PARTE 6
A FESTA DOS TABERNÁCULOS E AS TRANSAÇÕES POSTERIORES ATÉ A CHEGADA DE NOSSO SENHOR EM BETÂNIA SEIS DIAS ANTES DA QUARTA PÁSCOA.
◈ TEMPO: Seis meses menos seis dias.
(32-33 d.C.)
§ 83. Jesus no Festival dos Tabernáculos. Seu ensino público.
◈ Data: 15-18 de Tishrei. – 32 d.C.
◈ Local: Jerusalém.
JERUSALÉM.

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Na época do Novo Testamento, a antiga cidade de Jerusalém havia sido transformada de uma fortaleza relativamente pequena dos dias de Davi (2 Samuel 5:6-10; 1 Crônicas 11:4-9) em uma grande cidade com um Templo que rivalizava com o Novo Testamento. os maiores templos do mundo romano. Pouco antes do nascimento de Jesus, Herodes, o Grande, renovou e expandiu completamente o Templo do Senhor, e também construiu para si um palácio luxuoso, vários tanques (onde Jesus ocasionalmente realizava curas), edifícios públicos e cidadelas militares, incluindo a Antônia. Fortaleza, que dominava o Templo. Os residentes ricos, incluindo o sumo sacerdote, ocupavam casas extravagantes na Cidade Alta, enquanto os residentes mais pobres eram relegados para áreas menos desejáveis, como a Cidade Baixa. O bairro dos essênios recebeu esse nome porque muitos de seus residentes pertenciam aos essênios, uma seita religiosa estrita que era conhecida por sua cuidadosa atenção à lei de Moisés. Do outro lado do Vale do Cédron ficava o Jardim do Getsêmani, onde Jesus frequentemente se reunia com seus discípulos. (Mateus 26:36-46; Marcos 14:32-53; João 18:1-14) Mais a leste ficava o Monte das Oliveiras, onde Jesus começou sua entrada triunfal uma semana antes de sua crucificação (Mateus 21:1-11; Marcos 11:1-11; Lucas 19:28-40; João 12:12-19), ensinado seus discípulos sobre os últimos dias (Mateus 24-25; Marcos 13), e finalmente ascendeu ao céu após sua ressurreição. (Lucas 24:50-53; Atos 1:1-11)
O rei Herodes, o Grande, iniciou as reformas do Templo por volta de 20–19 a.C. Toda a expansão do templo, incluindo o enorme Monte do Templo, não foi concluída até aproximadamente 62-64 d.C.
Os pátios internos do Templo de Herodes eram acessíveis por 10 portões, pelos quais somente os judeus podiam entrar. No interior havia várias câmaras e um pátio onde eram feitos sacrifícios. Numa extremidade ficava o lugar sagrado – um santuário de dois cômodos usado pelos sacerdotes judeus. O extenso projeto de construção do Segundo Templo e do Monte do Templo de Herodes foi concluído aproximadamente entre 62 e 64 d.C., apenas para ser destruído pelos romanos em 70 d.C.
Fonte: https://biblemapper.com/
João 7:11-13
Na Festa dos tabernáculos, os presbíteros do povo estavam procurando Jesus e seguiam perguntando: “Onde ele está?” Muitas pessoas na multidão estavam comentando a respeito dele. Algumas pessoas diziam: “Ele é um bom homem!” Mas, outras discordavam: “Não! Ele engana as pessoas.” Mas, ninguém se atrevia a falar abertamente sobre Jesus, porque eles tinham medo da reação dos presbíteros do povo.
◈ Data: 18 de Tishrei. – 32 d.C.
◈ Local: De Samaria para Jerusalém.
DE SAMARIA PARA JERUSALÉM.

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Saindo de Cafarnaum da Galileia, Jesus aparentemente seguiu a rota mais direta viajando por Samaria. Jesus então seguiu para Jerusalém para celebrar a festa dos tabernáculos.
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JERUSALÉM.

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Na época do Novo Testamento, a antiga cidade de Jerusalém havia sido transformada de uma fortaleza relativamente pequena dos dias de Davi (2 Samuel 5:6-10; 1 Crônicas 11:4-9) em uma grande cidade com um Templo que rivalizava com o Novo Testamento. os maiores templos do mundo romano. Pouco antes do nascimento de Jesus, Herodes, o Grande, renovou e expandiu completamente o Templo do Senhor, e também construiu para si um palácio luxuoso, vários tanques (onde Jesus ocasionalmente realizava curas), edifícios públicos e cidadelas militares, incluindo a Antônia. Fortaleza, que dominava o Templo. Os residentes ricos, incluindo o sumo sacerdote, ocupavam casas extravagantes na Cidade Alta, enquanto os residentes mais pobres eram relegados para áreas menos desejáveis, como a Cidade Baixa. O bairro dos essênios recebeu esse nome porque muitos de seus residentes pertenciam aos essênios, uma seita religiosa estrita que era conhecida por sua cuidadosa atenção à lei de Moisés. Do outro lado do Vale do Cédron ficava o Jardim do Getsêmani, onde Jesus frequentemente se reunia com seus discípulos. (Mateus 26:36-46; Marcos 14:32-53; João 18:1-14) Mais a leste ficava o Monte das Oliveiras, onde Jesus começou sua entrada triunfal uma semana antes de sua crucificação (Mateus 21:1-11; Marcos 11:1-11; Lucas 19:28-40; João 12:12-19), ensinado seus discípulos sobre os últimos dias (Mateus 24-25; Marcos 13), e finalmente ascendeu ao céu após sua ressurreição. (Lucas 24:50-53; Atos 1:1-11)
O rei Herodes, o Grande, iniciou as reformas do Templo por volta de 20–19 a.C. Toda a expansão do templo, incluindo o enorme Monte do Templo, não foi concluída até aproximadamente 62-64 d.C.
Os pátios internos do Templo de Herodes eram acessíveis por 10 portões, pelos quais somente os judeus podiam entrar. No interior havia várias câmaras e um pátio onde eram feitos sacrifícios. Numa extremidade ficava o lugar sagrado – um santuário de dois cômodos usado pelos sacerdotes judeus. O extenso projeto de construção do Segundo Templo e do Monte do Templo de Herodes foi concluído aproximadamente entre 62 e 64 d.C., apenas para ser destruído pelos romanos em 70 d.C.
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João 7:14-52
Quando a festa já estava na metade, Jesus foi para o Templo e começou a ensinar.1 Os presbíteros do povo ficaram muito surpresos e perguntaram: “Como esse homem tem tanto conhecimento, sendo que ele não estudou?” Jesus respondeu: “O que eu ensino não vem de mim, mas daquele que me enviou. Quem escolhe seguir a vontade de Deus saberá se o que eu ensino vem de Deus, ou se estou falando por mim mesmo. Aqueles que falam por si mesmos querem o próprio reconhecimento, mas, quem engrandece aquele que o enviou é verdadeiro e não mente. Moisés não lhes deu a lei? No entanto, nenhum de vocês obedece à lei! Por que vocês estão tentando me matar?” A multidão respondeu: “Você está possuído pelo demônio! Ninguém está tentando matá-lo.” Jesus disse: “Vocês todos estão chocados por eu ter feito um milagre! Entretanto, como Moisés lhes disse para fazer a circuncisão – não que isso realmente tenha vindo de Moisés, já que os seus antepassados faziam isso antes dele – vocês realizam a circuncisão até mesmo aos sábados. Se vocês circuncidam aos sábados, para garantir que a lei de Moisés não seja quebrada, por que estão indignados contra mim por eu ter curado alguém no sábado? Não julguem pelas aparências, e sim, com justiça!” Então, algumas pessoas que vieram de Jerusalém começaram a se perguntar: “Não é este aquele a quem eles estão tentando matar? Mas, vejam só! Ele está falando aqui na frente de todos, e eles não estão dizendo nada contra ele.2 Vocês acham que as autoridades acreditam que ele é o Messias? Mas, isso é impossível, pois nós sabemos de onde ele é. Quando o Messias vier, ninguém saberá de onde ele vem.” Enquanto Jesus estava ensinando no Templo, ele falou bem alto: “Então, vocês acham mesmo que me conhecem e que sabem de onde eu vim? No entanto, eu não vim por mim mesmo. Aquele que me enviou é verdadeiro. Vocês não o conhecem, mas eu o conheço, pois eu venho dele e ele me enviou.” Então, eles tentaram prender Jesus, mas ninguém colocou as mãos nele, porque a sua hora ainda não havia chegado. Contudo, muitas pessoas da multidão creram nele. Elas disseram: “Quando o Messias chegar, ele fará milagres maiores do que este homem tem feito?” Quando os fariseus ouviram a multidão cochichando a respeito dele, eles e os chefes dos sacerdotes mandaram que os guardas prendessem Jesus. Então, Jesus disse para as pessoas: “Eu ficarei com vocês apenas por mais algum tempo; mas depois, eu retornarei para junto daquele que me enviou. Vocês irão me procurar, porém, não me encontrarão, e também não poderão me seguir para onde irei.” Os judeus disseram uns aos outros: “Para onde será que ele vai que nós não poderemos encontrá-lo? Será que ele está planejando viver entre os judeus que se encontram espalhados entre os gentios? Será que ele vai ensiná-los? O que ele quer dizer com: ‘Vocês irão me procurar, porém, não me encontrarão e não poderão me seguir para onde irei?’” No último e mais importante dia da festa, Jesus se levantou e gritou forte: “Se vocês tiverem sede, venham até mim e bebam! Como as Sagradas Escrituras dizem: Se vocês crerem em mim, serão como fontes de onde fluirão rios de água viva.” Jesus estava se referindo ao Espírito Santo, que aqueles que tiveram fé nele receberiam. O Espírito não tinha sido dado a essas pessoas, porque Jesus ainda não tinha sido glorificado.3 Ao ouvirem o que Jesus dissera, algumas pessoas falaram: “Definitivamente, esse homem é o Profeta!” Outros disseram: “Ele é o Messias!” Outras pessoas ainda falaram: “Como pode o Messias vir da Galileia? As Sagradas Escrituras não dizem que o Messias é descendente de Davi e que vem da cidade em que Davi morou, ou seja, Belém?” Então, a multidão começou a expressar uma forte diferença de opinião a respeito de Jesus. Alguns queriam que ele fosse preso, mas ninguém encostou um único dedo nele. Então, os guardas voltaram para onde estavam os chefes dos sacerdotes e os fariseus, que lhes perguntaram: “Por que vocês não o prenderam?” E os guardas responderam: “Nunca houve ninguém que tenha falado como esse homem!” Os fariseus disseram aos guardas: “Até vocês foram enganados por ele? Algum governador ou fariseu acreditou nele? Não! Mas, essa multidão, que não sabe nada sobre os ensinamentos da lei, seja maldita! Eles estão condenados de qualquer forma!” Porém Nicodemos, que já havia se encontrado com Jesus a noite e era um deles, perguntou: “Porventura, nossa lei condena um homem sem primeiro ouvi-lo e sem saber o que ele realmente fez?” Eles disseram: “Então, você também é um galileu? Estude as Sagradas Escrituras e descobrirá que da Galileia nunca surgiu nenhum profeta.”
◈ Data: 18 de Tishrei. – 32 d.C.
◈ Local: De Jerusalém para o Monte das Oliveiras.
DE JERUSALÉM PARA O MONTE DAS OLIVEIRAS.

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Chegando em Jerusalém, Jesus celebra a festa dos tabernáculos. Ele ensina publicamente no Templo Depois, ele viajou quase três quilômetros fora da cidade até o vilarejo de Betânia para passar a noite, que parece ter sido onde ele costumava se hospedar todas as noites enquanto visitava Jerusalém. Betânia também é onde moravam Maria, Marta e Lázaro, amigos íntimos de Jesus.
Fonte: https://biblemapper.com/
JERUSALÉM.

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Na época do Novo Testamento, a antiga cidade de Jerusalém havia sido transformada de uma fortaleza relativamente pequena dos dias de Davi (2 Samuel 5:6-10; 1 Crônicas 11:4-9) em uma grande cidade com um Templo que rivalizava com o Novo Testamento. os maiores templos do mundo romano. Pouco antes do nascimento de Jesus, Herodes, o Grande, renovou e expandiu completamente o Templo do Senhor, e também construiu para si um palácio luxuoso, vários tanques (onde Jesus ocasionalmente realizava curas), edifícios públicos e cidadelas militares, incluindo a Antônia. Fortaleza, que dominava o Templo. Os residentes ricos, incluindo o sumo sacerdote, ocupavam casas extravagantes na Cidade Alta, enquanto os residentes mais pobres eram relegados para áreas menos desejáveis, como a Cidade Baixa. O bairro dos essênios recebeu esse nome porque muitos de seus residentes pertenciam aos essênios, uma seita religiosa estrita que era conhecida por sua cuidadosa atenção à lei de Moisés. Do outro lado do Vale do Cédron ficava o Jardim do Getsêmani, onde Jesus frequentemente se reunia com seus discípulos. (Mateus 26:36-46; Marcos 14:32-53; João 18:1-14) Mais a leste ficava o Monte das Oliveiras, onde Jesus começou sua entrada triunfal uma semana antes de sua crucificação (Mateus 21:1-11; Marcos 11:1-11; Lucas 19:28-40; João 12:12-19), ensinado seus discípulos sobre os últimos dias (Mateus 24-25; Marcos 13), e finalmente ascendeu ao céu após sua ressurreição. (Lucas 24:50-53; Atos 1:1-11)
O rei Herodes, o Grande, iniciou as reformas do Templo por volta de 20–19 a.C. Toda a expansão do templo, incluindo o enorme Monte do Templo, não foi concluída até aproximadamente 62-64 d.C.
Os pátios internos do Templo de Herodes eram acessíveis por 10 portões, pelos quais somente os judeus podiam entrar. No interior havia várias câmaras e um pátio onde eram feitos sacrifícios. Numa extremidade ficava o lugar sagrado – um santuário de dois cômodos usado pelos sacerdotes judeus. O extenso projeto de construção do Segundo Templo e do Monte do Templo de Herodes foi concluído aproximadamente entre 62 e 64 d.C., apenas para ser destruído pelos romanos em 70 d.C.
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João 7:53; 8:1
Depois, todos eles saíram e foram embora cada um para a sua casa. Jesus foi para o monte das Oliveiras.
§ 84. A mulher apanhada em adultério.
◈ Data: Sétimo Dia da Semana, ou Sábado, 19 de Tishrei. – 32 d.C.
◈ Local: Do Monte das Oliveiras para Jerusalém.
DO MONTE DAS OLIVEIRAS PARA JERUSALÉM.

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Chegando em Jerusalém, Jesus celebra a festa dos tabernáculos. Ele ensina publicamente no Templo Depois, ele viajou quase três quilômetros fora da cidade até o vilarejo de Betânia para passar a noite, que parece ter sido onde ele costumava se hospedar todas as noites enquanto visitava Jerusalém. Betânia também é onde moravam Maria, Marta e Lázaro, amigos íntimos de Jesus.
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JERUSALÉM.

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Na época do Novo Testamento, a antiga cidade de Jerusalém havia sido transformada de uma fortaleza relativamente pequena dos dias de Davi (2 Samuel 5:6-10; 1 Crônicas 11:4-9) em uma grande cidade com um Templo que rivalizava com o Novo Testamento. os maiores templos do mundo romano. Pouco antes do nascimento de Jesus, Herodes, o Grande, renovou e expandiu completamente o Templo do Senhor, e também construiu para si um palácio luxuoso, vários tanques (onde Jesus ocasionalmente realizava curas), edifícios públicos e cidadelas militares, incluindo a Antônia. Fortaleza, que dominava o Templo. Os residentes ricos, incluindo o sumo sacerdote, ocupavam casas extravagantes na Cidade Alta, enquanto os residentes mais pobres eram relegados para áreas menos desejáveis, como a Cidade Baixa. O bairro dos essênios recebeu esse nome porque muitos de seus residentes pertenciam aos essênios, uma seita religiosa estrita que era conhecida por sua cuidadosa atenção à lei de Moisés. Do outro lado do Vale do Cédron ficava o Jardim do Getsêmani, onde Jesus frequentemente se reunia com seus discípulos. (Mateus 26:36-46; Marcos 14:32-53; João 18:1-14) Mais a leste ficava o Monte das Oliveiras, onde Jesus começou sua entrada triunfal uma semana antes de sua crucificação (Mateus 21:1-11; Marcos 11:1-11; Lucas 19:28-40; João 12:12-19), ensinado seus discípulos sobre os últimos dias (Mateus 24-25; Marcos 13), e finalmente ascendeu ao céu após sua ressurreição. (Lucas 24:50-53; Atos 1:1-11)
O rei Herodes, o Grande, iniciou as reformas do Templo por volta de 20–19 a.C. Toda a expansão do templo, incluindo o enorme Monte do Templo, não foi concluída até aproximadamente 62-64 d.C.
Os pátios internos do Templo de Herodes eram acessíveis por 10 portões, pelos quais somente os judeus podiam entrar. No interior havia várias câmaras e um pátio onde eram feitos sacrifícios. Numa extremidade ficava o lugar sagrado – um santuário de dois cômodos usado pelos sacerdotes judeus. O extenso projeto de construção do Segundo Templo e do Monte do Templo de Herodes foi concluído aproximadamente entre 62 e 64 d.C., apenas para ser destruído pelos romanos em 70 d.C.
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João 8:2-11
Na manhã do dia seguinte, ele voltou para o Templo, onde muitas pessoas se reuniram a sua volta e ele se sentou para ensiná-las. Os escribas e os fariseus trouxeram uma mulher que tinha sido pega cometendo adultério, e fizeram com que ela ficasse em pé, na frente de todos que estavam lá. Eles disseram a Jesus: “Mestre, esta mulher foi apanhada cometendo um ato de adultério. De acordo com a Lei de Moisés, mulheres adúlteras devem ser apedrejadas. E você, o que diz sobre isso?” Eles usaram essa pergunta como uma armadilha para tentar condenar Jesus. Mas, Jesus se abaixou e começou a escrever no chão com o dedo. Eles continuaram a exigir uma resposta dele. Então, ele se levantou e lhes disse: “Aquele de vocês que nunca tenha pecado seja o primeiro a jogar pedra nessa mulher.” Depois, ele se abaixou de novo e continuou a escrever no chão. Ao ouvirem isso, acusados pela consciência, as pessoas começaram a sair, uma após a outra, começando pelos mais velhos. Até que restaram apenas Jesus e a mulher. Ele se levantou e perguntou a ela: “Mulher, onde estão aqueles seus acusadores? Não ficou nenhum deles para condená-la?” Ela respondeu: “Nenhum deles, senhor!” Jesus lhe disse: “Eu também não a condenarei. Vá! E não peque mais!”4
§ 85. Mais ensino público de nosso Senhor. Ele reprova os judeus incrédulos e escapa de suas mãos.
(11° Discurso do Nosso Senhor)
◈ Data: Sétimo Dia da Semana, ou Sábado, 19 de Tishrei. – 32 d.C.
◈ Local: Jerusalém.
JERUSALÉM.

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Na época do Novo Testamento, a antiga cidade de Jerusalém havia sido transformada de uma fortaleza relativamente pequena dos dias de Davi (2 Samuel 5:6-10; 1 Crônicas 11:4-9) em uma grande cidade com um Templo que rivalizava com o Novo Testamento. os maiores templos do mundo romano. Pouco antes do nascimento de Jesus, Herodes, o Grande, renovou e expandiu completamente o Templo do Senhor, e também construiu para si um palácio luxuoso, vários tanques (onde Jesus ocasionalmente realizava curas), edifícios públicos e cidadelas militares, incluindo a Antônia. Fortaleza, que dominava o Templo. Os residentes ricos, incluindo o sumo sacerdote, ocupavam casas extravagantes na Cidade Alta, enquanto os residentes mais pobres eram relegados para áreas menos desejáveis, como a Cidade Baixa. O bairro dos essênios recebeu esse nome porque muitos de seus residentes pertenciam aos essênios, uma seita religiosa estrita que era conhecida por sua cuidadosa atenção à lei de Moisés. Do outro lado do Vale do Cédron ficava o Jardim do Getsêmani, onde Jesus frequentemente se reunia com seus discípulos. (Mateus 26:36-46; Marcos 14:32-53; João 18:1-14) Mais a leste ficava o Monte das Oliveiras, onde Jesus começou sua entrada triunfal uma semana antes de sua crucificação (Mateus 21:1-11; Marcos 11:1-11; Lucas 19:28-40; João 12:12-19), ensinado seus discípulos sobre os últimos dias (Mateus 24-25; Marcos 13), e finalmente ascendeu ao céu após sua ressurreição. (Lucas 24:50-53; Atos 1:1-11)
O rei Herodes, o Grande, iniciou as reformas do Templo por volta de 20–19 a.C. Toda a expansão do templo, incluindo o enorme Monte do Templo, não foi concluída até aproximadamente 62-64 d.C.
Os pátios internos do Templo de Herodes eram acessíveis por 10 portões, pelos quais somente os judeus podiam entrar. No interior havia várias câmaras e um pátio onde eram feitos sacrifícios. Numa extremidade ficava o lugar sagrado – um santuário de dois cômodos usado pelos sacerdotes judeus. O extenso projeto de construção do Segundo Templo e do Monte do Templo de Herodes foi concluído aproximadamente entre 62 e 64 d.C., apenas para ser destruído pelos romanos em 70 d.C.
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João 8:12-59
Jesus falou novamente para as pessoas e disse: “Eu sou a luz do mundo. Se vocês me seguirem, não andarão nas trevas, pois terão a luz da vida.” Os fariseus responderam: “Você não pode testemunhar a seu favor. O que você diz não prova nada!” Jesus lhes disse: “Mesmo que eu esteja falando em meu próprio benefício, meu testemunho é verdadeiro, pois eu sei de onde vim e para onde irei. Mas, vocês não sabem de onde eu vim, nem para onde estou indo. Vocês julgam por padrões tipicamente humanos, mas eu não julgo ninguém.5 Mesmo se eu julgasse, minha decisão seria justa, porque eu não estou fazendo isso sozinho. O Pai que me enviou está comigo. A própria lei de vocês afirma que o testemunho de duas pessoas é válido. Eu testemunho a respeito de mim mesmo, e meu Pai, que me enviou, é a minha outra testemunha.” Eles perguntaram: “Onde está seu pai?” Jesus respondeu: “Vocês não me conhecem, nem conhecem o meu Pai. Se vocês me conhecessem, também conheceriam o meu Pai.” Jesus disse isso, enquanto ensinava próximo à caixa das ofertas do Templo. Mesmo assim, ninguém o prendeu, porque sua hora ainda não tinha chegado. Jesus disse novamente a eles: “Eu vou embora, e vocês irão me procurar; mas morrerão sem que os seus pecados sejam perdoados. Vocês não podem ir para onde eu vou.” Os judeus perguntaram em voz alta: “Será que ele irá se matar? É isso que ele quer dizer com: ‘Vocês não podem ir para onde eu vou?’” Jesus lhes disse: “Vocês são daqui de baixo, e eu sou lá de cima. Vocês são deste mundo, e eu não sou deste mundo. É por isso que eu disse que vocês irão morrer sem que os seus pecados sejam perdoados. Pois se vocês não crerem que ‘Eu sou’, então, morrerão sem o perdão dos seus pecados.” Nesse momento, eles perguntaram a Jesus: “Quem é você?” Jesus respondeu: “Exatamente quem eu disse que era desde o início; Existem muitas coisas sobre vocês das quais eu preciso falar e as quais eu preciso julgar. Mas aquele que me enviou diz a verdade e o que eu digo a vocês aqui neste mundo é o que eu ouvi dele.” Eles não entenderam o que ele estava falando a respeito do Pai. Então, Jesus lhes explicou: “Quando vocês levantarem o Filho do Homem, então, saberão que ‘Eu sou’ e irão perceber que não faço nada por mim mesmo, mas que apenas digo o que o meu Pai me ensinou. Aquele que me enviou está comigo; ele não me abandonou, pois eu sempre faço o que lhe agrada.” Muitas pessoas que ouviram Jesus dizer essas palavras creram nele. Assim Jesus disse para os judeus que creram nele: “Se vocês seguem o que eu digo, então, vocês realmente são meus discípulos. Vocês irão descobrir a verdade, e a verdade os libertará.” Eles responderam: “Nós somos descendentes de Abraão! Nunca fomos escravos de ninguém. Como você pode dizer que seremos livres?” Jesus respondeu: “Eu lhes digo que isto é verdade: todos aqueles que pecam são escravos do pecado. Um escravo não tem lugar permanente na família, mas o filho sempre será parte da família. Se o Filho os libertar, então, vocês serão verdadeiramente livres. Eu sei que vocês são descendentes de Abraão, ainda que estejam tentando me matar por se recusarem a aceitar as minhas palavras. Eu lhes digo o que o Pai mostrou para mim, enquanto vocês fazem o que os seus pais lhes dizem para fazer.” Eles responderam: “Abraão é o nosso pai!” Jesus lhes disse: “Se vocês são realmente filhos de Abraão, então, façam o que Abraão fez. Mas agora, vocês estão tentando me matar, porque eu lhes disse a verdade que ouvi de Deus. Abraão nunca teria feito isso. Vocês estão fazendo o que o seu pai fez.” Eles responderam: “Bem, nós não somos filhos ilegítimos. Nosso único pai é Deus!” Jesus disse: “Se Deus fosse realmente o pai de vocês, vocês me amariam. Eu vim de Deus e agora estou aqui. A decisão de vir não foi minha, mas daquele que me enviou. Por que vocês não conseguem entender o que eu digo? É porque vocês se recusam a ouvir a minha mensagem! O pai de vocês é o diabo e o que vocês querem é cumprir os desejos perversos do seu pai. Ele foi um assassino desde o início do mundo. Ele nunca defendeu a verdade, pois não há verdade nele. Faz parte da natureza dele mentir, pois ele é um mentiroso e é o pai das mentiras.6 Então, por eu lhes dizer a verdade, vocês não acreditam em mim! Digam-me: qual de vocês pode provar que eu sou um pecador? Se eu lhes digo a verdade, por que vocês não creem em mim? Qualquer pessoa que pertença a Deus escuta o que Deus diz. O motivo de vocês não escutarem é porque não pertencem a Deus.” Os judeus disseram: “Nós não temos razão quando o chamamos de samaritano e dizemos que está possuído pelo demônio?” Jesus respondeu: “Não, eu não estou possuído pelo demônio. Eu respeito o meu Pai, mas vocês não me respeitam. Eu não estou aqui buscando glória para mim mesmo. Mas, há alguém que faz isso por mim e que julga a meu favor. Eu lhes digo que isto é verdade: aquele que seguir as minhas palavras nunca morrerá.” Os judeus disseram: “Agora nós temos certeza de que você está possuído pelo demônio. Abraão e os profetas morreram; mas você nos diz que: ‘Aquele que seguir as minhas palavras nunca morrerá’! Por acaso, você é mais importante do que nosso pai, Abraão? Ele morreu, assim como os profetas. Quem você pensa que é?” Jesus respondeu: “Se eu engrandecer a mim mesmo, isso não terá valor algum. Porém, é aquele que vocês afirmam: ‘Ele é o nosso Deus,’ quem me engrandece. Vocês não o conhecem, mas eu o conheço. Se eu disser que não o conheço estarei mentindo, exatamente como vocês fazem. Mas, realmente, o conheço e também sei o que ele diz. Abraão, o pai de vocês, alegrou-se por ver o meu dia; e ele viu esse dia e ficou alegre.” Os judeus responderam: “Você não tem nem cinquenta anos. Como pode ter visto Abraão?” Jesus disse: “Eu lhes digo que isto é verdade: Antes de Abraão nascer, Eu sou.”7 Nesse momento, eles pegaram pedras para jogar nele; mas Jesus foi ocultado e saiu do Templo.
§ 86. Um mestre da lei instruído. Amor ao próximo definido. Parábola do bom samaritano.
(12° Parábola do Nosso Senhor)
◈ Data: Sétimo Dia da Semana, ou Sábado, 19 de Tishrei. – 32 d.C.
◈ Local: No caminho entre Jerusalém e Betânia.
NO CAMINHO ENTRE JERUSALÉM E BETÂNIA.

