e o outro será deixado. Dois homens estarão trabalhando no campo. Um será levado e o outro será deixado. Duas mulheres estarão triturando grãos em um moinho. Uma será levada e a outra será deixada.“66

Lucas 17:26-30, 34, 36, 35, 37

“Assim como foi nos dias de Noé, será também nos dias do Filho do Homem: as pessoas comiam e bebiam, casavam-se e eram dadas em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca. Depois veio o dilúvio e destruiu a todos. Será como aconteceu no tempo de Ló: as pessoas comiam e bebiam, compravam e vendiam, plantavam e construíam. Mas, no dia em que Ló saiu de Sodoma, houve uma chuva de fogo e enxofre, que caiu do céu e matou todas as pessoas de lá. O dia em que o Filho do Homem aparecer será exatamente assim. Eu lhes digo que, naquela noite, dois estarão dormindo na cama; um será levado e o outro será deixado. Dois estarão no campo: um será tomado, e o outro será deixado. Duas mulheres estarão moendo grãos, e uma será levada e a outra será deixada.“

Mateus 24:42

“Então, estejam atentos, vigiem e orem, pois vocês não sabem em que dia o Senhor chegará.“

Marcos 13:33

“Fiquem atentos! Vigiem e orem! Pois vocês não sabem quando isso irá acontecer.“

Lucas 21:34-36

“Tomem cuidado para que não se distraiam com festas, bebedeiras ou com as preocupações desta vida, para que esse dia não os pegue de surpresa. Pois esse dia virá para todos que vivem sobre a terra. Vigiem e orem. Assim, vocês poderão escapar de tudo que irá acontecer e permanecer em pé diante do Filho do Homem.“67

Lucas 12:35-38

“Estejam vestidos e prontos e deixem seus lampiões acesos. Sejam como os empregados que esperam pela volta do seu patrão depois da festa de casamento. Eles já estão preparados para abrir a porta assim que ele chegar e bater. Felizes os empregados que o patrão encontra preparados quando ele chega. Eu lhes digo que isto é verdade: ele se vestirá, fará com que eles se sentem para comer e ele mesmo servirá seus empregados. Mesmo se ele chegar à meia-noite, ou mais tarde, felizes dos empregados se ele os encontrar alerta e prontos!“

Mateus 24:43-51

“Mas, considerem isto: se o dono da casa soubesse quando o ladrão chegaria, ele ficaria vigiando. Ele não permitiria que a sua casa fosse arrombada e roubada. Vocês também precisam estar preparados, porque o Filho do Homem chegará quando vocês menos esperarem.“ Pedro perguntou: “Você está contando essa parábola apenas para nós, ou é para todos?” O Senhor respondeu: “É como um homem que saiu em uma viagem. Ele saiu de sua casa e deu a cada um dos seus empregados a autorização para fazer o que ele lhes tinha ordenado. Ele disse ao porteiro para ficar atento. Pois quem é o empregado confiável e atento? É aquele que o patrão coloca como responsável pelos outros empregados, para que ele lhes dê os mantimentos no tempo adequado. Como será bom para esse empregado estar fazendo o que lhe foi ordenado, quando o seu patrão voltar! Eu lhes digo que isto é verdade: o patrão colocará esse empregado como responsável por tudo o que ele tem. Mas, se esse empregado for ruim, ele dirá a si mesmo: ‘Meu patrão está demorando para voltar.’ E, então, começar a bater nos outros empregados, tantos nos homens quanto nas mulheres, e a comer e beber com os bêbados. Então, o patrão desse empregado voltará quando ele não estiver esperando, e em uma hora que ele não saiba. Ele castigará o empregado e o tratará da mesma maneira que os hipócritas, enviando-o para um lugar onde há choro e onde rangerá os dentes. O empregado que sabia qual era a vontade do seu patrão e, ainda assim, não se aprontou, ou não seguiu as instruções dele, será castigado com dureza. Mas, o empregado que não sabia e fez coisas que mereciam punição será punido apenas levemente. Para quem muito foi dado, muito será exigido. E para quem foi confiado mais, mais será pedido. Então, vigiem, pois vocês não sabem quando o proprietário da casa estará de volta: se será no final da tarde, no meio da noite, antes do amanhecer ou de manhã. Vocês não irão querer ser pegos dormindo, caso ele retorne inesperadamente. O que eu estou dizendo a vocês, eu digo a todos: ‘Vigiem!'”68

Lucas 12:39-48

“Mas, lembrem-se disto: se o dono da casa soubesse quando um ladrão chegaria, ele ficaria vigiando e não deixaria que a sua casa fosse invadida. Vocês também devem estar preparados, pois o Filho do Homem virá quando não estiverem esperando por ele.” Pedro perguntou: “Você está contando essa parábola apenas para nós, ou é para todos?” O Senhor respondeu: “Então, quem é o administrador confiável e sábio, que o patrão coloca como responsável na casa, para distribuir a comida para os outros empregados na hora certa? Feliz desse empregado quando o seu patrão voltar e descobrir que ele cumpriu tudo como deveria ser. Eu lhes digo que isto é verdade: o patrão deixará esse empregado como o responsável por tudo. Mas, e se o empregado pensar: ‘Meu patrão está demorando para voltar.’ E então, ele começar a bater nos outros empregados, tantos nos homens quanto nas mulheres, e passar a comer e beber até ficar bêbado? Um dia, o patrão desse empregado chegará de repente e ele não saberá. O patrão o punirá duramente e o condenará a ir para o lugar onde estão os desobedientes. O empregado que sabia qual era a vontade do seu patrão e, ainda assim, não se aprontou, ou não seguiu as instruções dele, será castigado com dureza. Mas, o empregado que não sabia e fez coisas que mereciam punição será punido apenas levemente. Para quem muito foi dado, muito será exigido. E para quem foi confiado mais, mais será pedido.“

Marcos 13:34-37

“É como um homem que saiu em uma viagem. Ele saiu de sua casa e deu a cada um dos seus empregados a autorização para fazer o que ele lhes tinha ordenado. Ele disse ao porteiro para ficar atento. Então, vigiem, pois vocês não sabem quando o proprietário da casa estará de volta: se será no final da tarde, no meio da noite, antes do amanhecer ou de manhã. Vocês não irão querer ser pegos dormindo, caso ele retorne inesperadamente. O que eu estou dizendo a vocês, eu digo a todos: Vigiem!’”

§ 129. Parábolas: As Dez Virgens; Os Cinco Talentos.
(29°-30° Parábolas do Nosso Senhor)

◈ Data: Quarto Dia da Semana, 13 de Nisã. – 33 d.C.
◈ Local: Monte das Oliveiras.

MONTE DAS OLIVEIRAS.
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No segundo dia da semana, quatro dias antes de ser crucificado (11 de Nisã), Jesus e seus discípulos viajaram de Betânia para Jerusalém, aproximando-se da cidade pelo leste. Quando chegaram à aldeia de Betfagé, Jesus montou num jumento e desceu o Monte das Oliveiras como um rei humilde entrando em sua capital. Ao longo do caminho, muitas pessoas colocaram galhos e mantos em seu caminho para recebê-lo. Depois que Jesus entrou na cidade, ele imediatamente subiu ao templo e expulsou os cambistas e mercadores de lá, e curou cegos e coxos. Depois, ele viajou quase três quilômetros fora da cidade até o vilarejo de Betânia para passar a noite, que parece ter sido onde ele costumava se hospedar todas as noites enquanto visitava Jerusalém durante a lotada festa da Páscoa. Betânia também é onde moravam Maria, Marta e Lázaro, amigos íntimos de Jesus. Certa noite, enquanto Jesus estava presente em um grande jantar oferecido em sua homenagem, Marta serviu a comida e Maria derramou perfume caro nos pés de Jesus e enxugou-os com os cabelos.

Fonte: https://biblemapper.com/

Mateus 25:1-30

“O Reino do Céu é como dez virgens que pegaram suas lamparinas para sair e se encontrar com o noivo.69 Cinco eram tolas e cinco eram sábias. As virgens tolas levaram suas lamparinas, mas se esqueceram do óleo de reserva, enquanto as virgens sábias levaram óleo de reserva para suas lamparinas. O noivo demorou a chegar e todas as virgens ficaram com sono e dormiram. À meia-noite alguém gritou: ‘Vejam! O noivo chegou! Venham e o encontrem!’ Todas as virgens se levantaram e arrumaram o pavio de suas lamparinas. As virgens tolas disseram para as sábias: ‘Deem-nos um pouco do seu óleo, pois nossas lamparinas estão se apagando.’ Mas, as virgens sábias responderam: ‘Não, ou não haverá óleo suficiente para vocês e para nós. Vão comprar óleo.’ Enquanto elas foram comprar o óleo, o noivo chegou, e as virgens que estavam prontas foram com ele para a festa de casamento e a porta foi trancada. As outras virgens chegaram mais tarde e chamaram: ‘Senhor, Senhor! Abra a porta para nós!’ Mas, o noivo respondeu: ‘Eu lhes digo que isto é verdade: eu não as conheço.’ Então, fiquem atentos! Pois vocês não sabem o dia e nem a hora que o filho do homem virá.70 É como um homem que saiu em uma viagem. Ele chamou os seus empregados e os deixou responsáveis pelo que ele possuía. Ele distribuiu os valores de acordo com a capacidade de cada um: para um deles, ele deu a quantia de cinco talentos. Para o outro, ele deu o valor de dois talentos. E para o terceiro, deu apenas um talento. Então, ele foi viajar. Imediatamente, o que ganhou cinco talentos investiu o dinheiro em um negócio, que lhe rendeu mais cinco talentos. Da mesma maneira, o empregado que ficou com dois talentos, obteve o dobro do valor que recebera. Mas, o homem que havia recebido o valor de um talento saiu e cavou um buraco, onde escondeu o dinheiro do patrão. Muito tempo depois, o patrão desses empregados retornou da viagem e foi acertar contas com eles. O empregado que recebera cinco talentos devolveu o valor de dez talentos para o patrão. Ele disse: ‘Senhor, você me deu cinco talentos. Veja! Eu obtive cinco talentos de lucro.’ Seu patrão lhe disse: ‘Parabéns! Você é um empregado bom e leal. Você provou ser confiável, negociando uma pequena quantia; então, agora eu o deixarei negociar uma quantia bem maior. Fique feliz! Você realmente me deixou satisfeito!’ O empregado que recebera dois talentos também veio e disse: ‘Senhor, eu ganhei dois talentos e lhe devolvo o dobro.’ O patrão lhe disse: ‘Bom trabalho! Você é um empregado bom e leal. Você provou ser confiável para negociar pequenos valores; então, agora o deixarei responsável por valores maiores. Fique feliz! Você realmente me deixou satisfeito!’ Então, o homem que recebera um talento chegou e disse: ‘Senhor, eu sei que você é um homem severo. Você colhe onde não semeou e junta onde não plantou. Então, como eu estava com medo de você, enterrei seu dinheiro em um buraco. Assim, devolvo o que lhe pertence.’ Mas, seu patrão lhe respondeu: ‘Você é um empregado mau e preguiçoso! Se você pensa que eu colho onde não semeio, e junto onde não planto, então, deveria ter depositado o meu dinheiro no banco, para que, quando eu voltasse, pudesse receber meu dinheiro com juros. Tirem o dinheiro dele e deem para o empregado que devolveu dez talentos. Pois aquele que tem receberá ainda mais. E aquele que não tem, até mesmo o pouco que possui será tirado dele. Agora, joguem este empregado inútil nas trevas, onde irá chorar e ranger os dentes.’“71

§ 130. Cenas do Dia do Juízo.

◈ Data: Quarto Dia da Semana, 13 de Nisã. – 33 d.C.
◈ Local: Monte das Oliveiras.

MONTE DAS OLIVEIRAS.
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No segundo dia da semana, quatro dias antes de ser crucificado (11 de Nisã), Jesus e seus discípulos viajaram de Betânia para Jerusalém, aproximando-se da cidade pelo leste. Quando chegaram à aldeia de Betfagé, Jesus montou num jumento e desceu o Monte das Oliveiras como um rei humilde entrando em sua capital. Ao longo do caminho, muitas pessoas colocaram galhos e mantos em seu caminho para recebê-lo. Depois que Jesus entrou na cidade, ele imediatamente subiu ao templo e expulsou os cambistas e mercadores de lá, e curou cegos e coxos. Depois, ele viajou quase três quilômetros fora da cidade até o vilarejo de Betânia para passar a noite, que parece ter sido onde ele costumava se hospedar todas as noites enquanto visitava Jerusalém durante a lotada festa da Páscoa. Betânia também é onde moravam Maria, Marta e Lázaro, amigos íntimos de Jesus. Certa noite, enquanto Jesus estava presente em um grande jantar oferecido em sua homenagem, Marta serviu a comida e Maria derramou perfume caro nos pés de Jesus e enxugou-os com os cabelos.

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Mateus 25:31-46

“E quando o Filho do homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória. E todas as nações serão reunidas diante dele. Ele irá separar uns dos outros, como um pastor separa as ovelhas das cabras. Ele colocará as ovelhas do seu lado direito, e as cabras, do seu lado esquerdo. Então, o rei dirá aos que estiverem à sua direita: ‘Venham, vocês são abençoados pelo meu Pai! Recebam o Reino que foi preparado para vocês desde o início do mundo. Pois eu estava com fome, e vocês me alimentaram. Eu estava com sede, e vocês me deram o que beber. Eu era um desconhecido, e vocês me convidaram para entrar. Eu estava nu, e vocês me vestiram. Eu estava doente, e vocês cuidaram de mim. Eu estava na prisão, e vocês me visitaram.’ Então, aqueles que estavam à direita perguntarão: ‘Senhor, quando foi que o vimos com fome e o alimentamos? Ou quando o vimos com sede e lhe demos o que beber? Quando o vimos como um desconhecido e o convidamos para entrar? Ou nu e o vestimos? Quando foi que o vimos doente ou na prisão e o visitamos?’ O rei lhes dirá: ‘Eu lhes digo que isto é verdade: o que vocês fizeram para o menos importante dos meus irmãos, na verdade, fizeram para mim.’ Ele também dirá aos que estão à sua esquerda: ‘Afastem-se de mim! Vocês estão condenados ao fogo eterno, preparado para o diabo e os seus anjos! Pois eu estava com fome, e vocês não me alimentaram. Eu estava com sede, e vocês não me deram de beber. Eu era um desconhecido, e vocês não me convidaram para entrar. Eu estava nu, e vocês não me vestiram. Eu estava doente e na prisão, e vocês não me visitaram.’ Então, eles também irão perguntar: ‘Senhor, quando foi que o vimos com fome ou com sede, como um desconhecido, nu, doente ou na prisão e não cuidamos de você?’ Ele, então, lhes dirá: ‘Eu lhes digo que isto é verdade: o que vocês não fizeram para o menos importante dos meus irmãos, não fizeram para mim.’ Estes irão para o castigo eterno. Mas, aqueles que são bons entrarão na vida eterna.”72

§ 131. Os governantes conspiram. A Ceia em Betânia.

◈ Data: Quarto Dia da Semana, 13 de Nisã. – 33 d.C.
◈ Local: Monte das Oliveiras.

MONTE DAS OLIVEIRAS.
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No segundo dia da semana, quatro dias antes de ser crucificado (11 de Nisã), Jesus e seus discípulos viajaram de Betânia para Jerusalém, aproximando-se da cidade pelo leste. Quando chegaram à aldeia de Betfagé, Jesus montou num jumento e desceu o Monte das Oliveiras como um rei humilde entrando em sua capital. Ao longo do caminho, muitas pessoas colocaram galhos e mantos em seu caminho para recebê-lo. Depois que Jesus entrou na cidade, ele imediatamente subiu ao templo e expulsou os cambistas e mercadores de lá, e curou cegos e coxos. Depois, ele viajou quase três quilômetros fora da cidade até o vilarejo de Betânia para passar a noite, que parece ter sido onde ele costumava se hospedar todas as noites enquanto visitava Jerusalém durante a lotada festa da Páscoa. Betânia também é onde moravam Maria, Marta e Lázaro, amigos íntimos de Jesus. Certa noite, enquanto Jesus estava presente em um grande jantar oferecido em sua homenagem, Marta serviu a comida e Maria derramou perfume caro nos pés de Jesus e enxugou-os com os cabelos.

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Mateus 26:1

Depois que Jesus ensinou tudo isso, disse aos seus discípulos: “Vocês sabem que daqui há dois dias será comemorada a Páscoa, e o Filho do Homem será entregue para ser crucificado.”

Lucas 22:1

Estava se aproximando a Festa dos Pães sem Fermento, também conhecida como Páscoa.

Marcos 14:1

Faltavam dois dias para a Páscoa e para a Festa dos Pães sem Fermento.

◈ Data: Noite. Introduzindo o Quinto Dia da Semana, 14 de Nisã. – 33 d.C.
◈ Hora: Entre 18h e 20h.
◈ Local: Jerusalém.