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Chegando em Jerusalém, Jesus celebra a festa dos tabernáculos. Ele ensina publicamente no Templo Depois, ele viajou quase três quilômetros fora da cidade até o vilarejo de Betânia para passar a noite, que parece ter sido onde ele costumava se hospedar todas as noites enquanto visitava Jerusalém. Betânia também é onde moravam Maria, Marta e Lázaro, amigos íntimos de Jesus.
Fonte: https://biblemapper.com/
JERUSALÉM.

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Na época do Novo Testamento, a antiga cidade de Jerusalém havia sido transformada de uma fortaleza relativamente pequena dos dias de Davi (2 Samuel 5:6-10; 1 Crônicas 11:4-9) em uma grande cidade com um Templo que rivalizava com o Novo Testamento. os maiores templos do mundo romano. Pouco antes do nascimento de Jesus, Herodes, o Grande, renovou e expandiu completamente o Templo do Senhor, e também construiu para si um palácio luxuoso, vários tanques (onde Jesus ocasionalmente realizava curas), edifícios públicos e cidadelas militares, incluindo a Antônia. Fortaleza, que dominava o Templo. Os residentes ricos, incluindo o sumo sacerdote, ocupavam casas extravagantes na Cidade Alta, enquanto os residentes mais pobres eram relegados para áreas menos desejáveis, como a Cidade Baixa. O bairro dos essênios recebeu esse nome porque muitos de seus residentes pertenciam aos essênios, uma seita religiosa estrita que era conhecida por sua cuidadosa atenção à lei de Moisés. Do outro lado do Vale do Cédron ficava o Jardim do Getsêmani, onde Jesus frequentemente se reunia com seus discípulos. (Mateus 26:36-46; Marcos 14:32-53; João 18:1-14) Mais a leste ficava o Monte das Oliveiras, onde Jesus começou sua entrada triunfal uma semana antes de sua crucificação (Mateus 21:1-11; Marcos 11:1-11; Lucas 19:28-40; João 12:12-19), ensinado seus discípulos sobre os últimos dias (Mateus 24-25; Marcos 13), e finalmente ascendeu ao céu após sua ressurreição. (Lucas 24:50-53; Atos 1:1-11)
O rei Herodes, o Grande, iniciou as reformas do Templo por volta de 20–19 a.C. Toda a expansão do templo, incluindo o enorme Monte do Templo, não foi concluída até aproximadamente 62-64 d.C.
Os pátios internos do Templo de Herodes eram acessíveis por 10 portões, pelos quais somente os judeus podiam entrar. No interior havia várias câmaras e um pátio onde eram feitos sacrifícios. Numa extremidade ficava o lugar sagrado – um santuário de dois cômodos usado pelos sacerdotes judeus. O extenso projeto de construção do Segundo Templo e do Monte do Templo de Herodes foi concluído aproximadamente entre 62 e 64 d.C., apenas para ser destruído pelos romanos em 70 d.C.
Fonte: https://biblemapper.com/
Lucas 10:25-37
Depois disso, um mestre na lei se levantou e, tentando pegar Jesus em uma armadilha, disse: “Mestre, o que eu preciso fazer para conseguir a vida eterna?” Jesus perguntou: “O que está escrito na lei? Como você a interpreta?” O homem respondeu: “Ame o Senhor, seu Deus, com todo o seu coração e com toda a sua alma, com todas as suas forças e com todos os seus pensamentos. E ame o seu próximo como a si mesmo.” Jesus lhe disse: “Você está certo! Faça isso e você viverá.” Mas, o homem querendo se justificar, perguntou a Jesus: “E quem é o meu próximo?” Jesus respondeu: “Um homem estava descendo de Jerusalém para Jericó. Ele foi atacado por ladrões, que roubaram tudo o que ele tinha, bateram nele e o deixaram quase morto. Por coincidência, um sacerdote estava viajando pelo mesmo caminho. Ele viu o homem, mas passou pelo outro lado da estrada. Depois, um levita apareceu. Mas, quando ele chegou ao lugar e viu o homem, também fez questão de passar pelo outro lado da estrada. Finalmente, um samaritano apareceu na estrada. Ao passar, ele viu o homem e sentiu pena dele. Ele se aproximou e tratou os ferimentos do homem com óleo e vinho e depois fez curativos. Então, ele levou o homem em seu jumento para uma pensão, onde cuidou dele. No dia seguinte, deu dois denários para o dono da pensão e lhe disse: ‘Cuide dele e, se você gastar mais do que o dinheiro que deixei, eu lhe pagarei quando voltar.’ Qual desses três homens você acha que foi o próximo para o homem que foi atacado pelos ladrões?” O mestre da lei respondeu: “Aquele que o ajudou.” Jesus, então, disse-lhe: “Vá e faça o mesmo!”
§ 87. Um cego de nascença é curado no sábado. Discursos subsequentes de nosso Senhor.
(28° Milagre do Nosso Senhor)
(12° Discurso do Nosso Senhor)
◈ Data: Sétimo Dia da Semana, ou Sábado, 19 de Tishrei. – 32 d.C.
◈ Local: No caminho entre Jerusalém e Betânia.
NO CAMINHO ENTRE JERUSALÉM E BETÂNIA.

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Chegando em Jerusalém, Jesus celebra a festa dos tabernáculos. Ele ensina publicamente no Templo Depois, ele viajou quase três quilômetros fora da cidade até o vilarejo de Betânia para passar a noite, que parece ter sido onde ele costumava se hospedar todas as noites enquanto visitava Jerusalém. Betânia também é onde moravam Maria, Marta e Lázaro, amigos íntimos de Jesus.
Fonte: https://biblemapper.com/
JERUSALÉM.

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Na época do Novo Testamento, a antiga cidade de Jerusalém havia sido transformada de uma fortaleza relativamente pequena dos dias de Davi (2 Samuel 5:6-10; 1 Crônicas 11:4-9) em uma grande cidade com um Templo que rivalizava com o Novo Testamento. os maiores templos do mundo romano. Pouco antes do nascimento de Jesus, Herodes, o Grande, renovou e expandiu completamente o Templo do Senhor, e também construiu para si um palácio luxuoso, vários tanques (onde Jesus ocasionalmente realizava curas), edifícios públicos e cidadelas militares, incluindo a Antônia. Fortaleza, que dominava o Templo. Os residentes ricos, incluindo o sumo sacerdote, ocupavam casas extravagantes na Cidade Alta, enquanto os residentes mais pobres eram relegados para áreas menos desejáveis, como a Cidade Baixa. O bairro dos essênios recebeu esse nome porque muitos de seus residentes pertenciam aos essênios, uma seita religiosa estrita que era conhecida por sua cuidadosa atenção à lei de Moisés. Do outro lado do Vale do Cédron ficava o Jardim do Getsêmani, onde Jesus frequentemente se reunia com seus discípulos. (Mateus 26:36-46; Marcos 14:32-53; João 18:1-14) Mais a leste ficava o Monte das Oliveiras, onde Jesus começou sua entrada triunfal uma semana antes de sua crucificação (Mateus 21:1-11; Marcos 11:1-11; Lucas 19:28-40; João 12:12-19), ensinado seus discípulos sobre os últimos dias (Mateus 24-25; Marcos 13), e finalmente ascendeu ao céu após sua ressurreição. (Lucas 24:50-53; Atos 1:1-11)
O rei Herodes, o Grande, iniciou as reformas do Templo por volta de 20–19 a.C. Toda a expansão do templo, incluindo o enorme Monte do Templo, não foi concluída até aproximadamente 62-64 d.C.
Os pátios internos do Templo de Herodes eram acessíveis por 10 portões, pelos quais somente os judeus podiam entrar. No interior havia várias câmaras e um pátio onde eram feitos sacrifícios. Numa extremidade ficava o lugar sagrado – um santuário de dois cômodos usado pelos sacerdotes judeus. O extenso projeto de construção do Segundo Templo e do Monte do Templo de Herodes foi concluído aproximadamente entre 62 e 64 d.C., apenas para ser destruído pelos romanos em 70 d.C.
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João 9:1-41; 10:1-21
Conforme Jesus caminhava, ele viu um homem que havia nascido cego. Os seus discípulos lhe perguntaram: “Rabi, por que este homem nasceu cego? Foi ele quem pecou ou foram os pais dele?” Jesus respondeu: “Isso não aconteceu porque ele ou os pais dele pecaram. Mas para que o poder de Deus se manifeste na vida dele. Nós precisamos continuar fazendo o trabalho daquele que me enviou enquanto ainda é dia. Está chegando a noite, quando ninguém pode trabalhar. Enquanto estou no mundo, eu sou a luz do mundo.” Após dizer isso, Jesus cuspiu no chão e fez um pouco de lama com a saliva. Ele, então, pegou a lama e a colocou nos olhos do cego. Depois, Jesus lhe disse: “Vá e lave o rosto no Tanque de Siloé” (que significa “enviado”). O homem foi, lavou o rosto e voltou vendo. Os vizinhos dele e as pessoas que o viam pedindo esmola, perguntaram: “Este não é o homem que costumava se sentar e pedir esmola?” Algumas pessoas diziam que era ele, enquanto outras diziam: “Não, é apenas alguém que se parece com ele.” Mas, o homem continuava dizendo: “Sou eu!” Eles perguntaram: “Então, como você conseguiu enxergar?” Ele respondeu: “Um homem, chamado Jesus, fez um pouco de lama, colocou-a em meus olhos e me disse: ‘Vá e lave o rosto no Tanque de Siloé.’ Então, fiz o que ele me disse e agora eu consigo enxergar.” As pessoas perguntaram: “Onde ele está?” E o homem respondeu: “Eu não sei!” Eles levaram o homem que tinha sido cego aos fariseus. Jesus tinha feito a lama e aberto os olhos do homem cego em um dia de sábado. Então, os fariseus também perguntaram ao homem como ele conseguiu enxergar. Ele falou para os fariseus: “Ele colocou a lama em meus olhos. Então, eu fui, lavei meu rosto e agora eu consigo enxergar.” Alguns fariseus disseram: “O homem que fez isso não pode ser de Deus, pois ele não respeita a lei do sábado.” Mas, outros perguntaram: “Como poderia um pecador fazer tais milagres?” Assim, houve uma divisão de opiniões no grupo dos fariseus. Então, eles continuaram perguntando ao homem: “Qual é a sua opinião sobre ele, já que foram os seus olhos que ele curou?” O homem respondeu: “Ele é um profeta!” Os líderes judeus não acreditaram que o homem, antes cego, agora pudesse enxergar. Então, eles chamaram os pais do homem. Eles perguntaram aos pais dele: “Este homem é o filho de vocês, que dizem ter nascido cego? Então, como é possível que agora ele consiga enxergar?” Os pais do homem responderam: “Nós reconhecemos que este é o nosso filho que nasceu cego. Mas, não temos ideia de como ele consegue enxergar agora, ou quem o curou. Por que vocês não perguntam a ele? Afinal, ele tem idade o bastante para responder por si mesmo.” O motivo dos pais dele dizerem isso era porque tinham medo do que os líderes judeus fariam. Os líderes judeus já haviam anunciado que qualquer pessoa que declarasse que Jesus era o Messias seria expulso da sinagoga. Por isso os pais do homem disseram: ‘Perguntem a ele; afinal, ele tem idade o bastante.’ Mais uma vez eles chamaram o homem que tinha sido cego e lhe disseram: “Dê a glória a Deus! Nós sabemos que esse homem é um pecador.” O homem respondeu: “Se ele é um pecador ou não, eu não sei. Tudo o que eu sei é que eu era cego e agora posso enxergar.” Então, eles perguntaram ao homem: “O que ele fez para você? Como ele curou os seus olhos?” Ele respondeu: “Eu já disse a vocês. Vocês não estavam me escutando? Por que vocês querem ouvir isso novamente? Vocês, por acaso, querem ser discípulos dele também?” Eles o xingaram e disseram: “Discípulo dele é você! Nós somos discípulos de Moisés. Nós sabemos que Deus falou com Moisés, mas quanto a esse homem, não sabemos nem mesmo de onde ele é.” O homem, então, respondeu: “É incrível! Vocês não sabem de onde ele é, mas ele curou os meus olhos. Nós sabemos que Deus não ouve pecadores, mas, sim, ouve qualquer um que o louve e que faça a sua vontade. Desde o início dos tempos,8 nunca se ouviu dizer que alguém tenha curado alguém que nasceu cego. Se esse homem não tivesse vindo de Deus, ele não poderia fazer nada.”9 Eles responderam: “Você nasceu cheio de pecado e ainda quer nos ensinar?” E o expulsaram da sinagoga. Quando Jesus ouviu o que os líderes judeus tinham feito com o homem, foi encontrá-lo e lhe perguntou: “Você crê no Filho do Homem, o Filho de Deus?” O homem respondeu: “Diga-me quem ele é, senhor, assim posso crer nele.” Jesus lhe disse: “Você já o viu. Ele é quem está falando com você neste exato momento.” Ele disse: “Eu creio em você, Senhor!” Então, se ajoelhou diante de Jesus e o adorou.10 Depois, Jesus lhe disse: “Eu vim ao mundo para julgar, para que os cegos possam ver e os que veem fiquem cegos.” Alguns fariseus que estavam lá com Jesus lhe perguntaram: “Por acaso, nós também somos cegos?” Jesus respondeu: “Se vocês fossem cegos, não seriam culpados. Mas, agora que vocês dizem que podem ver, a culpa de vocês permanece. Eu lhes digo que isto é verdade: qualquer um que não entre pela porta do curral das ovelhas, mas sobe por outro lugar, é um ladrão e bandido. Aquele que entra pela porta é o pastor das ovelhas. O porteiro abre a porta para ele, e as ovelhas respondem ao comando de sua voz. Ele chama suas ovelhas por seus nomes e as leva para fora do curral. Após trazer o rebanho para fora, ele caminha na frente das ovelhas e elas o seguem, porque reconhecem a sua voz. Elas não seguirão o comando de estranhos. Na verdade, elas fugiriam de um estranho, pois não reconhecem a voz de estranhos.” Quando Jesus contou essa parábola como exemplo, as pessoas que o escutavam não entenderam o que ele quis dizer. Então, Jesus explicou novamente: “Eu lhes digo que isto é verdade: Eu sou a porta do curral. Todos aqueles que vieram antes de mim eram ladrões e bandidos, mas as ovelhas não lhes deram atenção. Eu sou a porta. Todos aqueles que entram por mim serão curados. Eles serão capazes de entrar e sair e encontrarão o alimento que precisam. O ladrão vem apenas para roubar, matar e destruir. Eu vim lhes trazer vida, e vida completa. Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas. O homem pago para cuidar das ovelhas não é o pastor. Quando ele vê o lobo se aproximando, foge. Ele abandona as ovelhas, porque elas não são dele. Então, o lobo ataca e espalha o rebanho. O homem foge porque ele está trabalhando apenas pelo dinheiro e não se importa com as ovelhas. Eu sou o bom pastor. Eu sei que as ovelhas são minhas e que elas me conhecem. Da mesma maneira, o Pai me conhece e eu o conheço. Eu dou a minha vida pelas ovelhas. Eu tenho outras ovelhas que não estão neste curral. Eu devo trazê-las também. Elas ouvirão a minha voz e haverá apenas um rebanho com apenas um pastor.11 É por isso que o Pai me ama, pois eu dou a minha vida para recebê-la de novo. Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu a entrego de maneira espontânea. Eu tenho o direito de dar a minha vida e de recebê-la novamente. Isso é o que meu Pai me mandou fazer.”12 Os judeus ficaram novamente divididos em relação ao que pensavam sobre o que Jesus tinha acabado de dizer. Muitos deles diziam: “Ele está possuído pelo demônio! Ele é louco! Por que vocês estão escutando o que ele diz?” Mas, outros diziam: “Estas não são palavras ditas por alguém possuído pelo demônio. Além disso, um demônio não consegue curar os olhos de um cego.”
§ 88. Jesus na casa de Marta e Maria.
◈ Data: Tishrei. – 32 d.C.
◈ Local: De Jerusalém para Betânia.
BETÂNIA.

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Chegando em Jerusalém, Jesus celebra a festa dos tabernáculos. Ele ensina publicamente no Templo Depois, ele viajou quase três quilômetros fora da cidade até o vilarejo de Betânia para passar a noite, que parece ter sido onde ele costumava se hospedar todas as noites enquanto visitava Jerusalém. Betânia também é onde moravam Maria, Marta e Lázaro, amigos íntimos de Jesus.
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Lucas 10:38-42
Continuando sua jornada, Jesus chegou a uma certa vila, e uma certa mulher, chamada Marta, convidou-o para a sua casa.13 Tinha ela uma irmã chamada Maria, que se sentou aos pés do Senhor e ouviu os seus ensinamentos. Marta ficou preocupada com tudo que precisava ser feito para a preparação da refeição. Então, veio até Jesus e lhe disse: “Mestre, você não se importa de minha irmã ter deixado todo o serviço da casa para que eu fizesse sozinha? Diga a ela para vir e me ajudar!” O Senhor respondeu: “Marta, Marta, você está preocupada e agitada com muitas coisas! Mas, apenas uma coisa é realmente necessária. Maria escolheu a melhor de todas, e esta não será tirada dela.”
§ 89. Os setenta retornam.
◈ Data: Heshvan. – 32 d.C.
◈ Local: Betânia.
BETÂNIA.

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Chegando em Jerusalém, Jesus celebra a festa dos tabernáculos. Ele ensina publicamente no Templo Depois, ele viajou quase três quilômetros fora da cidade até o vilarejo de Betânia para passar a noite, que parece ter sido onde ele costumava se hospedar todas as noites enquanto visitava Jerusalém. Betânia também é onde moravam Maria, Marta e Lázaro, amigos íntimos de Jesus.
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Lucas 10:17-20
Os setenta discípulos voltaram muito animados, dizendo: “Senhor, até mesmo os demônios nos obedecem quando, pelo poder do nome do senhor, ordenávamos que eles saíssem das pessoas!” Jesus respondeu: “Eu vi Satanás cair do céu como um raio.14 Sim, eu lhes dei poder para pisarem em serpentes e escorpiões e para superarem a força de todos os inimigos, e nada lhes fará mal. Mas, não fiquem contentes porque os espíritos maus lhes obedecem. Fiquem felizes porque os nomes de vocês estão escritos no céu.”
Lucas 10:21-24
Naquele momento, Jesus foi tomado pela alegria do Espírito Santo e em oração, disse: “Agradeço a você, Pai, Senhor do céu e da terra, pois escondeu essas coisas das pessoas sábias e inteligentes, mas as revelou aos pequeninos! Sim, Pai, você ficou feliz ao fazer dessa maneira. O meu Pai me entregou todas as coisas. Ninguém entende o Filho, a não ser o Pai, e ninguém entende o Pai, a não ser o Filho e aqueles para quem o Filho escolhe mostrar quem o Pai é.” Quando eles estavam sozinhos, Jesus se virou para os discípulos e lhes disse: “Aqueles que veem o que vocês estão vendo deveriam ficar realmente felizes. Eu lhes digo: muitos profetas e reis gostariam de ver o que vocês estão vendo, mas eles não viram. E eles também gostariam de ouvir as coisas que vocês estão ouvindo, mas eles não ouviram.”
Mateus 11:25-27
Então, Jesus orou: “Agradeço a você, Pai, Senhor do céu e da terra, porque esconde estas coisas dos inteligentes e dos intelectuais, mas as revela às pessoas simples. Sim, Pai, isso o deixa feliz! Meu Pai me deu tudo. E ninguém entende mais o Filho do que o Pai. E ninguém entende mais o Pai do que o Filho e do que aqueles para quem o Filho escolher mostrar seu Pai.”
§ 90. Os Discípulos são novamente ensinados como orar.
(13° Discurso do Nosso Senhor)
◈ Data: Kislev. – 32 d.C.
◈ Local: Betânia.
BETÂNIA.

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Chegando em Jerusalém, Jesus celebra a festa dos tabernáculos. Ele ensina publicamente no Templo Depois, ele viajou quase três quilômetros fora da cidade até o vilarejo de Betânia para passar a noite, que parece ter sido onde ele costumava se hospedar todas as noites enquanto visitava Jerusalém. Betânia também é onde moravam Maria, Marta e Lázaro, amigos íntimos de Jesus.
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Lucas 11:1-13
Certa vez, Jesus estava orando em um determinado lugar. Quando ele terminou, um dos seus discípulos lhe pediu: “Senhor, por favor, ensine-nos a orar, como João Batista ensinou aos seus discípulos.” Jesus lhes disse: “Quando vocês orarem, digam: ‘Pai, que o seu nome seja reconhecido como santo. Venha o seu Reino.15 Dá-nos cada dia o alimento que precisamos. Perdoa-nos os nossos pecados, assim como perdoamos aos que nos têm ofendido. E não nos deixe cair em tentação.’” Jesus continuou a lhes dizer: “Digamos que você tenha um amigo e que, no meio da noite, você vá à casa dele e lhe diga: ‘Meu amigo, empreste-me três pães, pois um amigo meu veio me visitar e eu não tenho nada para lhe oferecer.’ Talvez, o seu amigo lá de dentro responda: ‘Não me incomode. Eu já tranquei a porta. Os meus filhos e eu já estamos deitados. Eu não vou me levantar para lhe dar nada agora.’ Eu lhes digo: mesmo que ele se recuse a se levantar e lhe dar o pão, apesar de você ser seu amigo, se você for persistente, o seu amigo se levantará e lhe dará tudo o que você precisa. Eu lhes digo: peçam, e vocês receberão; procurem, e vocês encontrarão; batam, e a porta se abrirá para vocês. Pois, todo o que pede recebe; todo o que procura acha; e para todo o que bate a porta se abrirá. Qual de vocês, pais, se o seu filho lhe pedir um peixe, em lugar disso lhe dará uma cobra? Ou, se ele pedir um ovo, lhe dará um escorpião? Então, se vocês, mesmo sendo maus, ainda sabem dar boas coisas para os seus filhos, quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo para quem lhe pedir!”16
§ 91. Jesus em Jerusalém no Festival da Dedicação. Ele se retira para Betânia do outro lado do Rio Jordão.
◈ Data: 25 de Kislev. – 32 d.C.
◈ Local: De Betânia para Jerusalém.
DE BETÂNIA PARA JERUSALÉM.

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Chegando em Jerusalém, Jesus celebra a festa dos tabernáculos. Ele ensina publicamente no Templo Depois, ele viajou quase três quilômetros fora da cidade até o vilarejo de Betânia para passar a noite, que parece ter sido onde ele costumava se hospedar todas as noites enquanto visitava Jerusalém. Betânia também é onde moravam Maria, Marta e Lázaro, amigos íntimos de Jesus.
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JERUSALÉM.

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Na época do Novo Testamento, a antiga cidade de Jerusalém havia sido transformada de uma fortaleza relativamente pequena dos dias de Davi (2 Samuel 5:6-10; 1 Crônicas 11:4-9) em uma grande cidade com um Templo que rivalizava com o Novo Testamento. os maiores templos do mundo romano. Pouco antes do nascimento de Jesus, Herodes, o Grande, renovou e expandiu completamente o Templo do Senhor, e também construiu para si um palácio luxuoso, vários tanques (onde Jesus ocasionalmente realizava curas), edifícios públicos e cidadelas militares, incluindo a Antônia. Fortaleza, que dominava o Templo. Os residentes ricos, incluindo o sumo sacerdote, ocupavam casas extravagantes na Cidade Alta, enquanto os residentes mais pobres eram relegados para áreas menos desejáveis, como a Cidade Baixa. O bairro dos essênios recebeu esse nome porque muitos de seus residentes pertenciam aos essênios, uma seita religiosa estrita que era conhecida por sua cuidadosa atenção à lei de Moisés. Do outro lado do Vale do Cédron ficava o Jardim do Getsêmani, onde Jesus frequentemente se reunia com seus discípulos. (Mateus 26:36-46; Marcos 14:32-53; João 18:1-14) Mais a leste ficava o Monte das Oliveiras, onde Jesus começou sua entrada triunfal uma semana antes de sua crucificação (Mateus 21:1-11; Marcos 11:1-11; Lucas 19:28-40; João 12:12-19), ensinado seus discípulos sobre os últimos dias (Mateus 24-25; Marcos 13), e finalmente ascendeu ao céu após sua ressurreição. (Lucas 24:50-53; Atos 1:1-11)
O rei Herodes, o Grande, iniciou as reformas do Templo por volta de 20–19 a.C. Toda a expansão do templo, incluindo o enorme Monte do Templo, não foi concluída até aproximadamente 62-64 d.C.
Os pátios internos do Templo de Herodes eram acessíveis por 10 portões, pelos quais somente os judeus podiam entrar. No interior havia várias câmaras e um pátio onde eram feitos sacrifícios. Numa extremidade ficava o lugar sagrado – um santuário de dois cômodos usado pelos sacerdotes judeus. O extenso projeto de construção do Segundo Templo e do Monte do Templo de Herodes foi concluído aproximadamente entre 62 e 64 d.C., apenas para ser destruído pelos romanos em 70 d.C.
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João 10:22-39
Era inverno, e estavam comemorando, em Jerusalém, a Festa da Dedicação.17 Jesus estava andando no Templo, próximo a uma entrada conhecida como Alpendre de Salomão. Os judeus o cercaram e perguntaram: “Por quanto tempo você nos manterá em dúvida? Se você é realmente o Messias, então, nos diga claramente.” Jesus respondeu: “Eu já lhes disse, mas vocês não acreditaram. Os milagres que eu faço em nome do meu Pai provam quem eu sou. Vocês não creem em mim porque não são minhas ovelhas. As minhas ovelhas reconhecem a minha voz; eu as conheço e elas me seguem. Eu dou para elas a vida eterna. Elas nunca morrerão, e ninguém poderá tomá-las de mim. Meu Pai, que as deu para mim, é maior do que todos, e ninguém pode tirá-las dele. Eu e o Pai somos um.” Mais uma vez, os judeus pegaram pedras para jogar em Jesus. Jesus, então, lhes disse: “Vocês têm visto muitas boas ações que eu faço em nome do Pai. Por qual delas vocês estão querendo me apedrejar?” Os judeus responderam: “Nós não estamos querendo apedrejá-lo por uma boa ação e, sim, por blasfêmia; pois você não passa de um homem que afirma ser Deus.” Jesus disse: “Por acaso, na lei de vocês não está escrito: ‘Eu disse: Vocês são deuses’? Deus chamou aquelas pessoas de ‘deuses,’ pessoas as quais foi dirigida a Palavra de Deus, e as Sagradas Escrituras não podem falhar. Então, por que vocês estão dizendo que aquele que o Pai escolheu e enviou ao mundo está dizendo mentiras ao afirmar: ‘Eu sou o Filho de Deus’? Se eu não estiver fazendo o que o meu Pai faz, então, não creiam em mim. Mas, se eu estiver fazendo, mesmo que não creiam em mim, acreditem ao menos no que eu faço. Assim, vocês poderão saber e entender que o Pai está em mim e eu estou no Pai.”18 Eles tentaram prender Jesus novamente, mas ele conseguiu escapar.
◈ Data: 25 de Kislev. – 32 d.C.
◈ Local: De Jerusalém para Betânia, do outro lado do Rio Jordão.
DE JERUSALÉM PARA BETÂNIA, DO OUTRO LADO DO RIO JORDÃO.

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Depois da festa da dedicação, Jesus se retira para o outro lado do Jordão. Depois de período Jesus retorna para Betânia quando é informado sobre a morte de Lázaro. depois de ressuscitar Lázaro, Jesus se retira para Efraim, passando secretamente por Jerusalém. depois de passar um tempo em Efraim, Jesus se retira para a Pereia do outro lado do rio Jordão.
Fonte: https://biblemapper.com/
JERUSALÉM.

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Na época do Novo Testamento, a antiga cidade de Jerusalém havia sido transformada de uma fortaleza relativamente pequena dos dias de Davi (2 Samuel 5:6-10; 1 Crônicas 11:4-9) em uma grande cidade com um Templo que rivalizava com o Novo Testamento. os maiores templos do mundo romano. Pouco antes do nascimento de Jesus, Herodes, o Grande, renovou e expandiu completamente o Templo do Senhor, e também construiu para si um palácio luxuoso, vários tanques (onde Jesus ocasionalmente realizava curas), edifícios públicos e cidadelas militares, incluindo a Antônia. Fortaleza, que dominava o Templo. Os residentes ricos, incluindo o sumo sacerdote, ocupavam casas extravagantes na Cidade Alta, enquanto os residentes mais pobres eram relegados para áreas menos desejáveis, como a Cidade Baixa. O bairro dos essênios recebeu esse nome porque muitos de seus residentes pertenciam aos essênios, uma seita religiosa estrita que era conhecida por sua cuidadosa atenção à lei de Moisés. Do outro lado do Vale do Cédron ficava o Jardim do Getsêmani, onde Jesus frequentemente se reunia com seus discípulos. (Mateus 26:36-46; Marcos 14:32-53; João 18:1-14) Mais a leste ficava o Monte das Oliveiras, onde Jesus começou sua entrada triunfal uma semana antes de sua crucificação (Mateus 21:1-11; Marcos 11:1-11; Lucas 19:28-40; João 12:12-19), ensinado seus discípulos sobre os últimos dias (Mateus 24-25; Marcos 13), e finalmente ascendeu ao céu após sua ressurreição. (Lucas 24:50-53; Atos 1:1-11)
O rei Herodes, o Grande, iniciou as reformas do Templo por volta de 20–19 a.C. Toda a expansão do templo, incluindo o enorme Monte do Templo, não foi concluída até aproximadamente 62-64 d.C.
Os pátios internos do Templo de Herodes eram acessíveis por 10 portões, pelos quais somente os judeus podiam entrar. No interior havia várias câmaras e um pátio onde eram feitos sacrifícios. Numa extremidade ficava o lugar sagrado – um santuário de dois cômodos usado pelos sacerdotes judeus. O extenso projeto de construção do Segundo Templo e do Monte do Templo de Herodes foi concluído aproximadamente entre 62 e 64 d.C., apenas para ser destruído pelos romanos em 70 d.C.
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João 10:40-42
Então Jesus se retirou novamente, atravessando o rio Jordão até o local em que João Batista tinha começado a batizar e lá ficou. Muitas pessoas foram até onde ele estava e diziam: “João não fez milagres, mas tudo o que ele disse sobre Jesus é verdade.” Muitos dos que foram ver Jesus creram nele.
§ 92. A ressurreição de Lázaro.
(29° Milagre do Nosso Senhor)
◈ Data: Shevat. – 33 d.C.
◈ Local: De Betânia, do outro lado do Rio Jordão, para Betânia.
DE BETÂNIA, DO OUTRO LADO DO RIO JORDÃO, PARA BETÂNIA.

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Depois da festa da dedicação, Jesus se retira para o outro lado do Jordão. Depois de período Jesus retorna para Betânia quando é informado sobre a morte de Lázaro. depois de ressuscitar Lázaro, Jesus se retira para Efraim, passando secretamente por Jerusalém. depois de passar um tempo em Efraim, Jesus se retira para a Pereia do outro lado do rio Jordão.
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João 11:1-46
Um homem chamado Lázaro estava doente. Ele morava no povoado de Betânia com suas irmãs, Maria e Marta. Maria, cujo irmão Lázaro estava doente, foi a mesma que colocou perfume no Senhor e enxugou, com seus cabelos, os pés dele. Então, as irmãs enviaram uma mensagem a Jesus: “Senhor, o seu querido amigo está doente.” Quando Jesus ouviu a notícia, disse: “A doença de Lázaro não acabará em morte. Isso está acontecendo para que a glória de Deus seja revelada e, assim, o Filho de Deus seja glorificado.” Embora Jesus amasse Marta, Maria e Lázaro e tivesse ouvido a notícia sobre a doença dele, ele permaneceu no lugar em que estava ainda por dois dias. Então, Jesus disse aos seus discípulos: “Vamos voltar para a Judeia.” E os discípulos disseram: “Rabi, apenas há alguns dias, os judeus tentaram apedrejá-lo. Você realmente quer voltar para lá agora?” Jesus respondeu: “O dia não tem doze horas? Se vocês andarem durante o dia não tropeçarão, pois a luz deste mundo os ajuda a ver para onde estão indo. Mas, se vocês caminharem durante a noite tropeçarão, pois não há luz para iluminar o seu caminho.” Após isso, Jesus continuou: “O nosso amigo Lázaro está dormindo, mas eu irei lá e o acordarei.” Os discípulos disseram: “Senhor, se ele está dormindo, então, irá melhorar.” Jesus estava se referindo à morte de Lázaro, mas os discípulos pensaram que ele estivesse realmente dormindo. Então, Jesus lhes disse claramente: “Lázaro está morto. Para o bem de vocês, eu estou feliz por não ter estado lá com ele, pois assim vocês serão capazes de crer em mim. Vamos vê-lo!” Tomé, chamado o Gêmeo, disse para os outros discípulos: “Vamos também! Assim, poderemos morrer com o Mestre.” Ao chegar, Jesus soube que Lázaro havia sido sepultado já há quatro dias. O povoado de Betânia ficava apenas três quilômetros de Jerusalém, e muitos judeus tinham ido até lá para consolar Maria e Marta pela morte do seu irmão. Quando Marta soube que Jesus estava vindo, ela foi encontrá-lo; porém, Maria ficou em casa. Marta disse a Jesus: “Se o senhor estivesse aqui, o meu irmão não teria morrido! Mas, eu tenho certeza de que, mesmo agora, Deus lhe dará qualquer coisa que o senhor pedir.” Jesus lhe disse: “O seu irmão irá ressuscitar!” Marta respondeu: “Eu sei que ele ressuscitará na ressurreição do último dia.”19 E Jesus disse: “Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim viverá, mesmo que esteja morto. E quem vive e crê em mim não morrerá, eternamente. Você acredita nisso?” Ela respondeu: “Sim, Senhor! Eu creio que o senhor é o Messias, o Filho de Deus, aquele que devia vir a este mundo.” Depois que disse isso, Marta voltou para casa e disse a sua irmã, Maria, em particular: “O Mestre está aqui e pediu para vê-la.” Assim que Maria ouviu isso, rapidamente se levantou e foi vê-lo. Jesus ainda não tinha chegado ao povoado. Ele ainda estava no lugar em que Marta o havia encontrado. Os judeus, que estavam consolando Maria em sua casa, viram como ela se levantou rápido e saiu. Então, eles a seguiram, pensando que ela talvez fosse até o túmulo do seu irmão para chorar. Quando Maria chegou ao local em que Jesus estava e o viu, ela caiu aos seus pés e disse: “Se o senhor estivesse aqui, o meu irmão não teria morrido!” Quando Jesus a viu chorando, e também os judeus que vinham atrás dela, ele ficou muito comovido e aflito. Ele perguntou: “Onde vocês o sepultaram?” Eles responderam: “Senhor, venha e veja!” Então, Jesus chorou. Os judeus disseram: “Vejam como ele amava Lázaro!” Mas, alguns deles disseram: “Se ele conseguiu curar a cegueira de um cego, então, ele não poderia ter impedido que Lázaro morresse?” Jesus, se sentindo muito aflito, foi até o túmulo. Era uma caverna, com uma grande pedra colocada na entrada. Jesus lhes disse: “Retirem a pedra!” Porém, Marta, a irmã de Lázaro, disse: “Senhor, haverá um cheiro terrível, pois Lázaro já está morto há quatro dias.” Jesus respondeu: “Eu não lhe disse que se crer em mim, você verá o poder de Deus?” Então, eles tiraram a pedra. Jesus olhou para o céu e disse: “Pai, obrigado por me ouvir. Eu sei que você sempre me escuta. Eu digo isso para que a multidão que aqui está acredite que você me enviou.” Após dizer isso, Jesus gritou: “Lázaro, venha para fora!” O morto veio.20 Havia tiras de linho envolvendo as suas mãos e os seus pés e também um pedaço de tecido sobre o seu rosto. Jesus lhes disse: “Tirem as faixas dele e deixem que ele vá.” Assim, muitos dos judeus que vieram para consolar Maria e que viram o que Jesus tinha feito creram nele. Mas, outros foram até os fariseus e disseram para eles o que Jesus havia feito.
§ 93. O conselho de Caifás contra Jesus. Ele se retira de Jerusalém.
◈ Data: Shevat. – 33 d.C.
◈ Local: Jerusalém.
JERUSALÉM.

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Na época do Novo Testamento, a antiga cidade de Jerusalém havia sido transformada de uma fortaleza relativamente pequena dos dias de Davi (2 Samuel 5:6-10; 1 Crônicas 11:4-9) em uma grande cidade com um Templo que rivalizava com o Novo Testamento. os maiores templos do mundo romano. Pouco antes do nascimento de Jesus, Herodes, o Grande, renovou e expandiu completamente o Templo do Senhor, e também construiu para si um palácio luxuoso, vários tanques (onde Jesus ocasionalmente realizava curas), edifícios públicos e cidadelas militares, incluindo a Antônia. Fortaleza, que dominava o Templo. Os residentes ricos, incluindo o sumo sacerdote, ocupavam casas extravagantes na Cidade Alta, enquanto os residentes mais pobres eram relegados para áreas menos desejáveis, como a Cidade Baixa. O bairro dos essênios recebeu esse nome porque muitos de seus residentes pertenciam aos essênios, uma seita religiosa estrita que era conhecida por sua cuidadosa atenção à lei de Moisés. Do outro lado do Vale do Cédron ficava o Jardim do Getsêmani, onde Jesus frequentemente se reunia com seus discípulos. (Mateus 26:36-46; Marcos 14:32-53; João 18:1-14) Mais a leste ficava o Monte das Oliveiras, onde Jesus começou sua entrada triunfal uma semana antes de sua crucificação (Mateus 21:1-11; Marcos 11:1-11; Lucas 19:28-40; João 12:12-19), ensinado seus discípulos sobre os últimos dias (Mateus 24-25; Marcos 13), e finalmente ascendeu ao céu após sua ressurreição. (Lucas 24:50-53; Atos 1:1-11)
O rei Herodes, o Grande, iniciou as reformas do Templo por volta de 20–19 a.C. Toda a expansão do templo, incluindo o enorme Monte do Templo, não foi concluída até aproximadamente 62-64 d.C.
Os pátios internos do Templo de Herodes eram acessíveis por 10 portões, pelos quais somente os judeus podiam entrar. No interior havia várias câmaras e um pátio onde eram feitos sacrifícios. Numa extremidade ficava o lugar sagrado – um santuário de dois cômodos usado pelos sacerdotes judeus. O extenso projeto de construção do Segundo Templo e do Monte do Templo de Herodes foi concluído aproximadamente entre 62 e 64 d.C., apenas para ser destruído pelos romanos em 70 d.C.
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João 11:47-54(a)
Então, os chefes dos sacerdotes e os fariseus fizeram uma reunião do conselho superior. Eles perguntaram: “O que devemos fazer? Esse homem está fazendo muitos milagres. Se permitirmos que ele continue, todos irão acreditar nele e, então, os romanos irão destruir tanto o Templo quanto a nós como nação.”21 Caifás, que era o sumo sacerdote daquele ano, disse: “Vocês não entendem nada! Não conseguem perceber que é melhor que morra apenas um homem pelo povo do que toda uma nação ser destruída?”22 Ele não disse isso por si mesmo,23 mas como sumo sacerdote naquele ano, ele estava profetizando que Jesus iria morrer pela nação.24 E que ele se sacrificaria não apenas pela nação judaica, mas por todos os filhos de Deus espalhados por toda a parte. Então, eles se reuniriam e formariam um só povo.25 A partir daquele momento, eles começaram a planejar como conseguiriam matar Jesus. Por isso, Jesus não andava mais publicamente entre os judeus.
◈ Data: Shevat. – 33 d.C.
◈ Local: De Betânia para Efraim.
DE BETÂNIA PARA EFRAIM.

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Depois da festa da dedicação, Jesus se retira para o outro lado do Jordão. Depois de período Jesus retorna para Betânia quando é informado sobre a morte de Lázaro. depois de ressuscitar Lázaro, Jesus se retira para Efraim, passando secretamente por Jerusalém. depois de passar um tempo em Efraim, Jesus se retira para a Pereia do outro lado do rio Jordão.
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João 11:54(b)
Jesus foi para uma cidade chamada Efraim, na região próxima ao deserto e lá ficou com os seus discípulos.
§ 94. Jesus ensina no outro lado do rio Jordão. A cura da mulher enferma no sábado.
(30° Milagre do Nosso Senhor)
◈ Data: Adar. – 33 d.C.
◈ Local: De Efraim para Pereia, do outro lado do Rio Jordão.
DE EFRAIM PARA A PEREIA, DO OUTRO LADO DO RIO JORDÃO.