JERUSALÉM.
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Na época do Novo Testamento, a antiga cidade de Jerusalém havia sido transformada de uma fortaleza relativamente pequena dos dias de Davi (2 Samuel 5:6-10; 1 Crônicas 11:4-9) em uma grande cidade com um Templo que rivalizava com o Novo Testamento. os maiores templos do mundo romano. Pouco antes do nascimento de Jesus, Herodes, o Grande, renovou e expandiu completamente o Templo do Senhor, e também construiu para si um palácio luxuoso, vários tanques (onde Jesus ocasionalmente realizava curas), edifícios públicos e cidadelas militares, incluindo a Antônia. Fortaleza, que dominava o Templo. Os residentes ricos, incluindo o sumo sacerdote, ocupavam casas extravagantes na Cidade Alta, enquanto os residentes mais pobres eram relegados para áreas menos desejáveis, como a Cidade Baixa. O bairro dos essênios recebeu esse nome porque muitos de seus residentes pertenciam aos essênios, uma seita religiosa estrita que era conhecida por sua cuidadosa atenção à lei de Moisés. Do outro lado do Vale do Cédron ficava o Jardim do Getsêmani, onde Jesus frequentemente se reunia com seus discípulos. (Mateus 26:36-46; Marcos 14:32-53; João 18:1-14) Mais a leste ficava o Monte das Oliveiras, onde Jesus começou sua entrada triunfal uma semana antes de sua crucificação (Mateus 21:1-11; Marcos 11:1-11; Lucas 19:28-40; João 12:12-19), ensinado seus discípulos sobre os últimos dias (Mateus 24-25; Marcos 13), e finalmente ascendeu ao céu após sua ressurreição. (Lucas 24:50-53; Atos 1:1-11)

O rei Herodes, o Grande, iniciou as reformas do Templo por volta de 20–19 a.C. Toda a expansão do templo, incluindo o enorme Monte do Templo, não foi concluída até aproximadamente 62-64 d.C.

Os pátios internos do Templo de Herodes eram acessíveis por 10 portões, pelos quais somente os judeus podiam entrar. No interior havia várias câmaras e um pátio onde eram feitos sacrifícios. Numa extremidade ficava o lugar sagrado – um santuário de dois cômodos usado pelos sacerdotes judeus. O extenso projeto de construção do Segundo Templo e do Monte do Templo de Herodes foi concluído aproximadamente entre 62 e 64 d.C., apenas para ser destruído pelos romanos em 70 d.C.

Fonte: https://biblemapper.com/

Mateus 26:2-5

Nessa ocasião, os chefes dos sacerdotes, os escribas e os presbíteros do povo se reuniram no pátio de Caifás, o sumo sacerdote. Lá, eles fizeram um plano para prender Jesus sobre um pretexto traiçoeiro e matá-lo mas tinham medo da reação das pessoas. Mas, eles disseram: “Não vamos fazer isso durante a festa da Páscoa; assim, as pessoas não arrumarão confusão.”

Marcos 14:2

Os chefes dos sacerdotes e os escribas estavam tentando encontrar um meio traiçoeiro para prender Jesus e o matar. Eles falavam uns para os outros: “Mas não durante a comemoração da Páscoa. Caso contrário, as pessoas podem se revoltar.”

Lucas 22:2

Os chefes dos sacerdotes e os escribas estavam tentando encontrar um modo de matar Jesus, mas tinham medo da reação das pessoas.

◈ Data: Noite. Introduzindo o Quinto Dia da Semana, 14 de Nisã. – 33 d.C.
◈ Hora: Entre 18h e 20h.
◈ Local: Do Monte das Oliveiras para Betânia.

DO MONTE DAS OLIVEIRAS PARA BETÂNIA.
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No segundo dia da semana, quatro dias antes de ser crucificado (11 de Nisã), Jesus e seus discípulos viajaram de Betânia para Jerusalém, aproximando-se da cidade pelo leste. Quando chegaram à aldeia de Betfagé, Jesus montou num jumento e desceu o Monte das Oliveiras como um rei humilde entrando em sua capital. Ao longo do caminho, muitas pessoas colocaram galhos e mantos em seu caminho para recebê-lo. Depois que Jesus entrou na cidade, ele imediatamente subiu ao templo e expulsou os cambistas e mercadores de lá, e curou cegos e coxos. Depois, ele viajou quase três quilômetros fora da cidade até o vilarejo de Betânia para passar a noite, que parece ter sido onde ele costumava se hospedar todas as noites enquanto visitava Jerusalém durante a lotada festa da Páscoa. Betânia também é onde moravam Maria, Marta e Lázaro, amigos íntimos de Jesus. Certa noite, enquanto Jesus estava presente em um grande jantar oferecido em sua homenagem, Marta serviu a comida e Maria derramou perfume caro nos pés de Jesus e enxugou-os com os cabelos.

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Marcos 14:3-9

Enquanto isso, Jesus estava no povoado de Betânia, comendo na casa de Simão, o leproso. Ali, fizeram um jantar. Marta ajudou a servir a comida, enquanto Lázaro se sentou na mesa com Jesus e com os outros convidados. Uma mulher (chamada Maria) veio com um frasco feito de alabastro com um perfume muito caro, feito de bálsamo puro. Ela abriu o frasco e derramou o perfume sobre a cabeça de Jesus enquanto ele estava sentado, comendo. Depois derramou o perfume nos pés de Jesus, secando-os depois com os seus próprios cabelos. O cheiro do perfume se espalhou por toda a casa. Algumas das pessoas que estavam lá na casa ficaram irritadas e disseram: “Por que desperdiçar esse perfume?” Eles ficaram muito bravos com ela. Um dos discípulos, Judas Iscariotes, que depois iria trair Jesus, disse: “Isso poderia ser vendido por mais de trezentas moedas de prata, e o dinheiro poderia ser dado aos pobres.” Ele não disse isso por estar preocupado com os pobres, mas porque era ladrão. Era ele quem cuidava do dinheiro dos discípulos e, quase sempre, pegava uma parte desse dinheiro para si. Mas Jesus atento ao que acontecia, respondeu: “Deixem essa mulher em paz! Por que vocês estão criticando-a por ela fazer algo bom para mim? Vocês sempre terão os pobres com vocês e poderão ajudá-los sempre que quiserem. No entanto, eu não estarei sempre com vocês. Ela fez o que poderia fazer: ela perfumou o meu corpo antes do meu sepultamento. Eu lhes digo que isto é verdade: sempre que o evangelho for anunciado pelo mundo,73 a história do que esta mulher fez também será contada, e as pessoas se lembrarão do que ela fez por mim.”

Mateus 26:6-13

Enquanto Jesus estava na casa de Simão, o leproso, na aldeia de Betânia, uma mulher chegou perto dele, trazendo um vaso feito de alabastro com um perfume muito caro. Ela despejou o perfume na cabeça de Jesus enquanto ele estava sentado, comendo. Mas, quando os discípulos viram o que ela fez, ficaram chateados e disseram: “Que desperdício! Esse perfume deveria ter sido vendido por uma grande quantia e o dinheiro, dado aos pobres.” Jesus estava atento ao que acontecia e lhes disse: “Por que vocês estão zangados com esta mulher? Ela fez algo maravilhoso para mim! Vocês sempre terão os pobres com vocês, mas, a mim, nem sempre. Ao derramar este perfume em meu corpo, ela está me preparando para o sepultamento. Eu lhes digo que isto é verdade: sempre que no mundo este evangelho for anunciado, a história do que esta mulher fez também será contada, para que se lembrem dela.”

João 12:2-8

Ali, fizeram um jantar. Marta ajudou a servir a comida, enquanto Lázaro se sentou na mesa com Jesus e com os outros convidados. Maria trouxe um frasco de perfume muito caro, feito de nardo puro, e derramou o perfume nos pés de Jesus, secando-os depois com os seus próprios cabelos. O cheiro do perfume se espalhou por toda a casa. Mas, um dos discípulos, Judas Iscariotes, que depois iria trair Jesus, perguntou: “Por que esse perfume não foi vendido e o dinheiro da venda dado aos pobres? Ele valeria trezentos denários.” Ele não disse isso por estar preocupado com os pobres, mas porque era ladrão. Era ele quem cuidava do dinheiro dos discípulos e, quase sempre, pegava uma parte desse dinheiro para si. Jesus respondeu: “Não a critique! Os pobres sempre estarão com vocês, mas eu não estarei sempre com vocês. Ela está me preparando para o meu sepultamento.”

Mateus 26:14-16

Então, Satanás entrou em Judas Iscariotes, um dos doze discípulos, e ele foi se encontrar com os chefes dos sacerdotes e com os oficiais da guarda, para falar sobre como poderia trair Jesus. Eles ficaram felizes e lhe ofereceram dinheiro, e ele lhes perguntou: “Quanto irão me pagar para eu entregar Jesus para vocês?” Quando os sacerdotes ouviram isso, ficaram muito satisfeitos e prometeram pagar uma quantia em dinheiro a Judas. Ele concordou e eles lhe deram trinta moedas de prata. A partir daquele momento, ele procurou uma oportunidade para trair Jesus quando não houvesse muita gente em torno dele.

Lucas 22:3-6

Satanás entrou em Judas Iscariotes, um dos doze discípulos. Ele se encontrou com os chefes dos sacerdotes e com os oficiais da guarda, para falar sobre como poderia trair Jesus. Eles ficaram felizes e lhe ofereceram dinheiro. Ele concordou e começou a procurar uma oportunidade para entregar Jesus quando não houvesse muita gente em torno dele.

Marcos 14:10, 11

Depois, Judas Iscariotes, um dos doze discípulos, foi falar com os chefes dos sacerdotes e combinou entregar Jesus a eles. Quando os sacerdotes ouviram isso, ficaram muito satisfeitos e prometeram pagar uma quantia em dinheiro a Judas. Então, Judas começou a procurar uma oportunidade para entregar Jesus.

§ 132. Preparação para a Páscoa.

◈ Data: Quinto Dia da Semana, 14 de Nisã. – 33 d.C.
◈ Hora: Entre 15h e 18h.
◈ Local: De Betânia para Jerusalém.

DE BETÂNIA PARA JERUSALÉM.
Leia +

No segundo dia da semana, quatro dias antes de ser crucificado (11 de Nisã), Jesus e seus discípulos viajaram de Betânia para Jerusalém, aproximando-se da cidade pelo leste. Quando chegaram à aldeia de Betfagé, Jesus montou num jumento e desceu o Monte das Oliveiras como um rei humilde entrando em sua capital. Ao longo do caminho, muitas pessoas colocaram galhos e mantos em seu caminho para recebê-lo. Depois que Jesus entrou na cidade, ele imediatamente subiu ao templo e expulsou os cambistas e mercadores de lá, e curou cegos e coxos. Depois, ele viajou quase três quilômetros fora da cidade até o vilarejo de Betânia para passar a noite, que parece ter sido onde ele costumava se hospedar todas as noites enquanto visitava Jerusalém durante a lotada festa da Páscoa. Betânia também é onde moravam Maria, Marta e Lázaro, amigos íntimos de Jesus. Certa noite, enquanto Jesus estava presente em um grande jantar oferecido em sua homenagem, Marta serviu a comida e Maria derramou perfume caro nos pés de Jesus e enxugou-os com os cabelos.

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Lucas 22:7-13

Chegou o primeiro dia da Festa dos Pães sem Fermento, quando se sacrificavam cordeiros para comemorar a Páscoa. Jesus enviou Pedro e João, dizendo-lhes: “Vão e preparem a refeição da Páscoa. Assim, poderemos comer juntos.”74 Eles se aproximaram de Jesus lhe perguntaram: “Onde o senhor quer que preparemos o jantar da Páscoa para você?” Jesus respondeu: “Quando vocês entrarem na cidade, encontrarão um homem, carregando um pote com água. Sigam esse homem e entrem em sua casa com ele. Digam ao dono da casa que o Mestre perguntou: ‘Onde fica a sala onde eu poderei comemorar a Páscoa com os meus discípulos?’ Ele lhes mostrará uma grande sala no andar de cima da casa, onde tem tudo o que é necessário para o jantar. Preparem a refeição lá.” Os discípulos foram para a cidade e encontraram tudo exatamente como Jesus tinha dito. Eles, então, prepararam a refeição de Páscoa lá.

Marcos 14:12-16

No primeiro dia da Festa dos Pães sem Fermento, o período em que se sacrifica um cordeiro para a Páscoa, os discípulos de Jesus lhe perguntaram: “Onde é que o senhor quer que preparemos a sua refeição da Páscoa?” Ele enviou dois discípulos, dizendo: “Vão para a cidade e lá vocês encontrarão um homem carregando um pote de água. Sigam-no, e, quando ele entrar em uma casa, perguntem ao dono da casa onde os meus discípulos e eu podemos celebrar a Páscoa. Ele os levará a uma grande sala no andar de cima, que está mobiliada e pronta para o jantar. Lá, vocês podem preparar tudo para nós.” Os discípulos foram para a cidade e encontraram as coisas exatamente como Jesus tinha lhes dito. Eles prepararam a refeição da Páscoa.

Mateus 26:17-19

No primeiro dia da Festa dos Pães sem Fermento, os discípulos se aproximaram de Jesus e lhe perguntaram: “Onde quer que preparemos a refeição da Páscoa para você?” Jesus respondeu: “Vão para a cidade e encontrem um certo homem e lhe falem que o Mestre disse: ‘A minha hora está próxima. Eu irei comemorar a Páscoa com meus discípulos em sua casa.’” Os discípulos fizeram como Jesus havia dito e prepararam a refeição da Páscoa lá.


NOTAS

  1. A profecia aqui citada encontra-se em Zacarias 9:9. Sempre foi, pelos judeus, aplicado ao Messias. Bengel faz uma observação interessante: “Esta passagem é uma daquelas que mostram que muitas coisas nos profetas devem ser recebidas por nós, não apenas como foram significadas por eles, mas como foram destinadas a serem significadas pelos apóstolos.”

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  2. Os sentimentos das multidões encontraram expressão na linguagem profética dos Salmos, e anunciaram a vinda do “Filho de Davi” para estabelecer Seu reino messiânico. (Salmos 118:26) A saudação messiânica em seu verdadeiro e mais elevado sentido estava indissoluvelmente associada a Parousia.

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  3. O Espírito, descendo sobre eles no Pentecostes, abriu seus olhos para o verdadeiro sentido do Antigo Testamento, trazido vividamente para sua lembrança desta e de outras previsões messiânicas e mostraram a eles que eles e todos os atores nessas cenas haviam inconscientemente cumprido essas previsões.

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  4. Esta profecia é clara e perspícua como história. é o cerco e a demolição da Cidade Santa, e a matança de seus cidadãos, historicamente cumprida em menos de quarenta anos – apenas isso, e nada mais. Se a teoria do duplo sentido fosse boa para alguma coisa, ela seria igualmente aplicável à previsão que temos diante de nós. Aqui, entretanto, seus próprios defensores o descartam; pois o bom senso se recusa a ver nessa lamentação comovente qualquer coisa além de Jerusalém, e somente Jerusalém.

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  5. O processo foi sem dúvida gradual, começando na palavra de Cristo e continuando até que a árvore morreu.

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  6. Provavelmente eles saíram da cidade, cruzaram as cordilheiras das Oliveiras e buscaram mais uma vez a aposentadoria de Betânia. Como observa John Gill: “E, chegada a tarde, saiu da cidade. De Jerusalém, como fez na noite anterior, e pelas mesmas razões: provavelmente ele foi para Betânia, onde havia se hospedado na última noite, com Lázaro, Marta e Maria; ou para o Monte das Oliveiras, onde às vezes ele passava a noite em oração: a versão siríaca traduz: ‘eles saíram’; pois Cristo levou seus discípulos com ele, como fica evidente no versículo seguinte.”