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Depois da festa da dedicação, Jesus se retira para o outro lado do Jordão. Depois de período Jesus retorna para Betânia quando é informado sobre a morte de Lázaro. depois de ressuscitar Lázaro, Jesus se retira para Efraim, passando secretamente por Jerusalém. depois de passar um tempo em Efraim, Jesus se retira para a Pereia do outro lado do rio Jordão.
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Mateus 19:1(c), 2
Saindo dali, Jesus foi para região que ficava do outro lado do rio Jordão. Uma quantidade imensa de pessoas o seguiu, e ele curou os que estavam doentes e ele os ensinava como sempre fazia.
Marcos 10:1(b)
E para o outro lado do Jordão. E outra vez as pessoas se juntaram para vê-lo, e ele os ensinava como sempre fazia.
Lucas 13:10-21
Um sábado, Jesus estava ensinando em uma sinagoga. Havia ali uma mulher que fazia dezoito anos que se encontrava doente por causa de um espírito mau. Ela ficava curvada e não conseguia se endireitar. Quando Jesus a viu, chamou-a e disse: “Você está curada da sua doença.” Depois, ele colocou as suas mãos sobre ela e, imediatamente, a mulher se endireitou e louvou a Deus. No entanto, o líder da sinagoga ficou chocado por Jesus ter curado em um sábado. Ele disse para a multidão: “Há seis dias dedicados ao trabalho. Venham e sejam curados nesses dias e não no sábado.” Mas o Senhor disse para o líder: “Hipócritas! Qualquer um de vocês não desamarra, no sábado, seu boi ou jumento do estábulo e o leva para beber água? Por que essa mulher, uma descendente de Abraão, que Satanás manteve amarrada por dezoito anos, não deveria ser desamarrada e libertada neste dia de sábado?” O que Jesus disse envergonhou todos os seus opositores. Mas, todos na multidão estavam muito felizes com todas as coisas maravilhosas que ele estava fazendo.26 Depois, Jesus perguntou: “Então, com o que se parece o Reino de Deus? Com o que eu poderia compará-lo? É como uma semente de mostarda que um homem plantou em seu jardim. Ela cresceu e virou uma árvore. Os pássaros, então, vieram e fizeram ninhos em seus galhos.” Ele perguntou novamente: “Com o que eu posso comparar o Reino de Deus? É como o fermento que uma mulher pegou e misturou em três medidas de farinha e que fez com que toda a massa crescesse.”27
§ 95. Nosso Senhor vai ensinando enquanto retorna para Jerusalém.
◈ Data: Adar. – 33 d.C.
◈ Local: Pereia, do outro lado do Rio Jordão.
Lucas 13:22-33
Jesus percorreu as cidades e vilas em volta, ensinando pelo caminho enquanto retornava para Jerusalém.28 Alguém lhe perguntou: “Senhor, apenas poucos serão salvos?” Jesus respondeu: “Tentem de todas as maneiras entrar pela porta estreita, pois, eu lhes digo que muitos tentarão entrar e não conseguirão.29 Uma vez que o dono da casa se levante e feche a porta, vocês ficarão do lado de fora, batendo na porta e dizendo: ‘Senhor, por favor, abra a porta para nós!’ Mas, ele responderá: ‘Eu não conheço vocês e não sei de onde vocês são.’ Então, vocês dirão: ‘Mas, nós comemos e bebemos com você. E você ensinou nas ruas da nossa cidade.’ Ele responderá: ‘Eu lhes digo que não conheço vocês e não sei de onde vocês são. Saiam de perto de mim, todos vocês que não fazem o bem.’30 Haverá choro e ranger de dentes quando vocês virem Abraão, Isaque, Jacó e todos os profetas no Reino de Deus, e vocês, do lado de fora.27 Haverá choro e ranger de dentes ao ouvir, “afaste-se de mim”, etc. e será aumentado, quando virdes Abraão, Isaque e Jacó: de quem eram descendentes e com quem se relacionaram segundo a carne; e de descendência, de quem eles se gabavam e até confiavam nisso, pensando-se os favoritos do céu e esperando ser admitidos no reino de Deus por causa disso. As pessoas virão do leste e do oeste, do norte e do sul, e se sentarão para comer no Reino de Deus. Pois, os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos.”31 Nesse momento, alguns fariseus vieram até Jesus e lhe disseram: “Você deveria ir embora daqui, porque Herodes Antipas quer matá-lo.”32 Jesus respondeu: “Vão e digam para aquela raposa que eu continuarei a expulsar demônios e a curar pessoas hoje e amanhã. E no terceiro dia eu terminarei o que vim fazer. Bem, de qualquer forma, eu devo seguir o meu caminho hoje e amanhã e depois de amanhã também.33 Pois, não seria certo para um profeta morrer fora de Jerusalém.”34
§ 96. Nosso Senhor janta com um chefe fariseu no sábado. Cura de um homem. Parábolas.
(31° Milagre do Nosso Senhor)
(13°-14° Parábolas do Nosso Senhor)
◈ Data: Nisã. – 33 d.C.
◈ Local: Pereia, do outro lado do Rio Jordão.
Lucas 14:1-24
Em um sábado, Jesus foi comer na casa de um dos líderes dos fariseus, onde todos o observavam muito atentamente.35 Havia um homem lá com os braços e as pernas inchados. Então, Jesus perguntou aos escribas e aos fariseus: “A lei permite curar no sábado ou não?” Mas, eles ficaram quietos. Jesus tocou no homem, curou-o e o mandou embora. Depois, Jesus lhes disse: “Se o seu filho ou o seu boi caísse em um poço no sábado, vocês não o tirariam de lá imediatamente?” Eles não foram capazes de responder a Jesus. Então, ao notar como os convidados tinham escolhido sentar nos lugares de honra, ele contou uma parábola para eles. E, assim, ele começou: “Quando você for convidado para uma festa de casamento, não escolha o lugar de honra, pois pode ser que alguém mais importante do que você tenha sido convidado. A pessoa que convidou os dois para a festa virá e lhe dirá: ‘Dê o seu lugar para este homem se sentar.’ Então, muito constrangido, você terá que sair desse lugar para se sentar em qualquer outro que tenha sobrado. Em vez disso, quando você for convidado, sente-se no lugar menos importante, para que aquele que o convidou venha até você e diga: ‘Meu amigo, por favor, sente-se em um lugar melhor.’ Assim, você se sentirá honrado diante de todos os convidados. Pois, aqueles que se engrandecem serão humilhados, mas aqueles que se humilham serão engrandecidos.” Em seguida, ele disse ao homem que o havia convidado: “Quando você oferecer um almoço ou um jantar, não convide os seus amigos, irmãos, parentes ou os seus vizinhos ricos, pois eles podem convidá-lo novamente e, assim, você seria recompensado. Em vez disso, quando você der um banquete, convide os pobres, os deficientes, os mancos e os cegos, e você será abençoado, pois eles não têm nada para lhe dar em recompensa, e você será recompensado na ressurreição dos justos.”36 Quando um deles, que comia na mesa com Jesus, ouviu isso, disse a ele: “Como será maravilhoso para aqueles que irão sentar-se à mesa no Reino de Deus!”37 Jesus respondeu: “Certa vez um homem preparou um grande banquete e convidou muita gente. Quando chegou a hora de comer, enviou o seu empregado para dizer a todos os convidados: ‘Venham, pois o banquete está pronto!’ Mas, todos eles começaram a dar desculpas. O primeiro disse: ‘Comprei umas terras há pouco tempo e preciso ir vê-las. Por favor, desculpe-me!’ Outro disse: ‘Acabei de comprar dez bois e preciso ver como eles trabalham. Por favor, desculpe-me!’ Ainda outro deu a seguinte desculpa: ‘Casei-me há pouco, então, não poderei ir.’ O empregado voltou e contou ao seu patrão o que eles lhe tinham dito. O dono da casa ficou furioso e disse ao empregado: ‘Rápido! Saia pelas ruas e pelos becos da cidade e traga os pobres, os deficientes, os cegos e os mancos.’ Então, o empregado disse: ‘Senhor, fiz o que você me disse para fazer, mas ainda há lugares que estão vazios.’ Então, o patrão disse ao empregado: ‘Vá pelas estradas e pelos caminhos rurais e convide a todos. Eu quero que a minha casa fique completamente cheia. Pois eu lhe digo que ninguém que eu tenha convidado antes provará o meu banquete.’”38
§ 97. O que é exigido dos verdadeiros discípulos.
(15° Parábola do Nosso Senhor)
◈ Data: Nisã. – 33 d.C.
◈ Local: Pereia, do outro lado do Rio Jordão.
Lucas 14:25-35
Grande multidões acompanhavam Jesus. Ele se virou para eles e disse: “Se vocês querem me seguir, e não me amar mais do que ama o seu pai e a sua mãe, a sua esposa e os seus filhos, os seus irmãos e as suas irmãs, e até mesmo a sua própria vida, vocês não podem ser meus discípulos. Se não carregarem a sua cruz e me seguirem, não poderão ser meus discípulos. Se planejarem construir uma torre, vocês primeiro não precisam saber quanto isso custará, e ver se terão dinheiro o bastante para pagar pela construção? Caso contrário, se após colocarem o alicerce, vocês não forem capazes de terminá-la, todos que virem isso irão rir de vocês, dizendo: ‘Olhem! Ele começou a construir, mas não teve dinheiro suficiente para terminar.’ Que rei entra em guerra com outro rei sem primeiro sentar e consultar os seus conselheiros, para descobrir se ele e os seus dez mil homens podem vencer o seu oponente que marcha contra ele com os seus vinte mil homens? Se ele não puder vencer, enviará representantes para pedir um acordo de paz, enquanto o outro rei ainda estiver longe o bastante. Da mesma maneira, nenhum de vocês pode ser meu discípulo sem antes abrir mão de tudo o que tem. O sal é bom, mas se ele perder o sabor, o que vocês poderão fazer para que ele volte a salgar os alimentos? Ele não é bom nem para a terra e nem para ser usado como fertilizante. Ele é simplesmente jogado fora. Aquele que tem ouvidos, que ouça!”39
§ 98. Parábola da Ovelha Perdida. Parábola do Filho Pródigo.
(16°-17° Parábolas do Nosso Senhor)
◈ Data: Nisã. – 33 d.C.
◈ Local: Pereia, do outro lado do Rio Jordão.
Lucas 15:1-32
Era comum os cobradores de impostos e outras pessoas de má fama virem para escutar o que Jesus tinha a dizer. Por causa disso, os fariseus e os escribas reclamaram: “Este homem recebe bem pessoas de má fama e até mesmo come com elas.” Então, Jesus usou uma parábola para servir como exemplo a eles: “Imaginem que um homem tenha cem ovelhas e perde uma delas. Ele não deixa as noventa e nove no campo e procura a que se perdeu até encontrá-la? Quando ele a encontra, a coloca alegremente em seus ombros, para levá-la de volta. Quando ele chega em casa, reúne os seus amigos e os seus vizinhos e diz: ‘Venham comemorar comigo! Eu achei a minha ovelha perdida.’ Eu lhes digo que há mais alegria no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove pessoas boas que não precisam se arrepender.40 Ou, pensem em uma mulher com dez moedas de prata que perdesse uma delas. Ela não acenderia um lampião e varreria a casa com muito cuidado até encontrar a moeda? Quando a encontrasse, ela reuniria seus amigos e seus vizinhos e diria: ‘Venham comemorar comigo! Eu achei a moeda de prata que tinha perdido.’ Eu lhes digo que há alegria na presença dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende.”41 Jesus continuou: “Certo homem tinha dois filhos. O mais jovem disse ao seu pai: ‘Pai, eu quero a minha parte da herança agora.’ Então, o homem dividiu os seus bens entre os filhos. Alguns dias depois, o filho mais novo juntou tudo o que ele tinha e foi para um país distante. Lá, ele perdeu todo o seu dinheiro, vivendo de uma forma irresponsável. Depois que ele gastou tudo, o país em que ele estava foi atingido por uma severa falta de alimentos e ele estava faminto. Então, ele arranjou um trabalho com um dos donos de terra de lá, que o mandou para os seus campos para alimentar os porcos. Ele estava com tanta fome que comeria até mesmo a comida dos porcos†, mas ninguém lhe deu nada para comer. Quando ele caiu em si, pensou: ‘Todos os trabalhadores do meu pai têm o bastante para comer. Então, por que eu estou morrendo de fome aqui? Eu irei voltar para a casa do meu pai, e lhe direi: Pai, eu pequei contra o céu e contra você. Eu não mereço mais ser chamado de filho por você. Por favor, trate-me como um dos seus empregados contratados.’ Assim, ele voltou para a casa do seu pai. Embora ele ainda estivesse longe, seu pai o viu chegando e seu coração se encheu de compaixão por seu filho. Ele correu para encontrar seu filho, abraçou-o e o beijou. O filho lhe disse: ‘Pai, eu pequei contra o céu e contra você. Eu não mereço mais ser chamado de filho por você.’ Mas, o pai disse aos seus empregados: ‘Rápido! Tragam a melhor roupa e vistam nele. Ponham um anel em seu dedo e sandálias em seus pés. Tragam o bezerro que estivemos engordando e matem-no. Vamos fazer uma festa para comemorar. Pois, este meu filho estava morto, mas retornou vivo. Ele estava perdido, mas, agora, foi encontrado.’ Então, eles começaram a comemorar. Enquanto isso, o filho mais velho estivera trabalhando no campo. No caminho de volta para casa, ele ouviu música e viu pessoas dançando. Então, ele chamou um dos empregados e perguntou o que estava acontecendo. O empregado respondeu: ‘O seu irmão está de volta, e o seu pai mandou matar o bezerro gordo, pois ele voltou para casa seguro e com saúde.’ O irmão mais velho ficou furioso. Ele se recusou a entrar em casa. Então, seu pai saiu para insistir com ele para que entrasse. Ele disse a seu pai: ‘Veja! Todos esses anos eu trabalhei para você. Eu nunca desobedeci a uma ordem sua, mas o senhor nunca me deu nem mesmo um cabrito, para que eu festejasse com os meus amigos. Agora, esse seu filho volta, depois de ter gastado todo o seu dinheiro com prostitutas, e você mata o bezerro gordo para ele!’ O pai respondeu; ‘Meu filho, você está sempre ao meu lado. Tudo o que eu tenho é seu. Mas, nós devemos ficar felizes e comemorar. Pois este é o seu irmão que estava morto, mas que voltou vivo. Ele estava perdido, mas foi encontrado!’”42
§ 99. Parábola do Mordomo Infiel.
(18° Parábola do Nosso Senhor)
◈ Data: Nisã. – 33 d.C.
◈ Local: Pereia, do outro lado do Rio Jordão.
Lucas 16:1-13
Jesus contou aos seus discípulos esta parábola: “Certa vez, havia um administrador de um homem rico que estava sendo acusado de desperdiçar os bens do seu patrão. Então, o homem rico chamou o seu administrador e lhe perguntou: ‘É verdade o que eu estou ouvindo sobre você? Preste contas da sua administração, pois você não continuará a trabalhar como meu administrador.’ O administrador pensou: ‘O meu patrão irá me despedir. E agora? O que eu farei? Eu não sou forte o bastante para cavar a terra e tenho muita vergonha de pedir esmolas. Ah! Já sei o que irei fazer para que, quando eu for demitido do meu trabalho, as pessoas me recebam bem em suas casas.’ Então, ele convidou todos os que estavam em dívida com seu patrão para virem conversar com ele. Ele perguntou ao primeiro: ‘Quanto você deve para o meu patrão?’ O homem respondeu: ‘Cem barris de azeite.’ O administrador lhe disse: ‘Rápido! Sente-se. Pegue a sua conta e a mude para cinquenta.’ Então, ele disse a outro devedor: ‘Quanto você deve?’ O homem respondeu: ‘Cem medidas de trigo.’ O administrador lhe disse: ‘Pegue a sua conta e mude para oitenta.’ O homem rico elogiou seu administrador desonesto por sua esperteza.43 Porque os filhos desta era são mais espertos em sua geração do que os filhos da luz.44 Eu lhes digo: usem as riquezas injustas para fazer amigos. Assim, quando ela acabar, vocês serão bem recebidos nas habitações eternas.45 Se você pode ser confiável quando se trata de pouco, também será confiável quando houver muito. Se você for desonesto com pouco, também será desonesto com muito. Então, se vocês não forem dignos de confiança quando se tratar das riquezas injustas, quem confiará em vocês para cuidar das riquezas verdadeiras? E se vocês não forem confiáveis com o que pertence aos outros, quem lhes dará o que é de vocês? Nenhum empregado pode obedecer a dois patrões. Ou ele irá odiar um e amar o outro, ou ele irá se dedicar mais a um e irá desprezar o outro. Vocês não podem servir a Deus e também ao dinheiro.”
§ 100. Os fariseus reprovados. Parábola do Rico e Lázaro.
(19° Parábola do Nosso Senhor)
◈ Data: Nisã. – 33 d.C.
◈ Local: Pereia, do outro lado do Rio Jordão.
Lucas 16:14:31
Os fariseus, que amavam o dinheiro, ouviram o que Jesus disse e riram dele. Mas, Jesus lhes disse: “Vocês parecem ser bons para as pessoas, mas Deus sabe o que vocês estão pensando. Pois aquilo que as pessoas mais dão valor não vale nada para Deus. A Lei e os Profetas duraram até João; desde esse tempo o evangelho do Reino de Deus vem sendo anunciado, e todos se esforçam para entrar nele.46 No entanto, é mais fácil que o céu e a terra passem do que ser tirado o mais simples acento da Lei.47 Qualquer homem que se divorciar de sua esposa e se casar com outra mulher comete adultério. E um homem que se casar com uma mulher divorciada também comete adultério. Ora, havia um homem muito rico. Ele vestia roupas púrpuras e de linho fino e vivia cercado de luxo. Um mendigo, chamado Lázaro, que tinha o corpo coberto de feridas, costumava se sentar no portão da casa desse homem e sempre queria comer os restos da mesa do homem rico. Até mesmo os cachorros vinham e lambiam as suas feridas. Então, o mendigo morreu, e os anjos vieram levá-lo para o seio de Abraão. O homem rico também morreu e foi sepultado. No Hades, onde passava por grande sofrimento, ele olhou para cima e viu Abraão bem longe, com Lázaro ao lado dele.48 Ele gritou: ‘Pai Abraão, tenha pena de mim! Mande Lázaro molhar a ponta do seu dedo na água e refrescar a minha língua. Eu estou queimando em agonia.’ Mas, Abraão respondeu: ‘Meu filho, lembre-se de que você aproveitou as boas coisas da vida, enquanto Lázaro teve uma vida muito pobre. Ele agora está aqui sendo consolado, enquanto você está sofrendo. Além disso, há um grande abismo entre nós e vocês. Ninguém que queira atravessar daqui até vocês irá conseguir e, também, ninguém daí poderia chegar até onde estamos.’ O homem rico disse: ‘Então, Pai, eu lhe imploro, por favor, envie Lázaro até a casa do meu pai. Pois eu tenho mais cinco irmãos e ele pode avisá-los para que eles não acabem aqui neste lugar de sofrimento.’ Mas, Abraão respondeu: ‘Eles têm Moisés e os profetas. Eles devem escutá-los.’ O homem disse: ‘Não, pai Abraão. Eles poderão se arrepender, caso alguém ressuscitado for falar com eles.’ Abraão lhe disse: ‘Se eles não escutarem Moisés nem os profetas, eles não se convencerão mesmo que alguém ressuscite.’”49
§ 101. Jesus apela para a tolerância, fé, humildade.
(20° Parábola do Nosso Senhor)
◈ Data: Nisã. – 33 d.C.
◈ Local: Pereia, do outro lado do Rio Jordão.
Lucas 17:1-10
Jesus disse aos seus discípulos: “As tentações são inevitáveis, mas será terrível para aqueles que servem de tropeço para os outros! Pois seria melhor para essas pessoas que elas tivessem uma grande pedra de moinho amarrada no pescoço e que fossem jogadas no mar do que fazer com que um desses pequeninos peque. Então, cuidado com o que vocês fazem. Se o seu irmão pecar, aconselhe-o. E se ele se arrepender, perdoe-o. Mesmo se ele pecar contra você sete vezes por dia e se nas sete vezes vier e lhe disser: ‘Desculpe-me!’ Perdoe-o.” Os apóstolos disseram ao Senhor: “Mestre, precisamos de ajuda para ter mais fé!” O Senhor respondeu: “Mesmo se a sua fé fosse tão pequena quanto uma semente de mostarda, vocês poderiam dizer a esta amoreira: ‘Arranque as suas raízes e vá se plantar no mar.’ E ela iria lhes obedecer. Digamos que vocês tenham um empregado que cuide da terra ou que seja o pastor do seu rebanho. Quando ele chega do trabalho, vocês dizem a ele: ‘Entre e se sente para comer’? Não. Vocês lhe diriam: ‘Faça a minha comida. Vista-se e sirva-me até que eu termine de comer. Depois, você pode comer.’ E vocês agradecem ao empregado por fazer o que vocês mandaram? Não. Da mesma forma, uma vez que vocês tenham feito tudo o que foi dito para fazerem, deveriam apenas dizer: ‘Nós somos empregados inúteis. Fizemos apenas a nossa obrigação.’”50
§ 102. A vinda do reino será invisível.
(14° Discurso do Nosso Senhor)
◈ Data: Nisã. – 33 d.C.
◈ Local: Pereia, do outro lado do Rio Jordão.
Lucas 17:20, 21, 25
E os fariseus perguntaram a Jesus sobre quando o Reino de Deus iria chegar, e ele respondeu: “O Reino de Deus não virá de modo visível. As pessoas não irão dizer: ‘Veja! Aqui está.’ Ou: ‘Olhe! Está lá’, pois o Reino de Deus será como é o interior de vocês.”51 Mas é necessário que primeiro ele (o filho do Homem) padeça muitas coisas e seja rejeitado por esta geração.”52
§ 103. Parábolas: A Viúva Inoportuna. O fariseu e o cobrador de impostos.
(21°-22° Parábolas do Nosso Senhor)
◈ Data: Nisã. – 33 d.C.
◈ Local: Pereia, do outro lado do Rio Jordão.
Lucas 18:1-14
Jesus lhes contou esta parábola para incentivá-los a orar sempre e não desanimar: “Certa vez, havia um juiz em uma determinada cidade que não respeitava a Deus e nem se preocupava com as pessoas. Na mesma cidade vivia uma viúva que, repetidamente, ia até o juiz, dizendo: ‘Julgue o meu caso contra o meu adversário!’ Por certo tempo, ele não quis fazer nada em relação a isso. Mas, finalmente, ele pensou: ‘Mesmo que eu não respeite a Deus ou ligue para as pessoas, essa viúva me irrita tanto que eu julgarei a sua causa. Assim, ela não vai mais me esgotar a paciência, vindo tantas vezes me ver.’” E disse o Senhor: “Escutem o que até mesmo um juiz injusto decidiu. Vocês não acham que Deus garantirá a justiça para o povo que ele mesmo escolheu? Aqueles que gritam por ele dia e noite? Vocês acham que ele fará com que eles esperem? Não. Eu lhes digo que ele fará com que a justiça seja feita muito rapidamente para eles. No entanto, quando o Filho do Homem vier, ele encontrará pessoas na terra que tenham fé nele?”53 Ele também contou esta parábola para alguns que confiavam em si mesmos, por se considerarem justos, e desprezavam os outros: “Dois homens foram ao Templo orar. Um era fariseu e o outro era um cobrador de impostos. O fariseu ficou em pé e orou assim consigo mesmo: ‘Senhor, eu agradeço por não ser como as outras pessoas, como os trapaceiros, criminosos, adúlteros ou até mesmo como este cobrador de impostos. Eu jejuo duas vezes por semana e pago a décima parte dos meus ganhos.’ Mas, o cobrador de impostos ficou a certa distância. Ele nem mesmo erguia os olhos para o céu. Em vez disso, batia com a mão no peito e orava: ‘Deus, por favor, tenha pena de mim! Eu sou um pecador.’ Eu lhes digo que foi o cobrador de impostos que voltou para casa como justo na visão de Deus e não o fariseu. Pois aqueles que se engrandecem serão humilhados, enquanto aqueles que se humilham serão considerados grandes.”54
§ 104. Preceitos relativos ao divórcio.
◈ Data: Nisã. – 33 d.C.
◈ Local: Pereia, do outro lado do Rio Jordão.
Mateus 19:3-12
Alguns fariseus também estavam lá e perguntaram-lhe, com o objetivo de testá-lo: “De acordo com a nossa lei, é permitido que um homem, por qualquer motivo, se divorcie da sua esposa?” Ele lhes respondeu: “O que Moisés lhes disse para fazer?” Eles responderam: “Moisés permitiu que um homem desse para a sua esposa um certificado de divórcio e a mandasse embora.” Jesus respondeu: “Moisés fez essa regra apenas por causa da dureza do coração de vocês. Vocês não leram que Deus, que criou as pessoas no início de tudo, fez um homem e uma mulher? Ele disse: ‘Esta é a razão pela qual um homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá a sua esposa. E os dois deverão se tornar uma só pessoa.’ Assim, eles não são mais duas pessoas e, sim, uma. O que Deus uniu ninguém deveria separar.” Os fariseus perguntaram: “Então, por que Moisés permitiu que um homem pudesse se divorciar de sua esposa, desde que desse a ela uma certidão de divórcio e a mandasse embora?” E Jesus respondeu: “Foi por causa da atitude insensível de vocês que Moisés permitiu que se divorciassem de suas esposas. Mas, no princípio, as coisas não eram assim.” Quando voltaram para casa, os discípulos perguntaram a Jesus sobre esse assunto. Ele lhes disse: “Eu lhes digo que qualquer um que se divorciar de sua esposa, a não ser por imoralidade sexual e, depois, se casar com outra mulher, estará cometendo adultério; e o que se casar com a divorciada também adultera. E se a esposa se divorcia do seu marido e casa novamente, ela também comete adultério.” Os discípulos disseram a Jesus: “Se essa é a situação entre marido e mulher, então, é melhor não casar!” Jesus lhes disse: “Nem todos podem aceitar este ensinamento, apenas aqueles para quem ele é dado. Alguns nascem castrados. Outros são castrados pelos homens. E há ainda outros que decidem não se casar por causa do Reino do Céu. Quem puder aceitar isso, deve fazê-lo.”55
Marcos 10:2-12
Alguns fariseus também estavam lá. Eles procuraram testar Jesus, perguntando-lhe: “De acordo com a nossa lei, um homem pode mandar embora a sua esposa?” Ele lhes respondeu: “O que Moisés lhes disse para fazer?” Eles responderam: “Moisés permitiu que um homem desse para a sua esposa um certificado de divórcio e a mandasse embora.” Então, Jesus lhes disse: “Moisés fez essa regra apenas por causa da dureza do coração de vocês. No entanto, no começo, desde a criação, Deus fez o homem e a mulher. É por isso que um homem deixa a casa do seu pai e da sua mãe e se une em casamento a sua esposa, e os dois se tornam um corpo apenas. Eles já não são dois, mas um. Que não se separe o que Deus uniu.” Quando voltaram para casa, os discípulos perguntaram a Jesus sobre esse assunto. Ele lhes disse: “Qualquer homem que se divorcia de sua esposa e casa novamente comete adultério contra ela. E se a esposa se divorcia do seu marido e casa novamente, ela também comete adultério.”
§ 105. Jesus recebe e abençoa as crianças.
◈ Data: Nisã. – 33 d.C.
◈ Local: Pereia, do outro lado do Rio Jordão.
Marcos 10:13-16
Algumas pessoas trouxeram os seus filhos pequenos para que Jesus pudesse abençoá-los, com o seu toque e orasse por elas, mas quando os discípulos viram o que estava acontecendo, repreenderam essas pessoas e tentaram afastar as crianças. Quando Jesus viu o que estavam fazendo, ficou muito indignado, chamou as crianças para que elas se aproximassem dele e Ele lhes disse: “Deixem as crianças virem até mim! Não as proíbam, pois o Reino de Deus pertence aos que são como essas crianças.56 Eu lhes digo que isto é verdade: quem não receber o Reino de Deus como uma criança, nunca entrará nele.”57 Ele abraçou as crianças, colocou as suas mãos sobre elas e as abençoou. Depois, foi embora.
Lucas 18:15-17
Alguns pais estavam trazendo seus filhos pequenos para Jesus abençoá-los com o seu toque. Quando os discípulos viram o que estava acontecendo, eles tentaram impedi-los. Mas, Jesus chamou as crianças para que elas se aproximassem dele. Ele disse: “Deixem as crianças virem até mim. Não as proíbam, pois o Reino de Deus pertence aqueles que são como elas. Eu lhes digo que isto é verdade: quem não receber o Reino de Deus como uma criança, nunca entrará nele.”
Mateus 19:13-15
As pessoas trouxeram crianças para que Jesus as abençoasse e orasse por elas. Mas, os discípulos repreenderam essas pessoas. Porém, Jesus disse: “Deixem as criancinhas virem até mim! Não as proíbam! O Reino do Céu pertence aqueles que são como elas.” Ele colocou as suas mãos sobre as crianças e as abençoou. Depois, foi embora.
§ 106. O jovem rico. A Recompensa dos discípulos na era vindoura, ou seja, na Parousia. Parábola dos Trabalhadores na Vinha.
(23° Parábola do Nosso Senhor)
◈ Data: Nisã. – 33 d.C.
◈ Local: Pereia, do outro lado do Rio Jordão.
Mateus 19:16-30
Continuando sua jornada, um homem veio correndo se aproximou de Jesus, se ajoelhou diante dele, e lhe perguntou: “Bom Mestre, o que eu devo fazer de bom para eu garantir a vida eterna?” Jesus respondeu: “Por que me chamas bom? Ninguém, além de Deus, é bom. Mas, se você quiser conseguir a vida eterna, então, cumpra os mandamentos.” O homem lhe perguntou: “Quais mandamentos?” Jesus respondeu: “Você conhece os mandamentos: Não mate, não cometa adultério, não roube, não dê falso testemunho contra ninguém, respeite seu pai e sua mãe e ame ao próximo como a você mesmo.” O jovem disse: “Mestre, eu cumpro todos esses mandamentos desde que era pequeno. O que mais eu preciso fazer?” Quando ouviu isso, Jesus olhou para ele com amor e lhe disse: “Só falta uma coisa para você fazer; se você quiser ser perfeito, então, venda tudo o que possui, doe o dinheiro aos pobres e, no céu, você receberá muitas riquezas.58 Depois, venha, toma tua cruz e me siga.”59 Quando o jovem ouviu a resposta de Jesus, a expressão do rosto do homem mudou, ele se afastou muito triste, pois era rico. Quando Jesus viu a reação do homem, olhou em volta e disse aos discípulos: “Eu lhes digo que isto é verdade: é difícil os ricos entrarem no Reino do Céu.”60 Os discípulos ficaram chocados com o que ele disse. Mas Jesus continuou: “Meus filhos, é difícil, para os que confiam nas riquezas, entrar no Reino de Deus. E também lhes digo: é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus.”61 Quando os discípulos ouviram isto, eles ficaram muito surpresos e ainda mais confusos e perguntaram uns para os outros: “Então, quem na terra pode ser salvo?” Jesus olhou para eles e disse: “De um ponto de vista humano, é impossível; Mas, não para Deus, porque todas as coisas são possíveis para Deus.”62 Pedro lhe respondeu: “Bem, nós deixamos tudo para segui-lo. O que ganharemos como recompensa?” Jesus lhe respondeu: “Eu lhes afirmo que isto é verdade: quando na regeneração, o Filho do Homem se assentar em seu glorioso trono, vocês, que me seguiram, também se sentarão em doze tronos e julgarão as doze tribos de Israel.63 Todos aqueles que por mim e pelo evangelho tiverem deixado suas casas, seus irmãos, suas irmãs, seu pai, sua mãe, seus filhos e seus campos, receberão, já nesse tempo, cem vezes mais casas, irmãos e irmãs, filhos e terras, assim como perseguições, e também receberão, na era que está vindo, a vida eterna.64 Pois, muitos que agora são os primeiros serão os últimos. E muitos que são os últimos serão os primeiros.”
Marcos 10:17-31
Continuando sua jornada, um homem veio correndo e se ajoelhou diante dele. Ele perguntou: “Bom mestre, o que eu devo fazer para garantir a vida eterna?” Jesus lhe perguntou: “Por que você diz que eu sou bom? Somente Deus é bom. Você conhece os mandamentos: não mate, não cometa adultério, não roube, não dê falso testemunho contra ninguém, não engane, honre o seu pai e a sua mãe.” O homem respondeu: “Mestre, eu obedeço a todos esses mandamentos desde que era pequeno.” Jesus olhou para ele com amor e disse: “Só falta uma coisa para você fazer: vá e venda tudo o que você possui. Dê o dinheiro aos pobres e você terá seu tesouro no céu. Depois, venha, toma tua cruz e me siga.” Nesse momento, a expressão do rosto do homem mudou. Ele se sentiu muito triste, pois era muito rico. Jesus olhou em volta e disse aos seus discípulos: “É muito difícil que os ricos entrem no Reino do Céu!” Os discípulos ficaram chocados com o que ele disse. Mas Jesus continuou: “Meus filhos, é difícil, para os que confiam nas riquezas, entrar no Reino de Deus. É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus.” Os discípulos ficaram ainda mais confusos. Eles perguntaram uns para os outros: “Então, quem na terra pode ser salvo?” Olhando para eles, Jesus respondeu: “De um ponto de vista humano é impossível. Mas, não para Deus, porque para Deus tudo é possível.” Pedro disse: “Nós deixamos tudo para seguir o senhor.” Jesus disse: “Eu lhes digo que isto é verdade: quem deixar para trás sua casa, seus irmãos ou suas irmãs, sua mãe ou seu pai, seus filhos ou suas terras por mim e pelo evangelho, receberá, já neste tempo, cem vezes mais casas, irmãos e irmãs, filhos e terras, assim como perseguições. E na era que está vindo, receberá a vida eterna. Porém, muitos que agora são os primeiros serão os últimos. E muitos que são os últimos serão os primeiros.”
Lucas 18:18-30
Um dos líderes se aproximou de Jesus e lhe perguntou: “Bom Mestre, o que eu preciso fazer para ganhar a vida eterna?” Jesus respondeu: “Por que você diz que eu sou bom? Ninguém, além de Deus, é bom. Você sabe os mandamentos: não cometa adultério, não mate, não roube, não dê falso testemunho, respeite o seu pai e a sua mãe.” O homem respondeu: “Eu cumpro todos esses mandamentos desde que eu era criança.” Quando Jesus ouviu isso, disse ao homem: “Você se esqueceu de uma coisa: Vá e venda tudo o que você tem. Dê o dinheiro aos pobres, e você terá tesouros no céu. Depois, venha e siga-me.” Mas, quando o homem ouviu isso ficou muito triste, pois era muito rico. Quando Jesus viu a reação do homem, ele disse: “Como é difícil para um rico entrar no Reino de Deus! É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus.” As pessoas que ouviam isso pensaram: “Então, quem pode ser salvo?” Jesus respondeu: “O que é impossível para os seres humanos é possível para Deus.” Pedro disse: “Nós deixamos tudo para segui-lo.” Jesus disse: “Eu lhes digo que isto é verdade: quem deixa a sua casa, a sua esposa, os seus irmãos, seus pais ou filhos, por causa do Reino de Deus, receberá muito mais neste tempo, e na era que está vindo, receberá a vida eterna.”
Mateus 20:1-16
“Pois o Reino do Céu é como o dono de terras que de manhã cedo saiu para contratar trabalhadores para a sua plantação de uvas. Ele concordou em pagar aos trabalhadores um denário por dia, e os enviou para trabalhar em sua plantação. Por volta de nove da manhã, ele saiu novamente e viu outras pessoas sem trabalho, paradas na praça do mercado. Ele lhes disse: ‘Vão e trabalhem na minha plantação de uvas também. Eu lhes pagarei o que for justo.’ Então, eles foram trabalhar. Por volta do meio-dia e das três horas da tarde, ele saiu e fez a mesma coisa. Às cinco horas da tarde, ele voltou à praça e encontrou outras pessoas que lá estavam. Ele lhes perguntou: ‘Por que vocês estão parados quase o dia todo sem fazer nada?’ Eles responderam: ‘Porque ninguém nos contratou.’ O dono das terras disse: ‘Vão e trabalhem na minha plantação também e receberão o que for justo’ Quando chegou no final da tarde, o proprietário da plantação disse ao seu gerente: ‘Chame os trabalhadores e pague-lhes os seus salários. Comece com os trabalhadores contratados por último até chegar aos primeiros.’ Aqueles que foram contratados às cinco horas da tarde vieram e receberam um denário. Então, quando aqueles que foram contratados primeiro chegaram para receber, pensaram que ganhariam mais, mas seu salário também foi de um denário. Ao receberem o seu pagamento, eles reclamaram com o proprietário: ‘As pessoas que foram contratadas por último trabalharam apenas por uma hora e receberam o mesmo que nós, que trabalhamos todo o dia debaixo de sol quente.’ O dono das terras respondeu a um deles: ‘Amigo, eu não fui injusto com vocês. Vocês não concordaram em trabalhar por um denário? Peguem o seu pagamento e vão embora. Eu quero pagar para aqueles que foram contratados por último o mesmo que eu paguei para vocês. Eu não posso fazer com o meu próprio dinheiro o que eu quiser? Por que vocês me lançam olhares maldosos, por eu querer fazer o bem?’ Dessa maneira, os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos. porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos.”65
§ 107. Jesus prediz pela terceira vez sua morte e ressurreição.
(Veja § 74, § 77.)
◈ Data: Nisã. – 33 d.C.
◈ Local: Pereia, do outro lado do Rio Jordão.
Marcos 10:32-34
Eles continuaram o seu caminho para Jerusalém, com Jesus andando na frente deles. Os discípulos estavam apreensivos e os outros que seguiam com eles estavam com medo. Então, Jesus chamou os seus discípulos para um lado e começou a lhes explicar em particular, enquanto caminhavam, o que aconteceria com ele. Ele lhes disse: “Escutem! Nós iremos para Jerusalém, e o Filho do Homem será entregue aos chefes dos sacerdotes e aos escribas, e tudo o que foi escrito pelos profetas sobre o Filho do Homem se cumprirá.66 Eles o condenarão à morte e o entregarão aos gentios. Eles irão zombar dele, cuspir nele, chicoteá-lo e, finalmente, o matarão. Mas, após três dias, ele ressuscitará dos mortos.” Porém, eles não entenderam nada do que Jesus lhes dissera. O significado do que Jesus disse foi escondido dos discípulos, e eles não compreenderam o que ele estava falando.67
Lucas 18:31-34
Jesus chamou os doze discípulos em particular e lhes disse: “Nós iremos para Jerusalém, e tudo o que foi escrito pelos profetas sobre o Filho do Homem se cumprirá. Ele será entregue aos gentios, e eles zombarão dele, o insultarão e cuspirão nele. Eles baterão nele e o matarão. Mas, no terceiro dia, ele ressuscitará.” Porém, eles não entenderam nada do que Jesus lhes dissera. O significado do que Jesus disse foi escondido dos discípulos, e eles não compreenderam o que ele estava falando.
Mateus 20:17-19
No caminho para Jerusalém, Jesus chamou os doze discípulos para um lado e lhes disse, em particular, enquanto caminhavam: “Escutem! Estamos indo para Jerusalém, e o Filho do Homem será entregue nas mãos dos chefes dos sacerdotes e dos escribas. Eles irão condená-lo à morte e o entregarão aos gentios para ser humilhado, chicoteado e crucificado. Mas, no terceiro dia, ele se levantará dos mortos.”
§ 108. São Tiago e São João proferem seu pedido ambicioso.
◈ Data: Nisã. – 33 d.C.
◈ Local: Pereia, do outro lado do Rio Jordão.
Mateus 20:20-28
Então, a mãe dos filhos de Zebedeu se aproximou de Jesus, junto com os seus dois filhos Tiago e João. Ela se ajoelhou diante de Jesus, para fazer um pedido e disseram: “Mestre, nós queremos que você faça por nós o que vamos lhe pedir.” E ele lhe perguntou: “O que você quer me pedir?” Ela disse: “Por favor, quando vier em glória e sentar em seu trono, escolha os meus filhos para se sentarem ao seu lado em seu Reino. Um, a sua direita e o outro, a sua esquerda.”68 Então, Jesus respondeu: “Vocês não sabem o que estão pedindo. Vocês são capazes de beber do cálice que eu beberei? Vocês podem ser batizados com o batismo de dor que eu sofrerei?” Eles lhe responderam: “Sim, nós podemos fazer isso.” Jesus, então, falou: “Vocês certamente beberão do meu cálice, e serão batizados como eu serei batizado, mas eu não posso escolher quem se sentará a minha direita ou a minha esquerda. Meu Pai já decidiu quem ocupará esses lugares. Esses lugares estão reservados para aqueles para quem eles foram preparados.” Quando os outros dez discípulos ouviram o que eles pediram, ficaram chateados com os dois irmãos. Jesus os reuniu e lhes disse: “Vocês sabem que os governadores dos povos gentios os comandam e os poderosos os oprimem. Entre vocês não deve ser assim. Quem entre vocês quiser ser o mais importante deverá servir aos outros. Quem quiser ser o primeiro deverá ser como um escravo para os outros. Da mesma forma, o Filho do Homem não veio para ser servido, mas, sim, para servir e dar a sua vida para salvar muitas pessoas.”
Marcos 10:35-45
Depois, Tiago e João, os filhos de Zebedeu, se aproximaram de Jesus e disseram: “Mestre, nós queremos que você faça por nós o que vamos lhe pedir.” Jesus perguntou: “Então, o que vocês querem me pedir?” Eles lhe disseram: “Quando vier em glória e sentar em seu trono, garanta que iremos sentar ao seu lado, um a sua direita e o outro a sua esquerda.” Jesus replicou: “Vocês não sabem o que estão me pedindo. Vocês conseguem beber do cálice que eu bebo? Vocês podem ser batizados com o batismo de dor que eu sofrerei?” Eles disseram: “Sim, nós conseguimos.” Jesus lhes falou: “Vocês beberão do cálice que eu bebo e serão batizados como eu serei batizado. Mas, não sou eu quem escolhe quem se sentará a minha direita ou a minha esquerda. Esses lugares estão reservados para aqueles para quem eles foram preparados.” Quando os outros dez discípulos ouviram isso, ficaram irritados com Tiago e João. Jesus os reuniu e lhes disse: “Vocês sabem que aqueles que governam as gentios oprimem seu povo. Os governantes agem como tiranos. Mas entre vocês não pode ser assim. Quem quiser ser importante deve ser o servo dos outros, e quem quiser ser o primeiro entre vocês deve ser o escravo de todos os outros. Pois mesmo o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida para resgatar muita gente.”
§ 109. A cura de dois cegos perto de Jericó.
(32° Milagre do Nosso Senhor)
◈ Data: Nisã. – 33 d.C.
◈ Local: Da Pereia, do outro lado do Rio Jordão, para a Antiga Jericó.
Marcos 10:46-52
Jesus e os seus discípulos passaram por Jericó, (a antiga). E quando eles estavam saindo da (antiga) cidade de Jericó e se aproximaram da (nova) cidade de Jericó,69 acompanhados por uma grande multidão, Bartimeu, filho de Timeu, um mendigo cego, estava sentado na beira da estrada, pedindo esmola. Ele ouviu a multidão passando e perguntou o que estava acontecendo. As pessoas lhe disseram: “Jesus de Nazaré está passando.” Quando ele ouviu dizer que era Jesus de Nazaré quem estava passando, começou a gritar: “Jesus, Filho de Davi, por favor, tenha pena de mim!” Muitas pessoas que seguiam na frente da multidão disseram para ele parar de gritar e ficar quieto, mas isso só fez com que ele gritasse ainda mais alto: “Jesus, Filho de Davi, por favor, tenha pena de mim!” Jesus parou e disse: “Digam para que ele venha aqui.” Então, eles o chamaram, dizendo: “Boas notícias! Levante-se! Ele está chamando você.” Bartimeu saltou, jogou a sua capa para um lado e correu até Jesus. Quando o cego se aproximou, Jesus lhe perguntou: “O que você quer me pedir?” Ele disse a Jesus: “Mestre, por favor, eu quero poder ver novamente!” Jesus teve pena, tocou em seus olhos e disse: “Então, veja! Você pode ir. A fé que você tem em mim o curou.” Imediatamente, Bartimeu conseguiu enxergar de novo e seguiu Jesus louvando a Deus, pelo caminho. Todos os que estavam lá e que viram o que acontecera também louvaram a Deus.70
Lucas 18:35-43
Jesus se aproximou da cidade de Jericó. Havia um homem cego sentado na beira da estrada, pedindo esmola. Ele ouviu a multidão passando e perguntou o que estava acontecendo. As pessoas lhe disseram: “Jesus de Nazaré está passando. ”O cego gritou: “Jesus, Filho de Davi, por favor, tenha pena de mim!” Aqueles que seguiam na frente da multidão disseram para ele parar de gritar e ficar quieto, mas isso só fazia com que ele gritasse ainda mais alto: “Filho de Davi, por favor, tenha pena de mim!” Jesus parou e pediu para que trouxessem o homem cego até ele. Quando o cego se aproximou, Jesus lhe perguntou: “O que é que você quer que eu faça?” Ele implorou: “Senhor, por favor, eu quero ver novamente!” Jesus lhe disse: “Então, veja! A fé que você tem em mim o curou.” Imediatamente, o homem voltou a enxergar. Ele seguiu Jesus, louvando a Deus. Todos os que estavam lá e que viram o que acontecera também louvaram a Deus.
Mateus 20:29-34
Quando eles estavam saindo de Jericó, uma grande multidão seguia Jesus. Dois homens cegos estavam sentados na beira da estrada. Quando ouviram que Jesus estava passando, eles pediram ajuda: “Tenha pena de nós, Senhor, Filho de Davi!” A multidão mandou que eles ficassem quietos, mas os dois gritaram ainda mais alto: “Tenha pena de nós, Senhor, Filho de Davi!” Jesus parou e lhes chamou, perguntando: “O que querem que eu faça por vocês?” Eles responderam: “Senhor, por favor, queremos poder enxergar.” Jesus teve pena deles e tocou seus olhos. Imediatamente, eles conseguiram ver e o seguiram.
§ 110. A visita a Zaqueu. Parábola das dez libras.
(24° Parábola do Nosso Senhor)
◈ Data: Sétimo Dia da Semana, ou o Sábado, 9 de Nisã. – 33 d.C.
◈ Local: Da Antiga Jericó para a Nova Jericó.
Lucas 19:1-28
Jesus entrou em Jericó, a nova, e estava atravessando a cidade. Lá havia um homem que se chamava Zaqueu, que era chefe dos cobradores de impostos. Ele era muito rico. Zaqueu queria ver Jesus, mas, por ser muito baixo, não conseguia ver sobre a multidão que havia se formado. Então, ele correu na frente e subiu em uma figueira brava, para ver Jesus quando ele passasse. Quando Jesus chegou lá, olhou para cima e disse: “Zaqueu, desça rápido daí! Eu preciso ficar hoje em sua casa.” Zaqueu desceu da árvore rapidamente e foi muito feliz receber Jesus em sua casa. Quando as pessoas viram isso, todas elas reclamaram: “Ele irá ficar na casa de um pecador como este!” Mas, Zaqueu se levantou e disse diante do Senhor: “Olhe, Senhor, eu estou dando metade de tudo o que tenho para os pobres. E se eu tiver enganado alguém, devolverei quatro vezes mais!” Jesus respondeu: “Hoje, a salvação veio para esta casa, pois este homem demonstrou que também é um filho de Abraão. Pois o Filho do Homem veio buscar e salvar aqueles que estão perdidos.” Enquanto as pessoas ainda estavam prestando atenção, Jesus lhes contou uma parábola, pois eles já estavam próximos de Jerusalém e as pessoas pensavam que o Reino de Deus estava para vir imediatamente.71 “Certo homem nobre iria viajar para um país distante, para ser coroado rei daquele lugar e, depois, retornaria para casa. Ele chamou dez dos seus empregados, dividiu igualmente o dinheiro entre eles e lhes disse: ‘Invistam esse dinheiro até eu retornar da minha viagem.’ Mas, as pessoas do seu país o odiavam e enviaram um grupo de representantes depois que ele se foi para dizer: ‘Nós não queremos que esse homem seja o nosso rei.’ Depois que foi coroado rei, ele retornou. Ele mandou chamar os seus empregados. Ele queria saber qual lucro que eles tiveram ao investir o dinheiro que havia deixado com eles. O primeiro empregado veio e disse: ‘Senhor, o seu dinheiro rendeu dez vezes mais.’ ‘Muito bem! Você é um bom empregado,’ disse o rei. ‘Como você provou ser confiável em coisas pequenas, eu o colocarei como responsável por dez cidades.’ O segundo empregado veio e disse: ‘Senhor, o seu dinheiro rendeu cinco vezes mais.’ O rei disse: ‘Eu o colocarei como responsável por cinco cidades.’ Outro empregado chegou e disse: ‘Veja, senhor! Aqui está o seu dinheiro. Eu o mantive seguro, embrulhado em um pano. Eu fiquei com medo de você, porque é um homem severo. Você tira dos outros o que não lhe pertence e colhe o que não plantou.’ O rei respondeu: ‘Eu irei julgá-lo por suas próprias palavras. Você sabe que eu sou severo, que, como você mesmo disse, tiro dos outros o que não me pertence e colho o que não plantei. Então, por que você não depositou o meu dinheiro no banco, para que, quando eu voltasse, pudesse receber o meu dinheiro com juros?’ O rei disse aos que estavam em pé ao lado dele: ‘Tirem o dinheiro dele e deem para o empregado que fez meu dinheiro render dez vezes mais.’ Eles responderam: ‘Mas, senhor, ele já tem dez vezes mais do que recebeu.’ O rei disse: ‘Eu lhes digo que, para aqueles que têm, mais será dado; mas, para aqueles que não têm, mesmo o pouco que eles possuem será tirado deles. E em relação aos meus inimigos, que não querem que eu seja o rei deste país, tragam-nos aqui e os matem na minha frente.’” Depois que terminou de contar a parábola, Jesus prosseguia a sua viagem para Jerusalém.72
§ 111. Jesus chega a Betânia seis dias antes da Páscoa.
◈ Data: Primeiro Dia da Semana, 10 de Nisã. – 33 d.C.
◈ Local: Jerusalém.
JERUSALÉM.