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  7. Poucos comentaristas deixam de notar que aqui Jesus amaldiçoou a figueira estéril, como símbolo do juízo sobre Israel. Matthew Henry observa que: “Ele fez desta figueira um exemplo, não para as árvores, mas para os homens daquela geração. Era uma figura da condenação sobre a igreja judaica, à qual ele veio em busca de frutos, mas não encontrou nenhum. Cristo foi ao templo e começou a reformar os abusos em seus átrios, para mostrar que, quando o Redentor veio a Sião, foi para afastar de Jacó a impiedade. Os escribas e os principais sacerdotes buscavam, não como poderiam fazer as pazes com ele, mas como poderiam destruí-lo. Uma tentativa desesperada, que eles não podiam deixar de temer, era lutar contra Deus.” Essa são as observações de Elicott: “Da boca de alguém com paixões semelhantes às nossas, as palavras podem parecer a expressão de desapontamento impaciente. Aqui eles assumem o caráter de um julgamento solene proferido não tanto na árvore, mas naquela da qual ela se tornou o representante. Os judeus, em sua exibição das ‘folhas’ da devoção externa, na ausência dos ‘frutos’ da justiça, eram como aquela árvore estéril. Mas algumas semanas antes, (Lucas 13:6) Ele pegou a figueira à qual ‘um homem veio procurando frutas e não as encontrou’ como uma parábola do estado de Israel. Então a sentença ‘Corte-a’ foi adiada, como na esperança de uma possível emenda. Agora, o que Ele viu brilhou sobre Ele em um momento (se assim podemos falar) como a parábola incorporada. O desapontamento das expectativas que Ele formou em Seu desejo humano por comida foi como o desapontamento do dono da figueira na parábola. A sentença que Ele passou sobre a árvore, e seu cumprimento imediato, eram símbolos da sentença e da condenação que estavam prestes a cair sobre o povo impenitente e incrédulo.” Na sequência, o Senhor Jesus reforça a queda e destruição de Israel, ao dizer: “se disserdes a este monte: “Levanta-te, e lança-te no mar.” Na linguagem profética judaica, as “montanhas” frequentemente representam autoridades ou reinos. (Isaías 2:2) Em Jeremias 51:25-26 a cidade de Babilônia é chamada de “monte que destróis”. O monte lançado no mar, é a nação de Israel. A igreja primitiva, perseguida sob a opressão dos judeus apóstatas, seguiu esse ensinamento de Jesus a respeito do monte, quando oraram a Deus pela vingança sobre Israel. (cf. Apocalipse 6:9-11) Quando o juízo veio em 70 d.C., o “monte” (Israel) foi lançado ao mar, símbolo das nações pagãs.

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  8. Não que o reino dos céus era chegado, mas que estava próximo. Este aspecto central de seu ministério profético persistiu durante todos anos de sua pregação pública. Além disso, que o reino não veio no tempo de nosso Senhor, nem no dia de Pentecostes, é evidente pelo fato de que em Seu discurso profético no Monte das Oliveiras, nosso Senhor deu aos Seus discípulos certos sinais pelos quais eles poderiam saber que o o reino de Deus estava próximo. (Lucas 21:31)

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  9. O significado geral é: “eles entrarão no reino celestial que em breve será estabelecido e você não.” Isto é, não que os cobradores de impostos e as prostitutas já tivessem entrado no reino (pois o ensino do nosso Senhor não foi que o reino dos céus era chegado, mas que estava próximo), mas que eles estavam moralmente mais propensos a entrarem do que aqueles lideres religiosos.

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  10. Esta parábola, registrada em termos quase idênticos pelos sinópticos, dificilmente precisa ser interpretada. Sua referência local, pessoal e nacional é muito clara para ser questionada. A vinha é a terra de Israel; o senhor da vinha é o Pai; Seus mensageiros são Seus servos, os profetas; Seu único e amado Filho é o próprio Senhor Jesus; os lavradores são os judeus rebeldes e ímpios; a punição é a catástrofe vindoura na Parousia, quando, como Neander bem expressa, “a relação teocrática é rompida e o reino é transferido para outras nações que produzirão os frutos correspondentes.” Não que o reino de Deus já tivesse sido estabelecido e eles já tivessem herdado o reino, mas como Mayer observa: “eram por direito natural os proprietários do reino messiânico que se aproximava, seus herdeiros teocráticos. Jesus não está se referindo aqui aos gentios , como, desde a época de Eusébio, muitos, e em particular Schenkel, Hilgenfeld, Keim, Volkmar, supuseram, mas, como o uso do singular já indica claramente, ao todo dos futuros súditos do reino do Messias, concebido como um só povo , que consistirá, portanto, de judeus e gentios, esse novo povo messiânico de Deus, que constituirá o corpo político no reino que está prestes a ser estabelecido. (1 Pedro 2:9)” A aplicação desta parábola às pessoas do tempo de nosso Salvador é tão direta e explícita, que se poderia assumir que nenhum crítico teria que procurar um significado oculto ou uma referência adicional posterior. Os principais sacerdotes e os fariseus perceberam que “contra eles dissera esta parábola”; e eles estremeceram e fizeram um gesto de dor sob o chicote. Como podemos ver, está perfeitamente claro e inteligível; mas a exegese de um teólogo pode torná-lo realmente escuro e obscuro. Muito sóbria é a explicação de Alford: “Podemos observar que ‘quando o Senhor vem’ coincide com a destruição de Jerusalém, que é incontestavelmente a derrubada dos lavradores ímpios. Esta passagem, portanto, constitui uma chave importante para as profecias de nosso Senhor, e uma justificativa decisiva para aqueles que, como eu, firmemente defendem que a vinda do Senhor deve, em muitos lugares, ser identificada, principalmente, com aquela destruição.” Deve-se lamentar que esta nota sóbria e sensata seja marcada pelas frases “em muitos lugares” e “principalmente”, mas é, no entanto, uma admissão importante. Sem dúvida, encontramos aqui “uma chave importante para as profecias de nosso Senhor”; mas a chave mestra é a que já encontramos em Mateus 16:27, 28, e que serve para abrir, não apenas essa, mas muitas outras palavras sombrias nos oráculos proféticos.

    ↩︎
  11. Esta parábola tem uma forte semelhança com a da “Grande Ceia” contida em Lucas 14. É possível que as duas parábolas sejam apenas versões diferentes do mesmo original. A questão, no entanto, não afeta a discussão atual, e não pode ser provado que essas parábolas não foram proferidas em diferentes ocasiões. A moral de ambos é a mesma; mas a natureza da parábola registrada por São Mateus é mais claramente escatológica do que a de São Lucas. Ele aponta claramente para a proximidade da vinda do “reino dos céus.” Os servos que foram enviados para convidar os judeus para as bodas eram os apóstolos e seus colaboradores. Os judeus rejeitaram o evangelho, maltrataram e mataram os apóstolos e seus colaboradores. (Mateus 22:6) A vingança que o rei promoveu sobre os assassinos de seu filho e contra sua cidade é uma referência a vingança que veio sobre Jerusalém e aos judeus. Os exércitos romanos eram apenas os executores da justiça divina; e Jerusalém pereceu por causa dela e sua rebelião contra o seu rei. (Mateus 22:7) Quando os judeus rejeitaram o evangelho, os apóstolos se voltaram para os gentios e os convidaram para a festa de casamento. (Mateus 22:8-10) Então o Rei (o Juiz) entrou para examinar (inspecionar ou julgar) os convidados do casamento. Ele encontrou uma pessoa que não usava as vestes nupciais apropriadas. Então ele fez o comentário de que muitos foram chamados (convidados), mas poucos foram escolhidos para entrar na festa de casamento com Ele. (Mateus 22:11-14) Esta é uma cena de julgamento no reino espiritual após a destruição de Jerusalém. Não há dúvida de que existe algum anacronismo aqui. Na parábola, o evangelismo aos gentios é colocada após a destruição de Jerusalém e o julgamento, embora tenha precedido esse evento. É preciso lembrar que é uma parábola que estamos lendo agora; um drama, e não um diário de transações. Essas visões episódicas são frequentemente retiradas de sua estrita ordem cronológica, para que possam ser exibidas com mais detalhes e causar uma impressão adequada na mente do leitor. Depois de aludir à vindoura destruição dos judeus ímpios, (Mateus 22:7) Jesus retrocede para continuar descrevendo o processo ainda em andamento de pregar o evangelho. Quando os judeus rejeitaram o evangelho, os apóstolos se voltaram para os gentios e os convidaram para a festa de casamento. Então, quando o evangelho foi pregado a todas as comunidades judaicas espalhadas pela diáspora, o fim veio e Jerusalém foi julgada e destruída. Como observamos antes, algo deve ser concedido à licença poética. Ao mesmo tempo, não admitimos que exista um anacronismo no lugar que a Parousia ocupa. Após a destruição destruição, os últimos convidados foram reunidos no salão do casamento para o julgamento final no reino espiritual. Aqui, então, somos novamente confrontados pela associação frequente da Parousia, do Julgamento e da vinda do Reino com a destruição de Jerusalém.

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  12. Este costume de casamento levirato foi ensinado na Lei de Moisés. (Deuteronômio. 25:5; Gênesis 38:8; cf. Rute. 3-4) Nós absolutamente devemos manter os fatos básicos da história em mente. Estamos falando de pessoas que morreram fisicamente. Essas eram pessoas fisicamente mortas esperando a ressurreição dos mortos, e os saduceus queriam saber o que aconteceria com essas oito pessoas depois que fossem ressuscitadas.

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  13. Por “era” [αἰών] obviamente não se refere ao mundo material, a terra; mas para o mundo moral, ou idade. É certo que os judeus do tempo de nosso Salvador estavam acostumados a fazer uma divisão do tempo em dois grandes períodos ou eras, o presente aeon [ό νῦν αἰῶν, ὁ αἰῶν αὐτος], e o vindouro aeon [ὁ αἰῶν μέλλων]. O aeon vindouro era do Messias, ou “o reino de Deus.” A mesma divisão é reconhecida no Novo Testamento onde a presente era é considerada como passando, e prestes a ser sucedida por uma nova ordem, o αἰών ὁ μέλλων. (cf. Hebreus 2:5) A era que então estava em operação estava sob a administração de Satanás (o príncipe das potestades do ar, o governante desta era). A era vindoura estaria sob a administração de Deus e do seu Cristo. (Apocalipse 11:15) Jesus era o Messias que apareceu nos últimos dias desta era má para eliminá-la e inaugurar uma nova. (cf. Gálatas 1:4) Por “filhos desta era”, entendemos então aqueles que são moralmente filhos do “governante desta era”, os filhos do diabo.

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  14. A resposta de nosso Senhor aqui mostra que os santos mortos que seriam ressuscitados em seus novos corpos imortais para habitarem no reino celestial (onde não há mais casamento) durante a era vindoura. Eles não foram ressuscitados para a vida física na terra novamente, onde há casamento. Eles são ressuscitados para vida eterna, eles foram morar no céu. Portanto, este ensinamento de Jesus não se aplica aos santos fisicamente vivos na terra depois de 70 d.C. Em vez disso, refere-se ao tipo de vida corporal que os santos mortos teriam no céu após o evento da ressurreição. Na era vindoura, os ressurretos recebem um novo tipo de forma corporal que era “como os anjos” e como o corpo imortal de Cristo, no céu. Nesse lugar e nessa nova forma corpórea, o casamento não é relevante.

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  15. Superficialmente este versículo parece ser um argumento fraco para a ressurreição. Não é imediatamente claro como o texto de Êxodo 3:6, diz respeito à ressurreição, nem como poderia ser usado para provar que os mortos serão ressuscitados. Mas a força do argumento do nosso Senhor é a aliança eterna de Deus feita com Abraão, Isaque e Jacó – que eles herdariam a terra. Os patriarcas morreram na fé sem terem recebido as promessas. (Hebreus 11:13) Assim o única maneira pela qual essa promessa poderia ser cumprida é se os patriarcas fossem ressuscitados corporalmente no futuro. Portanto, ou essa promessa ainda estava pendente ou Deus era um mentiroso, pois quando ele reitera a Moisés ou qualquer outra pessoa que Ele é “o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó” ele está lembrando tanto a aliança que Ele fez quanto Sua fidelidade a ela. Todos compreenderam o que isso significava, e é por isso que os saduceus ficaram absolutamente em silêncio e os escribas disseram que Jesus tinha dado uma boa resposta.

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  16. Jamieson-Fausset-Brown observa que: “Ele escriba tinha apenas que avançar um pouco mais naquilo que parecia sinceramente possuir, para encontrar seu caminho para o reino. Ele precisava apenas da experiência de outro escriba eminente que, em um período posterior, disse: ‘Sabemos que a lei é espiritual, mas eu sou carnal, vendido sob o pecado’: que exclamou: ‘Miserável homem que sou! Quem me livrará?’ mas que acrescentou: ‘Eu agradeço a Deus por Jesus Cristo!’ (Romanos 7:14, 24, 25) Talvez entre a ‘grande companhia de sacerdotes’ e outros eclesiásticos judeus que ‘foram obedientes à fé’, quase imediatamente após o dia de Pentecostes (Atos 6:7), esse escriba justo era um deles. Mas, apesar de sua proximidade com o Reino de Deus, pode ser que ele nunca tenha entrado nele.”

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  17. Se o Cristo fosse um mero homem, que veio existir muitos anos após a morte de Davi, como seu antepassado poderia chamá-lo de Senhor? Os fariseus não puderam responder. Eles não creram no testemunho de João Batista que dizia “Aquele que virá depois de mim é mais importante do que eu, pois ele já existia antes de mim.” (João 1:15, 27, 30) Os fariseus não entenderam nada dessa dupla relação e, consequentemente, não puderam discernir a verdadeira majestade e destino do Messias, de modo a ver nele o Filho e o Senhor de Davi. Ninguém pode resolver a dificuldade, a menos que se permita que o Messias seja o Filho de Deus e o Senhor de Davi igualmente com o Pai. Ele assumiu a natureza humana e, assim, tornou-se Deus manifestado na carne; neste sentido, ele é o Filho do homem e o Filho de Davi.

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  18. Não há dúvida de que dia do julgamento aqui referido é o dia de Cristo, a Parousia. Aquele que “tem os olhos semelhantes a uma chama de fogo” vem “vasculhar as rédeas e os corações, e dar a cada um segundo a sua obra.” (Apocalipse 2:18, 23; Mateus 16:27, 28) Nesse dia a condenação ou salvação dos homens é decidida. A destruição de Jerusalém em 70 d.C. foi obviamente um julgamento temporal sobre os judeus; eles sofreram um julgamento temporal que não as excluiu de um julgamento eterno no reino espiritual. Jesus foi muito claro em Seu ensino de que um julgamento universal e eterno ocorreria em Sua vinda. Em Mateus 16:27, 28 Jesus afirma que, antes de todos os Seus discípulos morrerem, Ele retornaria “no Seu reino” e “recompensaria a cada um segundo as suas obras.” (cf. Apocalipse 22:12). A evidência disso acontecer no reino espiritual seria o julgamento que ocorreria no reino físico – a destruição de Jerusalém.

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  19. As palavras aludem ao que havia sido dito antes sobre “a chave do conhecimento” (Lucas 11:52), o símbolo que foi dado a cada escriba em sua admissão em seu cargo para interpretação correta das antigas profecias sobre o Messias. A acusação de nosso Senhor contra eles é que o único uso que fizeram da chave foi para trancar a porta. Eles não ensinaram o significado interno da Lei ou dos Profetas; e ainda perseguiam aqueles que estavam compreendendo o ensino superior do reino e do Messias. (Comp. Gálatas 4:17)

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  20. Ser filho da Geena era uma expressão hebraica que significava moralmente merecedor da Geena por ser terrivelmente perverso. De acordo com a tendência dos novos convertidos de exagerar os pontos externos do credo que eles adotam, os prosélitos gentios forçaram ao máximo as piores características do farisaísmo.

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  21. Não há dúvida de que dia do julgamento aqui referido é o dia de Cristo, a Parousia. Aquele que “tem os olhos semelhantes a uma chama de fogo” vem “vasculhar as rédeas e os corações, e dar a cada um segundo a sua obra.” (Apocalipse 2:18, 23; Mateus 16:27, 28) Nesse dia a condenação ou salvação dos homens é decidida. Geena é o lago de fogo, aonde o Hades é lançado no dia do julgamento. (Apocalipse 20:14)

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  22. O que exatamente se entende por “sabedoria de Deus”? Parece ser simplesmente um anúncio de um propósito da Sabedoria Divina, no alto estilo da antiga profecia. John Gill observa: “Cristo fala aqui, como alguém que tem poder e autoridade, para qualificar e enviar homens, sob os vários personagens aqui mencionados, e sobre o que ele deveria fazer após sua ressurreição: pois, apesar disso, o povo dos judeus o crucificaria e o usaria. como eles fizeram, de maneira bárbara; contudo, depois de tudo isso, ele enviaria seus ministros a eles, para reunir seus eleitos dentre eles, para tornar os demais indesculpáveis e para mostrar sua longanimidade e paciência. As pessoas designadas pelos ‘profetas’, ‘sábios’ e ‘escribas’ são seus apóstolos: chamados ‘profetas’; porque foram divinamente inspirados para escrever e pregar em seu nome; tinha o dom de prever acontecimentos futuros e de explicar com a maior clareza e exatidão as profecias do Antigo Testamento; mostrando seu respeito e realização em Cristo: “homens sábios”; porque eles foram feitos sábios para a salvação e capazes de instruir outros: eles foram cheios de toda sabedoria espiritual e evangélica, e pregaram a sabedoria de Deus em um mistério, até mesmo a sabedoria oculta: e escribas; porque eram bem instruídos no reino dos céus, e tinham o verdadeiro conhecimento da lei, e podiam interpretá-la corretamente, bem como divulgar o Evangelho da graça de Deus.”