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Na época do Novo Testamento, a antiga cidade de Jerusalém havia sido transformada de uma fortaleza relativamente pequena dos dias de Davi (2 Samuel 5:6-10; 1 Crônicas 11:4-9) em uma grande cidade com um Templo que rivalizava com o Novo Testamento. os maiores templos do mundo romano. Pouco antes do nascimento de Jesus, Herodes, o Grande, renovou e expandiu completamente o Templo do Senhor, e também construiu para si um palácio luxuoso, vários tanques (onde Jesus ocasionalmente realizava curas), edifícios públicos e cidadelas militares, incluindo a Antônia. Fortaleza, que dominava o Templo. Os residentes ricos, incluindo o sumo sacerdote, ocupavam casas extravagantes na Cidade Alta, enquanto os residentes mais pobres eram relegados para áreas menos desejáveis, como a Cidade Baixa. O bairro dos essênios recebeu esse nome porque muitos de seus residentes pertenciam aos essênios, uma seita religiosa estrita que era conhecida por sua cuidadosa atenção à lei de Moisés. Do outro lado do Vale do Cédron ficava o Jardim do Getsêmani, onde Jesus frequentemente se reunia com seus discípulos. (Mateus 26:36-46; Marcos 14:32-53; João 18:1-14) Mais a leste ficava o Monte das Oliveiras, onde Jesus começou sua entrada triunfal uma semana antes de sua crucificação (Mateus 21:1-11; Marcos 11:1-11; Lucas 19:28-40; João 12:12-19), ensinado seus discípulos sobre os últimos dias (Mateus 24-25; Marcos 13), e finalmente ascendeu ao céu após sua ressurreição. (Lucas 24:50-53; Atos 1:1-11)
O rei Herodes, o Grande, iniciou as reformas do Templo por volta de 20–19 a.C. Toda a expansão do templo, incluindo o enorme Monte do Templo, não foi concluída até aproximadamente 62-64 d.C.
Os pátios internos do Templo de Herodes eram acessíveis por 10 portões, pelos quais somente os judeus podiam entrar. No interior havia várias câmaras e um pátio onde eram feitos sacrifícios. Numa extremidade ficava o lugar sagrado – um santuário de dois cômodos usado pelos sacerdotes judeus. O extenso projeto de construção do Segundo Templo e do Monte do Templo de Herodes foi concluído aproximadamente entre 62 e 64 d.C., apenas para ser destruído pelos romanos em 70 d.C.
Fonte: https://biblemapper.com/
João 11:55-57
Já estava próximo o dia da Páscoa judaica, e muitas pessoas saíram dos campos e foram para Jerusalém, para se purificarem para a Páscoa. As pessoas procuravam por Jesus e, enquanto estavam no Templo, falavam a respeito dele. Elas se perguntavam: “O que você acha? Ele virá para a festa?” Os chefes dos sacerdotes e os fariseus tinham dado ordens para que todos que soubessem onde Jesus estava contassem a eles, pois queriam prendê-lo.
◈ Data: Primeiro Dia da Semana, 10 de Nisã. – 33 d.C.
◈ Local: Da Nova Jericó para Betânia.
João 12:1, 9-11
Seis dias antes da Páscoa,73 Jesus foi para Betânia, onde estava Lázaro, a quem ele tinha ressuscitado dentre os mortos. Muitas pessoas descobriram que Jesus estava lá. Elas foram até lá não apenas para ver Jesus, mas porque queriam ver Lázaro também. Afinal, ele era o homem que Jesus ressuscitara dentre os mortos. Então, os chefes dos sacerdotes planejaram matar Lázaro também, já que ele era o motivo de tantos judeus passarem a crer em Jesus.
NOTAS
- Por volta do quarto dia, pois a festa dos Tabernáculos durava oito dias (de 15 a 22 de Tishrei).
↩︎ - Aqui fica evidente claro que os presbíteros do povo procuravam matar Jesus; eles mentiram quando disseram: “Ninguém está tentando matá-lo.”
↩︎ - Em sua predição, Cristo preveniu os discípulos sobre a vinda do Espírito Santo no dia de Pentecostes e o enchimento de seus corações pelo poder de Deus.
↩︎ - Por que Jesus não condenou ao apedrejamento a mulher adúltera? Jesus estava ciente daquilo que foi prescrito na Lei de Deus em relação ao adultério e em nenhum momento agiu contra aquilo que foi ensinado no Antigo Testamento, pois Cristo, de maneira nenhuma transgrediu a Lei, pelo contrário, Cristo cumpriu-a por completo. (Romanos 5:17-19) Sabemos que em nenhum momento Cristo aboliu a lei registrada no Antigo Testamento. (Mateus 5:17-18) Mas quais foram os motivos que levaram Cristo a não apedrejar a mulher adúltera? (João 8:1-11) O primeiro problema no cenário da mulher adúltera é que a Lei prescreve que, no caso de adultério, a pena de morte deveria ser aplicada ao casal adúltero (Deuteronômio 22:22), não apenas à mulher, e os fariseus trouxeram apenas a mulher para ser apedrejada. Isso constitui um erro grave para a aplicabilidade da Lei de Deus. Além deste grave problema, na apresentação dos transgressores, a Lei de Deus prescreve que é preciso existir idoneidade das testemunhas. O transgressor da Lei não pode ser acusado por apenas uma pessoa. (Deuteronômio 19:15) Também cabia às testemunhas arremessar as primeiras pedras. (Deuteronômio 17:7) Quando Jesus afirma: “Se algum de vocês estiver sem pecado, seja o primeiro a atirar pedra”, ele ordena às testemunhas jogarem as pedras. Contudo, as testemunhas não atiram, e isso confirma que elas não se encaixavam no que a Lei classificava como boas testemunhas. Ou seja, não eram pessoas idôneas. Eram falsas testemunhas, e o falso testemunho implica em pena capital. (Deuteronômio 19:19) Outro problema ocorre na aplicabilidade da pena capital. Sabemos que apenas os magistrados podem aplicar a Lei. (Romanos 13:1-7) Logo, nem Cristo, nem os fariseus eram autoridade magistrada para aplicar a pena capital à mulher adúltera. Mesmo que todas as obrigações da Lei fossem cumpridas, apenas o governo romano poderia aplicar a pena capital.
↩︎ - No Seu primeiro advento, o Cristo não veio julgar; mas, no segundo advento, ele vem como o justo e perfeito juiz de todos os homens. (Mateus 25:31-46; João 5:22; Atos 17:31; Romanos 14:10-12; 2 Coríntios 5:10; 2 Tessalonicenses 1:7-9; Apocalipse 19:11-16, 19-21)
↩︎ - As palavras: “Vós tendes por pai o diabo”, apontam para a semente da serpente mencionada em Gênesis 3:15. As palavras “Desde o princípio” dirigem-se a um evento que aconteceu nos primórdios da humanidade e do qual nossos primeiros pais participaram. Jesus diz: Satanás não está na verdade porque não há verdade nele. Isso aponta para um evento bem conhecido, no qual Satanás exibiu sua natureza mentirosa no relato da queda do homem. Jesus chama Satanás não apenas de mentiroso, mas, a título de ênfase, designa-o como o pai da mentira. Mas Satanás pode ser designado assim, apenas com referência a uma mentira dele que é acusada contra ele pelas Escrituras e que precedeu todas as mentiras na terra. Agora, essa é a mentira da qual temos um relato em Gênesis 3:4, 5. As palavras “pai de vocês” correspondem às palavras “desde o princípio”. Outra declaração de nosso Senhor é encontrada em São Mateus 13:38. Os filhos do maligno, ou do diabo, mencionados nesta passagem, são a semente da serpente mencionada em Gênesis 3:15. Menos incontestável é a passagem em São Mateus 23:33, onde o Senhor se dirigiu aos fariseus como raça de víboras. (Compare Mateus 3:7; 12:34) Quatro versículos antes, Jesus disse aos judeus: “Vocês estão procurando me matar… [assim como] seu pai, o Diabo, [que foi] homicida desde o princípio.” (João 8:40, 44) Satanás tentou matar o Primeiro Adão, assim como os judeus tentaram matar o Último Adão. Satanás é “homicida desde o princípio.” (João 8:44; cf. Hebreus 2:14-15; 1 João 3:8, 12)
↩︎ - Jesus viu Abraão, e Abraão viu Jesus. Não a pessoa, mas o dia de Cristo, era futuro para Abraão. E isso pode ser explicado apenas pelo fato de Jesus estar escondido atrás de Jeová, que apareceu a ele e lhe deu a promessa de que nele e em sua semente todas as nações da terra seriam abençoadas. (Gênesis 12:1-3) Esta bênção de todas as famílias da terra é o dia de Jeová – o dia em que Ele será glorificado entre as nações. A chave para o entendimento correto disso é fornecida pela doutrina do Anjo do Senhor, que encontramos no Gênesis. Das passagens em que, nas aparições e revelações de Jeová, a mediação do Anjo é expressamente mencionada, inferimos que a mediação ocorreu mesmo quando se fala de Jeová sozinho; e ainda mais porque, mesmo na série anterior de passagens, o nome simples de Jeová é comumente variado pelo do Anjo de Jeová. Toda a doutrina do Logos do evangelista João aponta para a identidade pessoal de Jesus com o Anjo do Senhor. O desejo ardente de Abraão de ver o dia de Cristo implica que ele já conhecia o Cristo, o que pode ser o caso apenas na suposição da ocultação de Cristo em Jeová. Esse desejo ardente não é mencionado expressamente em Gênesis, mas está intimamente ligado a toda fé viva e deve necessariamente preceder tais comunicações divinas. A semente das promessas divinas é semeada em toda parte apenas em um solo bem preparado. O próprio Livro do Gênesis nos forneceu a explicação correta do que significa o dia de Cristo, sobre o qual os intérpretes erraram com tanta frequência. Não é o tempo de Sua primeira aparição, mas, de acordo com o modo de expressão do Novo Testamento, o tempo de Sua Segunda Vinda. O dia de Cristo é o tempo em que se cumprirá a promessa: “Em ti serão benditas todas as famílias da terra.” (Gênesis 12:3)
↩︎ - Muita confusão surgiu do uso indiscriminado da palavra “mundo” como a tradução das diferentes palavras gregas αἰών, κόσμος, οἰκουμένη e γῆ. O leitor iletrado que se depara com a frase “o fim do mundo”, inevitavelmente pensa na destruição do globo material, ao passo que se ele lesse “conclusão da era, ou aeon”, ele pensaria naturalmente no fim de um certo período de tempo – que é o seu significado apropriado. αἰών é propriamente uma designação de tempo, uma idade; e é duvidoso que tenha algum outro significado no Novo Testamento. Seu equivalente em latim é aevum, que é realmente o αἰών grego em um vestido latino. A palavra apropriada para a terra, ou mundo, é κόσμος, que é usado para designar tanto o mundo material quanto o moral. οἰκουμένη é propriamente o mundo habitado, “o habitável”, e no Novo Testamento refere-se frequentemente ao Império Romano, às vezes a uma porção tão pequena dele como a Palestina. γῆ, embora às vezes signifique a terra em geral, nos evangelhos mais frequentemente se refere à terra de Israel. Muita luz é lançada sobre muitas passagens por uma compreensão adequada dessas palavras. Devemos verificar o significado da palavra grega para obter uma interpretação correta da Bíblia. É muito significativo entender a escatologia porque nesta área muitas visões futuristas tropeçaram. ἐκ τοῦ αἰῶνος é melhor traduzido como “desde o início dos tempos” do que “desde o início do mundo.”
↩︎ - Nem Moisés nem nenhum dos profetas jamais fizeram isso. Nenhum exemplo desse tipo é registrado no Antigo Testamento. O milagre se destaca com grande distinção na página da história. Se tais histórias foram contadas, nem ele nem o autor desta narrativa as conheciam.
↩︎ - Ellicott observa: “O ato de adoração é a expressão necessária de sua fé no Filho de Deus. Podemos pensar que ele ainda não aprendeu tudo o que esse termo inclui; mas ele pelo menos aprendeu que o Filho de Deus tem o atributo da glória divina e é o objeto da adoração humana. Deve-se notar que São João usa a palavra aqui traduzida como “adorado” apenas quando fala da adoração de Deus. (Compare também João 4:20-24; 12:20)”
↩︎ - Não os judeus em terras pagãs, mas gentios, pois mesmo entre eles Ele tinha ovelhas. A repetida menção de Sua morte sacrificial, pela qual a união de judeus e pagãos em uma comunidade de crentes seria efetuada (Efésios 2:14), levanta Seu olhar para o futuro quando Ele será o guia também dos gentios, que se tornaram crentes, e a quem ele agora chama profeticamente de Suas ovelhas.
↩︎ - Algo muito importante deve ser notado aqui. Cristo poderia ter Seu corpo de volta, levá-lo para o céu com Ele e mantê-lo para sempre porque Ele não tinha pecado. Seu corpo nunca foi corrompido pelo pecado e, portanto, nunca foi “sujeito à decomposição” (não poderia retornar ao pó), nem Sua alma poderia ser “abandonada no Hades”. Jesus tinha as chaves da morte e do Hades. Ele poderia abrir a porta, entrar e sair novamente. A morte não poderia mantê-lo. Hades não conseguiu segurá-lo. Ele é o único que poderia dizer: ‘O Pai me deu vida dentro de mim” (João 5:26); “Ninguém pode tirar de mim” (João 10:18); “Eu tenho o poder de devolvê-lo e o poder de recuperá-lo” (João 10:18); “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito”. (Lucas 23:46 – Ele entregou o seu próprio espírito e morreu voluntariamente – ninguém poderia matá-lo) Seu corpo não era mortal no sentido de que estava destinado a morrer, decair e retornar ao pó, como nossos corpos são (por causa de nosso pecado). Como Ele nunca pecou, Seu corpo não era destinado à morte. Portanto, Jesus poderia ter Seu corpo de volta, e não ter que deixá-lo para trás quando Ele fosse para o céu. Quando Ele ascendeu, aquele mesmo corpo de “carne e ossos” foi transformado em uma forma gloriosa que poderia habitar no céu. Ele teve uma mudança corporal na ascensão. Não era mais um mero corpo de carne e osso após a ascensão. Foi mudado e glorificado. Ainda era um corpo humano que mantinha a mesma identidade pessoal e visível que tinha enquanto estava na terra, mas era um tipo diferente de corpo humano do que durante Sua existência terrena. O céu requer um tipo diferente de corpo para habitar lá. (1 Coríntios 15:37-38; 15:50; 2 Coríntios 5:1; Filipenses 3:21)
↩︎ - Evidentemente existia alguma intimidade entre Lazaro suas duas irmãs (Marta e Maria) e Jesus. Eles evidentemente eram amigos proeminentes do Mestre, e durante os anos do ministério público estiveram em muitas ocasiões associados a Jesus de Nazaré, e ainda assim uma singular reticência evidentemente existiu por parte dos escritores dos evangelhos em fornecer muitas informações sobre Lázaro e suas irmãs em Betânia. Seu nome nunca é mencionado nos sinópticos. Aqui, por exemplo, Betânia é simplesmente mencionada como “uma certa aldeia”. Sem dúvida, havia alguma razão pela qual os evangelistas sinópticos exerceram essas reticências. Que sem dúvida provocaria uma hostilidade incessante e inquieta na casa de Betânia; pois deve ser lembrado que durante anos após a Ressurreição, os inimigos mortais de Jesus e seus seguidores eram supremos em Jerusalém e arredores. Havia motivos, sem dúvida, agora desconhecidos para nós, que tornavam importante para o bem-estar da Igreja primitiva que a família Betânia permanecesse imperturbável e em relativa privacidade. A relutância dos escritores do evangelho em fornecer muitas informações sobre Lázaro e suas irmãs em Betânia só pode ser melhor explicada se os evangelhos foram escritos antes de 70 d.C., quando os judeus ainda estavam em posição de poder para perseguir a igreja. Essa ameaça de perseguição contra algumas das principais figuras mencionadas nos evangelhos que ainda estavam vivas e residindo na Judeia explicaria melhor sua relutância em fornecer muitos detalhes sobre Lázaro e suas duas irmãs.
↩︎ - Aqui as palavras do Senhor aqui foram proféticas e não descritivas do que aconteceu no passado ou estava acontecendo naquele momento Os setenta estavam contando a ele seus sentimentos de alegria ao descobrir que seu nome em seus meses lhes permitia expulsar os espíritos malignos dos possuídos. Seu Mestre respondeu com uma tensão exaltada e exultante – sons estranhos e raros nos lábios do Homem de dores – contando-lhes como ele estava olhando – não em alguns espíritos do mal expulsos de homens infelizes, mas sobre o rei e chefe de todo o mal caindo de sua triste eminência e trono de poder como um relâmpago. Assim como Jesus já havia designado a cura, por si mesmo, de demonizados como um sinal de que o reino de Deus estava próximo, por isso é considerado agora o que os discípulos relataram como um sinal do poder conquistador desse reino, diante do qual toda coisa má precisa voltar atrás: ‘Eu vi Satanás cair do céu como um relâmpago’, isto é, do pináculo do poder que ele tinha até então mantido entre os homens. Antes que o olhar intuitivo de Seu espírito se abrisse para os resultados que fluiriam de Sua obra redentora após Sua ascensão ao céu, Ele viu, em espírito, a vinda do reino de Deus avançando em triunfo sobre o reino de Satanás. Ele não diz ‘vejo agora’, mas ‘eu vi’. Ele viu isso antes dos discípulos trazerem seu relato de suas maravilhas realizadas. Enquanto faziam essas obras isoladas, ele viu a única grande obra, da qual aquelas eram apenas sinais particulares e individuais – a vitória sobre o poderoso poder do mal que havia governado a humanidade por completo em sua Parousia. (cf. Apocalipse 20:1-3; Romanos 16:20)
↩︎ - Esta oração, oferecida como modelo por Jesus aos seus discípulos, tem uma aplicação primária que demonstra expectativa pelo reino que seria estabelecido dentro de pouco tempo (isto é, na vinda de Cristo em 70 d.C., cf. Mateus 16:27, 28), mas tem uma aplicação perpétua que repousa sobre todos os cristãos em todos os tempos, isto é, quando a morte termina nossa provação terrena e entramos no reino que “vem até nós”, e ressuscitados em nossos novos corpos incorruptíveis, desfrutamos daquele estado celestial que seria inaugurado na Parousia em 70 d.C., e se tornou disponível a todas gerações vindouras.
↩︎ - Muito provavelmente foi um dos setenta que fez esse pedido, que não estava presente na primeira ocasião, quando o Senhor deu sua oração das orações ao povo. John Gill observa que: “As seguintes instruções a respeito da oração, embora concordem com as de Mateus 6:9 etc. no entanto, foram entregues em outro momento, em outro lugar e em outra ocasião: Cristo estava então na Galileia, agora na Judeia… e isso foi feito em um determinado lugar; talvez no Monte das Oliveiras, que não ficava longe de Betânia, onde ouvimos falar dele pela última vez, pois era um lugar onde ele costumava passar a noite e orar. (cf. Lucas 21:37)
↩︎ - A festa da dedicação era celebrada mais de dois meses depois da festa dos tabernáculos, período intermediário durante o qual nosso Senhor parece ter permanecido nas vizinhanças de Jerusalém. Foi instituído por Judas Macabeu, para comemorar a purificação do templo das profanações a que foi submetido por Antíoco Epifânio em 165 a.C., e mantido por oito dias, a partir de 25 de Kislev (dezembro), dia em que Judas começou a primeira celebração alegre dele. (1 Macabeus 4:52, 56, 59; e Antiguidades Judaicas 7:7:7)
↩︎ - A referência específica é o Salmo 82, no qual os homens eram apontados como juízes em lugar de Deus, e no qual o Senhor, de acordo com o Salmo82:6, declarara: “Eu disse: sois deuses, sois todos filhos do Altíssimo.” Este salmo não afirma que os homens são deuses, mas que são escolhidos por Deus, para agir em lugar do Senhor, como neste caso. Jesus apresentava o modo como os judeus argumentavam, a fim de apontar esta passagem do Antigo Testamento, que ampliaria o uso da palavra “deuses.” Se homens normais poderiam ser deuses, como neste salmo , eles não deveriam fazer objeção à sua afirmativa de ser Deus, à vista de suas credenciais, desde que ele na verdade é o F ilho de Deus. Jesus apela mais uma vez para que eles aceitem sua palavra. Se eles não conseguissem, ao menos cressem por causa dos milagres que realizara. (João 10:37, 38) Mais uma vez eles tentam agarrá-lo, mas são impedidos. (João 10:39) Ao declarar que usara o vocábulo “Deus” com respeito a si mesmo, Jesus também fez um grande pronunciamento sobre as Escrituras: “a Escritura não pode falhar.” (João 10:35) Aqui, como em outras ocorrências, Cristo dá toda autoridade à Bíblia como inspirada por Deus, palavra por palavra, e às vezes até às próprias letras, mesmo a menor delas. (Mateus 5:18) Pelo fato de Jesus colocar seu próprio selo de aprovação no conceito de que a Bíblia é inspirada pelo Espírito Santo, sendo, portanto, sem erros, aquele que ataca a Palavra escrita também desrespeita Jesus como a Palavra encarnada. Se Cristo é verdadeiro, então a Palavra também é autêntica.
↩︎ - A crença na ressurreição dos mortos foi promovida através de Daniel 12:2, 13. Mas resposta dela expressa algo de decepção, ela teme talvez que até mesmo Jesus esteja oferecendo o consolo meramente convencional para quem anseia por uma reunião imediata. Que ideias precisas Marta entretinha em relação ao último dia e aos eventos com os quais estão conectados, nós não sabemos exatamente; mas sabemos que ela estava acostumada a ouvir seu Mestre falar sobre o julgamento do “fim da era”; e eles evidentemente conectaram a ressurreição e o julgamento com o fim do aeon. O “último dia” é facilmente interpretado. É o último dia da era, ou dispensação Judaica então em execução, e era uma frase popular para a época em que os privilégios messiânicos seriam dados ao povo de Deus. O “último dia” é apenas outra forma da expressão “o fim da era ou aeon”. A Parousia também é constantemente representada como coincidente no tempo com “o fim da era”, de modo que todos esses grandes eventos, a Parousia, a ressurreição dos mortos, o julgamento e o último dia, são contemporâneos.
↩︎ - Esse é um caso de ressurreição corporal temporal, ou reanimação temporária do corpo mortal e corruptível e como esse há vários outros casos nas escrituras e não devem ser confundidas com a ressurreição escatológica e eterna que é de uma natureza diferente. A ressurreição eterna, como ensinada no Novo Testamento, não envolve uma reanimação do mesmo corpo, mas a obtenção de um novo corpo incorruptível e celestial. O conceito da ressurreição dos mortos consiste, de acordo com as Escrituras, em algum organismo novo, como observa o Bispo Foster: “O estado de ressurreição é a culminação da humanidade glorificada; é a mudança do terreno para o celestial; é o despojar-se da carne e do sangue e o revestir-se do corpo espiritual. A ressurreição é a posição novamente após a morte; o corpo da ressurreição é o corpo com o qual o espírito é revestido para sua vida celestial. O princípio organizador da vida é ininterrupto e idêntico. Começa no natural e tece seus curiosos tegumentos de pó para uso terreno; Ele tece as novas vestes para a alma que parte; modela o organismo celeste; ou, mais propriamente, Deus nos dá um corpo, como Lhe aprouve, agora e além da sepultura.” (Foster, Beyond the Grave, p. 181, 182)
↩︎ - O pavor do poder romano deve ter estado constantemente presente aos judeus daquela geração. Eles viram Herodes Arquelau deposto, e um procurador romano veio para efetivar o registro decretado por César Augusto. (Lucas 2:1) Pôncio Pilatos suprimiu os surtos pela violência no próprio Templo. Houve tumultos relacionados ao dinheiro de Corban e a Barrabás. A montanha do Templo era o local da fortaleza romana Antônia, e esse terrível poder pode a qualquer momento destruir a vida nacional, que só existia em tolerância. Alguns interpretam τὸν τόπον como “nossa terra” ou a cidade de Jerusalém, embora em 2 Macabeus 5:19 em uma conexão muito semelhante ὁ τόπος signifique o Templo. De Wette e Hengstenberg insistem fortemente que por τόπον significava o templo, “a morada e sede de todo o povo.” (Salmo 27:4; 84:4; cf. Mateus 23:38) Essa é a interpretação de Albert Barnes que observa: “Isso provavelmente se refere ao templo, Atos 6:13-14 . Foi chamado de “o lugar” por meio de eminência, como sendo o lugar principal ou principal da terra – sendo a sede da adoração especial a Deus. Este lugar foi totalmente destruído pelos romanos.” Matthew Poole estabelecem seu significado muito claramente: “Eles temem que, se eles permitissem que Cristo continuasse operando milagres, ele teria muitos seguidores, que, com o crédito de seus milagres, o reconheceriam como o Messias, e o efeito e a consequência disso seriam: eles deveriam ser totalmente privados pelos romanos (a quem já estavam sujeitos) daquela pequena liberdade que lhes concediam. Eles dizem que os romanos viriam (isto é, com um exército) e destruiriam seu templo, que eles chamam de seu lugar, seu lugar mais famoso, onde se reuniam para adorar a Deus e no qual, como sinal da presença de Deus entre eles, eles tanto alertaram; sim, e sua nação; isto é, destruir miseravelmente sua nação e levá-la à ruína total.”
↩︎ - Palavras diferentes são usadas aqui no grego para povo [λαός] e nação [ἔθνη]. A primeira palavra representa o povo teocrático, aqueles que estavam unidos como servos de Deus; a última palavra é a que é usada em João 11:48, e representa a nação política como uma das nações da terra. Alguns comentaristas sugerem que a palavra γενεὰ significa a raça judaica. Se a palavra γενεὰ significa a raça judaica, por que São João não usou aqui a mesma palavra γενεὰ para falar da raça dos judeus? Eu desafio você: pegue sua concordância e procure cada ocorrência da palavra γενεὰ no Novo Testamento e veja se ela significa “raça” em qualquer outro contexto. Aqui estão todas as referências dos Evangelhos: Mateus 1:17; 11:16; 12:39, 41, 42, 45; 16:4; 17:17; 23:36; 24:34; Marcos 8:12, 38; 9:19; 13:30; Lucas 1:48, 50; 7:31; 9:41; 11:29, 30, 31, 32, 50, 51; 18:8; 17:25; 21:32. Nenhuma dessas referências fala de toda a raça judaica ao longo de milhares de anos; todos usam a palavra no seu sentido normal de soma total daqueles que vivem ao mesmo tempo. Sempre se refere aos contemporâneos.
↩︎ - Há uma beleza moral nas Palavras, apesar da intenção diabólica com que são proferidas; e São João acrescenta a explicação de que eles tinham uma origem maior do que aquele que os falou. Escrevendo depois dos acontecimentos, ele os viu cumpridos e os considera como uma profecia inconsciente. Como outro Balaão, Caifás era o oráculo ou Deus apesar de si mesmo, e há em suas palavras um significado muito além de qualquer um que ele pretendia.
↩︎ - Acreditava-se que o sumo sacerdote nos tempos antigos tinha o poder de extrair de Urim e Tumim as decisões divinas quanto a eventos futuros (Êxodo 28:30; Números 27:21, e Caifás, como sacerdote-profeta, pode assim ter transmitido uma verdade terrível e sublime através de disposições básicas e malignas. Casos curiosos ocorrem em outros lugares (João 7:27, 35): “Ele salvou os outros; Ele mesmo não pode salvar!” (Marcos 15:31); quando o povo disse: “Seu sangue esteja sobre nós” (Mateus 27:25); quando Pilatos, por profecia inconsciente, ironicamente o declarou “Rei dos Judeus” (Mateus 27:37). Wunsche cita um curioso caso de profecia inconsciente, que os escritores rabínicos atribuíram à filha do faraó, quando ela previu o futuro legislador no infante abandonado.
↩︎ - Quem são os “filhos de Deus espalhados por toda a parte”? De acordo com alguns, os israelitas dispersos, mas certamente a passagem corresponde às “outras ovelhas”, de João 10:16, e refere-se a todos os que entram pela fé viva nele na plena realização da Paternidade Divina (ver João 1:12 e Efésios 2:14) e sua própria filiação. O evangelista estende o sentido da profecia de Caifás aos gentios e aos judeus, de acordo com a extensão da morte de Cristo, declarada em 1 João 2:2. Cristo é a verdadeira União de judeus e gentios. (João 11:51) Cristo deveria reunir em um só todas as coisas no céu e na terra. (Efésios 1:10)