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  23. É importante observar como nosso Senhor fecha seu ministério público em termos quase idênticos aos que seu antecessor dirigiu à mesma classe de pessoas: “Ninhada de serpentes venenosas! Quem disse que vocês irão escapar do julgamento que está próximo?” Isso não é coincidência fortuita: é evidentemente a adoção deliberada das palavras do Batista, quando ele falou da “ira vindoura.” Mas julgamento não é meramente futuro, mas iminente. Este é o caso das outras representações no discurso de João Batista; tudo indica a rápida aproximação da destruição. “Já está posto o machado à raiz das árvores.” A “pá” estava na nas mãos do agricultor; o processo de triagem estava prestes a começar. A nação judaica estava agora em seu último julgamento; o segundo Elias viera como o precursor do “grande e terrível dia do Senhor”: se rejeitassem suas advertências, a condenação predita por Malaquias se seguiria segura e rapidamente; “Eu irei e ferirei a terra com a maldição.” (Malaquias 4:6) Israel rejeitou o severo apelo ao arrependimento que o segundo Elias havia feito e as ternas admoestações do Cordeiro de Deus. A medida de sua culpa estava quase cheia, e o “dia da ira” estava chegando rapidamente. Mas o ponto que merece atenção especial é a aplicação particular deste discurso à época do Salvador. “todas estas coisas hão de vir sobre esta geração.” “esta geração será culpada por tudo isso.” Certamente não pode haver reivindicação aqui para uma referência primária e secundária. Nenhum expositor negará que essas palavras têm uma aplicação única e exclusiva à geração do povo judeu que então vivia na terra. Mesmo Dorner, que defende uma grande variedade de significados da palavra genea [γενεὰ], admite que ela só pode se referir aqui aos contemporâneos de nosso Senhor. Isso nos permite fixar o verdadeiro significado da frase, “Esta geração” [ἡ γενεὰ αὕτη], que desempenha um papel tão importante em várias das predições de nosso Senhor, e notavelmente na grande profecia falada no Monte das Oliveiras. Na passagem diante de nós, as palavras são incapazes de qualquer outra aplicação senão para a geração existente da nação judaica, que é representada por nosso Senhor como herdeira de toda depravação e rebeldia do caráter nacional das gerações anteriores, e fadado a perecer no dilúvio de ira que vinha se acumulando através dos séculos e que estava prestes a dominar a terra culpada.

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  24. “Deve-se observar” diz John Gill, “que as pessoas que Cristo teria reunido não são representadas como relutantes em serem reunidas; mas seus governantes não desejavam que eles fossem, e se tornassem prosélitos para ele, e ficassem sob suas asas. Não é dito: ‘quantas vezes eu quis ter reunido você e você não [quis]!’ nem, ‘eu queria ter reunido Jerusalém, e ela não [quis]’; nem, ‘eu queria ter reunido teus filhos, e eles não [quiseram]’; mas, ‘quantas vezes eu quis ter reunido teus filhos, e você não [quis]!’” Jesus se lamenta ao olhar para Jerusalém e sente por ela, dizendo que ele quis muitas vezes juntar os filhos de Jerusalém, mas “Jerusalém” não deixou. O sentido geral é os escribas e fariseus (Jerusalém) não quiseram que os filhos de Jerusalém fossem salvos, mas em hora alguma diz que eles conseguiram impedir que qualquer eleito, dentre os filhos de Jerusalém, tenha sido salvos.

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  25. Esta admoestação mitiga a gravidade das acusações anteriores e encerra o ministério de nosso Senhor com uma explosão de ternura humana e compaixão divina. Como o Dr. Lange diz: “O Senhor lamenta sobre sua própria Jerusalém arruinada… Toda a sua peregrinação na terra foi agitada pela angústia sobre Jerusalém, como a galinha que vê a águia ameaçadora no céu, e ansiosamente tenta reunir seus filhotes sob suas asas. Com tanta angústia, Jesus viu as legiões romanas se aproximando para julgar os filhos de Jerusalém, e tentou salvá-los com as mais fortes solicitações de amor, mas em vão. Eles eram como crianças mortas para a voz do amor materno.” É necessário dizer que aqui está Jerusalém, e somente Jerusalém? Não há ambiguidade, nenhuma referência dupla, nenhuma realização próxima e última concebível aqui. Um pensamento, um sentimento, um objeto encheu o coração de Jesus – Jerusalém, a cidade de Deus, o amado, o culpado, o condenado! Seu destino agora estava quase selado, e o coração de nosso Salvador se contraiu de angústia ao se despedir dela pela última vez.

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  26. Esta frase é a fórmula reconhecida usada pelos judeus quando se fala da vinda do Messias – a saudação messiânica: equivalente a “Salve, ungido de Deus”. Geralmente é suposto ter sido adotado do Salmo 118:26; Portanto, chegaria um momento em que essa saudação seria apropriada. O Senhor que deixou o templo retornaria ao seu templo mais uma vez. Mais do que isso, essa mesma geração testemunharia esse retorno. Isto está claramente implícito na forma da linguagem de nosso Salvador: “Você não me verá novamente até que você diga” etc. – essas palavras ficariam desprovidas de metade do seu significado se as pessoas referidas na primeira parte da frase não fossem as mesmas que as referidas na segunda parte. Nada pode ser mais claro e explícito do que a referência do princípio ao fim ao povo de Jerusalém, os contemporâneos de Cristo. Eles e Ele se encontrariam novamente; e o Messias, o Senhor a quem professavam buscar com tanto entusiasmo, viria repentinamente ao seu templo, de acordo com as palavras do profeta Malaquias. Eles esperavam essa vinda como um evento que fosse recebido com alegria; mas seria de um jeito muito diferente. “E quem pode suportar o tempo de sua vinda, ou quem pode suportar quando se manifestar?”. Aquele dia traria a desolação da casa de Deus, a destruição de sua existência nacional, a eclosão da ira contida de Deus sobre Israel. Este foi o retorno, o reencontro, a reunião, à qual o Salvador alude aqui. E esta não é a mesma coisa que Ele havia declarado repetidas vezes? Não disse Ele muito recentemente que “sobre esta geração” viriam as sete aflições que Ele acabara de pronunciar? (Mateus 23:36) Não teria Ele afirmado solenemente que alguns dos que então viviam veriam o Filho do homem vindo em glória, com seus anjos, “para dar a cada um de acordo com suas obras” – isto é, vindo para julgar? É possível adotar a estranha hipótese de alguns comentadores notáveis, que nestas palavras nosso Senhor quer dizer que Ele nunca mais seria visto por aqueles a quem Ele falou, até um Israel convertido e cristão, em alguma era muito distante do tempo, estava preparado para recebê-lo como Rei de Israel? Isso seria de fato tomar liberdades injustificáveis com as palavras da Escritura. Nosso Senhor não diz: “Você não vai me ver até que eles digam”, ou, “até que outra geração diga”; mas, “até que você diga”, etc. De maneira alguma segue-se que, porque a saudação messiânica é citada aqui, as pessoas que deveriam usá-lo estavam qualificadas para entrar em seu verdadeiro significado. Essas mesmas palavras foram gritadas pelas multidões nas ruas de Jerusalém apenas um dia ou dois antes, e ainda assim foram transformadas em “Crucifica-o! crucifica-o!” em um espaço muito breve. Essas palavras simplesmente denotam o fato de sua vinda. Os homens infelizes a quem nosso Salvador falou não podiam adotar a saudação messiânica em seu verdadeiro e mais elevado sentido; eles nunca diriam “Bem-aventurado é ele”, etc., mas testemunhariam Sua vinda – a vinda com a qual aquela fórmula estava indissoluvelmente associada, isto é, a Parousia. Afirmamos, então, que não estamos apenas garantidos, mas compelidos, a concluir, que nosso Senhor aqui se refere à Sua vinda para destruir Jerusalém e encerrar a era judaica, de acordo com Suas declarações expressas, dentro do período da geração então existente. A história confirma a profecia. Em menos de quarenta anos desde o momento em que essas palavras foram pronunciadas, Jerusalém e seu templo, a Judeia e seu povo, foram subjugados pelo dilúvio de ira predito pelo Senhor. Sua terra foi devastada; sua casa ficou deserta; Jerusalém, e seus filhos dentro dela, foram engolfados em uma ruína comum.

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  27. É comum explicar estas palavras como significando que uma grande crise na história espiritual do mundo estava agora à mão: que a morte de Cristo na cruz foi o ponto de viragem, por assim dizer, do grande conflito entre o bem e o o mal, entre o Deus vivo e verdadeiro e o falso deus usurpador deste mundo – que o resultado da morte de Cristo seria a derradeira derrota do poder de Satanás e o estabelecimento final do reino da verdade e justiça nas ruínas do império de Satanás. Sem dúvida há muita verdade importante nesta explicação, mas ela não satisfaz todos os requisitos da linguagem muito distinta e enfática de nosso Senhor com relação à proximidade e completude do evento ao qual Ele se refere: “Agora é o julgamento de este mundo; agora o príncipe deste mundo será lançado fora.” Não é suficiente dizer que, para a previsão profética de nosso Salvador, o futuro distante era como se fosse o presente; nem que, pela proximidade de sua morte, o julgamento do mundo e a expulsão de Satanás seriam virtualmente assegurados, e que, portanto, poderiam ser considerados como “agora.” Nem é suficiente dizer que a partir do momento em que o grande sacrifício da cruz foi realizado, o poder e influência de Satanás começou a diminuir, e têm a diminuir constantemente, até que ele finalmente seja aniquilada. A linguagem de nosso Senhor aponta manifestamente para uma grande e final transação judicial, que em breve aconteceria. Mas o julgamento é um ato que dificilmente pode ser concebido como se estendendo por um período indefinido, e especialmente quando é restringido pela palavra agora, a um ponto distinto e iminente do tempo. A frase “expulso” também é evidentemente uma alusão à expulsão de um demônio de um corpo possuído por um espírito imundo. Mas isso sugere um ato repentino, violento e quase instantâneo, e não um processo gradual e prolongado. Nenhuma figura poderia ser menos apropriada para descrever o lento refluxo e a exaustão final do poder satânico do que a expulsão de um demônio. Somos obrigados, portanto, a deixar de lado a explicação que faz as palavras de nosso Senhor se referirem a um julgamento que, após o lapso de muitas eras, ainda está em andamento; ou a uma expulsão de Satanás que ainda não foi efetuada. Ele não falaria de um julgamento que não aconteceria há milhares de anos como “agora”, nem de uma “expulsão” iminente de Satanás, que seria o resultado de um processo lento e prolongado. Concluímos, então, que quando nosso Senhor disse: “Agora é o julgamento deste mundo”, etc., Ele se referiu a um evento que estava próximo, e em certo sentido imediato: isto é, Ele tinha em vista a grande catástrofe que não parece ter estado ausente dos Seus pensamentos – a solene transação judicial em que “o Filho do homem se assentaria no trono da sua glória” – a grande “colheita” no fim da era, quando o anjo os ceifeiros deveriam “reunir de seu reino todas as coisas que ofendem, e os que cometem iniquidade.” Se for objetado a isso que a palavra κόσμος (mundo) seja muito abrangente para ser restrita a uma terra ou uma nação, pode-se responder que κόσμος é empregado aqui, como em algumas outras passagens, especialmente nos escritos de São João, mais no sentido ético do que como expressão geográfica. (Ver João 7:7, 8:23, 1 João 2:15, 5:14)

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  28. Temos nessa passagem aquela nova frase em conexão com a consumação que se aproxima, que é peculiar ao Quarto Evangelho. Nunca encontramos nos sinópticos a expressão “o último dia”, embora encontremos seus equivalentes “naquele dia” e “o dia do julgamento”. Não se pode duvidar que essas expressões sejam sinônimos e se refiram ao mesmo período. Mas já vimos que o julgamento é contemporâneo do “fim da era” [συντελείας τοῦ αἰῶνος] e inferimos que “o último dia” é apenas outra forma da expressão “o fim da era ou aeon.” A Parousia também é constantemente representada como coincidente no tempo com “o fim dos tempos”, de modo que todos esses grandes eventos, a Parousia, a ressurreição dos mortos, o julgamento e o último dia, são contemporâneos. Desde então, o fim dos tempos não é, como geralmente se imagina, o fim do mundo, ou a destruição total da terra, mas o fim da economia judaica; e como o próprio Senhor, de maneira distinta e frequente, coloca esse evento dentro dos limites da geração existente, concluímos que a Parousia, a ressurreição, o julgamento e o último dia pertencem ao período da destruição de Jerusalém. Isso está em harmonia com a representação uniforme dada na escatologia do Novo Testamento: a Parousia, o fim da era, a ressurreição dos mortos, o julgamento, a vinda do reino, a destruição de Jerusalém, tudo sincronizado. Encontrar a data de um é fixar a data de todos.

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  29. Com esta declaração entramos na consideração de de longe a mais completa e explícita das declarações proféticas de nosso Senhor a respeito de Sua vinda, e os eventos solenes relacionados a ela. O discurso ou conversa no Monte das Oliveiras é a grande profecia do Novo Testamento, e pode não ser inadequadamente denominado o Apocalipse dos Evangelhos. Da interpretação deste discurso profético dependerá o correto entendimento das predições contidas nos escritos apostólicos; pois quase se pode dizer que não há nada nas epístolas que não esteja nos Evangelhos. Esta profecia de nosso Salvador é o grande armazém do qual as declarações proféticas dos apóstolos são principalmente derivadas.

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  30. Podemos observar que os discípulos haviam sido ensinados a associarem a Parousia e o Fim da Era com a destruição de Jerusalém.

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  31. É concebível que nosso Senhor, quando está prestes a responder aos corações ansiosos e palpáveis, cheio de ansiedade sobre as calamidades que Ele lhes disse serem iminentes, deva começar falando do “fim do mundo em geral”? Eles pensaram sobre o templo e o futuro imediato: Ele falaria do mundo e do tempo indefinidamente remoto? É impossível ler esta seção e deixar de perceber sua referência distinta ao período entre a crucificação de nosso Senhor e a destruição de Jerusalém. Cada palavra é dita aos discípulos, e somente a eles. Imaginar que o “você” ou “vós” nestas referências se aplique, não aos discípulos a quem Cristo estava falando, mas a algumas pessoas desconhecidas e ainda inexistentes em uma era distante, é uma suposição tão absurda que não merece consideração séria. Que as palavras de nosso Senhor foram plenamente verificadas durante o intervalo, entre a Sua crucificação e o fim da era, temos o mais amplo testemunho. Falsos Cristos e falsos profetas começaram a aparecer em um período muito inicial da era cristã, e continuaram a infestar a terra até o fim da história judaica. Que as palavras de nosso Senhor foram plenamente verificadas durante o intervalo, entre a Sua crucificação e o fim da era, temos o mais amplo testemunho. Falsos Cristos e falsos profetas começaram a aparecer em um período muito inicial da era cristã, e continuaram a infestar a terra até o fim da história judaica. Na procuradoria de Pilatos (36 d.C.), um desses apareceu em Samaria e iludiu grandes multidões. (Antiguidades Judaicas 18:4:1, 2) Houve outro na procuradoria de Cúspio Fado (45 d.C.). (Ant. 20:5:1) Durante o governo de Félix (53-60 d.C.), Josefo nos conta que “o país estava cheio de ladrões, mágicos, falsos profetas, falsos Messias e impostores, que iludiam o povo com promessas de grandes eventos.” A mesma autoridade nos informa que as comoções civis e as hostilidades internacionais eram abundantes naqueles dias, especialmente entre os judeus e seus vizinhos. Em Alexandria, Seleucia, Síria e Babilônia, houve tumultos violentos entre judeus e gregos, e entre judeus e sírios, que moravam nas mesmas cidades. (Alford, Greek Testament, Mateus 24.6-8) “Cada cidade foi dividida”, diz Josefo, “em dois campos.”

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  32. No reinado de Calígula, houve grande apreensão na Judeia sobre a possibilidade de uma guerra com os romanos, em consequência da proposta daquele tirano de colocar sua estátua no templo. Durante o reinado do imperador Cláudio (41-54 d.C.), houve quatro estações de grande escassez. No quarto ano de seu reinado, a fome na Judeia era tão severa que o preço da comida era enorme e um grande número de habitantes pereceram. Terremotos ocorreram em cada um dos reinados de Calígula e Cláudio. Alford, Barnes, Clarke, Grotius entre outros enumeram os terremotos da seguinte forma: Um grande terremoto em Creta, 47 d.C. (Philostratus Vita Apollonii 4:34) que parece ter alcançado outras regiões como Esmirna, Mileto, Quios, Samos. (cf. Grotius in loco) Um em Roma, quando Nero assumiu a toga viril, 51 d.C. (Zonaras 11:10, p. 565; Cassius 57:17:9, 57:18:11) que parece ter alcançado outras regiões como aqui em Filipos. (At. 16:26) Um em Apameia, 53 d.C. (Tacitus, Annals 12:58) Um em Laodiceia e no vale do Lico, 60 d.C. (Annals 14:27) que afetou todas as sete cidades mencionadas no Apocalipse e outras regiões como Colosso e Hierápolis. Um na Pompeia (Campânia), 63 d.C. (Annals 15:22) Acrescente a tudo isso, um terrível na Judeia, 68 d.C. (Guerras 4:4:5) e outro em Roma, no mesmo ano durante o reinado de Galba. (The Lives of the Twelve Caesars 7:18:1) O Senhor orientou aos discípulos que tais calamidades precederiam o “fim.” Mas não foram seus antecedentes imediatos. Eles foram o “começo do fim”; mas “o fim ainda não chegou.”

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  33. Neste ponto (Mateus 24:9-13 e paralelos), nosso Senhor passa do geral para o particular; do público ao pessoal; das fortunas das nações e reinos às fortunas dos próprios discípulos. Enquanto esses eventos estavam ocorrendo, os apóstolos se tornariam objetos de suspeita para os poderes dominantes. Deviam ser levados perante conselhos, príncipes e reis, aprisionados, espancados nas sinagogas e odiados por todos os homens por amor a Jesus. Tudo isso foi verificado na experiência pessoal dos discípulos que podemos ler nos Atos dos Apóstolos e nas Epístolas de São Paulo. Mas a promessa divina de proteção na hora do perigo foi cumprida de forma notável. Com a única exceção de “Tiago, o irmão de João”, nenhum apóstolo parece ter sido vítima de perseguição maliciosa por seus inimigos até o fim da história apostólica, conforme registrado em Atos (63 d.C.).

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  34. Um outro sinal precederia a consumação. “Este evangelho do reino será pregado em todo o mundo [οἰκουµένην] como um testemunho a todas as nações, e então o fim virá”. Nós já advertimos para o cumprimento desta previsão dentro da era apostólica. Nós temos a autoridade de São Paulo para tal difusão universal do evangelho em seus dias, a fim de verificar a palavra de Nosso Senhor. (Veja Colosensses 1:6, 23) Se não fosse por este testemunho explícito do apóstolo, seria impossível persuadir alguns oradores de que as palavras de nosso Senhor haviam sido cumpridas em algum sentido antes da destruição de Jerusalém; tal ideia teria sido considerada mera extravagância e capricho. Agora, no entanto, a objeção não pode ser razoavelmente alegada.

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  35. Comparando essa declaração com a previsão que temos diante de nós (Mateus 24:14), podemos ver a consistência perfeita das duas afirmações, e também o “terminus ad quem” em ambos. Em um caso, é a evangelização da terra de Israel; no outro, a evangelização do império romano, que é chamada precursora da Parousia. Ambas as afirmações são verdadeiras. Pode muito bem ocupar o espaço de uma geração para levar as boas novas a todas as cidades da terra de Israel. Mas os apóstolos não teriam muito tempo para sua missão doméstica, porque teriam uma missão muito maior em território estrangeiro. Obviamente, devemos tomar a linguagem empregada por Paulo, bem como por nosso Senhor em um sentido popular, e seria injusto pressioná-la ao extremo da letra. A ampla difusão do evangelho na terra de Israel e em todo o império romano é suficiente para justificar a predição de nosso Senhor.

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  36. Há uma dificuldade cronológica nesta passagem que não deve ser negligenciada. Parece inexplicável que nosso Senhor, em uma ocasião anterior, quando Ele estava enviando os doze em uma missão curta, aparentemente dentro de um distrito limitado, e da qual eles deveriam retornar a Ele em um curto espaço de tempo, (Mateus 10:1, 5-15) fale de Sua vinda como ultrapassando-os antes da conclusão de sua tarefa. Parece pouco apropriado para aquele período particular, e isso corresponde mais a uma tarefa posterior, isto é, o que está registrado no discurso do Monte das Oliveiras. (Mateus 24; Marcos 13; Lucas 21) Na verdade, uma comparação dessas passagens pode satisfazer qualquer mente sincera de que todo o parágrafo (Mateus 10:16-42) foi transposto de sua conexão original e inserido na primeira missão que nosso Senhor confiou aos discípulos. Encontramos as mesmas palavras sobre a perseguição dos apóstolos, que seriam dadas aos conselhos, encurralados nas sinagogas, trazidos perante governadores e reis, etc., que são registrados no décimo capítulo de São Mateus, designado por São Marcos e São Lucas a um período subsequente, ou seja, o discurso do Monte das Oliveiras. Não há evidências de que os discípulos tenham sofrido tal tratamento durante sua primeira turnê evangelística. Há, portanto, uma evidência forte como o caso permite, que o verso 23 e seu contexto pertence ao discurso do Monte das Oliveiras. Isso eliminaria a dificuldade que a passagem apresenta no relacionamento que encontramos aqui e proporcionaria coerência e consistência ao idioma que, como tal, não é fácil de descobrir. É um fato aceito que nem mesmo os evangelhos sinópticos relacionam todos os eventos exatamente na mesma ordem; portanto, deve haver maior precisão cronológica em um que em outro. Stier diz: “Mateus é descuidado com a cronologia nos detalhes.” (Reden Jesu, vol. 3: p. US) Neander, falando exatamente sobre esta acusação, diz: “Mateus evidentemente relaciona muitas coisas com as instruções dadas aos apóstolos em vista de sua primeira viagem, que pertencem cronologicamente mais tarde”; (Vida de Cristo, 174, nota b); e novamente, falando da carga dada aos setenta, como registrado por São Lucas: ele diz, “A coerência total e característica de tudo falado por Cristo, de acordo com Lucas, com as circunstâncias (que são superiores à colocação de Mateus)”, etc. (Life of Christ, 204, nota 1) Dr. Blaikie observa: “É geralmente entendido que Mateus organizou sua narrativa mais por assuntos e lugares do que por cronologia.” (Bible History, p. 372) Parece, portanto, garantia abundante para atribuir a importante predição contida em Mateus 10:23 ao discurso proferido no Monte das Oliveiras.

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  37. O Geena, ou Vale de Hinom, tornou-se a imagem do lugar de punição eterna. Geena é o lago de fogo, aonde o Hades é lançado no dia do julgamento. (Apocalipse 20:14)

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  38. Aqui, as palavras que foram proferidas pela primeira vez em conexão com a acusação especial de “expulsar demônios por Belzebu” parecem ser repetidas em seu aspecto mais geral. Mesmo que essa linguagem seja aplicável aos homens em geral sob o evangelho, é claro que teve uma aplicação direta e específica aos contemporâneos de nosso Senhor – a geração que testemunhou seus milagres e ouviu suas parábolas; e que tiveram um relacionamento com ele, como não teve com mais ninguém. Nós defendemos, como Neander, que “as palavras de Cristo, como suas obras, contêm em si o germe de um desenvolvimento infinito, reservado para futuras épocas que estão a se revelar.”

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  39. Dificilmente pode-se duvidar que o fogo que Ele veio enviar é o fogo do juízo que queimará o joio. (Mateus 3:12) Que esta não é uma ameaça vaga e sem sentido é evidente a partir dos termos claros e definidos com os quais é anunciado. Tudo aponta para uma crise iminente na história da nação, quando Deus infligiria julgamento sobre o povo rebelde. “O dia” estava chegando – “o dia que arderá como uma fornalha.” (Malaquias 3:1-5, 16-18; 4:1-6) É impossível não ficar impressionado com a correspondência entre a linguagem do Nosso Senhor, de João Batista e a de Malaquias. Em ambos, a vinda do Senhor é descrita como um dia de ira; ambos falam da sua vinda com fogo que refina e prova, com fogo que queima e consome. Ambos falam de um tempo de discriminação e separação entre os justos e os ímpios, o ouro e a escória, o trigo e a palha; e ambos falam da destruição total da palha, ou restolho, com fogo inextinguível. Essas não são semelhanças fortuitas: as duas predições são a contrapartida uma da outra e só podem se referir ao mesmo evento, o mesmo “dia do Senhor”, o mesmo julgamento vindouro. Na verdade, é surpreendente que os expositores tenham falhado em reconhecer nessas previsões solenes a reprodução e reiteração das palavras de Malaquias e de João Batista. Aqui encontramos a mesma separação final entre os justos e os ímpios; a mesma purificação da terra; a mesma coleta do trigo no celeiro; a mesma queima da palha [joio, restolho] no fogo. Pode haver alguma dúvida de que este é o mesmo ato de julgamento, no mesmo período de tempo, para o mesmo evento histórico, ao qual Malaquias, João e nosso Senhor se referem?
    Mas vimos que João Batista previu um julgamento que era então iminente – uma catástrofe tão próxima que o machado já estava na raiz das árvores – de acordo com a profecia de Malaquias, que “o dia grande e terrível do Senhor” seguiria a vinda do segundo Elias. Somos, portanto, levados à conclusão de que esta discriminação entre os justos e os ímpios, esta coleta do trigo no celeiro e queima do joio na fornalha de fogo, referem-se à mesma catástrofe, isto é, a ira que veio sobre aquela mesma geração, quando Jerusalém se tornou literalmente “uma fornalha de fogo”, e a era do Judaísmo chegou ao fim no “grande e terrível dia do Senhor”.
    Esta conclusão é apoiada pelo fato de que há uma conexão estreita entre esta grande época judicial e a vinda do “reino dos céus.” Nosso Senhor representa a separação dos justos e dos ímpios como a característica da grande consumação que é chamada de “o reino de Deus.” Mas o reino foi declarado próximo. Segue-se, portanto, que as palavras diante de nós se referem, não a um evento remoto ainda no futuro, mas a um que no tempo de nosso Salvador estava próximo.

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  40. Aqui temos um ponto de contato com as palavras ditas aos filhos de Zebedeu. (Mateus 20:22; Marcos 10:38) O batismo de que ele fala aqui foi o batismo de dor, sofrimento e morte – o que chamamos de Paixão do Senhor. Quanto mais se aproximava Sua paixão, maiores eram as emoções pelas quais Ele era afetado. (cf. Mateus 26:37; João 12:27)

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  41. O teste peculiar de caráter aplicado pelo juiz nesta descrição parabólica se opõe fortemente à ideia de que esta cena representa o julgamento final de toda a raça humana. Será observado que o destino dos justos e dos ímpios é feito para girar em torno do tratamento que eles ofereceram respectivamente aos discípulos que sofrem. Todas as qualidades morais, toda conduta virtuosa, toda fé verdadeira, aparentemente não são úteis, e apenas os atos de caridade e beneficência para com os discípulos aflitos são levados em consideração. Não é surpreendente que essa circunstância tenha causado grande perplexidade tanto aos teólogos como aos leitores em geral. Essa é a doutrina de Paulo? Esta é a base para a justificação diante de Deus estabelecida no Novo Testamento? Devemos concluir que o destino eterno de toda a raça humana, desde Adão até o último homem, finalmente se voltará para sua caridade e simpatia para com os discípulos perseguidos e sofredores de Cristo? A dificuldade é séria, na suposição de que temos aqui uma descrição do “julgamento geral no último dia”, e não deve ser negligenciado, como é comum. Como as nações que existiam antes do tempo de Cristo podem ser julgadas por esse modelo? Como poderiam as nações que nunca ouviram falar de Cristo – ou aquelas que floresceram nos tempos em que o cristianismo era próspero e poderoso, e onde os seguidores de Cristo não sofreram fome, sede, nudez, doença e prisão por conta dele, e onde, consequentemente, eles poderiam não ser aliviados dos efeitos de perseguição severa – serão julgadas por tal padrão? É manifestamente inadequado e inaplicável. Mas a dificuldade é fácil e completamente resolvida se considerarmos essa parábola descrevendo o julgamento da geração que está passando pelo período de transação judicial como o julgamento de Israel no final da era judaica. É o rejeitado rei de Israel que é o juiz: é a geração hostil e incrédula, a última e a pior da nação, que é denunciada antes de seu tribunal. Seu tratamento de seus discípulos, especialmente de Seus apóstolos, poderia ser o mais adequado e justamente o critério de caráter para “discernir entre o justo e o ímpio”. Um teste como este seria muito apropriado numa época em que o cristianismo era uma fé perseguida, e é evidente que isso é assumido pelos próprios termos das palavras do rei: “Eu estava com fome e sede, eu era estrangeiro, estava nu, doente, e na prisão”. As pessoas designadas como “estes meus irmãos”, e que são tomados como representantes do próprio Cristo, são evidentemente os apóstolos de nosso Senhor, em quem tinha fome e sede, estava nu, doente e na prisão, tudo isso está em perfeita harmonia com as palavras de Cristo aos seus discípulos, quando os mandou pregar.

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  42. Aqui nosso Senhor os assegura que eles deveriam ter um reino. Aqui é importante observar a representação da verdadeira natureza do “reino de Deus.” Não é o evangelho; nem a dispensação cristã; nem qualquer estado terrestre das coisas, mas um estado celestial, no qual a carne e o sangue são incapazes de entrar. (1 Coríntios 15:50)

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  43. O coração está sempre posto no tesouro, e como é o tesouro de um homem, tal é o seu coração. Os tesouros terrenos às vezes são roubados ou corrompidos, mas os que têm as suas riquezas no Céu, guardam em um lugar seguro. Nessas exortações, como em muitas outras, a provação da vida terrena está ligada à recompensa e riquezas da vida futura que está guardada no Reino Celestial.

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  44. Até agora, temos um discurso contínuo, relacionado a um evento particular, falado de e para pessoas particulares. Encontramos quatro sinais, ou conjuntos de sinais, que pressagiam a abordagem da grande catástrofe. O aparecimento de falsos cristos e falsos profetas; Grandes distúrbios sociais, calamidades e convulsões naturais; Perseguição dos discípulos e apostasia de crentes professos. A publicação geral do evangelho em todo o império romano. Esse último sinal indicava especialmente a aproximação do “fim.”

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  45. A abominação da desolação é uma expressão hebraica que significa um destruidor abominável ou odioso. Os gentios foram todos considerados abomináveis pelos judeus. (cf. Atos 10:28) A abominação da desolação significa o exército romano, e é assim explicada em Lucas 21:20. O exército romano é ainda chamado de “abominação” por causa das imagens do imperador e das águias, transportadas à frente das legiões e consideradas pelos romanos com honras divinas. Esses eventos já haviam sido preditos pelo profeta Daniel. (Daniel 9:26-27; 11:31; 12:11)

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  46. Bengel observa: “O lugar santo, portanto, não significa aqui o templo, ou o santo dos santos, pois teria sido tarde demais para fugir depois de ter sido profanado, mas um lugar definido fora e perto da Cidade Santa; em suma, aquele mesmo lugar que nosso Senhor (como Ele havia feito muitas vezes) considerou santificado por Sua presença, enquanto Ele pronunciava estas palavras. (cf. Atos 7:33) Aprendemos certamente com Josefo, que a principal força do exército sitiante estava no Monte das Oliveiras: ‘Eles foram ordenados’, diz ele, ‘a acampar no monte chamado Monte das Oliveiras, que fica defronte da cidade. no leste.’ (Guerras 6:3) E aquele monte era considerado santo também pelos judeus, porque dele se podia ver o templo vizinho; e eles também tinham uma tradição de que a Shechiná esteve ali por três anos e meio. Eles também o chamaram de הר המשיחה (o Monte da Unção). Muito pertinente a isso é Zacarias 14:4, onde a própria menção do bairro oriental (plaga) parece denotar santidade. E, portanto, aquele lugar que São Mateus designa como ‘santo’ é descrito por São Marcos como ‘onde não deveria.’ Ambas as passagens referem-se a Daniel 9:27; onde se diz que a região daquele monte é כנף שקיצים um quarto (plaga) de outra forma sagrado, mas então, por causa dos sitiantes idólatras, abominável: porque ali está o שקוץ שמם a abominação que desola (Daniel 12:11; 11:31) deveria permanecer.”

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  47. Nenhum argumento é necessário para provar a referência estrita e exclusiva desta seção a Jerusalém e Judeia. Aqui não podemos detectar qualquer vestígio de duplo significado, de realização primária e posterior, de significados subjacentes e típicos. Tudo é nacional, local e próximo; “A Terra” é a terra da Judeia; “Este povo” é o povo de Israel, e o tempo é “quando vocês virem” o que significa que os eventos estão para acontecer enquanto alguns ainda estariam vivos. A maioria dos expositores encontra uma alusão aos padrões das legiões romanas na expressão “abominação da desolação”, e a explicação é altamente provável. As águias eram para os soldados objetos de culto religioso; e a passagem paralela em São Lucas é evidência quase conclusiva de que este é o verdadeiro significado. Quão grande foi a profanação quando esses emblemas idólatras foram exibidos em plena luz no templo e na Cidade Santa! Este seria o último sinal anunciando que chegou a hora da destruição de Jerusalém. Sua aparição seria o último sinal para todos os que estavam na Judeia devessem escapar para além das montanhas, porque então haveria um período de sofrimento, horror e castigo divino sem paralelo nos anais da história. Quaisquer que sejam as outras catástrofes, de outras nações, em outras eras, com relação a elas, nosso Senhor está em silêncio.