↩︎ - Certamente, os milagres extraordinários, as curas e as expulsões de demônios eram pequenas amostras dos “poderes da era vindoura” (Hebreus 6:5) que já poderiam ser experimentados pelos homens daquela geração. Mas ao contrário das afirmações imprudentes de alguns comentaristas, não foi durante seu ministério que Jesus amarrou Satanás e o lançou e selou no abismo, iniciando assim o “Milênio” de Apocalipse 20:1-3. Podemos ver claramente que nessa referência Jesus identifica “espírito mau” simplesmente como um demônio individual que é expulso de uma mulher individual em uma ocasião casual para que a mulher seja salva. Somente alguém desesperado para forçar um esquema forjado sobre as Escrituras tentaria forçar uma conclusão diferente. Satanás não foi preso por volta de 30-33 d.C., ao contrário, Satanás estava muito solto e andando como um leão que ruge procurando a quem possa devorar. (cf. Mateus 4:10; 8:28-29; 16:23; Lucas 10:18-20; 22:31-32; João 12:31; 13:26-27; 14:30; 16:11; Atos 5:3; 26:15-18; 1 Tessalonicenses 2:18; 2 Tessalonicenses 2:7-9; 1 Coríntios 5:4-5; 7:5; 10:20, 21; 2 Coríntios 2:11; 11:14-15; 12:7; Romanos 16:20; Efésios 2:2; 4:27; 6:11-13; 1 Timóteo 1:20; 3:6-7; 5:15; 2 Timóteo 2:25-26; Tiago 4:7; 1 Pedro 5:8; 1 João 2:15-18 22; 4:3, 4; 5:19; 2 João 7-11; Apocalipse 2:9 10, 13, 24; 3:9; 12:9-17) A prisão de Satanás, segundo a visão preditiva de Apocalipse 20:1-3, é contemporânea a segunda vinda do Senhor quando o predito julgamento dos inimigos de Cristo e a gloriosa recompensa de seus amigos e a inauguração do reino ocorreriam. (cf. Mateus 16:27, 28; 19:27-29; 24:30, 31; 25:31-46; Lucas 21:27-32) Pode ser observado também que um confronto ocorre com o “dirigente da sinagoga.” Ele tenta usar a Escritura contra Jesus: é contra o quarto mandamento fazer qualquer trabalho no sábado; a cura é trabalho; portanto, Jesus quebrou um mandamento. Mas nosso Senhor diz que este ato de misericórdia não só é permitido, mas Deus o comandou, mesmo no sábado. Ele aplica Êxodo 23:4-5 (Deuteronômio 22:1-4): “Se encontrares o boi do teu inimigo, ou o seu jumento, desgarrado, sem falta lhe reconduzirás. Se vires o jumento, daquele que te odeia, caído debaixo da sua carga, deixarás pois de ajudá-lo? Certamente o ajudarás a levantá-lo.” A Lei aplica esta passagem a ambos, seu irmão (Deuteronômio 22) e seu inimigo. (Exôdo 23) Jesus aplica isso aqui aos próprios bois e os burros dos fariseus. Os mesmos fariseus, no entanto, nem permitiriam que um membro de sua própria sinagoga fosse solto no sábado, e muito menos um estranho ou um inimigo. Conclusão: os fariseus tratavam seus animais melhor do que o povo de Israel. Por esta razão, Jesus havia recentemente condenado os escribas: “Ai de vós também, doutores da lei, que carregais os homens com cargas difíceis de transportar, e vós mesmos nem ainda com um dos vossos dedos tocais essas cargas.” (Lucas 11:46)
↩︎ - O confronto anterior sobre a cura e o Sábado foi uma lição objetiva. Mas Jesus julga oportuno ensinar sobre a natureza do Reino imediatamente depois. Nós já vimos parábolas anteriormente no capítulo sobre a parábola do joio e do trigo. (Mateus 13:24-43; ver § 55) Nós observamos como elas serviram para ilustrar a natureza do Reino como começando pequeno e crescendo imperceptivelmente em algo grande e penetrante. O mesmo é verdade aqui, mas há ainda uma outra lição para tirar das parábolas da semente de mostarda e do fermento, e a lição é sutil: se o Reino de Deus começa pequeno, isso significa que ele terá apenas algumas pessoas nele no início. Esta é uma dedução sutil, mas importante. Pode ser necessário observar que Lucas está registrando incidentes diferentes. No relato de São Mateus, o público é uma multidão reunida na margem do lago (Mateus 13:2); no de São Lucas, o público é uma multidão reunida em uma certa sinagoga. Isso não deve nos surpreender, é claro, pois Jesus era um pregador itinerante.
↩︎ - Enquanto estamos cobrindo principalmente as parábolas de Jesus durante esta jornada a Jerusalém, é importante também observar os aspectos judiciais de seus diversos confrontos com os líderes civis e espirituais do dia. Esses conflitos pertencem ao processo judicial contra Israel.
↩︎ - A pergunta desse homem mostra que ele tomou o ensinamento geral de Jesus a sério. Ele tinha em mente um grande julgamento e uma grande divisão estava chegando. Então ele perguntou se havia poucos que escapariam da ira por vir. Essa pessoa também provavelmente conectou o ensino de Jesus com a história profética de Israel. Sempre, durante o julgamento, era apenas um remanescente que era salvo. (Deuteronômio 4:27; Isaías 24:1, 3, 5-6; Jeremias 42:2, 48; 44:2-5)
↩︎ - Mesmo que essa linguagem seja aplicável aos homens em geral sob o evangelho, é claro que teve uma aplicação direta e específica aos contemporâneos de nosso Senhor – a geração que testemunhou seus milagres e ouviu suas parábolas; e que tiveram um relacionamento com ele, como não teve com mais ninguém. Ele descreve a condenação daqueles que tiveram o privilégio de apreciar sua presença pessoal e ministério, e que fingiram discipulado, mas eram joio e não trigo: “Então, vocês dirão: ‘Mas, nós comemos e bebemos com você. E você ensinou nas ruas da nossa cidade.’ Ele responderá: ‘Eu lhes digo que não conheço vocês e não sei de onde vocês são. Saiam de perto de mim, todos vocês que não fazem o bem.’” Portanto, devemos considerar a parábola para ter uma relação especial com seus contemporâneos no julgamento que viria no fim da era, na segunda vinda do Senhor em 70 d.C.
↩︎ - Aqui é importante observar a representação da verdadeira natureza do “reino de Deus.” Não é o evangelho; nem a dispensação cristã; nem qualquer estado terrestre das coisas, mas um estado celestial, no qual a carne e o sangue são incapazes de entrar. (1 Coríntios 15:50) O significado é: “Muitas pessoas virão das terras pagãs mais distantes; e se sentarão no reino de Deus – Regozijando-se e admirando multidões, para participar do banquete celestial com seus ancestrais (os santos hebreus da antiguidade), enquanto vocês (hebreus incrédulos) serão total e para sempre excluídos dele.” Embora essas palavras possam ser aplicável aos homens em geral sob o evangelho, é claro que teve uma aplicação direta e específica aos contemporâneos de nosso Senhor que é ainda mais evidente pela expressão “os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos.” Ellicott observa: “Israel havia sido a primeira das nações, mas deveria se tornar, em suas fortunas externas, a última, e os pagãos que estavam “sem esperança e sem Deus no mundo” (Efésios 2:12) deveriam ganhar a alta preeminência de serem os herdeiros do reino.” As notas da Bíblia de Cambridge para escolas e faculdades dá o significado correto do todo: “Nosso Senhor usou essa expressão proverbial mais de uma vez. Teve, além de sua veracidade universal, uma influência especial em Seu próprio tempo.” Como em uma verdadeira teoria científica, todos os fatos se encaixam facilmente em seu lugar e apoiam todo o resto; assim, em uma verdadeira teoria da interpretação, toda passagem encontra uma solução fácil e contribui com sua cota para apoiar a correção do princípio geral.
↩︎ - Jesus sabia muito bem que os judeus planejaram matá-lo há algum tempo (João 7:1-2). Herodes estava procurando por nosso Senhor há algum tempo (Lucas 9:7-9), mas ele sabia bem que os próprios fariseus eram uma ameaça maior à sua vida do que o próprio Herodes. Os líderes da sinagoga tentaram matá-lo já em sua própria cidade natal (Lucas 4:16-30). Então, por que os fariseus vieram a ele com um aviso sobre Herodes? Não pode haver dúvidas de que não queriam que Jesus passasse pelas multidões na Páscoa, que ocorreria dentro de semanas ou dias, neste momento. Ele fez um grupo de fariseus carregar uma ameaça de morte para afastá-lo nesses tempos socialmente e politicamente instáveis.
↩︎ - As palavras aqui podem ser usadas não estritamente, mas proverbialmente – para denotar um curto espaço de tempo. Mas se for interpretada “literalmente”, significa que por mais dois ou três dias ele permaneceria nas aldeias da Pereia e depois seguiria para Jerusalém. Jesus deixa claro que Ele tem um objetivo a alcançar e Ele não vai parar de dar o testemunho divino de Sua mensagem até alcançar essa meta. Ele continuará curando e expulsando demônios – provando que o Reino de Deus está próximo – até que Ele tenha terminado.
↩︎ - Jerusalém havia feito do massacre dos profetas uma prerrogativa especial, um monopólio, do qual ninguém poderia roubá-la. Não temos aqui a identidade de Jerusalém com a Babilônia apocalíptica? Estamos diante da cidade descrita como perseguidora e assassina dos profetas e santos: “Vi a mulher bêbada com a sangue dos santos e com o sangue dos mártires de Jesus”; (Apocalipse 17:6) “E nela foi achado o sangue dos profetas, e dos santos, e de todos os que foram mortos na terra”; (Apocalipse 18:24) “Alegrai-vos sobre ela, ó céu, e santos apóstolos e profetas, porque Deus vos vingou.” (Apocalipse 18:20) Quem pode deixar de reconhecer nesta descrição as características distintivas da Jerusalém dessa “geração”? Quem é que mata os profetas e apedreja os que lhe são enviados? Jerusalém. Qual é a cidade da qual não é possível que um profeta pereça – que desfruta de um infame monopólio de assassinar os mensageiros de Deus? Jerusalém. O sangue dos santos e dos profetas é a mancha imemorial de Jerusalém; a marca do assassino estampada em sua testa; e a geração que crucificou a Cristo é descrita por Ele como “os filhos daqueles que mataram os profetas” e, portanto, “encheram a medida de seus pais”. (cf. Mateus 23:30-32; Lucas 13:34, 35)
↩︎ - Parece quase inacreditável que mesmo com a condenação aberta de Jesus contra os judeus, Herodes e os fariseus, em particular, foi lhe feito um convite para jantar na casa do chefe dos fariseus. O fato de que isso ocorreu mostra que os fariseus estavam planejando atrapalhá-lo de qualquer jeito que pudessem, e, assim, o convidavam para encontrar uma oportunidade.
↩︎ - Não há dúvida de que dia da ressurreição e recompensa dos justos aqui referido é o último dia, a Parousia. (cf. Daniel 12:2, 3, 13; João 5:28, 29; 6:39, 40, 44, 54; 11:24; 12:48; Lucas 20:35; Atos 24:15; 1 Tessalonicenses 4:16; 1 Coríntios 15:23) Nosso Senhor ensina que um exame judicial das palavras e ações dos homens está próximo. Aquele que “tem os olhos semelhantes a uma chama de fogo” vem “vasculhar as rédeas e os corações, e dar a cada um segundo a sua obra.” (Apocalipse 2:18, 23; Mateus 16:27, 28) Nesse dia a condenação ou salvação dos homens é decidida. Em pouco tempo, os mortos sairiam de suas sepulturas para permanecer diante do Seu trono de julgamento. (cf. João 5:27-29) Mas a Segunda Vinda continua em seus resultados. A morte é para nós o que o Segundo Advento foi para os primeiros cristãos. A partir do segundo advento, os crentes de um privilégio especial. Para nós, o estado intermediário foi abolido. E a nossa ressurreição significa passar imediatamente após a morte, da vida terrestre para o próprio céu. Este é um processo contínuo que percorre todo o governo real de Cristo como co-administrador da justiça com o Pai.
↩︎ - Dificilmente podemos duvidar que essa pessoa tinha alguma concepção grosseira do reino de Deus, do qual todo judeu carnal recebeu de sua nação, como de um glorioso reino temporal terreno, no qual os judeus deveriam dominar o mundo gentio, desfrutar de sua riqueza e receber todas as bênçãos e prazeres temporais, nos quais colocaram sua felicidade. Tais noções grosseiras e carnais eles têm entretido da era vindoura; e que este homem parecia ter absorvido e colocado felicidade.
↩︎ - A parábola, obviamente, se relaciona com o cenário imediato, mas é realmente uma referência direta à posição de Israel para com Deus. É para o grupo imediato de fariseus e seus convidados, pois Lucas claramente registra que Ele deu as parábolas anteriores para “aqueles que foram convidados” (Lucas 13:7) e para “o homem que o convidou” (Lucas 13:12), e agora fala diretamente ao indivíduo esperto na mesa (Lucas 13:16). Mas o conteúdo é claramente uma alegoria maior para a nação como um todo. Aqui está a interpretação: o homem que dá o grande banquete é Deus. O grande banquete em si é o Reino de Deus (isto corresponde, a propósito, à declaração apontada do convidado do jantar que acabamos de ver sobre o comer pão no Reino de Deus). Jesus, em certo sentido, diz: “Você quer falar sobre comer pão no Reino de Deus? Eu direi a você quem vai comer pão no Reino de Deus”. Os convidados originais, eram a audiência imediata de Jesus: os judeus. Estes foram os convidados originais para o Reino de Deus: “aos judeus foram confiados os oráculos de Deus” (Romanos 3:2), dos israelitas eram “a adoção, a glória, os convênios, a entrega da lei, o culto, e as promessas… os patriarcas, e da sua raça, de acordo com a carne, é o Cristo que é Deus sobre todos, abençoado para sempre. Amém.” (Romanos 9:4-5) Eles tinham tudo, e eles tiveram os primeiros assentos no grande banquete. Mas eles deixam suas ambições e desejos pessoais distraí-los; distraídos, egoístas, seguros de si mesmo, eles recusaram Seu convite. Claro, esses convidados infelizes oferecem muitas desculpas, assim como as pessoas fechadas na porta estreita (Lucas 13:25-26), mas o resultado foi o mesmo: foram deixados de fora por sua própria escolha. Eles não conseguiram abraçar o convite cedo e, como resultado, o que eles originalmente tinham foi levado e dado aos outros (Mateus 21:43). Isso tornou o “mestre da casa” “irado” (Lucas 14:21) – orgistheis em grego, – assim como Moisés ficou “irado” com a distração idólatra do bezerro de ouro (Êxodo 32:19), e Deus prometeu ficar irado quando Israel quebrasse o pacto para seguir outros ídolos no futuro (Deuteronômio 6:14-15). E os outros a quem o convite foi transferido vêm em duas ondas: primeiro, “os pobres, aleijados e cegos e coxos” das ruas. Mas estes não foram suficientes para preencher o Reino; a sala foi deixada vazia. Então o mestre enviou seus apóstolos ainda mais – pelos caminhos e valados – trazer quem possa ser obrigado. Creio que o primeiro grupo representa o remanescente de judeus que passaria pela porta estreita, que iniciaria a Igreja do Novo Testamento. O segundo representa a extensão do evangelho do Reino aos gentios. Isso você pode ler em mais detalhes na parábola, que é projetada principalmente para ensinar uma lição abrangente e poderosa: os judeus autoconfiantes ignoraram o tempo de seu convite e logo perderão seu lugar no Reino. Ele acabou de conferir a benção do Reino de Deus ao homem doente em seu meio, e então criticou os costumes e os pressupostos dos fariseus. Os últimos eram os idólatras desgraçados e desordenados que perderiam seus assentos; o aleijado foi o verdadeiro convidado para o Reino. E ainda haveria mais convidados para substituir os judeus rebeldes incrédulos. Estes viriam dos confins mais distantes – os gentios. O homem que assumiu que ele comeria o pão no Reino de Deus certamente recebeu um choque grosseiro: “nenhum daqueles homens que foram convidados provará meu banquete” (Lucas 14:24), mas apenas o restante escolhido da graça, simbolizado em ambas as pessoas e na parábola pelo paralítico. Esta parábola ensina uma lição ensinada em outras parábolas registradas por Mateus: “muitos são chamados, mas poucos são escolhidos.” (Mateus 20:16; 22:14) A mesma lição está aqui: Israel era os muitos que tinham sido chamados (há muito tempo), mas eles se recusaram a entrar no banquete do Reino. O julgamento estava chegando, e apenas alguns seriam escolhidos. Este remanescente eram os eleitos, o verdadeiro Israel. A massa de judeus viveria sua reprovação.
↩︎ - Jesus entrega um discurso sobre o alto custo de segui-lo. A lição é, obviamente, importante o suficiente para que Jesus a reconte enquanto viaja em direção a Jerusalém. Jesus pontua esses ensinamentos com a breve parábola do sal. A lição aqui é que as pessoas nessa multidão serão, depois de tudo, julgadas como todos os outros que Jesus desafiou até agora. Estes serão considerados tão altos como um padrão. Eles serão examinados em um ponto posterior, e se eles não conseguiram perseverar – se eles perderam seu sabor – então serão “expulsos” (Lucas 14:35), “lançados fora” no dia do julgamento/separação que nosso Senhor em várias ocasiões mencionou. A ideia da divisão que vem entre o verdadeiro e o falso Israel domina a missão de Jesus.
↩︎ - A simples lição é clara: é natural que o Pastor busque e salve a ovelha perdida, e com a redenção venha uma alegria especial que não acompanha a mera posse. Jesus está dizendo que o verdadeiro remanescente de Israel estava “perdido”, entre esses “publicanos e pecadores” – não entre aqueles que “não precisam de arrependimento”. O trabalho do Messias era buscar e salvar esse remanescente. A frase “pessoas justas que não precisam de arrependimento” refere-se aos fariseus, etc., e não significa que eles realmente eram justos aos olhos de Deus e não precisavam de arrependimento. Foi uma referência à sua autoconfiança como descendentes de Abraão; eles eram justos em sua própria estima por sua obsessiva separação ritual e status assumido na sociedade. Jesus fará essa repreensão explícita em um momento posterior. (Lucas 16:15) A frase aqui realmente traz uma rejeição implícita: esses conservadores do direito supostamente justos se recusaram a manter as leis da misericórdia e assim resgatar a ovelha perdida. Em sua totalidade, então, esta parábola não é apenas uma explicação da missão de Jesus de buscar e salvar o remanescente perdido de Israel, mas também foi uma acusação legal contra os fariseus por não obedecerem aos mandamentos de misericórdia e amor na Lei.
↩︎ - Uma lição quase idêntica segue na parábola da moeda perdida. Não há muito mais para adicionar ao significado já dado na parábola anterior. As mesmas lições se aplicam aqui também, apenas com a adição da imagem da lâmpada acesa. A imagem novamente destaca a verdadeira missão de busca do Messias, bem como a mesma acusação de farsa dos fariseus que deveriam ter suas lâmpadas acesas. Israel deveria ter sido uma luz para o mundo, mas eles falharam. Agora, Jesus, o verdadeiro Israel, vem com aquela luz brilhando (João 1:4-11), mas o Israel nacional, exceto os eleitos remanescentes (Mateus 24:22, 24, 31; Marcos 13:20, 22, 27; Lucas 18:7) – ficou na auto-cegueira por sua própria escuridão interior. (Lucas 11:33-36)
↩︎ - Muito foi escrito sobre esta parábola, mas nosso foco é apenas destacar o que pertence ao confronto contextual com os fariseus e, o mais importante, o que diz respeito ao processo de Jesus contra Israel. Os temas teológicos em curso são: coisas que estão perdidas, pessoas que precisam de arrependimento e alegria após a redenção. Ambos os filhos tinham direito à herança; o pródigo só exigiu sua parte mais cedo e depois a desperdiçou. O pródigo gastou tudo e eventualmente teve que trabalhar como servo. Mas percebeu a miséria da sua verdadeira situação, se arrependeu e retornou. Seu pai o viu voltar longe, correu e abraçou o filho, e começou a dar presentes para ele. Assim como com a descoberta da ovelha e da moeda perdida, aqui o pai fez uma festa para comemorar. Agora, o filho mais velho ficou irritado com esse derramamento de graça. Este é um paralelo exato aos fariseus que acabaram de condenar Jesus por receber pecadores. (Lucas 15:2) A mensagem do pai para o filho mais velho aplicou se também aos fariseus: você estava aqui comigo o tempo todo; você poderia ter tido tudo, mas você nunca desfrutou. Você pensa apenas em obras, e nunca em misericórdia e graça. Em suma, esta afirmação é a imagem perfeita da condenação que observamos várias vezes agora: os fariseus ignoraram os assuntos mais importantes da Lei (misericórdia e fé) em favor de atender rigorosamente aos detalhes minuciosos. Outros temas surgem aqui que devemos notar. Primeiro, a perda e retorno do pródigo não é uma vez, mas duas vezes referidas como uma morte e ressurreição (versos 24, 32). Esta é uma linguagem bastante hiperbólica para o pai descrever até o retorno de seu filho imprudente. Só pode ser entendida como linguagem de Aliança que Jesus adicionou intencionalmente na história. Estes eram os verdadeiros eleitos de Israel, perdidos entre a massa dos pecadores e os cobradores de impostos, etc. Em segundo lugar, o tema da celebração aparece em cada uma dessas três parábolas. À luz das seções anteriores de Lucas, é apropriado conectar as alegrias e festas aqui com a ideia do remanescente entrar na benção do Reino na Parousia. Como o pai defende a celebração contra a queixa do irmão mais velho, é claro que o filho mais velho também precisa de arrependimento. Assim como os convidados originais para a grande ceia, que se recusaram entrar (Lucas 14:18-20), assim foi esse irmão mais velho. (Lucas 15:28) Não somos informados se o filho velho se arrependeu e eventualmente se juntou à celebração. Dadas as parábolas anteriores e seu público farisaico, penso que a implicação é que ele não se arrependeu. Isso é exatamente o que aconteceria aos fariseus – e ao resto de Israel. E eles logo se encontrarão completamente trancados fora da celebração do reino, onde haverá choro e ranger de dentes.
↩︎ - Esta passagem é notoriamente difícil. A dificuldade surge porque o administrador é claramente chamado de “desonesto”, e ainda assim o Mestre o elogia por suas ações. Mais difícil ainda, Jesus então chama seus discípulos para fazer amizade com a riqueza “ímpia.” As pessoas ficaram intrigadas por séculos perguntando se Jesus realmente nos chamou para seguir o comportamento de um trapaceiro. Que boa lição moral a seguir foi escondida nessa história? A resposta típica tem sido o fato de que somos chamados a ser inteligentes como o mordomo injusto, mas não desonesto como ele.
↩︎ - Por “era” [αἰών] obviamente não se refere ao mundo material, a terra; mas para o mundo moral, ou idade. É certo que os judeus do tempo de nosso Salvador estavam acostumados a fazer uma divisão do tempo em dois grandes períodos ou eras, o presente aeon [ό νῦν αἰῶν, ὁ αἰῶν αὐτος], e o vindouro aeon [ὁ αἰῶν μέλλων]. O aeon vindouro era do Messias, ou “o reino de Deus.” A mesma divisão é reconhecida no Novo Testamento onde a presente era é considerada como passando, e prestes a ser sucedida por uma nova ordem, o αἰών ὁ μέλλων. (cf. Hebreus 2:5) A era que então estava em operação estava sob a administração de Satanás (o príncipe das potestades do ar, o governante desta era). A era vindoura estaria sob a administração de Deus e do seu Cristo. (Apocalipse 11:15) Jesus era o Messias que apareceu nos últimos dias desta era má para eliminá-la e inaugurar uma nova. (cf. Gálatas 1:4) Por “filhos desta era”, entendemos então aqueles que são moralmente filhos do “governante desta era”, os filhos do diabo. Por “filhos da luz”, entendemos então aqueles que são moralmente filhos do “governante da era vindoura”, os filhos de Deus. A palavra “geração” [γενεὰ]. Só pode se referir aos seus contemporâneos. Olhausen observa: “A palavra genea não é usada no sentido de nação em nenhuma passagem, seja do Novo Testamento ou de escritores profanos.”
↩︎ - Aqueles “filhos da luz” que fossem sábios e prudentes no uso dos recursos deste mundo seriam recebidos nas “moradas eternas”. E sabemos que a entrada nas “moradas eternas” (O Reino de Deus, o Paraíso, Jardim do Éden, Nova Jerusalém e etc.) não era possível durante “esta era” até que fosse disponibilizada aos filhos da luz na Parousia quando Jesus substituiria a ordem mundial em operação (sob a administração de Satanás), e inaugurou a nova ordem mundial sob a administração de Deus e seu Cristo, que governa do céu sobre todas as coisas no universo, tanto visíveis quanto invisíveis no céu, na terra e sob a terra. Na Parousia, os mortos em Cristo (filhos da luz) seriam ressuscitados e os santos vivos seriam transformados (cf. 1 Coríntios 15:51-52; Lucas 20:34-36), e então ambos os grupos foram arrebatados juntos para encontrar Cristo e permanecer com Ele para sempre naqueles “moradas eternas” preparados por nosso Senhor. (cf. 1 Tessalonicenses 4:16-17; João 14:2, 3) Assim, as moradas eternas foram disponibilizadas na Parousia. Eles estão disponíveis agora no reino invisível do céu. Está disponível para nós agora (no céu), mas não aqui (na terra). Portanto, esta vida terrena é um treinamento básico para nos preparar para nossa morada eterna no céu. Aqui na terra temos a habitação do Espírito Santo que nos dá vida espiritualmente e nos equipa para nossa eterna vida após a morte no céu. O Espírito Santo que habita em nós aqui na terra é o pagamento inicial, penhor ou penhor de nossa herança completa que receberemos quando formos para o céu.
↩︎ - O que havia sido dito aos discípulos do Batista (Mateus 11:12, 13) agora é reproduzido aos próprios discípulos de nosso Senhor e aos fariseus. A ênfase aqui é colocada no aspecto profético e não no aspecto legislativo da administração anterior. A “lei e os profetas” fizeram seu trabalho apontando para o reino dos céus como um futuro distante dos últimos dias, mas João o viu mais de perto e proclamou sua proximidade. Alguns sugerem que essa “violência/esforço” se refere ao zelo que os homens deveriam ter em lutar pelo reino, mas Jesus parece retratar aqui o reino dos céus como uma cidade sitiada. A cidade está fechada, mas os inimigos que a cercam invadem seus muros e tentam forçar uma entrada. Uma vez que as portas do reino de Deus só seriam abertas na Parousia, os homens, ouvindo que estava prestes a ser aberta, procuraram entrar nele prematuramente, não pelos portões que Deus abriria, mas pelas brechas que eles mesmos tentaram fazer em suas paredes.
↩︎ - Com essas palavras, como em Mateus 5:18, Jesus diz que os crentes judeus (que estavam sob a lei) ainda eram ordenados a continuar guardando cada jota e til da Lei até o fim daquela dispensação quando “os céus e a terra passariam”. Então, qual é a grande catástrofe representada simbolicamente como a “passagem os céus e a terra”? Sem dúvida é a abolição da dispensação mosaica ou da antiga aliança; a destruição da assembleia e do Estado judaico, juntamente com todas as suas instituições e ordenanças. Havia “coisas celestiais” que pertenciam àquela dispensação: as leis, e estatutos, e ordenanças, que eram divinas em sua origem, e que poderiam ser apropriadamente chamadas de “a bagagem espiritual” do judaísmo – estes eram os céus, que deveriam ser comovidos e removidos. Havia também as “coisas terrenas”: a literal Jerusalém, o templo material, a terra de Canaã – estas eram a terra, que da mesma forma deveria ser comovida e removida. Na realidade, esses símbolos são equivalentes aos usados por nosso Senhor quando ele previu o destino de Israel. “Imediatamente após a tribulação daqueles dias [os horrores do cerco de Jerusalém], o sol será escurecido, e a lua não dará a sua luz, e os poderes dos céus serão abalados.” (Mateus 24:29) Ambas as passagens referem-se à mesma catástrofe e empregam números muito semelhantes; além do qual temos a autoridade de nosso Senhor para consertar o evento e o período do qual Ele fala dentro dos limites da geração que então existente (Mateus 24:34); isto é, as referências só podem ser feitas ao julgamento da nação judaica e à revogação da economia mosaica na Parousia. Esse grande evento deve preparar o caminho para uma nova e maior ordem de coisas. Um reino que não pode ser trocado teria substituído as instituições materiais e mutáveis que eram imperfeitas em sua natureza e temporárias em sua duração; o material daria lugar ao espiritual; o temporal para o eterno; e o terrestre ao celestial.
↩︎ - Durante o período intertestamentário, o conceito judaico de Sheol (em grego Hades) progrediu para o estágio onde se acreditava que o Sheol/Hades tinha dois compartimentos ou seções distintas. Uma seção era um lugar de tormento para o qual os ímpios iam enquanto o outro era um lugar de felicidade consciente, muitas vezes chamado de “seio de Abraão” ou o “paraíso”, para o qual os justos eram carregados pelos anjos. Os rabinos até discutiram quantos anjos foram necessários para levar os justos ao seio de Abraão. A compreensão rabínica do Sheol/Hades é a base para a ilustração de Cristo em Lucas 16:19-31.
↩︎ - Além do contexto óbvio em que Jesus entrega esta parábola, há outros detalhes altamente reveladores que nos dizem que pertence a Sua situação imediata. Um deles liga a parábola diretamente de volta aos Seus comentários anteriores sobre a Lei e os profetas e o Reino de Deus. Esta é a resposta de Abraão ao homem rico, perto do final de sua discussão. No Hades, o homem rico finalmente percebe que o evangelismo seria bom – talvez sua família seja avisada sobre esse horrível lugar. Esta é uma conexão muito clara que mostra continuidade no discurso de Jesus. A mensagem é clara ao longo do tempo: o dia do juízo está próximo: se você não acredita verdadeiramente na Lei e nos profetas, você será julgado por eles. (cf. João 5:39-47) E esse julgamento não consideraria as aparências externas – a exibição de status e riqueza do homem rico não eram indício da bênção do Reino de Deus – mas seria um julgamento do coração. (Lucas 16:15) Os fariseus não podiam ter perdido as referências claras a si mesmos durante toda essa parábola. O significado geral é claro: os fariseus ignoraram totalmente a Lei de Deus e seriam julgados de acordo com ela. Embora essas palavras possam ser aplicável aos homens em geral sob o evangelho, é claro que teve uma aplicação direta e específica aos contemporâneos de nosso Senhor.