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  48. O julgamento havia sido ameaçado por quase todos os profetas contra aquela cidade perversa. Eles falaram de seus crimes e ameaçaram sua ruína. Certa vez, Deus destruiu Jerusalém e levou o povo para a Babilônia; mas seus crimes foram repetidos quando eles voltaram, e Deus novamente ameaçou sua ruína. Particularmente, essa mesma destruição foi predita por Daniel. (Daniel 9:26-27)

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  49. Que a “grande tribulação” (Mateus 24:21; cf. Daniel 12:1) faz referência explícita às terríveis calamidades que acompanharam o cerco de Jerusalém, especialmente severas para o sexo feminino, é evidente demais para ser questionada. Que essas calamidades eram literalmente incomparáveis, podem ser facilmente acreditadas por todos os que leram a horripilante narrativa nas páginas de Josefo. Que nosso Senhor tenha em mente os horrores que estavam para acontecer aos judeus no cerco, e não quaisquer eventos subsequentes no “final do mundo”, é perfeitamente claro a partir das palavras finais do versículo 21: “Porque nesse tempo haverá grande tribulação, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora e nunca jamais haverá.” Aceitamos os fatos verificados pelo historiador na palavra do homem; é para os cristãos hesitarem em aceitar os fatos confirmados pela palavra do Senhor?

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  50. Geralmente, supõe-se que a expressão “o tempo dos gentios” se refira a algum período místico de duração desconhecida, estendendo-se, por séculos e eras, e ainda rolando em seu curso incompleto. Mas se essa interpretação não natural das palavras deve ser aplicada às Escrituras, é difícil ver que utilidade existe na especificação de quaisquer períodos de tempo. Certamente, é muito mais respeitoso com a Palavra de Deus entender sua linguagem como tendo algum significado definido. Nosso Senhor, deve-se observar, está aqui falando do cerco e captura de Jerusalém. Os tempos dos gentios só podem significar o tempo durante o qual Jerusalém está em sua ocupação. Esse tempo é claramente especificado no Apocalipse como quarenta e dois meses. (cf. Apocalipse 11:2) Ambas as passagens devem referir-se ao mesmo ato e ao mesmo tempo: o que quer que seja entendido por um é entendido pelo outro. E podemos verificar que foi exatamente isso que aconteceu nos últimos dias de Jerusalém. Durante os quarenta e dois meses que representam com precisão suficiente a duração da guerra judaica, Jerusalém estava realmente nas mãos e sob os pés de uma horda de rufiões, que seu compatriota descreve como “escravos, e os próprios resíduos de sociedade, os monstros espúrios e contaminados da nação.” Pode-se dizer que a última luta fatal começou quando Vespasiano foi enviado por Nero, à frente de sessenta mil homens, para derrubar a rebelião. Isso foi no início do ano 67 d.C., e em agosto de 70 d.C., a cidade e o templo eram uma pilha de cinzas fumegantes.

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  51. Esta é a mesma “grande tribulação” mencionada por Daniel, que deveria ocorrer no “tempo do fim.” (cf. Daniel 12:1)

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  52. Em uma nota interessante sobre esta passagem Theophylact of Ohrid escreveu: “Ou seja, se a guerra romana não tivesse terminado logo, ‘nenhuma carne deveria ser salva’; isto é, nenhum judeu deveria ter escapado; ‘mas por causa dos eleitos, a quem Ele escolheu’, isto é, por causa dos judeus crentes, ou os que viriam a crer, ‘Ele encurtou os dias’, isto é, a guerra logo terminou, pois Deus previu que muitos judeus creriam após a destruição da cidade; por essa razão Ele não permitiria que toda a raça fosse completamente destruída.”

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  53. Os fenômenos descritos por nosso Senhor pode ser explicado com os sinais e prodígios, que de acordo com Josefo, precedeu a captura de Jerusalém. (Guerras 6:5:3) Que pelo menos alguns desses sinais realmente apareceram, não parece haver qualquer razão para duvidar disso, e servem para verificar a previsão de Lucas 21:11.

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  54. Até o momento, não encontramos nenhuma ruptura na continuidade do discurso; nem a menor indicação de que ocorreu uma transição para algum outro tópico ou algum outro período. A narrativa é perfeitamente homogênea e consecutiva, e flui sem divergir para a mão direita ou para a esquerda. O mesmo é verdade em relação à seção que agora nos ocupa. A primeira palavra indica continuidade. “Então” [τότε], e cada uma das palavras subsequentes é claramente dirigida aos próprios discípulos, por seu aviso e instrução pessoal. É claro que nosso Senhor lhe dá dicas sobre o que aconteceria em breve, ou pelo menos o que eles poderiam viver para testemunhar com seus próprios olhos. É uma representação vívida do que realmente aconteceu nos últimos dias da comunidade judaica. Os judeus e especialmente o povo de Jerusalém foram encorajados com falsas esperanças por falsos impostores que infestavam o país e traziam a ruína aos miseráveis e tolos. Tal foi o engano e paixão produzido pelas pretensões desses impostores que, como aprendemos com Josefo, quando o templo estava em chamas, uma vasta multidão de pessoas iludidas foram enganadas, vítimas de sua credulidade.

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  55. A frase “Os dias do Filho do Homem” é equivalente a “Os dias do Messias” e é uma expressão frequentemente usada nos escritos judaicos. Mas a expressão “um dos dias” expressam um olhar de expectativa ansiosa para um dia em particular e mais glorioso, o último, isto é, a Parousia. Tais serão as calamidades daqueles tempos, tão grandes serão as aflições e perseguições, que eles desejariam muito aquele grandioso dia do Senhor. Mas por que eles não verão? “porque é necessário que isso aconteça, mas ainda não é o fim.” (cf. Mateus 24:6) Este não é um caso de “nunca ver”, mas sim um caso de “agora não.” E naquele tempo, em meio a essas calamidades, e grande expectativa, alguns impostores se levantarão fingindo “ser” o Messias. Jesus aproveita esta ocasião, no monte das oliveiras, para adverti-los para não serem desviados por eles.

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  56. Nosso Senhor adverte seus discípulos que a sua chegada a essa cena de julgamento seria como ladrão e repentina como o relâmpago, que é revelado e parece estar em todos os lugares ao mesmo tempo, além do fator surpresa. “Porque,” ele acrescenta, “onde quer que esteja a cadáver, as águias se juntarão”. Ou seja, onde quer que os filhos culpados de Israel fossem encontrados, eles seriam dominados pelos ministros da ira, as legiões romanas.

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  57. Aqui também a fraseologia proíbe absolutamente a ideia de qualquer transição do assunto. Não há nada para indicar que a cena tenha mudado, ou que um novo tema tenha sido introduzido. A seção diante de nós se conecta claramente com a “grande tribulação” mencionada em Mateus 24:21, e é inadmissível supor qualquer intervalo de tempo em vista da presença do advérbio “imediatamente” [εὐθέως δὲ]. Mas a cena da grande tribulação é inegavelmente sobre Jerusalém e a Judeia, nenhuma quebra no assunto do discurso é permitida; não há espaço para qualquer interrupção no tema do discurso. Mais uma vez, em Mateus 24:30, lemos que “todas as tribos da terra lamentarão”, evidentemente referindo-se à população do território da Judeia e as tribos judaicas; e nada pode ser mais forçado ou antinatural do que incluir a expressão, como Lange faz, “todas as raças e povos” do globo. O sentido restrito da palavra γῆ no Novo Testamento é comum; e quando está conectado, como está aqui, com a palavra “tribos” [φυλαὶ], sua limitação à terra de Israel é óbvia. Esta é a posição adotada pelo Dr. Campbell e Moses Stuart, e realmente se explica. Encontramos uma expressão semelhante em Zacarias 12:12 – “Todas as famílias [tribos] da terra”, onde seu senso restrito é óbvio e indiscutível. As duas passagens são, de fato, exatamente paralelas, e nada pode ser mais confuso do que entender a frase como se incluísse “todas as raças do globo”. A estrutura do discurso, portanto, resiste inflexivelmente à suposição de uma mudança de sujeito. Tempo, lugar, circunstâncias continuam todos iguais.

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  58. Pode ser objetado que caráter da linguagem de nosso Senhor nesta passagem exige sua aplicação a uma catástrofe grande e terrível que ainda é futura e pode ser entendida adequadamente de nada menos que a dissolução total do tecido do universo, e o fim de todas as coisas. Mas argumentar desta maneira é perder de vista a própria natureza, genialidade e espírito da profecia. O símbolo e a metáfora pertencem à gramática da profecia, como todos os leitores dos profetas do Antigo Testamento devem conhecer. Não é razoável que a destruição de Jerusalém seja apresentada em linguagem tão animada e retórica como a destruição de Babilônia, ou Edom, ou Tiro? (cf. Isaías 13:9, 10, 13; 34:4, 5; Malaquias 1:3, 4) Seria fácil multiplicar exemplos desta característica e qualidade da linguagem profética. A natureza da profecia é a poesia, e representa os acontecimentos, não no estilo prosaico do historiador, mas nas imagens vivas do poeta. Adicione a isso o fato que a Bíblia não fala com a fria correção lógica dos povos ocidentais, mas com o fervor tropical do maravilhoso Oriente. Mas seria errado chamar essa linguagem de extravagante ou sobrecarregada. A grandeza moral dos eventos que esses símbolos representam pode ser mais corretamente descrita como convulsão e cataclismo no mundo natural. Também não é necessário construir uma gramática de simbologias e uma analogia para cada hieróglifo sagrado, através do qual traduzir cada metáfora particular em seu equivalente correto, porque isso transformaria a profecia em uma alegoria. As seguintes observações sobre a linguagem figurativa das Escrituras são sensíveis. “O que é excelente na natureza é usado para expressar o que é digno e importante entre os homens tais como corpos celestiais, montanhas, árvores majestosas, reinos ou aqueles em cargos de autoridade. As mudanças políticas são representadas por terremotos, eclipses, tempestades, o giro das águas e dos mares em sangue”. A conclusão, então, a que somos levados irresistivelmente, é que as imagens usadas por nosso Senhor em seu discurso profético são apropriadas para descrever a dissolução do estado e do governo judeus, que teve lugar na destruição de Jerusalém. Eles são apropriados porque concordam com o estilo reconhecido dos profetas antigos, e também porque a grandeza moral do evento é tal que justifica o uso de tal linguagem neste caso particular. Mas podemos ir além disso e afirmar que não é apenas apropriado quando aplicado à destruição de Jerusalém, mas que essa é sua aplicação verdadeira e exclusiva. Não encontramos nenhum vestígio ou indicação de que nosso Senhor tenha em mente qualquer significado posterior ou oculto. Mas nós achamos que dificilmente há uma característica nesta descrição sublime e terrível que Ele próprio ainda não havia antecipado e fixado em sua aplicação a um evento particular e a um tempo particular.

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  59. Quem pode duvidar que “a vinda do Filho do homem” está aqui, o que está em todos os outros lugares, a fórmula pela qual a Parousia, a segunda vinda de Cristo, é expressa? Esta frase tem um significado definido e constante, bem como a sua crucificação, ou a sua ressurreição, e não admite qualquer outra interpretação. não há ambiguidade quanto a vinda do que é aludido na passagem agora em consideração. Não é uma das várias vindas possíveis; mas o único, e supremo evento, tão frequentemente predito por nosso Senhor, tão constantemente esperado por Seus discípulos. É a Sua vinda em glória; Sua vinda para julgamento; Sua vinda em Seu reino; a vinda do reino de Deus. Não é um processo, mas um ato. Não é a mesma coisa que “a destruição de Jerusalém” – este é outro evento relacionado e contemporâneo; mas os dois não devem ser confundidos. O Novo Testamento conhece apenas uma Parousia, uma vinda em glória do Senhor Jesus Cristo. É completamente um abuso de linguagem falar de vários sentidos nos quais se pode dizer que Cristo vem – como em Sua própria ressurreição; no dia de Pentecostes; na destruição de Jerusalém; na morte de um crente; e em várias épocas providenciais. Este não é o uso do Novo Testamento, nem é uma linguagem precisa em nenhum ponto de vista. Somente esta passagem contém tanta verdade importante a respeito da Parousia, que se pode dizer que cobre todo o terreno; e, quando usado corretamente, será considerado a chave para a verdadeira interpretação da doutrina do Novo Testamento sobre esse assunto.

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  60. Compare cuidadosamente a descrição dada na passagem que nos diz respeito, do “Filho do homem que vem nas nuvens do céu, com poder e grande glória” (Mateus 24:30) com a declaração de nosso Senhor (Mateus 16:27) – “Porque o Filho do homem virá, na glória do seu pai com os seus anjos” – um evento que Ele afirma expressamente seria testemunhado por alguns dos discípulos que ainda estavam vivendo. Novamente, o envio de Seus anjos para reunir Seus eleitos, corresponde exatamente com a representação do que aconteceria na “colheita”, no final do aeon, conforme descrito nas parábolas do joio e do trigo (Mateus 13:41-50). “O Filho do Homem enviará seus anjos, e eles juntarão do seu reino todos os que servem de pedra de tropeço, e todos os que praticam iniquidade”. “Assim será no fim da era [aeon]: os anjos sairão, e separarão os ímpios dentre os justos, e os lançarão na fornalha de fogo”. Aqui a profecia e a parábola representam a mesma cena, no mesmo período: ambos falam do fim da época ou da era, não do fim do mundo ou do universo material; e eles falam da grande época judicial como “à mão”. Com clareza São Lucas, em seu registro da profecia do Monte das Oliveiras, representando a grande catástrofe ocorrida durante a vida dos discípulos: “quando estas coisas começarem a acontecer, levantem-se e fiquem de cabeça erguida, porque a redenção de vocês se aproxima.” (Lucas 21:28) O envio dos anjos, e a reunião dos eleitos, descrito em Mateus 24:31, deve representar necessariamente um procedimento real e experiencial que deveria ocorrer com os santos na Parousia, e é descrito como um evento intimamente relacionado com a destruição de Jerusalém. Temos na passagem diante de nós a revelação verbal de um grande evento (salvação ou redenção) que aconteceria de uma maneira tão real e sobrenatural, mas do qual nenhum homem que pode experimentar permaneceu sobre a terra para registrar. É estranho que haja tanta incredulidade hoje em dia, respeitando o sentido claro das declarações expressas de nosso Senhor sobre esse assunto. Não há ambiguidade ou incerteza em Sua linguagem. Não há motivo válido para negar que qualquer uma das declarações de Mateus 24:29-31 são inconsistentes com os prazos que Jesus positivamente definiu para esta profecia escatológica. Sem dúvida, a maioria dos leitores se encolherá com a exigência feita sobre sua fé, quando lhes for pedido que acreditem que previsões de nosso Senhor em Mateus 24:29-31 teve uma verdadeira realização no passado. Aceitamos os fatos verificados pelo historiador na palavra do homem; é para os cristãos hesitarem em aceitar os fatos confirmados pela palavra do Senhor? Não foram pronunciadas estas palavras aos discípulos, que ouviram o discurso? Eles não aplicaram a eles mesmo? Há algum lugar, mesmo uma suspeita de que eles estavam se referindo a outra audiência, a milhares de anos de distância, e não ao grupo ansioso que tomou as palavras de Jesus? Certamente, essa hipótese traz sua própria refutação. Mas, como para impedir até mesmo a possibilidade de equívoco ou erro, nosso Senhor, no próximo parágrafo, traça em torno de Sua profecia uma linha tão clara e palpável, fechando-a totalmente dentro de um limite tão definido e distinto, que deve ser decisivo para a profecia e responde as questões dos discípulos como um todo.

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  61. Alguns comentaristas veem a “figueira” como um símbolo da nação de Israel. No entanto, os textos do Antigo Testamento usados para provar que o símbolo de Israel é a figueira, na verdade, provam o contrário. Em Jeremias 24.1-8, ao invés de árvores, são os figos bons e maus que ilustram Israel no cativeiro, e há também menção de figos em Jeremias 29.17. No livro de Juízes 9:10 a referência a figueira não é Israel. O mesmo se dá em Oseias 9.10, onde se diz que Israel é “os primeiros figos maduros.” A passagem paralela em São Lucas é evidência conclusiva que desmente que Israel seja a figueira ao fazer referência a “figueira e todas as árvores”. A ideia da parábola da figueira ao invés de referir-se ao renascimento de Israel, na verdade, está referindo-se a uma simples comparação da natureza com a vinda de Cristo, ou seja, o fato das árvores florirem na primavera seria algo tão óbvio quanto os sinais que precederiam “o fim.” Se Israel fosse a figueira, parece um pouco estranho que São Paulo tenha usado uma oliveira para representar a nação israelita. (Romanos 11:17, 24) Por fim, a figueira é um símbolo negativo na Bíblia e seria muito estranho que essa árvore representasse a nação de Israel, uma vez que foi a inútil vestimenta de figueira que cobriu a nudez de Adão e Eva, e também, Jesus anteriormente havia amaldiçoado uma figueira. (Marcos 11:12-14)

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  62. Aqui, então, somos novamente confrontados pela associação frequente da vinda do Senhor em seu reino, ambos evidentemente considerados como próximos. (cf. Mateus 16:27, 28)

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  63. As palavras não têm sentido se esta linguagem, pronunciada em uma ocasião tão solene tão precisa e expressa em sua importância, não afirma a proximidade do grande evento que ocupa todo o discurso de nosso Senhor. Primeiro, a parábola da figueira indica que, assim como os galhos macios nas árvores anunciam a aproximação do verão, então os sinais que ele acabou de especificar anunciariam que a consumação prevista estava à mão. Eles, os discípulos a quem Jesus falava, veriam esses sinais e, quando os visem, reconheceriam que o fim estava próximo às portas . Em seguida, nosso Senhor resume com uma afirmação calculada para remover todos os vestígios de dúvida ou incerteza: “esta geração não passará até que todas essas coisas tenham acontecido.” Alguém poderia supor que, após uma nota de tempo tão clara e expressiva, não haveria espaço para controvérsia. Nosso próprio Senhor respondeu à pergunta. Noventa e nove pessoas a cada cem, sem dúvida, certamente entenderiam suas palavras no sentido de que a catástrofe prevista ocorreria dentro dos limites da geração existente, dentro dos limites do tempo de vida daquela geração. Não que todos provavelmente viveriam para testemunhar isso, mas a maioria ou muitos deles estariam vivos quando o grande evento viesse a ocorrer. Não há dúvida de que esta seria a interpretação que os discípulos dariam às suas palavras. A menos que, portanto, nosso Senhor quisesse mistificar e confundir Seus discípulos, Ele os deu claramente para entender que Sua vinda, o julgamento da nação judaica e o fim da era aconteceriam antes que a geração existente tivesse morrido, e dentro dos limites da sua própria existência. Como já vimos, esta não era uma ideia nova, mas uma ideia que ele próprio havia manifestado antes. No entanto, longe de aceitar esta declaração do nosso Salvador como a palavra final, os comentaristas resistiram violentamente àquilo que parece ser o sentido natural e de senso comum de Suas palavras. Eles insistiram que, porque os eventos previstos não aconteceram dessa maneira naquela geração, portanto a palavra [γενεὰ] não pode significar o que é usualmente entendido como significando, as pessoas daquela era ou período em particular, os contemporâneos de nosso Senhor. Afirmar que essas coisas não aconteceram é suplicar a pergunta e algo mais. Mas nós sugerimos que é da responsabilidade dos gramáticos não ficarem apreensivos de possíveis consequências, mas sim estabelecer o verdadeiro significado das palavras. As previsões de nosso Senhor podem ser seguramente deixadas para cuidar de si mesmas; Cabe a nós tentar entender. Não há dúvida que é verdade que a palavra γενεὰ, como muitas outras, tem diferentes nuances de significado e que, às vezes, na Septuaginta e autores clássicos, podem se referir a uma nação ou a uma raça. Mas acreditamos que é comprovável, sem sombra de dúvida, que a expressão “esta geração”, usada com frequência por nosso Senhor, sempre se refere unicamente e exclusivamente aos seus contemporâneos, o povo judeu de seu próprio tempo. Pode ser deixado sem perigo o julgamento sincero de cada leitor, seja um erudito em grego ou não, para decidir se é ou não o caso. Entendemos que nosso Senhor está dizendo que os eventos especificados em Sua previsão certamente aconteceriam antes que a geração existente tivesse passado completamente. Esta é a única interpretação que as palavras suportam; Todas as outras envolvem uma luta de linguagem e uma violência ao entendimento. Além disso, a interpretação está em harmonia com o ensino uniforme de nosso Salvador. Muito tempo antes, ele havia assegurado aos discípulos que alguns deles viveriam para testemunhar sua vinda em glória. (Mateus 16:27, 28) Ele havia dito a eles que, antes de completarem sua missão apostólica nas cidades de Israel, o Filho do homem viria (Mateus 10:23). Ele declarou que todo o sangue derramado na terra, do sangue de Abel ao sangue de Zacarias, seria exigido dessa geração (Mateus23:35, 36). Foi, portanto, daquela geração que Ele falou. Nunca deve ser esquecido que havia uma especialidade sobre essa geração. Era a última e a pior de todas as gerações de Israel, que herdara a culpa de todos os seus predecessores e estava prestes a ser visitada com julgamentos marcados e incomparáveis.

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  64. Embora nosso Senhor tenha definido os limites de tempo dentro dos quais a consumação prevista aconteceria, permanece um certo grau de indefinição em relação ao tempo de sua vinda. Ele não especifica a data exata, nem “o tempo, nem o dia”, nem mesmo o mês do ano. Isso não significa que toda a questão do tempo tenha sido deixada instável e sem especificação: isso refere-se apenas à data precisa. A consumação ficaria dentro do prazo da geração existente, mas a hora precisa em que o sino da condenação soaria não foi revelada ao homem, nem ao anjo, nem (o que é ainda mais estranho) ao próprio Filho do homem. Foi o segredo que o Pai “estabeleceu pelo seu próprio poder”. Sem dúvida, houve razões suficientes para esta reserva. Tendo especificado “o dia e a hora” – tendo dito: “No ano trinta e sete, no sexto mês, no oitavo dia do mês, a cidade será tomada e o templo destruído pelo fogo” – não só teria sido inconsistente com a forma de se pronunciar uma profecia, mas teria tirado uma das motivações mais fortes para constante vigilância e oração – a incerteza do momento preciso.

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  65. Todas as representações dadas pelo nosso Senhor da catástrofe vindoura e seus eventos concomitantes implicam que pegariam os homens de surpresa. Assim como a inundação veio de repente sobre os antediluvianos, e a tempestade de fogo e de enxofre caiu sobre as cidades da planície, assim seria a catástrofe que alcançaria Jerusalém e Judeia em uma hora inesperada, quando os negócios e os prazeres da vida ocuparam as mãos e os corações dos homens.

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  66. A proporção daqueles que estavam moralmente preparados para entrar no reino na vinda de Cristo não parece exceder a metade dos discípulos nominais. Das dez virgens, cinco foram excluídas da festa de casamento. Das duas mulheres que estavam moendo no moinho, uma foi levada e a outra deixada. Dos dois homens no campo, um foi levado e o outro deixado. Dos dois homens em uma cama, um foi levado e o outro deixado. Essas representações são cheias de sugestividade, e sua repetida alusão à proporção da metade parece ter um significado marcante. Isso não implica necessariamente que os excluídos foram finalmente expulsos, mas que eles perderam o privilégio de entrar no reino sem passar pela provação da morte.

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  67. Da certeza e do repentino momento da consumação que se aproxima, nosso Senhor tira a lição que Ele imprime em Seus discípulos – a necessidade de vigilância. Aqui ele pronuncia pela primeira vez a admoestação de que, a partir desse momento, nunca deixou de ser o slogan de seus discípulos durante a era apostólica: “Orai e Vigiai!” Descobriremos quão constantemente e com urgência os apóstolos dirigiram esse chamado para os fiéis em seus dias e como é constantemente repetido, até o último momento em que ouvimos o som de uma voz apostólica. Esta vigilância era essencial para a segurança dos seguidores de Jesus, porque, tão súbita seria a catástrofe, que alcançaria os despreparados e os descuidados, como os pássaros que estão presos na rede. “Porque, como laço, virá sobre todos os que habitam sobre a face de toda a terra” – palavras que intimam claramente o caráter local do evento. Em tudo isso, observamos a continuação desse discurso pessoal e direto que mostra que nosso Senhor falou aos seus discípulos sobre o que os preocupou pessoalmente. Não há a menor sugestão de que havia um significado “subterrâneo” em suas palavras, e que, quando ele disse “Jerusalém” e “esta geração” e “vocês”, ele quis dizer “o mundo” e “eras distantes” e “discípulos” que ainda não nasceram.” Uma ou duas palavras podem ser necessárias, a respeito do período de tempo coberto por uma geração. Certamente, não é uma medida exata do tempo, como uma década ou um século, tem uma certa qualidade de indefinição ou elasticidade, mas dentro de certos limites, digamos, trinta ou quarenta anos. A guerra judaica sob o imperador Nero estourou em 66 d.C., e assumindo que nosso Senhor tinha cerca de trinta e três anos quando foi crucificado, isso nos daria um espaço de cerca de trinta e três anos, nos quais os sinais que anunciavam a aproximação do “fim” começaram a “acontecer”. A destruição do templo e da cidade de Jerusalém ocorreu em setembro de 70 d.C., ou seja, cerca de trinta e sete anos depois da profecia do Monte das Oliveiras, um espaço de tempo que satisfaz amplamente as exigências do caso. Não é tão curto a ponto de tornar inadequado dizer: “Esta geração não passará”, nem tão distante, para além do tempo de vida de muitos que possam ter visto e ouvido o Salvador ou os próprios discípulos.

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  68. Pode ser importante observar a relação desta parábola do mordomo da casa que vigia o ladrão da meia-noite e o discurso anterior de nosso Senhor. Nada pode ser mais evidente que essa relação está entrelaçada no próprio tecido desse discurso. Nenhum assunto novo é introduzido aqui (Mateus 24:43); nenhuma transição para outra catástrofe, nenhuma outra vinda diferente do que Ele havia falado desde o início. Não há hiato, nem interrupção ou quebra, na continuidade do discurso; nenhuma indicação de ir do grande evento que absorveu os pensamentos dos discípulos para outro em um futuro muito distante. O instrumento mais fino não consegue desenhar qualquer linha divisória entre as partes do discurso e atribuir uma porção ao julgamento da nação judaica e outra porção ao julgamento da raça humana. Não há transição, mas sempre continuação. A sugestão de que um novo tema, que se refere a um evento totalmente diferente, em um momento muito distante no tempo, introduzido aqui ou em qualquer outro lugar nesse discurso, é completamente arbitrário e sem fundamento. As exortações dada por nosso Senhor para os primeiros crentes, que eles deveriam ser sinceros e orarem em antecipação ao retorno de seu Mestre, derivou sua urgência, da certeza de que o retorno ocorreria durante a vida de alguns deles, juntamente com a incerteza da data exata. Essa geração não passaria até que todas essas coisas fossem cumpridas. No entanto, o dia exato e a hora exata ninguém sabia; nem mesmo os anjos do céu, nem o Filho, mas somente o Pai.

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  69. Este é o costume de casamento judaico mais comum no dia de Jesus. Nós absolutamente devemos manter os costumes básicos em mente. O noivo está atrasado enquanto prepara uma morada para sua noiva na casa de seu pai (Mateus 25:5); O noivo finalmente vai com seus homens buscar a noiva na casa de seu pai; O noivo é recebido pelas damas de honra da noiva. A noiva é carregada em uma liteira, com suas damas de honra na frente carregando lâmpadas; Eles vão em procissão da casa da noiva até a casa do pai do noivo para o casamento e a festa; Na casa do Pai do Noivo, a noiva é “recebida”, e a festa (recepção) começa. (Mateus 25:10)

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  70. Quase todos os expositores supõem que agora Jerusalém e Israel desaparecem inteiramente da cena, e que nosso Senhor se refere exclusivamente à consumação final de todas as coisas e ao julgamento da raça humana. Esta suposta transição é sugerida e facilitada para o leitor de uma bíblia moderna através de um novo capítulo que começa neste ponto. Mas nosso Senhor realmente abandonou o assunto com o qual Ele e Seus discípulos estiveram ocupados até agora? Passou de um tempo próximo e iminente a uma era distante, separado de seu próprio tempo por centenas e milhares de anos? Se assim fosse, certamente poderíamos esperar uma indicação muito clara de mudança de assunto. Mas não há absolutamente nenhuma. Pelo contrário, a suposição de que um novo tema é introduzido por esta parábola é completamente impedida pelos termos expressos com os quais a parábola começa e termina. Comece com uma nota de tempo muito explícita: “τοτέ”, então, naquele momento. Não há absolutamente nenhum hiato entre o final do capítulo 24 e o início do capítulo 25. O link de conexão “então” (τοτέ), leva adiante o discurso e liga-o intimamente no que diz respeito ao tema, ao tempo e às pessoas a quem se dirige. Isto é confirmado, além disso, pelo fato de que a moral da parábola das dez virgens é exatamente a mesma que a parábola do mordomo fiel no capítulo anterior, isto é, a necessidade de vigilância. As palavras finais: “Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora em que o Filho do homem há de vir”, é tão evidentemente dirigido aos discípulos, e esses são os mesmos que o Senhor já pronunciou em Mateus 24:42; de modo que em ambas as passagens a referência deve ser para o mesmo evento. Não está dentro dos nossos propósitos fazer uma exposição detalhada desta parábola. Há teólogos que encontram um mistério em cada palavra; no número dez, na virgindade, nas lâmpadas, no óleo, etc. (Veja Lange in loc.) Como Calvino observa sarcasticamente: “Multum se torquent quidam, in lucernis, in vasis, in oleo”. Basta observar aqui a grande lição da parábola. É a necessidade de estar constantemente preparado e vigilante, esperando o retorno repentino e em breve do Filho do homem. Não estar vigilante e não estar preparado, levaria ao castigo que caiu sobre as virgens tolas, isto é, a exclusão da ceia de casamento do Cordeiro. Encontramos, então, nesta parábola uma conexão orgânica com todo o discurso anterior de nosso Senhor. Ainda é o grande assunto do qual ele está falando – a consumação que aconteceria dentro dos limites da geração que existia – e em relação à qual os discípulos expressavam uma ansiedade natural.

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  71. Nesta parábola encontramos uma continuação evidente do mesmo tema, embora apresentado em um aspecto um pouco diferente. A moral da parábola anterior foi a vigilância; a do presente é diligência. Dificilmente se pode dizer que um novo elemento é introduzido nesta parábola, pois a representação da vinda de Cristo como tempo de julgamento perpassa todo o discurso profético de nosso Senhor. É este fato que dá propósito e urgência à chamada, muitas vezes reiterada, para estar vigilante. Não só seria um tempo de julgamento para Jerusalém e Israel, mas mesmo para os próprios discípulos de Cristo. Eles também tiveram que “ficar diante do Filho do homem”. Havia o perigo de que “aquele dia” viesse sobre eles sem que eles estivessem preparados e fossem descuidados. Esta associação de julgamento com a Parousia aparece na parábola do mordomo, e ainda mais na dos servos bons e maus. É expressa ainda mais vividamente na parábola das virgens prudentes e nas virgens tolas, e é ainda mais proeminente na parábola dos talentos; mas atinge o clímax na parábola final, se pode ser dito, das ovelhas e dos bodes. Não é necessário entrar nos detalhes da parábola dos talentos. Suas principais características são simples e óbvias. Contém uma solene admoestação para que os servos de Cristo sejam fiéis e diligentes na ausência de seu Senhor. A parábola aponta para um dia em que Ele retornaria e faz contas com eles. Estabelece a abundante recompensa do bem e dos fiéis, e o castigo do servo infiel. No entanto, o ponto que nos preocupa principalmente nesta investigação é a relação desta parábola com o discurso anterior. O que pode ser mais claro do que a conexão íntima entre um e outro? A partícula conjuntiva “porque” no versículo 14 claramente marca a continuação do discurso. O tema é o mesmo “por que isto é também como”, o tempo é o mesmo, a catástrofe é a mesma. Até este ponto, então, não encontramos interrupção, nenhuma mudança, nenhuma introdução a um assunto diferente; tudo é contínuo, homogêneo, um. Nunca, por um momento, o discurso se desviou do grande e absorvente tema – a condenação que se aproximava da culpada cidade e nação, com os eventos solenes correspondentes, tudo para acontecer no período daquela geração, e que os discípulos, ou alguns deles, viveriam para testemunhar.