↩︎ - O Senhor tem tal propriedade em cada criatura, como nenhum homem pode ter em outro; ele não pode estar em dívida com eles por seus serviços, nem eles merecem qualquer retorno dele. O que se humilha será exaltado.
↩︎ - Em resposta aos fariseus, nosso Senhor diz que o reino de Deus não viria com aparência exterior; ou para ser observado pelo olho carnal, ele não pode ser visto por que era um reino espiritual. Ellicott observa corretamente que: “A leitura marginal, ‘entre vocês’, foi adotado, um tanto apressadamente, pela maioria dos comentaristas… O uso da preposição grega é, no entanto, quase decisivo contra essa interpretação. É empregado para o que está ‘dentro’ em contraste com o que está ‘fora’, como em Mateus 23:26 e na LXX (septuaginta). para as ‘partes internas’, ou natureza espiritual do homem, em contraste com o exterior, como no Salmos 103:1; 109:22; Isaías 16:11.” Essa renderização corresponde melhor à não visibilidade do reino que é afirmada na cláusula anterior; O reino é de natureza interior, isto é, espiritual (em contraste com a natureza exterior e visível deles), pois certamente não se poderia dizer que o Reino de Deus estava “dentro” no coração dos fariseus. Além disso, aqui Jesus não está falando da interioridade do reino, mas de sua chegada.
↩︎ - Não há dúvida que é verdade que a palavra γενεὰ, como muitas outras, tem diferentes nuances de significado e que, às vezes, na Septuaginta e autores clássicos, podem se referir a uma nação ou a uma raça. Mas acreditamos que é comprovável, sem sombra de dúvida, que a expressão “esta geração”, usada com frequência por nosso Senhor, sempre se refere unicamente e exclusivamente aos seus contemporâneos, o povo judeu de seu próprio tempo. Existe apenas uma interpretação possível da linguagem do nosso Senhor, e é isso que refere as Suas palavras aos seus próprios contemporâneos perversos e incrédulos. Nicoll observa que: “A paixão deve vir antes do glorioso advento relâmpago.” Ellicott também observa que: “A interposição desta profecia da Paixão em um discurso que se refere principalmente ao Segundo Advento é uma característica individualizadora deste registro de São Lucas.”
↩︎ - O caráter intensamente prático e atual, se podemos chamá-lo assim, dos discursos de nosso Senhor, é uma característica de seus ensinamentos que, embora muitas vezes negligenciados, requer que ele não seja perdido de vista. Ele falou com seu próprio povo, em seu próprio tempo. Ele era o mensageiro de Deus para Israel; e, embora seja verdadeiro que suas palavras são para todos os homens em todos os tempos, foram aplicadas principalmente e diretamente à sua própria geração. Por falta de atenção a este fato, muitos expositores perderam completamente a intenção da parábola diante de nós. Em suas mãos, torna-se uma predição vaga e indefinida de uma reivindicação dos justos, em algum período mais ou menos remoto, mas sem qualquer aplicação especial para o povo e para o tempo do próprio Senhor. Certamente, qualquer aplicação pessoal que essa parábola possa trazer para nós ou para tempos futuros, teve uma aplicação direta e específica aos discípulos a quem foi originalmente falada. O Senhor estava prestes a deixar seus discípulos “como ovelhas no meio dos lobos”; eles seriam perseguidos e afligidos, e odiados por todos os homens, pelo amor de seu Mestre; e poderia muito bem acontecer que faltasse coragem e que seus corações desmaiassem. Nessa parábola, o Salvador os incentiva a “orar sempre e não desmaiar”, pelo exemplo do que a oração perseverante pode fazer até mesmo com o homem. Se a importunação de uma viúva pobre pudesse constranger um juiz sem princípios a fazer o que era certo, quanto mais Deus, o justo Juiz, seria movido pelas orações de Seus próprios filhos para que suas queixas fossem reparadas. Sem alegorizar todos os detalhes da parábola, à maneira de alguns expositores, basta marcar sua grande moral. É isto. Os perseguidos filhos de Deus seriam vingados com segurança e rapidez. Deus os vindicará, e isso rapidamente. Mas quando? O ponto do tempo não fica indefinido. É “quando o Filho do homem vier.” A Parousia seria a hora de reparação e libertação para o sofredor povo de Deus. A reflexão de nosso Senhor sugere que Ele previu que o arrependimento, o único que poderia evitar a condenação da nação, não era para ser esperado. Não haveria fé em Deus, em Suas promessas ou em Suas ameaças. O dia dEle, portanto, seria o “dia da vingança.” (Lucas 21:22) Doddridge compreendeu bem o alcance desta parábola e parafraseia o versículo inicial da seguinte forma: “Assim, nosso Senhor discorreu com Seus discípulos sobre a iminente destruição de Jerusalém pelos romanos; e para seu encorajamento sob aquelas dificuldades que eles poderiam, entretanto, esperar, de seus compatriotas descrentes ou outros, Ele falou uma parábola, para eles, que se destinava a inculcar sobre eles esta grande verdade, que quão aflitivas sejam as suas circunstâncias, devem sempre orar com fé e perseverança, e não desmaiar sob as provações.” O que se segue é a sua paráfrase de Lucas 18:8: “Sim, eu vos digo, Ele certamente os vindicará; e quando Ele uma vez empreender, Ele o fará rapidamente também; e esta geração de homens verá e sentirá seu terror. Não obstante, quando o Filho do homem, tendo entrado em posse de Seu glorioso reino, vier a aparecer para este importante propósito, ele encontrará fé na terra?”
↩︎ - Aqui o lembrete de que o arrependimento humilde é a chave para entrar no reino celestial. O tema do cobrador de impostos e o verdadeiro arrependimento estão prestes a alcançar um clímax encarnado na pessoa de Zaqueu no futuro muito próximo. (Lucas 19:1) Israel deve se arrepender verdadeiramente. E em nossa exaltação (eleição) nunca somos ativos, apenas passivos: o que se humilha será exaltado. (Lucas 18:14) Na verdade, esta passividade é em si mesma uma marca daqueles que entram no Reino que são como um pequeno filho que foi trazido a Cristo. (cf. Lucas 18:15-17)
↩︎ - Não pode haver dúvida de que era essa alusão que o apóstolo Paulo devia ter em mente quando aconselhou os coríntios a permanecerem solteiros por causa da “presente aflição” (perseguição e tribulação). (cf. 1 Coríntios 7:1-40) Ter esposa e filhos durante a perseguição e a tribulação tornou muito difícil permanecer fiel. Era forte a tentação de negar a fé para poupar a esposa e os filhos da mesma perseguição e morte que o pai estava passando. Isso explica por que que Jesus elogiou aqueles que “se fizeram eunucos” por causa do Reino e por causa da obra missionária (pregar o evangelho) sem se preocupar com suas esposas e filhos e ser alvo fácil de perseguidores. Este parece ser o caso do apóstolo Paulo. Ele evidentemente jurou diante de Deus permanecer solteiro para que pudesse levar o evangelho mais rapidamente. Mas ele nunca condenou os outros apóstolos por levarem esposa e filhos com eles em seu trabalho como evidentemente São Pedro e os irmãos de Jesus e alguns dos outros apóstolos fizeram. (cf. 1 Coríntios 9:5)
↩︎ - Os comentaristas observam que Lucas deixa claro que estes eram [βρέφη] bebês, não apenas crianças, e que foram trazidos passivamente para Jesus. Devemos assumir que, mesmo que sejam crianças, eles foram literalmente conduzidos até Jesus. Isso é importante no contexto. A interpretação comum conserva alguma validade: que uma criança tem uma certa fé sem dúvida e que a chave para a passagem é que devemos ter fé de todo coração para entrar no Reino. Mas é mais provável que a ênfase aqui é sobre a passividade e a impotência das crianças que estão sendo ao nosso Senhor. Apenas dessa forma é que os homens entram no Reino de Deus. (João 6:44, 65) O cobrador de impostos que acabamos de ver (Lucas 18:9-14), declara sua total indignidade, além da iniciativa de Deus, de perdoar.
↩︎ - Tanto nosso Senhor quanto seu precursor chamaram “a nação ao arrependimento”, e anunciaram a aproximação do “reino dos céus.” Da mesma forma, quando os doze discípulos foram enviados em sua primeira missão evangelística, eles receberam a ordem de pregar, não que o reino dos céus era chegado, mas que estava próximo. Além disso, que o reino não veio no tempo de nosso Senhor, nem no dia de Pentecostes, é evidente pelo fato de que em Seu discurso profético no Monte das Oliveiras, nosso Senhor deu aos Seus discípulos certos sinais pelos quais eles poderiam saber que o o reino de Deus estava próximo. (Lucas 21:31) Deve ser observado que “receber o reino” é diferente a “entrar no reino.” Neste contexto, é de vital importância lembrar a natureza espiritual do Reino de Cristo que foi inaugurado em 70 d.C. Só podemos garantir a coroa de glória no reino celestial, aceitando aqui e agora com alegria Sua cruz, como aquela em que, de fato, o mundo foi crucificado para nós, e nós para o mundo. (Gálatas 6:14)
↩︎ - Este é “um conselho de perfeição”, mas não no sentido ascético, como se a pobreza fosse o caminho certo para a vida cristã mais elevada; antes, no sentido do ditado: daquele a quem muito é dado, muito será exigido. O paralelismo com o Sermão da Montanha não deve ser esquecido. O “tesouro” é a “vida eterna” que o jovem governante buscava. Mais uma coisa a ser observada, e isto é, que não se diz que sua recompensa almejada será desfrutada na terra. Os tesouros terrenos às vezes são roubados ou corrompidos, mas os que têm as suas riquezas no Céu, guardam em um lugar seguro. Nessas exortações, como em muitas outras feitas pelo nosso Senhor, a provação da vida terrena está ligada à recompensa e riquezas da vida futura que está guardada no Reino Celestial.
↩︎ - Ellicot observa: “São Marcos acrescenta palavras que estão cheias de significado: ‘Tome a sua cruz e siga-Me.’ O buscador não poderia entender todo o seu significado. Ao Mestre aquela cruz aproximava-se, dia após dia, e Ele via que cada verdadeiro discípulo devia estar preparado para segui-Lo naquele caminho de sofrimento, que era também o caminho da glória. ‘Via cruris, via lucis.’”
↩︎ - O caráter intensamente prático e atual, se podemos chamá-lo assim, dos discursos de nosso Senhor, é uma característica de seus ensinamentos que, embora muitas vezes negligenciados, requer que ele não seja perdido de vista. Ele falou com seu próprio povo, em seu próprio tempo. Ele era o mensageiro de Deus para Israel; e, embora seja muito verdade que suas palavras são para todos os homens em todos os momentos, foram aplicadas principalmente e diretamente à sua própria geração. Ele estava reiterando os custos do discipulado para aquela geração de crentes, não a instituição da pobreza perpétua como uma ética do Reino. Seria muito mais difícil para aquele proprietário de terras muito rico que tinha apostado sua reputação social em seu status, ligados a muitos bens perderem tudo por amor do evangelho, pois “a quem muito é dado, muito será exigido.”
↩︎ - Pode ser observado que nosso Senhor advertiu sobre como seria difícil é entrar no reino de Deus “para os que confiam nas riquezas.” Nenhuma palavra poderia mostrar mais claramente a profunda impressão na mente do nosso Senhor de que uma grande crise estava próxima, o que afetaria poderosamente todas as relações da vida e todas as posses deste mundo. Há um significado nessa linguagem, como é falado naquele momento, muito diferente do que ela tem atualmente; uma ênfase e uma urgência na declaração do nosso Senhor que implicam uma especialidade no tempo então presente: ele sabia e havia profetizado que eles estavam à beira de uma grande catástrofe, e que todos os interesses e posses terrestres eram mantidos incerta e temporariamente. (cf. Atos 2:44,45; 4:34) Não é necessário perguntar o que era essa catástrofe esperada. Locke conjetura que o apóstolo tinha “uma previsão profética das perseguições que se aproximavam sob Nero”; mas essa não é toda a verdade. Era a vinda do Senhor já aludida, e a aproximação da consumação está implícita em todas as suas exortações.
↩︎ - Aqui nosso Senhor lembrou lhes de uma lição importante que Ele havia pregado durante em toda a Sua jornada. Somente pela graça de Deus alguém é salvo, sejam ricos ou pobres.
↩︎ - A que período devemos atribuir o evento ou estado aqui chamado por nosso Senhor de “regeneração”[παλιγγενεσία]? É evidentemente contemporâneo de “o Filho do homem sentado no trono de sua glória”; nem pode haver qualquer dúvida de que as duas frases, “O Filho do homem vindo em seu reino” e “O Filho do homem sentado no trono de sua glória”, ambas se referem à mesma coisa, e ao mesmo tempo. Ou seja, é para a Parousia que ambas as expressões apontam. Temos outra nota de tempo, e outro ponto de coincidência entre a “regeneração” e a Parousia, na referência feita por nosso Senhor à era ou o “aeon vindouro” como o período em que Seus discípulos fiéis deveriam receber sua recompensa. (Marcos 10:30; Lucas 18:30) Mas a “era vindoura” [αἰών ὁ µέλλων or ἐρχοµένῳ] estava, como já vimos, para suceder a era ou aeon existente [αἰών αὐτος, ὁ νὐν αἰών], isto é, o período da dispensação judaica, o fim do qual nosso Senhor declarou estar próximo. Concluímos, portanto, que a “regeneração”, a “era vindoura” e a “Parousia” são virtualmente sinônimos ou, em todos os eventos, contemporâneos. A vinda do Filho do homem em Seu reino, ou em Sua glória, é distintamente afirmada como uma vinda para julgamento – “para recompensar a cada homem de acordo com suas obras; (Mateus 16:27) e Seu assentar no trono de Sua glória, na regeneração, é evidentemente um assentar para julgar. Nesse julgamento, os apóstolos deveriam ter a honra de ser assessores do Senhor, de acordo com Sua declaração – (Lucas 22:29, 30) “Eu designo para vocês um reino, como meu Pai designou para mim; para que comais e bebais à minha mesa no meu reino, e vos senteis em tronos, julgando as doze tribos de Israel.” Mas esta gloriosa vinda a julgamento é expressamente afirmada por nosso Senhor como estando dentro dos limites da geração então viva: “Há alguns aqui que não provarão a morte, até que vejam o Filho do homem vindo em seu reino.” (Mateus 16:28) Não foi, portanto, nenhuma esperança longamente adiada e distante que Jesus ofereceu aos Seus discípulos. Não era uma perspectiva ainda vista de longe, na vaga perspectiva de um futuro indefinido. São Pedro e seus condiscípulos estavam plenamente cientes de que “o reino dos céus” estava próximo. Eles aprenderam com seu primeiro professor no deserto; eles haviam sido tranquilizados por seu Senhor e Mestre; eles haviam passado pela Galileia proclamando a verdade a seus compatriotas. Quando o Senhor, portanto, prometeu que no aeon vindouro Seus apóstolos deveriam sentar-se em tronos, é concebível que Ele pudesse significar que eras após eras, séculos após séculos, e até mesmo milênio após milênio deviam rolar lentamente antes que eles colhessem suas prometidas honras? A herança da “vida eterna” e o “assentar sobre os doze tronos” ainda estão entre “as coisas que se esperam, mas não se vêem” pelos discípulos? Certamente, tal hipótese se refuta. A promessa teria soado como zombaria para os discípulos se tivessem sido informados de que a apresentação seria tão adiada. Por outro lado, se concebermos a “regeneração” como contemporânea da Parousia, e a Parousia, com o fim da era judaica e a destruição da cidade e do templo de Jerusalém, temos um ponto definido de tempo, não muito distante, mas quase à vista dos homens vivos, quando o julgamento predito dos inimigos de Cristo, e a gloriosa recompensa de Seus amigos aconteceria.
↩︎ - Muito sóbria é a explicação de Albert Barnes: “Isso não pode ser tomado literalmente, pois promete cem vezes mais ‘mães, irmãs’ etc. Significa, evidentemente, que a perda será cem vezes ‘compensada’; que, na posse da religião, temos cem vezes o ‘valor’ de tudo o que abandonamos. Isso consiste no perdão dos pecados, no favor de Deus, na paz de consciência, no apoio nas provações e na morte, e em suscitar ‘amigos’ no lugar dos que ficam – ‘irmãos e irmãs espirituais, e mães’, etc… Assim, todas as bênçãos ‘necessárias’ descerão sobre nós ‘aqui’ e as bênçãos ‘eternas’ no futuro. Com perseguições – ou o desprezo do mundo e sofrimentos corporais por causa de sua religião, eles ‘devem’ se encontrar. Jesus não escondeu isso; mas ele os consolou. Ele assegurou-lhes que ‘em meio’ a eles, ou talvez devesse ser traduzido ‘depois’ deles, eles deveriam encontrar amigos e conforto.” Deve-se lamentar que esta nota sóbria e sensata negligencie sua referência primária e original que foram aplicadas principalmente e diretamente à sua própria geração.”
↩︎ - O objetivo direto desta parábola parece ser mostrar que, embora os judeus tenham sido chamados pela primeira vez para a vinha, por fim o evangelho deveria ser pregado aos gentios, e eles deveriam ser admitidos a privilégios e vantagens iguais aos os judeus. No entanto, Benson faz uma advertência necessária de que: “Parece necessário, antes de descartarmos esta parábola, advertir o leitor contra a conclusão, de qualquer parte de seu conteúdo, de que as recompensas a serem conferidas após a morte, ou no dia do julgamento, serão iguais para todos os que as receberem. Pois isso seria fazer a parábola contradizer uma vasta variedade das passagens mais claras do Novo Testamento, que nos asseguram, da maneira mais positiva, que quando nosso Senhor vier, sua recompensa está com ele, para dar a cada homem de acordo com sua obra, isto é, em proporção ao grau de santidade interior e exterior que ele alcançou nos dias de sua carne, e de acordo com o esforços que fez e a diligência que usou para glorificar a Deus e servir a sua geração em obediência à vontade divina: e de acordo com os sofrimentos que pacientemente suportou. Pois, como uma estrela difere de outra estrela em glória, assim será com os santos na ressurreição dos mortos.”
↩︎ - O Espírito de Cristo, na lei, nos Salmos e nos profetas do Antigo Testamento, testificaram de antemão seus sofrimentos e a glória que se seguiria. (1 Pedro 1:11)
↩︎ - De todas as pessoas que seguiram nosso Senhor, era de se esperar que os mais próximos a Ele tiveram o privilégio de entender e compreender tudo o que Ele quis dizer. Deveria ser inconcebível que eles não entendam pelo menos o significado do que Ele disse, mesmo que não pudessem aceitá-lo. Mas isso é o que a nós é dito que aconteceu. Aqui temos a razão para a profunda falta de entendimento dos discípulos: “o significado do que Jesus disse foi escondido dos discípulos”. Uma cena quase idêntica antes de sua jornada final em direção a Jerusalém. (Lucas 9:51) Eles ainda não receberam graça para receber o Evangelho de Jesus. Então, por que, Jesus os chamou juntos para esta mensagem? Obviamente eles não estavam prontos para ouvi-la. Jesus sabia disso antes que Ele lhes dissesse. Ele estava apenas entregando a verdade a eles claramente para que eles se lembrassem depois do fato. Na verdade, nos dizem que este é o caso no relato de Lucas sobre o túmulo vazio. (Lucas 24:5-8; João 2:22) Tudo isso dizia respeito a esta e mesma missão do Filho do Homem e Seu conflito com a Jerusalém idólatra e assassina. E enquanto eles permaneceram cegos à mensagem enquanto falava, seus olhos estariam abertos a Ele no devido tempo. Então, quando uma vez que Deus abriu seu entendimento para tudo o que eles ouviram e testemunharam, suas vidas seriam transformadas, pois a verdade e o significado de tudo afetariam completamente suas almas.
↩︎ - Não pode haver dúvidas de que a menção de tronos (Mateus 19:28), como uma recompensa para os Doze na vinda de seu Mestre em glória, pode ter sugerido a ideia daqueles discípulos. Esta sessão à direita e à esquerda era uma forma de expressão judaica para estar ao lado do rei em honra. Mas a que período devemos atribuir o evento que Mateus está diz “em teu reino” e Marcos “em tua glória”? Não pode haver qualquer dúvida de que as duas frases se referem à mesma coisa que e ao mesmo tempo que Sua vinda na glória de Seu Pai, com os santos anjos, em Seu reino e para o julgamento. Ou seja, é para a Parousia que ambas as expressões apontam. (compare Mateus 16:27-28; Marcos 8:38, 9:1; Lucas 9:26, 27, com Mateus 19:27; cf. Apocalipse 20:4)
↩︎ - Com escritores simples e verdadeiros como os evangelistas, podemos ter certeza de que alguma boa razão está por trás da óbvia discrepância aparente. Mas a explicação é simples; Josefo e Eusébio distinguem entre a velha e a nova Jericó – a cidade velha no local antigo e a nova cidade herodiana que surgiu a uma pequena distância dela.
↩︎ - Essa história tem uma ênfase no reino de forma indireta. Bartimeu se dirige a Jesus como “Filho de Davi” – um reconhecimento de Sua realeza. Desde Lucas 1:69, não ouvimos muito mais sobre Jesus como o herdeiro do trono davídico até aqui quando Bartimeu nos lembra que Jesus é de fato o Filho de Davi. Logo, Jesus fará o própria reivindicação. (Lucas 20:39-44) A multidão de pessoas estavam “na frente” – eles bloquearam o caminho para Jesus. Essas pessoas eram herdeiras dos escribas e fariseus. (Lucas 11:52; Mateus 23:13). Essas pessoas estavam cumprindo literalmente esse papel da maneira que foi abertamente proibida na Lei de Moisés. (Levítico 19:14) Bartimeu representa o remanescente entre as massas dos israelitas incrédulos.
↩︎ - Em todas as visitas anteriores a Jerusalém, nosso Senhor havia subido sozinho ou acompanhado apenas por Seus discípulos escolhidos. Agora Ele era seguido por uma multidão, reunindo forças à medida que avançavam, e despertados, por sua proximidade da Cidade Santa, a uma excitação quase incontrolável. O tempo de atraso, eles pensaram, havia chegado ao fim. Ele estava prestes a reivindicar o trono de seu pai Davi. O Reino de Deus “apareceria imediatamente.” A parábola mostra inequivocamente que o reino de Deus ainda não havia sido inaugurado; pois, se tivesse sido, é inconcebível que esses homens, que eram seus principais executivos na terra, nada soubessem do fato; e é igualmente inconcebível que, se o reino já tivesse chegado, nosso Senhor não teria prontamente corrigido um erro tão flagrante por parte de seus discípulos e não contaria essa parábola que mantém a vinda do reino ainda em perspectiva futura.
↩︎ - Todos os leitores atentos da história do evangelho podem perceber o quanto os ensinamentos de nosso Senhor, quando Ele se aproximava do fim de Seu ministério, residiam no tema do julgamento vindouro. Quando falou esta parábola, ele estava a caminho de Jerusalém para celebrar a última Páscoa antes de sofrer; e é notável como muitos de seus discursos desde então parecem ser quase completamente absorvidos, não na própria morte que se aproxima, mas na iminente catástrofe da nação. Não só esta parábola das minas, mas o seu lamento por Jerusalém (Lucas 19:41); Sua maldição sobre a figueira (Mateus 21:19-21; Marcos 11:13-14); a parábola dos lavradores maus (Mateus 21:33-41; Marcos 12:1-9; Lucas 20:9-16); a parábola do casamento do filho do rei (Mateus 22:1-14); as aflições pronunciadas sobre aquela geração (Mateus 23:29-36); o segundo lamento por Jerusalém (Mateus 23:37-38); e o discurso profético no Monte das Oliveiras, tudo isso lida com esse assunto absorvente. A consideração dessas indicações proféticas mostrará que a catástrofe antecipada por nosso Senhor não era um evento remoto, distante centenas e milhares de anos no futuro, mas uma cuja sombra já caiu sobre aquela época e aquela nação; e que as Escrituras não nos dão qualquer garantia para supor que qualquer outra coisa, ou qualquer coisa além disso, esteja incluída nas palavras de nosso Salvador. A parábola das minas foi falada por nosso Senhor para corrigir uma expectativa equivocada da parte de Seus discípulos, de que “o reino de Deus” estava para vir imediatamente. Não é surpreendente que eles tenham cometido esse erro. João Batista havia anunciado: “O reino de Deus está próximo”. O próprio Jesus proclamou o mesmo fato e os encarregou de publicá-lo em todas as cidades e vilas da Galileia. Como israelitas patrióticos, eles se contorceram sob o jugo de Roma e ansiavam pelas antigas liberdades da nação. Como filhos piedosos de Abraão, eles desejavam ver todas as nações abençoadas nele. E havia outros sentimentos menos nobres que ocupavam suas mentes. Não era seu próprio Mestre o Filho de Davi – o Rei vindouro? O que eles não esperariam sendo Seus seguidores e amigos? Isso os fez disputar entre si o lugar de honra no reino. Isso deixou os filhos de Zebedeu ansiosos por garantir Sua promessa em lugares mais honrosos, à Sua direita e à Sua esquerda, onde assumiriam a soberania. E agora eles estavam se aproximando de Jerusalém. O grande festival nacional da Páscoa estava próximo; todo o Israel estava se reunindo para a Cidade Santa, e não havia um homem lá, mas estaria ansioso para ver Jesus de Nazaré. O que é mais provável do que que o entusiasmo popular colocaria seu Mestre no trono de Seu pai Davi? Como eles desejaram, eles acreditaram; e “eles pensaram que o reino de Deus apareceria imediatamente.” Mas o Senhor refreou suas esperanças entusiásticas e sugeriu, em uma parábola, que um certo intervalo deve decorrer antes do cumprimento de suas expectativas. Tomando um incidente bem conhecido da história judaica recente como base da parábola – a saber, a viagem de Herodes Arquelau a Roma, a fim de buscar do imperador a sucessão aos domínios de seu pai, Herodes, o Grande, ele o empregou como uma ilustração apropriada de Sua própria partida da terra, e Seu subsequente retorno em glória. Enquanto isso, durante o período de Sua ausência, Ele deu a Seus servos uma incumbência de se manter – “Ocupados até que eu venha”. Era para eles serem diligentes e fiéis, até a volta de seu Senhor, quando os servos leais deveriam ser aplaudidos e recompensados, e Seus inimigos totalmente destruídos. Nada pode ser melhor do que a explicação de Neander sobre esta parábola, embora, de fato, se possa dizer que ela se auto explica. No entanto, pode ser bom inserir suas observações. “Nesta parábola, em vista das circunstâncias em que foi proferida, e da catástrofe que se aproximava, são dadas indícios especiais da partida de Cristo da Terra, sua ascensão, seu retorno para julgar a nação rebelde teocrática, e para consumar seu domínio, ele descreve um grande homem que viaja para o tribunal distante do poderoso imperador para receber autoridade de seus concidadãos e retornar com poder real, de modo que Cristo não foi imediatamente reconhecido em sua posição real, mas primeiro ele teve que deixar a terra, deixar seus agentes para avançar seu reino, ascender ao céu, ser nomeado rei teocrático, e retornar novamente para exercer o poder contestado.” Esse é o ensino da parábola das libras. Mas, embora o reino de Deus não devesse aparecer no tempo preciso que os discípulos previram, não se segue que foi adiado “sine die”, e que a esperada consumação não ocorreria por centenas e milhares de anos. Isso seria falsificar as declarações mais expressas de Cristo e de Seu precursor. Como eles poderiam ter dito que o reino estava próximo, se ele não apareceria por séculos? Como pode-se dizer que um evento está próximo, se na verdade foi mais distante do que todo o período da economia judaica de Moisés a Cristo? O reino ainda pode estar próximo, embora não tão perto como os discípulos supunham. Era conveniente que seu Senhor “fosse embora”, mas apenas por “um pouco”, quando Ele voltaria para eles e viria “em Seu reino”. Esta era a esperança em que viviam, a fé que pregavam; e não podemos pensar que sua fé e esperança eram uma ilusão.
↩︎ - “Seis dias antes da Páscoa” deve ser entendido aqui como o “sexto dia” antes da ceia pascal. O dia judaico de vinte e quatro horas era contado de pôr do sol a pôr do sol, como ainda acontece nos países orientais. O cordeiro pascal foi morto no dia 14 de Nisã, próximo ao pôr do sol; e foi comido depois do pôr do sol, que é contado como o início do dia 15 de Nisã. (Exôdo 12:6, 8) Portanto, o sexto dia antes da Páscoa, quando Jesus veio a Betânia, era o dia 10 de Nisã, contando a partir do próprio dia 15 de Nisã como um dia, como é feito em todos os casos semelhantes. Nosso Senhor foi crucificado na véspera do sábado judaico (Marcos 15:42), que coincide com a nossa sexta feira, de modo que “o sexto dia antes da Páscoa” coincidiu com o primeiro dia da semana judaico ou o nosso domingo.
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