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  72. Até este ponto, descobrimos que o discurso de Jesus sobre o Monte das Oliveiras é uma profecia conectada e contínua, que se refere à grande catástrofe que sobreveio a nação judaica, e isso aconteceria, de acordo com a previsão de nosso Senhor, antes da geração que existia naquele momento passasse. Agora, no entanto, encontramos uma passagem que, na opinião de quase todos os comentaristas, não pode ser entendida como se referindo a Jerusalém ou a Israel, mas a toda a raça humana e ao fim de todas as coisas. Se o consenso dos expositores pode estabelecer uma interpretação, esta passagem, sem dúvida, deve ser considerada como se afastando completamente do assunto das questões dos discípulos e descrevendo a última cena de todos na história do mundo. Pode admitir-se livremente que esta parábola, ou descrição parabólica, tem muitos pontos de diferença com a parte anterior do discurso de nosso Senhor. Parece ser separado e diferente do resto, os elos de conexão que encontramos em outras seções. Além disso, parece ter um alcance maior do que Jerusalém e Israel; parece o julgamento, não de uma nação, mas de todas as nações; não de uma cidade ou de um país, mas do mundo inteiro; não uma crise passageira, mas a consumação final. É, portanto, com um profundo senso da dificuldade da tarefa que nos atrevemos a desafiar a interpretação de tantos homens sábios e bons e argumentar que a passagem não é apenas uma parte integral da profecia, mas também pertence inteiramente ao assunto do discurso de nosso Senhor – o julgamento de Israel e o fim da era judaica. Esta parábola está realmente conectada por um elo muito suficiente com o que acontece antes. Isso é evidente no grego, onde encontramos a partícula δὲ, cuja força consiste em indicar transição e conexão – transição para uma nova ilustração e conexão com o contexto anterior. Esta “vinda do Filho do homem” já foi anunciada por nosso Senhor (Mateus 24:30 e passagens paralelas), e o tempo expressamente definido, sendo incluído na declaração abrangente “não passará esta geração.” (Mateus 24:34) Merece ser observado em particular que a descrição da vinda do Filho do homem na sua glória, que é feita nesta parábola, se encaixa em todos os pontos de àquela em Mateus. 16:27, 28, da qual é expressamente afirmado que ela seria testemunhada por alguns então presentes quando a predição foi feita. Aqui, o leitor notará que: Em ambas as passagens, o assunto a que se referem é o mesmo, isto é, a vinda do Filho do homem – a Parousia. Em ambas as passagens, ele é descrito como vindo em glória. Em ambos, ele é acompanhado pelos santos anjos. Em ambos, Ele vem como um rei. “Vindo em seu reino”; “Ele se assentará no seu trono”; “Então o rei”, etc. Em ambos, ele vem para o julgamento. Em ambos, o julgamento é representado em certo sentido como universal. “Ele recompensará todo homem”; “Diante dele todas as nações serão reunidas”. Em Mateus 16:28, é expressamente afirmado que Jesus virá em glória, etc., e que ocorreria durante a vida de alguns estariam vivos. Isso delimita a ocorrência da Parousia dentro dos limites de uma vida humana, estando assim em perfeita concordância com o período definido por nosso Senhor em seu discurso profético. “Esta geração não passará”, etc. Estamos plenamente garantidos, portanto, em relação à vinda do Filho do homem em Mateus 25 como idêntico ao referido em Mateus 16, que alguns dos discípulos deveriam viver para testemunhar. Assim, quaisquer que sejam os eventos descritos nesses versículos em Mateus 25:32, somos levados à conclusão de que não é a “consumação final de todas as coisas” da qual é falada, mas está conectada ao julgamento de Israel no fim do era judaica. Mas ainda será objetado que permanece uma dificuldade formidável na expressão “todas as nações.” No entanto, a dificuldade é mais aparente do que real; porque: 1- Não é incomum encontrar nas Escrituras proposições universais que devem ser entendidas em um sentido qualificado ou restrito. Há um caso em questão neste mesmo discurso de nosso Senhor. Em Mateus 24:22, falando da “grande tribulação”, ele diz: “Se esses dias não forem abreviados, não se salvará carne”. Agora, é evidente que essa “grande tribulação” estava limitada a Jerusalém, ou, de qualquer forma, à Judeia e as terras em sua vizinhança imediata, e ainda assim temos uma expressão usada em relação aos habitantes de uma cidade ou país que é ampla o suficiente para incluir toda a raça humana, nesse sentido Lange e Alford realmente a entendem. 2- Há grande probabilidade na opinião de que a frase “todas as nações” seja equivalente a “todas as tribos da terra.” (Mateus 24:30) Não há impropriedade em designar as tribos como nações. A promessa de Deus a Abraão era que ele deveria ser o pai de muitas nações. (Gênesis 17:5; Romanos 4:17, 18) No tempo de nosso Senhor, era comum falar dos habitantes da Palestina como constituídos por várias nações. Josefo fala da “nação dos samaritanos”, “da nação dos bataneanos”, “da nação dos galileus” – usando a própria palavra (ἔθνος) que encontramos na passagem diante de nós. A Judeia era uma nação distinta, geralmente com um rei próprio; Samaria também; e assim também com Idumea, Galileia, Pareia, Betânia, Traquonite, Itureria, Abilene – todas as quais tiveram em diferentes épocas príncipes com o título de Etnarca , um nome que significa o governante de uma nação. Não há violência, então, a linguagem entender (πάντα τὰ ἔθνη) como referência, a “todas as nações” da Palestina, ou “todas as tribos da terra.” 3- Essa visão recebe forte confirmação do fato de que a mesma frase na comissão apostólica (Mateus 28:19), “Ide e ensinai todas as nações”, parece não ter sido entendido pelos discípulos como se referindo a toda a população do globo ou a qualquer nação além da Palestina. A princípio, Cristo havia proibido os doze de pregar aos gentios: “Não vá em qualquer maneira aos Gentios, e não entre em nenhuma cidade dos samaritanos: antes vá as ovelhas perdidas da casa de Israel.” (Mateus 10:5-6) Para a mulher de Canaã ele disse: “Eu não fui enviado senão para as ovelhas perdidas da casa de Israel.” (Mateus 15:24) E então, depois da ressurreição Ele lhes ordenou pregar o Evangelho a toda criatura (Marcos 16:15) e fazer discípulos de todos as nações. (Mateus 28:19) Supõe-se geralmente que os apóstolos sabiam que haviam recebido uma carga de evangelizar o mundo. Se eles sabiam disso, eram culpados por não agir de acordo. Mas é presumível que as palavras de nosso Senhor não tenham transmitido nenhuma dessas ideias à mente deles. O culto professor Burton observa: “Não foi até catorze anos após a ascensão de nosso Senhor que São Paulo viajou pela primeira vez e pregou o evangelho aos gentios. Também não há evidências de que, durante esse período, os outros apóstolos tenham ultrapassado os limites da Judeia”. O fato parece ser que a linguagem da comissão apostólica não transmitiu às mentes dos apóstolos nenhuma dessas ideias ecumênicas. Nada mais os surpreendeu do que a descoberta que “Deus havia concedido aos gentios também se arrependia para a vida.” (Atos 11:18) Quando São Pedro foi desafiado por ir “aos homens incircuncisos e comer com eles”, não parece que ele justificou sua conduta com um apelo aos termos da comissão apostólica. Se a frase “todas as nações” tivesse sido entendida pelos discípulos em seu sentido literal e mais abrangente, é difícil imaginar como eles poderiam ter falhado em reconhecê-la uma vez que o caráter universal do evangelho e sua comissão de pregá-lo da mesma forma para judeus e gentios. Exigia uma revelação distinta do céu para superar os preconceitos judaicos dos apóstolos e dar a conhecer a eles o mistério “de que os gentios deveriam ser co-herdeiros, e do mesmo corpo, e participantes da promessa em Cristo pelo evangelho.” (Efésios 3:6) Em vista dessas considerações, consideramos razoável e garantido atribuir à frase “todas as nações” um significado restrito e limitá-la às nações da Palestina. Nesse sentido, ela se harmoniza bem com as palavras de nosso Senhor: “Não passareis sobre as cidades de Israel até que o Filho do homem venha.” (Mateus 10:23) O teste peculiar de caráter aplicado pelo juiz nesta descrição parabólica se opõe fortemente à ideia de que esta cena representa o julgamento final de toda a raça humana. Será observado que o destino dos justos e dos ímpios é feito para girar em torno do tratamento que eles ofereceram respectivamente aos discípulos que sofrem. Todas as qualidades morais, toda conduta virtuosa, toda fé verdadeira, aparentemente não são úteis, e apenas os atos de caridade e beneficência para com os discípulos aflitos são levados em consideração. Não é surpreendente que essa circunstância tenha causado grande perplexidade tanto aos teólogos como aos leitores em geral. Essa é a doutrina de Paulo? Esta é a base para a justificação diante de Deus estabelecida no Novo Testamento? Devemos concluir que o destino eterno de toda a raça humana, desde Adão até o último homem, finalmente se voltará para sua caridade e simpatia para com os discípulos perseguidos e sofredores de Cristo? A dificuldade é séria, na suposição de que temos aqui uma descrição do “julgamento geral no último dia”, e não deve ser negligenciado, como é comum. Como as nações que existiam antes do tempo de Cristo podem ser julgadas por esse modelo? Como poderiam as nações que nunca ouviram falar de Cristo – ou aquelas que floresceram nos tempos em que o cristianismo era próspero e poderoso, e onde os seguidores de Cristo não sofreram fome, sede, nudez, doença e prisão por conta dele, e onde, consequentemente, eles poderiam não ser aliviados dos efeitos de perseguição severa – serão julgadas por tal padrão? É manifestamente inadequado e inaplicável. Mas a dificuldade é fácil e completamente resolvida se considerarmos essa parábola descrevendo o julgamento da geração que está passando pelo período de transação judicial como o julgamento de Israel no final da era judaica. É o rejeitado rei de Israel que é o juiz: é a geração hostil e incrédula, a última e a pior da nação, que é denunciada antes de seu tribunal. Seu tratamento de seus discípulos, especialmente de Seus apóstolos, poderia ser o mais adequado e justamente o critério de caráter para “discernir entre o justo e o ímpio.” Um teste como este seria muito apropriado numa época em que o cristianismo era uma fé perseguida, e é evidente que isso é assumido pelos próprios termos das palavras do rei: “Eu estava com fome e sede, eu era estrangeiro, estava nu, doente, e na prisão.” As pessoas designadas como “estes meus irmãos”, e que são tomados como representantes do próprio Cristo, são evidentemente os apóstolos de nosso Senhor, em quem tinha fome e sede, estava nu, doente e na prisão, tudo isso está em perfeita harmonia com as palavras de Cristo aos seus discípulos, quando os mandou pregar. (Mateus 10:40-42) Assim concluímos, em conformidade com o teor de todo o discurso, temos aqui, não o julgamento final de toda a raça humana, mas a da nação culpada, que rejeitou o seu rei, maltratado e matou os seus mensageiros (Mateus 22:1-14) e cujo dia de destruição estava agora próximo. Sendo assim, podemos ver que toda a profecia do Monte das Oliveiras é um todo homogêneo e conectado. A linguagem é muito magnifica, as transações são demais para serem satisfeitas por um evento tão inadequado quanto o julgamento de Israel e a destruição de Jerusalém? Não há dúvida de que há algumas partes dessa previsão que são capazes de verificação por testemunho humano. Alguém espera que Tácito, Suetônio, ou Josefo, ou qualquer outro historiador, relate que “o Filho do homem foi visto vindo nas nuvens do céu com poder e grande glória; que convocou as nações ao seu tribunal, e recompensou todo homem segundo as suas obras? Há uma região na qual as testemunhas e repórteres não podem entrar; os mistérios do espiritual ou do imaterial. Mas há também uma grande parte da profecia que pode ser verificada, e isso pode ser amplamente verificado. Mesmo um incrédulo que ataca o cristianismo, e que desafia o conhecimento sobrenatural de Cristo, é forçado a admitir que “a porção relativa à destruição da cidade é singularmente definida, e corresponde muito de perto ao evento real.” O cumprimento pontual da parte da profecia que entra no campo da observação humana garante a verdade do resto, que não se enquadra nessa esfera. Quaisquer que sejam as outras catástrofes, de outras nações, em outras eras, com relação a elas, nosso Senhor está em silêncio. Ele fala de sua própria nação culpada e de seu processo judicial no final da era, como Malaquias, João Batista e o próprio Jesus haviam predito com frequência e clareza. Encontramos até agora apenas uma Parousia; um fim da era; uma catástrofe iminente; um terminus ad quem; uma “esta geração.” Uma coisa é dizer que os princípios do governo divino são eternos e imutáveis, que o juízo de Cristo ocorre entre as nações, e que, portanto, o que Deus faz a um povo, ou a um tempo, ele fará em circunstâncias semelhantes a outras nações e outras vezes; Outra coisa é dizer que esta profecia tem dois significados: um para Jerusalém e Israel, e um para o mundo e a consumação final de todas as coisas. Nós defendemos, como Neander, que “as palavras de Cristo, como suas obras, contêm em si o germe de um desenvolvimento infinito, reservado para futuras épocas que estão a se revelar.” Em conclusão, não podemos deixar de advertir contra a apreciação inadequada da importância e grandeza do evento que forma seu fardo – a consumação da era e a revogação da dispensação judaica. Esse foi um evento que marcou uma época no governo divino do mundo. A economia mosaica, que havia sido introduzida com pompa e grandeza em meio aos trovões e relâmpagos do Sinai, que existiu por quase dezesseis séculos, que tinha sido o meio divinamente instituído de comunicação entre Deus e o homem, e que se destinava a realizar um reino de Deus na terra – provou ser um fracasso comparativo devido à incapacidade moral do povo de Israel, e estava condenado a chegar ao fim em meio à mais terrível demonstração da justiça e da ira de Deus. O templo de Jerusalém, por séculos a glória e a coroa do Monte Sião, – o santuário sagrado, em cujo lugar sagrado Jeová gostava de habitar – a casa sagrada e bela, que era o paládio da segurança da nação, e mais cara que a vida a cada filho de Abraão, – estava prestes a ser profanado e destruído, para que nenhuma pedra ficasse sobre a outra. O povo escolhido, os filhos e amigos de Deus, a nação favorecida, com a qual o Deus de toda a terra se dignou a fazer um pacto e ser chamado de seu Rei, – seriam subjugados pelas mais terríveis calamidades que já aconteceram a um nação; deviam ser expatriados, privados de sua nacionalidade, excluídos de sua relação antiga e peculiar com Deus, e expulsos como errantes na face da terra, um provérbio e assobio entre todas as nações. Mas junto com tudo isso, haveria mudanças para melhor. Em primeiro lugar, e principalmente, o encerramento do aeon seria a inauguração do reino de Deus. Deveria haver honra e glória para os verdadeiros e fiéis servos de Deus, que então entraria na posse total da herança celestial. Mas também deveria haver uma mudança gloriosa neste mundo. O velho abriu espaço para o novo; a Lei foi substituída pelo Evangelho; Moisés foi substituído por Cristo. O sistema estreito e exclusivo, que abrangia apenas um único povo, foi sucedido por uma nova e melhor aliança, que abrangia toda a família do homem, e não conhecia diferença entre judeus e gentios, circuncidados e incircuncisos. A dispensação de símbolos e cerimônias, adequada à infância da humanidade, foi fundida em uma ordem de coisas na qual a religião se tornou um serviço espiritual, cada lugar um templo, cada adorador um sacerdote e Deus o Pai universal. Esta foi uma revolução muito maior do que qualquer outra que já ocorrera na história da humanidade. Isso fez um novo mundo; “mundo vindouro”, o [οἰκουµένῃ µέλλουσα] de Hebreus 2:5; e a magnitude e importância da mudança é impossível superestimar. É isso que dá tanto significado à derrubada do templo e à destruição de Jerusalém: estes são os sinais externos e visíveis da revogação da velha ordem e da introdução da nova. A história do cerco e da captura da Cidade Santa não é simplesmente um episódio histórico emocionante, como o cerco de Tróia ou a queda de Cartago; não é apenas a cena final nos anais de uma nação antiga; tem um significado sobrenatural e divino; tem uma relação com Deus e a raça humana e marca uma das épocas mais memoráveis. Esta é a razão pela qual o evento é falado nas Escrituras em termos que para alguns parecem sobrecarregados, ou para exigir alguma catástrofe maior para explicá-los. Mas se fosse apropriado que a introdução dessa economia fosse sinalizada por presságios e maravilhas, terremotos, relâmpagos, trovões e toques de trombeta – não era menos adequado que ela ocorresse em meio a fenômenos semelhantes, “visões terríveis e grandes sinais do céu.” Se o verdadeiro significado e grandeza do evento tivessem sido melhor apreendidos pelos expositores, eles não teriam achado a linguagem com o qual nosso Senhor o descreve extravagante ou exagerada.

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  73. Podemos notar que este anúncio também é um reconhecimento profético distinto por nosso Senhor da existência de registros escritos, em que a escritura deve ser relacionada; pois de nenhuma outra maneira concebível a universalidade da menção poderia ser alcançada.

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  74. A festa dos pães ázimos (ou pães sem fermento) seguia a páscoa e durava sete dias, de 15 a 21 de Nisã. Portanto, as duas festas às vezes são incluídas no termo “páscoa”, às vezes no termo “pão sem fermento.” Na noite de 13 de Nisã, cada chefe de família cuidadosamente procurou e recolheu à luz de uma vela todo o fermento, que foi guardado e destruído antes do meio-dia do dia 14 de Nisã. A oferta do cordeiro acontecia no dia 14 de Nisã no sacrifício da tarde. A refeição pascal era celebrada após o pôr do sol do dia 14 de Nisã, ou seja, estritamente no dia 15 de Nisã, pois é assim que é a contagem dos dias segundo o costume dos judeus.

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